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Gramática| Material Complementar
Prof. Pablo Jamilk| https://www.facebook.com/pablo.jamilk
Regência Verbal e Nominal 
Sequenciando o nosso trabalho, vamos estudar um pouco de Regência. Essa matéria é simples e intuitiva. 
Para que você consiga entendê-la deverá fazer um pequeno esforço no sentido de reconhecer as relações entre as 
palavras em uma sentença. 
É evidente que existem regras, as quais devem ser respeitadas, nesse caso, elas aparecerão discriminadas 
em nosso material. Iniciemos com algumas definições e, posteriormente, passemos aos casos. 
Definição: 
Regência é a parte da Sintaxe que estuda a relação entre as palavras e seus possíveis complementos. Pode-
se dividi-la em duas partes fundamentais: 
– Regência Verbal: relação entre o verbo e seus possíveis complementos.
– O menino assistia ao jogo de seus amigos.
– Regência Nominal: relação entre substantivo, adjetivo ou advérbio e seus possíveis complementos.
• Substantivo:
– Não havia acesso aos documentos naquele estabelecimento.
• Adjetivo:
– Maria é orgulhosa de seus filhos.
• Advérbio:
– O candidato mora longe de sua cidade natal.
Na realidade, o estudo da regência leva tempo e depende muito da leitura. Ocorre que, em grande parte das 
questões, há verbos que são mais incidentes. Esses compõem os “casos fundamentais de estudo”. Isso é o que 
faremos a partir de então. 
Principais casos de Regência Verbal: 
Doravante, segue uma lista com alguns dos principais casos de regência verbal. Nessa lista, haverá o verbo e 
os sentidos que eles podem assumir. Lembre-se dos significados das siglas: VTD (verbo transitivo direto), VTI (verbo 
transitivo indireto), VB (verbo bitransitivo) e VI (verbo intransitivo). 
• Agradar:
– VTD: acariciar.
• A garota agradava seu animal de estimação.
– VTI (a): contentar.
• O aluno agradou ao professor com seu desempenho.
• Assistir:
– VTD: ajudar.
• O professor assistiu seus alunos.
– VTI (a): ver.
• O ministro assistiu à apresentação do evento.
– VTI (a): pertencer.
• Assiste ao homem o direito à vida.
– VI (em): morar.
• Assistiremos em Manaus até o dia da prova.
• Aspirar
– VTD: sorver
• À tarde, aspirava o perfume das flores.
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– VTI (a): ter em vista, desejar.
• Aspiramos ao cargo mais alto.
• Chegar / Ir: são verbos intransitivos
– Preposição “a” (indica destino). Nesse caso, a preposição introduz um Adjunto Adverbial.
• Chegaremos ao local mencionado.
• Irei ao salão horas mais tarde.
– Preposição “em” (indica estaticidade).
• Cheguei no trem à estação. (Estava dentro do trem)
• Irei no carro de Marina. (Dentro do carro)
– Ir a / para
Usualmente, identifica-se uma distinção entre “ir a algum lugar” e “ir para algum lugar”. Diz-se que quem vai “a” 
acaba por voltar; quem vai “para” não tem intenção de regressar. 
• Chamar: é VTD e admite as seguintes construções:
– Eu chamei seu nome.
– Eu chamei por seu nome.
– Eu chamei o concorrente de derrotado.
– Eu lhe chamei derrotado.
• Corroborar: é um VTD.
– A pesquisa corroborou a tese apresentada.
• Esquecer / Lembrar
– Sem pronome, sem preposição:
• Esqueceram os compromissos.
• Lembraram os compromissos.
– Com pronome, com preposição.
• Esqueceram-se dos compromissos.
• Lembraram-se dos compromissos.
• Ensinar
– Algo a alguém.
• Ensinei Gramática a meus alunos.
– Alguém a “verbo”.
• O menino ensinou seu amigo a jogar futebol.
• Implicar
– VTD: acarretar.
• Cada escolha implica uma renúncia.
– VTI (com): rivalizar.
• José implicava com as ideias de seu chefe.
– VTDI: envolver.
• Implicamos muito dinheiro na negociação.
• Morar / Residir (em): VI. A preposição introduz Adjunto Adverbial.
– O local em que moro aparenta ser antigo.
• Namorar: VTD
– Juliana namora seu amigo de infância.
• Obedecer / desobedecer: VTI (a)
– Não se deve desobedecer aos princípios éticos.
• Pagar: verbo bitransitivo.
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– O menino pagou a conta ao dono da venda. 
• Preferir: verbo bitransitivo. (Não é possível reforçar esse verbo, ou seja, usar expressões como “prefiro mil 
vezes” ou “prefiro mais”. Além disso, vea que a preposição correta é a preposição “a” e não “de”. ) 
– A mulher preferia o livro ao computador. 
• Querer: VTD. 
– Quero um bom resultado na prova. 
– Quando no sentido de desejar bem, usa-se com objeto direto preposicionado. 
• Eu quero bem a meus alunos. 
• Responder: VTI (a): 
– Responda às perguntas anteriores. 
• Simpatizar / Antipatizar: VTI (com) 
– Eu não simpatizo com essa música. 
• Suceder: 
– VTI: substituir. 
• Este governo sucedeu ao regime anterior. 
– VI: ocorrer. 
• Sucederam eventos terríveis. 
• Visar: 
– VTD: mirar. 
• O arqueiro visava o alvo vermelho. 
– VTI (a): pretender. 
• Aquele rapaz visava ao cargo de gerente. 
– VTD: assinar. 
• Meu pai visou aquele documento. 
• Perdoar: verbo bitransitivo 
– Eu perdoarei a dívida aos meus devedores. 
Há, com efeito, muitíssimos casos de regência verbal. Com o estudo progressivo, você irá descobrindo as 
nuances desse conteúdo, que é muito cativante. 
 
Regência Nominal 
 
Para a regência nominal, seria necessário – no mínimo – um dicionário, o que verdadeiramente costuma ser 
publicado. Na verdade, essa tabela abaixo demonstra apenas alguns casos de regência nominal. O importante é que, 
durante a leitura, você tenha a capacidade de perceber as preposições que aparecem ali, povoando o entorno 
desses termos. Desse modo, a noção de regência fica mais intuitiva para quem está lendo. Veja os exemplos 
seguintes: 
 
Substantivos Adjetivos Advérbios 
Admiração por Acessível a, para Longe de 
Aversão a, por Acostumado com, a Perto de 
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Capacidade de, para Ávido por, de 
Obediência a Fácil de 
Ojeriza a, por, de Favorável a 
Além desse tipo de questão, você encontrará muitíssimas associadas à matéria de crase. Por essa razão, talvez você 
encontre questões semelhantes quando estiver resolvendo as que envolvem o conhecimento relativo ao emprego 
do acento grave. 
Questões 
Questão 1: FCC - AJ TRF3/TRF 3/Apoio Especializado/Arquivologia/2014 
Assunto: Sintaxe 
Em nossa cultura, ...... experiências ...... passamos soma-se ...... dor, considerada como um elemento formador do 
caráter, contexto ...... pathos pode converter-se em éthos. 
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada: 
a) às − porque − a − em que
b) às − pelas quais − à − de que
c) as − que − à − com que
d) às − por que − a − no qual
e) as − por que − a − do qual
Questão 2: FCC - AJ TRT19/TRT 19/Judiciária/Oficial de Justiça Avaliador Federal/2014 
Assunto: Sintaxe 
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo. 
Ainda aluna de medicina, Nise da Silveira se horrorizou ao ver o professor abrir com um bisturi o corpo de uma jia e 
deixar à mostra, pulsando, seu pequenino coração. 
Esse fato define a mulher que iria revolucionar o tratamento da esquizofrenia e pôr em questão alguns dogmas 
estéticos em vigor mesmo entre artistas antiacadêmicos e críticos de arte. 
A mesma sensibilidade à flor da pele que a fez deixar, horrorizada, a aula de anatomia, levou-a a se opor ao 
tratamento da esquizofrenia em voga na época em que se formou: o choque elétrico, o choque insulínico, o choque 
de colabiosol e, pior do que tudo, a lobotomia, que consistia em secionar uma parte do cérebro do paciente. Tomou-
se de revoltacontra tais procedimentos, negando-se a aplicá-los nos doentes a ela confiados. Foi então que o diretor 
do hospital, seu amigo, disse-lhe que não poderia mantê-la no emprego, a não ser em outra atividade que não 
envolvesse o tratamento médico. − Mas qual?, perguntou ela. − Na terapia ocupacional, respondeu-lhe o diretor. 
A terapia ocupacional, naquela época, consistia em pôr os internados para lavar os banheiros, varrer os quartos e 
arrumar as camas. Nise aceitou a proposta e, em pouco tempo, em lugar de faxina, os pacientes trabalhavam em 
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ateliês improvisados, pintando, desenhando, fazendo modelagem com argila e encadernando livros. Desses ateliês 
saíram alguns dos artistas mais criativos da arte brasileira, cujas obras passaram a constituir o hoje famosíssimo 
Museu de Imagens do Inconsciente do Centro Psiquiátrico Nacional, situado no Engenho de Dentro, no Rio. 
É que sua visão da doença mental diferia da aceita por seus companheiros psiquiatras. Enquanto, para estes, a 
loucura era um processo progressivo de degenerescência cerebral, que só se poderia retardar com a intervenção 
direta no cérebro, ela via de outro modo, confiando que o trabalho criativo e a expressão artística contribuiriam para 
dar ordem e equilíbrio ao mundo subjetivo e afetivo tumultuado pela doença. 
Por isso mesmo acredito que o elemento fundamental das realizações e das concepções de Nise da Silveira era o 
afeto, o afeto pelo outro. Foi por não suportar o sofrimento imposto aos pacientes pelos choques que ela buscou e 
inventou outro caminho, no qual, em vez de ser vítima da truculência médica, o doente se tornou sujeito criador, 
personalidade livre capaz de criar um universo mágico em que os problemas insolúveis arrefeciam. 
(Adaptado de: GULLAR, Ferreira. A Cura pelo Afeto. Resmungos, São Paulo: Imprensa Oficial, 2007) 
Desses ateliês saíram alguns dos artistas mais criativos... 
O segmento cujo verbo possui, no contexto, o mesmo tipo de complemento do grifado acima é: 
a) ...sua visão da doença mental diferia da aceita por seus companheiros...
b) ... em que os problemas insolúveis arrefeciam.
c) ... a loucura era um processo progressivo de degenerescência...
d) ... e inventou outro caminho...
e) ... o doente se tornou sujeito criador, personalidade livre...
Questão 3: FCC - TJ TRT2/TRT 2/Administrativa/Segurança/2014 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão. 
No dia 9 de janeiro de 1921, um sortido grupo reuniu-se no salão de festas do badalado restaurante Trianon, no alto 
da aprazível avenida Paulista, para um banquete em homenagem a Menotti Del Picchia, que lançava uma edição do 
poema Máscaras. 
Situado na área hoje ocupada pelo MASP, o Trianon era uma espécie de restaurante-pavilhão, com salão de chá e de 
festas. Inaugurado em 1916, tornara-se um dos centros da vida social paulistana, com seus bailes, concertos, 
aniversários, casamentos e banquetes. 
Naquele domingo de verão, ilustres integrantes do mundo cultural e político foram prestigiar o escritor e redator 
político do Correio Paulistano, homem de amplo arco de amizades. 
Mário de Andrade, que estava presente, escreveu sobre a festa na edição da Ilustração Brasileira. Impressionou-se 
com a diversidade dos convidados, um séquito de homens das finanças, poetas e escritores da velha e da jovem 
guarda. 
Figurões revezaram-se na tribuna, até chegar a vez de Oswald de Andrade, que faria soar, nas palavras de Mário de 
Andrade, “o clarim dos futuristas” − aquela gente “do domínio da patologia”, como gostavam de escrever “certos 
críticos passadistas, num afanoso rancor pelas auroras”. 
O tribuno foi logo avisando que não gostaria de confundir sua voz com o cantochão dos conservadores. Juntava-se à 
louvação a Menotti, mas “numa tecla de sonoridade diferente”, em nome “de um grupo de orgulhosos cultores da 
extremada arte de nosso tempo”. Para selar o pertencimento de Menotti ao clã dos modernos, a máscara de seu 
rosto, esculpida por Victor Brecheret, lhe era ofertada. Disse Oswald: “Examina a máscara que te trazemos em 
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bronze. Produziu-a de ti a mão elucidadora de Victor Brecheret que, com Di Cavalcanti e Anita Malfatti, afirmou que 
a nossa terra contém uma das mais fortes, expressivas e orgulhosas gerações de criadores”. 
