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O que tem no prato do seu fi lho? Um guia prático de nutrição infantil para pais Elaine Cristina Rocha de Pádua Diabete_Crianca.indd 1 23/11/10 09:51 O que tem no prato do seu filho? Um guia prático de nutrição infantil para pais ISBN: 978-85-89854-66-5 Todos os direitos reservados© para: Alles Trade Editora Com. Ext. Ltda. CNPJ: 00.585.905/0001-70 Estrada de Itapecerica, 5710 Jardim Alvorada – São Paulo – SP – Brasil CEP 05858-000 (55 11) 5821-0700 / 7702 www.allestrade.com.br / contato@allestrade.com.br Coordenação Editorial: Alexandre Pinto Revisão : Luma Augusta Grassmann Projeto gráfico: Gilberto Duobles Capa: Gilberto Duobles Ilustrações: Shutterstock / mattasbestos Nenhuma parte desta publicação deve ser reproduzida, transmitida, transcrita, armazenada em sistemas de recuperação ou traduzida para alguma língua ou linguagem de computador, de nenhuma forma, seja por meios eletrônicos, mecânicos, magnéticos, ópticos, químicos, manuais ou quaisquer outros, sem autorização por escrito da editora ou uma licença que permita reprodução restrita. Diabete_Crianca.indd 2 23/11/10 09:51 O que tem no prato do seu fi lho? Um guia prático de nutrição infantil para pais Elaine Cristina Rocha de Pádua Diabete_Crianca.indd 3 23/11/10 09:51 Diabete_Crianca.indd 4 23/11/10 09:51 Prefácio 9 Agradecimentos 13 Capítulo 1 - Meu fi lho virou vegetariano. O que eu faço? 15 Receitas: 1. Salada de Quinua Real com Tomates Secos e Azeitonas Pretas 20 2. Sopa de Quinua em Grãos e Legumes 21 3. Risoto de Lentilhas 22 4. Suco Antioxidante 23 5. Vitamina Nutritiva 24 6. Salada de Arroz Integral 25 7. Salada Arco-Íris 26 8. Macarrão Integral Moloco Doído 27 9. Quibe de Ricota 28 10. Hambúrguer Vegê 29 Capítulo 2 - Meu fi lho tem intestino preso. O que eu faço? 31 Receitas: 1. Mini Pizza de Abobrinha 34 2. Sanduíche de Escarola 35 3. Sufl ê Jardineira 36 4. Torta de Brócolis e Couve-Flor 37 5. Torta de Legumes 38 6. Arroz com Espinafre 39 7. Bolo Liquidifi cador de Laranja Lima com Cenoura 40 8. Shake Infantil 41 9. Arroz Verde de Ervas 42 10. Granola Funciona Intestino 43 Sumário Diabete_Crianca.indd 5 23/11/10 09:52 Capítulo 3 - Meu fi lho não come frutas, verduras e legumes. O que eu faço? 45 Receitas: 1. Bolo de Laranja 49 2. Sanduba com Sabor 50 3. Suco de Frutas Contagiante 51 4. Salada do Chefe Mirim 52 5. Vitamina Nutritiva 53 6. Macarrão Alho e Óleo Tricolor 54 7. Torta de Liquidifi cador 55 8. Purê de Cenoura e Mandioquinha 56 9. Suco da Alegria 57 10. Suco Verde 58 Capítulo 4 - Meu fi lho não toma café da manhã 59 Receitas: 1. Shake de Frutas Matinal 62 2. Mix de Iogurte 63 3. Delícia Crocante 64 4. Suco Tropical 65 5. Pão de Aveia 66 Capítulo 5 - Meu fi lho tem sobrepeso 69 Receitas: 1. Lagarto Bom pra Cuca 74 2. Picadinho de Carne com Cenoura e Salsão 75 3. Mignon ao Molho Cream-Cheese light 76 4. Pastel Integral de Cenoura com Ricota 77 5. Salada de Frutas Diferente 78 Diabete_Crianca.indd 6 23/11/10 09:52 Capítulo 6 - Meu fi lho está com anemia. E agora? 79 Receitas: 1. Shake Vitaminado 83 2. Rocambole Divertido 84 3. Arroz Vegetariano 85 4. Pizza Diferente 86 5. Suco Colorido 87 6. Carne ao Molho de Laranja 88 7. Picadinho da Vovó 89 8. Sopinha Saudável 90 9. Bolinho de Carne ao Forno 91 10. Salada de Folhas ao Molho de Abacaxi 92 Capítulo 7 - Meu fi lho está com colesterol alto. O que eu faço? 93 Receitas: 1. Suco de Laranja com Maçã e Linhaça Dourada Moída 97 2. Pão Natural da Terra 98 3. Suco Amigo do Coração 99 4. Fondue Divertido 100 5. Salada de Folhas ao Molho Exótico de Ervas 101 Capítulo 8 – Meu fi lho é seletivo em relação à comida 103 Capítulo 9 – A educação alimentar começa em casa 109 Receitas: 1. Sanduíche de Forno 114 2. Sanduíche Vegetariano 115 3. Sanduíche Especial 116 4. Mini Pizza de Abobrinha 117 5. Dominó de Rúcula 118 6. Beirute de Folhas 119 Diabete_Crianca.indd 7 23/11/10 09:52 Capítulo 10 - A importância da prática de atividade física para crianças, adolescentes e jovens 121 Bibliografi a 127 Currículo dos colaboradores deste livro 133 Diabete_Crianca.indd 8 23/11/10 09:52 9 O que tem no prato do seu filho? Um guia prático de nutrição infantil para pais Prefácio por Andréia Peres Diabete_Crianca.indd 9 23/11/10 09:52 10 Um guia de nutrição infantil para pais à beira de um ataque de nervos “Você é o que come.” Cresci ouvindo minha mãe repetir exaustivamente esse ditado. Em casa, comida sempre foi associada à saúde. Na minha infância, não havia informações nos rótulos dos alimentos, mas como meu pai tinha pressão alta e uma tendência para engordar, o sal e a gordura eram controlados pelo bom senso da minha mãe. Quando tive o meu filho, em 2002, fiz questão, é claro, de amamentá-lo e, à medida que ele ia crescendo, eu e o meu marido passamos a nos preocupar cada vez mais com o que ele comia. No entanto, aos sete anos, o Eduardo decidiu por conta própria que não iria mais comer animais. E passou a recusar qualquer tipo de carne. Sua lista de alimentos proibidos incluía peixe, frango e aves em geral. Porco, então, nem pensar. Como quase todos os seus amigos, o Dudu também não gosta muito de legumes e verduras. Então, o que ele iria comer? Como temíamos, ele não se transformou em um vegetariano. Definiu-se como um autêntico “massariano”. No início, achamos a expressão engraçada, mas em pouco tempo percebemos que não havia graça nenhuma naquilo. De segunda a domingo ele só comia macarrão nos seus mais variados formatos e preparações. Bastou uma semana para que eu e o meu marido entrássemos em desespero. Primeiro, marcamos uma consulta com o pediatra dele, o professor Paulo Pacchi, que nos orientou a procurar uma nutricionista. Imediatamente eu me lembrei da Elaine de Pádua, que já havia socorrido o meu sobrinho Carlos quando ele era pequeno e se recusava a comer legumes e verduras. Antes de agendar a consulta, entrei numa livraria e pedi tudo que havia sobre nutrição infantil. Sempre gostei de ler e queria ter mais informação sobre o assunto. Imaginei que um tema tão importante tivesse inspirado algumas dezenas de publicações. Não consegui esconder a minha decepção quando a vendedora voltou da pesquisa no terminal com apenas um livro na mão cheio de receitas americanizadas traduzidas. Por pouco não chorei na frente dela. No mesmo dia, liguei para a Elaine. Como também é mãe, ela foi extremamente solidária. Montou um verdadeiro kit de emergência para que pudéssemos esperar mais tranquilos pela consulta. Enviou por e-mail uma série de receitas e orientações que nos ajudaram muito. Isso já faz um ano. Hoje, o Eduardo não come couve, mas adora o suco do Hulk, uma mistura de limão, couve e maracujá. Ele diz que odeia ovo, mas não dispensa o arroz amarelinho, uma mistura de arroz integral com gema cozida. Continua recusando carne, mas já devora o seu picadinho de soja. Come macarrão, mas só o integral. Com a ajuda da Elaine e da Ariane Pereira, que trabalha com ela, conseguimos que o Dudu passasse a se alimentar bem. Não foi fácil, mas com certeza teria sido impossível sem as valiosas informações que elas nos trouxeram. A família toda se envolveu nessa mudança. Meus sogros, Manoel e Maria Helena, com a ajuda de uma amiga, a Teresa Chirinea, estão sempre pesquisando novas receitas com soja. A minha mãe passou a recorrer ao que batizamos de caderno da Elaine, uma Diabete_Crianca.indd 10 23/11/10 09:52 11 apostila cheia de receitas e dicas de apresentação dos pratos. O meu marido, que é ótimo cozinheiro, também cria e recria delícias inspiradas nas orientações que recebemos. Como jornalista, acredito que a informação é transformadora. No caso deste livro, é mais do que isso. As orientações e receitas têm um efeito tranquilizador em pais e mães que se preocupam verdadeiramentecom a alimentação de seus filhos. A publicação é prática e está direcionada para os mais variados problemas que os pais enfrentam na hora das refeições, como a falta de “apetite” dos pequenos para frutas, verduras e legumes ou mesmo a birra que algumas crianças fazem para tomar café da manhã. Hoje, reconheço que a minha mãe e o seu ditado estão certos. Você é o que come. E deve se preocupar em ensinar isso aos seus filhos não apenas para que eles cresçam fortes e saudáveis, mas também para que saibam ser seletivos no futuro, sabendo escolher o que é melhor para o seu prato e para a sua vida. Andréia Peres Jornalista, ex-editora sênior das revistas Claudia, da Editora Abril, e Única, da Editora Globo. Já ganhou mais de uma dezena de prêmios nacionais e internacionais por reportagens na área social e de saúde. Atualmente, é diretora da Cross Content, empresa de comunicação on-line e off-line. e Diabete_Crianca.indd 11 23/11/10 09:52 Diabete_Crianca.indd 12 23/11/10 09:52 13 AgrAdecimentos Primeiramente, gostaria de agradecer a minha filha, Isabella, por ter me inspirado a escrever este livro com tanto amor e carinho, para poder dividir um pouco do que aprendi com todas as mães e pais que sempre querem o melhor para seus filhos. Agradeço ao meu querido pai, Jamil, que, de alguma forma, me influenciou a escolher uma profissão capaz de transmitir conhecimentos que podem proporcionar uma maior qualidade de vida às pessoas. A minha mãe, Marisa, pelo seu amor constante e por sempre acreditar que tudo seria possível se fosse feito com determinação. Agradeço ao meu marido, Alexandre, por seu companheirismo e apoio no decorrer dos anos. A todos que ajudaram na realização deste projeto: Ariane, Eliana, Rodrigo, Cecília, Arnaldo, Silvina e Andréia Peres. Gostaria de fazer um agradecimento especial a Dra. Albertina Duarte Takiuti pela oportunidade de aprendizado inestimável e por sempre acreditar no meu trabalho. 13 e Diabete_Crianca.indd 13 23/11/10 09:52 Diabete_Crianca.indd 14 23/11/10 09:52 15 Meu filho virou vegetariano. O que eu faço? CAPÍTULO 1 por Elaine Cristina Rocha de Pádua Diabete_Crianca.indd 15 23/11/10 09:52 16 É cada vez maior o número de pessoas que se tornam vegetarianas. Motivos religiosos, filosóficos, culturais ou simplesmente a busca por uma vida mais saudável pode levar a adoção dessa dieta. Mas é preciso definir como prioridade máxima a saúde e crescimento da criança, pois a falta de um bom planejamento da dieta pode privá-la de nutrientes essenciais ao seu crescimento e desenvolvimento, além de causar outros danos à saúde. Sendo assim, sempre que possível, é importante consultar um profissional da área de nutrição para auxiliar na oferta de alimentos que contenham calorias, vitaminas e minerais necessários à boa saúde. Para ajudar no esclarecimento dessa prática tão antiga vamos abordar o tema visando os prós e os contras das dietas vegetarianas para crianças. Existem diferentes práticas dentro do vegetarianismo que podem variar de acordo com o tipo de alimento excluído e, consequentemente, em relação à qualidade nutricional. Em alguns casos é permitido o consumo de produtos lácteos, leite e ovos, enquanto outras são mais restritivas, excluindo qualquer consumo de alimentos de origem animal. Dieta semivegetariana: Evita a ingestão da carne vermelha. Limita, mas não exclui o consumo de aves, peixes, ovos, leite e derivados. Dieta ovolactovegetariana: Exclui o consumo de carne vermelha, aves e peixes, mas permite o consumo de ovos, leite e derivados. Dieta lactovegetariana: Evita carne e ovos, mas permite o consumo de leite e derivados. Dieta ovovegetariana: Exclui qualquer alimento de origem animal, leite e derivados, mas permite o consumo de ovos. Vegetarianos totais ou vegans: Excluem todos os alimentos de origem animal, como carne, aves, peixes, ovos, frutos do mar, leite, derivados e mel. Assim como qualquer dieta tradicional, as dietas vegetarianas podem ou não ser adequadas do ponto de vista nutricional. Isso vai depender da qualidade e quantidade dos alimentos que compõe o cardápio. O fato de uma dieta ser vegetariana não significa que ela é mais saudável, já que a criança pode comer batata frita, mandioca frita, banana frita ou qualquer outro alimento que seja frito. Por isso, como em qualquer dieta, ela deve ser planejada cuidadosamente para que forneça quantidades adequadas de calorias, carboidratos, gorduras, proteínas, vitaminas e minerais. A Associação Dietética Americana e a Academia Americana analisaram vários estudos que comparam o desenvolvimento de crianças vegetarianas com o de crianças onívoras, ou seja, que comem todo tipo de alimento, e concluíram que as dietas vegetarianas não muito restritivas e bem planejadas promovem crescimento normal. Esses estudos indicam que a dieta vegetariana pode trazer benefícios na prevenção e no tratamento de doenças como sobrepeso, hipertensão, diabetes e até câncer, já que apresentam baixa quantidade de gordura saturada e colesterol e uma alta quantidade de substâncias antioxidantes como vitaminas E, A, C, K, fibras e fitoquímicos presentes em frutas, verduras e legumes. Planejamento é a palavra-chave para conseguir uma oferta adequada de nutrientes, principalmente para as crianças que, em fase de crescimento e desenvolvimento, têm necessidades maiores do que os adultos. Na montagem do cardápio, o ideal é que seu filho receba alimentos variados, saudáveis, balanceados e coloridos, amenizando as chances de deficiências, já que muitos alimentos são excluídos. Diabete_Crianca.indd 16 23/11/10 09:52 17 Planejando o cardápio dos pequenos Quanto mais variado for o cardápio das crianças, menor a chance de deficiências de calorias, vitaminas e minerais. Para isso, preparamos algumas considerações fundamentais. Calorias: A criança está em fase de crescimento e desenvolvimento, sendo assim necessita de uma grande quantidade de energia (calorias). Mas, por ter um estômago mais limitado, não consegue ingerir grande quantidade em uma refeição. Para ajudar nesta situação é importante ofertar alimentos densos caloricamente (que fornecem energia em um volume pequeno) como castanhas, nozes e leguminosas (lentilha, grão-de-bico, feijão, ervilha). Já que as dietas vegetarianas contêm muitas fibras, estas não devem ser dadas com exagero para não ocupar muito espaço no estômago do pequeno, evitando o déficit de calorias, até porque, se a criança comer um monte de folhas, não conseguirá atingir a quantidade de calorias que necessita. Para garantir um crescimento adequado, uma dica é monitorar o peso e estatura da criança com frequência. Gorduras: As gorduras desenvolvem papel fundamental na nutrição das crianças, sendo necessário o consumo equilibrado junto com os demais nutrientes. Alguns exemplos da atuação da gordura no nosso corpo são: fornecimento de energia, transporte de vitaminas, desenvolvimento de órgãos, produção de hormônios etc. Por isso, a baixa oferta de gordura em dietas vegetarianas pode comprometer o desenvolvimento e crescimento ideal da criança, além de tornar o cardápio pouco calórico. Se possível, oferte alimentos como nozes, semente de linhaça, amendoins, castanha-do-pará, castanha-de-caju, amêndoas, macadâmia, frutas secas etc. Para crianças pequenas, cuidado com amendoins e sementes, já que elas podem engasgar. Proteína: Se a ingestão de calorias estiver adequada e a criança não estiver comendo muitos doces e guloseimas, a quantidade de proteína pode ser facilmente alcançada, desde que a dieta seja variada. Neste caso, é muito importante ressaltar que, se a criança não consumir a quantidade necessária de calorias, a proteína será utilizada como fonte de energia atrapalhando o crescimento dos pequenos. O equilíbrio das refeições com combinações adequadas permitem obter todos os aminoácidos (partes menores que formam a proteína) necessários.Os alimentos de origem vegetal não contêm um ou outro aminoácido, por isso, ao utilizar vários alimentos vegetais protéicos ao longo do dia você complementará o cardápio do seu filho. A carne, sob este ponto de vista, é um alimento completo porque possui todos os aminoácidos essenciais. Incluir leite e derivados, ovos, leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha), oleaginosas (nozes, pistache, semente de abóbora e sementes em geral) e cereais (trigo, arroz e milho) pode ser uma excelente alternativa. Além disso, a dieta do brasileiro facilita muito, pois é à base de arroz e feijão, alimentos que, em proporção correta, fornecem todos os aminoácidos necessários. Ferro: Um cardápio restrito em ferro pode gerar um quadro de cansaço, apatia, fraqueza, podendo levar a doenças mais sérias como a anemia, prejudicando o desempenho da criança na escola e dificultando o crescimento. A anemia ainda é uma realidade brasileira não só em crianças vegetarianas, mas também em crianças que recebem uma alimentação tradicional. Não há comprovação de que as crianças vegetarianas ingiram menos ferro, mas é de suma importância estar alerta para evitar essa deficiência. A dieta vegetariana fornece mais ferro não-heme (ferro vegetal) que não tem uma absorção tão eficiente como o ferro heme presente na proteína Diabete_Crianca.indd 17 23/11/10 09:52 18 animal. Para melhorar a absorção do ferro presente nos alimentos de origem vegetal (feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja, couve-manteiga, mostarda, brócolis) é importante associar alimentos ricos em vitamina C, pois estes ajudam na absorção do ferro não heme. Neste caso, inclua no cardápio