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UNIVERSIDADE DO PLANALTO CATARINENSE NÚCLEO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO DANIELA MARIS MOURA DOS SANTOS GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL PACKAGED OXYGEN (TPO) LAGES (SC) 2017 DANIELA MARIS MOURA DOS SANTOS GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL PACKAGED OXYGEN (TPO) Relatório de estágio submetido à Universidade do Planalto Catarinense, como requisito parcial para a obtenção do grau de Bacharel em Engenharia de Produção. Orientação: Prof(ª). Sueli Kraus Coelho de Farias LAGES (SC) 2017 DANIELA MARIS MOURA DOS SANTOS GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL PACKAGED OXYGEN (TPO) ESTE RELATÓRIO DE ESTÁGIO FOI JULGADO ADEQUADO PARA OBTENÇÃO DOS CRÉDITOS DA DISCIPLINA DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO DO 10º SEMESTRE, ÁREA DE CONCENTRAÇÃO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E APROVADA EM SUA FORMA FINAL PELA COORDENAÇÃO DO CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO DA UNIVERSIDADE DO PLANALTO CATARINENSE COMO PARTE DO TÍTULO DE BACHAREL EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO. Lages (SC), Novembro de 2017 BANCA EXAMINADORA: ___________________________________ Prof. Sueli Kraus Coelho de Farias Orientadora ___________________________________ Prof. Carlos Eduardo de Liz Professor da disciplina de Estágio Dedico este trabalho a toda a minha família, em especial a minha mãe guerreira que sempre me incentivou a estudar e a nunca desistir dos meus sonhos, ao meu esposo que compreendeu as minhas ausências e que acreditou na minha capacidade, ao meu sogro que nunca mediu esforços para me ajudar, aos meus colegas que sempre colaboraram e estiveram ao meu lado em todos os momentos, e a Ambev Cervejaria Santa Catarina pela confiança e oportunidade. RESUMO A Gestão da Qualidade é de suma importância para as empresas se manterem competitivas no mercado atual, buscando a satisfação dos clientes e a melhoria contínua da qualidade dos seus produtos. O controle de qualidade nos processos de fabricação de cerveja é essencial para garantir um produto de sabor agradável e em condições de satisfazer as necessidades e exigências do consumidor. Esse controle de qualidade é composto por três análises: físico- químicas, microbiológicas e sensoriais. No processo de envasamento da cerveja é fundamental medir o Total Packaged Oxygen – TPO, que é todo o oxigênio na embalagem. A análise do oxigênio total – TPO possibilita que se obtenham valores de concentração do oxigênio remanescente na embalagem após o envase, representando dessa forma, uma importante ferramenta analítica na melhoria da estabilidade organoléptica do produto. O grande desafio nas linhas de envase é reduzir o oxigênio total na embalagem, sendo necessário mapear os pontos críticos nos equipamentos, que elevam o oxigênio durante as fases de enchimento. Este trabalho tem por objetivo acompanhar, analisar e propor melhorias para o Item Total Packaged Oxygen – TPO, junto aos especialistas e responsáveis pelos equipamentos de enchimento das Linhas de Envase em garrafas e latas da Cervejaria Santa Catarina. Palavras-chave: Satisfação do consumidor, Melhoria contínua, Controle de qualidade. ABSTRACT Quality Management is of the utmost importance for companies to remain competitive in the current market, seeking customer satisfaction and continuous improvement of the quality of their products. Quality control in the brewing processes is essential to ensure a product with a pleasant flavor and able to satisfy the needs and demands of the consumer. This quality control is composed of three analyzes: physical-chemical, microbiological and sensorial. In the process of bottling the beer it is essential to measure the Total Packaged Oxygen - TPO, which is all the oxygen in the package. The analysis of the total oxygen - TPO allows to obtain values of concentration of oxygen remaining in the package after the packaging, thus representing an important analytical tool in improving the organoleptic stability of the product. The great challenge in the packaging lines is to reduce the total oxygen in the package, and it is necessary to map the critical points in the equipment, which increase the oxygen during the filling phases. This work aims to follow, analyze and propose improvements for Item Total Packaged Oxygen - TPO, together with the specialists and responsible for filling equipment of Bottling Lines in bottles and cans of Brewery Santa Catarina. Keywords: Consumer satisfaction, Continuous improvement, Quality control. LISTA DE ILUSTRAÇÕES FIGURA 1 - Os oito passos do Ciclo PDCA ............................................................. 22 FIGURA 2 - % fora de faixa TPO 60/90ppb por linha .............................................. 29 FIGURA 3 - Gráfico de Pareto: Principais impactos TPO L502 ............................... 30 FIGURA 4 - Gráfico de Pareto: Principais impactos TPO L511 ............................... 31 FIGURA 5 - Diagrama de Causa e Efeito: Falha na revisão de válvulas .................. 32 FIGURA 6 - Diagrama de Causa e Efeito: Problemas bomba de vácuo ................... 34 FIGURA 7 - Diagrama de Causa e Efeito: Vazamento nas válvulas de CO2 ........... 35 FIGURA 8 - % fora de faixa TPO 60/90ppb – Janeiro à Outubro/2017 ................... 37 TABELA 1 - Exemplo de Plano de Ação .................................................................. 23 TABELA 2 - 5 Porquês: Falha na revisão de válvulas .............................................. 32 TABELA 3 - Plano de Ação: Falha na revisão de válvulas ....................................... 33 TABELA 4 - 5 Porquês: Problemas na bomba de vácuo ........................................... 34 TABELA 5 - Plano de Ação: Problemas na bomba de vácuo ................................... 34 TABELA 6 - 5 Porquês: Vazamento nas válvulas de CO2 ........................................ 35 TABELA 7 - Plano de Ação: Vazamento nas válvulas de CO2 ................................ 36 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 9 1 HISTÓRICO ............................................................................................................. 10 1.1 Histórico da Empresa .............................................................................................. 10 2 ELABORAÇÃO DO PROJETO............................................................................. 12 2.1 Tema ........................................................................................................................ 12 2.2 Problemática ............................................................................................................ 12 2.3 Justificativa .............................................................................................................. 13 2.3.1 Oportunidade do Projeto ................................................................................................. 13 2.3.2 Viabilidade do Projeto..................................................................................................... 