Não poderia faltar ao discurso a exaltação do dinamismo paulista, pano de fundo da inquietação dos novos artistas e 
escritores. Num mundo − dizia o orador futurista − em que o pensamento e a ação se deslocavam da Europa para os 
“países descobertos pela súplica das velas europeias”, São Paulo surgia como uma espécie de terra prometida da 
modernidade. Com suas chaminés e seus bairros em veloz expansão, a cidade agitava as “profundas revoluções 
criadoras de imortalidades”. 
E, se a capital bandeirante podia promover aquela festa e nela ofertar uma “obra-prima” de Brecheret ao 
homenageado, isso significava que uma etapa do processo de arejamento das mentalidades já estava vencida. 
Na avaliação de Mário da Silva Brito, o que se viu no Trianon foi o lançamento oficial do movimento modernista em 
território hostil − um “ataque de surpresa no campo do adversário distraído”. Ao que parece, entretanto, a distração 
do respeitável público foi mais funda − a ponto de poucos terem notado que as palavras ali proferidas representavam 
um “ataque”. Oswald foi aplaudido por passadistas, futuristas e demais presentes. “Todos estavam satisfeitos 
porque se julgavam incorporados à ‘meia dúzia’ de que falara o audaz”, ironizou Mário de Andrade. 
(Adaptado de GONÇALVES, Marcos Augusto. 1922: A semana que não terminou. São Paulo, Cia. das Letras, 2012, 
formato ebook) 
Para selar o pertencimento de Menotti ao clã dos modernos... 
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está em: 
a) ... de que falara o audaz...
b) ... o Trianon era uma espécie de restaurante-pavilhão...
c) ... a nossa terra contém uma das mais fortes (...) gerações de criadores...
d) ... ironizou Mário de Andrade.
e) ... até chegar a vez de Oswald de Andrade...
Questão 4: FCC - TJ TRT2/TRT 2/Administrativa/"Sem Especialidade"/2014 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Observadas a regência e a flexão verbal, está correta a seguinte frase: 
a) A casa que, na época, nos instalamos era a que podíamos pagar, mas tínhamos um pacto: se todos se
mantessem firmes em seus empregos, moraríamos melhor. 
b) Aborreceu-se de tanta conferência de abaixo-assinados e requis transferência para outro setor da
administração. 
c) Dizem que é ele que obstroi a discussão, por isso, para defender-se, aludiu o nome do responsável pelo
atraso. 
d) Medio, sim, seu encontro com esse advogado mais experiente, pois sei como você está temeroso pelo poder
de argumentação do promotor. 
e) Ressentiu-se, com razão, da oposição da prima, e pensou que, se expusesse com calma seus motivos, poderia
obter sua concordância. 
Questão 5: FCC - TJ TRF3/TRF 3/Administrativa/Segurança e Transporte/2014 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: Para responder à questão de número, considere o texto abaixo. 
O barulho é um som de valor negativo, uma agressão ao silêncio ou simplesmente à tranquilidade necessária à vida 
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em comum. Causa um incômodo àquele que o percebe como um entrave a seu sentimento de liberdade e se sente 
agredido por manifestações que não controla e lhe são impostas, impedindoo de repousar e desfrutar 
sossegadamente de seuespaço. Traduz uma interferência dolorosa entre o mundo e o eu, uma distorção da 
comunicação em razão da qual as significações se perdem e são substituídas por uma informação parasita que 
provoca desagrado ou aborrecimento. 
O sentimento do barulho surge quando as sonoridades do ambiente perdem sua dimensão de sentido e se impõem 
como uma agressão irritante, da qual não há como se defender. Mas esse sentimento põe em relevo um contexto 
social e a interpretação que o indivíduo faz do ambiente sonoro em que se encontra. Às vezes o mesmo som é 
inversamente percebido por outra pessoa como um invólucro que lhe é indiferente. No limite, o barulho constante 
das ruas acaba sendo abafado, ao passo que os excessos sonoros dos vizinhos são percebidos como indesejáveis e 
como violações da intimidade pessoal. Os barulhos produzidos por nós mesmos não são percebidos como incômodo: 
eles têm um sentido. Quem faz barulho são sempre os outros. 
O sentimento do barulho se difundiu, sobretudo, com o nascimento da sociedade industrial − e a modernidade o 
intensificou de maneira desmesurada. O desenvolvimento técnico caminhou de mãos dadas com a penetração 
ampliada do barulho na vida cotidiana e com uma crescente impotência para controlar os excessos. À profusão de 
barulhos produzidos pela cidade, à circulação incessante dos automóveis, nossas sociedades acrescentam novas 
fontes sonoras com os televisores ligados e a música ambiente que toca no interior das lojas, dos cafés, dos 
restaurantes, dos aeroportos, como se fosse preciso afogar permanentemente o silêncio. Nesses lugares troca-se a 
palavra por um universo de sons que ninguém escuta, que enervam às vezes, mas que teriam o benefício de emitir 
uma mensagem tranquilizante. Antídoto ao medo difuso de não se ter o que dizer, infusão acústica de segurança cuja 
súbita ruptura provoca um desconforto redobrado, a música ambiente tornou-se uma arma eficaz contra certa fobia 
do silêncio. Esse persistente universo sonoro isola as conversas particulares ou encobre os devaneios, confinando 
cada um em seu espaço próprio, equivalente fônico dos biombos que encerram os encontros em si mesmos, criando 
uma intimidade pela interferência sonora assim forjada em torno da pessoa. 
Nossas cidades são particularmente vulneráveis às agressões sonoras; o barulho se propaga e atravessa grandes 
distâncias. As operações de liquidação do silêncio existem em abundância e sitiam os lugares ainda preservados, 
incultos, abandonados à pura gratuidade da meditação e do silêncio. A modernidade assinala uma tentativa difusa 
de saturação do espaço e do tempo por uma emissão sonora sem fim. Pois, aos olhos de uma lógica produtiva e 
comercial, o silêncio não serve para nada, ocupa um tempo e um espaço que poderiam se beneficiar de um uso mais 
rentável. 
(LE BRETON, David. O Estado de S. Paulo, Aliás, 2 de junho de 2013, com adaptações) 
Mas esse sentimento põe em relevo um contexto social... (2º parágrafo) 
O verbo que apresenta o mesmo tipo de complemento exigido pelo grifado acima está em: 
a) ... e a modernidade o intensificou de maneira desmesurada.
b) ... e desfrutar sossegadamente de seu espaço.
c) ... como um invólucro que lhe é indiferente.
d) ... e a música ambiente que toca no interior das lojas...
e) O desenvolvimento técnico caminhou de mãos dadas...
Questão 6: FCC - TJ TRT19/TRT 19/Administrativa/2014 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: Para responder à questão, considere os textos I e II. 
Texto I 
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Tudo é grandioso na Amazônia, o maior bloco remanescente de floresta tropical do planeta. Com pouco mais de 6,8 
milhões de quilômetros quadrados, espalha-se por nove países da América do Sul − a maior parte está no Brasil, que 
detém 69% da área coberta pela floresta. Estima-se ainda que ela abrigue quase 25% de todas as espécies de seres 
vivos da Terra, além de 35 milhões de pessoas (20 milhões somente no Brasil). A Amazônia tem também a maior 
bacia fluvial do mundo, fundamental para a drenagem de vários países e para a geração de chuvas. É o maior 
reservatório de água doce do planeta, com cerca de 20% de toda a água doce disponível. Por isso, é um dos 
reguladores do clima e do equilíbrio hídrico da Terra. 
Apesar de tanta grandiosidade, são as alterações em pequena escala, como a abertura de clareiras para a extração 
seletiva de madeira, que podem representar uma das principais ameaças à conservação do ecossistema, destaca o 
biólogo Helder Queiroz, diretor do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. De modo geral, explica 
Queiroz, as principais ameaças à Amazônia estão hoje associadas às práticas que levam direta ou indiretamente à 
perda de hábitats e à redução de populações de plantas e de animais. "Muitas árvores com 
madeira de grande valor comercial são fundamentais para a alimentação de diversos animais", diz Queiroz. 
Hoje, a perda de ambientes naturais é maior numa região conhecida como Arco do Desmatamento, que se estende 
do sul ao leste da Amazônia Legal − uma área de 5 milhões de km2 que engloba oito estados. O Arco do 
Desmatamento, definido pela fronteira da expansão agropecuária − que converte grandes extensões de floresta em 
pastagens −, concentra cerca de 56% da população indígena do país. 
As regiões de várzea, em terrenos mais baixos, no interior da floresta amazônica, também têm atraído a atenção do 
poder público durante a elaboração de estratégias de conservação do ecossistema. Boa parte dessa região é 
inundada pelas chamadas águas brancas, de origem andina, ricas em sedimentos e nutrientes. Nesses trechos, a 
vegetação tende a ser mais abundante. Devido a essa riqueza em recursos naturais, as florestas de várzea sofrem 
mais com a constante ocupação humana. Todas as grandes cidades amazônicas, e boa parte das pequenas, estão 
localizadas nessas áreas. 
(Adaptado de: ANDRADE, Rodrigo de Oliveira, Pesquisa Fapesp, outubro de 2013. p. 58-60) 
Texto II 
Em 1985, depois de examinar com atenção a intensa urbanização da Amazônia, que nas últimas décadas do século 
XX acusou as maiores taxas do Brasil, a geógrafa política Bertha Koiffmann Becker (que morreu em julho de 2013) 
lançou a expressão "floresta urbanizada" para definir a região, valorizada até então apenas pelas matas. Ela preferia 
usar a expressão Arco do Povoamento Consolidado em vez da mais comum, Arco do Desmatamento, para designar 
as áreas de ocupação humana nas bordas da floresta, pela simples razão de que essa área está ocupada por muitas 
cidades grandes, estradas e plantações de soja, além de pecuária e mineração. 
Bertha Becker argumentava que era preciso pensar o desenvolvimento da floresta, não apenas sua preservação. Suas 
conferências, os debates com colegas acadêmicos e com homens do governo e os 19 livros que publicou ajudaram a 
enriquecer a visão sobre a Amazônia, hoje vista como um espaço complexo, resultante da interação de forças 
políticas e econômicas. Seu trabalho influenciou a elaboração de novas estratégias para a organização desse 
território. 
(Adaptado de: Pesquisa Fapesp, agosto de 2013. p. 56) 
 A Amazônia tem também a maior bacia fluvial do mundo... (1o parágrafo) 
 Nas frases transcritas do Texto I, o verbo que exige o mesmo tipo de complemento do grifado acima está em: 
a) ... a perda de ambientes naturais é maior numa região...
b) ... a maior parte está no Brasil...
c) ... as florestas de várzea sofrem mais com a ocupação humana.
d) ... que levam direta ou indiretamente à perda de hábitats...
e) ... que detém 69% da área coberta pela floresta.
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Questão 7: FCC - TJ TRT19/TRT 19/Administrativa/2014 
Assunto: RegênciaNominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: Para responder à questão, considere os textos III e IV. 
Texto III 
Este caderno de Jorge de Lima bem que se poderia chamar "as impressões dum homem que esteve no cárcere". E são 
estes poemas mesmo um canto comovido à terra de que ele esteve segregado. E há neles qualquer coisa das 
surpresas e dos espantos que sofre um homem que tudo via em névoa, ao sair de uma operação de catarata. As 
cores como que vivem com outra intensidade. 
Tudo isso nos versos de Jorge de Lima está contado com muita força e comoção. Da boa e legítima comoção que é a 
que vem da simplicidade, que é a que sai das fontes mais preciosas do coração. [...] 
É vinda de dentro da terra, da vida sentimental do Nordeste, a maior parte dos poemas desse caderno. Quem os 
escreveu fez como um desterrado que a saudade conduziu ao retorno. E que voltasse com todos os sentidos atacados 
de fome. E se encontra o Nordeste por toda a parte em seus poemas. [...] É ainda no caráter puramente regionalista 
de sua poesia que se distingue o Sr. Jorge de Lima. Porque o seu regionalismo não é um limite à sua emoção e não 
tem por outra parte o caráter de partido político daquele que rapazes de S.Paulo oferecem ao país com as 
insistências de anúncios de remédio. O regionalismo do jovem poeta nordestino é a sua emoção mais que a sua 
ideologia. O Nordeste não vem em sua poesia como um tema ou uma imposição doutrinária, vem como a expressão 
lírica de um nordestino evocar a sua terra. 
