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DESSENSIBILIZAÇÃO SISTEMÁTICA POR IMAGENS Palavras-chave: Técnica. Dessensibilização. Relaxamento. A dessensibilização sistemática (DS) costuma ser empregada em casos de comportamentos que apresentam evitação, fobias, e envolvem respostas de ansiedade como taquicardia, aumento de pressão arterial, hiperpnéia, sudorese, midríase, piloereção e diminuição de salivação. Esse processo é um procedimento de contracondicionamento que é capaz de apresentar estímulos reforçadores e aversivos. É uma técnica que foi desenvolvida por Wolpe (1958), que descreveu diversos experimentos que pode demonstrar que as respostas de ansiedade poderiam ser eliminadas, concluindo que essas respostas eram reproduzidas pela inibição de uma resposta. Foram realizados vários estudos que demonstraram o quanto a técnica de dessensibilização sistemática era eficaz. Esse processo com relação aos estímulos aversivos seria alcançaria atividades incompatíveis com as respostas de ansiedade na presença de estímulos eliciadores. Wolpe (1958) e Bandura (1969) chegaram à conclusão de que três conjuntos de variáveis eram importantes nesse processo, que seriam, a seleção de um estimulo neutro, a seleção cuidadosa dos estímulos que estariam provocando as respostas de ansiedade e o processo de dessensibilização que preveria os estímulos neutros e aversivos. O processo da dessensibilização sistemática se dá pelo treino realizado com o paciente em técnica de relaxamento e discriminação do seu nível de ansiedade. Podem ser utilizadas diferentes técnicas de relaxamento dentro desse processo. Logo em seguida introduz a escalava de unidades subjetivas de ansiedade (SUDS) que possui várias utilizações na construção da hierarquia de ansiedade. Após esse treino é feito a construção da hierarquia de ansiedade, onde junto com a paciente é feito uma lista de situações de estímulos que a mesma reage. Essa hierarquia é construída colocando-se um item que ela considera mais ameaçador no topo da lista e o menos ameaçador no final. Esse trabalho começa com a análise comportamental da história do paciente, que durante as sessões relata diversas situações nas quais a mesma reage com perturbação e o último passo desse processo é a realização da dessensibilização onde o paciente deve estar treinado. As sessões para esse procedimento têm duração de 60 minutos, onde o terapeuta retoma os acontecimentos anteriores à sessão. Segundo Wolpe (1969) não há um número de sessões exatas para a realização completa desse processo, pois varia para cada paciente. Temos dois exemplos onde o primeiro se trata de uma jovem de 18 anos que desenvolveu medo de andar de metrô após utiliza-lo por um ano e meio para se deslocar até a faculdade, que foi causado por um episódio de mal-estar associado ao metrô. No segundo exemplo uma menina de nove anos foi encaminhada pela pediatra para uma avaliação psicológica, onde os pais se queixavam que havia dois meses que ela não dormia mais sozinha em seu quarto apresentava dores no abdome, dores de cabeça e dizia sentir medo de perder os pais. Ambas realizaram o processo de dessensibilização, onde foi realizado o treino em relaxamento, que foi utilizado o relaxamento progressivo (Jacobson) e reagiram muito bem, após esse treino realizaram a construção da hierarquização, e logo depois essa construção realizaram a dessensibilização sistemática cuidadosamente item a item e tiveram uma boa reação. No primeiro caso foi reintroduzida a apresentação e visualização de cada item diversas vezes. Após a terceira semana com essa hierarquia passada diversas vezes ela resolveu ir sozinha a faculdade de metro e mesmo com medo resolveu enfrenta-lo, praticou o relaxamento dentro do vagão e a ansiedade foi diminuída, já na volta foi tranquilo. Ela continuou as sessões estabeleceu novas metas de tratamento, após 8 meses continuava utilizando o metro sozinha, começou a dirigir, a ter mais contato com pessoas de sua idade e ao termino de suas sessões passou a trabalhar como estagiária em uma agência de turismo. Já no segundo caso, a menina concordou em dormir sozinha no quarto, mas não conseguiu apresentando resposta de medo. Somente a dessensibilização não foi suficiente, sendo necessário o uso de outro procedimento, sendo necessário fazer um trabalho com a família, a exposição de outra dimensão dos estímulos que provocavam as respostas e a relação da paciente com a terapeuta foi um elemento muito importante.