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Neurologia

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Um paciente de 63 anos, em fase subaguda de recuperação neurológica, participa de avaliação fonoaudiológica após ter apresentado lesão cerebral em hemisfério dominante. Na conversa espontânea, ele produz poucas palavras, tem dificuldade importante para iniciar respostas e parece depender de muitos estímulos do interlocutor para manter o diálogo. Quando solicitado a comentar sobre sua rotina, responde de modo econômico, com baixa iniciativa verbal e narrativas pouco desenvolvidas. Apesar disso, chama a atenção o fato de conseguir repetir palavras e frases curtas com desempenho consideravelmente melhor do que aquele observado em sua fala espontânea. A compreensão auditiva para ordens simples está relativamente preservada, e a nomeação apresenta algumas falhas, mas o traço mais marcante é a discrepância entre a escassez da fala proposicional e a capacidade de repetição. A família relata que ele “fala pouco por conta própria”, porém, quando alguém diz algo e pede para repetir, o faz de maneira mais eficiente do que quando precisa criar a própria frase. Para os estudantes, o caso é importante porque mostra como a análise isolada da fluência não basta. É necessário cruzar os eixos clínicos
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Claudia Cavalcante

há 2 meses

Respostas

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Ed Verified user icon

há 2 meses

O quadro descrito é compatível com uma afasia de Broca (afasia não fluente), caracterizada por fala escassa, esforço para iniciar respostas, baixa iniciativa verbal e narrativas pouco desenvolvidas. A compreensão auditiva para ordens simples está relativamente preservada, o que é típico dessa afasia. A capacidade de repetição relativamente preservada, especialmente para palavras e frases curtas, sugere que a via de repetição está menos comprometida, o que pode indicar um quadro próximo à afasia de Broca clássica ou uma variante com preservação parcial da repetição. Portanto, a principal característica clínica é a discrepância entre a fala proposicional escassa e a repetição relativamente preservada, reforçando a importância de avaliar não só a fluência, mas também a repetição, compreensão e nomeação para um diagnóstico preciso. Em resumo: - Lesão no hemisfério dominante (geralmente esquerdo). - Fala não fluente, esforço para iniciar fala, baixa iniciativa. - Compreensão auditiva preservada para ordens simples. - Repetição melhor que fala espontânea. - Nomeação com algumas falhas. - Diagnóstico provável: afasia de Broca. Esse caso destaca a necessidade de avaliação multidimensional na afasia, cruzando fluência, compreensão, repetição e nomeação para um diagnóstico e planejamento terapêutico adequados.

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Samuel Do LibrasBrasil

há 2 meses

Afasia transcortical motora.


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