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RELATÓRIO DE PRÁTICA
Ariane dos Anjos de Souza, 01656444
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS
ENSINO DIGITAL
RELATÓRIO
01 e 02
DATA:
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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: FARMACOLOGIA APLICADA
DADOS DO(A) ALUNO(A):
NOME: Ariane dos Anjos de Souza MATRÍCULA: 01656444
CURSO: Farmácia POLO: Uninassau Salvador/Ba
PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): CINDY AGUILERA
ORIENTAÇÕES GERAIS:
 O relatório deve ser elaborado individualmente e deve ser escrito de forma clara e
 concisa;
 O relatório deve conter apenas 01 (uma) lauda por tema;
 Fonte: Arial ou Times New Roman (Normal e Justificado);
 Tamanho: 12;
Margens: Superior 3 cm; Inferior: 2 cm; Esquerda: 3 cm; Direita: 2 cm;
 Espaçamento entre linhas: simples;
 Título: Arial ou Times New Roman (Negrito e Centralizado).
RELATÓRIO:
1. Qual a influência da forma farmacêutica no tempo de início da ação do
fármaco?
A forma farmacêutica afeta diretamente o tempo de início da ação de um fármaco,
pois determina como o medicamento é absorvido, distribuído, metabolizado e
excretado pelo corpo. Formas líquidas, como soluções e suspensões, têm um início
de ação mais rápido em comparação com comprimidos ou cápsulas, pois não
necessitam de desintegração. Já formas de liberação controlada ou entérica podem
atrasar o início da ação para atingir locais específicos no trato gastrointestinal ou
evitar a degradação do fármaco pelo ácido gástrico (RANG et al., 2016).
Abaixo estão as principais influências:
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a) Formas de liberação imediata (ex.: comprimidos, cápsulas, soluções orais): Essas
formas farmacêuticas se dissolvem rapidamente, permitindo a absorção imediata do
fármaco no trato gastrointestinal, o que leva a um início de ação mais rápido.
b) Formas de liberação retardada ou entérica: São projetadas para liberar o fármaco
apenas após passar pelo estômago, como comprimidos revestidos. Isso evita a
degradação do fármaco no ambiente ácido do estômago e retarda o início da ação,
sendo útil para fármacos que causam irritação gástrica ou que são degradados pelo
ácido gástrico.
c) Formas de liberação prolongada (ex.: comprimidos de liberação controlada):
Essas formas permitem uma liberação gradual do fármaco, resultando em um início
de ação mais lento, mas proporcionando efeitos terapêuticos prolongados e
reduzindo a necessidade de doses frequentes.
d) Formas injetáveis: As formas intravenosas têm início de ação quase imediato,
pois o fármaco é introduzido diretamente na corrente sanguínea. As formas
intramusculares e subcutâneas têm um início de ação mais lento devido à
necessidade de absorção através dos tecidos.
e) Formas tópicas e transdérmicas: O início de ação é geralmente mais lento, pois o
fármaco precisa penetrar na pele para alcançar a circulação sistêmica, oferecendo
um efeito mais prolongado e controlado.
f) Formas inaladas: Oferecem um início de ação muito rápido, pois o fármaco é
absorvido diretamente nos pulmões e entra na circulação sistêmica, sendo
especialmente útil em condições como asma e DPOC.
2. Cite as vantagens de uma liberação entérica a nível de farmacoterapia.
A liberação entérica é uma forma de administração farmacológica que traz
importantes benefícios, especialmente para medicamentos que são sensíveis ao
ambiente gástrico ou irritantes para o estômago.
As principais vantagens incluem:
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a) Proteção contra o ácido gástrico: Medicamentos sensíveis ao pH ácido são
protegidos, garantindo que cheguem intactos ao intestino para a absorção (Botelho
et al., 2020).
b) Edução da irritação gástrica: A liberação entérica evita o contato direto do
fármaco com a mucosa estomacal, diminuindo o risco de efeitos adversos locais,
como dor ou inflamação (Florence & Attwood, 2015).
c) Liberação no local de absorção ideal: A tecnologia permite que o medicamento
seja liberado no intestino delgado, onde as condições de pH são mais favoráveis
para a absorção, aumentando a biodisponibilidade (Rowe, Sheskey, & Quinn, 2009).
d) Maior estabilidade do fármaco: Muitos medicamentos são instáveis em pH ácido;
o revestimento entérico ajuda a manter sua estabilidade até chegar ao intestino
(Aulton & Taylor, 2018).
e) Prevenção de efeitos sistêmicos indesejados: Ao atrasar a liberação, evita-se a
absorção precoce que poderia causar efeitos adversos antes de o medicamento
atingir seu alvo (Allen, Popovich, & Ansel, 2014).
3. Discuta a importância de testes como o antibiograma para redução de
resistência bacteriana.
O antibiograma é crucial para identificar a sensibilidade das bactérias aos
antibióticos, permitindo a escolha do tratamento mais eficaz e reduzindo o uso
indiscriminado de antibióticos. Isso ajuda a minimizar o desenvolvimento de
resistência bacteriana, que é uma das maiores ameaças à saúde pública. A escolha
precisa do antibiótico correto com base no antibiograma evita o uso desnecessário
de antibióticos de amplo espectro, preservando sua eficácia (CLSI, 2020).