laranja, acerola, caju, goiaba, maracujá, limão, morango, tomate, entre outros. Evite consumir chá ou café logo após as refeições já que este hábito pode atrapalhar a assimilação deste mineral. Cálcio: Não podemos deixar de dizer que o cálcio é um dos nutrientes mais importantes para o nosso organismo, pois está envolvido na formação dos dentes e ossos. Crianças que não consomem leite e derivados podem apresentar deficiências. O ideal é ingerir alimentos ricos em cálcio como o tofu, leite de soja enriquecido, sardinha em lata, feijão, couve-manteiga, brócolis, almeirão, espinafre, agrião, mostarda, rúcula, melado de cana, quinua, aveia, entre outros. Vitamina D: Apesar de o Sol ser um cofator para produção da vitamina D, recomenda-se que a criança obtenha algumas fontes alimentares como os alimentos enriquecidos, pois a vitamina D é essencial para absorção do cálcio e sua deficiência pode levar ao raquitismo. Cereais, leite de soja e o leite de vaca podem ser fortificados. Além destes, pode-se também incluir na dieta o óleo de fígado de bacalhau rico nesta vitamina. Vitamina B12: Infelizmente, um dos maiores desafios para o profissional da nutrição é conseguir a quantidade desejada e importante desta vitamina, já que a vitamina B12 está presente somente em alimentos de origem animal. A vitamina B12 é necessária para formar o sistema nervoso nas crianças, na produção de células novas, age na produção de sangue e sua deficiência pode causar anemia. Neste caso, o ideal é recorrer ao consumo de alimentos fortificados e, segundo a Associação Americana de Pediatria, recomenda- se que crianças vegetarianas recebam suplementação de Vitamina B12. Fibras: O excesso de fibras pode atrapalhar a absorção de alguns minerais como ferro, cálcio, magnésio e zinco, pois algumas possuem fitatos que se ligam a estes minerais e impedem a sua absorção. Além disso, o excesso de fibras leva também a perda de minerais, pois carregam alguns destes micronutrientes para serem excretados nas fezes. Zinco: O zinco é um mineral essencial para um ótimo desenvolvimento cerebral, para produção de células, dentre outras funções. Como ele é facilmente encontrado em alimentos de origem animal, os vegetarianos devem incluir o zinco proveniente de fontes vegetais, mas tomando cuidado com fibras e fitatos presentes nestes alimentos que podem diminuir o aproveitamento do zinco. Semente de abóbora, feijão azouki, castanhas, germe de trigo e tofu são excelentes fontes de zinco. e Diabete_Crianca.indd 18 23/11/10 09:52 19 Algumas dicas práticas para melhorar a qualidade nutricional do prato do seu pequeno e e Enriqueça a salada de seu filho com óleos vegetais de boa qualidade como: azeite extravirgem, óleo de linhaça, óleo de macadâmia, óleo de gergelim. Você pode fazer um mix de óleos e temperar a salada. Salpique castanha-do-pará, castanha-de-caju, amêndoas sem sal ou nozes em cima de uma salada bem colorida e variada. Sirva leguminosas variadas como feijão, grão-de-bico, lentilha, soja e ervilha diariamente. Prepare os legumes no vapor para preservar os micronutrientes (vitaminas e minerais). Utilize a semente de linhaça em preparações como: shakes, sucos, sopas, tortas e biscoitos. Faça sanduíches com tofu e cenourinhas, tahine e alface picadinha e patê de soja com rúcula. Ofereça bolinhos de arroz com missô e cebolinha. É possível conquistar hábitos saudáveis promovendo um ótimo crescimento e desenvolvimento dos pequenos, desde que haja planejamento na alimentação. Podemos ofertar alimentos variados, coloridos, em quantidades ideais que atendam as necessidades individuais de cada um. Seja esta criança vegetariana ou não, o equilíbrio é a chave do sucesso. Diabete_Crianca.indd 19 23/11/10 09:52 20 1. sAlAdA de QuinuA reAl com tomAtes secos e AzeitonAs PretAs rendimento: 6 Porções InGREDIEntEs: 200 g de Quinua Real 100 g de tomates secos 12 azeitonas pretas sem caroço Folhas frescas de manjericão Azeite de oliva extravirgem Vinagre balsâmico Sal a gosto PREPARo: 1. Cozinhe a Quinua Real e deixe esfriar. 2. Corte os tomates secos em pedaços menores. 3. Fatie as azeitonas pretas. 4. Junte a quinua cozida, o tomate seco, as azeitonas, o manjericão e misture delicadamente. 5. Tempere com azeite, vinagre balsâmico e sal. 20 Diabete_Crianca.indd 20 23/11/10 09:52 21 2. soPA de QuinuA em grãos e legumes rendimento: 4 Porções InGREDIEntEs: 3 xícaras (chá) de grãos de quinua 2 cebolas 1 dente de alho Legumes variados (abóbora, milho, abobrinha, cenoura) 3 litros de caldo de legumes 2 colheres (sopa) de azeite extravirgem Sal e pimenta a gosto PREPARo: 1. Refogue as cebolas e o alho bem picados no azeite até dourar. 2. Junte os legumes picados em cubinhos e o caldo. 3. Cozinhe até ficarem macios. 4. Adicione os grãos de quinua e cozinhe por mais 15 minutos. 5. Tempere com sal e pimenta. 21 Diabete_Crianca.indd 21 23/11/10 09:52 22 3. risoto de lentilhAs rendimento: 6 Porções InGREDIEntEs: 2 xícaras (chá) de arroz integral 1 xícara (chá) de vinho branco seco 3 xícaras (chá) de água ½ xícara (chá) de lentilhas Sal a gosto PREPARo: 1. Lave as lentilhas sob água corrente. 2. Coloque-as em uma panela e cubra com bastante água. 3. Acrescente sal a gosto e leve a panela ao fogo alto para ferver. 4. Ao ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar cerca de 30 minutos ou até que as lentilhas fiquem macias. 5. Escorra a água e coloque as lentilhas num recipiente e reserve. 6. Leve uma panela média ao fogo baixo para aquecer. 7. Acrescente o óleo, a cebola picada, o sal e refogue cerca de 2 minutos. 8. Acrescente o arroz lavado e refogue por mais 1 minuto. 9. Junte o vinho branco, a água e deixe o arroz cozinhar por cerca de 20 minutos ou até ficar soltinho. 10. Retire o arroz do fogo, misture com a lentilha reservada e sirva a seguir. 22 Diabete_Crianca.indd 22 23/11/10 09:52 23 4. suco AntioxidAnte rendimento: 2 coPos InGREDIEntEs: 200 ml de suco de acerola 1 xícara (chá) de morango picado 1 xícara (chá) de melancia picada 1 laranja (suco) 1 colher (sopa) de frutose PREPARo: 1. Bata a polpa de acerola no liquidificador até dissolver completamente. 2. Acrescente os ingredientes restantes e batamais um pouco. 3. Sirva imediatamente. 23 Diabete_Crianca.indd 23 23/11/10 09:52 24 5. VitAminA nutritiVA rendimento: 2 coPos InGREDIEntEs: 1 copo de leite de soja (200 ml) 1 xícara (chá) de suco de laranja natural 1 cenoura pequena sem casca ½ beterraba pequena sem casca 1 colher (sopa) de aveia em flocos PREPARo: 1. Bata todos os ingredientes no liquidificador. Se preferir a vitamina mais líquida, acrescente água. 2. Coloque gelo e sirva. 24 Diabete_Crianca.indd 24 23/11/10 09:52 25 6. sAlAdA de Arroz integrAl rendimento: 4 Porções InGREDIEntEs: 2 xícaras (chá) de arroz integral cozido 1 lata de milho verde cozido no vapor 4 rabanetes pequenos ralados no ralador grosso 2 colheres (sopa) de suco de limão 2 colheres (sopa) de azeite de oliva 1 colher (café) de sal 2 colheres (sopa) de salsa picada 1 maço de agrião PREPARo: 1. Misture o arroz, o milho e os rabanetes em um recipiente. 2. Tempere com o suco de limão, o azeite, o sal, a salsa e reserve. 3. Arrume o agrião em uma saladeira e coloque a salada no centro. 25 Diabete_Crianca.indd 25 23/11/10 09:52 26 7. sAlAdA Arco-Íris rendimento: 2 Porções InGREDIEntEs: 1 colher (sopa) de ervilha em conserva 2 palmitos em conserva 2 colheres (sopa) de beterraba crua ralada 3 colheres (sopa) de cenoura crua ralada 2 folhas de alface 2 folhinhas de rúcula Molho 1 colher (sopa) de suco de limão taiti 1 colher (chá) de azeite de oliva Sal a gosto PREPARo: 1. Acomode os ingredientes em um prato de sobremesa. 2. Misture os ingredientes do molho e adicione sobre a salada. 26 Diabete_Crianca.indd 26 23/11/10 09:52 27 8. mAcArrão integrAl moloco doÍdo rendimento: 6 Porções InGREDIEntEs: 500 g de macarrão integral 1 cebola picadinha 2 dentes de alho picados 10 tomates maduros picados sem pele 1 lata de tomates sem pele 300 g de ervilhas congeladas 500 g de ricota 100 g de queijo parmesão 1 punhado de folhas frescas de manjericão 2 colheres de óleo 1 pitada de pimenta calabresa Azeite de oliva Sal a gosto 6. Coloque a pimenta calabresa, cubra a panela e deixe cozinhando. 7. Quando o molho estiver apurado, acerte o sal. 8. Coloque as folhas de manjericão rasgadas, cubra e deixe tomando gosto. 9. Coloque o macarrão na água fervente e cozinhe-o al dente. 10. Escorra-o, misture um pouco do molho e um pouco de queijo parmesão. 11. Acrescente as ervilhas ao molho que sobrou. Reserve. 12. Amasse a ricota ou passe-a pela peneira e tempere-a com 2 colheres de sopa de queijo parmesão e um pouco de azeite. Reserve. 13. Unte um refratário grande com um pouco de azeite de oliva. 14. Coloque uma camada fina do macarrão cozido, cubra com outra camada de molho de tomate com ervilhas e salpique com um pouco de ricota e parmesão. 15. Repita a operação, fazendo outras camadas até utilizar todos os ingredientes. 16. Termine com uma camada de queijo parmesão ralado. 17. Leve ao forno preaquecido por 15 minutos ou até dourar e borbulhar. PREPARo: 1. Preaqueça o forno a 200°C. 2. Ponha para ferver uma panela grande com água salgada. 3. Em outra panela, aqueça o óleo, refogue as cebolas e o alho picado. 4. Acrescente os tomates picados e refogue mais um pouco. 5. Acrescente os tomates sem pele com sua água e mexa bem. 27 Diabete_Crianca.indd 27 23/11/10 09:52 28 9. Quibe de ricotA rendimento: 8 Porções InGREDIEntEs: 300 g de trigo para quibe (2 xícaras de chá bem cheias) 600 g de ricota fresca (1 pacote) ½ xícara (chá) de hortelã picada ½ xícara (chá) de salsinha bem picadinha 2 cebolas pequenas picadas (ou moídas) 2 dentes de alho picadinhos 2 colheres (sopa) de manteiga 1 pitada de noz-moscada 1 pitada de sal PREPARo: 1. Deixe o trigo de molho em água morna por 30 minutos. 2. Em seguida, escorra e retire porções de trigo com as mãos e aperte bem para eliminar toda a água. Reserve. 3. Preaqueça o forno a 220°C. 4. Amasse bem a ricota e, se preferir, passe-a por uma peneira. 5. Coloque todos os ingredientes em uma tigela (menos a manteiga), misture bem com as mãos e verifique o sal. 6. Unte um refratário com um pouco de manteiga e coloque o quibe. 7. Faça bolinhas com o restante da manteiga e distribua sobre o quibe. 8. Leve ao forno por aproximadamente 30 minutos. Opção: Incluir nozes, amêndoas ou castanhas-do-pará. 28 Diabete_Crianca.indd 28 23/11/10 09:52 29 10. hAmbúrguer Vegê rendimento: 4 Porções InGREDIEntEs: 400 g de carne de soja 5 colheres (sopa) de cebola ralada 2 claras 1 xícara (chá) de aveia em flocos finos 2 colheres (sopa) de cheiro verde picado 1 colher (chá) de sal Pimenta-do-reino a gosto PREPARo: 1. Misture todos os ingredientes em uma tigela. 2. Com a mistura, faça 4 bolinhas achatadas. 3. Grelhe com pouco óleo na frigideira antiaderente. 29 Diabete_Crianca.indd 29 23/11/10 09:52 Diabete_Crianca.indd 30 23/11/10 09:52 31 Meu filho tem intestino preso. O que eu faço? CAPÍTULO 2 por Elaine Cristina Rocha de Pádua Diabete_Crianca.indd 31 23/11/10 09:52 32 A constipação intestinal, ou seja, “prisão de ventre”, constitui um problema corriqueiro na prática pediátrica. No Brasil, estudos mais recentes demonstram um aumento de casos novos de constipação intestinal variando de 17,5% a 38,4% do total de crianças em idade escolar. A constipação intestinal pode ser definida por mudanças na frequência, tamanho, consistência ou facilidade de passagem das fezes. Uma frequência menor que três vezes por semana, evacuações dolorosas ou com muito esforço, comumente acompanhadas por choro, com ou sem escape, podem realmente indicar que a criança esteja sofrendo de prisão de ventre. A constipação intestinal em crianças está muitas vezes relacionada aos hábitos alimentares. Se a constipação é de origem alimentar, normalmente é causada pela ingestão de quantidade insuficiente de fibras e líquidos na dieta, fazendo com que as fezes fiquem endurecidas e com as extremidades ásperas, podendo causar dor, fissuras anais e hemorroidas. Nestes casos, algumas crianças prendem as fezes com medo da dor de evacuar, só piorando o quadro. Outras causas de “prisão de ventre” são estresse emocional, falta de exercício físico, introdução de novos alimentos, parasitoses, hipotireoidismo e doenças intestinais. Para a maioria das crianças, o consumo de frutas, verduras e legumes está muitas vezes abaixo do recomendado. Um cardápio rico em fibras é de suma importância no tratamento da constipação intestinal, já que o objetivo é aumentar o volume das fezes. Organize os horários das refeições para garantir um volume alimentar adequado (café da manhã, lanche, almoço, lanche e jantar). e e Diabete_Crianca.indd 32 23/11/10 09:52 33 Se a criança não aceita legumes e verduras, inicie pelas frutas ou faça preparações que contenham os legumes e as verduras. Ex: Suco da horta, arroz com cenoura, bolinho de couve-flor, arroz integral com brócolis. Tomar água natural com frequência. Se a criança não tem o costume, inicie com 2 copos por dia e aumente gradativamente. Introduza frutas in natura, salada de frutas, vitaminas, sucos naturais e mix de fibras nos lanches. Além de água, oferte também outros tipos de líquidos, como leite, sucos e chás. Se a criança não estiver acostumada a comer fibras, introduza aos poucos, de forma gradual. O excesso pode causar diarreia e interferir na absorção de vitaminas e minerais. As fibras são encontradas nos cereais (arroz integral, milho, cevada, trigo integral), nas leguminosas (feijão, grão-de-bico, ervilha, soja, lentilha), nas oleaginosas (castanha, nozes, amêndoa, macadâmia, amendoim) e nas frutas, verduras e legumes. e e A introdução da canjica e da pipoca na alimentação da criança auxilia no aumento da oferta de fibras. Evite o uso de medicamentos laxativos já que estes podem irritar a parede do intestino e causar dependência. Laranja, tangerina, mamão, abacate, manga, morango,kiwi, ameixa preta e mel são alimentos laxantes. Crianças mais ativas, que fazem caminhadas, andam de bicicleta, participam de brincadeiras e fazem exercícios regulares, têm menos chances de ter intestino preso. É importante ressaltar que a constipação na infância, mesmo quando não está relacionada a uma doença física, deve ser tratada evitando a diminuição do tônus muscular nos intestinos, dando início a um problema que pode se estender por muitos anos. A prevenção sempre é a melhor solução, por meio de uma alimentação equilibrada e com conteúdo adequado de fibras. Dicas para melhorar a oferta de fibras e líquidos visando uma melhora do hábito intestinal Diabete_Crianca.indd 33 23/11/10 09:52 34 1. mini PizzA de AbobrinhA rendimento: 2 Porções InGREDIEntEs: 1 pão sírio light médio 1 abobrinha pequena em rodelas finas 2 fatias de queijo mussarela light 1 colher (sopa) de queijo cottage ½ tomate médio ralado ou 1 colher (sopa) de purê de tomates Manjericão fresco a gosto Orégano a gosto 1 colher (sopa) de cebola em cubinhos PREPARo: 1. Coloque o pão sírio em uma forma antiaderente. 2. Passe sobre o pão ½ tomate médio ralado ou 1 colher (sopa) de purê de tomates. 3. Adicione uma colher (sopa) de cebola em cubinhos. 4. Complete com 1 colher (sopa) de queijo cottage. 5. Salpique com manjericão; 6. Cubra este molho com as 2 fatias de queijo mussarela light. 7. Em seguida, disponha as rodelas de abobrinha de maneira uniforme. 8. Por cima, polvilhe orégano. 9. Leve para assar por 15 minutos ou até perceber que o queijo esteja derretido e sirva. 34 Diabete_Crianca.indd 34 23/11/10 09:52 35 2. sAnduÍche de escArolA rendimento: 1 Porção InGREDIEntEs: 2 fatias de pão integral light 1 colher (sopa) de queijo cottage 1 fatia fina de queijo mussarela light 2 colheres (sopa) de escarola refogada 1 colher (sopa) de champignon fatiado PREPARo: 1. Passe o queijo cottage sobre as duas fatias de pão de integral e acrescente os demais ingredientes. 2. Esquente na sanduicheira. 3. Sirva. 35 Diabete_Crianca.indd 35 23/11/10 09:52 36 3. suflê JArdineirA rendimento: 4 Porções InGREDIEntEs: 6 batatas (médias) 4 cenouras 2 chuchus 1 fatia de abóbora 4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado 1 colher (sopa) de manteiga 3 claras batidas em neve ½ l de leite Sal e pimenta do reino a gosto PREPARo: 1. Descasque os legumes com atenção e cozinhe em água e sal. 2. Retire da água, escorra bem e coloque no liquidificador com todos os outros ingredientes menos as claras. 3. Bata bem. 4. Retire do liquidificador, despeje a mistura em uma tigela e acrescente delicadamente as claras em neve. 5. Coloque a massa em um refratário para suflê, untado levemente com óleo. 6. Polvilhe com farinha de rosca e leve ao forno para assar por cerca de 20 minutos. 7. Sirva quente. 36 Diabete_Crianca.indd 36 23/11/10 09:52 37 4. tortA de brócolis e couVe-flor rendimento: 6 Porções InGREDIEntEs: MAssA 3 xícaras (chá) de farinha de trigo ½ xícara (chá) de margarina 3 colheres (sopa) de caldo de legumes (cozinhar 1 cenoura, 1 talo de salsão e 1 cebola em 1 litro de água por 40 minutos. Coar e utilizar o caldo em preparações diversas em substituição ao caldo de legumes industrializado) 1 gema REChEIo 3 colheres (sopa) de farinha de trigo 3 colheres (sopa) de margarina ½ xícara de caldo de legumes 3 xícaras (chá) de leite aquecido 5 colheres (sopa) de queijo ralado 1 maço de couve-flor (pequeno) cozido al dente 1 maço de brócolis (pequeno) cozido al dente 1 ovo PREPARo: MAssA 1. Misture a farinha, a margarina, a gema e o caldo de legumes, até obter uma massa uniforme. 