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A Lei nº 15.040/2024, em seu art. 1º, prevê que "pelo contrato de seguro, a seguradora obriga-se, mediante o pagamento do prêmio equivalente, a garantir interesse legítimo do segurado ou do beneficiário contra riscos predeterminados", razão pela qual é comum uma pessoa contratar um seguro para se ver coberta caso venha a causar prejuízo a outrem. Com base nesse artigo, confira a situação abaixo: Durante suas férias em família no litoral catarinense, Cirilo se envolveu em um acidente de trânsito que resultou em prejuízos materiais e leves escoriações nos ocupantes dos veículos envolvidos. Três meses após o ocorrido, já de volta ao seu domicílio, ele foi surpreendido por uma citação judicial referente a uma ação indenizatória movida por Marcos, passageiro do outro veículo, que pleiteava o valor de R$ 10.000,00 a título de danos materiais e R$ 5.000,00 a título de danos morais. Ao procurar um advogado, Cirilo foi orientado a incluir sua seguradora no processo, uma vez que sua apólice de seguro continha cláusula prevendo a cobertura de danos causados a terceiros. Contatada, a seguradora confirmou a cobertura dos danos materiais, mas negou a responsabilidade pelos danos morais, sob o argumento de que não havia cláusula específica nesse sentido, embora o contrato previsse, de forma genérica, a "cobertura de danos a terceiros", sem especificar a natureza dos danos cobertos. Diante dessa situação, e à luz da jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, é correto afirmar que: A. o posicionamento da seguradora está correto, pois não há cláusula prevendo a cobertura de danos morais a terceiro. B. a posição da seguradora é equivocada, pois no contrato de seguro por danos pessoais estão compreendidos os danos morais, salvo cláusula expressa de exclusão. C. a seguradora não pode ser acionada judicialmente, pois não tem nenhuma relação com o acidente, mesmo que seja litisconsórcio o segurado. D. a seguradora deverá arcar com todos os danos suportados, no limite da apólice contratada, ainda que conste cláusula expressa de exclusão de danos morais. E. a seguradora deverá arcar com todos os danos suportados, sendo que os danos morais podem estar acima do limite da apólice contratada, pois têm natureza de dano à personalidade, sendo, pois, um direito indisponível.
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giovane junior

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

Vamos analisar as alternativas com base na situação apresentada e na legislação pertinente. A. O posicionamento da seguradora está correto, pois não há cláusula prevendo a cobertura de danos morais a terceiro. - Essa opção ignora a jurisprudência que considera que, em contratos de seguro que cobrem danos a terceiros, os danos morais estão incluídos, a menos que haja uma cláusula específica de exclusão. B. A posição da seguradora é equivocada, pois no contrato de seguro por danos pessoais estão compreendidos os danos morais, salvo cláusula expressa de exclusão. - Esta opção está correta, pois a jurisprudência do STJ entende que danos morais são cobertos, a menos que haja uma exclusão clara no contrato. C. A seguradora não pode ser acionada judicialmente, pois não tem nenhuma relação com o acidente, mesmo que seja litisconsórcio o segurado. - Essa opção é incorreta, pois a seguradora tem responsabilidade em cobrir os danos, conforme o contrato. D. A seguradora deverá arcar com todos os danos suportados, no limite da apólice contratada, ainda que conste cláusula expressa de exclusão de danos morais. - Essa opção é incorreta, pois se houver uma cláusula de exclusão, a seguradora não arcará com esses danos. E. A seguradora deverá arcar com todos os danos suportados, sendo que os danos morais podem estar acima do limite da apólice contratada, pois têm natureza de dano à personalidade, sendo, pois, um direito indisponível. - Essa opção é incorreta, pois os danos morais, mesmo sendo direitos indisponíveis, devem respeitar o limite da apólice contratada. Portanto, a alternativa correta é: B. a posição da seguradora é equivocada, pois no contrato de seguro por danos pessoais estão compreendidos os danos morais, salvo cláusula expressa de exclusão.

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