13 2.3.3 Importância do Projeto ................................................................................................... 13 2.4 Objetivos .................................................................................................................. 14 2.4.1 Objetivo geral .................................................................................................................. 14 2.4.2 Objetivos específicos ....................................................................................................... 14 3 GESTÃO DA QUALIDADE................................................................................... 15 3.1 Definição de Qualidade ........................................................................................... 15 3.2 Ferramentas da Qualidade ....................................................................................... 16 3.2.1 Fluxograma ..................................................................................................................... 17 3.2.2 Diagrama de Causa e Efeito ........................................................................................... 17 3.2.3 Folha de Verificação ....................................................................................................... 18 3.2.4 Diagrama de Pareto ........................................................................................................ 18 3.2.5 Histograma ...................................................................................................................... 19 3.2.6 Diagrama de Dispersão .................................................................................................. 19 3.2.7 Carta de Controle ............................................................................................................ 20 3.3 Ciclo PDCA ............................................................................................................. 21 3.3.1 Plano de Ação .................................................................................................................. 22 3.4 Total Packaged Oxygen – TPO ............................................................................... 24 4 METODOLOGIA ..................................................................................................... 26 4.1 Delineamento da Pesquisa ....................................................................................... 26 4.2 População alvo ou área ............................................................................................ 27 4.3 Planos e instrumentos de coleta de dados ............................................................... 27 4.4 Plano de análise de dados ........................................................................................ 27 5 DESENVOLVIMENTO ........................................................................................... 28 5.1 Solução do Problema: Aplicação do Ciclo PDCA .................................................. 28 6 CONCLUSÃO ........................................................................................................... 38 BIBLIOGRAFIA ......................................................................................................... 39 9 INTRODUÇÃO Com a globalização, empresas passaram a receber mais cobranças e a disputar espaço em mercados cada vez mais saturados. A garantia da qualidade em todos os processos produtivos é primordial para que o produto final chegue à mesa do consumidor de forma íntegra e que proporcione aos clientes momentos prazerosos, assim levando a sua fidelização. No cenário dos processos industriais para o controle da qualidade é usual as ferramentas e técnicas estatísticas a serem empregadas para monitoração, controle ou melhoria dos processos produtivos. O presente projeto tem por objetivo analisar a incorporação de oxigênio total na cerveja no envasamento em garrafa/lata na cervejaria estudada. A fim de mapear os pontos de melhoria, analisa-los e propor ações para solucionar os pontos críticos levantados. O oxigênio no processo de cervejarias é monitorado devido à sua importância na qualidade, sabor e prazo de validade da cerveja. Após a fermentação, a cerveja está praticamente isenta de oxigênio, sendo importante manter seu nível bem baixo para garantir a qualidade. Dessa forma, é preciso minimizar a admissão do O2 durante os processos seguintes de separação, filtragem, armazenamento e envase. Para reduzir o risco de contaminação, é necessário o monitoramento permanente e preciso do oxigênio. Para realizar esse trabalho será utilizada uma ferramenta da qualidade, o Ciclo PDCA, método focado na melhoria contínua. Através dessa teoria, o processo passa por quatro passos: Planejamento, Execução, Verificação e Padronização. O primeiro passo será a identificação e análise do problema junto aos especialistas dos equipamentos, mapeando os principais pontos que tem impacto na incorporação de oxigênio durante a fase de enchimento das embalagens. Encontrado os maiores impactos serão propostas soluções que alimentaram um Plano de Ação. 10 1 HISTÓRICO 1.1 Histórico da Empresa A empresa nasceu em 1990 com a fusão de duas empresas de grande porte do ramo alimentício, mais precisamente de bebidas. Com o surgimento da empresa estudada o setor de bebidas brasileiro impulsionou o crescimento do setor, possibilitando o surgimento de novas marcas e o fortalecimento das marcas já conhecidas. Hoje a empresa atua no mercado de 19 países ao redor do mundo e, com isso, é a quarta maior cervejaria do planeta. No Brasil é líder de mercado de bebidas, oferecendo aos consumidores uma linha de variedades de cerveja, refrigerantes, sucos, água mineral, isotônicos e energéticos, mantendo rede de distribuição e marketing independentes para suas principais marcas, assim promovendo um ambiente de competições na conquista dos consumidores. A Ambev Cervejaria Santa Catarina é conhecida há mais de 25 anos na região como uma referência na fabricação de cervejas e é reconhecida por possuir muitas marcas das mesmas e por seus produtos com alta qualidade, sendo considerada uma das grandes companhias mundiais neste segmento. Ela conta com quatro linhas de produção sendo: Duas delas de garrafas retornáveis, uma de Lata e outra de Long Neck. A missão da empresa é criar vínculos fortes e duradouros com seus clientes e consumidores e visão é unir as pessoas por um mundo melhor. Por ter visão bastante desafiadora, a empresa trabalha com metas também desafiadoras. A cultura da empresa é baseada em dez princípios, são eles: 1) Nosso sonho nos motiva a trabalhar juntos com um único objetivo: ser a melhor empresa de bebidas em um mundo melhor. 2) Pessoas excelentes, com liberdade para crescer em velocidades condizentes com seus 11 talentos e recompensadas adequadamente, são os ativos mais valiosos da nossa companhia. 3) Nossos líderes devem selecionar pessoas com potencial para serem melhores do que eles. Avaliamos nossos líderes pela qualidade das suas equipes. 4) Nunca estamos completamente satisfeitos com os nossos resultados. Foco e tolerância zero ajudam a garantir uma vantagem competitiva e duradoura. 