(Nota preliminar a Poemas escolhidos. REGO, José Lins do. in: LIMA, Jorge de. Poesias completas. Rio de Janeiro: José 
Aguilar Editora, 1974, vol. I, p. 140-142) 
Texto IV 
Já uma vez me afoitei a sugerir esta ideia: a necessidade de reconhecer-se um movimento distintamente nordestino 
de renovação das letras, das artes, da cultura brasileira − movimento dos nossos dias que, tendo se confundido com a 
expansão do muito mais opulento "modernismo" paulista-carioca, teve, entretanto, condições próprias − 
"ecológicas", poderia dizer-se com algum pedantismo − de formação, aparecimento e vida. 
Desse "movimento do Nordeste" pode-se acrescentar que foi uma espécie de parente pobre, capaz de dar ao rico 
valores já quase despercebidos de outras partes do Brasil e necessitados apenas dos novos estímulos vindos do Sul e 
do estrangeiro para se integrarem no conjunto de riqueza circulante e viva constituída por elementos genuinamente 
brasileiros, essenciais ao desenvolvimento da nossa cultura em expressão honesta do nosso ethos, da nossa história e 
da nossa paisagem e em instrumento de nossas aspirações e tendências sociais como povo tanto quanto possível 
autônomo e criador. [...] 
Experiência brasileira não falta a Jorge de Lima: ele é bem do Nordeste. Não lhe falta o contato com a realidade afro-
nordestina. E há poemas seus em que os nossos olhos, os nossos ouvidos, o nosso olfato, o nosso paladar se juntam 
para saborear gostos e cheiros de carne de mulata, de massapê, de resina, de muqueca, de maresia, de sargaço; para 
sentir cores e formas regionais que dão presença e vida, e não apenas encanto literário, às sugestões das palavras: 
que parecem lhes dar outras condições de vida além da tecnicamente literária. [...] 
Jorge de Lima, um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos, [...] põe o estrangeiro que se aproxima da 
poesia brasileira em contato com uma das nossas maiores riquezas: a interpretação de culturas, entre nós tão livre, 
ao lado do cruzamento de raças. Dois processos através dos quais o Brasil vai-se adoçando numa das comunidades 
mais genuinamente democráticas e cristãs do nosso tempo. 
(Nota preliminar a Poemas negros. FREYRE, Gilberto in: LIMA, Jorge de. Poesias completas. Rio de Janeiro: José 
Aguilar Editora, 1974, v. I, p. 157 e 158) 
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E são estes poemas mesmo um canto comovido à terra de que ele esteve segregado. (Texto III, 1o parágrafo) 
A expressão grifada acima deverá preencher corretamente a lacuna existente em: 
a) Na época ...... o poeta esteve preso a regras, seus versos perderam muito em emoção lírica. 
b) O artificialismo ...... se prendem alguns poetas compromete a sincera expressão de seus sentimentos. 
c) A obra ...... se fala contém versos que demonstram o verdadeiro lirismo de seu autor. 
d) Os estímulos ...... um poeta compõe sua obra se originam na realidade vivida e transformada por ele. 
e) Despertam emoção aqueles versos ...... traduzem a sensibilidade de um reconhecido poeta. 
Questão 8: FCC - Proc Leg (CamMun SP)/CM SP/2014 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo. 
Notícias sobre o fim do livro 
Sobre o fim do livro e da era Gutenberg, tenho duas breves histórias para contar. 
A primeira é um sonho, ou um pesadelo: um chip armazena uma biblioteca universal, cujo acervo é renovado por um 
piscar de olhos. Esse chip seria implantado no ombro, na perna ou no órgão mais vital do corpo: o coração do leitor. 
Bilhões de palavras no coração: há algo mais sublime? Com esse chip cravado no corpo, o leitor não teria necessidade 
de olhar para uma tela: a página escrita apareceria no ar, como uma holografia. Textos soltos no espaço, sem 
qualquer suporte. Meu sonho (ou pesadelo) parou por aí. 
A outra história é coisa do passado. Conheci um piauiense, de nome Donato, dono de uma pequena pastelaria na 
rodoviária de São Paulo. Contou-me ele que aprendeu a ler com uma velha, vizinha da tapera onde morava, no 
povoado miserável de Santo Antônio dos Milagres. E passou a ler de tudo, bula de medicamento, jornal velho, o que 
aparecesse. 
“E um dia li um livro”, disse Donato, emocionado. “Lia devagar, duas, três vezes cada frase, cada parágrafo. De vez 
em quando parava de ler para pensar. Era um jovem que não tinha onde cair morto. Quando ganhei um dinheirinho, 
abri a pastelaria. Um dia viajei para o Rio: queria conhecer o lugar em que havia sido publicado aquele livro, queria 
ver o edifício da editora. Não tive coragem de entrar: fiquei espiando na calçada, olhando a placa com o nome dela. 
Aí me deu vontade de fazer uma coisa, e fiz mesmo. Abracei as paredes, beijei as paredes da editora e beijei o livro 
que mudou a minha vida.” 
(Adaptado de: HATOUM, Milton − Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 199-200) 
É INADEQUADA a construção do segmento sublinhado na frase: 
a) Muita gente ainda prefere ler um livro impresso a visualizá-lo numa tela.
b) Minha preferência de leitura recai sobre os velhos livros impressos, e não sobre os virtuais.
c) A opinião que ele ousou expedir é a de que nada substitui o prazer de ler um livro de papel.
d) Gostaria que sempre me assistisse o direito de escolher entre um e outro tipo de leitura.
e) Quanto aos livros, ela acha preferível manuseá-los do que reconhecê-los num monitor.
Questão 9: FCC - Proc Leg (CamMun SP)/CM SP/2014 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: Para responder à questão, considere texto abaixo. 
Educação e ecologia 
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Dentro de um projeto educacional consistente, a ecologia teria uma dupla face: a de ciência multidisciplinar por 
natureza e a de antídoto contra a ideologia do crescimento bruto, deformação grotesca do ideal desenvolvimentista. 
Em face da destruição do ambiente, a escola deveria induzir o aluno a perguntar: o que o capital está fazendo com a 
nossa casa, a nossa paisagem, a nossa cidade? 
Parar para pensar: esse também seria o lema de um currículo que poderia explorar a fundo o significado e a prática 
dos direitos humanos. A disciplina central, aqui, é sempre a História, que ilumina as ciênciassociais, da economia à 
política, da antropologia à sociologia. A educação existe para nos dar renovado ânimo em face de um cotidiano que 
timbra em nos desanimar. 
(Adaptado de Alfredo Bosi − “Menos kits, melhores professores”. São Paulo: Carta Capital, ano XIX, n. 781) 
Ao formular uma proposta educacional ....... centro estaria a ecologia, o autor do texto ressalta a importância ...... se 
vêm revestindo os estudos do meio. 
Preenchem adequadamente as lacunas da frase acima, na ordem dada: 
a) aonde o − de cuja
b) onde o − pela qual
c) em cujo − de que
d) de cujo − em que
e) pela qual no − para a qual
Questão 10: FCC - Tec Admi (CamMun SP)/CM SP/2014 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo. 
Surge um radioator 
Adoniran Barbosa era tão talentoso e versátil que, para começar, era duas pessoas em uma: o ator e o cantor-
compositor. Primeiro surgiu o cantor-compositor, que fez pouco sucesso; depois revelou-se o ator, fazendo um 
sucesso tão grande que, nos anos 1960, muita gente se surpreenderia ao descobrir que Adoniran era também cantor-
compositor. Vejam o título que a revista Intervalo deu a uma nota de junho de 1964 em que comentava o 
lançamento do “Samba Italiano”: “ADONIRAN FAZ SAMBA”. 
Sim, hoje em dia esse título parece pleonástico, mas nos anos 1960, para o grande público, soava inusitado, já que 
Adoniran era mais conhecido como ator de rádio e televisão. Muito mais conhecido, aliás. Basta lembrarmos também 
que o selo de sua primeira gravação do “Samba do Arnesto”, de 1951, trazia um esclarecimento entre parênteses: 
“Adoniran Barbosa (Zé Conversa)”. 
Na mesma época, mais precisamente na edição de 15 de outubro de 1955, a Revista do Rádio noticiava uma grande 
revolução: Adoniran Barbosa, o popularíssimo ator, era também compositor. Vejam o título da matéria: “Só faltava 
fazer sambas... e Adoniran também fez”. E Adoniran estava tão estabelecido como ator que a referida nota da 
revista Intervalo, quase nove anos depois, ainda soava como grande notícia. 
Dissemos que Adoniran era duas pessoas em uma? Na verdade, várias, se lembrarmos Zé Conversa, Charutinho, Mr. 
Richard Morris e os tantos outros personagens que viveu no rádio e televisão. 
(MUGNAINI JR., Ayrton. Adoniran − Dá licença de contar... 2. ed., São Paulo: Editora 34, 2013. p. 43 e 45) 
... muita gente se surpreenderia ao descobrir que Adoniran era também cantor-compositor. 
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O verbo que possui o mesmo tipo de complemento que o destacado acima está empregado em: 
a) E Adoniran estava tão estabelecido como ator...
b) Primeiro surgiu o cantor-compositor...
c) Sim, hoje em dia esse título parece pleonástico...
d) Adoniran Barbosa era tão talentoso e versátil...
e) ... a Revista do Rádio noticiava uma grande revolução...
Questão 11: FCC - AJ TRT16/TRT 16/Judiciária/"Sem Especialidade"/2014 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: Para responder à questão, considere o texto de Barbosa e Rabaça. 
Leia com atenção o verbete abaixo, transcrito do Dicionário de comunicação, e as assertivas que o seguem. 
Responsabilidade social 
• (mk,rp) Adoção, por parte da empresa ou de qualquer instituição, de políticas e práticas organizacionais
socialmente responsáveis, por meio de valores e exemplos que influenciam os diversos segmentos das comunidades
impactadas por essas ações. O conceito de esponsabilidade social fundamenta-se no compromisso de uma
organização dentro de um ecossistema, onde sua participação é muito maior do que gerar empregos, impostos e
lucros. Seu objetivo básico é atuar no meio ambiente de forma absolutamente responsável e ética, inter-
relacionando-se com o equilíbrio ecológico, com o desenvolvimento econômico e com o equilíbrio social. Do ponto de
vista mercadológico, a responsabilidade social procura harmonizar as expectativas dos diferentes segmentos ligados
à empresa: consumidores, empregados, fornecedores, redes de venda e distribuição, acionistas e coletividade. Do
ponto de vista ético, a organização que exerce sua responsabilidade social procura respeitar e cuidar da comunidade,
melhorar a qualidade de vida, modificar atitudes e comportamentos através da educação e da cultura, conservar a
vitalidade da terra e a biodiversidade, gerar uma consciência nacional para integrar desenvolvimento e conservação,
ou seja, promover o desenvolvimento sustentável, o bem-estar e a qualidade de vida. Diz-se tb. responsabilidade
social corporativa ou RSC. V. ecossistema social, ética corporativa, empresa cidadã e marketing social.
(BARBOSA, Gustavo e RABAÇA, Carlos Alberto. 2.ed. rev. e atualizada. 
Rio de Janeiro: Elsevier, 2001 − 10a reimpressão, p. 639-40) 
O segmento do verbete que apresenta descuido quanto à regência é: 
a) Adoção [...] de políticas e práticas organizacionais socialmente responsáveis.
b) Seu objetivo básico é atuar no meio ambiente [...], inter-relacionando-se com o equilíbrio ecológico, com o
desenvolvimento econômico e com o equilíbrio social. 
c) a organização que exerce sua responsabilidade social procura respeitar e cuidar da comunidade.
d) a organização que exerce sua responsabilidade social procura [...] conservar a vitalidade da terra e a
biodiversidade. 
e) a organização que exerce sua responsabilidade social procura [...] promover o desenvolvimento sustentável, o
bem-estar e a qualidade de vida. 
Questão 12: FCC - TJ TRF4/TRF 4/Administrativa/"Sem Especialidade"/2014 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo. 
No campo da técnica e da ciência, nossa época produz milagres todos os dias. Mas o progresso moderno tem amiúde 
um custo destrutivo, por exemplo, em danos irreparáveis à natureza, e nem sempre contribui para reduzir a pobreza. 
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A pós-modernidade destruiu o mito de que as humanidades humanizam. Não é indubitável aquilo em que acreditam 
tantos filósofos otimistas, ou seja, que uma educação liberal, ao alcance de todos, garantiria um futuro de liberdade 
e igualdade de oportunidades nas democracias modernas. George Steiner, por exemplo, afirma que “bibliotecas, 
museus, universidades, centros de investigação por meio dos quais se transmitem as humanidades e as ciências 
podem prosperar nas proximidades dos campos de concentração”. “O que o elevado humanismo fez de bom para as 
massas oprimidas da comunidade? Que utilidade teve a cultura quando chegou a barbárie?” 
