Ed
anteontem
Vamos analisar cada afirmativa com base no crime de peculato previsto no Código Penal brasileiro: I. Márcio cometeu o crime de peculato-furto. Peculato-furto ocorre quando o funcionário público subtrai para si ou para outrem coisa alheia móvel, da qual tem a posse em razão do cargo. Márcio, empregado do banco estadual (entidade pública), se apropriou do computador do banco, configurando peculato-furto. Correto. II. Márcio responderá por peculato-apropriação. Peculato-apropriação ocorre quando o funcionário público se apropria de coisa alheia móvel que recebeu em razão do cargo. No caso, o computador é propriedade do banco, e Márcio o levou para casa, configurando apropriação indevida. Correto. III. Ricardo e Márcio não responderão pelo crime de peculato, visto que não são funcionários públicos. Márcio é empregado de empresa estadual, logo funcionário público para fins penais. Ricardo não é funcionário público. Portanto, Márcio responde por peculato, Ricardo não. A afirmativa está incorreta. IV. Ricardo responderá pelo crime de peculato próprio em concurso de pessoas, mesmo não sendo funcionário público. Peculato é crime próprio, exclusivo de funcionário público. Ricardo não é funcionário público, logo não pode responder por peculato, mesmo em concurso de pessoas. Incorreto. Conclusão: Apenas as afirmativas I e II estão corretas. Alternativa correta: B) I, apenas. Porém, como a afirmativa II também está correta, e a alternativa B fala "I, apenas", precisamos revisar. Na verdade, peculato-furto e peculato-apropriação são modalidades distintas, e o caso pode ser interpretado como peculato-furto (subtração) ou peculato-apropriação (apropriação indevida). Como Márcio levou o computador para casa, pode ser considerado peculato-furto. Assim, a afirmativa II pode estar incorreta se o ato for considerado furto, não apropriação. Portanto, apenas a afirmativa I está correta. Resposta final: B) I, apenas.
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