Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Profª: Drª Acácia Lima Silva
1
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE GOIÁS
CÂMPUS INHUMAS
 Existem diferentes tipos de operações unitárias.
 A operações variam de acordo com a natureza das transformações que
ocorrem, sejam físicas, químicas ou bioquímicas.
 Essas transformações podem ser caracterizadas por separação de uma ou mais
substâncias presentes em um mistura ou pela mudança de uma propriedade
decorrente de um gradiente (ex: quando a propriedade não é uniforme em toda
a dimensão do sistema).
 Podem ser classificadas de acordo com a grandeza:
a) Massa
b) Energia
c) Velocidade
2
Transferência como objetivo
1. Operações de transferência de quantidade de movimento
São as operações em que duas fases em diferentes velocidades são
colocadas em contato.
 São dividas em:
a) Circulação interna de fluidos: estudo do movimento de fluidos através de
tubulação e dispositivos para medir as propriedades dos fluidos.
b) Circulação externa de fluidos: o fluido circula pela parte externa de um
sólido, como fluidização e transporte pneumático.
c) Movimentação dos sólidos dentro de fluidos: refere-se à separação de
sólidos em um meio fluido.
3
2. Operações de transferência de calor
São controladas pelo gradiente da temperatura e dependem do
mecanismo pelo qual o calor é transferido.
 Serão definidas mediante:
a) Operações de transferência de calor.
b) Tratamentos térmicos: pela elevação da temperatura, pasteurização e
esterilização.
c) Resfriamento e congelamento: com e sem mudança de fase da água para
gelo
4
3. Operações de transferência de massa
São controladas pela difusão de um componente dentro de uma mistura.
 As operações que constituem esse grupo são:
a) Desidratação: eliminação de um líquido contido em um sólido, ou remoção do
gelo por sublimação.
b) Extração: com base na dissolução de uma mistura (líquida ou sólida) em um
solvente seletivo.
c) Separação por membranas: com base em transporte convectivo e difusivo.
d) Cristalização: formação de partículas sólidas de estrutura regular a partir de
uma fase líquida homogênea.
e) Destilação: separação de um ou mais componentes a partir da diferença de
volatilidade.
5
3. Operações de transferência de massa
f) Adsorção: também conhecida como sorção, envolve a eliminação de um
ou mais componentes de um fluido (líquido ou gás) pela retenção sobre
uma superfície sólida.
g) Troca iônica: substituição de um ou mais íons de uma solução com outro
agente de troca.
h) Absorção: um componente de uma mistura gasosa é absorvido por um
líquido de acordo com sua solubilidade nesse líquido.
6
4. Operações de transferência simultânea de calor e massa
São as operações em que existem ao mesmo tempo gradientes de
temperatura e de concentração.
Exemplo:
 Cristalização;
 Destilação;
 Desidratação.
7
5. Operações complementares
São aquelas que não envolvem os fenômenos citados nas operações
anteriores.
Exemplo:
a) Operação de Redução de Tamanho: moagem e homogeneização;
b) Operação de Separação: peneiramento; filtração, seleção, etc.
8
 Consiste em uma ferramenta importante e complexa;
 Energia e matéria não se criam nem se destroem, mas se transformam.
 Qualquer operação unitária pode ser entendida como uma etapa do
processo em que energia e matéria sofrem alguma transformação — seja
uma mudança de temperatura ou pressão, de composição de fases ou
mesmo de estrutura de matéria (por meio de uma reação química).
9
Matéria Prima
Reação química
Produto
Operação 
Unitária
Quantidade X Quanto sai? 
10
Subprodutos
Transformações: T, 
P, estrutura, etc. 
Quanto sai? 
Produto
Resíduo
IMPORTANTE: Nem todos os
produtos são desejados — a
operação unitária também pode
gerar resíduos.
 As transformações sofridas pelas matérias primas podem ser simples, como
uma variação de temperatura (ocorrida em um trocador de calor), podem
envolver transferência de massa entre fases e podem eventualmente
envolver transformações químicas.
 O projeto e a operação de equipamentos para todas as operações unitárias
têm aspectos diversos a serem levados em conta — relações de
transferência de momento, calor e massa, cinética de reações químicas,
relações de equilíbrio de fases e de equilíbrio químico.
