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95 desaparecidas, que tenham em sua história alguma relação com as drogas. “Esse lugar respira o problema da droga. O usuário de crack muitas vezes é tratado de forma hostil. Essa é uma forma de as pessoas passarem por aqui e olharem duas vezes para aquilo que a sujeira esconde. E que, na verdade, elas não veem porque não querem”, diz. SIMÕES, L. Disponível em: www.otempo.com.br. Acesso em: 3 fev. 2015 (adaptado). A arte pode representar padrões de beleza ou ter o propósito de questioná-los, permitindo que a sociedade reveja valores e preconcei- tos. O artista Drin Cortes utiliza da técnica do grafite reverso com o objetivo de a) ressaltar o descaso do poder público com a limpeza. b) evidenciar a humanidade dos usuários de drogas. c) apresentar a estética da paisagem urbana. d) destacar a poética dos espaços públicos. e) debater o perigo da poluição. 3. (Enem) Chamou-me o bragantino e levou- -me pelos corredores e pátios até ao hospício propriamente. Aí é que percebi que ficava e onde, na seção, na de indigentes, aquela em que a imagem do que a Desgraça pode so- bre a vida dos homens é mais formidável. O mobiliário, o vestuário das camas, as camas, tudo é de uma pobreza sem par. Sem fazer monopólio, os loucos são da proveniência mais diversa, originando-se em geral das camadas mais pobres da nossa gente pobre. São de imigrantes italianos, portugueses e outros mais exóticos, são os negros roceiros, que teimam em dormir pelos desvãos das ja- nelas sobre uma esteira esmolambada e uma manta sórdida; são copeiros, cocheiros, mo- ços de cavalariça, trabalhadores braçais. No meio disto, muitos com educação, mas que a falta de recursos e proteção atira naquela geena social. BARRETO, L. Diário do hospício e O cemitério dos vivos. São Paulo: Cosac & Naify, 2010. No relato de sua experiência no sanatório onde foi interno, Lima Barreto expõe uma realidade social e humana marcada pela ex- clusão. Em seu testemunho, essa reclusão demarca uma a) medida necessária de intervenção terapêuti- ca. b) forma de punição indireta aos hábitos desre- grados. c) compensação para as desgraças dos indiví- duos. d) oportunidade de ressocialização em um novo ambiente. e) conveniência da invisibilidade a grupos vul- neráveis e periféricos. 4. (Enem) O valor das coisas Você deve ter notado que a revista custa R$ 13. Não é pouco, eu sei. É mais que boa par- te das revistas — e olha que muitas delas têm papel mais grosso, mais brilhante, uma atitude mais arrogante, mais de quem sabe de tudo. Se você desembolsou R$ 13 para ler estas linhas, é porque, de alguma maneira, você enxergou valor aqui neste trabalho que nós fazemos. Temos muito orgulho disso, e muita consciência da responsabilidade que isso implica. Esta edição fala muito deste assunto: o va- lor das coisas. Ficar antenados nas ideias transformadoras que estão mudando a lógi- ca de tudo é nossa obrigação aqui na revis- ta. Acreditamos que, assim, entregaremos a você uma publicação que ajude a entender as coisas e a tomar as decisões certas para viver bem. É esse o meu compromisso com você. Prometo que vamos trabalhar duro todos os dias para que a revista valha cada centavo que você gasta conosco. Grande abraço, Diretor de Redação. BURGIERMAN, D. R. Superinteressante, ed. 317, abr. 2013 (adaptado). As cartas ao leitor, publicadas em revistas, valem-se de diversas estratégias argumenta- tivas, por meio das quais se busca construir uma relação de cumplicidade entre revista e público-alvo e promover a adesão do leitor à publicação. Nessa carta, constrói-se uma imagem de revista que a) busca o menor preço para garantir economia ao leitor. b) respeita o leitor e tem consciência de sua responsabilidade em fazer um trabalho de qualidade. c) assume diante do leitor sua diferença em re- lação a outras revistas que estão no merca- do. d) privilegia ideias transformadoras que estão mudando a lógica de tudo no mundo. e) justifica seu investimento porque precisa me- lhorar seu padrão gráfico. 5. (Enem) Inspiração no lixo O paulistano Jaime Prades, um dos precur- sores do grafite e da arte urbana, chegou ao lixo por sua intensa relação com as ruas de São Paulo. “A partir da década de 1980, pas- sei a perceber o desastre que é a ecologia urbana. Quando a gente fala em questão am- biental, sempre se refere à natureza, mas a crise ambiental urbana é forte”, diz Prades. Inspirado pela obra de Frans Krajcberg, há quatro anos Jaime Pradez decidiu construir