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Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.
Interpretação do texto
Habilidades da BNCC:
EF69LP32, EF69LP33, EF69LP44, EF69LP47, 
EF69LP49, EF69LP52, EF69LP53, EF69LP54, 
EF69LP55, EF67LP28, EF67LP36, EF06LP03, 
EF06LP04 
Compreensão inicial
Atividade 1
a) Se necessário, ajudar os estudantes a perceber que há qua-
tro personagens no conto, incluindo o dono da venda, que 
lhes dá o queijo. Trata-se de um personagem secundário.
Atividade 2
Essa é uma questão de inferência, pois exige que os 
estudantes analisem as atitudes e as ações dos persona-
gens para chegar à conclusão sobre as características de 
cada um, o que exercita a análise da função e da flexão de 
substantivos e adjetivos (conforme habilidade EF06LP04).
c) Se julgar pertinente, comentar com os estudantes que 
em duas oportunidades o roceiro chama o fazendeiro 
de nhonhô (que, de acordo com o Dicionário eletrôni-
co Houaiss da língua portuguesa, no contexto da es-
cravidão, era um tratamento reverente dispensado aos 
brancos, especialmente ao patrão ou proprietário, pelas 
pessoas escravizadas e seus descendentes). Essa obser-
vação contribui para o desenvolvimento da habilidade 
EF69LP44, de inferência da presen-
ça de valores sociais, culturais e hu-
manos e de diferentes visões de 
mundo no texto literário, reconhe-
cendo formas de estabelecer múl-
tiplos olhares sobre a sociedade e 
cultura considerando o contexto so-
cial e histórico de sua produção. 
Atividade 3
a) Caso os estudantes tenham dificul-
dade para chegar à resposta, pedir 
a eles que retomem o texto.
Atividade 4
O objetivo da atividade é colocar em 
destaque o desenvolvimento do voca-
bulário dos estudantes. Essa é uma 
prática intencional que, assim como 
o glossário apresentado junto ao tex-
to, visa promover a ampliação do re-
pertório. Nessa atividade é também 
desenvolvida a habilidade EF06LP03, 
de analisar diferenças de sentido en-
tre palavras. 
Atividade 5
Chamar a atenção dos estudantes 
para o fato de o nome Trancoso mi-
grar da autoria das histórias reunidas 
pelo autor Gonçalo Fernandes Tranco-
so no século XVI em Portugal (confor-
me mencionado antes da seção Leitu-
ra) para o nome do herói popular que 
vence os ricos e poderosos por meio da 
astúcia. O estabelecimento dessa rela-
ção contribui para o exercício da habi-
lidade EF69LP54, de analisar o efei-
to de sentido decorrente do emprego 
de palavras e expressões percebendo 
sua função na caracterização do per-
sonagem. 
Cabe observar que o termo herói 
identifica o personagem principal de 
uma obra de ficção, que pode ser ca-
racterizado como um herói clássico 
(aquele que apresenta valores e con-
dutas exemplares) ou como um anti-
-herói (aquele a que faltam atributos fí-
sicos e/ou morais característicos do he-
rói clássico, como é o caso de Trancoso).
Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido
NÃO ESCREVA NO LIVRO.Interpretação do texto
Compreensão inicial
O conto lido é da tradição popular oral. Para melhor saboreá-lo, é importan-
te que ele seja lido em voz alta, com muita expressividade, e seja compreendido. 
Para isso, responda às seguintes questões.
 1 Nesse conto popular destacam-se três personagens centrais. 
 a) Como esses personagens são nomeados no texto? 
 b) Só um desses personagens foi caracterizado de acordo com a aparência 
física. Escreva o nome desse personagem e as características relaciona-
das a ele. 
 2 Na leitura do conto, é possível perceber também as características da per-
sonalidade desses personagens.
No caderno, escreva o nome do personagem relacionado a cada uma das 
características. Em seguida, escreva a justificativa, ou seja, a razão pela 
qual você indicou aquele personagem.
 a) O mais medroso. 
 b) O que procura demonstrar que é corajoso. 
 c) O mais humilde ou submisso. 
 d) O que parecia ser o mais esperto. 
 e) O mais enojado. 
 f) O que foi realmente o mais esperto.
 3 Releia estes dois trechos do conto.
Dormiram que Deus deu. No canto do primeiro galo pularam da cama, 
selaram os cavalos enquanto o roceiro ajeitava seu burro velho. Engoliram 
um café com vento... E pé na estrada.
