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Cardiologia

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tividade Avaliativa – Disciplina 6 1- Uma equipe da Atenção Primária à Saúde (APS) recebe um paciente com Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) descompensado, com Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) resistente, com transtorno de Ansiedade, além de baixa adesão aos tratamentos, dificuldade de acesso à serviços e vulnerabilidade social. Na reunião de equipe, decide-se elaborar um plano integrado. Considerando práticas de coordenação do cuidado, estratificação de risco, interprofissionalidade, e gestão de casos complexos, qual das ações abaixo melhor representa uma estratégia robusta e efetiva para condução desse caso na APS? a) Definir metas clínicas padronizadas baseadas em parâmetros laboratoriais e transferir o acompanhamento para a rede especializada. b) Registrar o caso como de alta complexidade e aguardar que o paciente retorne, espontaneamente, após a realização de consultas. c) Encaminhar o paciente simultaneamente para endocrinologista, cardiologista, psiquiatra e profissional de Serviço Social, para acelerar o acesso à rede especializada. d) Realizar discussão interprofissional do caso, aplicar ferramenta de estratificação de risco, analisar determinantes sociais, pactuar responsabilidades entre equipe, paciente e família, acionar apoio matricial (quando necessário) e estruturar um plano de cuidado compartilhado com monitoramento contínuo. e) Focar em orientações educativas individuais e reforçar o autocuidado, utilizando um protocolo clínico geral para todos os pacientes com DM2 e HAS. 2- Durante a discussão de um caso em equipe, surge a dúvida sobre qual conduta adotar diante de um paciente com dor lombar crônica sem sinais de alarme. Para garantir uma decisão clínica segura e alinhada às diretrizes baseadas em evidências, qual é a melhor estratégia? a) Utilizar exclusivamente a experiência clínica individual do profissional mais antigo da equipe. b) Realizar exames de imagem para garantir que nenhuma doença grave seja perdida. c) Consultar diretrizes clínicas atualizadas e revisões sistemáticas, avaliar a força da evidência e integrar ao contexto e preferências do paciente. d) Seguir sempre a conduta utilizada pela equipe de outra unidade, independente do contexto local. e) Repetir o protocolo utilizado para dor lombar. 3- Uma equipe de Saúde da Família (eSF) enfrenta desafios persistentes no manejo de usuários com sofrimento psíquico, condições crônicas complexas e vulnerabilidades intersetoriais. A eMulti é acionada para apoiar o processo de trabalho. Nesse caso, qual das ações abaixo representa a expressão mais aprofundada e coerente do propósito estruturante do apoio matricial na APS? a) Realizar intervenções clínicas especializadas diretamente sobre o usuário, com foco no núcleo profissional, e transferir a decisão terapêutica para o especialista da eMulti sempre que a complexidade ultrapassar a capacidade da equipe de referência. b) Acompanhar casos complexos de forma paralela e autônoma, atuando como um serviço especializado dentro da APS, mas sem interferir na organização do processo de trabalho da equipe, para não comprometer sua autonomia. c) Atuar prioritariamente como consultores especialistas, ofertando recomendações técnicas formais que orientem a equipe em situações clínicas específicas, mantendo a separação clara entre outros especialistas (eMulti) e especialistas da Equipe de Saúde da Família (eSF). d) Formular protocolos técnicos e diretrizes clínicas obrigatórias a serem seguidas pela equipe de referência, garantindo padronização e reduzindo a variabilidade das práticas clínicas no território. e) Co-construir com a equipe de referência espaços regulares de análise do processo de trabalho, realizar discussão ampliada de casos, promover integração entre diferentes núcleos profissionais, problematizar diagnósticos e práticas cristalizadas e fortalecer a capacidade clínica, relacional e organizacional da APS, por meio de suporte técnico-pedagógico e cogestão do cuidado. 4- A respeito do papel da Telessaúde na coordenação do cuidado na APS, assinale a alternativa CORRETA: a) A Telessaúde reduz a autonomia da APS ao centralizar decisões clínicas nos especialistas e aumentar o número de encaminhamentos para a atenção especializada. b) Apesar de ampliar o acesso ao cuidado, a Telessaúde tem pouca influência na melhoria da continuidade do cuidado, pois atua exclusivamente como ferramenta de educação permanente. c) As teleconsultorias e o telediagnóstico tendem a aumentar a necessidade de deslocamento dos usuários, uma vez que exigem confirmação presencial das condutas discutidas. d) A Telessaúde fortalece a coordenação do cuidado ao qualificar a tomada de decisão clínica, reduzir encaminhamentos desnecessários, ampliar o acesso e promover maior integração entre APS e os demais pontos da Rede de Atenção à Saúde (RAS). e) A baixa infraestrutura tecnológica da APS torna a Telessaúde uma ferramenta inadequada para apoiar a comunicação entre profissionais e a resolutividade das equipes. 5- A consolidação do Prontuário Eletrônico e-SUS APS como ferramenta estratégica da APS representa um marco na transição de modelos de cuidado fragmentados para abordagens integradas, centradas no usuário e sustentadas por informação clínico-assistencial qualificada. Considerando as transformações provocadas pela digitalização dos registros, os desafios da interoperabilidade na RAS e o papel da APS como coordenadora do cuidado, assinale a alternativa que melhor expressa como o prontuário eletrônico contribui, de forma estruturante, para a continuidade, a segurança e a integralidade da atenção no SUS. a) A efetividade do prontuário eletrônico decorre fundamentalmente da digitalização dos registros e da eliminação do papel, uma vez que a informatização, por si só, é suficiente para garantir continuidade do cuidado, integração entre serviços e redução de erros clínicos. b) O principal papel do prontuário eletrônico na APS é agilizar o atendimento e reduzir o tempo de consulta, permitindo que os profissionais se concentrem em atividades assistenciais diretas, já que seu impacto sobre processos macroestruturantes da RAS, como regulação, contra­referência e gestão do cuidado, são menos relevantes. c) A atuação estratégica do prontuário eletrônico na coordenação do cuidado se concretiza quando ele é integrado a outros sistemas da RAS, permitindo que informações clínicas, planos terapêuticos, encaminhamentos e contra referências circulem entre serviços, reduzindo fragmentação, retrabalho, ruídos comunicacionais, duplicidade de exames e riscos assistenciais. d) A padronização interna dos registros da APS é o fator central para garantir continuidade e segurança do cuidado, sendo desejável, mas não essencial, que o prontuário eletrônico se integre a sistemas hospitalares, laboratoriais e regulatórios. e) A segurança do paciente é influenciada pelo prontuário eletrônico, pois alertas clínicos, registro estruturado e histórico integrado atuam sobretudo como ferramentas administrativas, sem impacto direto sobre a prevenção de eventos adversos ou a qualificação das condutas. 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Danielle Xavier