5) O consumidor é o patrão. Nós nos relacionamos com os consumidores por meio de experiências significativas das nossas marcas, unindo tradição e inovação, sempre de forma responsável. 6) Somos uma Companhia de donos. Donos assumem resultados pessoalmente. 7) Acreditamos que bom senso e simplicidade orientam melhor que sofisticação e complexidade. 8) Gerenciamos nossos custos rigorosamente para liberar mais recursos e assim suportar nosso crescimento no mercado. 9) Liderança pelo exemplo pessoal é o melhor guia para nossa cultura. Fazemos o que falamos. 10) Não pegamos "atalhos". Integridade, trabalho duro e consistência são a chave para construir nossa Companhia. Os setores que compõem a Cervejaria Santa Catarina são: Processo Cerveja; Packaging; Qualidade; Logística; Meio Ambiente; Engenharia; Gente e Gestão; Segurança. O objetivo da empresa é impulsionar o setor de bebidas com novos sabores e sempre com muita qualidade para a sua celebração. Acredita que podem, junto da sociedade, transformar o mundo em um lugar melhor para se viver. Incentivando novas atitudes: o consumo responsável e a preservação de recursos naturais são duas de suascausas. 12 2 ELABORAÇÃO DO PROJETO 2.1 Tema GESTÃO DA QUALIDADE: ANÁLISE DO PROCESSO DE ENVASE DE CERVEJA. 2.2 Problemática Atualmente, na Ambev Cervejaria Santa Catarina, não estamos atingindo a meta do KPI de Qualidade: Physchem Index. Este indicador conta com vários itens de controle medidos desde a fabricação da cerveja até o seu envasamento. No processo de envase de cerveja, os principais impactos são Total Packaged Oxygen – TPO e Volume de Enchimento. O primeiro, Total Packaged Oxygen – TPO, se muito elevado gera o envelhecimento precoce da cerveja, que deixa o produto com sabor alterado: oxidado, gosto de “papelão”. Já o segundo, Volume de Enchimento, considerado um requisito legal, é pôr no interior garrafa/lata a quantidade especificada na embalagem. Esses dois itens de controle se não bem monitorados e controlados dentro do processo, geram insatisfação ao consumidor final e consequentemente reclamações no Serviço de Atendimento ao Consumidor – SAC e no caso, o Volume de Enchimento se abaixo da especificação pode gerar multa a empresa. A meta para Total Packaged Oxygen - TPO está cada vez mais desafiadora para a cervejaria, a meta para cerveja envasada em garrafas passou de Máximo 100ppb em 2016, para Máximo 60ppb em 2017. E para cerveja envasada em Latas passou de Máximo 150ppb em 2016, para Máximo 90ppb em 2017. O objetivo da cervejaria é reduzir o oxigênio total na 13 embalagem e entregar ao cliente um produto com mais qualidade. 2.3 Justificativa 2.3.1 Oportunidade do Projeto Este item de controle é afetado pela falta de conhecimento técnico, e ocorre porque na Cervejaria ainda não foi realizado o mapeamento dos principais pontos nos equipamentos de enchimento que impactam no seu resultado. Após realizar este mapeamento, identificado às oportunidades, criado um plano de ação e padronizado as ações que trouxeram resultados, incluindo as soluções encontradas em Padrões Operacionais e realizando o treinamento dos operadores nos mesmos, vamos assim evoluir no item de controle, nivelar o conhecimento entre todos e ajudando diretamente a bater a meta do indicador. 2.3.2 Viabilidade do Projeto O projeto é aplicável e viável devido a grande importância de se produzir produtos com qualidade. O acompanhamento e controle do Total Packaged Oxygen - TPO é essencial para ter consumidores mais satisfeitos com o produto que estão consumindo, e consequentemente diminuindo os chamados recebidos pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor. O custo gerado será baixo, devido às ações serem principalmente de padronização de atividades, e a pequenas adequações e troca de componentes (itens de estoque) nos equipamentos. 2.3.3 Importância do Projeto Atualmente, o mercado brasileiro vive um cenário de mudanças constantes e competição acirrada. Para sobreviver, as empresas precisam oferecer produtos de qualidade, a preços que atendam as necessidades dos consumidores, e buscando sempre a melhoria contínua em todos os seus processos. Tendo a ciência que os resultados obtidos devem ser padronizados para a 14 perpetuação dos mesmos. Além disso, o não atingimento da meta do indicador Physchem Index gera insatisfação dos clientes, e impacta diretamente nos colaboradores da Cervejaria, pois está relacionado a uma meta do PEF (Programa de Excelência Fabril). 2.4 Objetivos 2.4.1 Objetivo geral O objetivo desta pesquisa é identificar e analisar os problemas e propor ações para solucionar os problemas identificados, utilizando o método Ciclo PDCA e as demais ferramentas da qualidade cabíveis, buscando identificar os principais impactos para o item de controle Total Packaged Oxygen – TPO nas linhas de envase em garrafas/latas na Cervejaria Santa Catarina. 2.4.2 Objetivos específicos a) Identificar problemas dentro do processo de envase – etapa de enchimento; b) Estudar e aplicar as Ferramentas da Qualidade; c) Avaliar e propor possíveis soluções para melhoria do item de controle; d) Elaborar um Plano de Ação utilizando o método Ciclo PDCA. e) Padronizar dos procedimentos que trouxeram resultados. 15 3 GESTÃO DA QUALIDADE 3.1 Definição de Qualidade O que leva os consumidores a escolherem um produto dentre tantos é o valor que o cliente o atribui pela razão de benefícios e custos, ou seja, pelo grau de satisfação pelo atendimento de suas necessidades e expectativas. A qualidade em uma empresa é fator indispensável para que uma empresa se mantenha competitiva no mercado. Vejamos algumas definições apresentadas pelos principais autores da área: (JURAN, 1992) “Qualidade é ausência de deficiências, ou seja, quanto menos defeitos, melhor a qualidade”. (FEIGENBAUM, 1994) “Qualidade é a correção dos problemas e de suas causas ao longo de toda a série de fatores relacionados com marketing, projetos, engenharia, produção e manutenção, que exercem influência sobre a satisfação do usuário”. (CROSBY, 1986) “Qualidade é a conformidade do produto às suas especificações”. As necessidades devem ser especificadas, e a qualidade é possível quando essas especificações são obedecidas sem ocorrência de defeito. (DEMING, 1993) “Qualidade é tudo aquilo que melhora o produto do ponto de vista do cliente”. Deming associa qualidade à impressão do cliente, portanto não é estática. A dificuldade em definir qualidade está na renovação das necessidades futuras do usuário em características mensuráveis, de forma que o produto possa ser projetado e modificado para dar satisfação por um preço que o usuário possa pagar. 16 (ISHIKAWA, 1993) “Qualidade é desenvolver, projetar, produzir e comercializar um produto de qualidade que é mais econômico, mais útil e sempre satisfatório para o consumidor”. 