A fome apertou, o padre foi contando o seu sonho:
— Cês não ouviram um barulho de noite? Pois era eu que me levantei pra 
comer o queijo. Como vocês estavam no céu, achei que não precisavam 
mais do queijo.
Agora, responda às questões.
 a) Quando o roceiro comeu o queijo, já sabia qual era o sonho de cada um 
dos companheiros? Explique sua resposta.
 b) Que estratégia ele utilizou para justificar a posse do queijo?
 4 Vocabulário em foco. Releia o trecho a seguir observando o sentido da expres-
são destacada.
O padre e o fazendeiro olharam o roceiro de banda.
Olhar de banda significa olhar de lado, com suspeita e desconfiança. Que 
outros significados você conhece da palavra banda? Dê exemplos.
 5 No fim do conto o roceiro é identificado pelo narrador como Trancoso. Ele 
é o personagem principal da história? Justifique sua resposta com base em 
elementos do conto. 
Fazendeiro, padre e roceiro.
Roceiro: um só dente na boca, cara de bobo.
O padre.
O fazendeiro.
O roceiro.
Possibilidades: o padre ou o fazendeiro.
O fazendeiro.
O roceiro.
submisso: que aceita estar 
em uma posição inferior.
enojado: que sente nojo.
2a. Justificativa: Tem 
medo de andar sozinho, 
tem medo de curupira; 
é chamado no texto de 
“medrosão”.
2b. Justificativa: Porque 
disse ao padre para não se 
preocupar com o curupira.
2c. Justificativa: Porque 
fica de fora da conversa 
entre o fazendeiro e o 
padre por entender que 
não tinha “conversa de 
doutor”.
2d. Justificativa: O padre 
porque sugeriu que quem 
tivesse o sonho mais 
bonito ficaria com o queijo 
e ele conta que sonhou 
que havia uma escada que 
o conduzia direto para o 
céu. O fazendeiro porque 
sonhou que estava no céu.
2e. Justificativa: Porque 
foi o último a beber água 
na moringa do roceiro; 
porque procurou uma 
parte rachada no bocal da 
moringa por achar que ali 
o roceiro não colocava a 
boca.
2f. Justificativa: Porque 
ficou com o queijo; 
porque ouviu as histórias 
dos outros dois e usou o 
que eles disseram como 
justificativa por ter comido 
o queijo durante a noite.
3a. O ato de comer o queijo aconteceu à noite 
antes de o fazendeiro e o padre acordarem 
para contar o sonho, o que se deu de manhã 
ou durante o dia. Portanto, o roceiro comeu 
o queijo antes de o padre e o fazendeiro 
contarem, cada qual, o seu sonho.
3b. Sugestão: O fato de ser o último a falar deu a ele a oportunidade de construir 
uma 
justificativa coerente sobre a posse do queijo.
Sugestão: Significados de banda: conjunto musical (Formei uma 
banda com amigos); no plural, direção (Lá para as bandas do Sul); 
conexão de internet (A internet de banda larga é mais veloz).
Espera-se que os estudantes identifiquem Trancoso como o protagonista (que, pela astúcia, vence a 
pretensa esperteza dos poderosos); que relacionem o título “História de Trancoso” como mais uma 
evidência de que ele é o personagem principal dessa narrativa. 
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 J
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S
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Atividade complementar
Aproveitar a discussão sobre o 
herói Trancoso para permitir aos es-
tudantes que conversem sobre outros 
heróis de outras histórias. Se achar 
pertinente, estabelecer uma lista 
desses heróis. Certamente haverá res-
postas que remeterão a personagens 
heroicos de HQ, de filmes de ação, de 
animações, entre outros.
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Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.
Linguagem e construção 
do texto
Habilidades da BNCC:
EF69LP47, EF69LP49, EF69LP55, 
EF67LP36, EF06LP04 
As atividades aqui presentes têm 
o objetivo de exercitar a habilidade 
EF69LP47, de analisar a forma de com-
posição do conto popular; os recursos 
coesivos que articulam as partes do 
conto; a escolha lexicaltípica do gêne-
ro para caracterizar cenário e persona-
gens; os efeitos de sentido dos verbos 
de enunciação (verbos “de dizer”), das 
variedades linguísticas no discurso dire-
to, do foco narrativo e da pontuação ex-
pressiva. 
Elementos da narrativa
Narrador
É comum, nesta fase da aprendiza-
gem, os estudantes confundirem o nar-
rador com o autor da história. Se jul-
gar conveniente, explicar – de manei-
ra adequada para a faixa etária – que 
narrador e autor são seres diferentes. 