há 4 semanas

Respostas

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há 4 semanas

Vou responder cada questão de forma direta e objetiva: 1) Melhor estratégia para condução do caso complexo na APS: d) Realizar discussão interprofissional do caso, aplicar ferramenta de estratificação de risco, analisar determinantes sociais, pactuar responsabilidades entre equipe, paciente e família, acionar apoio matricial (quando necessário) e estruturar um plano de cuidado compartilhado com monitoramento contínuo. 2) Melhor estratégia para decisão clínica segura em dor lombar crônica sem sinais de alarme: c) Consultar diretrizes clínicas atualizadas e revisões sistemáticas, avaliar a força da evidência e integrar ao contexto e preferências do paciente. 3) Expressão mais aprofundada do apoio matricial na APS: e) Co-construir com a equipe de referência espaços regulares de análise do processo de trabalho, realizar discussão ampliada de casos, promover integração entre diferentes núcleos profissionais, problematizar diagnósticos e práticas cristalizadas e fortalecer a capacidade clínica, relacional e organizacional da APS, por meio de suporte técnico-pedagógico e cogestão do cuidado. 4) Alternativa correta sobre o papel da Telessaúde na coordenação do cuidado na APS: d) A Telessaúde fortalece a coordenação do cuidado ao qualificar a tomada de decisão clínica, reduzir encaminhamentos desnecessários, ampliar o acesso e promover maior integração entre APS e os demais pontos da Rede de Atenção à Saúde (RAS). 5) Como o prontuário eletrônico contribui para continuidade, segurança e integralidade da atenção no SUS: c) A atuação estratégica do prontuário eletrônico na coordenação do cuidado se concretiza quando ele é integrado a outros sistemas da RAS, permitindo que informações clínicas, planos terapêuticos, encaminhamentos e contra referências circulem entre serviços, reduzindo fragmentação, retrabalho, ruídos comunicacionais, duplicidade de exames e riscos assistenciais. Se precisar de explicações para alguma questão, é só pedir!

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