Sua importância pode ser destacada por vários aspectos:
a) Orientação na escolha do antibiótico: O antibiograma identifica quais antibióticos
são eficazes contra uma determinada cepa bacteriana, permitindo que médicos
prescrevam tratamentos direcionados e eficazes. Isso evita o uso empírico de
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antibióticos de amplo espectro que podem não ser necessários, reduzindo a pressão
seletiva que leva ao surgimento de bactérias resistentes (Founou et al., 2017).
b) Uso racional de antibióticos: O uso inadequado ou excessivo de antibióticos é um
dos principais fatores que contribuem para o desenvolvimento da resistência
bacteriana. O antibiograma ajuda a combater esse problema, guiando o uso racional
e adequado dos antimicrobianos, reduzindo o risco de seleção de cepas resistentes
(Ventola, 2015).
c) Prevenção da disseminação de resistência: Ao garantir que o tratamento seja
efetivo desde o início, o antibiograma diminui as chances de falhas terapêuticas que
podem prolongar a infecção e aumentar a disseminação de bactérias resistentes em
hospitais e na comunidade (Llor & Bjerrum, 2014).
d) Monitoramento de padrões de resistência: Dados de antibiogramas coletados
rotineiramente ajudam a monitorar e mapear padrões locais e regionais de
resistência bacteriana. Essas informações são essenciais para a vigilância
epidemiológica e para o desenvolvimento de políticas de controle de infecções e uso
de antibióticos (WHO, 2014).
e) Educação e sensibilização: Os resultados do antibiograma educam e sensibilizam
profissionais de saúde sobre a importância do uso adequado dos antibióticos,
promovendo mudanças de comportamento que são fundamentais para enfrentar a
resistência bacteriana (O’Neill, 2016).
4. Descrever as vantagens de uma liberação prolongada do fármaco no
tratamento farmacoterapêutico da diabetes.
A liberação prolongada de fármacos no tratamento da diabetes oferece várias
vantagens que aumentam a eficácia e melhoram a qualidade de vida dos pacientes.
Entre elas, destaca-se o controle glicêmico sustentado, que mantém níveis estáveis
do fármaco e evita picos de glicose. Além disso, a redução da frequência de
administração simplifica a rotina e melhora a adesão ao tratamento. A liberação
gradual também minimiza efeitos adversos, como hipoglicemia, e diminui a
variabilidade glicêmica, essencial para prevenir complicações. Por fim, o uso de
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liberação prolongada promove um regime de dosagem mais conveniente, reduzindo
o estresse associado ao manejo da diabetes, tornando o tratamento mais seguro e
eficaz.
Referências Bibliográficas:
AHMED, M. et al. Advances in Enteric Coating for Oral Drug Delivery. Journal of
Pharmaceutical Sciences, 2020.
CLINICAL AND LABORATORYSTANDARDS INSTITUTE (CLSI). Performance
Standards for Antimicrobial Susceptibility Testing. CLSI guidelines, 2020.
RANG, H. P. et al. Rang & Dale's Pharmacology. 8th ed. Elsevier, 2016.
RODRIGUEZ, J. et al. Benefits of Extended-Release Medications in Diabetes
Management. Diabetes Therapy, 2018.
Referências:
Allen, L. V., Popovich, N. G., & Ansel, H. C. (2014). Ansel's Pharmaceutical Dosage
Forms and Drug Delivery Systems. Lippincott Williams & Wilkins.
Aulton, M. E., & Taylor, K. M. G. (2018). Aulton's Pharmaceutics: The Design and
Manufacture of Medicines. Elsevier Health Sciences.
Botelho, M. A., et al. (2020). Farmacotécnica: Formas Farmacêuticas e Sistemas de
Liberação de Fármacos. Guanabara Koogan.
Florence, A. T., & Attwood, D. (2015). Physicochemical Principles of Pharmacy.
Pharmaceutical Press.
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DATA:
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Rowe, R. C., Sheskey, P. J., & Quinn, M. E. (2009). Handbook of Pharmaceutical
Excipients. Pharmaceutical Press.
Founou, R. C., Founou, L. L., & Essack, S. Y. (2017). Antibiotic resistance in the food
chain: A developing country-perspective. Frontiers in Microbiology, 8, 1551.
Llor, C., & Bjerrum, L. (2014). Antimicrobial resistance: Risk associated with antibiotic
overuse and initiatives to reduce the problem. Therapeutic Advances in Drug Safety,
5(6), 229-241.
O’Neill, J. (2016). Tackling Drug-Resistant Infections Globally: Final Report and
Recommendations. Review on Antimicrobial Resistance.
Ventola, C. L. (2015). The antibiotic resistance crisis: Part 1: Causes and threats.
P&T: A Peer-Reviewed Journal for Formulary Management, 40(4), 277-283.
World Health Organization (WHO). (2014). Antimicrobial Resistance: Global Report
on Surveillance.

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