Numerosos trabalhos procuraram definir as características da cultura no contexto da globalização e da 
extraordinária revolução tecnológica. Um deles é o de Gilles Lipovetski e Jean Serroy, A cultura-mundo. Nele, 
defende-se a ideia de uma cultura global − a cultura-mundo − que vem criando, pela primeira vez na história, 
denominadores culturais dos quais participam indivíduos dos cinco continentes, aproximando-os e igualando-os 
apesar das diferentes tradições e línguas que lhes são próprias. 
Essa “cultura de massas” nasce com o predomínio da imagem e do som sobre a palavra, ou seja, com a tela. A 
indústria cinematográfica, sobretudo a partir de Hollywood, “globaliza” os filmes, levando-os a todos os países, a 
todas as camadas sociais. Esse processo se acelerou com a criação das redes sociais e a universalização da internet. 
Tal cultura planetária teria, ainda, desenvolvido um individualismo extremo em todo o globo. Contudo, a publicidade 
e as modas que lançam e impõem os produtos culturais em nossos tempos são um obstáculo a indivíduos 
independentes. 
O que não está claro é se essa cultura-mundo é cultura em sentido estrito, ou se nosreferimos a coisas 
completamente diferentes quando falamos, por um lado, de uma ópera de Wagner e, por outro, dos filmes de 
Hitchcock e de John Ford. 
A meu ver, a diferença essencial entre a cultura do passado e o entretenimento de hoje é que os produtos daquela 
pretendiam transcender o tempo presente, continuar vivos nas gerações futuras, ao passo que os produtos deste são 
fabricados para serem consumidos no momento e desaparecer. Cultura é diversão, e o que não é divertido não é 
cultura. 
(Adaptado de: VARGAS LLOSA, M. A civilização do espetáculo. Rio de Janeiro, Objetiva, 2013, formato ebook) 
Possuem os mesmos tipos de complemento os verbos grifados em: 
a) Essa “cultura de massas” nasce com o predomínio... // Um deles é o de Gilles Lipovetski...
b) A pós-modernidade destruiu o mito de que... // ... nossa época produz milagres todos os dias.
c) Essa cultura de massas nasce com o predomínio... // ... e nem sempre contribui para...
d) ... as ciências podem prosperar nas proximidades... // A pós-modernidade destruiu o mito de que...
e) ... nossa época produz milagres todos os dias. // ... o mito de que as humanidades humanizam.
Questão 13: FCC - AJ TRT13/TRT 13/Apoio Especializado/Arquivologia/2014 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão. 
O caldo cultural do Nordeste, particularmente do sertão, foi primordial na formação do paraibano Ariano Suassuna. 
A infância passada no sertão familiarizou o futuro escritor e dramaturgo com temas e formas de expressão artística 
que mais tarde viriam a influenciar o seu universo ficcional, como a literatura de cordel e o maracatu rural. Não só 
histórias e casos narrados foram aproveitados para o processo de criação de suas peças e romances, mas também 
todas as formas da narrativa oral e da poesia sertaneja foram assimiladas e reelaboradas por Suassuna. Suas obras 
se caracterizam justamente por isso, pelo domínio dos ritmos da poética popular nordestina. 
Com apenas 19 anos, Suassuna ligou-se a um grupo de jovens escritores e artistas. As atividades que o grupo 
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desenvolveu apontavam para três direções: levar o teatro ao povo por meio de apresentações em praças públicas, 
instaurar entre os componentes do conjunto uma problemática teatral e estimular a criação de uma literatura 
dramática de raízes fincadas na realidade brasileira, particularmente na nordestina. 
No final do século XIX, surgiu no Nordeste a chamadaliteratura de cordel. A primeira publicação de folheto no 
Nordeste, historicamente comprovada, aconteceu em 1870. 
O nome cordel originou-se do fato de os folhetos serem expostos em cordões, quando vendidos nas feiras livres. O 
principal nome do cordel foi Leandro Gomes de Barros, considerado por Ariano Suassuna “o mais genial de todos os 
poetas do romanceiro popular do Nordeste”. 
A peça Auto da Compadecida, de Suassuna, é uma releitura do folclore nordestino em linguagem teatral moderna. O 
enredo da peça é um trabalho de montagem e moldagem baseado em uma tradição muito antiga, que remonta aos 
autos medievais e mais diretamente a inúmeros autores populares que se dedicaram ao gênero do cordel. 
As apropriações de Suassuna tanto do folheto nordestino quanto de outras fontes literárias são possíveis porque a 
palavra imitação, usada por Suassuna, remete-nos ao conceito aristotélico de mimesis, cujo significado não 
representa apenas uma repetição à semelhança de algo, uma cópia, mas a representação de uma realidade. 
Suassuna já fez diversos elogios da imitação como ato de criação e costuma dizer que boa parte da obra de 
Shakespeare vem da recriação de histórias mais antigas. 
Recontar uma história alheia, para o cordelista e para o dramaturgo popular, é torná-la sua, porque existe na cultura 
popular a noção de que a história, uma vez contada, torna-se patrimônio universal e transfere-se para o domínio 
público. Autoral é apenas a forma textual dada à história por cada um que a reescreve. 
(Adaptado de FOLCH, Luiza. Disponível em: www.omarrare.uerj.br/numero15. Acesso em 17/05/2014) 
A infância passada no sertão familiarizou o futuro escritor e dramaturgo com temas e... (1º parágrafo) 
O verbo que, no contexto, exige o mesmo tipo de complemento que o grifado na frase acima está empregado em: 
a) O caldo cultural do Nordeste (...) foi primordial na formação do paraibano Ariano Suassuna.
b) ...levar o teatro ao povo por meio de apresentações...
c) ...que remonta aos autos medievais...
d) ...existe na cultura popular a noção de que a história...
e) ...surgiu no Nordeste a chamada literatura de cordel.
Questão 14: FCC - AFTE (SEFAZ PE)/SEFAZ PE/2014 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Instruções: A questão refere-se ao texto abaixo. 
Não há hoje no mundo, em qualquer domínio de atividade artística, um artista cuja arte contenha maior 
universalidade que a de Charles Chaplin. A razão vem de que o tipo de Carlito é uma dessas criações que, salvo 
idiossincrasias muito raras, interessam e agradam a toda a gente. Como os heróis das lendas populares ou as 
personagens das velhas farsas de mamulengos. 
Carlito é popular no sentido mais alto da palavra. Não saiu completo e definitivo da cabeça de Chaplin: foi uma 
criação em que o artista procedeu por uma sucessão de tentativas erradas. 
Chaplin observava sobre o público o efeito de cada detalhe. 
Um dos traços mais característicos da pessoa física de Carlito foi achado casual. Chaplin certa vez lembrou-se de 
arremedar a marcha desgovernada de um tabético. O público riu: estava fixado o andar habitual de Carlito. 
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O vestuário da personagem − fraquezinho humorístico, calças lambazonas, botinas escarrapachadas, cartolinha − 
também se fixou pelo consenso do público. 
Certa vez que Carlito trocou por outras as botinas escarrapachadas e a clássica cartolinha, o público não achou 
graça: estava desapontado. Chaplin eliminou imediatamente a variante. Sentiu com o público que ela destruía a 
unidade física do tipo. Podia ser jocosa também, mas não era mais Carlito. 
Note-se que essa indumentária, que vem dos primeiros filmes do artista, não contém nada de especialmente 
extravagante. Agrada por não sei quê de elegante que há no seu ridículo de miséria. Pode-se dizer que Carlito possui 
o dandismo do grotesco.
Não será exagero afirmar que toda a humanidade viva colaborou nas salas de cinema para a realização da 
personagem de Carlito, como ela aparece nessas estupendas obras-primas de humor que são O garoto, Em busca do 
ouro e O circo. 
Isto por si só atestaria em Chaplin um extraordinário discernimento psicológico. Não obstante, se não houvesse nele 
profundidade de pensamento, lirismo, ternura, seria levado por esse processo de criação à vulgaridade dos artistas 
medíocres que condescendem com o fácil gosto do público. 
Aqui é que começa a genialidade de Chaplin. Descendo até o público, não só não se vulgarizou, mas ao contrário 
ganhou maior força de emoção e de poesia. A sua originalidade extremou-se. Ele soube isolar em seus dados 
pessoais, em sua inteligência e em sua sensibilidade de exceção, os elementos de irredutível humanidade. Como se 
diz em linguagem matemática, pôs em evidência o fator comum de todas as expressões humanas. 
(Adaptado de: Manuel Bandeira. “O heroísmo de Carlito”. Crônicas da província do Brasil. 2. ed. São Paulo, Cosac 
Naify, 2006, p. 219-20) 
... toda a humanidade viva colaborou nas salas de cinema para a realização da personagem de Carlito... 
O verbo empregado com o mesmo tipo de complemento do verbo grifado acima está em: 
a) ... ela destruía a unidadefísica do tipo.
b) ... artistas medíocres que condescendem com o fácil gosto do público.
c) A sua originalidade extremou-se.
d) Carlito é popular no sentido mais alto da palavra.
e) ... mas ao contrário ganhou maior força de emoção e de poesia.
Questão 15: FCC - DP RS/DPE RS/2014 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo, conferência pronunciada por Joaquim Nabuco a 20 de 
junho de 1909 na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos. 
Viajando uma vez da Europa para o Brasil, ouvi o finado William Gifford Palgrave, meu companheiro de mesa, 
escritor inglês muito viajado no Oriente, perguntar ao comandante do navio que vantagem lhe parecia ter advindo 
da descoberta da América. Por sua parte, não lhe ocorria nenhuma, salvo, apenas, o tabaco. Foi a primeira vez que 
ouvi exprimir essa dúvida, mas anos depois vim a comprar um velho livro francês, de um Abbé Genty, livro intitulado: 
L’Influence de la découverte de L'Amérique sur le bonheur du genre humain, e soube então que a curiosa questão 
havia sido proposta seriamente para um prêmio pela Academia de Lyon, antes da Revolução Francesa, e que estava 
formulada do seguinte modo: "Tem sido útil ou prejudicial ao gênero humano a descoberta da América?". O trabalho 
de Genty não passa, em seu conjunto, de uma declamação oca, onde não há nada a colher além da esperança que o 
autor exprime na regeneração da humanidade pela nova nação americana. Na independência dos anglo-americanos, 
vê "o sucesso mais apto a apressar a revolução que reconduzirá a felicidade à face da Terra". E acrescenta: "É no seio 
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da República recém-nascida que se acham depositados os verdadeiros tesouros destinados a enriquecer o mundo". O 
livro merece por isso ser conservado, mas a época em que foi escrito, 1787, não permitia ainda que se pudesse 
avaliar a contribuição do Novo Mundo para o bem-estar da humanidade. Era já a aurora do dia da América, mas 
nada mais senão a aurora. George Washington presidia à Convenção Constitucional, porém a influência desse grande 
acontecimento ainda não fora além do choque causado ao Velho Mundo. Ainda não produzira a Revolução Francesa. 
Sua importância não podia por enquanto ser imaginada. 
Há na vida das nações um período em que ainda não lhes foi revelado o papel que deverão desempenhar. O feitio 
que a influência romana tomaria não podia ser previsto nem nos grandes dias da República. Uma conversa entre 
César e Cícero sobre o papel histórico da Gália ou da Bretanha não poderia levar em conta a França ou a Inglaterra. 
Hoje mesmo, quem poderia dizer algo de essencial sobre o Japão ou a China? Do Japão, pode-se afirmar que, para o 
mundo exterior, está apenas na aurora. Quanto à China, continua velada na sua longa noite, brilhando apenas para 
si própria. Na história da humanidade, a impressão de qualquer um deles poderá sequer imaginar-se? Mas já se pode 
estudar a parte da América na civilização. Podemos desconhecer suas possibilidades no futuro, como desconhecemos 
as da eletricidade; mas já sabemos o que é eletricidade, e também conhecemos a individualidade nacional do vosso 
país. As nações alcançam em época determinada o pleno desenvolvimento de sua individualidade; e parece que já 
alcançastes o vosso. Assim podemos falar com mais base que o sacerdote francês nas vésperas da Revolução 
Francesa. 