3.2 Ferramentas da Qualidade Ferramentas são meios utilizados para levantar os dados, priorizar e entender os problemas, listar suas causas e dentro delas as de maior impacto, identificar os fluxos de informação e processos e direcionar as soluções. O propósito é ter ferramentas básicas que sejam fortes, de fácil aplicação e conhecimento, que podem equipar os participantes, apoiando na resolução dos problemas de qualidade e controlando-os o mais próximo de sua ocorrência (CORRÊA, 2008). Segundo Yoshinaga (1988), "As ferramentas sempre devem ser encaradas como um meio para atingir as metas ou objetivos". As Sete Ferramentas da Qualidade são: Fluxograma; Diagrama de Causa e Efeito (Ishikawa); Folha de Verificação; Diagrama de Pareto; Histograma; Diagrama de Dispersão; Carta de Controle. Montgomery e Runger (2003) complementam que o uso das “ferramentas da qualidade” é importante para aplicações relacionadas ao estudo técnico do controle estatístico de processo, a melhoria contínua na qualidade e, a produtividade por meio da redução sistemática da variabilidade. Essas ferramentas podem ser usadas isoladamente, ou como parte de um processo de implantação de programas de qualidade. 17 3.2.1 Fluxograma O Fluxograma é um diagrama utilizado para representar as sequências de atividades por meio de símbolos gráficos (caixas). Isso proporciona uma melhor visualização do funcionamento do processo, ajudando no seu entendimento. Segundo Grimas (2008), o fluxograma apresenta uma série de vantagens, que podem ser resumidas em: Apresentação real do funcionamento de todos os componentes de um método produtivo. Esse aspecto proporciona e facilita a análise da eficiência do sistema; Possibilidade da apresentação de uma filosofia de administração, atuando, principalmente, como fator psicológico; Propiciar o levantamento e a análise de qualquer método produtivo desde o mais simples ao mais complexo, desde o mais específico ao de maior abrangência. No mercado existem softwares disponíveis para elaboração de fluxograma, os quais permitem uma fácil elaboraçãoe excelentes apresentações gráficas. O objetivo do diagrama é mostrar o fluxo das informações e de todos os elementos. Além disso, a ferramenta também vai revelar a sequência operacional do trabalho que está sendo realizado. 3.2.2 Diagrama de Causa e Efeito O Diagrama de Causa e Efeito é uma ferramenta que permite a organização de informações, possibilitando a identificação das prováveis causas de um problema. A composição do diagrama considera que as causas dos problemas podem ser classificadas em 6 diferentes categorias que afetam os processos (Método, Máquina, Medida, Meio Ambiente, Mão de Obra, Material). Pelo fato das 6 classificações iniciarem com a letra M, este diagrama também pode ser chamado de 6Ms: 1) MÉTODO: O modo utilizado para executar o trabalho ou um procedimento. 2) MATERIAL: A matéria-prima utilizada no trabalho que pode ser a causa de problemas. 3) MÃO DE OBRA: A pressa, a imprudência ou mesmo a falta de qualificação da mão de obra podem ocasionar falhas. 4) MÁQUINAS: Muitos problemas são derivados de falhas de máquinas. Isso pode ser 18 causado por falta de manutenção regular ou mesmo pela operação inadequada. 5) MEDIDA: Qualquer decisão tomada anteriormente pode alterar o processo e ser a causa do problema. 6) MEIO AMBIENTE: O ambiente pode favorecer a ocorrência de problemas. Estão relacionadas neste contexto: poluição, poeira, calor, falta de espaço etc. Além de resumir as possíveis causas do problema, o diagrama de Causa e Efeito também atua como um guia para identificação da causa fundamental do problema e a determinação das ações que deverão ser adotadas (VIEIRA, 2003). Esta ferramenta além de contribuir para a solução do problema motiva o trabalho em equipe e envolve os membros com as causas e os objetivos da organização. 3.2.3 Folha de Verificação As folhas de verificação são planilhas ou tabelas que são usadas para facilitar a coleta de dados, eliminando o trabalho de se desenhar figuras ou escrever números repetidos. Segundo Montgomery (2004), as folhas de verificação ou folhas de controle, são muito úteis para a coleta de dados no processo e histórico de processo. Estas devem ser bem projetadas e preenchidas, para evitar problemas futuros quanto à aplicação dos dados obtidos nas ferramentas subsequentes. A folha de verificação é um formulário físico ou virtual utilizado para tabular dados de uma observação amostral, identificando a frequência dos eventos previamente selecionados em um período determinado (RODRIGUES, 2004). O uso da folha de verificação facilita a coleta de dados no nível operacional e ajuda na interpretação para encontrar as causas raízes do problema no nível gerencial. 3.2.4 Diagrama de Pareto O Diagrama de Pareto é um gráfico de colunas que ordena a frequência das ocorrências, sempre da maior para a menor. Seguindo o princípio de Pareto, o diagrama comprova que cada tipo de problema possui um nível de importância diferente. Sendo assim, é a maneira mais fácil de visualizar e identificar esses problemas. Segundo Rodrigues (2004), este diagrama é importante para explicar os problemas prioritários de um processo, através da relação 20/80 (20% das causas explicam 80% dos 19 problemas). Para Magri (2009, p.12) “é um gráfico de barras, feito a partir de um processo de coleta de dados e é utilizado quando se deseja priorizar problemas ou causas relativas a um determinado tema”. Ou seja, expõe as informações de modo que as tornar melhor visível, permitindo estabelecer metas a serem alcançadas. O Diagrama de Pareto é usado para determinar quais são as etapas do processo que ocasionam mais problemas. Além dessa identificação, o gráfico permite que as oportunidades de melhoria sejam determinadas rapidamente. 3.2.5 Histograma O Histograma é uma ferramenta que descreve muito claramente a frequência com que varia cada fenômeno ou processo e a forma que assume a distribuição de seus dados. Por meio do Histograma podemos representar graficamente o local, a frequência e o formato do grupo de dados que estamos observando. Também é possível ver essa distribuição em comparação com as solicitações dos nossos clientes e determinar se existem pontos fora da curva (outliers) em nossos dados. O histograma é uma ferramenta estatística que permite resumir informações de uma massa crítica de dados, visualizando a forma da distribuição, a localização do valor central e a dispersão dos dados em torno deste valor central (SILVA, 2004). 3.2.6 Diagrama de Dispersão O Diagrama de Dispersão é uma ferramenta que pode indicar a existência de relações entre as variáveis de um processo, que é chamada de correlação. Ela demonstra algum tipo de associação, influência mútua ou conjunta entre essas variáveis. Paladini (1997) afirma que os Diagramas de Dispersão resultam de simplificações efetuadas em procedimentos estatísticos usuais e são modelos que permitem rápido relacionamento entre as causas e efeitos. O Diagrama cruza informações de dois elementos para os quais estuda a existência (ou não) de uma relação, ou seja, mesmo que duas variáveis sejam correlacionadas, não necessariamente exista entre elas um relacionamento de causa e efeito. 20 Para o estabelecimento de causa e efeito entre duas variáveis, é necessário utilizar o conhecimento técnico disponível sobre o processo ao qual as variáveis estão associadas (WERKEMA, 1995). O diagrama de dispersão visualiza a alteração que uma variável sofre quando outra se modifica. Eles podem apresentar diversos tipos de correlação: positiva, negativa ou sem correlação. 