Há mais de três mil anos, a humanidade assiste a uma das suas maiores aventuras: consciência e razão passam a integrar a história dos homens. Segundo Schirato (1990), a razão, associada à faculdade do espírito humano de conhecer eventos que envolvam o homem e a natureza, acabou por promover o conhecimento científico. A razão, que desde o início de sua caminhada embasou-se de noções como causa e princípio, tornou-se uma ciência própria da inteligência, que, para Aristóteles, era a filosofia. Dentro desse contexto, a filosofia tornou-se uma forma de saber especial, que busca a verdade da relação homem-mundo. (...)Atualmente, nossa civilização está vivenciando uma crise cujo eixo aglutinador envolve as questões ambientais. Aí, nesse caráter ambíguo da crise, na busca incessante do destrutivo ao criativo, está a filosofia, com seu caráter crítico, envolvida continuamente com a interrogação, buscando a resposta que aproxime o homem e a realidade. A crise atual: como chegamos a ela? Um fato que ficou claro desde os anos 70 é que o problema ambiental, embora possa apresentar diferenças nacionais e regionais, é antes de mais nada planetário, global. A longo prazo, de nada adianta,