(A parte da América na civilização. In Essencial Joaquim Nabuco. org. e introd. Evaldo Cabral de Mello. São Paulo: 
Penguin Classics Companhia das Letras, 2010, p. 531/532) 
As nações alcançam em época determinada o pleno desenvolvimento de sua individualidade; e parece que já 
alcançastes o vosso. 
O segmento em negrito na frase acima está redigido de modo apropriado. Considerada a norma padrão escrita no 
que se refere a regência verbal, a frase em que o trecho destacado está também formulado corretamente é: 
a) O professor cujo trabalho o rapaz atribuía grande valor aposentou-se.
b) A garota por quem ele se incompatibilizou na última reunião já saiu do grupo.
c) O processo que ele, indevidamente, se descurou acarretou-lhe críticas e muitas dívidas.
d) Antes que terminasse sua gestão, favoreceu a alguns funcionários por aumento de salário.
e) Definiu claramente com que pontos de referência o grupo deveria aferir os melhores candidatos.
Questão 16: FCC - ACE (TCE-GO)/TCE-GO/Contabilidade/2014 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão. 
O conceito de indústria cultural foi criado por Adorno e Horkheimer, dois dos principais integrantes da Escola de 
Frankfurt. Em seu livro de 1947, Dialética do esclarecimento, eles conceberam o conceito a fim de pensar a questão 
da cultura no capitalismo recente. Na época, estavam impactados pela experiência no país cuja indústria cultural era 
a mais avançada, os Estados Unidos, local onde os dois pensadores alemães refugiaram-se durante a Segunda 
Guerra. 
Segundo os autores, a cultura contemporânea estaria submetida ao poder do capital, constituindo-se num sistema 
que englobaria o rádio, o cinema, as revistas e outros meios − como a televisão, a novidade daquele momento −, que 
tenderia a conferir a todos os produtos culturais um formato semelhante, padronizado, num mundo em que tudo se 
transformava em mercadoria descartável, até mesmo a arte, que assim se desqualificaria como tal. Surgiria uma 
cultura de massas que não precisaria mais se apresentar como arte, pois seria caracterizada como um negócio de 
produção em série de mercadorias culturais de baixa qualidade. Não que a cultura de massa fosse necessariamente 
igual para todos os estratos sociais; haveria tipos diferentes de produtos de massa para cada nível socioeconômico, 
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conforme indicações de pesquisas de mercado. O controle sobre os consumidores seria mediado pela diversão, cuja 
repetição de fórmulas faria dela um prolongamento do trabalho no capitalismo tardio. 
Muito já se polemizou acerca dessa análise, que tenderia a estreitar demais o campo de possibilidades de mudança 
em sociedades compostas por consumidores supostamente resignados. O próprio Adorno chegou a matizá-la depois. 
Mas o conceito passou a ser muito utilizado, até mesmo por quem diverge de sua formulação original. Poucos hoje 
discordariam de que o mundo todo passa pelo "filtro da indústria cultural", no sentido de que se pode constatar a 
existência de uma vasta produção de mercadorias culturais por setores especializados da indústria. 
Feita a constatação da amplitude alcançada pela indústria cultural contemporânea, são várias as possibilidades de 
interpretá-la. Há estudos que enfatizam o caráter alienante das consciências imposto pela lógica capitalista no 
âmbito da cultura, a difundir padrões culturais hegemônicos. Outros frisam o aspecto da recepção do espectador, 
que poderia interpretar criativamente − e não de modo resignado − as mensagens que lhe seriam passadas, ademais, 
de modo não unívoco, mas com multiplicidades possíveis de sentido. 
(RIDENTI, Marcelo. Indústria cultural: da era do rádio à era da 
informática no Brasil. In: Agenda brasileira. São Paulo: Cia das Letras, 2011, p. 292 a 301) 
... que enfatizam o caráter alienante das consciências... 
O verbo que, no contexto, possui o mesmo tipo de complemento do sublinhado acima está empregado em: 
a) ... haveria tipos diferentes de produtos de massa...
b) Surgiria uma cultura de massas...
c) Poucos hoje discordariam de que...
d) Não que a cultura de massa fosse necessariamente igual...
e) ... o mundo todo passa pelo "filtro da indústria cultural"...
Questão 17:FCC - ATE (SEFAZ PI)/SEFAZ PI/2015 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo. 
“O povo não gosta de música clássica” 
Estudante de Letras, mal chegado à faculdade, comecei a dar aulas de Português numa escola pública da periferia da 
cidade. Estava feliz porque gostei do trabalho de professor, nessa escola estadual frequentada sobretudo por 
comerciários, office boys, aprendizes de ofício, feirantes etc. Éramos quase todos da mesma idade, havia 
camaradagem entre nós. 
Um dia convidei um grupinho dos mais chegados pra ir à minha casa ouvir música. “Música clássica”, adverti. 
Preparei um programinha meio didático, dentro da sequência histórica, com peças mais ou menos breves que iam do 
canto gregoriano a Villa-Lobos. Comentava as diferenças de estilo, de sentimento, de complexidade. A sessão toda 
durou quase duas horas, incluindo minhas tagarelices. Gostaram muito. 
Dois ou três dias depois, um deles (pobre, como os outros) apareceu na aula com um embrulho na mão. “Professor, 
comprei hoje isso pra mim. O senhor acha que essa música é boa?” Era um LP de Tchaikovsky, talvez com sinfonias ou 
aberturas, não me lembro. Disse que sim, e ele saiu todo sorridente. Imaginei a cena do dia: ele entrando numa casa 
de disco do centro da cidade e pedindo um “disco de música clássica”. Venderam-lhe uma gravação barata, nacional. 
Ao final do ano letivo despediu-se de mim (sairia da escola, concluído o primeiro grau) e me deixou na mão um 
bilhetinho. Não decorei as palavras, que eram poucas, mais ou menos estas: “Professor, muito obrigado por me fazer 
gostar de música clássica”. Desmoronei um pouco, pensando em como este país poderia ser diferente. Não lhe disse, 
na hora, que a gente pode gostar naturalmente de qualquer música: é preciso que não obstruam nosso acesso a 
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todos os gêneros musicais. E embora seja quase impossível que estas palavras cheguem ao meu antigo aluno, 
pergunto-lhe agora, com mais de quatro décadas de atraso: “Então, seu Carlos, gostou do Tchaikovsky?” 
(Teotônio Ramires, inédito) 
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar com o elemento sublinhado na frase: 
a) Nenhum dos alunos que estavam ouvindo as músicas que eu selecionara se ...... (dispor) a interromper a 
sessão. 
b) A variação dos compositores apresentados ...... (indicar) minha preocupação didática: fazê-los ouvir um 
pouco de tudo. 
c) Percebi que os andamentos mais melancólicos, sobretudo os do Romantismo, ...... (deixar) em cada um deles 
uma expressão nostálgica. 
d) É possível que a muitos deles ...... (interessar) repetir aquela experiência, que não deixara de ser uma grande 
revelação. 
e) Foi gratificante notar que, ao final da sessão, o gosto pelos clássicos ...... (começar) a se incutir em todos eles. 
Questão 18: FCC - ACE (TCM-GO)/TCM-GO/Controle Externo/2015 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Pátrio poder 
Pais que vivem em bairros violentos de São Paulo chegam a comprometer 20% de sua renda para manter seus filhos 
em escolas privadas. O investimento faz sentido? A questão, por envolver múltiplas variáveis, é complexa, mas, se 
fizermos questão de extrair uma resposta simples, ela é "provavelmente sim". Uma série de estudos sugere que a 
influência de pais sobre o comportamento dos filhos, ainda que não chegue a ser nula, é menor do que a imaginada e 
se dá por vias diferentes das esperadas. Quem primeiro levantou essa hipótese foi a psicóloga Judith Harris no final 
dos anos 90. 
Para Harris, os jovens vêm programados para ser socializados não pelos pais, como pregam nossas instituições e 
nossa cultura, mas pelos pares, isto é, pelas outras crianças com as quais convivem. Um dos muitos argumentos que 
ela usa para apoiar sua teoria é o fato de que filhos de imigrantes não terminam falando com a pronúncia dos 
genitores, mas sim com a dos jovens que os cercam. 
As grandes aglomerações urbanas, porém, introduziram um problema. Em nosso ambiente ancestral, formado por 
bandos de no máximo 200 pessoas, o "cantinho" das crianças era heterogêneo, reunindo meninos e meninas de 
várias idades. Hoje, com escolas que reúnem centenas de alunos, o(a) garoto(a) tende a socializar-se mais com 
coleguinhas do mesmo sexo, idade e interesses. O resultado é formação de nichos com a exacerbação de 
características mais marcantes. Meninas se tornam hiperfemininas, e meninos, hiperativos. O mau aluno encontra 
outros maus alunos, que constituirão uma subcultura onde rejeitar a escola é percebido como algo positivo. O 
mesmo vale para a violência e drogas. Na outra ponta, podem surgir meios que valorizem a leitura e a aplicação nos 
estudos. 
Nesse modelo, a melhor chance que os pais têm de influir é determinando a vizinhança em que seu filho vai viver e a 
escola que frequentará. 
(Adaptado de: SCHWARTSMAN, Hélio. Folha de São Paulo, 7/12/2014) 
A expressão a que preenche adequadamente a lacuna da seguinte frase: 
a) Garantir uma educação de boa qualidade é quase tão importante quanto garantir a pureza do ar ...... 
aspiramos. 
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b) Há quem ainda ache que os valores ...... os jovens são submetidos no convívio familiar tenham mais peso 
que os cultivados por seus colegas. 
c) A influência ...... exercem os jovens entre si, no interior dos grupos, acaba sendo fundamental para a 
formação de todos. 
d) Muito leitor do texto ficará curioso para saber como era a formação ...... se propagava nas comunidades 
ancestrais. 
e) Poucos são os jovens ...... venham aproveitar-se dos benefícios de uma boa formação escolar num 
estabelecimento privado. 
Questão 19: FCC - AJ TRE RR/TRE RR/Judiciária/2015 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão. 
Conselhos a o candidato 
Certa vez um enamorado da Academia, homem ilustre e aliás perfeitamente digno de pertencer a ela, escreveu-me 
sondando- me sobre as suas possibilidades como candidato. Não pude deixar de sentir o bem conhecido calefrio 
aquerôntico, porque então éramos quarenta na Casa de Machado de Assis e falar de candidatura aos acadêmicos 
sem que haja vaga é um pouco desejar secretamente a morte de um deles. O consultado poderá dizer consigo que 
“praga de urubu não mata cavalo”. Mas, que diabo, sempre impressiona. Não impressionou ao conde Afonso Celso, 
de quem contam que respondeu assim a um sujeito que lhe foi pedir o voto para uma futura vaga: 
− Não posso empenhar a minha palavra. Primeiro porque o voto é secreto; segundo porque não há vaga; terceiro 
porque a futura vaga pode ser a minha, o que me poria na posição de não poder cumprir com a minha palavra, coisa 
a que jamais faltei em minha vida. 
Se eu tivesse alguma autoridade para dar conselhos ao meu eminente patrício, dir-lhe-ia que o primeiro dever de um 
candidato é não temer a derrota, não encará-la como uma capitis diminutio, não enfezar com ela. Porque muitos dos 
que se sentam hoje nas poltronas azuis do Trianon, lá entraram a duras penas, depois de uma ou duas derrotas. 
Afinal a entrada para a Academia depende muito da oportunidade e de uma coisa bastante indefinível que se chama 
“ambiente”. Fulano? Não tem ambiente. *...+ 
Sempre ponderei aos medrosos ou despeitados da derrota que é preciso considerar a Academia com certo senso de 
humour. Não tomá-la como o mais alto sodalício intelectual do país. Sobretudo nunca se servir da palavra 
“sodalício”, a que muitos acadêmicos são alérgicos. Em mim, por exemplo, provoca sempre urticária. 
No mais, é desconfiar sempre dos acadêmicos que prometem: “Dou-lhe o meu voto e posso arranjar-lhemais um”. 
Nenhum acadêmico tem força para arranjar o voto de um colega. Mas vou parar, que não pretendi nesta crônica 
escrever um manual do perfeito candidato. 
(BANDEIRA, Manuel. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1993, vol. único, p. 683-684) 
*aquerôntico = relativo ou pertencente a Aqueronte, um dos rios do Inferno, atravessado pelos mortos na
embarcação conduzida pelo barqueiro Caronte.
*capitis diminutio: expressão latina de caráter jurídico empregada para designar a diminuição de capacidade legal.
Não impressionou ao conde Afonso Celso, de quem contam que respondeu assim a um sujeito ... 