2. Deixe descansar por 15 minutos. 3. Coloque em uma forma desmontável (média), leve ao forno médio por 15 minutos e reserve. REChEIo 1. Doure a farinha na margarina. 2. Junte o caldo de legumes à farinha com manteiga (mexendo sempre). 3. Acrescente 3 colheres (sopa) de queijo. 4. Despeje sobre a massa reservada. 5. Cubra com couve-flor e brócolis. 6. Bata o ovo com o leite e cubra os legumes. 7. Polvilhe com o queijo restante e leve ao forno quente por mais 10 minutos. 37 Diabete_Crianca.indd 37 23/11/10 09:52 38 5. tortA de legumes rendimento: 6 Porções InGREDIEntEs: 1 couve-flor média 10 raminhos de brócolis 4 cenouras 4 colheres (sopa) de salsa 2 ovos 2 claras batidas Sal e pimenta a gosto 2 iogurtes naturais desnatados 2 colheres (sopa) de salsa ½ colher (sopa) de limão 4. Escorra tudo, reserve os brócolis e, separadamente, reduza a couve-flor e as cenouras a purê. 5. Acrescente 1 ovo e 1 clara ao purê de couve-flor. 6. Acrescente 1 ovo e 1 clara ao purê de cenoura. 7. Numa forma antiaderente, despeje o purê de cenoura, coloque os brócolis em cima com as flores viradas para baixo. 8. Cubra com purê de couve-flor e polvilhe salsa picada. 9. Cubra com papel de alumínio e leve ao forno médio, preaquecido, por 45 minutos em banho-maria. 10. Retire a forma do forno, deixe amornar e retire o papel de alumínio. 11. Sirva quente ou fria com molho de iogurte. 12. Para o molho, misture os iogurtes com a salsa, sal e pimenta a gosto. 13. Acrescente algumas gotas de limão. PREPARo: 1. Limpe a couve-flor, separe os buquês e cozinhe na água com sal. 2. Raspe as cenouras, corte-as em pedaços e cozinhe-as na água com sal. 3. Limpe os brócolis, separe os raminhos e cozinhe na água com sal. 38 Diabete_Crianca.indd 38 23/11/10 09:52 39 6. Arroz com esPinAfre rendimento: 5 Porções InGREDIEntEs: ½ colher (sopa) de óleo ½ pimentão verde picado ½ cebola picada 2 ovos 1 xícara de leite desnatado 2 xícaras de arroz integral 1 xícara de espinafre batido Sal a gosto PREPARo: 1. Aqueça o forno em temperatura moderada (180°C). 2. Aqueça o óleo, junte o pimentão e a cebola, abaixe o fogo e frite até que amoleçam, mas não dourem. 3. Numa vasilha bata os ingredientes restantes e misture bem. 4. Despeje numa forma refratária levemente untada. 5. Asse por 25 minutos ou até que esteja ligeiramente dourado e firme. 39 Diabete_Crianca.indd 39 23/11/10 09:52 40 7. bolo liQuidificAdor de lArAnJA-limA com cenourA rendimento: 10 unidAdes InGREDIEntEs: 2 ovos 1 xícara (chá) de açúcar 1 ½ xícara (chá) de farinha de trigo 2 cenouras cruas pequenas 1/2 xícara (chá) de óleo 2 colheres (café) de fermento em pó 1 laranja-lima cortada em pedaços, sem semente, sem casca e sem a casca branca PREPARo: 1. Bata os ovos no liquidificador, acrescente a cenoura e a laranja em pedaços, o óleo, o açúcar, a farinha, o fermento e bata mais um pouco. 2. Preaqueça o forno à 280°C. 3. Coloque a massa em uma forma com furo e leve ao forno para assar por 30 minutos em fogo alto. 40 Diabete_Crianca.indd 40 23/11/10 09:52 41 8. Shake infAntil rendimento: 2 coPos InGREDIEntEs: 1 copo (250 ml) de leite desnatado 1 banana nanica cortada 1 ameixa com casca 1 colher (sopa) de linhaça 1 cubo de gelo Açúcar a gosto PREPARo: 1. Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata bem. 2. Sirva em um copo grande imediatamente. 41 Diabete_Crianca.indd 41 23/11/10 09:52 42 9. Arroz Verde de erVAs rendimento: 4 Porções InGREDIEntEs: ½ maço de espinafre 2 colheres (sopa) cheias de manteiga 1 cebola picada 2 xícaras (chá) de arroz bem lavado Tempero de sua preferência dissolvido em 1 litro de água fervente 2 talos de salsão picados 1 maço de alecrim 1 galho de sálvia picada 1 colher (sobremesa) de salsa 1 lata de creme de leite sem soro (pode ser feito com o leite de soja) 50 g de queijo ralado Orégano a gosto PREPARo: 1. Lave e pique bem ½ maço de espinafre e reserve. 2. Em uma panela, coloque as 2 colheres de manteiga e 1 cebola picada para dourar. 3. Junte o espinafre lavado e picado e deixe refogar. 4. Acrescente as 2 xícaras de arroz bem lavado e o tempero dissolvido em 1 litro de água fervente. 5. Num recipiente à parte, misture 2talos de salsão picados, 1 maço de alecrim, 1 galho de sálvia picada e 1 colher (sobremesa) de salsa. Reserve. 6. Cerca de 5 minutos antes de completar o cozimento do arroz, junte essa mistura e mexa bem. 7. Quando o arroz estiver al dente, retire a panela do fogo e acrescente 1 lata de creme de leite sem soro e 50 g de queijo ralado. 8. Misture bem, volte a panela ao fogo por mais 5 minutos. 9. Deixe descansar e sirva bem quente. 42 Diabete_Crianca.indd 42 23/11/10 09:52 43 10. grAnolA funcionA intestino rendimento: 25 Porções InGREDIEntEs: 2 xícaras (chá) de aveia 1 xícara (chá) de germe de trigo ½ xícara (chá) de passa de uva ½ xícara (chá) de maçã seca em cubos 4 colheres (sopa) de frutose ou ½ xícara (chá) de mel ½ xícara (chá) de gergelim ½ xícara (chá) de coco ralado ½ xícara (chá) de nozes ½ xícara (chá) de castanha-do-pará ½ xícara de linhaça dourada triturada PREPARo: 1. Misture todos os ingredientes (menos a linhaça) em uma forma e leve ao forno médio por 10 minutos. 2. Misture a linhaça e deixe esfriar. 3. Corte em barras retangulares. Dica: A maçã pode ser picada e deixada de molho na água ou no limão para não ficar amarela. 43 Diabete_Crianca.indd 43 23/11/10 09:52 Diabete_Crianca.indd 44 23/11/10 09:52 45 Meu filho não come frutas, verduras e legumes. O que eu faço? CAPÍTULO 3 por Elaine Cristina Rocha de Pádua Diabete_Crianca.indd 45 23/11/10 09:52 46 Nos primeiros anos de vida, é essencial para o crescimento e desenvolvimento da criança uma alimentação qualitativa e quantitativamente adequada, pois ela proporciona ao organismo a energia e os nutrientes necessários para o bom desempenho de suas funções, bem como para a manutenção de um bom estado nutricional. As práticas alimentares são adquiridas durante toda a vida, mas aquelas desenvolvidas nos primeiros anos são decisivas para estabelecer hábitos saudáveis na criança. Uma das situações mais corriqueiras no consultório é ouvir mãe e pai reclamarem que seus filhos não consomem frutas, verduras e legumes. Acreditamos que este estímulo deve partir dos pais, que muitas vezes não consomem esses alimentos, o que acaba por dificultar a oferta aos filhos. Neste caso, o grande desafio é conscientizar os pais da importância do consumo adequado de frutas, verduras e legumes, pois eles podem transmitir informações da necessidade do consumo destes alimentos, considerados fundamentais para o equilíbrio nutricional e manutenção da saúde. O contato é a primeira etapa para a criança aprender sobre o sabor dos alimentos. Ela precisa prová-los repetidas vezes, mesmo em quantidade mínima, para que se produza condicionamento, aumentando a possibilidade de aceitação. Geralmente, o alimento precisa ser apresentado entre 8 e 10 vezes à criança para que essa aceitação ocorra. Neste caso, o melhor a fazer é não desistir de oferecer os alimentos que foram recusados. Tente inovar e, se aquela salada de agrião não foi bem-vinda, faça o agrião virar suco. As frutas, verduras e legumes são alimentos ricos em vitaminas e minerais, importantes na oferta de nutrientes essenciais ao organismo. Crianças que os consomem diariamente melhoram o aporte de fibras, ajudando no funcionamento do intestino, fortalecendo o sistema imunológico, tornando o organismo menos suscetível a doenças oportunistas, além de prevenir contra a obesidade que vem aumentando muito nessa população.. negociar é a palavra da vez A melhor forma de incentivar o consumo de frutas, verduras e legumes é negociar com a criança. Obrigá-la a comer pode contribuir para uma aversão futura, por isso o ideal é educá-la. Primeiramente exponha os benefícios do consumo de frutas, verduras, legumes e em seguida peça que ela escolha um deles para degustação. Lembre-se: Ofereça sempre, mesmo que a criança recuse, pois o paladar muda constantemente e o que não é aceito hoje pode ser aceito amanhã. Faça a criança participar da escolha dos alimentos sempre que possível. Leve-a até a feira, ao sacolão ou supermercado, incentivando a escolha e depois o preparo. Quanto mais atrativo estiver o prato melhor será a aceitação. A criança é muito visual, se a “cara” não estiver boa pode ser que ela rejeite. O ideal é que a criança consuma no mínimo três porções do grupo das frutas, verduras e legumes por dia. Frutas e vegetais fora do contexto negativo Alimentos como frutas, verduras e legumes, por possuírem baixa palatabilidade, são inseridos na vida Diabete_Crianca.indd 46 23/11/10 09:52 47 da criança como algo negativo. Ex: “Se você não comer o alface vai apanhar!” ou “Só sairá da mesa se comer toda a salada!”. Em contrapartida, alimentos ricos em açúcares e gorduras e sal, são oferecidos em contexto positivo tornando-se assim os alimentos preferidos. Ex: brigadeiro ou bolo na festa de aniversário, hot-dog no passeio no parque etc. Alguns exemplos de alimentos e fontes Alimentos nutrientes Ameixa Rico em fibras Abacaxi Fonte de magnésio, vitamina A, B1 e C Abacate Rico em gordura monoinsaturada Banana Fonte de potássio e magnésio Maçã Fonte de cálcio, fósforo, ferro Laranja Rica em vitamina C e Complexo B Rúcula Fonte de vitaminas C, A, além de ferro e cálcio Agrião Fonte de vitaminas A e C, além de minerais como ferro e potássio Couve-manteiga Fonte de cálcio e magnésio Alface Fonte de vitamina K Beterraba Cálcio, ferro e vitamina A. Cenoura Rica em betacaroteno e vitamina C Escarola Ácido fólico, cálcio e ferro Repolho Vitamina B6 e vitamina C. Tomate Rico em licopeno e vitamina A Com esta tabela ao lado, fica mais fácil entender porque o consumo de frutas, verduras e legumes é essencial. Quanto mais colorido for o prato, mais rico em vitaminas e minerais ele é. O ideal é sempre ter uma folha verde clara, uma folha verde escura, um legume laranja e um vermelho. e Diabete_Crianca.indd 47 23/11/10 09:52 48 Com criatividade, é possível preparar os alimentos de forma diferente e oferecer algo que possa agradar os pequenos. Se a criança gosta de tortas, coloque escarola ou almeirão picadinho na massa ou no recheio. Misture cenoura, chuchu ou brócolis bem miúdos no arroz. Inclua cenoura, beterraba e couve-manteiga na massa da panqueca. Misture legumes variados na carne moída e no hambúrguer (que pode ser preparado em casa). Acrescente cenoura ralada na omelete. Inclua tomate e manjericão ou brócolis no macarrão. No purê de batatas inclua outros legumes ou varie com purê de mandioquinha, cenoura ou abóbora. e e Criatividade à prova Faça sucos de couve com maracujá ou de agrião com maçã. Gratine couve-flor e brócolis com um pouco de queijo. Inclua na massa do bolo sucos de frutas como laranja, abacaxi ou limão (diminua a quantidade de leite). Faça torta de frutas. Ofereça suco de frutas naturais no saquinho (sacolé). Misture duas ou mais frutas em um mesmo suco. Ex: Melancia com abacaxi. Ofereça suco de pera com água de coco. Não tenha medo de inovar. Faça sanduíches com alface, cenoura, agrião ou rúcula. lembre-se: nada é impossível desde que se tenha oportunidade de experimentar! Diabete_Crianca.indd 48 23/11/10 09:52 49 1. bolo de lArAnJA rendimento: 12 Porções InGREDIEntEs: ½ laranja com casca 2 ovos 2 colheres (sopa) de óleo de girassol ½ colher (café) de essência de baunilha 1 xícara (chá) de farinha de trigo 4 colheres (sopa) de frutose PREPARo: 1. Corte a laranja com casca e retire as sementes. 2. Coloque no liquidificador juntamente com as claras, a gema, o óleo, a essência de baunilha e bata bem. 3. Despeje numa tigela funda e incorpore os outros ingredientes, misturando bastante. 4. Unte uma forma com furo no centro e coloque a massa. 5. Asseem forno preaquecido. 49 Diabete_Crianca.indd 49 23/11/10 09:52 50 2. sAndubA com sAbor rendimento: 1 Porções InGREDIEntEs: 2 fatias de pão integral Pasta de ricota 1 fatia de blanquet de peru 1 colher (sopa) de cenoura ralada Pepino ralado a gosto 50 Diabete_Crianca.indd 50 23/11/10 09:52 51 3. suco de frutAs contAgiAnte rendimento: 1 coPo InGREDIEntEs: 1 pera com casca 4 folhas de hortelã 1 copo de suco de abacaxi PREPARo: 1. Bater todos os ingredientes no liquidificador. 51 Diabete_Crianca.indd 51 23/11/10 09:52 52 4. sAlAdA do chef mirim rendimento: 4 Porções InGREDIEntEs: 2 xícaras (chá) de arroz integral cozido 1 lata de milho verde cozido no vapor 4 rabanetes pequenos ralados no ralo grosso 2 colheres (sopa) de suco de limão 2 colheres (sopa) de azeite de oliva 1 colher (café) de sal 2 colheres (sopa) de salsa picada 1 maço de agrião PREPARo: 1. Misture o arroz, o milho e os rabanetes em um recipiente. 2. Tempere com o suco de limão, o azeite, o sal, a salsa e reserve. 3. Arrume o agrião em uma saladeira e coloque a mistura no centro. 52 Diabete_Crianca.indd 52 23/11/10 09:52 53 5. VitAminA nutritiVA rendimento: 2 coPos InGREDIEntEs: 1 pote de iogurte natural desnatado (200 g) 1 xícara (chá) de suco de laranja natural 1 cenoura pequena sem casca ½ beterraba pequena sem casca PREPARo: 1. Bata todos os ingredientes no liquidificador. Se preferir uma vitamina mais líquida, acrescente água a gosto. 2. Coloque gelo e sirva. 53 Diabete_Crianca.indd 53 23/11/10 09:52 54 6. mAcArrão Alho e óleo tricolor rendimento: 4 Porções InGREDIEntEs: 4 dentes de alho picadinhos 2 colheres (sopa) de azeite de oliva 1 pimentão vermelho sem pele e sem sementes cortado em tirinhas 1 pimentão verde sem pele e sem sementes cortado em tirinhas 1 pimentão amarelo sem pele e sem sementes cortado em tirinhas 1 tomate 4 xícaras (chá) rasas de espaguete cozido (400 g) 2 colheres (sopa) de salsa picada 4 folhinhas de manjericão 2 colheres (sopa) de queijo parmesão light PREPARo: 1. Aqueça uma panela antiaderente e refogue o alho no azeite. 2. Acrescente os pimentões e o tomate e refogue até que fiquem macios. 3. Misture o macarrão, a salsa, o manjericão, o queijo parmesão e sirva. 54 Diabete_Crianca.indd 54 23/11/10 09:52 55 7. tortA de liQuidificAdor rendimento: 15 Porções InGREDIEntEs: MAssA 2 ovos 2 claras ¼ xícara (chá) de óleo ½ xícara (chá) de farinha de trigo ½ xícara (chá) de fubá mimoso 1 cenoura ralada pequena ½ xícara (chá) de leite desnatado 2 colheres (chá) de fermento em pó REChEIo 1 lata de sardinha 1 cebola picada 2 tomates picados sem pele e sem sementes ½ xícara (chá) de ervilhas em conserva 1 colher (sopa) de cheiro-verde 1 colher (chá) de margarina para untar ½ colher (sopa) de farinha de trigo para polvilhar PREPARo: MAssA 1. Bata todos os ingredientes no liquidificador. REChEIo 1. Misture todos os ingredientes. 2. Coloque metade da massa em um refratário médio untado e enfarinhado, acrescente o recheio sobre ela e cubra com o restante da massa. 3. Asse em forno médio (180°C) por cerca de 20 minutos ou até que fique firme e dourada. 4. Sirva quente ou frio. 55 Diabete_Crianca.indd 55 23/11/10 09:52 56 8. Purê de cenourA e mAndioQuinhA rendimento: 4 Porções InGREDIEntEs: 1 xícara (chá) de cenoura cozida e espremida 1 xícara (chá) de mandioquinha cozida e espremida 2 colheres (sopa) de margarina cremosa sem sal ½ xícara (chá) de leite desnatado 1 colher (chá) de sal PREPARo: 1. Misture todos os ingredientes e leve ao fogo sem parar de mexer até que fique com uma consistência mais firme. 2. Se quiser, salpique cheiro-verde e sirva. 56 Diabete_Crianca.indd 56 23/11/10 09:52 57 9. suco dA AlegriA rendimento: 2 coPos InGREDIEntEs: 3 kiwis 1 xícara (chá) de framboesa picada 1 xícara (chá) de melancia picada 1 colher (sobremesa) de frutose PREPARo: 1. Bata todos os ingredientes no liquidificador e sirva imediatamente. 57 Diabete_Crianca.indd 57 23/11/10 09:52 58 10. suco Verde rendimento: 2 coPos InGREDIEntEs: 2 xícaras (chá) de couve-manteiga picada Polpa de um maracujá 400 ml de água 1 limão espremido 2 colheres (sopa) de frutose PREPARo: 1. Bata no liquidificador, coe e sirva imediatamente. 