3.2.7 Carta de Controle A carta de controle é um gráfico que usado para acompanhar um processo, para que se apresentar algum ponto fora das especificações possa se tomar ações para sua correção. Os gráficos de controle geralmente analisam dois tipos de limite: limites de especificação e limites de controle. Os limites de especificação (LE) são definidos de acordo com as especificações do cliente e garante a capacidade do processo. Os limites de controle (LC) indicam a situação desejada e o desempenho do processo. Eles são calculados estatisticamente (RODRIGUES, 2004). Segundo (TEIXEIRA, 2005), para colocar um processo sob controle é necessário analisar todos os desvios significativos de comportamento que venham a ocorrer no mesmo, identificar claramente as suas causas e resolve-las sempre que possível. De acordo com Montgomery (2004), existem no mínimo cinco razões para utilizar os gráficos de controle: Representam uma técnica comprovada para a melhoria da produtividade: redução de sucata e retrabalho com consequente aumento da produtividade e diminuição de custos; Eficiência na prevenção de defeitos: contribuição na manutenção do processo sob controle; Evitam ajustes desnecessários do processo; Fornecem informações de diagnósticos; Fornecem informações sobre a capacidade do processo. 21 3.3 Ciclo PDCA O Ciclo PDCA é um método de gestão que visa ao controle e a melhoria constante dos processos. Ele representa o caminho a ser seguido para que as metas estabelecidas possam ser atingidas. Aguiar (2002) define o ciclo PDCA como “um ciclo de melhorias continuas de qualquer problema, ou seja, melhoria de qualquer resultado considerado insatisfatório. Esse método de controle de processos ou sistemas é utilizado para atingir as metas necessárias à sobrevivência das empresas”. Sua aplicação deve ser contínua, ou seja, as atividades de Planejar, Executar, Controlar e Agir deve acontecer constantemente. Dessa forma, as mudanças serão efetivas e colaborarão para as melhorias dos processos organizacionais. PLANEJAMENTO - PLAN (P): Essa etapa consiste em estabelecer metas e planejar o método para alcançá-las. EXECUÇÃO - DO (D): Nessa etapa, é preciso executar as tarefas conforme previsto no planejamentoe coletar dados que serão utilizados na próxima etapa. VERIFICAÇÃO - CHECK (C): A partir dos dados coletados na etapa anterior, neste momento é necessário comparar o resultado alcançado com a meta planejada. ATUAÇÃO - ACTION (A): Etapa que consiste em atuar no processo em função dos resultados obtidos. Caso o plano proposto tenha sido efetivo, ele torna-se padrão. Se os objetivos não foram atingidos, é o momento de agir sobre as causas para obter a resolução. 22 FIGURA 1 - Os oito passos do Ciclo PDCA (FONTE: Magis Consultoria Empresarial, 2016) A etapa mais detalhada é a do planejamento, na qual o problema de um determinado processo é identificado (1) e analisado (2) (3), para que assim se elabore um plano de ação (4). Depois é só executar o plano (5), verificar a sua eficácia (6), tomar medidas caso os resultados forem negativos e padronizar o procedimento caso os resultados sejam positivos (7) e, por fim encerrar o processo e apresentar os resultados obtidos (8). 3.3.1 Plano de Ação O Plano de Ação é um checklist de atividades que precisam ser realizadas com máxima eficiência por todos na Companhia. Também chamada de 5W2H, essa ferramenta é um mapeamento dessas atividades. O Plano de Ação estabelece: O que será feito; Quem será o responsável; Qual será o período de tempo; Qual será a área; Como as ações serão realizadas. 23 O uso do Plano de Ação é muito importante para as empresas, já que por meio dele é possível eliminar qualquer tipo de dúvida sobre um processo. Além disso, é uma ferramenta muito simples de ser usada, o que facilita o planejamento e evita possíveis prejuízos. O Plano de Ação permite que as operações sejam alinhadas e esclarecidas, dessa forma é possível agilizar o processo como um todo. Esta ferramenta também é conhecida por 5W2H. Essa sigla representa as diretrizes utilizadas no plano. Na Figura 8 abaixo, está ilustrado as diretrizes da ferramenta 5W2H: No Plano de ação cada coluna da tabela representa uma parte do Planejamento: Origem - Indicação da origem da ação: Causa Fundamental, Reunião. O Quê? - Descrição de todas as etapas necessárias para atingir o objetivo. Quem? - Responsável por cada etapa do processo. Como? - Método utilizado para realizar as etapas do Plano de Ação. Quando? - Prazo determinado para que o objetivo seja alcançado. Prazo - Situação atual das ações definidas. Status - Situação final das ações definidas. Indicadores/Parâmetros – Descrição dos indicadores ou dos parâmetros do objetivo. Resultados/Problemas – Situação em que os indicadores/parâmetros se encontram. A Tabela 2 ilustra um exemplo de Plano de Ação considerando todos os itens acima. ORIGEM O QUE? QUEM? COMO? QUANDO? PRAZO STATUS INDICADORES / PARÂMETROS RESULTADOS / PROBLEMAS SDCA Causa Fundamental Realizar teste de confiabilidade no Inspetor de Garrafas Vazias Daniela Realizar teste de confiabilidade - Passar 10 vezes o kit de garrafas teste 15-set-17 No Prazo Não Concluído Verificação Em andamento D TABELA 1 - Exemplo de Plano de Ação (FONTE: A AUTORA, 2017) Nesta etapa estão evidenciadas as ações preventivas e corretivas para a solução do problema, é fundamental que as ações desse plano sejam executadas para que os objetivos propostos sejam alcançados. 24 3.4 Total Packaged Oxygen – TPO Primeiramente, precisamos entender como é realizado o envase da cerveja nas embalagens. O envase é procedimento de engarrafar, enlatar ou embarrilar o produto. Esta operação é realizada por um equipamento chamado de enchedora, que no caso da Cervejaria Santa Catarina, são equipamentos baseados no principio de carrossel rotativo. Na etapa de enchimento, a cerveja filtrada proveniente dos tanques de pressão é enviada via tubulação até um tanque de recepção denominada cúpula de enchimento, que fica localizada dentro da enchedora. As garrafas/latas que já passaram pela etapa de lavagem/rinsagem e inspeção (caso das garrafas retornáveis) são transportadas em esteiras e posicionadas sob as cabeças de enchimento. Após a aplicação do selo hermético e retirada do ar mediante sistema de vácuo, se inicia o processo de enchimento, onde primeiramente é aplicada uma contrapressão com dióxido de carbono e em seguida o líquido desce pela ação da gravidade da cúpula de enchimento até as garrafas/latas. A garrafa/lata cheia é liberada da cabeça de enchimento com o alívio da pressão interna. Durante o transporte para o arrolhador/recravadora é necessário eliminar o ar do espaço vazio entre a extremidade superior da embalagem e a altura máxima atingida pelo líquido no interior da mesma (head space), evitando a subsequente oxidação do produto. Atualmente, esse processo é realizado pelo jateamento de água esterilizada em alta pressão sob cada garrafa/lata aberta, onde pequena quantidade