A expressão sublinhada acima preenche corretamente a lacuna existente em: 
a) Aqueles ...... caberia manifestar apoio aos defensores da causa em discussão ainda não haviam conseguido 
chegar à tribuna. 
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b) O acadêmico, ...... todos esperavam um vigoroso aparte contrário ao pleito, permaneceu em silêncio na 
tumultuada sessão. 
c) Em decisão unânime, os acadêmicos ofereceram dados da agremiação ...... desejasse participar da discussão 
daquele dia. 
d) O novo acadêmico demonstrou grande afeição ...... compartilha das mesmas ideias literárias e aborda os 
mesmos temas. 
e) O discurso de recepção do novo integrante do grupo deveria ser pronunciado ...... apresentasse maior 
afinidade entre ambos. 
Questão 20: FCC - TJ TRE RR/TRE RR/Administrativa/2015 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão. 
É indiscutível que no mundo contemporâneo o ambiente do futebol é dos mais intensos do ponto de vista 
psicológico. Nos estádios a concentração é total. Vive-se ali situação de incessante dialética entre o metafórico e o 
literal, entre o lúdico e o real. O que varia conforme o indivíduo considerado é a passagem de uma condição a outra. 
Passagem rápida no caso do torcedor, cuja regressão psíquica do lúdico dura algumas horas e funciona como escape 
para as pressões do cotidiano. Passagem lenta no caso do futebolista profissional, que vive quinze ou vinte anos em 
ambiente de fantasia, que geralmente torna difícil a inserção na realidade global quando termina a carreira. A 
solução para muitos é a reconversão em técnico, que os mantém sob holofote. Lothar Matthäus, por exemplo, 
recordista de partidas em Copas do Mundo, com a seleção alemã, Ballon d’Or de 1990, tornou-se técnico porque “na 
verdade, para mim, o futebol é mais importante do que a família”. [...] 
Sendo esporte coletivo, o futebol tem implicações e significações psicológicas coletivas, porém calcadas, pelo menos 
em parte, nas individualidades que o compõem. O jogo é coletivo, como a vida social, porém num e noutra a atuação 
de um só indivíduo pode repercutir sobre o todo. Como em qualquer sociedade, na do futebol vive-se o tempo 
inteiro em equilíbrio precário entre o indivíduo e o grupo. O jogador busca o sucesso pessoal, para o qual depende 
em grande parte dos companheiros; há um sentimento de equipe, que depende das qualidades pessoais de seus 
membros. O torcedor lúcido busca o prazer do jogo preservando sua individualidade; todavia, a própria condição de 
torcedor acaba por diluí-lo na massa. 
(JÚNIOR, Hilário Franco. A dança dos deuses: futebol, cultura, sociedade. São Paulo: Companhia das letras, 2007, p. 
303-304, com adaptações)
*Ballon d’Or 1990 − prêmio de melhor jogador do ano
O jogador busca o sucesso pessoal ... 
A mesma relação sintática entre verbo e complemento, sublinhados acima, está em: 
a) É indiscutível que no mundo contemporâneo...
b) ... o futebol tem implicações e significações psicológicas coletivas ...
c) ... e funciona como escape para as pressões do cotidiano.
d) A solução para muitos é a reconversão em técnico ...
e) ... que depende das qualidades pessoais de seus membros.
Questão 21: FCC - AJ TRT15/TRT 15/Apoio Especializado/Odontologia (Endodontia)/2015 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: Para responder às questões de números, considere o texto abaixo. 
Não é preciso assistir a 12 Anos de Escravidão para saber que a prática foi uma das maiores vergonhas da 
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humanidade. Mas é preciso corrigir o tempo do verbo. Foi? Melhor escrever a frase no presente. A escravidão ainda é 
uma das maiores vergonhas da humanidade. E o fato de o Ocidente não ocupar mais o topo da lista como 
responsável pelo crime não deve ser motivo para esquecermos ou escondermos a infâmia. 
Anos atrás, lembro-me de um livro aterrador de Benjamin Skinner que ficou gravado nos meus neurônios. Seu título 
era A Crime So Monstrous (Um crime tão monstruoso) e Skinner ocupava-se da escravidão moderna para chegar à 
conclusão aterradora: existem hoje mais escravos do que em qualquer outra época da história humana. 
Skinner não falava apenas de novas formas de escravidão, como o tráfico de mulheres na Europa ou nos Estados 
Unidos. A escravidão que denunciava com dureza era a velha escravidão clássica − a exploração braçal e brutal de 
milhares ou milhões de seres humanos trabalhando em plantações ou pedreiras ao som do chicote. [...] 
Pois bem: o livro de Skinner tem novos desenvolvimentos com o maior estudo jamais feito sobre a escravidão atual. 
Promovido pela Associação Walk Free, o Global Slavery Index é um belo retrato da nossa miséria contemporânea. [...] 
A Índia, tal como o livro de Benjamin Skinner já anunciava, continua a espantar o mundo em termos absolutos com 
um número que hoje oscila entre os 13 milhões e os 14 milhões de escravos. Falamos, na grande maioria, de gente 
que continua a trabalhar uma vida inteira para pagar as chamadas "dívidas transgeracionais" em condições 
semelhantes às dos escravos do Brasil nas roças. 
Conclusões principais do estudo? Pessoalmente, interessam-me duas. A primeira, segundo o Global Slavery Index, é 
que a escravidão é residual, para não dizer praticamente inexistente, no Ocidente branco e "imperialista". 
De fato, a grande originalidade da Europa não foi a escravidão; foi, pelo contrário, a existência de movimentos 
abolicionistas que terminaram com ela. A escravidão sempre existiu antes de portugueses ou espanhóis comprarem 
negros na África rumo ao Novo Mundo. Sempre existiu e, pelo visto, continua a existir. 
Mas é possível retirar uma segunda conclusão: o ruidoso silêncio que a escravidão moderna merece da 
intelectualidade progressista. Quem fala, hoje, dos 30 milhões de escravos que continuam acorrentados na África, na 
Ásia e até na América Latina? [...] 
O filme de Steve McQueen, 12 Anos de Escravidão, pode relembrar ao mundo algumas vergonhas passadas. Mas 
confesso que espero pelo dia em que Hollywood também irá filmar as vergonhas presentes: as vidas anônimas dos 
infelizes da Mauritânia ou do Haiti que, ao contrário do escravo do filme, não têm final feliz. 
(Adaptado de: COUTINHO, João Pereira. "Os Escravos". Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br) 
No contexto dado, possui a mesma regência do verbo presente no segmento A escravidão que denunciava com 
dureza, o que se encontra sublinhado em: 
a) Quem fala, hoje, dos 30 milhões de escravos... (8º parágrafo)
b) ... número que hoje oscila entre os 13 milhões e os 14 milhões... (5º parágrafo)
c) ... antes de portugueses ou espanhóis comprarem negros na África rumo ao Novo Mundo. (7º parágrafo)
d) ... o Global Slavery Index é um belo retrato da nossa miséria... (4º parágrafo)
e) Não é preciso assistir a 12 Anos de Escravidão... (1º parágrafo)
Questão 22: FCC - AP (MANAUSPREV)/MANAUSPREV/Administrativa/2015 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: Considere o texto abaixo para responderà questão. 
Em 1936, Tomie Ohtake desembarcou no Brasil, vinda de Kyoto, no Japão. E quase 20 anos depois começou a pintar. 
Nos anos 70, teve um dos momentos mais prestigiosos de sua carreira, quando expôs suas gravuras na Bienal de 
Veneza de 1972, dividindo as paredes com artistas de renome. Segundo a análise de Miguel Chaia, “usufruir uma 
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obra de Tomie Ohtake propicia uma dupla experiência – incita a reflexão, num movimento primordial de 
subjetivação, e estimula os sentidos, em direção às coisas externas do universo. Mais interessante ainda é que as 
obras desta artista antecipam, pela intuição artística, imagens do espaço cósmico obtidas por instrumentos de 
observação de alta tecnologia, como, por exemplo, o telescópio Hubble. A poética de recriação do cosmo pela artista, 
que para a sua elaboração prescinde da intencionalidade, e a crescente utilização de recursos tecnológicos para 
fotografar ou ilustrar pontos do universo formam um instigante material para aprofundar questões referentes à 
sincronicidade entre arte e ciência”. 
(Adaptado de: MESTIERI, Gabriel. Disponível em: entretenimento. uol.com.br e CHAIA, Miguel. Disponível em: 
institutotomieohtake. org.br) 
A poética de recriação do cosmo pela artista, que para a sua elaboração prescinde da intencionalidade... 
O verbo que, no contexto, possui o mesmo tipo de complemento que o sublinhado acima está empregado em: 
a) ... quando expôs suas gravuras na Bienal de Veneza de 1972...
b) ... incita a reflexão, num movimento primordial de subjetivação...
c) ... as obras desta artista antecipam, pela intuição artística, imagens do espaço cósmico...
d) ... propicia uma dupla experiência...
e) ... Tomie Ohtake desembarcou no Brasil...
Questão 23: FCC - TP (MANAUSPREV)/MANAUSPREV/Administrativa/2015 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
O elemento em destaque está empregado corretamente em: 
a) As obras de arte de que se tenta retratar a natureza, emprestam-lhe voz humana.
b) A árvore é símbolo recorrente com que fazemos uso para falar de meio ambiente.
c) A natureza, por cuja preservação lutamos, nega-se, no entanto, a ser domesticada.
d) Natureza e arte não são elementos estanques, esta faz a que melhor compreendamos aquela.
e) Cada vez mais o mundo tecnológico nos afasta da natureza em que fazemos parte.
Questão 24: FCC - Ag SegM (METRO SP)/METRO SP/2015 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
A vida é semelhante ...... um restaurante a quilo, ...... vamos buscar o que desejamos. Cabe ...... percepção de cada 
um discernir o que é melhor para si. 
Preenche corretamente as lacunas da frase acima o que está em: 
a) à − de que − a
b) à − onde − à
c) a − aonde − a
d) a − em que − à
e) a − a que − a
Questão 25: FCC - ACI (CGM São Luís)/Pref SL/Abrangência Geral/2015 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Considere o trecho abaixo − adaptado de Gramática de usos do português, de Maria Helena de Moura Neves (São 
Paulo: Edtora UNESP, 2000, p. 628 e 633), e o que se tem em I, II e III. 
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A preposição com funciona no sistema de transitividade, isto é, introduz complemento; pode introduzir, por exemplo, 
complemento de verbo ou de adjetivo. 
I. Depois das devidas explicações, o cliente concordou com os advogados / a preposição com introduz complemento
de verbo.
II. Identificou-se desde o primeiro momento com os ideais do grupo / a preposição com introduz complemento de
adjetivo.
III. Triste com a situação, procurou os amigos para esclarecer os fatos. / a preposição com introduz complemento de
adjetivo.
Está correto o que se afirma em: 
a) I, apenas.
b) I, II e III.
c) I e II, apenas.
d) II, apenas.
e) I e III, apenas.
Questão 26: FCC - AM (MPE PB)/MPE PB/Analista de Sistemas/Desenvolvedor/2015 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão. 
O que me moveu, inicialmente, a fazer este texto foi uma sensação produzida por uma viagem ao Havaí. Sensação de 
que se é parte de um cenário. Na praia de Waikiki, os hotéis têm lobbies que se comunicam, pontuados por 
belíssimos (mas falsos) jardins tropicais, sem uma folha no chão, lagos com peixes coloridos, tochas, belos gramados 
e, evidentemente, muitas lojas. Um filme de Elvis Presley. 
Honolulu é um dos milhares de exemplos a que podemos recorrer. A indústria do turismo cria um mundo fictício de 
lazer, onde o espaço se transforma em cenário e, desse modo, o real é transfigurado para seduzir e fascinar. 
O espaço produzido pela indústria do turismo é o presente sem espessura, sem história, sem identidade. O lugar é, 
em sua essência, produção humana, visto que se transforma na relação entre espaço e sociedade. O sujeito pertence 
ao lugar como este a ele. A indústria turística produz simulacros de lugares. 
Mas também se produzem modos de apropriação dos lugares. A indústria do turismo produz um modo de estar em 
Nova York, Paris, Roma, Buenos Aires... É evidente que não se pode dizer que essas cidades sejam simulacros, pois é 
claro que não o são; entretanto, o pacote turístico ignora a identidade do lugar, sua história e modo de vida, 
banalizando-os. 
Os pacotes turísticos tratam o turista como mero consumidor, delimitando o que deve ou não ser visto, além do 
tempo destinado a cada atração, num incessante "veja tudo depressa". 