58 Diabete_Crianca.indd 58 23/11/10 09:52 59 Meu filho não toma café da manhã CAPÍTULO 4 por Elaine Cristina Rocha de Pádua Diabete_Crianca.indd 59 23/11/10 09:52 60 Após uma boa noite de sono e muito tempo sem comer, o nosso organismo necessita de energia e nutrientes para realizar suas funções normais. Por passar um longo período em jejum, o café da manhã é essencial para repor as energias e fornecer substrato para o organismo funcionar a todo o vapor. Pela manhã, o organismo já utiliza as reservas corporais para produção de energia e precisa de mais combustível. Infelizmente, apesar de toda a importância em tomar o café da manhã, muitos pais permitem que a criança pule esta refeição. Muitos estudos vêm mostrando que crianças que pulam o café da manhã têm mais dificuldades no processo de aprendizagem, além de ficarem suscetíveis ao ganho de peso, já que o organismo faz reserva de gordura quando o indivíduo fica muito tempo sem se alimentar. Amigo do cérebro O café da manhã fornece energia que a criança utilizará para aprender na sala de aula, brincar, praticar esporte etc. De acordo com várias pesquisas, crianças que tomam café da manhã são mais alertas, criativas e aprendem melhor. Uma das consequências de a criança ir para a escola sem tomar café da manhã é que ela pode tentar compensar a falta do desjejum na próxima refeição consumindo alimentos altamente calóricos e sem nutrientes essenciais ao crescimento e manutenção corporal. Reunião familiar O café da manhã pode ser um bom motivo de reunião familiar. Ele pode ser uma oportunidade de colocar o papo em dia. Se os pais comerem adequadamente nesta refeição podem dar bom exemplos aos filhos tornando este momento agradável e nutrindo o futuro deles com bons hábitos alimentares. Caso a criança reclame da falta de fome no café da manhã, vale a pena rever o horário do jantar e, se necessário, adiantar a refeição do dia anterior visando à inclusão do desjejum. Dicas da nutricionista O segredo para um café da manhã saudável é a variedade de alimentos. Nosso organismo necessita de 44 tipos de nutrientes para nutrir as células. E imagine, o nosso corpo é só células. Por isso é necessário ressaltar que um único alimento não é capaz de fornecer todos os nutrientes necessários para nossa saúde. Se não tiver o costume de tomar café da manhã, comece com uma fruta, iogurte ou torrada e vá aumentando gradativamente até se acostumar. Se não pode perder tempo de manhã, inclua alimentos práticos como iogurte, suco, torrada e frutas como maçã, pera ou banana. Uma outra dica para driblar a falta de tempo é montar a mesa na noite anterior e deixar tudo pronto na geladeira. Aí realmente não tem desculpa para pular a refeição mais importante do dia. Mudança de hábito Define-se hábito como sendo um ato, prática, uso, costume ou padrão de ação adquirido por várias Diabete_Crianca.indd 60 23/11/10 09:52 61 repetições da atividade (aprendizagem). Sendo assim, o tipo de refeição ou os alimentos que as pessoas consomem frequentemente no seu dia-a-dia caracterizam o seu hábito alimentar. Por isso que é tão difícil incorporar um hábito que ainda não faz parte da rotina. Mas não é impossível, desde que se tenha vontade de mudar. na hora de preparar o café da manhã priorize: Uma fonte de carboidrato: Pão (de preferência o integral, rico em fibras), torrada ou biscoito. Cereais integrais: Aveias, granola, germe de trigo etc... Frutas: As frutas podem ser in natura ou na forma de suco. Ex: mamão, melão, melancia, abacaxi, banana, maçã, pera, goiaba etc. Proteínas: Leite,iogurte ou queijo magro. Além da proteína estes alimentos fornecem o cálcio necessário para adequada formação óssea. Exemplos de café da manhã opção 1 1 copo de suco de laranja 1 fatia de mamão formosa + 1 colher de sobremesa de granola Pão integral + queijo ou peito de peru opção 2 Leite batido com frutas (banana, morango ou abacate) + 1 colher de sopa de aveia Pão com ricota, requeijão ou ovo opção 3 Iogurte de frutas ½ mamão papaia com 1 colher de sobremesa de quinua em flocos. Torrada com geleia opção 4 Leite com chocolate (se preferir use cacau) 1 fatia de bolo simples (bolo de cenoura ou de laranja) 1 maçã ou pera opção 5 Leite com cereal matinal sem açúcar + 1 banana picadinha Biscoito salgado com geleia ou margarina Diabete_Crianca.indd 61 23/11/10 09:52 62 1. Shake de frutAs mAtinAl rendimento: 2 Porções InGREDIEntEs: 1 maçã sem sementes picada ½ xícara de framboesa 1 banana em pedaços ½ abacate cortado em pedaços 1 colher (sopa) de frutose ou mel 375 ml de suco de maçã Suco de ½ limão PREPARo: 1. Coloque a maçã no liquidificador, junte os ingredientes restantes e bata até obter uma mistura homogênea e sirva. 62 Diabete_Crianca.indd 62 23/11/10 09:52 63 2. Mix de iogurte rendimento: 2 Porções InGREDIEntEs: ⅓ de xícara (chá) de castanha ½ xícara de granola 1 xícara (chá) de iogurte natural 2 colheres (sopa) de semente de girassol PREPARo: 1. Pique grosseiramente a castanha. 2. Em seguida, bata-a com o iogurte no liquidificador. 3. Adicione a granola e misture. 4. Divida em duas tigelas e disponha por cima as sementes de girassol. 63 Diabete_Crianca.indd 63 23/11/10 09:52 64 3. delÍciA crocAnte rendimento: 2 Porções InGREDIEntEs: 1 xícara de aveia em flocos 300 ml de leite 1 colher (sopa) de açúcar mascavo 1 colher (sopa) de nozes picadas 1 colher (sopa) de semente de linhaça PREPARo: 1. Coloque a aveia e o leite em uma panela e aqueça em fogo. 2. Deixe ferver mexendo com frequência. 3. Quando o mingau tiver engrossado, acrescente o melado ou o açúcar mascavo e misture. 4. Retire do fogo, coloque em uma tigela e polvilhe por cima as nozes e a semente de linhaça. 64 Diabete_Crianca.indd 64 23/11/10 09:52 65 4. suco troPicAl rendimento: 2 Porções InGREDIEntEs: 250 ml de suco de maçã Suco de 1 limão 1 maracujá 1 manga picada 2 laranjas picadas PREPARo: 1. Bata todos os ingredientes no liquidificador. 2. Coe para remover as sementes e sirva. 65 Diabete_Crianca.indd 65 23/11/10 09:52 66 5. Pão de AVeiA rendimento: 8 unidAdes InGREDIEntEs: 2 ovos ¼ de xícara (chá) de manteiga amolecida ½ xícara (chá) de açúcar 1 colher (chá) de canela 1 ½ xícara de chá de aveia em flocos 1 xícara (chá) de farinha de trigo 1 colher (sopa) de fermento em pó PREPARo: 1. Bater bem os ovos com manteiga e canela. 2. Acrescentar a aveia e a farinha sem bater, apenas misture. 3. Acrescentar o fermento sem bater (misture bem). 4. Asse em forma retangular. 66 Diabete_Crianca.indd 66 23/11/10 09:52 67 1. Começe o dia disposto. O café da manhã é essencial para fornecer energia rápida e proporcionar um dia mais feliz, espantando o mau-humor e a preguiça. 2. Mude os hábitos familiares. O café da manhã fornece nutrientes que tornam as crianças mais alertas, participativas e menos irritadas durante o dia. 3. Melhore o rendimento das crianças no ambiente escolar. A criança que é bem alimentada no período da manhã tem melhor concentração e consequentemente melhora o desempenho em atividades escolares. 4. Melhore a atividade física. Criança bem nutrida tem mais energia para gastar. e e 5. Mantenha o peso adequado. Tomar café da manhã ajuda a manter o peso adequado evitando o acúmulo desnecessário de gordura. Além disso, a criança não vai para a próxima refeição morrendo de fome e comendo muito mais do que deveria. 6. Aumente a oferta de nutrientes essenciais. Quem toma café da manhã ingere maior quantidade de vitaminas, minerais e fibras evitando o aparecimento de doenças oportunistas. 7. Dê exemplo aos seus filhos. Se você toma café da manhã e estimula seus filhos a tomarem também, sem dúvida isso se tornará um hábito saudável na família. 7 medidas de peso Diabete_Crianca.indd 67 23/11/10 09:52 Diabete_Crianca.indd 68 23/11/10 09:52 69 Meu filho tem sobrepeso CAPÍTULO 5 por Elaine Cristina Rocha de Pádua Diabete_Crianca.indd 69 23/11/10 09:52 70 Até pouco tempo, a maior preocupação na área da saúde era a desnutrição, mas nos últimos anos o sobrepeso e a obesidade vêm crescendo muito em todos os estratos da população brasileira. Para se ter uma ideia, no Brasil, entre os anos de 1975 e 1997, verificou-se uma tendência de aumento de peso em crianças e adolescentes com idades de 6 a 18 anos de 4,1% para 13,9%. Nas últimas décadas, o estilo de vida moderno, marcado por uma redução acentuada nos níveis de atividade física (brincadeiras passivas, mais tempo em frente à televisão, computador e maior dificuldade de brincar na rua por motivos de falta de segurança pública), além do excesso de ingestão alimentar, influenciado pelo maior apelo comercial de produtos de alta densidade calórica, tem resultado em um aumento significativo da obesidade infantil no mundo. O sobrepeso na infância e na adolescência está associado a aumento da pressão arterial, aumento de colesterol, triglicérides e diabetes tipo 2, além de lesões ateroscleróticas precoces e risco de obesidade na vida adulta. O risco de que a obesidade continue na vida adulta está relacionado com tempo de duração da doença e sua gravidade. Por isso, quanto mais ativa a participação da família na modificação dos hábitos alimentares inadequados, melhor é o prognóstico. sobrepeso um caminho para a obesidade O sobrepeso é caracterizado como uma proporção significante de peso maior que o desejável para a altura, cujo desenvolvimento está relacionado com fatores biológicos, psicológicos e sócio-econômico, podendo levar a obesidade, uma doença multifatorial, definida pelo excesso de gordura no tecido adiposo, causada pela ingestão de uma grande quantidade de calorias por um tempo prolongado, em relação a um gasto energético reduzido, podendo trazer várias complicações à saúde da criança. Fatores que podem causar a obesidade Os fatores que podem desencadear a obesidade podem ser internos ou externos. Fatores internos Genéticos: Significa que a criança pode ter uma predisposição genética, ou seja, se em uma família algum dos pais ou avós apresentarem excesso de peso, a criança pode nascer com maior tendência a ser obesa. Metábolicos: O organismo de cada indivíduo é diferente, por isso o funcionamento varia de criança para criança. Há crianças que nasceram com um metabolismo que facilita o ganho de peso sem que elas comam exageradamente. Há outras que comem muito e não ganham peso. Fatores externos São aqueles que fazem parte do ambiente em que a criança esta inserida. Os mais importantes são os alimentares, psicológicos e a atividade física. Alimentares: As preferências alimentares, a quantidade, a forma de preparo e o modo como comemos podem levar ao aumento da ingestão de calorias acima das necessidades, resultando em excesso de peso. Diabete_Crianca.indd 70 23/11/10 09:52 71 Psicológicos: Problemas emocionais, frustrações e ansiedade podem levar a criança a comer mais como mecanismo de compensação. Atividade Física: O estilo de vida da criança reflete diretamente no desenvolvimento da obesidade. Crianças sem hábito de praticar atividade física gastam menos energia, o que potencializa o surgimento de depósitos de gordura e favorece o aumento de peso. orientações que valem ouro Defina horário para as refeições. A alimentação de uma criança deve ter horários determinados. O ideal é sentar-se com calma para fazer as refeições diárias. Fracione as refeições. O ideal é que acriança faça de 5 a 6 refeições diárias com intervalos de no máximo 3 horas entre elas. Se a criança só toma café da manhã e não inclui nenhum lanche entre o café e o almoço, sem dúvida na próxima refeição ela comerá mais e de forma voraz. Estômago não tem dentes. A mastigação é algo que deve ser levada a sério, já que o comportamento da maioria das crianças com excesso de peso é comer muito rápido e não mastigar adequadamente os alimentos. No fim, elas acabam comendo além do que precisam. não se alimente vendo tV. Toda vez que a criança se alimenta assistindo TV não presta atenção no que esta consumindo e se alimenta de forma automática, comendo além da necessidade. Diminua o consumo de alimentos ricos em gordura. Devemos moderar o consumo de alimentos ricos em gordura, já que a elevada ingestão favorece o ganho de peso. Não proíba a criança de consumir. O ideal é controlar a quantidade de gordura evitando alimentos como: creme de leite, maionese, óleo, cobertura de chocolate, sorvete, chantilly, bacon, salsichas, linguiças, mortadela, salame e presunto. Variedade é a palavra chave. Quanto mais você variar a alimentação maior será a ingestão de nutrientes essenciais para o desenvolvimento e crescimento adequado. e e Você sabia? Que comer muito não é comer bem. Que quanto maior a variedade melhor a qualidade. Que antes de emagrecer para ficar bem, fique bem para emagrecer. Diabete_Crianca.indd 71 23/11/10 09:52 72 limitar a quantidade. Coma a quantidade necessária sempre que possível. Pense que nada é proibido, mas a quantidade deve ser limitada. o que deve entrar no prato da criança Café da manhã: Estimule o consumo de uma fonte de carboidrato nesta refeição. Ex: pães (sempre que possível prefira os integrais que são ricos em fibras e mantêm a criança saciada por um período maior). Os biscoitos com pouco sal e gordura, além das torradas ou bolo simples feitos em casa também são bem-vindos. Dica: Experimente fazer o bolo simples com uma quantidade menor de óleo. Substitua o óleo vegetal por semente de linhaça. As sementes também podem substituir o óleo ou gordura utilizada em uma receita. Por exemplo, se uma receita pedir ⅓ de xícara (chá) de óleo, use 1 colher (sopa) de semente de linhaça moída, em substituição. O que isso traz de benefício? Você diminui o consumo do óleo vegetal (que em excesso pode causar várias doenças) e inclui a linhaça que pode ajudar no bom funcionamento intestinal e no controle de colesterol (diminuição de LDL colesterol). Ofereça alimentos ricos em proteínas como queijo, leite desnatado ou iogurte. Se preferir, o leite pode ser acompanhado de um cereal integral. Outra opção é bater o leite com frutas como abacate, maracujá, pera, goiaba, maçã, banana ou mamão. Pode também optar por consumir a fruta in natura. Almoço e jantar: As verduras e legumes devem entrar no prato: espinafre, couve manteiga, rúcula, agrião ou escarola, chuchu, abobrinha, cenoura, beterraba. Neste caso, se a criança não gostar de consumi-los na forma tradicional de salada, ofereça-os picados no arroz, por exemplo. As verduras e legumes são classificados como alimentos reguladores, pois fornecem quantidades fundamentais de vitaminas e minerais. O arroz também deve estar presente na alimentação infantil. O arroz integral é uma excelente opção, pois, em comparação com o arroz branco, o integral contém teor maior de fibras, vitaminas do complexo B e magnésio. Outras fontes de carboidrato que podem substituir o arroz: macarrão, batata, mandioca etc. Dica: Se a criança e os familiares não gostam de consumir o arroz integral, tente misturar o arroz integral com o branco. Ex: Se você consome 4 colheres de sopa de arroz branco, use 2 colheres de sopa de arroz branco + 2 colheres de sopa de arroz integral. O feijão é uma excelente fonte de proteína vegetal e também de ferro. Além disso, a combinação feijão com arroz é perfeita. Se a criança não tolera bem o feijão, substitua-o por grão-de-bico, lentilha ou ervilha. Por último, a proteína de origem animal é necessária na constituição e formação das crianças, essencial para a formação de novas células e crescimento, além de formar cabelos, unhas, pele, músculos etc. O consumo de carne de boi, peixe, frango e ovos deve ser estimulado de forma saudável. As gorduras devem ser consumidas com bom senso para fazer parte de um cardápio equilibrado. Ex: óleo de soja, canola, azeite etc. Evite utilizar temperos industrializados. Opte por ervas frescas (manjericão, manjerona, sálvia, alecrim, tomilho, cebolinha, salsinha). O alimento fica muito mais saboroso!!! Diabete_Crianca.indd 72 23/11/10 09:52 73 lanches: Os lanches devem ser incorporados na rotina da criança. O ideal é evitar ficar muito tempo sem se alimentar. Introduza alimentos de fácil acesso como frutas, iogurtes, barras de cereais, biscoitos integrais e, depois do hábito consolidado, vá alternando com outros alimentos como sanduíches mais elaborados, saladas de frutas, sucos caseiros etc. Alimentos diet e light: consumir ou não? Alimentos diet: São alimentos cuja composição sofreu uma modificação para substituir ou alterar algum nutriente. Neste caso, estes alimentos não apresentam redução calórica. e e opte por pequenas porções de alimentos. Isso serve para qualquer tipo de alimento. Evite a repetição excessiva e não aumente a quantidade mesmo que o alimento seja light. Perigo: O alimento diet pode não conter açúcar, mas contém calorias referentes aos demais ingredientes. Alimentos light: São os alimentos com redução de calorias, açúcares e gorduras. Neste caso são classificados como light quando houver uma redução de pelo menos 25% da quantidade de calorias em relação ao alimento tradicional Perigo: Comer abusivamente estes alimentos não vai proporcionar nenhuma redução de peso. Não se deve consumir o dobro da quantidade usual do produto só porque ele é light. Diabete_Crianca.indd 73 23/11/10 09:52 74 1. lAgArto bom PrA cucA rendimento: 4 Porções InGREDIEntEs: 250 g de lagarto sem gordura e cortado em fatias 2 colheres (sopa) de óleo ½ xícara (chá) de suco de laranja 1 cebola média cortada em gomos 1 pimentão vermelho médio em tiras 1 pimentão amarelo médio em tiras 2 xícaras (chá) de broto de feijão Sal a gosto PREPARo: 1. Aqueça a metade do óleo em uma panela de pressão. 2. Junte a carne e deixe dourar. 3. Acrescente o suco de laranja e o sal, tampe a panela e cozinhe por 20 minutos ou até a carne ficar macia. 4. Retire do fogo, deixe a carne esfriar e corte-a em tiras finas. 5. Coloque o óleo restante em uma frigideira funda ou na panela wok e deixe aquecer. 6. Acrescente a carne, a cebola, os pimentões e o broto de feijão. 7. Refogue por 8 minutos, sacudindo a frigideira até os legumes ficarem al dente. 8. Acerte o sal. 9. Retire do fogo e sirva em seguida. 74 Diabete_Crianca.indd 74 23/11/10 09:52 75 2. PicAdinho de cArne com cenourA e sAlsão rendimento: 4 Porções InGREDIEntEs: 500 g de alcatra cortada em cubos Sal e pimenta-do-reino a gosto 1 colher (sopa) de óleo vegetal 1 cebola média picada 3 dentes de alho picados 1 cenoura crua ralada 2 talos de salsão (com folhas) picados ½ xícara (chá) de água PREPARo: 1. Tempere os cubos de alcatra com sal e pimenta-do-reino a gosto. 2. Em uma panela grande, aqueça o óleo em fogo alto e refogue a cebola e o alho. 3. Acrescente a carne e frite, mexendo de vez em quando, até a superfície ficar dourada (cerca de 3 minutos). 