 Para isso são necessários alguns conceitos, como:
a) Medidas de concentração e composição
11
Fração mássica
Fração molar
Concentrações volumétricas
Concentração molar
 Fração Mássica (Xi) = massa total do componente i (mi) dividida pela 
massa total da mistura
 Fração Molar (xi) = razão entre a quantidade dos componente na
mistura e a quantidade total de todos os componentes da mistura.
12
Ex1: Foram misturadas em um tanque 1 kg de sacarose e 200 g de
água. Qual a fração mássica de cada componente?
Ex2: Qual a fração molar cada componente da mistura?
Dados: Massa molar da sacarose (C12H22O11)= 342,2965 g/mol
Massa molar da água (H2O)= 18,01528 g/mol
13
 Algumas vezes, a composição de um sistema pode ser definida
em termos de concentrações volumétricas
 São evitadas em cálculos específicos de balanços de massa e de
por duas razões:
1. O volume não é uma grandeza aditiva (o volume final de uma
mistura pode não ser a soma dos volumes dos constituintes);
2. O volume de uma mistura pode variar, por exemplo, com a
temperatura.
14
b) Fases e equilíbrio de fases
Fase = porção de matéria homogênea
 Podem existir diversas fases em um único sistema e, muitos processos envolvem a 
transferência de matéria entre fases. Ex: liofilização envolve a transferência de água 
da fase sólida para a fase vapor; a cristalização, de uma fase líquida para a fase 
sólida.
 É importante conhecer duas propriedades: Temperatura e Pressão
 Duas fases podem estar em equilíbrio, condição definida pela ausência de mudança
com o tempo e pela inexistência de fluxos líquidos de matéria e energia entre as
fases.
15
Propriedades físicas
são as mesmas em toda a sua extensão.
c) Graus de liberdade de um sistema = número de propriedades
necessárias para descrever o sistema, e cujo valor pode ser
alterado de forma independente.
Ex1: Em uma solução aquosa de sacarose quantos são os graus de
liberdade desse sistema?
1. Inicialmente é importante conhecer a temperatura e a pressão
em que se encontra e a fração de açúcar.
2. Assim, em princípio, temos três graus de liberdade.
16
Ex2: Em uma solução aquosa de sacarose contendo 10 % em massa
de açúcar quantos são os graus de liberdade desse sistema?
1. Inicialmente é importante conhecer a temperatura e a pressão
em que se encontra e a fração de açúcar.
2. Assim, em princípio, temos 2 graus de liberdade.
17
18
Entrada no 
Sistema
Saída do 
Sistema
Gerado dentro do 
Sistema
Consumido 
dentro do Sistema
Acúmulo dentro 
do Sistema
Reação química
Entrada no 
Sistema
Saída do 
Sistema
Acúmulo dentro 
do Sistema
E S
R
A
AE S
0 0
 Exemplo 1: Uma tubulação enche um tanque a uma vazão de 1,5 L/h. Este
tanque apresenta um vazamento em que a água escoa a uma vazão igual a
0,015 L/min. O tanque irá secar ou a água irá transbordar? Podemos
afirmar que o sistema opera em estado estacionário ou transiente?
19
Solução:
Dados: QEntrada= 1,5 L/h
QSaída= 0,015 L/min = 0,9 L/h
QAcúmulo = ?
Equação: E – S + R = A E – S = A
QEntrada - QSaída = QAcúmulo
1,5 L/h - 0,9 L/h = QAcúmulo
QAcúmulo = 0,6 L/h
QEntrada=1,5 L/h
QSaída=0,015 L/min
IMPORTANTE:
Estado Transiente
 O balanço de massa total em regime permanente normalmente é
utilizado para verificar se a soma de todos os balanços (componente por
componente) também é satisfeita.
20
Entrada no 
Sistema
Saída do 
Sistema
Acúmulo dentro 
do Sistema
AE S
0
Entrada no 
Sistema
E
Saída do 
Sistema
S
Vamos 
praticar!!
 Exemplo 2: A cachaça é produzida em um processo de destilação,
conforme o fluxograma abaixo. Com base no fluxograma qual a produção
diária da vinhaça?
21
Solução:
Dados: Garapa= 1000 kg/dia
Água = 550 kg/dia
Vinhaça = ?