Essa rapidez impede que os olhos desfrutem da paisagem. Passa-se em segundos por séculos de civilização, faz-se 
tábula rasa da história de gerações que se inscrevem no tempo e no espaço. Num autêntico tour de force consentido, 
pouco espaço é destinado à criatividade. Por sua vez, o turista vê sufocar um desejo que nem se esboçou, o de 
experimentar. 
No fim do caminho, o cansaço; o olhar e os passos medidos em tempo produtivo, que aqui se impõe sem que disso as 
pessoas se deem conta. Não cabem passos lentos, olhares perdidos. O lazer produz a mesma rotina massacrante, 
controlada e vigiada que o trabalho. 
Como indústria, o turismo não parece criar a perspectiva do lazer como possibilidade de superação das alienações do 
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cotidiano. Só a viagem como descoberta, busca do novo, abre a perspectiva de recomposição do passo do flâneur, 
daquele que se perde e que, por isso, observa. Walter Benjamin lembra que "saber orientar-se em uma cidade não 
significa muito. No entanto, perder-se numa cidade, como alguém se perde numa floresta, requer instrução". 
(Adaptado de Ana Fani Alessandri Carlos. Disponível em: 
http://www.cefetsp.br/edu/eso/lourdes/turismoproducaonaolugar.html) 
Honolulu é um dos milhares de exemplos a que podemos recorrer. 
O verbo sublinhado acima possui o mesmo tipo de complemento que o empregado em: 
a) A indústria do turismo cria um mundo fictício de lazer...
b) O sujeito pertence ao lugar como este a ele.
c) O lugar é, em sua essência, produção humana...
d) Só a viagem como descoberta, busca do novo, abre a perspectiva de recomposição...
e) ... e que, por isso, observa.
Questão 27: FCC - AJ TRE SE/TRE SE/Judiciária/2015 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: A questão refere-se ao texto que segue. 
As palavras que nos exprimem 
Há palavras estrangeiras absolutamente necessárias para nossa comunicação, como é o caso de termos técnicos 
ligados à computação ou de vocábulos cujo sentido muito específico na língua original torna muito difícil, ou quase 
impossível, encontrar tradução adequada. 
Mas é um tanto ridículo o abuso pretensioso depalavras estrangeiras, como “off” em dez de desconto, ou “free” em 
vez de grátis. Nos programas de congressos, em vez de se ler “Intervalo para café” ou, mais simplesmente, 
“Cafezinho”, lê-se “coffee break”. Aqui, o ridículo pesa de um modo especial. Tomar um cafezinho é um hábito 
brasileiro, é um momento de sociabilidade. Antes dos “shopping centers” (eis aqui uma expressão estrangeira já 
integrada em nossa vida), havia no país incontáveis “cafés” de rua, pequenos estabelecimentos que eram pontos de 
conversa amiga. 
Desde o século XIX o Brasil teve boa parte de sua economia sustentada pelo café, exportou café para o mundo, 
criaram-se muitos postos de trabalho, fortunas se fizeram, exportamos, exportamos, exportamos – e de repente ele 
volta para nós importado, com sotaque americano, como prova de prestígio: “coffee break”. É como se a matriz 
central devolvesse para a filial da periferia aquela banana importada que agora volta com selo de exportação para 
os que acham que em inglês tudo fica mais importante. Para aceitar aquilo que os estrangeiros possam ter de melhor 
não é preciso subestimar o que seja legitimamente nosso, e alimentar assim um tolo complexo de inferioridade. 
(Adalberto Tolentino, inédito) 
Está plenamente adequado o emprego de ambas as expressões sublinhadas na frase: 
a) Há vocábulos estrangeiros em cujo emprego se faz desnecessário, uma vez que nossa língua conta com
termos de que o sentido traduz plenamente o daqueles. 
b) O abuso no emprego de estrangeirismos, ao qual o autor se bate, é um mal em cujo reconhecimento pouca
gente é capaz. 
c) Nossas exportações de café, às quais tanto devemos, levaram a outros países um hábito cujo cultivo tornou-
se parte de nossa identidade. 
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d) Um hábito ridículo, do qual muita gente se curva, está no emprego abusivo de palavras estrangeiras, nas
quais se atribui um prestígio maior. 
e) Há expressões estrangeiras, como “shopping center”, onde o uso se justifica plenamente, uma vez que
nomeiam realidades em que o estabelecimento se deu em outros países. 
Questão 28: FCC - AJ (TRE PB)/TRE PB/Administrativa/2015 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão. 
O rio Paraíba corria bem próximo ao cercado. Chamavam-no "o rio". E era tudo. Em tempos antigos fora muito mais 
estreito. Os marizeiros e as ingazeiras apertavam as duas margens e as águas corriam em leito mais fundo. Agora 
era largo e, quando descia nas grandes enchentes, fazia medo. Contava-se o tempo pelas eras das cheias. Isto se deu 
na cheia de 93, aquilo se fez depois da cheia de 68. Para nós meninos, o rio era mesmo a nossa serventia nos tempos 
de verão, quando as águas partiam e se retinham nos poços. Os moleques saíam para lavar os cavalos e íamos com 
eles. Havia o Poço das Pedras, lá para as bandas da Paciência. Punham-se os animais dentro d’água e ficávamos nos 
banhos, nos cangapés. Os aruás cobriam os lajedos, botando gosma pelo casco. Nas grandes secas o povo comia 
aruá que tinha gosto de lama. O leito do rio cobria-se de junco e faziam-se plantações de batata-doce pelas vazantes. 
Era o bom rio da seca a pagar o que fizera de mau nas cheias devastadoras. E quando ainda não partia a corrente, o 
povo grande do engenho armava banheiros de palha para o banho das moças. As minhas tias desciam para a água 
fria do Paraíba que ainda não cortava sabão. 
O rio para mim seria um ponto de contato com o mundo. Quando estava ele de barreira a barreira, no marizeiro 
maior, amarravam a canoa que Zé Guedes manobrava. 
Vinham cargueiros do outro lado pedindo passagem. Tiravam as cangalhas dos cavalos e, enquanto os canoeiros 
remavam a toda a força, os animais, com as cabeças agarradas pelo cabresto, seguiam nadando ao lado da 
embarcação. Ouvia então a conversa dos estranhos. Quase sempre eram aguardenteiros contrabandistas que 
atravessavam, vindos dos engenhos de Itambé com destino ao sertão. Falavam do outro lado do mundo, de terras 
que não eram de meu avô. Os grandes do engenho não gostavam de me ver metido com aquela gente. Às vezes o 
meu avô aparecia para dar gritos. Escondia-me no fundo da canoa até que ele fosse para longe. Uma vez eu e o 
moleque Ricardo chegamos na beira do rio e não havia ninguém. O Paraíba dava somente um nado e corria no 
manso, sem correnteza forte. Ricardo desatou a corda, meteu-se na canoa comigo, e quando procurou manobrar era 
impossível. A canoa foi descendo de rio abaixo aos arrancos da água. Não havia força que pudesse contê-la. Pus-me 
a chorar alto, senti-me arrastado para o fim da terra. Mas Zé Guedes, vendo a canoa solta, correu pela beira do rio e 
foi nos pegar quase que no Poço das Pedras. Ricardo nem tomara conhecimento do desastre. Estava sentado na 
popa. Zé Guedes porém deu-lhe umas lapadas de cinturão e gritou para mim: 
− Vou dizer ao velho! 
Não disse nada. Apenas a viagem malograda me deixou alarmado. Fiquei com medo da canoa e apavorado com o 
rio. Só mais tarde é que voltaria ele a ser para mim mestre de vida. 
(REGO, José Lins do. "O Rio". In: VV.AA. 
O Melhor da Crônica Brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1997, p. 43) 
Atente para as seguintes afirmações: 
I. Na frase Uma vez eu e o moleque Ricardo chegamos na beira do rio e não havia ninguém (3º parágrafo), pode-se
substituir "na" por "à", mantendo-se a correção e, em linhas gerais, o sentido da frase.
II. Em ... enquanto os canoeiros remavam a toda a força... (3º parágrafo), pode-se acrescentar crase em "à toda a
força", sem prejuízo para a correção da frase.
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III. No segmento As minhas tias desciam para a água fria do Paraíba... (1º parágrafo), pode-se substituir "para a" por
"à", sem prejuízo para a correção e, em linhas gerais, o sentido da frase.
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I.
b) II e III.
c) III.
d) I e II.
e) I e III.
Questão 29: FCC - Aux Adm (DPE RR)/DPE RR/2015 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo. 
Vai aí um suco antioxidante? 
Uma coisa da qual o brasileiro pode se orgulhar é a variedade de frutas produzidas em todas as regiões do país. Essas 
delícias trazem consigo substâncias com ação antioxidante, que neutralizam as moléculas instáveis batizadas de 
radicais livres. “Os radicais livres são compostos formados normalmente no nosso organismo pela respiração. 
Quando entram em contato com as nossas células, eles causam danos e contribuem para o aparecimento de 
doenças, como inflamações, tumores, mal de Alzheimer, problemas cardiovasculares e envelhecimento precoce”, 
resume Jocelem Mastrodi Salgado, professora de Nutrição da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), 
da USP. Certas frutas tropicais, como acerola, camu-camu, açaí e caju, são campeãs no quesito antioxidantes. 
E se uma frutinha já faz bem ao organismo, que tal misturar duas ou três? É aí que entram em cena as misturas de 
sucos como parceiras da saúde. Pesquisadores da Embrapa Agroindústria Tropical pesquisaram 90 misturas de sucos 
tropicais que aliassem sabor a uma boa quantidade de componentes funcionais. Duas dessas misturas − preparadas 
com camucamu, acerola, açaí, cajá, caju e abacaxi − foram testadas em cobaias animais. O resultado foi o aumento 
de enzimas antioxidantes e do colesterol bom (HDL). 
(RIBEIRO, Clara. Viva Saúde, n. 140, Fev. 2015, p. 31) 
As misturas de sucos testadas redundaram ...... aumento de enzimas antioxidantes e do colesterol bom. 
Para que a frase acima permaneça correta e condizente com as informações do texto, a lacuna deve ser preenchida 
com: 
a) sob ob) do
c) perante o
d) pelo
e) no
Questão 30: FCC - TJ TRT14/TRT 14/Administrativa/2016 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Considere o texto abaixo. 
O rio Madeira banha os estados de Rondônia e do Amazonas. ..I.. esse nome, pois no período de chuvas seu nível sobe 
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e inunda grandes porções da planície florestal, trazendo troncos e restos de madeira da floresta. É um dos principais 
rios da bacia do Amazonas e ..II.. já foram dedicados textos literários, muitos ..III.. possuem grande valor artístico. 
As lacunas I, II e III do texto acima devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com: 
I II III 
 a) 
Deram-no para ele os quais 
 b) 
Deram-lhe a ele dos quais 
 c) 
Deram-lhe ante ele aos quais 
 d) 
Deram-no dele pelos quais 
 e) 
Deram-lhe nele nos quais 
Questão 31: FCC - AJ TRT14/TRT 14/Judiciária/"Sem Especialidade"/2016 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo. 
Era uma vez... 
As crianças de hoje parecem nascer já familiarizadas com todas as engenhocas eletrônicas que estarão no centro de 
suas vidas. Jogos, internet, e-mails, músicas, textos, fotos, tudo está à disposição à qualquer hora do dia e da noite, 
ao alcance dos dedos. Era de se esperar que um velho recurso para se entreter e ensinar crianças como adultos − 
contar histórias − estivesse vencido, morto e enterrado. Ledo engano. Não é incomum que meninos abandonem 
subitamente sua conexão digital para ouvirem da viva voz de alguém uma história anunciada pela vetusta entrada 
do “Era uma vez...”. 
Nas narrativas orais − talvez o mais antigo e proveitoso deleite da nossa civilização – a presença do narrador faz toda 
a diferença. As inflexões da voz, os gestos, os trejeitos faciais, os silêncios estratégicos, o ritmo das palavras – tudo é 
vivo, sensível e vibrante. A conexão se estabelece diretamente entre pessoas de carne e osso, a situação é única e os 
momentos decorrem em tempo real e bem marcado. O ouvinte sente que o narrador se interessa por sua escuta, o 
narrador sabe-se valorizado pela atenção de quem o ouve, a narrativa os une como num caloroso laço de vozes e de 
palavras. 