de água entra na embalagem provocando a formação de espuma que ascende pelo gargalo e expele o oxigênio. Mais ainda é um grande desafio evitar que nessa etapa não ocorra incorporação de oxigênio. Como medida preventiva, as enchedoras são intertravadas com oximetros in line, sensor extremamente sensível que detecta e quantifica altos teores de oxigênio que está passando pela tubulação a caminho da enchedora. Se o oximetro detectar elevados níveis de oxigênio a enchedora interrompe imediatamente sua operação. Para que se saiba o valor de oxigênio remanescente na embalagem após o envase, é necessário realizar uma análise feita pela área de Qualidade da Cervejeira que é avaliada no início de produção (partida da enchedora), de 4 em 4 horas e a cada troca de tanque de pressão, conforme padrão corporativo. A análise de Oxigênio Total (TPO) se fundamenta na obtenção do equilíbrio entre o oxigênio das fases líquida e gasosa. Esse equilíbrio pode ser conseguido através da agitação da garrafa sobre seu eixo a 40 rpm durante 5 minutos. Após a agitação a garrafa necessita 25 permanecer em repouso por mais 5 minutos para estabilizar as bolhas formadas na agitação que podem causar variação na leitura do oxigênio. Procede-se então a leitura do oxigênio dissolvido na fase líquida com o auxílio de um amostrador e um oximetro. A partir deste valor é realizado o cálculo do Oxigênio Total (TPO). O cálculo do TPO se fundamenta na “Lei de Henry” (da mesma forma que a análise do CO2) onde as concentrações dos gases são iguais quando atingem o equilíbrio. A pressão parcial do oxigênio (head space) é igual à pressão de vapor do oxigênio no líquido (dissolvido), dependendo apenas da temperatura e não da pressão. 26 4 METODOLOGIA O método define, quais ferramentas serão utilizadas para atingir o resultado, como usá-las e aplicá-las na prática, de forma satisfatória e que seja a ponte entre a lacuna e a meta a ser alcançada. A Metodologia Científica, mais do que uma disciplina, significa introduzir o discente no mundo dos procedimentos sistemáticos e racionais, base da formação tanto do estudioso quanto do profissional, pois ambos atuam, além da prática, no mundo das ideias. Podemos afirmar até: a prática nasce da concepção sobre o que deve ser realizada e qualquer tomada de decisão fundamenta-se naquilo que se afigura como o mais lógico, racional, eficiente e eficaz. (MARCONI; LAKATOS; 2003, pg. 17). 4.1 Delineamento da Pesquisa No projeto, vamos trabalhar na utilização de pesquisa qualitativa e quantitativa. Qualitativa porque serão extraídos dados, para realizar a estratificação da situação que o item de controle se encontra. E quantitativa, porque precisa ser feito entrevistas com os especialistas, supervisores e operadores do equipamento, para entendimento das dificuldades e principais falhas no processo. Em relação às pesquisas, é possível classificá-las em três grupos: Exploratória,Descritiva e Explicativa. Nesse trabalho iremos utilizar a pesquisa exploratória, pois vamos mapear e entender os problemas e atuar para sua resolução. De acordo com Cervo e Silva (2006) a pesquisa exploratória estabelece critérios, métodos e técnicas para a elaboração de uma pesquisa e visa oferecer informações sobre o objeto desta e orientar a formulação de hipóteses. 27 4.2 População alvo ou área Essa pesquisa será realizada na Ambev Cervejaria Santa Catarina, na área de Packaging, especificamente nos equipamentos chamados Enchedora das Linhas: 502 (Cerveja retornável 600 ml), 503 (Cerveja retornável 300 ml), 511 (Cerveja Lata 350 ml) e 541 (Cerveja Long Neck 275 ml e 355 ml). 4.3 Planos e instrumentos de coleta de dados O instrumento de coleta de dados é o Sistema MES, onde conseguimos gerar relatórios com todos os resultados digitados da Análise do item de controle Total Package Oxygen – TPO. 4.4 Plano de análise de dados O método de análise de dados será o Ciclo PDCA que consiste na detecção do problema, na identificação das suas causas e na elaboração de um plano de ação para eliminar ou neutralizar a causa do problema. Em cada etapa poderão ser utilizadas diversas ferramentas da qualidade. A detecção do problema será através do mapeamento dos principais pontos na Enchedora que possam estar impactando na incorporação de oxigênio na garrafa/lata, juntamente com os especialistas, supervisores e operadores do equipamento. Após a identificação do problema é necessário realizar medições, levantar e estratificar os dados históricos existentes através do uso de gráficos e tabelas. A etapa subsequente ao levantamento e estratificação de dados é a análise das causa fundamental/raiz do problema, onde pode ser utilizado o Diagrama de Causa e Efeito (Ishikawa). O próximo passo, após a identificação das causas potenciais é elaborar e monitorar um Plano de Ação, onde a ferramenta 5W2H pode ser usada. As ações criadas devem ser acompanhadas, para verificar se foram ou não realizadas. Quando realizadas, identificar se a solução necessita ser padronizada. 28 5 DESENVOLVIMENTO 5.1 Solução do Problema: Aplicação do Ciclo PDCA A primeira etapa do Ciclo PDCA é a de Planejamento, onde o primeiro passo é a identificação o problema. O problema identificado é a incorporação de oxigênio no envase de cerveja em garrafas/latas na Cervejaria Santa Catarina, que é prejudicial à qualidade sensorial e as características organolépticas da cerveja. O acréscimo de oxigênio na cerveja pode causar alteração no aroma e no sabor do produto, pois ocorre reações que causam deterioração de caráter oxidativo, com formação de tran-2-nonenal, aldeído potencialmente responsável pelo off-flavour (sabor indesejado) de “papelão”. A especificação para Total Packaged Oxygen - TPO sofreu mudanças, a especificação para cerveja envasada em garrafas passou de Máximo 100ppb para Máximo 60ppb, e para cerveja envasada em Latas passou de Máximo 150ppb para Máximo 90ppb, por não possuir o sistema do HDE, dificultando na retirada do oxigênio da lata. Essa nova especificação será válida para 2018, porém, já foi divulgada para as cervejarias da Companhia para adequações em 2017, para que quando em vigor não impacte nos indicadores de desempenho (KPIs) O projeto de estratificação, análise e sugestões de melhoria deu-se início em 28/08/2017 e foi concluído em 31/10/2017, onde foi desenvolvido através de um roteiro e para facilitar a descrição das atividades. Nesse período as análises realizadas em Laboratório foram acompanhadas e estratificadas. Também foram coletados os valores referentes aos parâmetros de ajuste do equipamento no momento da coleta, a fim de obter dados e variações de possíveis causas aleatórias no processo. 