O autor é a pessoa, de carne e osso, 
real, que cria a história; já o narrador 
é a voz que aparece no texto contan-
do a história.
Uma forma de exemplificar é co-
mentar que um autor pode criar uma 
história e escrevê-la, por exemplo, co-
mo se fosse uma criança ou um per-
sonagem de outros tempos contando 
os fatos.
É importante ressaltar o fato de que 
os contos populares não têm autor de-
finido. Como dito anteriormente, uma 
das características desse gênero é essa 
ausência de autoria, já que se trata de 
uma história de tradição oral, transmi-
tida através dos tempos. Por isso, nes-
se caso, é possível identificar nas ver-
sões escritas a pessoa responsável pe-
lo registro dessas histórias.
Gradativamente os estudantes do 6o 
ano precisam se apropriar dessas dife-
renças por meio da reflexão sobre to-
dos os textos narrativos a serem estu-
dados; esse conhecimento os ajudará 
a ampliar suas habilidades de leitura 
dos gêneros narrativos, identificando as 
diferentes vozes no texto (do narrador, 
de personagens em discurso direto e 
indireto), o que desenvolve a habilida-
de EF69LP47. 
Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido
NÃO ESCREVA NO LIVRO.Linguagem e construção do texto
Você leu um conto que é uma versão escrita por Joel Rufino dos Santos, com 
base em outras versões ouvidas por ele. Vamos analisar como foi construído 
esse conto.
Narrativa em prosa
O conto lido é uma narrativa em prosa. Um texto é escrito em prosa quando 
é organizado em frases contínuas formando parágrafos.
Elementos da narrativa
Para contar uma história são necessários estes elementos da narrativa:
 ⓿ narrador: aquele que conta a história;
 ⓿ espaço: onde a ação se passa;
 ⓿ personagens: aqueles que participam da história;
 ⓿ tempo: quando a ação se passa;
 ⓿ enredo: o que acontece, como as ações se desenrolam.
Narrador
Narrador é aquele que conta uma história. Trata-se de uma pessoa imaginá-
ria, um ser inventado do qual o autor se utiliza para nos contar a história que ele 
criou. O narrador pode ser:
 ⓿ um dos personagens da história (narrador-personagem);
 ⓿ aquele que só observa o que acontece e conta a história;
 ⓿ aquele que, além de contar a história, opina e faz comentários sobre ela.
 1 Releia o trecho a seguir.
Era uma vez um fazendeiro podre de rico, que viajava solitário.
— Ah, quem me dera encontrar por aí um companheiro de estrada...
Não é que encontrou? Num rancho em que parou para beber água, o fa-
zendeiro achou um padre querendo seguir viagem, mas morria de medo.
Copie no caderno a alternativa que completa a afirmação sobre o narrador 
nesse conto. O narrador:
 ⓿ é um dos personagens.
 ⓿ só observa e conta o que 
acontece.
 ⓿ conta e comenta o que 
acontece. X
 2 Copie outro trecho do conto “História de Trancoso” em que o narrador, 
além de contar, comenta o que acontece na história.
 3 O conto termina com uma pergunta e uma resposta. Releia:
Sabem quem era esse roceiro?.
Trancoso.
 a) Responda no caderno:
 ⓿ Quem faz a pergunta? 
 ⓿ Quem dá a resposta? 
 ⓿ A quem a pergunta e a res-
posta são dirigidas? 
 b) No caderno, copie do texto outro trecho em que isso também acontece. 
Leia mais
Histórias à brasileira. 
Ana Maria Machado. 
Companhia das 
Letrinhas.
Misturando memória 
e pesquisa, a escritora 
Ana Maria Machado 
recria nessa coletânea 
contos brasileiros 
de diversas regiões. 
Obra premiada pela 
Fundação Nacional do 
Livro Infantil e Juvenil 
(FNLIJ).
2. Possibilidades: 
“O roceiro tinha lá papo 
para aquela conversa de 
doutor?”
“O fazendeiro não tinha 
era coragem de botar a 
boca onde o roceiro botava 
a sua.”
 “Antes de dormir, não 
é que o dono da venda 
pegou um queijo de cabra 
e deu de presente pra 
eles?”
“O fazendeiro foi abrindo 
o surrão para pegar o 
queijo.”
“Jacaré achou? Nem ele.”
“Jacaré achou? Nem ele.”
Esperto, cheio de 
artimanhas, o personagem 
Trancoso às vezes se 
confunde com outro bem 
conhecido, o Pedro 
Malasartes, pois também 
vence os poderosos por meio 
da astúcia.
O narrador.
O narrador.
Ao leitor.
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