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As histórias clássicas ganham novo sabor a cada modo de contar, na arte de cada intérprete. Não é isso, também, o 
que se busca num teatro? Nas narrações, as palavras suscitam imagens íntimas em quem as ouve, e esse ouvinte 
pode, se quiser, interromper o narrador para esclarecer um detalhe, emitir um juízo ou simplesmente uma 
interjeição. Havendo vários ouvintes, forma-se uma roda viva, uma cadeia de atenções que dá ainda mais corpo à 
história narrada. Nesses momentos, é como se o fogo das nossas primitivas cavernas se acendesse, para que em 
volta dele todos comungássemos o encanto e a magia que está em contar e ouvir histórias. Na época da informática, 
a voz milenar dos narradores parece se fazer atual e eterna. 
(Demócrito Serapião, inédito) 
Está plenamente adequado o emprego de ambos os elementos sublinhados em: 
a) Ele não se dispõe à abandonar os jogos eletrônicos, mas volta e meia fica atento às histórias que lhe narram.
b) Mesmo àqueles meninos estudiosos não falta tempo para os joguinhos eletrônicos com cujos se entretêm.
c) A conexão da qual eles permanecem interligados permite-lhes conversarem todo o tempo à muita distância.
d) As narrativas clássicas, a cuja mágica oralidade sentimo-nos presos, competem com os meios da informática.
e) Cabe à plateia de um contador de histórias participar ativamente da narração em cuja se acha envolvida.
Questão 32: FCC - PS (ELETROSUL)/ELETROSUL/Informática/2016 
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais) 
Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte. 
Entre os Maoris, um povo da Polinésia, existe uma dança destinada a proteger as sementeiras de batatas, que 
quando novas são muito vulneráveis aos ventos do leste: as moças executam a dança, acompanhada de uma canção 
que é um apelo para que o batatal siga o exemplo da dança. Essas moças maoris interpretam em fantasia a 
realização prática de um desejo. 
É nisto que consiste a magia: uma técnica ilusória destinada a suplementar a técnica real. Mas essa técnica ilusória 
não é vã. A dança não pode exercer qualquer efeito direto sobre as batatas, mas pode e de fato tem um efeito 
apreciável sobre as moças. Inspiradas pela convicção de que a dança protege a colheita das batatas, entregam-se às 
respectivas fainas com mais confiança e com mais energia. E, desse modo, a dança acaba, afinal, por ter um efeito 
sobre a colheita. 
(Adaptado de: THOMSON, George. Linguagem e magia. Lisboa. Editorial Teorema, 1977, p.20) 
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados em: 
a) O efeito de que as moças pretendem obter em suas fainas, ao fim e ao cabo realizam-se como pretendido.
b) A técnica ilusória com cuja as moças contam acaba por se mostrar favorável diante do batatal.
c) Consiste a magia das moças maoris, a cada plantação, de cantar e dançar para que se alcance os melhores
resultados. 
d) A magia de um rito, cuja força as moças convocam no plantio, não as deixa frustrar-se.
e) As sementeiras de batatas, de cujo plantio as moças se aplicam, estão sujeitas para com os efeitos do vento
leste. 
Questão 33: FCC - AJ TRT1/TRT 1/Apoio Especializado/Tecnologia da Informação/2014 
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal) 
Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte. 
Os direitos “nossos” e os “deles” 
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Não é incomum que julguemos o que chamamos “nossos” direitos superiores aos direitos do “outro”. Tanto no nível 
mais pessoal das relações como nos fatos sociais costuma ocorrer essa discrepância, com as consequências de 
sempre: soluções injustas. 
Durante um júri, em que defendia um escravo que havia matado o seu senhor, Luís Gama (1830 - 1882), advogado, 
jornalista e escritor mestiço, abolicionista que chegou a ser escravo por alguns anos, proferiu uma frase que se 
tornou célebre, numa sessão de julgamento: "O escravo que mata o senhor, seja em que circunstância for, mata 
sempre em legítima defesa". A frase causou tumulto e acabou por suspender a sessão do júri, despertando tremenda 
polêmica à época. Na verdade, continua provocando. 
Dissesse alguém isso hoje, em alguma circunstância análoga, seria aplaudido por uns e acusado por outros de 
demonizar o “proprietário”. Como se vê, também a demonização tem duas mãos: os partidários de quem subjuga 
acabam por demonizar a reação do subjugado. Tais fatos e tais polêmicas, sobre tais direitos, nem deveriam existir, 
mas existem; será que terão fim? 
O grande pensador e militante italiano Antonio Gramsci (1891-1937), que passou muitos anos na prisão por conta de 
suas ideias socialistas, propunha, em algum lugar de sua obra, que diante do dilema de uma escolha nossa conduta 
subsequente deve se reger pela avaliação objetiva das circunstâncias para então responder à seguinte pergunta: 
“Quem sofre?” Para Gramsci, o sofrimento humano é um parâmetro que não se pode perder de vista na avaliação 
das decisões pessoais ou políticas. 
(Abelardo Trancoso, inédito) 
Está plenamente correta a redação deste livre comentário sobre o texto: 
a) Muita gente considera de que seus direitos são sempre preferíveis de se respeitar do que os dos outros,
cometendo-se com isto uma irreparável injustiça para com seus semelhantes. 
b) O intrépido Luís Gama não hesitou em lançar mão de um argumento radical para defender seu cliente, um
escravo acusado doassassinato de seu proprietário. 
c) Seria mesmo difícil de se imaginar a balbúrdia que se proclamou entre os expectadores que assistiam o
julgamento de um escravo cuja defesa era de Luís Gama. 
d) Por levar em conta o sofrimento humano era que Antonio Gramsci não relutava uma análise objetiva dos
casos onde as decisões fossem difíceis de se tomar. 
e) A preocupação principal do autor do texto está em demonstrar como se desejam preservar os direitos em
que os detentores somos nós, ao passo que com os dos outros o mesmo não venha a ocorrer. 
Questão 34: FCC - Cons Leg (CamMun SP)/CM SP/Biblioteconomia/2014 
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) 
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo. 
Celebridades 
Todos sabemos qual é a atividade de um médico, de um engenheiro, de um publicitário, de um torneiro mecânico, de 
um porteiro. Mas o que faz, exatamente, uma celebridade − além de ser célebre? Vejam que não me refiro a quem 
alcançou sucesso pela competência na função que exerce; falo das celebridades que estão acima de um talento 
específico e se tornaram célebres ninguém sabe exatamente por quê. 
Ilustro isso com um caso contado pelo poeta Ferreira Gullar. Andando numa rua do Rio de Janeiro, com sua 
inconfundível figura − magérrimo, rosto comprido e longos cabelos prateados − foi avistado por um indivíduo 
embriagado que deve tê-lo reconhecido da televisão, onde sempre aparece, que lhe gritou da outra calçada: − 
Ferreira Gullar! Sujeito famoso que eu não sei quem é! 
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Aqui, a celebração não era do poeta ou de sua obra: era o reconhecimento de uma celebridade pela celebridade que 
é, e ponto final. Isso faz pensar em quanto o poder da mídia é capaz de criar deuses sem qualquer poder divino, 
astros fulgurantes sem o brilho de uma sólida justificativa. E as consequências são conhecidas: uma vez elevada a seu 
posto, a celebridade passa a ser ouvida, a ter influência, a exercitar esse difuso poder de um “formador de opinião”. 
Cobra-se da celebridade a lucidez que não tem, atribui-se-lhe um nível de informação que nunca alcançou, conta-se 
com um descortino crítico que lhe falta em sentido absoluto. Revistas especializam-se nelas, fotografam-nas de todos 
os ângulos, perseguem-nas onde quer que estejam, entrevistam-nas a propósito de tudo. Esgotada, enfim, uma 
celebração (até mesmo as celebridades são mortais), não faltam novos ocupantes do posto. 
À falta de algum mérito real, as oportunidades da sorte ou da malícia bem-sucedida acabam por presentear pessoas 
vazias com o cetro e a coroa de uma realeza artificial. Mas um artifício bem administrado, sabemos disso, pode 
ganhar o aspecto de uma qualidade natural. O que se espera é que sempre haja quem não confunda um manequim 
vazio com uma cabeça com cérebro dentro. 
(Diógenes Lampeiro, inédito) 
É adequado o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase: 
a) Os vexames porque passou foram compensados, segundo ele, pelo prestígio com que tanto almejara.
b) A entrevista de que a celebridade desistiu de conceder será substituída por uma matéria em cuja haverá
alguma relevância. 
c) O reconhecimento público do qual estava contando não veio, na longa semana onde ficou inteiramente
frustrado. 
d) Presume-se de que a existência mesma de “formadores de opinião” é uma tese a que nem todos
compartilham. 
e) A projeção social a que ela aspira é também o sonho de que não abrem mão suas amigas .
Questão 35: FCC - TJ TRT2/TRT 2/Administrativa/"Sem Especialidade"/2014 
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) 
Instrução: Para responder à questão, considere o texto a seguir. 
Reduzido a um clique 
RIO DE JANEIRO − A notícia é alarmante: "Amazon se prepara para vender livros físicos no Brasil". O alarme não se 
limita à iminente entrada da Amazon no mercado brasileiro de livros − algo que lembrará o passeio de um 
brontossauro pela Colombo. 
A ameaça começa pela expressão "livros físicos(d)". É o que, a partir de agora, o diferenciará dos livros digitais. 
Pelos últimos mil anos, dos manuscritos aos incunábulos e aos impressos a laser, os livros têm sido chamados de 
livros. Nunca precisaram de adjetivos para distingui-los dos astrolábios, das guilhotinas ou das cenouras. Quando se 
dizia "livro", todos entendiam um objeto de peso e volume, composto de folhas encadernadas, protegidas por 
papelão ou couro, nas quais se gravavam a tinta palavras ou imagens. 
Há 200 anos, os livros deixaram de ser privilégio das bibliotecas públicas ou particulares(a) e passaram a ser vendidos 
em lojas especializadas, chamadas livrarias. Desde sempre, as livrarias se caracterizaram por estantes altas, 
vendedores atenciosos, uma atmosfera de paz e a ocasional presença de um gato. Foi nelas que leitores e escritores 
aprenderam a se encontrar e trocar ideias, gerando uma emulação com a qual a cultura teve muito a ganhar(e). 
A Amazon dispensa tudo isso. Ela vende livros "físicos(d)", mas a partir de um endereço imaterial − nada físico −, 
acessível apenas pela internet. Dispensa as livrarias. Se você se interessar por um livro (certamente recomendado por 
uma lista de best-sellers), basta o número do seu cartão de crédito e um clique. Em dois dias, ele estará em suas 
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mãos − e a um preço mais em conta, porque a Amazon não tem gastos com aluguel, escritório, luz, funcionários 
humanos(c) e nem mesmo a ração do gato(b). 
Com sorte, os livros continuarão "físicos". 
Mas os leitores correm o risco de ser reduzidos a um número de cartão de crédito e um clique. 
(CASTRO, Ruy, Folha de S.Paulo, opinião, 7 de ag. de 2013. p. A2) 
Observações: 
1. brontossauro / espécie de dinossauro;
2. Colombo / tradicional confeitaria do Rio de Janeiro, com sua refinada arquitetura e mobiliário, seus requintados
cristais e jogos de porcelana, hoje patrimônio cultural e artístico da cidade;
3. incunábulo / livro impresso que data dos primeiros tempos da imprensa (até o ano de 1500).
É correta a seguinte informação: 
a) Em Há 200 anos, os livros deixaram de ser privilégio das bibliotecas públicas ou particulares, o sentido da
expressão destacada sinaliza, por uma questão de lógica, a presença de uma ideia não explícita na frase. 
b) No contexto, o segmento nem mesmo a ração do gato revela que, para o autor, a Amazon teria de assumir
gastos com esse item, ainda que não o fizesse com aluguel, escritório etc. 
c) Não havendo no texto a construção de algum sentido que justifique o emprego da expressão, a
caracterização de funcionários − humanos −, com evidente redundância de informação, deve ser considerada 
inadequação de linguagem. 
d) Nas frases A ameaça começa pela expressão "livros físicos" e Ela vende livros "físicos", nota-se distinta
colocação das aspas, grafia que exigiria uniformização, pois não haveria prejuízo de matiz algum de sentido. 
e) Em gerando uma emulação com a qual a cultura teve muito a ganhar, a substituição do segmento destacado
por "que" preserva a correção e o sentido originais. 
Gabarito
1) D 2) A 3) C 4) E 5) A 6) E 7) C8) E 9) C 10) E 11) C 12) B 13) B 14) B15) E 16) A 17) C 18) B 19) B 20) B 21) C22) E
23) C 24) D 25) E 26) B 27) C 28) E29) E 30) B 31) D 32) D 33) B 34) E 35) A
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