4. Adicione a cenoura, o salsão e a água. 5. Deixe ferver. 6. Reduza a chama e cozinhe, até que os cubos fiquem macios (cerca de 25 minutos). 7. Sirva com o molho do cozimento. 75 Diabete_Crianca.indd 75 23/11/10 09:52 76 mignon Ao molho CreaM-CheeSe light rendimento: 4 Porções InGREDIEntEs: 4 bifes de filé mignon, pequenos e finos Sal Alecrim Salsinha Molho ½ copo de iogurte desnatado 3 colheres de cream-cheeselight Páprica Orégano Salsinha PREPARo: 1. Tempere o filé mignon com sal e salsinha na hora de grelhar. 2. Grelhe o filé mignon e reserve. 3. Faça o molho na mesma frigideira colocando o iogurte e depois o restante dos ingredientes. 4. Sirva o molho sobre o filé, salpique pimenta rosa e enfeite com um raminho de alecrim. 76 Diabete_Crianca.indd 76 23/11/10 09:52 77 4. PAstel integrAl de cenourA com ricotA rendimento: 12 unidAdes InGREDIEntEs: MAssA 1 xícara (chá) de farinha de trigo branca 1 de xícara (chá) de farinha de trigo integral 2 colheres (sopa) de semente de linhaça 1 e ½ colher (chá) de sal marinho 3 colheres (sopa) de margarina light ¾ de xícara (chá) de água REChEIo 4 xícaras (chá) de cenoura ralada 5 xícaras (chá) de ricota passada na peneira ½ xícara (chá) cebolinha picada 2 colheres (chá) de sal marinho 1 colher (sopa) de semente de mostarda tostada ¼ de xícara (chá) de azeite de oliva MAssA 1. Em uma bacia, misture os ingredientes secos e coloque-os sobre uma superfície fria. 2. Separadamente, misture a água com a margarina, abra um furo grande no meio dos ingredientes secos e adicione aos poucos a mistura da margarina com a água. 3. Com a ponta dos dedos, misture fazendo movimentos circulares até formar uma massa homogênea. 4. Amasse levemente sem sovar, embrulhe em papel filme e deixe descansar por 20 minutos. 5. Abra a massa com o rolo em superfície enfarinhada (com farinha branca) para a massa não grudar. 6. Recorte a massa em 12 porções, acrescente 2 colheres (sopa) do recheio sobre cada pedaço e feche os pastéis apertando bem as bordas. 7. Leve para assar em forno médio preaquecido (180°C) durante 25 minutos ou até assar. PREPARo: REChEIo 1. Misture todos os ingredientes e reserve. 77 Diabete_Crianca.indd 77 23/11/10 09:52 78 5. sAlAdA de frutAs diferente rendimento: 5 Porções InGREDIEntEs: ½ xícara (chá) de uvas passas escaldadas ¼ xícara (chá) de damascos picados escaldados ½ xícara (chá) de amêndoas laminadas ½ xícara (chá) de manga picada em pedaços 1 kiwi picado em pedaços ½ maçã grande picada em pedaços 1 colher (sopa) de frutose 1 colher (sopa) de folhas de hortelã (para decorar) PREPARo: 1. Misture todos os ingredientes (exceto as folhas de hortelã). 2. Decore com as folhas de hortelã e sirva. 78 Diabete_Crianca.indd 78 23/11/10 09:52 79 Meu filho está com anemia. E agora? CAPÍTULO 6 por Ariane Machado Pereira Diabete_Crianca.indd 79 23/11/10 09:52 80 A anemia nutricional, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é a condição na qual o conteúdo de hemoglobina do sangue está abaixo dos valores considerados normais de acordo com a idade, o sexo, o estado fisiológico e a altura, sem considerar a causa da deficiência. A carência de ferro é considerada uma das alterações nutricionais de maior prevalência, acometendo mais de dois bilhões de pessoas em todo o mundo, ou seja, 30% da população mundial apresenta carência de ferro ou níveis baixos de hemoglobinas. Estima-se que haja cinco milhões de crianças menores de 4 anos com anemia ferropriva em todo o país. Ao contrário do que ocorre com a desnutrição, a prevalência de anemia ferropriva vem aumentando nas últimas três décadas. No Brasil, estudos populacionais evidenciam que a anemia ferropriva é encontrada em diversas regiões, sendo a carência nutricional com maior prevalência, superando inclusive a desnutrição. O ferro é um nutriente essencial para a vida e atua principalmente na fabricação das células vermelhas do sangue e no transporte do oxigênio para todas as células do corpo. E em relação à anemia? Os estudos mostram que a alimentação das crianças nos dois primeiros anos de vida possui poucas fontes de ferro. O consumo de alimentos ricos em ferro é fundamental para prevenir o surgimento da anemia. A alimentação deve ser bem variada, rica em alimentos que naturalmente possuem ferro, enriquecidos ou fortificados com este nutriente. Os alimentos de origem animal apresentam uma melhor biodisponibilidade de ferro (até 22% de absorção) do que a de origem vegetal (1 a 6%). No panorama epidemiológico, os principais fatores relacionados à anemia ferropriva são a ingestão deficiente de ferro, baixo nível socioeconômico (menor disponibilidade e variedade alimentar, resultando no consumo insuficiente de nutrientes), as precárias condições de saneamento, alta prevalência de doenças infecto-parasitárias, baixo peso ao nascer, prematuridade, ingestão frequente de chás, baixa escolaridade dos pais, crianças com dois ou mais irmãos com menos de 5 anos. A faixa etária mais acometida na infância são crianças entre 6 a 24 meses, devido à demanda de ferro aumentada em função de crescimento e desenvolvimento acelerado. Além disso, a dieta das crianças nessa faixa etária tende a ser mais monótona (com baixo consumo de carnes e alimentos enriquecidos com ferro) e, associada a um desmame precoce, favorece baixo aporte de ferro. A deficiência de ferro interfere no atraso do crescimento e desenvolvimento da criança, com algumas consequências que devem ser salientadas: prejuízo no desenvolvimento mental e motor; prejuízo no desenvolvimento da linguagem; alterações comportamentais e psicológicas como falta de atenção, fadiga, insegurança; diminuição da atividade física, palidez de gengivas, febre, dores no corpo e problemas circulatórios. São descritas, ainda, alterações metabólicas diversas, alterações de pele, nas mucosas, no funcionamento dos sistemas digestivo e imunológico. leite materno X ferro A partir do nascimento até aproximadamente os 6 meses, as reservas de ferro acumuladas pelo feto durante a vida intra-uterina são mobilizadas para suprir as necessidades impostas pelo crescimento e pela reposição das perdas através da pele e das fezes. Diabete_Crianca.indd 80 23/11/10 09:52 81 A velocidade do crescimento da criança no seu primeiro ano é maior que em qualquer outra fase da vida. É nesse período que ela triplica seu peso de nascimento, e a necessidade de ferro por quilo de peso corporal é consideravelmente maior que a do adulto. Além disso, as perdas diárias de ferro decorrentes da descamação celular (em torno de 1 mg), associadas às perdas de pequenas quantidades pela urina, suor e fezes, levam a diminuição das reservas deste mineral. O leite materno é fundamental, especialmente até o segundo ano de vida, chegando a ser a maior fonte de energia nesse período. O aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida é o que propicia ao bebê uma oferta adequada de ferro com elevada biodisponibilidade, sendo, portanto, o aleitamento natural fundamental para a manutenção de adequados níveis de ferro. Em caso de necessidade absoluta da introdução de outro leite que não seja materno, recomenda-se o uso de fórmulas infantis fortificadas com ferro. O ferro do leite humano é altamente biodisponível, uma vez que aproximadamente 50% dele são absorvidos, enquanto o leite de vaca não fortificado, ou fórmula à base de leite de vaca, tem apenas de 10% a 20% de absorção. Outros benefícios do leite materno é que ele contém anticorpos protetores contra bactérias e vírus macrófagos, e proteínas que ajudam a limitar infecções e inibem o crescimento da Escherichia coli. A partir do momento em que a criança começa a receber outro alimento, a absorção do ferro do leite materno diminui significativamente. Desta forma, a introdução de carne é de suma importância. As carnes vermelhas e brancas possuem ferro de alta biodisponibilidade, portanto seu consumo equilibrado ajuda a prevenir a anemia. Como evitar a anemia A alimentação constitui um dos aspectos fundamentais para a saúde da criança, portanto é de extrema importância a adoção de práticas alimentares adequadas nos seus primeiros anos de vida, considerando que é nesse período que se estabelecem os bons hábitos alimentares que provavelmente continuarão naadolescência e na idade adulta. Avaliando a dieta das crianças em relação à qualidade e quantidade do ferro ingerido, é possível observar que há maior ingestão de ferro de origem vegetal do que de origem animal e que a maior porcentagem de inadequação de consumo de ferro total se encontra entre aquelas menores de vinte e quatro meses. Os alimentos com alta quantidade de ferro são: miúdos, carnes, peixes e gema de ovo. E os alimentos com alta concentração de ferro vegetal são: feijão, lentilha, ervilha seca, açúcar mascavo e melado. Há também aqueles alimentos que contribuem com uma maior absorção do ferro proveniente dos alimentos de origem vegetal por serem ricos em vitamina C, auxiliando no aumento da absorção do ferro quando consumidos simultaneamente com alimentos que contêm ferro com pouca biodisponibilidade. Assim, é ideal consumir laranja, abacaxi, limão, goiaba, maracujá, acerola, kiwi, morango, abóbora, couve-flor, repolho, tomate, que possuem uma alta concentração de vitamina C. Além dos alimentos que podem ajudar na absorção do ferro, a fortificação de alimentos com este mineral tende a ser uma medida eficaz para evitar a anemia, uma vez que pode atingir o público alvo de forma fácil, segura, barata e efetiva, em curto e médio prazo. Diabete_Crianca.indd 81 23/11/10 09:52 82 Durante o primeiro ano de vida, outro fator de risco para deficiências nutricionais ocorre a partir de práticas inadequadas de alimentação complementar, caracterizadas pelo consumo de alimentos com baixos teores de micronutrientes biodisponíveis, bem como de inibidores de sua absorção. Isto ocorre em virtude da presença de taninos fitatos em determinados alimentos, que se ligam ao ferro tornando-o menos aproveitável pelo organismo. Desta forma, alguns alimentos como cereais integrais, chá preto, café, chocolate, refrigerante de cola, nozes e sementes não devem ser associados aos alimentos ricos em ferro. Para aumentar o consumo desse mineral pela criança, escolha diariamente vários alimentos que são ricos em ferro e diversifique sua preparação para que ela não enjoe rápido. Inclua em uma mesma refeição: Suco de abacaxi com uma tigela de aveia e salada de frutas no café da manhã. e e Após refogar o feijão e/ou na preparação de carnes refogadas (carne vermelha, frango ou peixe), adicione o suco de uma laranja. Acrescente feijões nos ensopados, nas saladas e no molho de espaguete. Usufrua os vegetais de folhas verdes-escuras como espinafre, couve, brócolis, preparados de várias maneiras: refogados, em forma de bolinho, creme, como recheio de panquecas e tortas. Não oferecer chá preto ou mate para a criança durante ou logo após a refeição. Os refrigerantes também devem ser evitados, pois além de não serem nutritivos, contêm aqueles fatores que diminuem a absorção do ferro. Xô anemia! Atenção nunca é demais Diabete_Crianca.indd 82 23/11/10 09:52 83 1. Shake VitAminAdo rendimento: 2 Porções InGREDIEntEs: 500 ml de leite integral 2 bananas médias 2 colheres (sopa) de aveia 1 colher (sopa) de açúcar mascavo 2 colheres (sopa) de melado PREPARo: 1. Gele o leite até quase congelar. 2. Bata-o com a banana, aveia, açúcar mascavo e sirva o shake. 83 Diabete_Crianca.indd 83 23/11/10 09:52 84 2. rocAmbole diVertido rendimento: 10 Porções InGREDIEntEs: 3 maços de couve-manteiga 3 dentes de alho picado 1 colher (sopa) de óleo 1 cebola ralada 4 ovos batidos Sal a gosto REChEIo 1 ½ xícara (chá) de proteína de soja ½ xícara (chá) de nozes 2 dentes de alho 1 colher (sopa) de azeite ½ cebola ralada 1 xícara (chá) de queijo minas ralado 2. Coloque a couve já lavada e escorrida (somente as folhas) e o sal. Deixe cozinhar. 3. Depois de cozido, escorra a água que se formou e corte o espinafre bem miúdo. Fora do fogo, acrescente os 4 ovos batidos e misture junto com a couve. 4. Retire do forno e desenforme o rocambole em um pano úmido. 5. Recheie-o e enrole com a ajuda do pano. 6. Leve ao forno para derreter o queijo. REChEIo 1. Hidrate a proteína de soja por dez minutos ou mais. 2. Escorra bem. 3. Refogue o alho e a cebola no azeite e acrescente a proteína de soja. 4. Desligue o fogo e acrescente o queijo. 84 PREPARo: MAssA 1. Doure o alho em uma colher de óleo, adicione a cebola e deixe refogar até ficar transparente. Diabete_Crianca.indd 84 23/11/10 09:52 85 3. Arroz VegetAriAno rendimento: 4 Porções InGREDIEntEs: 4 xícaras (chá) de água 1 colher (sobremesa) de sal 225 g de arroz arbóreo 2 colheres (sopa) de óleo de gergelim 2 dentes de alho fatiados 100 g de brócolis 100 g de aspargos frescos picados 100 g de agrião 1 xícara (chá) de ervilha-torta picada 2 maçãs raladas 3 colheres (sopa) de semente de abóbora 2 ramos de alecrim (somente as folhas) 115 g de xícara de queijo prato PREPARo: 1. Coloque a água, o sal e o arroz em uma panela. Cubra e cozinhe por 15 minutos, mexendo de vez quando, até que o arroz absorva toda a água. 2. Retire do fogo. 3. Aqueça o óleo de gergelim em uma panela wok, acrescente o alho, o brócolis, o aspargo, o agrião e a ervilha-torta e refogue por 2 a 3 minutos até que estejam tenros. 4. Junte a maçã, as sementes de abóbora, o alecrim e o arroz e misture. Se necessário, acrescente mais água quente para obter uma consistência mais viscosa. 5. Sirva em pratos individuais, polvilhados com o queijo ralado. 85 Diabete_Crianca.indd 85 23/11/10 09:52 86 4. PizzA diferente rendimento: 4 Porções InGREDIEntEs: 500 g de farinha de trigo integral 1 colher (sopa) de fermento biológico 1 ovo 1 colher (sopa) de açúcar mascavo 1 colher (sopa) de óleo de canola 1 copo de leite 2 latas de atum 1 lata de milho 3 colheres (sopa) de cenoura 2 colheres (sopa) de beterraba 1 tomate médio 2 colheres (sopa) de massa de tomate 150 g de queijo PREPARo: 1. Misture o fermento com o açúcar, acrescente 3 colheres de farinha, o óleo e um copo de água morna. 2. Deixe crescer por 15 minutos. 3. Junte esta esponja à farinha de trigo integral, acrescente o ovo, o leite e sal. Misture e coloque em forma untada. 4. Faça um molho grosso refogando a cebola, o tomate e a massa de tomate com o atum. 5. Acrescente água quente, o suficiente. 6. Abafe até engrossar, esfrie e coloque sobre a massa. 7. Cubra com queijo, o milho, cenoura e a beterraba. 8. Deixe crescer e asse. 86 Diabete_Crianca.indd 86 23/11/10 09:52 87 5. suco colorido rendimento: 5 Porções InGREDIEntEs: 1 maçã com casca 1 ½ xícara (chá) de couve cortada em tiras ½ xícara (chá) de agrião ½ xícara (chá) de frutose 1 litro de água 1 xícara (chá) de suco de limão PREPARo: 1. Bata todos os ingredientes no liquidificador e sirva. 87 Diabete_Crianca.indd 87 23/11/10 09:52 88 6. cArne Ao molho de lArAnJA rendimento: 4 Porções InGREDIEntEs: 500 g de lagarto, em uma só peça (sem a capa de gordura) 700 ml de suco de laranja Sal a gosto 3 grãos de pimenta-do-reino inteiros 1 ½ cebola cortada em rodelas 4 dentes de alho amassados PREPARo: 1. Coloque a carne, o suco de laranja e os temperos (com exceção das cebolas e do alho) em uma tigela. 2. Deixe a carne marinando por cerca de 1 hora. 3. Em uma panela de pressão, coloque a carne com o suco de laranja. 4. Cozinhe por 45 minutos, ou até amaciar. 5. Retire-a da panela de pressão, espere esfriar e coloque-a na geladeira, envolta num filme plástico ou em um saco plástico fechado. 6. Prepare o molho colocando as cebolas e os dentes de alho na panela e cozinhando até o caldo engrossar. 7. Depois de gelada, fatie a carne. Um pouco antes do momento de servir, aqueça-a juntamente com o molho. 8. Coloque em uma travessa e sirva em seguida. 88 Diabete_Crianca.indd 88 23/11/10 09:52 89 7. PicAdinho dA VoVó rendimento: 4 Porções InGREDIEntEs: 500 g de miolo de acém 4 colheres (sopa) de azeite de oliva 3 cebolas cortadas em rodelas 2 cenouras cortadas em pedaços 3xícaras (chá) de água quente 1 xícara (chá) de suco de abacaxi 2 tomates cortados em cubos 2 colheres (chá) de orégano PREPARo: 1. Retire toda a gordura visível da carne e corte-a em cubos. 2. Em uma panela de pressão, aqueça o azeite e doure a carne. 3. Retire a carne da panela e reserve. 4. Na mesma panela, coloque as cebolas e as cenouras. 5. Refogue até as cebolas ficarem douradas. Em seguida volte com a carne à panela e adicione a água. 6. Tampe a panela e cozinhe na pressão até a carne ficar bem macia. 7. Abra a panela e cozinhe até o molho encorpar. Em seguida, adicione o suco de abacaxi. 89 Diabete_Crianca.indd 89 23/11/10 09:52 90 8. soPinhA sAudáVel rendimento: 4 Porções InGREDIEntEs: 1 cebola 1 dente de alho 250 g de brócolis 200 g de couve-manteiga 100 g de cenoura 4 batatas 2 colheres de sopa de azeite 1 litro de caldo de legumes Suco de um limão 1 pitada de sal PREPARo: 1. Descasque e fatie a cebola, o alho e lave os demais legumes. 2. Destaque os buquês dos brócolis, rale a cenoura, descasque e lave as batatas. 3. Coloque o azeite para esquentar numa panela. 4. Acrescente a cebola e o alho e refogue por 3 minutos. 5. A seguir, coloque os brócolis e a cenoura ralada, deixe refogar e depois despeje o caldo e as batatas. Após ferver, deixe cozinhar lentamente durante 25 minutos. 