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Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – Campus de Poços de Caldas Curso de Fisioterapia Anatomia Humana Segmentar Trabalho Clínico 1 Data: 17 e 20/03/20 Nomes: LEONARDO GIANINI RABELO CASO CLÍNICO 1: JR, 19 anos, dirigia sua motocicleta na Avenida Beira-Mar em alta velocidade quando uma gaivota literalmente o atropelou, levando-o a uma queda muito violenta. JR teve sua perna esquerda esmagada, fraturando ambos os ossos da perna. Fraturou ainda a porção distal do osso externo do antebraço e os ossos do punho. O mesmo foi levado ao hospital pelos paramédicos, após ser devidamente imobilizado no local, e lá foi submetido a exames de RX que determinaram a real presença das fraturas acima mencionadas. Ele deverá ficar imobilizado com gesso nos segmentos apendiculares acometidos por um bom tempo! Responda: Quais foram, com terminologia anatômica correta, os ossos fraturados por JR? JR fraturou respectivamente, tíbia e fíbula, região distal do rádio, ossos do carpo. CASO 2: APLICABILIDADE FUNCIONAL: Após sair sua nota de Anatomia e você vir que “fechou a prova” (tirou nota máxima), você caiu sobre um joelho (1), inclinou sua cabeça para trás (2), ergueu um braço acima de sua cabeça (3), cerrou a mão (4), esticou seu antebraço para cima (5) e para baixo (6) e gritou bem alto: “YES!” Atividade: Use os termos apropriados para descrever os movimentos realizados pelas várias articulações envolvidas (você pode usar a numeração apresentada a cada movimento para dar a ele o nome correto). (1) Flexão de joelho e flexão plantar; (2) Extensão de pescoço; (3) Flexão de ombro; (4) Flexão das articulações Inter falangianas do 1° ao 5° dedo, e movimento de oposição do polegar; (5) Extensão de cotovelo; (6) Flexão de cotovelo. No caso dos movimentos (3) e (5), realizados respectivamente pela articulação do ombro e do cotovelo, cite qual o tipo de articulação envolvida (classificação) e quais os movimentos permitidos a elas. Ombro: Articulação tipo: Esferoide. Movimentos permitidos: Flexão e extensão, adução e abdução, circundução, rotação interna e rotação externa. Cotovelo: Articulação tipo: Gínglimo. Movimentos permitidos: Flexão e extensão. CASO 3: Após sofrer uma fratura sem deslocamento ósseo no fêmur esquerdo, J.L.M. ficou seis longas semanas imobilizada com gesso. Após esse período, ao retirar a imobilização, pensou que voltaria imediatamente ao ritmo normal de treinamento no time de voleibol ao qual pertence. Porém, sua coxa esquerda estava com a metade do tamanho da coxa direita (indicando uma atrofia significativa do músculo quadríceps), verificada através da circumetria da coxa (tomada de medida do diâmetro do segmento através do uso de uma fita métrica), e a amplitude de movimento (ADM) do joelho esquerdo estava limitada (mensurada através de um procedimento que usamos na fisioterapia e que se chama goniometria – medida do ângulo de deslocamento articular). Com base nessa descrição clínica, responda: 1) Porque houve perda de massa muscular durante o período de permanência com o gesso? Existe a lei do uso e desuso, sendo ela bem clara, ou seja, o fato de um tempo de inatividade muito grande é comum a perda de massa muscular, justificando a atrofia. 2) Quantos tendões de origem e de inserção distal o quadríceps possui? 4 tendões de origem e 1 de inserção. 3) Como o quadríceps deverá ser fortalecido na atleta a fim de que retome sua massa muscular normal? a) fazendo exercício com resistência (peso) para extensão de joelho na fisioterapia, visto que essa é sua função principal b) fazendo alongamento do quadríceps c) somente retomando suas atividades esportivas é que ela conseguirá devolver o músculo a sua função normal, não sendo necessária fisioterapia d) uma vez atrofiado, não há como recuperar totalmente a função, e ela deverá abandonar sua atividade esportiva. CASO 4: HMA: J.R., 20 anos, dirigia sua motocicleta em alta velocidade pela Av. João Pinheiro quando sofreu uma colisão ao desviar de um cão que se soltara de seu dono e atravessara a rua em desabalada carreira. J.R. foi socorrido pelo SAMU local e encaminhado ao hospital municipal, onde através de exames de raio-x foram evidenciadas múltiplas fraturas no membro superior direito. Descrição geral dos achados radiológicos: No desastre, J.R. teve seu braço direito fraturado exatamente na altura da proeminência onde se insere o músculo que dá forma ao ombro (deltóide), além de ter esmagado extremidade pontiaguda distal do osso lateral do antebraço, e os dois ossos mais laterais do punho. Houve ainda fratura não desviada (“trinca”) da maior proeminência óssea na região superior do ombro e da estrutura óssea que forma a “ponta” do cotovelo quando fletido. Não houve comprometimento em nenhum osso da mão e graças ao uso apropriado do capacete não houve fraturas cranianas. Nenhum outro segmento do esqueleto foi acometido. Com base na descrição acima sofre as múltiplas fraturas sofridas por J.R., associe as colunas (nome usado na descrição do caso com o nome correto). OBS: há estruturas listadas na coluna da direita que não se relacionam com o caso e devem ser deixadas em branco. (1) osso do braço fraturado ( ) fêmur (2) proeminência de inserção do deltóide ( ) processo estilóide da ulna (3) extremidade pontiaguda distal do osso lateral do antebraço (4) escafóide e trapézio (4) dois ossos mais laterais do punho (1) úmero (5) proeminência óssea na região superior do ombro ( ) processo coracóide (6) estrutura óssea que forma a “ponta” do cotovelo quando fletido. ( ) capitato e hamato (3) processo estilóide do rádio (6) olécrano (2) tuberosidade deltóidea ( ) tubérculo menor do úmero (5) acrômio