29 Para acompanhamento e tratamento dos pontos fora de especificação, começaram a serem estratificados os resultados diários (resultado do dia anterior) de TPO por linha, esses dados são retirados do Sistema MES. Esses resultados foram levados para as Reuniões diárias das linhas (Produtividade), com objetivo de serem levantados os pontos/causas críticas que impactaram para TPO fora de faixa e assim alimentar um Plano de Ação. Também foi reimplantada a carta de controle que é um gráfico que usado para acompanhar um processo, onde foi denominado donos para preenchimento da mesma. A Figura 1 mostra os resultados em 2017 para % fora de faixa de TPO para a especificação 60/90 ppb por linha de produção, onde 502 – Linha cerveja retornável 600 ml; 503 – Linha cerveja retornável 300 ml; 511 – Linha cerveja em latas 350 ml; 541 – Linha cerveja long neck 275/355 ml. FIGURA 2 - % fora de faixa TPO 60/90ppb por linha (FONTE: A AUTORA, 2017) Pelo % fora de faixa acumulado de TPO 60 / 90ppb, foi identificado que as enchedoras que causam maior impacto no TPO Total são as das linhas 502 (Retornável – 600 ml) e 511 (Lata – 350 ml). Assim, tornando-se prioridade do projeto. A partir dos dados coletados no período de Agosto a Outubro de 2017, foram identificados os principais impactos para TPO da Linha 502: • Falha na revisão de válvulas de enchimento; • Problemas na bomba de vácuo; • Oxigênio alto na entrada da enchedora; • Problemas no HDE. 30 Já na Linha 511, os principais problemas levantados causam impacto no TPO foram: • Falha na revisão de válvulas de enchimento; • Vazamento nas válvulas de CO2; • Oxigênio alto na entrada da enchedora; • Troca tanque de pressão. FIGURA 3 - Gráfico de Pareto: Principais impactos TPO L502 (FONTE: A AUTORA, 2017) 31 FIGURA 4 - Gráfico de Pareto: Principais impactos TPO L511 (FONTE: A AUTORA, 2017) Os Gráficos de Pareto nas Figuras 4 e 5 trazem a quantidade de vezes que cada problema encontrado foi identificado durante a coleta de dados e a linha central mostra de forma acumulada o impacto percentual dos problemas. Por meio deles, foram priorizados os dois problemas principais que causaram impacto no resultado de TPO, para se realizar a análise de possíveis causas. A análise do processo é o último passo da etapa de Planejamento, nesta fase da metodologia, é porquê. O desafio é descobrir por que o problema está acontecendo naqueles focos identificados na observação do problema. Para analisar as causas, foi utilizado o Diagrama de Causa e Efeito, que é uma ferramenta para organizar os dados e encontrar a causa fundamental do problema e estabelecer um plano de ação para tratamento das anomalias. A análise foi realizada juntamente com os especialistas de enchedora e supervisores da área. Após encontrar as causas fundamentais, utilizou-se a ferramenta 5 porquês que é usada para analisar os problemas. É uma técnica na qual é preciso perguntar cinco vezes o porquê de determinada situação acontecer, sendo que cada pergunta deve estar relacionada com a resposta do porquê anterior. A técnica dos 5 porquês deve ser usada sempre que precisarmos fazer uma análise mais minuciosa das causas, até chegar na que, se for 32 efetivamente corrigida, evitará o reaparecimento do problema. A partir disso, perguntamos o porquê da justificativa anterior e assim por diante, até descobrir a causa raiz do problema e poder definir uma ação. FIGURA 5 - Diagrama de Causa e Efeito: Falha na revisão de válvulas (FONTE: A AUTORA, 2017) 1º PORQUÊ 2º PORQUÊ 3º PORQUÊ 4º PORQUÊ 5º PORQUÊ AÇÃO (S) Criar padrão para coleta de amostras para análise de TPO Treinar operação no padrão de coleta de amostras para análise de TPO Fazer orçamento e compra de sensor receptor para o BBULL Programar troca de sensor receptor do BBULL Falha no cumprimento do Plano de Manutenção Falta de materiais / componentes para a revisão de válvula Não priorizado no OBZ Manutenção Priorizar no OBZ Manutenção a compra de materiais / componentespara a revisão de válvula BBULL não funcionamento corretamente (L511) BBULL não expulsando por válvula Sensor receptor danificado 5 PORQUÊS Falha na revisão de válvulas de enchimento nas linhas 502 e 511 Falta de padrão operacional e treinamento dos envolvidos Operadores não coletando amostras por válvula Falha no procedimento de coleta de amostras TABELA 2 - 5 Porquês: Falha na revisão de válvulas (FONTE: A AUTORA, 2017) 33 ORIGEM O QUE? QUEM? COMO? QUANDO? INDICADORES / PARÂMETROS SDCA Causa Fundamental Criar padrão para coleta de amostras para análise de TPO Especialista do equipamento Criando padrão operacional para coleta correta de amostras para análise de TPO 30-jul-17 Padrão Operacional S Causa Fundamental Treinar operação no padrão de coleta de amostras para análise de TPO Especialista do equipamento Mostrando como realizar a coleta e sua importância 30-ago-17 Padrão Operacional/ Matriz de Habilidades D Causa Fundamental Fazer orçamento e compra de sensor receptor para o BBULL Supervisor(a) do equipamento Realizando orçamento e compra de sensor receptor para BBULL 20-jul-17 NA A Causa Fundamental Programar troca de sensor receptor do BBULL Supervisor(a) do equipamento Programando recursos para a troca na desprogramada de linha 5-ago-17 NA A Causa Fundamental Priorizar no OBZ Manutenção a compra de materiais / componentes para a revisão de válvula Gerente de Packaging Priorizando a compra no OBZ Manutenção 30-ago-17 Plano de Manutenção D PLANO DE AÇÃO TABELA 3 - Plano de Ação: Falha na revisão de válvulas (FONTE: A AUTORA, 2017) A falha na revisão interna de válvulas, borrachas de tulipa, abas cônicas, cones de líquido, teste hidrostático e cilindros de elevação é causada pelo não cumprimento do Plano de Manutenção, devido à priorização no Orçamento Base Zero (OBZ) Manutenção, a falha na revisão das válvulas de enchimento pode levar a incorporação de oxigênio nas mesmas. O BBULL é um inspetor de nível que rejeita as latas mal cheias na saída da enchedora, por meio desse inspetor é possível verificar o número da válvula de enchimento que não está enchendo a lata corretamente. Na coleta de amostras de TPO é essencial retirar as latas identificando a válvula de enchimento, para que no caso de alguma não conformidade no TPO, essa válvula possa ser priorizada para revisão. Porém, foi identificado que o BBULL não está expulsando por válvula, devido ao sensor receptor estar danificado, que necessita ser trocado. Os padrões operacionais são necessários para que todos que trabalhem em determinado área / equipamento realizem uma determinada atividade da mesma forma. Foi observado que havia falha no procedimento de coleta de amostras para TPO / válvula, atividade que deve ser documentada e consequentemente ser divulgada a todos os envolvidos. 