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transição do cuidado à pessoa idosa após a alta hospitalar exige acompanhamento criterioso, especialmente diante de mudanças terapêuticas e da maior vulnerabilidade a eventos adversos. Nesse contexto, o uso de múltiplos medicamentos, as alterações fisiológicas do envelhecimento e o descondicionamento funcional podem repercutir diretamente na segurança do paciente, demandando do enfermeiro avaliação clínica ampliada e capacidade de identificar riscos e prevenir agravos. Um idoso de 82 anos recebeu alta hospitalar após tratamento de pneumonia. Dez dias depois, retorna ao ambulatório com relato de tontura ao levantar, boca seca, constipação intestinal e dois episódios de quase queda durante o banho. Sua esposa informa que, após a internação, houve mudanças na prescrição, incluindo medicações para dormir e para controle pressórico. O enfermeiro precisa interpretar se os novos sintomas resultam de progressão clínica, descondicionamento pós-internação ou evento adverso relacionado ao tratamento, articulando segurança medicamentosa e prevenção de agravos. Qual intervenção de enfermagem favorece o raciocínio clínico mais seguro nesse contexto?​​​​​​ Selecione a resposta: a Ampliar oferta hídrica, orientar caminhada supervisionada e registrar frequência urinária em domicílio. b Revisar prescrição completa, correlacionar sintomas ao início dos fármacos e monitorar pressão postural. c Reforçar permanência no quarto, instalar grades laterais e acompanhar glicemias capilares seriadas. d Encaminhar para fisioterapia, estimular fortalecimento global e registrar peso corporal em cada turno. e Priorizar treino familiar para banho assistido e observar padrão de sono por três noites.
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IRMA EVELISE

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Vamos analisar o caso: - Idoso de 82 anos, alta hospitalar recente. - Sintomas: tontura ao levantar, boca seca, constipação, quase quedas. - Mudanças na prescrição: medicações para dormir e controle pressórico. - Possível causa: evento adverso medicamentoso, descondicionamento ou progressão clínica. O enfermeiro precisa identificar se os sintomas são efeitos colaterais dos medicamentos, especialmente considerando a tontura ao levantar (sugere hipotensão postural), boca seca e constipação (efeitos comuns de alguns fármacos). Analisando as alternativas: a) Ampliar oferta hídrica, orientar caminhada supervisionada e registrar frequência urinária em domicílio. - Importante, mas não aborda diretamente a revisão da medicação e monitoramento da pressão postural. b) Revisar prescrição completa, correlacionar sintomas ao início dos fármacos e monitorar pressão postural. - Esta alternativa contempla a avaliação dos medicamentos, correlação dos sintomas com início dos fármacos e monitoramento da pressão postural, que é essencial para tontura ao levantar. c) Reforçar permanência no quarto, instalar grades laterais e acompanhar glicemias capilares seriadas. - Medidas mais restritivas e não relacionadas diretamente ao problema apresentado. d) Encaminhar para fisioterapia, estimular fortalecimento global e registrar peso corporal em cada turno. - Importante para reabilitação, mas não aborda diretamente a avaliação medicamentosa e sintomas atuais. e) Priorizar treino familiar para banho assistido e observar padrão de sono por três noites. - Pode ajudar, mas não é a intervenção principal para identificar causa dos sintomas. Portanto, a alternativa que favorece o raciocínio clínico mais seguro e adequado é: b) Revisar prescrição completa, correlacionar sintomas ao início dos fármacos e monitorar pressão postural.

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