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Choque Neurogênico (CM) Choque Hipovolêmico (CM) Choque Obstrutivo (CM) Choque Cardiogênico (CM) 
CHOQUE: TIPOS DE CHOQUE
 • Séptico: culturas, exames laboratoriais incluindo 
lactato, volume 30mL/kg, ATB de amplo espectro (1h). 
Objetivar melhora da perfusão e PAM > 65mmHg. se 
não, noradrenalina (1ª), seguido de vasopressina + 
hidrocortisona. 6hs => dobuta, outras medidas. SOFA 
> 2 (sepse). 
 • Neurogênico: TRM. perda do tônus simpático, 
hipotensão + bradicardia + extremidades quentes 
(vasodilatação). diferencial dos outros distributivos 
é DC diminuído! avaliação neurocirúrgica + suporte 
clínico
 • Distributivo: séptico e anafilático, neurogênico*: DC 
aumentado, RVS diminuída, POAP diminuída, SVcO2 
aumentada, PVC diminuída 
 • Hipovolêmico: perda de plasma. No USG Kissing walls, 
VCI colabada, mucosas secas. ressuscitação volêmica, 
sangue, transfusão maciça. 
 • Hipovolêmico: perda de plasma/ hemorragias: DC 
diminuído, RVS aumentada, POAP diminuída, SVcO2 
diminuída, PVC diminuída
 • Cardiogênico: Congestão (intra e extravascular), 
má perfusão. ventrículos hipocontráteis, disfunção 
segmentar. revascularização, inotrópicos, dispositivos 
de assistência ventricular, vasodilatadores, ECMO VA
 • Cardiogênico: IAM, IC, Miocardite. DC diminuído, 
RVS aumentada, POAP aum. (VE) ou diminuida (VD), 
SVc02 diminuída, PVC aumentada
 • Obstrutivo: de acordo com o quadro em questão. 
alterações USG (VD agudo, McConnell, derrame 
pericárdico, swinging heart, colapso diastólico de VD, 
VCI pletórica, lung-point, ausência de lung-sliding), 
alterações em ECG, tríade de Beck. Trombólise, 
pericardiocentese, toracostomia, ECMO 
 • Obstrutivo: Pneumotórax hipertensivo, 
tamponamento pericárdico, TEP. DC diminuído, 
RVS aumentada, POAP aumentada, SVcO2 
diminuída e PVC aumentada).
1. TABELA DOS CHOQUES (REVER 
APÓS CADA CHOQUE).
 Tabela 1 Tipos de choque
Tipos Causas DC RVS POAP Sv02
Cardiogênico
Insuficiência cardíaca congestiva
Infarto agudo do miocárdio
Valvopatia
Hipovolêmico Hemorragia traumática
Vômitos ou diarreia
Obstrutivo
Pneumotórax hipertensivo
Embolia pulmonar
Tamponamento cardíaco
Séptico 
Anafilático 
Infecção de corrente sanguínea
Reação alérgica
Neurogênico Injúria ao SNC
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2
EMERGÊNCIAS
2. CHOQUE SÉPTICO
 • De modo geral, o choque séptico se relaciona com 
um processo infeccioso, a partir do qual se inicia uma 
resposta inflamatória exacerbada, manifestando-se 
através de um estado de hipoperfusão;
 • Conceitualmente Sepse:
 • Disfunção orgânica ameaçadora à vida causada 
por desregulação da resposta do hospedeiro à 
infecção;
 • Pode ser definida como variação do escore SOFA ≥ 2
 • Ainda, pode ser entendida como uma disfunção 
circulatória, celular e metabólica graves a ponto de 
aumentar substancialmente a mortalidade;
 • É capaz de levar a múltiplas disfunções orgânicas;
 • Desse modo, a confirmação é dita mediante um 
quadro de hipotensão persistente com necessidade 
do uso de vasopressores para manter a PAM ≥ 65, 
a despeito de ressuscitação volêmica adequada 
(30mL/kg): A ressuscitação volêmica ainda não 
vai ser suficiente para manter uma pressão arterial 
média adequada.
 • Outro marcador é dado pelo Lactato arterial ≥ 2 
mmol/L (18 mg/dL).
2.1 SEPSE – TRATAMENTO
Bundle de 1 hora – Surviving Sepsis Campaign:
 • Manejo em sala de emergência; 
 • Mensuração de lactato arterial – nova medida se ≥ 
2 mmol/L (18 mg/dL). 
 • Idealmente, depois da ressuscitação volêmica; 
 • Coleta de hemoculturas – antes da administração de 
antibióticos; 
 • Administração de antibióticos de amplo adequado; 
 • Rápida infusão de cristaloides 30 ml/kg, em caso de 
hipotensão ou lactato ≥ 4 mmol/L (36 mg/dL); 
 • Início de vasopressores visando PAM ≥ 65 mmHg, se 
hipotensão durante ou após a ressuscitação volêmica: 
 • Primeira escolha: Noradrenalina: (1) 
 • Em caso de choque refratário, isto é, níveis 
progressivamente aumentados de noradrenalina 
> 0,5 mcg/kg/min  é viável introduzir drogas de 
segunda escolha. 