6. Adicione o suco de limão e o sal e sirva em seguida. 90 Diabete_Crianca.indd 90 23/11/10 09:52 91 9. bolinho de cArne Ao forno rendimento: 4 Porções InGREDIEntEs: REChEIo 200 g de carne moída magra 1 cebola moída picada 1 dente de alho amassado Suco de laranja 1 colher (sopa) de farinha de trigo integral MAssA 1 xícara (chá) de mandioca 1 ovo 1 colher (sopa) de margarina 1 xícara (chá) de farinha de trigo integral Sal a gosto 2. Junte a cebola, o alho, o suco de laranja e o sal. Regue com cerca de 4 colheres (sopa) de água e deixe cozinhar por 10 minutos. 3. Polvilhe a farinha de trigo integral e mexa até dar liga. 4. Retire do fogo e espere esfriar. MAssA Misture a mandioca, o ovo, a margarina e o sal. Vá adicionando a farinha de trigo aos poucos até ficar uma massa firme. PARA MontAR os BolInhos 1. Pegue porções de massa e recheie com um pouco de carne. 2. Feche bem e coloque em uma assadeira antiaderente untada com azeite. 3. Leve ao forno quente (200ºC) por cerca de 30 minutos. 91 PREPARo: REChEIo 1. Doure a carne moída em uma panela antiaderente. Diabete_Crianca.indd 91 23/11/10 09:52 92 10. sAlAdA de folhAs Ao molho de AbAcAxi rendimento: 4 Porções InGREDIEntEs: 1 maço de alface roxa 250 g de brócolis 1 maço de couve-manteiga 1 colher (sopa) de quinua Molho ½ xícara (chá) de abacaxi cortado em cubos pequenos 4 colheres (sopa) de suco de limão 1 colher (sopa) de azeite de oliva PREPARo: 1. Corte em tiras as folhas de alface-roxa, da couve e separe os buquês dos brócolis. 2. Coloque tudo em uma saladeira e sirva acompanhada do molho. 92 Diabete_Crianca.indd 92 23/11/10 09:52 93 Meu filho está com colesterol alto. O que eu faço? CAPÍTULO 7 por Elaine Cristina Rocha de Pádua Diabete_Crianca.indd 93 23/11/10 09:52 94 Quem é mãe sabe o quanto pode ser difícil cultivar nas crianças hábitos saudáveis de alimentação. Além da rejeição natural dos pequenos a determinados alimentos, há ainda a correria do dia-a-dia, que faz com que nem sempre a mãe possa fazer receitas elaboradas ou sequer cozinhar para os filhos. O resultado disso são refeições com alimentos industrializados ou lanches rápidos, repletos de gordura e outros ingredientes nocivos à saúde, que podem levar a criança não só à obesidade, mas também ocasionar uma série de doenças crônicas ainda na infância e na vida adulta. Nas últimas décadas, houve um aumento significativo no consumo de produtos industrializados que visam maior facilidade no preparo de alimentos. Apesar da praticidade, esses produtos podem causar concentrações anormais de gorduras ou lipoproteínas (como o mau colesterol) no sangue. Hoje, colesterol alterado é um problema que pode começar mais cedo do que você imagina. A ingestão excessiva de gorduras saturadas, trans e colesterol está associada ao aumento de riscos para doenças relacionadas ao coração, e por isso devem ser evitadas desde a infância. Crianças que têm o hábito de consumir pipocas industrializadas, bolachas recheadas, sorvetes, chocolates, bolos industrializados, margarinas, batata frita, hambúrguer e salgadinhos podem estar ingerindo quantidades consideráveis destes tipos de gorduras que eleva o LDL (colesterol ruim) e diminui o HDL (colesterol bom). Enfatizando a prática de hábitos saudáveis A alimentação adequada, exercício físico e controle de peso são fatores essenciais para a prevenção de doenças futuras, e devem ser encorajados desde a infância. Os pais têm plena responsabilidade pela escolha de quais, de quando e de como os alimentos devem ser ingeridos. Não se deve forçar a criança a consumir alguns alimentos e nem proibir outros, pois isso frequentemente leva à supervalorização e à ingestão de itens proibidos. A família deve dar o exemplo De nada adianta ensinar a criança a comer salada, carnes magras, queijo branco, se os adultos têm como aperitivos salgadinhos, queijos à milanesa, salaminhos e tantos outros alimentos gordurosos. A melhor maneira de cultivar hábitos alimentares saudáveis nos filhos é tendo esses hábitos. Escolha o alimento que entra no cardápio do seu filho Para minimizar a quantidade de gordura do cardápio da criança não é preciso submetê-la a uma dieta rígida, basta apenas utilizar substituições simples, truques e receitas atrativas. Também não existe nada que seja proibido, mas existem alimentos que devem ser utilizados poucas vezes e com bom-senso. Alimentos industrializados e fast foods consumidos em excesso são os grandes vilões na alimentação infantil. Cuidado! Por praticidade, muitas mães acabam oferecendo produtos industrializados aos filhos, o que é extremamente prejudicial. Um dia ou outro é permitido, mas ter isso como regra é colocar em risco a saúde da criança. Os fast foods também são aceitos eventualmente. Se no dia-a-dia a criança tiver um hábito alimentar saudável, esses alimentos contribuirão apenas com sabor e prazer. As mães devem limitar as idas às lanchonetes aos finais de semana e tentar equilibrar ao máximo a refeição, excluindo maionese e outros molhos, por exemplo. Diabete_Crianca.indd 94 23/11/10 09:52 95 Outros inimigos da alimentação infantil são os doces. Largamente utilizados em alimentos industrializados, eles estão associados ao excesso de peso. Quanto mais cedo a criança adquirir o hábito de comer doces desenfreadamente, pior, pois aumenta a possibilidade de criar um costume ruim, que persistirá por toda a vida. Cuidado com o baixo consumo de frutas, hortaliças, leite, e com o aumento no consumo de guloseimas (bolachas recheadas, salgadinhos, doces) e refrigerantes, bem como a omissão do café da manhã. Moderar o consumo de carnes com gordura aparente, linguiça, salsicha, mortadela, salame, presunto, queijo amarelo, salgadinho frito, batata frita, leite integral, bacon, maionese, chantilly, margarina, manteiga, requeijão, sorvete cremoso, biscoito recheado ou amanteigado, bolos recheados ou com coberturas, pães recheados, croissant etc. Ofertar no máximo uma porção de doce por dia, já que essa é a única maneira de manter uma alimentação saudável sem privar a criança do prazer de comer doce. Se a criança sentir necessidade e pedir por mais alimentos doces, ofereça frutas. O consumo de alimentos que possuem fibras diminui a absorção de gorduras, atua no combate ao colesterol, apresenta alto poder de saciedade e ajuda no controle de peso. As mães podem adicionar à alimentação dos filhos aveia, granola, germe de trigo, linhaça e quinua. Há ainda sucos que podem ajudar diminuindo e combatendo os efeitos negativosda gordura no organismo, de gosto agradável ao paladar das crianças. A família inteira deve aderir a hábitos alimentares saudáveis. Leia os rótulos para evitar consumir alimentos ricos em gordura saturada, colesterol e gordura hidrogenada. Não dê refrigerante aos pequenos. A maioria das pessoas que ingeriu pouco refrigerante na infância prossegue com o hábito em vida adulta. Além disso, evite sempre o consumo de refrigerantes diet / light, pois eles são constituídos basicamente por conservantes, aromatizantes e edulcorantes artificiais. O alto consumo dessas bebidas está associado à redução da ingestão de leite e sucos de frutas naturais. Crie o hábito de adoçar com mel ou adoçantes naturais como frutose. e Diabete_Crianca.indd 95 23/11/10 09:52 96 e e Carnes: Evite as com gorduras aparentes e prefira as magras, aves sem pele e peixes. Embutidos: Evite mortadela, presunto, salame e prefira os embutidos de aves como peito de peru, blanquet, chester, com menos gordura. salgadinhos: Evite os fritos e prefira os assados. No mercado hoje já há salgadinhos com baixo teor de gordura. Queijos: Evite os gordurosos e prefira o queijo branco, ricota, cottage. Biscoitos: Evite os recheados e gordurosos e prefira os integrais ou caseiros. Bolos: Evite os recheados e com coberturas cremosas e prefira os simples. sucos: Evite os industrializados e prefira os naturais. Macarrão: Evite os instantâneos e prefira o macarrão com molho de tomate. Dicas de trocas inteligentes Se for à fast foods ou restaurantes de alimentação mais calórica, fuja de molhos, catchup e maionese. Faça receitas coloridas. A arrumação dos pratos também conta muito. Seja criativo, misture cores, faça carinhas com as comidas, corte frutas em formatos diferentes. As crianças são muito visuais. Compre livros para crianças que falem de alimentação saudável, assim eles passam a simpatizar mais com os alimentos. Conte histórias com personagens como Popeye, que comia espinafre para ficar forte; de como as abelhas fazem o mel; de como os coelhos são fortes porque comem cenouras etc. Dicas para reduzir a gordura na alimentação das crianças Diabete_Crianca.indd 96 23/11/10 09:52 97 1. suco de lArAnJA com mAçã e linhAçA dourAdA moÍdA rendimento: 2 coPos InGREDIEntEs: 300 ml de suco de laranja natural 1 maçã sem semente e sem casca 1 colher (sopa) de semente de linhaça dourada moída 1 colher (sopa) de frutose ou açúcar mascavo PREPARo: 1. Bata todos os ingredientes no liquidificador, adoce e sirva. 97 Diabete_Crianca.indd 97 23/11/10 09:52 98 2. Pão nAturAl dA terrA rendimento: 15 Pães InGREDIEntEs: ½ xícara (chá) de germe de trigo 1 ½ xícara (chá) de farinha de trigo integral 2 xícaras (chá) de farinha de trigo 1 xícara de semente de linhaça moída 1 colher (sopa) cheia de manteiga 2 sachês de fermento biológico seco 1 colher (café) de sal 1 colher (sopa) de açúcar mascavo 1 ½ xícara (chá) de leite morno 4 ovos 3 colheres (sopa) gergelim PREPARo: 1. Misture todos os ingredientes secos e os ovos, depois vá acrescentando o leite até a massa desgrudar da mão e ficar lisinha. 2. Sove bastante e deixe crescer por meia hora. 3. Divida em duas partes, abra a massa com o rolo e enrole. 4. Coloque em uma forma e deixe crescer mais 20 minutos. 5. Pincele com a gema batida e polvilhe com o gergelim. 6. Asse em forno médio alto até ficar corado. 98 Diabete_Crianca.indd 98 23/11/10 09:52 99 3. suco Amigo do corAção rendimento: 2 coPos InGREDIEntEs: ½ copo de suco de abacaxi 1 xícara (chá) de amoras 1 kiwi sem pele e picados ½ xícara (chá) de iogurte desnatado Gelo de suco de ameixa (bata 4 frutas com 1 xícara de chá de água e congele) PREPARo: 1. Bata no liquidificador e adoce. 99 Diabete_Crianca.indd 99 23/11/10 09:52 100 4. fondue diVertido rendimento: 4 Porções InGREDIEntEs: 2 xícaras (chá) de morango 1 xícara (chá) de amora Suco de 2 laranjas 1 xícara (chá) de mamão picado 1 xícara (chá) de pera picada ½ xícara (chá) de maçã picada ½ xícara (chá) de frutose PREPARo: 1. Bata os morangos e as amoras no liquidificador junto com o suco de laranja até ficar homogêneo. 2. Coe a mistura e coloque-a em uma panela. 3. Leve ao fogo e acrescente a ½ xícara de frutose. 4. Deixe ferver por aproximadamente 15 segundos. 5. Despeje a mistura em uma panela de fondue e coloque no réchaud. 6. Em uma travessa pequena, arrume as frutas secas e sirva mergulhando-as no creme de frutas vermelhas. 100 Diabete_Crianca.indd 100 23/11/10 09:52 101 5. sAlAdA de folhAs Ao molho exótico de erVAs rendimento: 4 Porções InGREDIEntEs: 1 maço de alface-roxa 1 maço de rúcula ½ maço de couve-manteiga 1 colher de sopa de quinua PREPARo: 1. Corte em tiras as folhas de alface roxa, da couve e separe os ramos de rúcula. 2. Coloque-as em uma saladeira. 3. Adicione a quinua sobre a salada e sirva acompanhada do molho de sua preferência. 101 Diabete_Crianca.indd 101 23/11/10 09:52 Diabete_Crianca.indd 102 23/11/10 09:52 103 Meu filho é seletivo em relação à comida CAPÍTULO 8 por Eliana Menegon Zaccarelli Diabete_Crianca.indd 103 23/11/10 09:52 104 É bastante comum a preocupação de mães e pais em relação ao tipo de escolha alimentar de seu filho, principalmente quando ela se restringe a alguns poucos alimentos. Trata-se de uma preocupação pertinente, pois é sabido que um dos princípios de uma alimentação saudável é o da variedade e, mais que isso, ao ampliar seu repertório de alimentos, a criança estará se abrindo a uma maior qualidade de emoções ao longo da vida, pois o mundo dos sabores é uma fonte permanente de surpresa e prazer. Vamos analisar como se dá o processo de escolhas alimentares, o fenômeno da seletividade e verificar como é possível reverter este tipo de comportamento. A formação do gosto na criança As crianças nascem apreciando o gosto doce e o salgado, principalmente o doce. É um comportamento inato do ser humano. Já os sabores amargo e azedo são menos apreciados e necessitamos de mais tempo e aprendizado para adquirir o gosto por eles. Sim, a questão do gosto passa por um aprendizado. Como este se dá? Desde o nascimento, a criança vivencia uma série de sabores que passam pelo leite materno. Ao mesmo tempo em que mama, um ambiente de afeto é apresentado. A criança está cercada de atenção e carinho. Impossível dissociar um do outro. Nos primeiros anos de vida, a alimentação será um dos principais focos de interação entre pais e filhos, sendo uma oportunidade de trocas, afetos, aprendizagem e comunicação entre ambos, pois assim caminham juntas por toda uma vida, a emoção e a alimentação. Entendemos que o primeiro aprendizado da alimentação vem da família e sua relação com o alimento. O bebê depende de um adulto para ser alimentado, então o alimento está relacionado necessariamente com a presença e a relação com o outro. Saciar a fome é um momento de conforto que acalma aquilo que incomoda ou inquieta. Então, logo esse elo entre afeto e alimento vai se fortalecendo, pois alimentar alguém é um ato de amor. Assim, expressões como “Hum, a manga está uma delícia!” durante a oferta de alimentos estimulam o bebê a formar o gosto pelo que lhe é oferecido. Além disso, a repetição desse ritual, tão cercado de atenção e afeto, com os mesmos alimentos ajuda a formar aquilo que é familiar para a criança. Devido ao acelerado ritmo de crescimento, os bebês têm uma tendência a aceitar bem os alimentos oferecidos pelo adulto. No entanto, por volta dos 3 anos de idade seu ritmo de crescimento diminui, ele conquista uma maior autonomia, passa a querer decidir sobre várias coisas, incluindo sua alimentação. Assim, é normal que um alimento bem aceito por um bebê passe a ser rejeitado nesta fase. A diminuição do volume de alimentos é fato normal, mas muitas mães se preocupam com a ocorrência, principalmente se isso se relacionara um menor ganho de peso ou pior, a uma diminuição do ritmo de crescimento. Mas se a família já passou seus hábitos alimentares, ritmos, horários de refeição para a criança, o que poderia ser fator preocupante a partir de agora? Familiaridade dos alimentos Com o aumento da autonomia da criança, outro fenômeno começa a aparecer com mais intensidade: a neofobia. Vejamos como ela se constitui. Diabete_Crianca.indd 104 23/11/10 09:52 105 É comum que a criança aceite melhor alimentos que lhe sejam familiares e com frequência rejeite novidades. É a chamada neofobia, ou seja, medo do novo. A neofobia da criança faz com que ela não queira nem experimentar algo diferente do seu hábito alimentar, alegando que não gosta, mesmo sem ter provado ainda. Esse é um dos grandes dilemas enfrentados por mães e educadores em berçários e pré-escolas. A criança diz que não gosta do alimento e a pessoa acaba aceitando isso, passando a não oferecer mais aquele alimento. Ou ainda, oferece para a criança e ela come muito pouco, ou apenas experimenta, deixando boa parte da quantidade servida inicialmente. Diante disso, a leitura do adulto é “A criança não gosta daquele alimento”. Isso é comum com verduras e legumes, pois estes são alimentos com sabor mais neutro, não conferem uma saciedade como os alimentos ricos em gorduras ou proteínas, e geralmente tem sabor menos acentuado que carnes ou frituras. Porém, pesquisadores conseguiram encontrar a chave para esse dilema. Estudos concluíram que, para uma criança de 2 a 4 anos adquirir o gosto pelo alimento e passar a consumi-lo em quantidade suficiente, é necessário experimentá-lo de 8 a 10 vezes! Assim se explica o círculo vicioso: a criança rejeita uma verdura por ser um alimento novo, o adulto lê isso como “A criança não gostou do alimento...”, o alimento não é mais oferecido e ela não se acostuma com o novo sabor. Para as crianças com mais de 4 anos, talvez tenhamos que oferecer ainda mais vezes, de 10 a 15, para termos esse efeito. Neste caso, é muito importante que o adulto compreenda a formação do hábito alimentar como um processo e tenha a noção do número de vezes que deve oferecer um alimento, assim ele não desiste e age com tolerância, persistência e firmeza. Como fazer com que a criança experimente alimentos não familiares ou novos para ela Vimos que a chave para o ensino de uma alimentação variada é a oferta de um alimento novo, por volta de 10 vezes, antes de dizer: “Não, realmente a criança não aprecia tal alimento”. Como fazer isso? Qual o método mais apropriado? Na ânsia de fazer uma criança comer, adultos às vezes cometem erros. Veja no quadro abaixo alguns exemplos de erros comuns durante a oferta da comida: Erros mais comuns durante a oferta da comida O que ocasiona na criança ou o que a criança aprende Fazer chantagem com comida, exemplo: “Se comer a verdura, vai ganhar a sobremesa.” Nesta situação a criança apenas aprende que a sobremesa é que é realmente boa e as verduras não o são. Fazer chantagem com outra coisa, exemplo: “Só vai ver TV depois que comer tudo...” Da mesma forma, a afirmação reforça a noção quer ver TV é bom e comer tudo passa a ser uma obrigação. Deixar de castigo: “Se não comer vai ficar trancado no seu quarto...” As estratégias de forçar os alimentos através de castigo podem funcionar momentaneamente, mas a criança tenderá a rejeitá-los depois disso. Forçar a limpar o prato, ou seja, não deixar restos e comer tudo. Nesta prática a criança passa a ignorar seus sinais de saciedade, pois não pode parar de comer. Ela aprende a comer sem fome e, ao mesmo tempo, vai formando uma associação negativa com os alimentos. Diabete_Crianca.indd 105 23/11/10 09:52 106 É possível combinar com a criança, de forma positiva, que ela pelo menos experimente o alimento, mesmo que não queira comer tudo, pois desta forma ela terá oportunidade de se acostumar com o novo sabor e aprender algo sobre ele. Outras dicas importantes para que esse momento não seja estressante, mas sim agradável e positivo, são: Estabelecer tempo de duração e horários das refeições Aqui, o intuito maior é não ficar oferecendo alimentos o tempo todo para a criança. Um dado importante é que pesquisas mostram que as crianças têm a capacidade de compensar a ingestão de alimentos ao longo do dia, inclusive de forma melhor que o adulto. Se ela comeu pouco em uma refeição, certamente comerá mais na próxima, e vice-versa, se ela comeu bastante em uma refeição, pode não estar com tanta fome e apetite na seguinte. Trata-se de um dado importante, pois ajuda o adulto a não ficar ansioso com a quantidade de comida ingerida pela criança, não sentindo a necessidade de forçá-la a comer. Manter um ambiente agradável, confortável, sem ruídos ou coisas que distraiam a atenção da criança no momento da refeição Manter a televisão ligada durante as refeições pode distrair a criança e o adulto, impedindo um diálogo. Permitir que a criança leia um livrinho ou gibi na mesa também. Proporcionar um local adequado para ela sentar também é importante. Se ela não estiver confortável, tendo que ficar ajoelhada, por exemplo, vai querer sair desta posição e até abandonar a refeição. Diminuir o volume de líquidos durante a refeição ou oferecê-los apenas ao final Os líquidos proporcionam uma sensação de saciedade e plenitude gástrica. Se deixarmos a criança beber à vontade antes ou durante a refeição, ela pode sentir-se satisfeita antes de terminar sua comida. Além disso, os sucos e refrigerantes são ricos em açúcar, o que favorece sua aceitação, já que este sabor é apreciado por todas as crianças. oferecer primeiro a salada Uma estratégia interessante para facilitar o consumo de verduras e legumes é oferecer à criança a salada em primeiro lugar. Assim, por estar com fome, consumirá esta preparação mais facilmente. Por outro lado, deixar a criança comer toda a refeição, oferecer a repetição de seus alimentos preferidos, e só depois oferecer a salada, pode fazer com que ela se desinteresse por este prato porque já está saciada. nomear os alimentos corretamente Nomear corretamente os alimentos é importantíssimo, pois só assim a criança poderá aprender que gosta de alface, por exemplo, mas de rúcula nem tanto. Se chamarmos todas as verduras de “salada” ou “verdinho”, a criança não aprenderá a diferenciar os sabores ou acabará por entender que não gosta de “salada” como um todo. Diabete_Crianca.indd 106 23/11/10 09:52 107 Deixar que a criança ajude na compra e no preparo Comprar e preparar os alimentos com a criança pode facilitar muito sua aceitação. Além de ser uma atividade bastante prazerosa, que favorece o companheirismo, reforça para a criança que o ato de preparar e oferecer um alimento nada mais é do que um ato de amor e de cuidado. Aversão a um alimento Outra situação para qual o adulto deve estar atento é o surgimento de uma aversão a algum alimento. A aversão pode surgir a partir de duas situações. A mais comum é aquela em que a criança consumiu um alimento e, devido a uma contaminação ou virose, ela o vomita. Isso faz com que o cérebro registre aquela lembrança como algo perigoso e a criança passa a rejeitar o alimento. Por outro lado, a criança pode desenvolver essa aversão devido à associação com algum evento emocionalmente negativo - ela recebeu algum castigo por não querer comer ou era forçada sistematicamente. É possível que, com o passar do tempo, a criança, o jovem ou o adulto revejam espontaneamente a aversão ao alimento, experimentando-o novamente. o ambiente na hora das refeições – o papel do adulto O adulto que acompanha a refeição da criança deve estar atento àquilo que ela comeu ou recusou, bem como à sua relação com o alimento para que possa intervir positivamente incentivando-a, encorajando-a e, acima de tudo, resgatando o valor dos atos de comer junto e de dialogar durante as refeições.Além disso, é muito importante que o adulto tenha uma perspectiva da importância desse momento para todos. Sentar junto com a criança, comer junto com ela, apreciar os alimentos e falar sobre eles é aconselhável em qualquer situação. Favorecer para que o ambiente durante a refeição seja agradável e livre de pressões, garante à criança uma boa relação com os alimentos e será a base de sua alimentação por toda a vida. Duas preparações são bem interessantes para se fazer juntamente com a criança e proporcionam um amplo conhecimento dos alimentos, principalmente os vegetais e frutas: uma salada bem variada e completa, e uma salada de frutas. Aproveite para convidar alguns familiares ou amigos para comer e apreciar suas preparações. e Diabete_Crianca.indd 107 23/11/10 09:52 Diabete_Crianca.indd 108 23/11/10 09:52 109 A educação alimentar começa em casa CAPÍTULO 9 por Eliana Menegon Zaccarelli Diabete_Crianca.indd 109 23/11/10 09:52 110 Além de ser importante para o crescimento e desenvolvimento normal da criança, a alimentação na infância ainda tem um papel de mantê-la com maior imunidade, enfrentando melhor as doenças infecto-contagiosas tão comuns ao período. A ciência já desvendou muitas coisas em relação à prevenção de doenças, e uma das mais importantes foi o papel da alimentação na etiologia ou causa de muitas delas. Assim, está bem estabelecido que uma alimentação saudável pode prevenir ou retardar o aparecimento de doenças cardiovasculares, hipertensão, obesidade, diabetes, e alguns tipos de câncer. Por outro lado, sabemos que mudar hábitos alimentares de um adulto não é tarefa fácil e nem sempre é bem sucedida, pois estes hábitos são muito particulares e próprios de cada pessoa. Isso nos remete à importância da construção de hábitos alimentares saudáveis desde a infância, garantindo uma vida plena de saúde. Estruturando compras saudáveis Já vimos no capítulo sobre a criança seletiva que o gosto por alimentos variados é um processo de responsabilidade do adulto e que requer insistência e ao mesmo tempo compreensão de como se dá esta aquisição de novos hábitos alimentares. Fundamentalmente, a exposição a alimentos novos deve ser repetida de 8 a 10 vezes para que a criança coma um alimento novo em quantidade razoável. Esta repetição sistemática requer planejamento. Assim, organizar listas de compras semanais, observar a safra (garantindo a compra de alimentos de época) e não simplesmente padronizar a compra de hortifruti é um primeiro passo. Em seguida, sabe-se que manter alimentos saudáveis em lugar acessível à criança, bem como prontos para o consumo, também são fatores que favorecem sua ingestão. Desse modo, expor frutas como mamão ou melancia picados, verduras lavadas e higienizadas, legumes cortados (pepino ou cenoura em tiras) também estimulam seu consumo. Da mesma forma, restringir a compra de salgadinhos, doces, bolachas recheadas, pode ser um convite à alimentação saudável. Restringir não significa necessariamente proibir. Combinados de como será a frequência de consumo destes alimentos podem ser feitos com as crianças. Por que não tornar o consumo de salgadinhos mensal ou quinzenal, por exemplo? Se o refrigerante é inevitável, por que não deixá-lo apenas para o final de semana? Muitas vezes, pode parecer aos pais que restringir um alimento à criança é sinal de crueldade ou, por outro lado, dar um alimento (doce principalmente) é um forte sinal de afeto. Talvez o adulto já tenha essa relação estabelecida em sua vida e quer transmiti-la a seu filho, mas pensar duas vezes e buscar novas formas de dar carinho e atenção, brincando com a criança, pegando-a no colo e estando disponível, talvez sejam mais eficazes do que apenas dar um chocolate ou uma porção de balas a ela. Por fim, zele pela qualidade da relação entre você e seu filho! Se na hora das compras no supermercado acontece uma guerra entre você e ele, simplesmente tente se organizar para não levá-lo às compras. Provavelmente elas se tornarão mais rápidas, objetivas e você evita uma série de discussões, chantagens e sofrimento. Ao mesmo tempo, outras tentativas podem ser feitas na feira ou em sacolões, locais que contém basicamente alimentos saudáveis. Um olhar mais atento às propagandas de alimentos veiculadas pela televisão revela que a maioria delas nos mostra alimentos industrializados ricos em gorduras, açúcar e sal. A propaganda dirigida ao público infantil também utiliza apelos fortes como super-heróis ou situações mágicas. Fica difícil enfrentar isso, uma vez que a criança pequena não distingue a propaganda da Diabete_Crianca.indd 110 23/11/10 09:52 111 programação normal da televisão. Assim que ela crescer e entender um pouco mais o significado da televisão, vale conversar com ela sobre o conteúdo das propagandas, mostrando seu lado fantasioso e ilusório. Variando formas de preparo de alimentos Descobrir o sabor de novos alimentos e saber prepará- los promove uma série de aprendizados e prazeres. É, ao mesmo tempo, se descobrir, valorizar o que gosta, saber identificar suas preferências e ganhar autonomia. Cozinhar em família, preparar refeições junto com a criança, é um estímulo forte para o consumo de alimentos saudáveis e para a construção de uma boa relação familiar. Começar com receitas fáceis, porém saudáveis, é muito importante. Um recurso muito interessante a ser explorado é a utilização dos livros de receitas direcionados às crianças. A realização de atividades de culinária traz consigo uma série de outras possibilidades de aprendizado. Além da qualidade dos alimentos, há também a questão das quantidades, a proporção dos ingredientes na receita, a sua transformação pelo cozimento, pelo calor, e até a leitura e compreensão dos rótulos e embalagens. Estar na cozinha e lidar com alimentos oferece ainda uma oportunidade de conversar sobre lixo, desperdício, o cuidado e respeito à natureza. Plantando em casa: mantendo contato com horta e pomar Uma forma interessante de ampliar o conhecimento da criança e do jovem através da alimentação é manter em casa uma horta ou mesmo pequenos vasos com temperos. Eles facilitam sua utilização na culinária e ampliam o repertório de alimentos da família. É possível encontrar na internet as orientações de como fazer e manter uma horta em casa. Outra forma importante de conhecimento e estímulo ao consumo de frutas e verduras é o acesso da criança a um pomar, uma horta, uma plantação. Este conhecimento ajuda a trazer familiaridade com os alimentos saudáveis, o que favorece seu consumo. Mantendo um bom ambiente de refeições Toda energia positiva ou o esforço despendido na compra, preparo e oferta de alimentos saudáveis deve ser consagrada no momento das refeições. Assim, é importante que a família faça deste momento uma oportunidade de experimentar um ambiente tranquilo, com possibilidade de conversa e trocas, sem formas de castigo ou chantagem. Isso formará uma lembrança positiva por muito tempo, bem como uma relação positiva com a comida. Da mesma forma, desligar a televisão, sentar em volta da mesa e todos comerem juntos, deve ser uma meta a ser atingida, mesmo que apenas em uma das refeições do dia. Como lidar com lanchonetes e fast foods Um dos grandes desafios das famílias é como lidar com a tentação dos fast foods. Não deixa de ser um desafio e tanto, pois como competir com a oferta de brindes voltados para as crianças na compra de seus sanduíches? Difícil. Mas nem só este fato atrai as crianças. O ambiente decorado para este público, os cardápios apresentados em forma de imagem e acessíveis às crianças pequenas, a lista quase sempre a mesma ou com poucas variações Diabete_Crianca.indd 111 23/11/10 09:52 112 de sanduíches e sobremesas, a possibilidade de comer com as mãos, tudo isso permite que a criança se sinta à vontade, familiarizada com aquele ambiente. Ainda há a toalha de bandeja,sempre com um estímulo diferente, e a segurança de que, em qualquer unidade que se vá, será encontrada a mesma situação. Todos estes fatores conferem às lanchonetes de fast foods a familiaridade tão apreciada pelas crianças e consequentemente sua autonomia. Além disso, ainda há as características do cardápio, rico em preparações com frituras e doces. Vemos, portanto, que não são poucos os fatores a favor dos fast foods. O que é possível fazer? Sempre é possível tentar limitar a ida às lanchonetes, por exemplo, fazendo com que não seja sempre a criança a escolher o local quando a opção for comer fora de casa. Por outro lado, se a ida à lanchonete for inevitável, procure oferecer alimentos saudáveis para a criança nas próximas refeições. A criança aprende brincando Além das atividades de culinária, que são uma excelente forma de contato com os alimentos, podemos contar atualmente com diversos jogos educativos com o tema da alimentação. Nos livros infantis também encontramos caminhos para abordar o tema com as crianças propondo brincadeiras, inventando receitas e criando formas lúdicas de conversar sobre o assunto. Algumas questões a observar na alimentação oferecida pela escola Hoje em dia, muitas crianças entram na escola cedo e, por vezes, a frequentam em período integral e fazem grande parte de suas refeições neste espaço. A família acaba dividindo com a escola a tarefa de apresentar novos alimentos para a criança e oferecer uma alimentação saudável. É fundamental que a família, ao escolher a escola para a criança, possa observar alguns pontos relacionados à oferta de alimentos nesse espaço. Segue abaixo algumas perguntas que ajudam na avaliação desta questão: A refeição oferecida pela escola é adequada nutricionalmente? Verifique se os alimentos e lanches são oferecidos em horários regulares e se os intervalos entre as refeições são adequados (por volta de 3 horas). Os alimentos devem oferecer variedade de cores, texturas e sabor. Verifique se há um cardápio planejado e se ele muda regularmente, por exemplo, mensalmente. O cardápio deve estar disponível diariamente para as crianças, funcionários e pais. A escola deve fornecer detalhes sobre a aceitação da alimentação, principalmente de crianças pequenas, bem como acolher e propiciar a devida atenção a crianças com dietas especiais. As refeições são ocasiões agradáveis? No caso dos bebês de até um ano, verifique se são respeitados seus horários de sono e seu ritmo para se alimentar. A proporção de bebês por adultos também é importante, não devendo ultrapassar o número de seis crianças para cada adulto. É imprescindível que os pais sejam consultados regularmente sobre as preferências alimentares da criança, bem como à introdução de alimentos. Diabete_Crianca.indd 112 23/11/10 09:52 113 Com crianças de 1 a 3 anos, considere se a refeição se dá em uma atmosfera tranquila, agradável e se a conversa é estimulada. Observe se a apresentação dos alimentos é bonita e permite a identificação dos mesmos. O tempo da refeição deve ser suficiente, sem uma espera longa. A equipe deve ajudar a criança, mas não fazer tudo por ela, propiciando a aquisição crescente de autonomia. Chantagens e castigos não devem ocorrer durante as refeições. Para as crianças de 4 a 6 anos, verifique se a refeição é tranquila e a conversa também é estimulada. As crianças já podem ser incentivadas a servirem-se e não devem ser forçadas a comer. Os adultos devem acompanhar a aceitação das refeições. os princípios de higiene são seguidos por todos e ensinados às crianças? A lavagem de mãos de educadores e manipuladores de alimentos durante o preparo e oferta de alimentos, bem como das crianças antes de começarem a comer, deve ser uma prática orientada e ensinada. O uso correto do banheiro, com adequada higiene das mãos e uso da descarga, também deve ser seguido e orientado. As crianças devem ser ensinadas que não se devem comer alimentos que caíram no chão ou que foram manuseados por outra criança, nem utilizando o mesmo talher. A escola promove uma alimentação saudável? A alimentação deve ser trabalhada em sala de aula, ser tema de brincadeiras e atividades, pois é parte fundamental do nosso cotidiano. Certifique-se de que há atividades de culinária e de que as receitas são variadas e saudáveis. Existir um espaço para horta é muito interessante e educativo. A escola deve se mostrar aberta a discutir amplamente o tema da alimentação com pais, funcionários e professores. O processo de conquista de uma alimentação variada, prazerosa e partilhada com a criança, certamente cria raízes para toda a vida. Mesmo que em algumas fases o grupo de amigos exerça grande influência, se o alicerce foi bem fundamentado, o jovem volta ao estilo familiar, àquilo que foi construído em bases de atenção e amor. A sugestão de receitas aqui poderia ser enorme, mas apenas para focar nas refeições rápidas, que podem fazer frente ao fast food, apresentamos receitas de sanduíches e lanches para serem feitos em família. e Diabete_Crianca.indd 113 23/11/10 09:52 114 1. sAnduÍche de forno rendimento: 4 unidAdes InGREDIEntEs: 8 fatias de pão de forma integral light (400 g) 1 lata de atum em água ou 7 colheres (sopa) de frango cozido desfiado 2 tomates cortados em cubinhos 1 colher (chá) de orégano 1 pote pequeno de cream cheese light (150 g) 6 colheres (sopa) de leite 1 colher (chá) mostarda Salsa a gosto PREPARo: 1. Forre um refratário retangular grande (30 cm x 23 cm) com quatro fatias de pão. 2. Misture o atum ou frango, os tomates e o orégano. 