Ed
há 3 semanas
Vamos analisar o caso: - Paciente de 68 anos com fadiga, perda de peso e esplenomegalia volumosa. - Hemograma com leucocitose acentuada (150.000 leucócitos/µL). - Presença de todas as etapas de maturação da linhagem mieloide no sangue periférico, com predominância de mielócitos e segmentados. - Basofilia característica. - Baixa contagem de blastos (3%). Esses achados são típicos da Leucemia Mieloide Crônica (LMC) em fase crônica, que apresenta leucocitose com todas as fases de maturação da série mieloide, basofilia e poucos blastos (<10%). A base genética da LMC é a presença do cromossomo Philadelphia, que resulta na fusão do gene BCR-ABL, uma característica marcante da doença. Analisando as alternativas: A) Crise Blástica de LMC: não é o caso, pois há poucos blastos (3%), e na crise blástica os blastos são >20%. B) Leucemia Promielocítica Aguda (LPA): não condiz com o quadro, pois LPA tem células promielocíticas e translocação t(15;17). C) Leucemia Mieloide Crônica (LMC) em fase crônica, associada ao cromossomo Philadelphia e gene BCR-ABL: corresponde ao quadro descrito. D) Leucemia Linfocítica Crônica (LLC): envolve linfócitos B maduros, não mieloides. E) Leucemia Mieloide Aguda (LMA): caracteriza-se por >20% de blastos, o que não ocorre aqui. Portanto, a alternativa correta é: C) Leucemia Mieloide Crônica (LMC) em fase crônica, associada à presença do cromossomo Philadelphia e do gene de fusão BCR-ABL.
Cadastre-se ou realize login