 • Segunda escolha: Vasopressina + Hidrocortisona.
Bundle de 6 horas – Surviving Sepsis Campaign: 
 • considerar possibilidade de disfunção miocárdica 
associada; 
 • Manter vasopressores;
 • Ainda, pode-se iniciar o uso de inotrópicos; (1) 
 • De escolha: dobutamina.
 • Hipotensões refratárias  aferição de PVC e SVcO2; 
 • A fim de avaliar choque com componente misto.
 • Lactato: útil no intuito de avaliar a efetividade da 
ressuscitação volêmica; Janela de perfusão.
 • Antibioticoterapia:
 • Escore SOFA: SOFA > 2 define o quadro de sepse;
 • Forma diminuta do escore SOFA: qSOFA: Visto de 
forma isolada, não é um bom parâmetro; Baseia-se na 
análise de 3 variáveis: Alteração do estado mental  
ECG 12.0 (204)
Cardiovascular PAM ≥ 70 
mmHg
PAM 15 ou 
epinefrina > 0,1 ou 
noradrenalina > 0,1
Sistema nervoso central
Escala de Coma de 
Glasgow 15 13 - 14 10 - 12 6 - 9 5.0 (440)
Débitourinário, mL/d ----- ----- ----- 1); Sinal de 
McConnell.
 Tabela 4 principais sinais e sintomas da IC direita, esquerda e sintomas em comum.
Sugestivo de insuficiência cardíaca 
direita Achados compartilhados Sugestivo de insuficiência cardiaca 
esquerda
Edema nos membros inferiores Periferia fria Crepitações pulmonares
Edema sacral Cianose Sibilos respiratórios
Hepatomegalia Ortopneia Ápice cardíaco deslocado
Sopro regurgitante na área tricúspide Retardo no reenchimento capilar Sopros cardíacos do lado esquerdo
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CHOQUE: TIPOS DE CHOQUE
Figura 1 achados eletrocardiográficos em um paciente com TEP 
(taquicardia sinusal + BRD + inversões de T em V1 a V3)
6.3 PERFIL HEMODINÂMICO 
 • PVC elevada;
 • PAPO normal-baixa;
 • IC baixo;
 • RVS alta.
6.4 DIAGNÓSTICO
 • Angio-TC ou ECO-TE (se instabilidade importante).
6.5 TRATAMENTO
 • PAM 1 cm; Colabamento 
câmaras cardíacas; Swinging heart; Fluxo transmitral 
diminuído (doppler).
 • Sinais do ECO
 • Efusão pericárdica;
 • Colapso diastólico do VD – bastante específico: 
Durante a diástole o VD colaba;
 • Colapso sistólico do AD – mais sensível: 1º sinal que 
aparece;
 • Veia cava pletórica: Quase nenhuma variabilidade 
durante a respiração.
 • Alteração no pico de velocidade na valva tricúspide 
e na valva mitral.
7.4 PERFIL HEMODINÂMICO 
 • Equalização de pressões diastólicas (AD, VD, PAP, 
PAPO).
7.5 DIAGNÓSTICO 
 • Quadro clínico + ECO.
7.6 TRATAMENTO
 • Vasopressores / Inotrópicos;
 • Pericardiocentese de alívio – se iminência de PCR;
 • Janela pericárdica (tratamento cirúrgico): 
8. CHOQUE OBSTRUTIVO – 
PNEUMOTÓRAX HIPERTENSIVO 
 Figura 2 radiografia de tórax evidenciando volumoso pneumotórax à 
direita, com desvio das estrutura mediastinais para o lado contralateral
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EMERGÊNCIAS
 • Conceito: dá-se pelo acúmulo de ar no espaço pleural;
 • Em geral, ocorre por um ferimento no 
parênquima pulmonar;
 • Assim, o ar se acumula na cavidade pleural, através 
da abertura da ferida no tórax.
 • Evolui com deslocamento das estruturas mediastinais, 
evidenciando o quadro clínico.
8.1 QUADRO CLÍNICO
 • Ausência de murmúrios ipsilateralmente à lesão;
 • Hipotensão;
 • Hipoperfusão;
 • Turgência jugular;
 • Hipertimpanismo à percussão.
8.2 CONDUTA
 • Toracocentese de alívio;
 • Drenagem torácica.
REFERÊNCIAS
Figura 1 achados eletrocardiográficos em um paciente com TEP
(taquicardia sinusal + BRD + inversões de T em V1 a V3)
ECG changes in Pulmonary Embolism • LITFL • ECG Library
Figura 2 radiografia de tórax evidenciando volumoso pneumotórax à
direita, com desvio das estrutura mediastinais para o lado contralateral
Arquivo pessoal
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