3. Coloque esse recheio sobre as fatias. 4. Cubra com as outras quatro fatias do pão. 5. Derreta o cream cheese com o leite e a mostarda, em fogo baixo, até que fique bem cremoso. 6. Coloque sobre o pão e leve ao forno médio (180°C), preaquecido, por cerca de 10 minutos para esquentar bem. 7. Salpique a salsa e sirva. 114 Diabete_Crianca.indd 114 23/11/10 09:52 115 2. sAnduÍche VegetAriAno rendimento: 4 unidAdes InGREDIEntEs: 2 cenouras médias cozidas e cortadas em cubos 3 colheres (sopa) de pimentão vermelho cortado em cubos 1 xícara (chá) de brócolis cozido e picado 1 pitada de páprica doce 6 colheres (sopa) de requeijão (0% de gordura) Sal a gosto 4 fatias de pão de forma integral PREPARo: 1. Misture todos os ingredientes. 2. Monte o sanduíche distribuindo a pasta sobre as fatias de pão. 115 Diabete_Crianca.indd 115 23/11/10 09:52 116 3. sAnduÍche esPeciAl rendimento: 4 unidAdes InGREDIEntEs: 8 fatias de pão de forma light 6 claras 8 colheres de sopa de iogurte natural desnatado 1 colher (sobremesa) de azeite de oliva REChEIo 2 dentes de alho amassado 1 colher (chá) de azeite de oliva ½ xícara (chá) de escarola picada 2 azeitonas pretas picadas 100 g de mussarela de búfala 1 pitada de orégano PREPARo: REChEIo 1. Frite o alho no azeite e junte a escarola picada. Mexa um pouco, retire e acrescente a azeitona, a mussarela e o orégano. 2. Recheie as fatias de pão e reserve. 3. Bata ligeiramente a clara com um garfo, adicione o iogurte e o sal. 4. Embeba o sanduíche nessa mistura. 5. Aqueça a frigideira, o azeite e grelhe o sanduíche dos dois lados. 116 Diabete_Crianca.indd 116 23/11/10 09:52 117 4. mini PizzA de AbobrinhA rendimento: 2 unidAdes InGREDIEntEs: 1 pão sírio médio light 1 abobrinha pequena em rodelas finas 2 fatias de queijo mussarela light 1 colher de queijo cottage ½ tomate médio ralado Manjericão fresco e orégano a gosto 1 colher (sopa) de cebola em cubinhos PREPARo: 1. Coloque o pão sírio em uma forma antiaderente. 2. Passe sobre o pão ½ tomate médio ralado 3. Adicione a colher de sopa de cebola em cubinhos. 4. Complete com 1 colher de queijo cottage. 5. Salpique com manjericão. 6. Cubra este molho com as duas fatias de queijo mussarela light. 7. Disponha as rodelas de abobrinha de maneira uniforme e polvilheorégano por cima. 8. Leve para assar por 15 minutos ou até perceber que o queijo esteja derretido e sirva. 117 Diabete_Crianca.indd 117 23/11/10 09:52 118 5. dominó de rúculA rendimento: 1 unidAde InGREDIEntEs: 4 fatias de pão de forma preto 4 fatias de pão de forma tradicional 2 cenouras raladas 1 prato (sobremesa) de rúcula picada 2 tomates em cubinhos 6 colheres de sopa de ricota 2 xícara (chá) de atum sem óleo Sal a gosto PREPARo: 1. Misture bem todos os ingredientes, passe sobre as fatias de pão e sirva em seguida. 118 Diabete_Crianca.indd 118 23/11/10 09:52 119 6. beirute de folhAs rendimento: 1 unidAde InGREDIEntEs: 4 colheres de sopa de frango desfiado 1 colher (sobremesa) de azeite de oliva ½ cebola picada 10 ramos de agrião picados 10 ramos de rúcula picados 2 folhas média de alface 4 colheres de sopa de iogurte natural desnatado 2 colheres de queijo cottage Manjericão, salsinha, orégano Sal a gosto PREPARo: 1. Em uma panela, adicione o azeite, a cebola e refogue. 2. Adicione o frango desfiado, o manjericão, a salsinha, o orégano e uma pitada de sal. 3. Coloque sobre esta mistura a rúcula, o agrião, o iogurte e misture bem. 4. Recheie os pães e enfeite com folhas de alface. 119 Diabete_Crianca.indd 119 23/11/10 09:52 Diabete_Crianca.indd 120 23/11/10 09:52 121 A importância da prática de atividade física para crianças, adolescentes e jovens CAPÍTULO 10 por Rodrigo Fonseca Diabete_Crianca.indd 121 23/11/10 09:52 122 Um estudo com duração de doze anos, que acompanhou mais de 100 mil mulheres de meia idade, concluiu que o nível de atividade física na juventude é inversamente proporcional à taxa de mortalidade na fase adulta. Os autores ainda ressaltaram que o principal motivo do resultado encontrado se deu ao fato de a prática de atividade física durante a juventude ser responsável pela adoção de um estilo de vida ativo na fase adulta. Portanto, pode-se concluir que um dos principais benefícios que um indivíduo possui ao praticar atividade física quando jovem é a tendência que o mesmo tem em mantê-la até a fase adulta. Além disso, a probabilidade de surgimento de doenças crônicas como a obesidade, síndrome metabólica, certos tipos de câncer e osteoartrite diminuem significativamente. Contudo, o contrário também é verdade. Um estilo de vida sedentário durante a infância e a adolescência pode causar, precocemente, problemas de saúde que poderão ser mantidos e agravados até a fase adulta. A obesidade infantil se enquadra em um desses tipos de problemas e deve ser cuidadosamente monitorada para que possa ser evitada a todo custo, pois se trata de um alto fator de risco para diversas condições de morbidade como doenças hepáticas, diabetes, apneia durante o sono e doenças cardiovasculares. obesidade infantil e atividade física De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade infantil se configura como um dos maiores problemas de saúde pública do mundo atual e vem crescendo de maneira alarmante nas últimas décadas. A mudança da dieta global e uma queda nos níveis de atividade física são as causas fundamentais desse avanço. Ao transferirmos essas duas tendências para o universo de uma criança, podemos dizer que ela gasta muito menos calorias (devido ao baixo nível de atividade física) do que consome (devido a dietas com altos teores de gordura e açúcares). A prática de atividade física pode atuar de maneira eficiente no aumento do gasto calórico da criança, contribuindo para a perda de peso. Além disso, ela ajuda a aumentar e manter a massa muscular que, por sua vez, aumenta a capacidade de mobilizar e “queimar” gordura até mesmo em repouso. Essas são as principais razões pelas quais a atividade física é considerada uma ferramenta valiosa na prevenção e tratamento da obesidade infantil. Recomendações para a prática de atividade física Qual a quantidade necessária de atividade física para melhorar e manter a saúde da criança, adolescente ou jovem? A maioria dos estudos científicos recomenda no mínimo 60 e preferencialmente 90 minutos de atividade física diária que podem ser atingidos de maneira cumulativa. Como induzir a criança, adolescente ou jovem a praticar de 60 a 90 minutos de atividade física por dia? Atividade física significa qualquer movimento corporal, feito por meio de contração da musculatura esquelética, que produz um gasto energético acima dos níveis de repouso. Portanto, qualquer tipo de medida que possa diminuir o tempo total gasto com atividades sedentárias e aumentar o tempo de atividades dinâmicas no dia a dia da criança, adolescente ou jovem é válida para aumentar a quantidade de atividade física. Diabete_Crianca.indd 122 23/11/10 09:52 123 Reduções nas atividades sedentárias Intervenções bem-sucedidas para reduzir o sobrepeso em crianças têm sido focadas em reduções significativas no tempo em que a criança gasta assistindo TV, na frente do computador ou jogando videogame. Quando a criança se envolve em tais atividades, seu gasto energético diminui porque fica menos tempo fisicamente ativa, sua taxa de metabolismo de repouso cai e ocorre um aumento da ingestão calórica devido ao hábito de comer enquanto assiste TV ou está no computador, além de ficar mais exposta ao tipo de mídia que promove o consumo de alimentos não saudáveis. Essas atividades na infância e adolescência também têm sido associadas a sobrepeso, baixo nível de aptidão física, tabagismo e colesterol elevado na fase adulta. Incentivos de brincadeiras espontâneas Sempre que possível, os pais devem criar momentos propícios para que aconteçam brincadeiras espontâneas com seus filhos. Brincadeiras espontâneas trazem inúmeros benefícios para o desenvolvimento da criança. Elas melhoram a aptidão física, contribuem para o gasto energético, desenvolvem as habilidades de coordenação e cognitivas, melhoram o humor, a autoestima e ajudam a criança a descobrir o que realmente pode fazer com seu corpo. Ainda, se praticadas em grupo, ajudam a criança a desenvolver habilidades sociais como cooperação, espírito de equipe, capacidade de compartilhar e sociabilizar. As possibilidades de brincadeiras espontâneas são infinitas e podem ser, por exemplo, brincar de pega-pega, esconde-esconde, brincar com o cachorro, correr pela sala, brincar de malabarismo com bolinhas, pular corda, brincar com bambolê, dançar ouvindo rádio etc. Descobrindo atividades na rotina do dia-a-dia Outra maneira de promover a atividade física no dia- a-dia da criança é fazê-la incorporar certos hábitos em sua rotina. Por exemplo, ir a pé ou de bicicleta até a escola, limpar o quarto, arrumar a cama, ir ao clube e caminhar no parque, podem ser algumas sugestões que aumentariam o tempo que a criança fica ativa no seu dia- a-dia, aumentando assim seu gasto energético e somando mais alguns minutos de atividade física em sua rotina. Exemplos de como acumular uma hora de atividade física no dia-a-dia exemPlo 1 Caminhar até a escola: 10 minutos Brincar no recreio e durantes os intervalos das aulas: 20 minutos Voltar caminhando para casa: 10 minutos organizar o quarto: 10 minutos Passear/brincar com o cachorro: 10 minutos total: 60 minutos Diabete_Crianca.indd 123 23/11/10 09:52 124 exemPlo 2 Arrumar a cama: 5 minutos Fazer a aula de educação física na escola: 30 minutos Fazer compras no supermercado: 15 minutos Ir a pé encontrar com amigos: 10 minutos total: 60 minutos Incentivando atividades físicas na escola O período escolar pode ser o melhor momento para a prática de atividade física. A criança deve ser estimulada a realizar brincadeiras ou caminhar com os colegas nos recreios e intervalos das aulas e, principalmente, deve ser incentivada a participar das aulas de educação física. Estas representam uma oportunidade única para a criança praticar atividade física em tempo significativo (pelomenos 20 ou 30 minutos). Trata- se de uma atividade acompanhada e planejada por um profissional qualificado que poderá promover as condições e o ambiente adequado para a criança, e possui uma frequência regular semanal. Geralmente, a aula de educação física poderá significar uma atividade física mais intensa e com um bom nível de segurança que a criança tem a oportunidade de praticar durante a semana, contribuindo assim para um aumento significativo do seu gasto energético e consequente emagrecimento. Obs: Para que isso aconteça, os pais devem exercer um papel fundamental de acompanhamento das aulas conversando com o professor de educação física e com a diretoria da escola. Modalidades esportivas As crianças, adolescentes e jovens devem ser apresentados ao maior número possível de modalidades esportivas que, por possuírem tantos desafios e características diferentes, podem se tornar atrativas para estes públicos. Por exemplo, modalidades de quadra como basquete, futsal, vôlei, handebol, tênis, squash, badminton, hóquei sobre patins etc. Modalidades de campo como arremesso de martelo, arremesso de peso, lançamento de dardo, corrida com barreiras, corrida de 100 metros, salto em altura, salto em profundidade, salto com vara, golfe, frisbee etc. Modalidades aquáticas como natação, pólo aquático, biribol, salto ornamental etc. Modalidades de lutas como, judô, boxe, tae kwon do, jiu jitsu, karatê, capoeira etc. Geralmente as crianças, adolescentes ou jovens, após experimentarem os movimentos e técnicas envolvidas em determinadas modalidades esportivas, se identificam com alguma(s), se empenham e sentem-se motivados a praticá-la(s). Contudo, é sempre importante que tais atividades sejam ensinadas por profissionais, pois somente assim poderão tê-las adaptadas às suas necessidades e características, evitando que ocorram possíveis lesões e frustrações. Diabete_Crianca.indd 124 23/11/10 09:52 125 Envolvimento dos pais e família A família deve se planejar para adotar períodos regulares de atividade física. O apoio e envolvimento dos pais têm sido considerados um fator determinante para a adesão da criança, adolescente e jovem à prática de atividade física. A participação da família na estruturação e apoio às atividades é também uma estratégia que pode trazer resultados a longo prazo. Todos os tópicos apresentados possuem diferentes mecanismos de intervenção que podem ser úteis no tratamento e prevenção da obesidade ou sobrepeso nas crianças, adolescentes e jovens. Os principais objetivos a serem alcançados são: o aumento na participação de atividades esportivas, de intensidade moderada à alta, variando-as o máximo possível para não se tornarem enfadonhas; a adoção de um estilo de vida mais ativo (reduzindo a quantidade de atividades sedentárias, incentivando brincadeiras espontâneas, e e descobrindo atividades físicas na rotina escolar e do dia-a-dia); a ênfase na importância da realização da aula de educação física; e a imprescindível participação e envolvimento dos pais e da família nas atividades. A incorporação e manutenção de todas ou da maioria dessas estratégias, aliadas a uma dieta saudável, podem trazer resultados bastante significativos no tratamento e prevenção da obesidade infantil (e dos seus fatores de risco) contribuindo para aperfeiçoar a formação e desenvolvimento do indivíduo até a fase adulta. Consideração final Diabete_Crianca.indd 125 23/11/10 09:52 Diabete_Crianca.indd 126 23/11/10 09:52 127 Bibliografia Diabete_Crianca.indd 127 23/11/10 09:52 128 AQUINO, R.C.; PHILIPPI, S.T. Consumo infantil de alimentos industrializados e renda familiar na cidade de são Paulo. Revista de Saúde Pública, 2002, v. 36, n. 6,p. 655 – 660. BATISTA F.M.E.; RISSIN, A.A. A transição nutricional no Brasil: tendências regionais e temporais. Caderno de Saúde Pública, 2003, v.19, p. 181 - 191. BIRCH, L.L. os padrões de aceitação do alimento pelas crianças. Anais Nestlé, 1999, p. 12 – 20, v. 57. BLOCH, K. V. Fatores de riscos cardiovasculares e para o diabetes mellitus. In: O Adulto Brasileiro e as Doenças da Modernidade: Epidemiologia das Doenças Crônicas Não- Transmissíveis. São Paulo: Hucitec, 1998, p. 43 - 72. BRASIL. Ministério da Saúde. Dez passos para uma alimentação saudável. Guia Alimentar para crianças menores de dois anos. Organização Panamericana de Saúde. Brasília, 2002. BRASIL. 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ElAInE CRIstInA RoChA DE PÁDUA Pós-graduada pelo Hospital Israelita Albert Einstein em Nutrição nas Doenças Crônico-Degenerativas. Pós-graduanda em Adolescência para Equipe Multidisciplinar pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Nutricionista do Ambulatório de Programa de Pré-natal da Casa da Saúde da mulher do Departamento de Obstetrícia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo e no Programa Saúde do Adolescente do Hospital das Clínicas de São Paulo. Diretora da Clínica DNA Nutri (SP), onde atende pacientes de todas as idades. Uma das idealizadoras da Nutriland (www.nutriland.com.br), que desenvolve produtos e serviços em nutrição educacional para crianças, profissionais de saúde e empresas. Autora dos jogos educativos Mito ou Verdade, Desafio Hortifruti e De Olho nos Alimentos, da Nutriland e do capítulo Abordagem Nutricional da Adolescência, do livro Adolescência e Saúde Volume III, da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. 133 Diabete_Crianca.indd 133 23/11/10 09:52 134 ElIAnA MEnEGon ZACCAREllI Nutricionista, mestre em Nutrição Humana Aplicada pelo PRONUT/FCF – FSP – FEA/USP. Professora do Curso de Nutrição da Universidade Paulista – UNIP. Experiência de assessoria na área de nutrição em saúde pública e educação nutricional há mais de quinze anos. Uma das idealizadoras da Nutriland (www.nutriland.com.br), que desenvolve produtos e serviços em nutrição educacional para crianças, profissionais de saúde e empresas. Autora dos jogos educativos Mito ou Verdade, Desafio Hortifruti e De Olho nos Alimentos, da Nutriland. RoDRIGo MontEIRo DA FonsECA Mestrando em Biodinâmica do Movimento Humano (strictu sensu) – EEFE – USP. MBA em gestão de academias (lato sensu) – UVA – RJ. Bacharel em Esporte – EEFE – USP. Sócio-proprietário da empresa Saúde Laboral. Personal trainer desde 1999. 134 Diabete_Crianca.indd 134 23/11/10 09:52 Diabete_Crianca.indd 135 23/11/10 09:52 Diabete_Crianca.indd136 23/11/10 09:52