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Lactente de 8 meses com bronquiolite apresenta deterioração clínica progressiva durante internação. Inicialmente apresentava taquipneia, tiragem subcostal e saturação de oxigênio de 90% em ar ambiente. Nas últimas 6 horas, evoluiu com letargia crescente, redução do esforço respiratório e episódios de dessaturação. No momento da avaliação, encontra-se apático, com respiração superficial e irregular, cianose central, frequência cardíaca de 40 bpm e ausência de pulsos periféricos palpáveis. Durante o exame, perde subitamente a consciência, desenvolve apneia e evolui para assistolia ao monitor cardíaco.
Considerando a fisiopatologia predominante da parada cardiorrespiratória nesta faixa etária, qual a sequência de condutas iniciais?
A. Desfibrilação com 2 J/kg como primeira medida, considerando fibrilação ventricular como mecanismo mais provável.
B. Ventilação exclusiva com bolsa-valva-máscara e oxigênio a 100% por 2 minutos antes de iniciar compressões torácicas.
C. Administração imediata de adrenalina endovenosa na dose de 0,1 mg/kg seguida de compressões torácicas e ventilação.
D. Compressões torácicas efetivas imediatamente seguidas de ventilação com pressão positiva, aplicando a sequência C-A-B preconizada.
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Praticando Para o Saber

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Vamos analisar passo a passo a situação e as condutas iniciais na parada cardiorrespiratória (PCR) em lactente: - O lactente apresenta sinais de insuficiência respiratória grave evoluindo para parada cardiorrespiratória. - Em crianças, a PCR geralmente é causada por insuficiência respiratória (hipóxia), e não por arritmias primárias como fibrilação ventricular. - Portanto, a prioridade inicial é garantir a ventilação e oxigenação adequadas. - A sequência recomendada no suporte básico de vida pediátrico é iniciar com compressões torácicas seguidas de ventilação (sequência C-A-B: Compressão, via aérea, respiração). - A desfibrilação só é indicada se houver ritmo chocável (fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso), o que não é o caso mais comum em lactentes. - A administração de adrenalina é importante, mas não é a primeira medida imediata. Assim, a conduta correta é: D. Compressões torácicas efetivas imediatamente seguidas de ventilação com pressão positiva, aplicando a sequência C-A-B preconizada. Resposta correta: letra D.

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Criança de 5 anos, sexo feminino, é trazida ao pronto-socorro com história de febre há 4 dias, inicialmente tratada em casa com antitérmicos, evoluindo com prostração, recusa alimentar e tosse produtiva. Nas últimas 12 horas, os pais notaram piora do estado geral, com sonolência excessiva e extremidades frias. Antecedente de pneumonia viral há 6 meses, sem outras comorbidades. Ao exame físico: prostrada, pouco responsiva a estímulos, mucosas hipocoradas, tempo de perfusão capilar de 4 segundos, pulsos periféricos filiformes. Frequência cardíaca de 180 bpm, pressão arterial de 75 x 45 mmHg, frequência respiratória de 45 irpm, temperatura axilar de 38,8°C. Ausculta pulmonar revela diminuição do murmúrio vesicular em base direita com estertores crepitantes. Ausculta cardíaca com taquicardia, bulhas normofonéticas, sem sopros. Abdome no rebordo costal direito, baço não palpável. Exames laboratoriais mostram lactato sérico de 6,2 mmol/L, gasometria com pH 7,28, HCO3- 16 mEq/L, hemograma com leucocitose e desvio à esquerda.
Com base nos dados acima, o que classifica adequadamente o tipo de choque e a conduta a ser realizada?
A. Choque séptico; iniciar reanimação volêmica agressiva com soro fisiológico 0,9% em bolus de 40 mL/kg, antibioticoterapia empírica e dopamina como droga vasoativa de primeira escolha.
B. Choque cardiogênico secundário a miocardite; restringir expansão volêmica para 10 mL/kg, iniciar dobutamina precocemente e considerar diurético se houver sinais de congestão pulmonar.
C. Choque séptico; iniciar reanimação volêmica com ringer lactato 20 mL/kg em bolus, seguida de antibioticoterapia empírica e considerar epinefrina se não houver resposta adequada à expansão volêmica.
D. Choque misto; iniciar reanimação volêmica cautelosa com 15 mL/kg de solução salina, associar precocemente inotrópicos e vasopressores simultaneamente desde o início do tratamento.

Uma criança de 6 anos é trazida pelos pais com queixa de dificuldade para evacuar há aproximadamente 8 meses, iniciada após mudança de escola. A mãe relata que a criança apresenta evacuações a cada 4-5 dias, com fezes muito endurecidas e de grande volume, frequentemente entupindo o vaso sanitário. Durante o dia, observam episódios em que a criança cruza as pernas, contrai os glúteos e se esconde atrás de móveis, principalmente quando sente vontade de evacuar. Nas últimas semanas, começaram a aparecer manchas de fezes líquidas na roupa íntima. Ao exame físico, a criança apresenta-se em bom estado geral, sem distensão abdominal significativa, ausculta intestinal normal e, ao toque retal, ampola retal dilatada com presença de fezes de consistência endurecida.
Qual é a melhor conduta inicial?
A. Iniciar polietilenoglicol como medicamento de primeira escolha, associado a orientações comportamentais sobre horários regulares para tentativas de evacuação e dieta com quantidade adequada de fibras e líquidos.
B. Solicitar colonoscopia para investigação de possíveis causas orgânicas, considerando a presença de incontinência fecal e a duração prolongada dos sintomas.
C. Orientar apenas aumento do consumo de fibras, frutas e líquidos, estabelecendo horários fixos para as refeições e tentativas de evacuação, evitando medicações em criança desta faixa etária.
D. Prescrever supositórios de glicerina para uso conforme necessidade e orientações dietéticas gerais.

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