34 FIGURA 6 - Diagrama de Causa e Efeito: Problemas bomba de vácuo (FONTE: A AUTORA, 2017) 1º PORQUÊ 2º PORQUÊ 3º PORQUÊ 4º PORQUÊ 5º PORQUÊ AÇÃO (S) Orçar e comprar segunda bomba de vácuo Instalar segunda bomba de vácuo Falha no posicionamento (aberta / fechada) das válvulas da bomba de vácuo Retreinar operação no padrão operacional de ligação e operação da enchedora 5 PORQUÊS Problemas na bomba de vácuo da linha 502 Bomba de vácuo ineficiente Pressão da bomba fora de especificação TABELA 4 - 5 Porquês: Problemas na bomba de vácuo (FONTE: A AUTORA, 2017) ORIGEM O QUE? QUEM? COMO? QUANDO? INDICADORES / PARÂMETROS SDCA Causa Fundamental Orçar e comprar segunda bomba de vácuo Supervisor(a) do equipamento Realizando o orçamento e compra de bomba de vácuo 30-jul-17 NA A Causa Fundamental Instalar segunda bomba de vácuo Supervisor(a) do equipamento Programando recursos para a instalação de segunda bomba de vácuo 15-set-17 NA A Causa Fundamental Retreinar operação no padrão operacional de ligação e operação da enchedora Supervisor(a) do equipamento Mostrando como realizar o posicionamento correta das válvulas da bomba de vácuo 30-jul-17 Padrão Operacional/ Matriz de Habilidades D PLANO DE AÇÃO TABELA 5 - Plano de Ação: Problemas na bomba de vácuo (FONTE: A AUTORA, 2017) 35 A pressão de vácuo na bomba tem impacto direto na eficiência da retirada do oxigênio da embalagem. Nas etapas de pré-evacuação e evacuação final, a régua de vácuo aciona os snifts de vácuo, colocando em contato o interior da garrafa com o canal de evacuação, o distribuidor de gases e a bomba de vácuo. Assim, retirando 90% na etapa de pré- evacuação e 99% na etapa de evacuação final de oxigênio do interior da embalagem. Por meio de discussões nas reuniões diárias e mensais saiu como ação instalar segunda bomba de vácuo na enchedora da linha 502, devido à mesma não estar atingindo a pressão especificada. E a fim de evitar possíveis erros no posicionamento das válvulas da bomba de vácuo, foi proposta a realização retreinamento da atividade, para evitar que isso possa a vir ocasionar aquecimento, diminuição do rendimento e falha na bomba de vácuo. FIGURA 7 - Diagrama de Causa e Efeito: Vazamento nas válvulas de CO2 (FONTE: A AUTORA, 2017) 1º PORQUÊ 2º PORQUÊ 3º PORQUÊ 4º PORQUÊ 5º PORQUÊ AÇÃO (S) Priorizar no OBZ Manutenção a compra de material para troca de válvulas / vedações Realizar a troca das válvulas / vedações danificadas 5 PORQUÊS Vazamento nas válvulas de CO2 na linha 511 Não priorizado no OBZ Manutenção Falta de material Falha no cumprimento do Plano de Manutenção Válvulas / vedações danificadas TABELA 6 - 5 Porquês: Vazamento nas válvulas de CO2 (FONTE: A AUTORA, 2017) 36 ORIGEM O QUE? QUEM? COMO? QUANDO? INDICADORES / PARÂMETROS SDCA Causa Fundamental Priorizar no OBZ Manutenção a compra de material para troca de válvulas / vedações Gerente de Packaging Priorizando a compra no OBZ Manutenção 15-ago-17 Plano de Manutenção D Causa Fundamental Realizar a troca das válvulas / vedações danificadas Supervisor(a) do equipamento Programando a troca das válvulas / vedações danificadas 30-ago-17 NA A PLANO DE AÇÃO TABELA 7 - Plano de Ação: Vazamento nas válvulas de CO2 (FONTE: A AUTORA, 2017) O CO2 é muito importante no processo de enchimento de cerveja, onde existem duas etapas essenciais para retirada de oxigênio da embalagem, o Flush de CO2 e a Varredura de CO2. Na etapa de Flush de CO2, quando estão próximas as vedações da boca, o pistão de flush abre a válvula para que um jato de CO2 entre no recipiente, expulsando parte do oxigênio presente na Lata. Já na etapa de Varredura de CO2, onde a válvula de gás continua aberta, permitindo que a lata e o canal de varredura se conectem para que o CO2 da cúpula seja injetado no recipiente. Ao mesmo tempo, a régua de varredura é ativada, acionando os snifts, para que o fluxo de gás continue constante entre as latas. Esse procedimento complementa a ação do Flush de CO2, na eliminação do oxigênio residual. Após Identificar, Observar, Analisar e propor ações, a próxima etapa é a de Execução do Plano de Ação, que consiste em colocar em pratica tudo o que foi planejado na etapa de Análise do Processo. O objetivo desta etapa é de implementar todas as ações determinadas nas etapas anteriores e, assim, bloquear a causa raiz dos problemas. Para executar o plano definido anteriormente, todos os envolvidos devem estar cientes da ação que está sendo aplicada. Deve ser realizado o acompanhamento do status das ações nas reuniões da rotina que tratam do assunto requerido. Já a etapa de Verificação é acompanhar os resultados das atividades desenvolvidas a partir do Plano de Ação, identificando se as ações foram realmente efetivas ou não. Ao final do projeto, constatou-se que houvemelhorias significativas nas duas linhas, as quais tinham grande impacto no resultado geral do TPO. Na Figura 7, verificamos que obtivemos queda no % fora de faixa. De Janeiro a Julho o % fora de faixa acumulado era de 30,6%, com os resultados dos últimos três meses esse percentual caiu para 23%, queda de 7,6%. Porém ainda longe de se alcançar a meta de 1,1% no TPO fora de faixa. Pode-se 37 concluir que as ações levantadas foram eficazes e bloquearam as causas raízes dos problemas priorizados. FIGURA 8 - % fora de faixa TPO 60/90ppb – Janeiro à Outubro/2017 (FONTE: A AUTORA, 2017) A etapa de Padronização promove a efetividade da aplicação do Ciclo PDCA, pois oferece uma série de aperfeiçoamentos para o processo: Determina e reconhece a necessidade da melhoria; Elabora um conjunto de requisitos fundamentados em especificações técnicas; Possui um processo de aprovação formal entre os envolvidos; Garante, por meio de um processo de manutenção, que o padrão permaneça em sincronia com as exigências do mercado. A padronização permite que a área realize um trabalho mais efetivo e que novos problemas sejam evitados. Neste projeto saíram ações como criar e revisar padrões operacionais, para que todos os que forem executar determinada atividade, a executem sempre da mesma forma, assim evitando desvios no resultado. E consequentemente, após criação e/ou revisão, todos os envolvidos foram adequadamente treinados. 38 6 CONCLUSÃO Atualmente, o maior desafio das empresas é manter-se atualizados e competitivos, sendo o principal objetivo, a busca da satisfação dos clientes através da qualidade dos produtos e serviços prestados. Neste trabalho foi apresentada a importância de controlar e reduzir o % fora de faixa do item Total Packaged Oxygen (TPO), que se não bem controlado pode afetar na vida de prateleira do produto, pois se o oxigênio remanescente nas embalagens for alto pode mudar o sabor da cerveja, deixando-a com gosto de papelão. Portanto, o objetivo deste trabalho foi controlar e reduzir o % fora de faixa de TPO, aplicar as ferramentas da qualidade através do Ciclo PDCA, identificar os principais impactos e suas causas fundamentais, elaborar um plano de ação e verificar se as ações foram efetivas ou não. Se as ações criadas não forem efetivas na solução do problema, o Ciclo PDCA deve girar novamente. De modo geral, a metodologia do Ciclo PDCA se mostrou eficiente, principalmente pela simplicidade de aplicação das ferramentas da qualidade utilizadas. Contudo, o método só alcança a eficácia se todas as partes envolvidas estarem comprometidas em alcançar as metas traçadas. Notamos ao final do projeto que houve melhoria no processo, onde houve redução significativa no % fora de faixa de TPO nas duas linhas foco e consequentemente redução no índice total. Concluímos assim que, as ações levantadas da estratificação e priorização das causas fundamentais foram eficazes e que trouxeram o resultado esperado. Porém ainda há um longo trabalho pela frente para que se alcance da meta de 1,1% para TPO fora de faixa, mais com o comprometimento de todos os envolvidos tenho certeza que essa meta será alcançada. 39 BIBLIOGRAFIA CORRÊA, Henrique l.; CORRÊA, Carlos A. 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