Logo Passei Direto
Buscar

Medicina

Outros
Mulher, 74 anos, internada há 12 dias para tratamento de pneumonia comunitária com ceftriaxona e azitromicina, evoluiu no 8º dia de internação com diarreia aquosa profusa (8-10 evacuações/dia), cólicas abdominais intensas e febre baixa. Suspensas medicações há 3 dias, mas quadro persiste. Ao exame: desidratada (+1/+4), dor à palpação em fossa ilíaca esquerda, sem sinais de irritação peritoneal. Leucócitos: 14.500/mm³ com 82% de neutrófilos, lactato: 2,1 mmol/L. Teste rápido para Clostridioides difficile: glutamato desidrogenase (GDH) positivo, toxinas A e B negativas. Colonoscopia não disponível nas próximas 48 horas.
Qual a conduta mais adequada neste momento?
A. Iniciar vancomicina oral 125mg 6/6h e manter isolamento de contato
B. Solicitar PCR para C. difficile e aguardar resultado antes de tratar
C. Suspender isolamento e iniciar probióticos para recolonização intestinal
D. Repetir teste de toxinas em 24h e manter apenas medidas de suporte
User badge image
Praticando Para o Saber

há 2 meses

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

há 2 meses

Vamos analisar o caso: - Paciente com pneumonia tratada com antibióticos (ceftriaxona e azitromicina). - Evoluiu com diarreia aquosa profusa, cólicas e febre baixa após 8 dias de internação. - Exame físico: desidratação leve, dor em fossa ilíaca esquerda, sem peritonite. - Leucocitose com neutrofilia e lactato elevado (2,1 mmol/L). - Teste rápido para C. difficile: GDH positivo (indica presença da bactéria), mas toxinas A e B negativas. - Colonoscopia indisponível. O GDH positivo indica que a bactéria está presente, mas a ausência de toxinas pode indicar que não há produção ativa delas ou que o teste não detectou. No entanto, a paciente tem quadro clínico compatível com colite por C. difficile. Segundo protocolos clínicos, em pacientes com sintomas sugestivos e GDH positivo, mesmo com toxinas negativas, o tratamento deve ser iniciado, pois o teste de toxinas pode ter falso negativo. Além disso, é importante manter isolamento de contato para evitar transmissão. Analisando as alternativas: A) Iniciar vancomicina oral 125mg 6/6h e manter isolamento de contato — correta, pois trata a infecção e previne transmissão. B) Solicitar PCR para C. difficile e aguardar resultado antes de tratar — pode atrasar tratamento em paciente sintomática grave. C) Suspender isolamento e iniciar probióticos — incorreto, pois há risco de transmissão e probióticos não são tratamento principal. D) Repetir teste de toxinas em 24h e manter apenas suporte — atraso no tratamento pode piorar quadro. Resposta correta: A. Iniciar vancomicina oral 125mg 6/6h e manter isolamento de contato.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda não achou a resposta?

  • Integrado com os principais modelos de IA do mercado
  • Respostas em segundos
  • IA treinada para estudantes brasileiros.
PasseIA logoEvolua sua forma de estudar

Cadastre-se ou realize login

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

Criança de 5 anos, sexo feminino, é trazida ao pronto-socorro com história de febre há 4 dias, inicialmente tratada em casa com antitérmicos, evoluindo com prostração, recusa alimentar e tosse produtiva. Nas últimas 12 horas, os pais notaram piora do estado geral, com sonolência excessiva e extremidades frias. Antecedente de pneumonia viral há 6 meses, sem outras comorbidades. Ao exame físico: prostrada, pouco responsiva a estímulos, mucosas hipocoradas, tempo de perfusão capilar de 4 segundos, pulsos periféricos filiformes. Frequência cardíaca de 180 bpm, pressão arterial de 75 x 45 mmHg, frequência respiratória de 45 irpm, temperatura axilar de 38,8°C. Ausculta pulmonar revela diminuição do murmúrio vesicular em base direita com estertores crepitantes. Ausculta cardíaca com taquicardia, bulhas normofonéticas, sem sopros. Abdome no rebordo costal direito, baço não palpável. Exames laboratoriais mostram lactato sérico de 6,2 mmol/L, gasometria com pH 7,28, HCO3- 16 mEq/L, hemograma com leucocitose e desvio à esquerda.
Com base nos dados acima, o que classifica adequadamente o tipo de choque e a conduta a ser realizada?
A. Choque séptico; iniciar reanimação volêmica agressiva com soro fisiológico 0,9% em bolus de 40 mL/kg, antibioticoterapia empírica e dopamina como droga vasoativa de primeira escolha.
B. Choque cardiogênico secundário a miocardite; restringir expansão volêmica para 10 mL/kg, iniciar dobutamina precocemente e considerar diurético se houver sinais de congestão pulmonar.
C. Choque séptico; iniciar reanimação volêmica com ringer lactato 20 mL/kg em bolus, seguida de antibioticoterapia empírica e considerar epinefrina se não houver resposta adequada à expansão volêmica.
D. Choque misto; iniciar reanimação volêmica cautelosa com 15 mL/kg de solução salina, associar precocemente inotrópicos e vasopressores simultaneamente desde o início do tratamento.

Uma criança de 6 anos é trazida pelos pais com queixa de dificuldade para evacuar há aproximadamente 8 meses, iniciada após mudança de escola. A mãe relata que a criança apresenta evacuações a cada 4-5 dias, com fezes muito endurecidas e de grande volume, frequentemente entupindo o vaso sanitário. Durante o dia, observam episódios em que a criança cruza as pernas, contrai os glúteos e se esconde atrás de móveis, principalmente quando sente vontade de evacuar. Nas últimas semanas, começaram a aparecer manchas de fezes líquidas na roupa íntima. Ao exame físico, a criança apresenta-se em bom estado geral, sem distensão abdominal significativa, ausculta intestinal normal e, ao toque retal, ampola retal dilatada com presença de fezes de consistência endurecida.
Qual é a melhor conduta inicial?
A. Iniciar polietilenoglicol como medicamento de primeira escolha, associado a orientações comportamentais sobre horários regulares para tentativas de evacuação e dieta com quantidade adequada de fibras e líquidos.
B. Solicitar colonoscopia para investigação de possíveis causas orgânicas, considerando a presença de incontinência fecal e a duração prolongada dos sintomas.
C. Orientar apenas aumento do consumo de fibras, frutas e líquidos, estabelecendo horários fixos para as refeições e tentativas de evacuação, evitando medicações em criança desta faixa etária.
D. Prescrever supositórios de glicerina para uso conforme necessidade e orientações dietéticas gerais.

Mais conteúdos dessa disciplina