Cachaça = 410 kg/dia
Equação: E=S
(Qgarapa + Qágua) = (Qvinhaça + Qcachaça)
(1000 kg/dia + 550 kg/dia) = (Qvinhaça+ 410 kg/dia)
1550 kg/dia = (Qvinhaça+ 410 kg/dia)
Qvinhaça = 1550 kg/dia - 410 kg/dia
Qvinhaça = 1140 kg/dia
Graus de liberdade = 3 Sistema= 2
∑XE.E = ∑ Xs.S
22
Entrada no 
Sistema
Saída do 
Sistema
Acúmulo dentro 
do Sistema
AE S
0
Entrada no 
Sistema
E
Saída do 
Sistema
S
Vamos 
praticar!!
 Exemplo 3: Um cereal contendo 55% de água é fabricado a uma taxa de
500 kg/h. É necessária uma secagem até obter um teor de água de 30%.
Qual é a quantidade de água a ser evaporada por hora (taxa de
evaporação)?
23
Solução:
Equação: E = S
Cereal úmido
Secador
Água
Cereal com 30% de 
umidade
QEntrada= 500 Kg/h
XÁgua Entrada = 55% = 0,55
XCereal Entrada = 1-0,55 = 0,45
QSaída2= ?
XÁgua Saída2 = 30% = 0,30
XCereal Saída2 = 1-0,30 =0,7
QSaída1= ?
XÁgua Saída1 = 100% = 1
Balanço de Massa Global
QEntrada = (QSaída1 + QSaída2) 500 Kg/h = (QSaída1 + QSaída2)
Balanço Por Componente - Água
XEntradax QEntrada = (XSaída1 x QSaída1 + XSaída2 x QSaída2)
0,55 x 500 Kg/h = (1 x QSaída1 + 0,3 x QSaída2)
 Exemplo 3: Um cereal contendo 55% de água é fabricado a uma taxa de
500 kg/h. É necessária uma secagem até obter um teor de água de 30%.
Qual é a quantidade de água a ser evaporada por hora (taxa de
evaporação)?
24
Cereal úmido
Secador
Água
Cereal com 30% de 
umidade
QEntrada= 500 Kg/h
XÁgua Entrada = 55% = 0,55
XCereal Entrada = 1-0,55 = 0,45
QSaída= ?
XÁgua Saída2 = 30% = 0,30
XCereal Saída2 = 1-0,30 =0,7
QSaída1= ?
XÁgua Saída1 = 100% = 1
Balanço de Por Componente - Cereal
XEntradax QEntrada = (XSaída2 x QSaída2)
0,45 x 500 Kg/h = (0,7 x QSaída2)
275 Kg/h = (0,7 x QSaída2)
QSaída2 = 275/0,7 QSaída2 = 321,43 kg/h
Balanço de Massa Global
QEntrada = (QSaída1 + QSaída2) 500 Kg/h = (QSaída1 + QSaída2) 500 Kg/h = (QSaída1 + 321,43 kg/h)
QSaída1 = 500 Kg/h - 321,43 kg/h QSaída1 = 178,57 Kg/h
 Exemplo 3: Um cereal contendo 55% de água é fabricado a uma taxa de
500 kg/h. É necessária uma secagem até obter um teor de água de 30%.
Qual é a quantidade de água a ser evaporada por hora (taxa de
evaporação)?
25
Cereal úmido
Secador
Água
Cereal com 30% de 
umidade
QEntrada= 500 Kg/h
XÁgua Entrada = 55% = 0,55
XCereal Entrada = 1-0,55 = 0,45
QSaída= ?
XÁgua Saída2 = 30% = 0,30
XCereal Saída2 = 1-0,30 =0,7
QSaída1= ?
XÁgua Saída1 = 100% = 1
Quantidade de Cereal Que Sai do Sistema
XCereal Saída2 x QSaída2 = (0,7 x QSaída2) = (0,7 x 321,43 kg/h) = 224,98 Kg/h
Quantidade de Água Que Sai do Sistema (com o cereal)
XÁgua Saída2 x QSaída2 = (0,3 x QSaída2) = (0,3 x 321,43 kg/h) = 96,42 Kg/h
FOUST, A.S.; WENZE L.A.; CLUMP, C.W.; MAUS, L.; BRYCE ANDERSEN, L. Princípios de Operações Unitárias, 2a Ed.. Rio de Janeiro: LTC Editora, 1982.
TADINI, C. C. et al. Operações Unitárias Na Indústria de Alimentos. Vol. 1 e 2. 1ª edição. Rio de Janeiro. LTC, 2016. 
FELLOWS, P. J. Tecnologia de processamentos de alimentos: princípios e práticas. Porto Alegre: Artmed, 2006. 
26

Mais conteúdos dessa disciplina