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CASO IC Senhor 64 anos, has, tabagista, diversas internações por dispneia, cansaço, dispneia para deitar e aos esforços. Suspeita icc. Na ultima internação ficou mais tempo por conta de sua dispneia e teve uma perda de 3 kg. Paciente internado com suspeita de insuficiência cardíaca. A insuficiência cardíaca é a incapacidade do coração bombear de forma adequada, seja ele por conta do músculo (capacidade de contração do ventrículo é fraca) ou o paciente não tem uma capacidade de relaxamento boa. Na icc o paciente pode ter alguns sintomas: dispneia, fadiga, edema mmii. A principal queixa do paciente é de dispneia. Paciente com icc pode ter dispneia aos esforços. Classificamos essa dispneia de 1 a 4 (classificação de NYHA): Paciente com icc pode ter falta de ar ao deitar: uma das características do paciente com icc quando descompensa pode ser por baixo fluxo e por congestão, uma retenção maior de liquido pulmonar. Quando tenho congestão - paciente faz um edema, retendo líquido. Quando estou sentado o liquido fica em posições inferiores e quando deito o liquido espalha - quando de ortopneia que esta relacionado a graus de descompensação, paciente congesto com retenção hídrica pulmonar. Paciente com icc pode ter ortopneia (deita e respira ofegante) e uma característica importante para saber isso é perguntar como o paciente está dormindo - geralmente quando ele deita com mais travesseiros ou dorme sentado melhora - isso pode demonstrar o quadro de descompensação. Paciente pode ter a dispneia aos esforços. Temos a dispneia paroxística noturna - paciente dorme bem e acorda com falta de ar, senta, respira com calma e isso vai melhorando. Essas 3 características são relacionadas a graus de descompensação de insuficiencia cardíaca. Além disso, tem uma mais dificil de acontecer que se chama bendopneia - posição de sentar para amarrar o tenis (compressão abdominal diminuindo o retorno venoso na hora que levanta) - sensação de falta de ar. Fraqueza, fadiga, cansaço - sinais de baixo DC - sinais de má perfusão cerebral, demora de enchimento capilar, eventualmente mudanças de funções orgânicas. Paciente com icc pode ter edema. A característica de congestão, aumento da pressão hídrica e edema é muito comum no paciente com insuficiência cardíaca. Na ausculta pulmonar, um sinal que chama a atenção para congestão pulmonar é a presença de estertores crepitantes ou até sibilo quando esta muito congesto. Normalmente começa em base direita e vai subindo bilateralmente. Estase jugular é um sinal de congestão. Retomando, o paciente chegou descompensado, internou e melhorou. O nosso objetivo é evitar novas internações. Tudo o que for fator de risco para doença cardiovascular é fator de risco para insuficiencia cardíaca. Orientação do paciente: temos o perfil hemodinâmico do paciente, de acordo com cada perfil temos as características do paciente. A: compensado - boa perfusão periférica, não tem sinal de congestão (seco) B: liquido + perfusão boa L: seco + perfusão ruim C: congesto + perfusão ruim Tem pacientes que estão descompensados por estarem desidratados, ai ele tem uma orientação especial. Nosso paciente tem uma perfusão boa mas está congesto - paciente precisa emagrecer, fazer caminhada, exercício físico - paciente que esta hipovolêmico preciso dar diurético para compensar e fazer restrição hídrica para ele. Costumamos fazer restrição hídrica de acordo com o caso. Ainda, retirar os maus hábitos de vida como tabagismo, diminuir o sal (dieta com 6g de sódio por dia, dieta hiposódica). A primeira causa de internação é má aderência e não utilização da medicamentos. Outro fator é a infecção, paciente com infecção descompensa mais fácil, por isso devemos nos atentar a identificação precoce de infecção. Outras comorbidades como hipotireoidismo, apendicite, colangite também podem descompensar a insuficiencia cardíaca. A maior parte das internações do nosso paciente é pela congestão = má aderência ao tratamento. Má aderência é um dos principais fatores de descompensação. Atenuar o sistema adrenérgico!!! Critérios de framingham: Critério de boston CASO IAM Senhor 68 anos, HAS, diabetes, tabagismo, obeso e sedentário. Estava em casa e há umas 2 horas atrás iniciou quadro de dor opressiva em região precordial e vai para a região mandibular. Associado náusea, sudorese. A principio vemos um paciente com quadro de dor precordial com múltiplos fatores de risco. HD: IAM Apesar de ser um quadro clínico de IAM devemos ter um diagnóstico diferencial. Quais doenças que podem dar a dor torácica? Doenças gastrointestinais por exemplo; ansiedade/doenças psicossomáticas; doenças pulmonares (pneumotórax, embolia pulmonar, pleurite); dissecção de aorta; osteocondrite; herpes zoster de pele (por isso sempre que for examinar o paciente tirar a blusa dele). Primeiro exame para fazer quando achar que o paciente esta enfartando: ECG Supra de ST: lesão normalmente esta relacionada a iam com oclusão total do vaso - mas nem todo supra é iam, pericardite pode dar um supra difuso e não relacionado a vaso. Suspeita de IAM e não tem outro quadro clinico sugestivo e vimos supra = abrir a artéria: angioplastia (cateterismo) ou por remédio trombolítico. Paciente com ECG normal ou alterações isquêmicas que não é supra de ST - vou aguardar e não preciso fazer o cateterismo emergencialmente. Outro exame bom é a troponina é um marcador de necrose miocárdica. No IAM temos uma curva: troponina demora para cair e lembrar que não é só IAM que aumenta troponina, miocardite também pode aumentar a troponina, IC, doença renal crônica também pode alterar troponina. Ecocardiograma é importante para ver alteração estrutural do coração como acinesia (alguma parede não batendo no coração) por exemplo. D dímero = aumento de chance de tromboses/embolia pulmonar. Depende muito da característica. Dor torácica típica da maior parte das vezes é essa dor em opressão/aperto, pode dar irradiações tanto para epigástrico, ambos membros superiores, região de mandíbula e com sintomas associados como dispneia, sudorese, náusea. Dor contínua, não tem características musculares, não costuma ser ventilodependente. Diferença de angina e IAM? Angina é a dor precordial típica de doença do coração. IAM é quando eu tenho um quadro clínico com dor sugestiva mas eu tenho lesão na musculatura. Na angina, não tenho dano no musculo, não tenho necrose/aumento de troponina, não tenho lesão miocárdica. A angina pode ser estável ou instável. Estável: dor aos esforços; instável: paciente tem em repouso ou se tem uma mudança na característica da dor, não tem alteração laboratorial. Fatores de risco para ter doença para isquêmica do coração: tabagismo, obesidade, má alimentação, histórico familiar, has Paciente com supra e suspeita de iam = abrir a artéria = cateterismo ou uso de trombolítico que eu infundo na veia e vai tentar destruir o trombo. Para saber qual a melhor opção depende do TEMPO que eu tenho para o cateterismo, se eu estou em um hospital que consigo fazer o cateterismo em menos de 90 min, o cateterismo é a melhor opção terapêutica. Se demorar mais de 90 min a opção é o trombolítico. Na emergencia dar anti agregante plaquetário na emergencia. Analgesia importante - nitrato Cocaína faz vasoespasmo coronariano - coronária estreita e não passa sangue e paciente infarta - tratamento é diminuir a ação da droga no paciente, tem que dar benzodiazepínicopara relaxar a ação do sistema simpático e adrenérgico acentuado. Hoje em dia, essas drogas são muito batizadas e o paciente pode formar placa a ter lesões ateroscleróticas, são pacientes que não pode dar beta bloqueador = se dou betabloqueador para o paciente que usou cocaína, se eu bloqueio beta, alfa vai ficar mais acentuado, subindo a pressão. Orientar esse paciente a sinais de alarde: se esta tendo dor ao esforço, apresentou dispneia, dor diferente - retornar ao atendimento. Fazer seguimento com cardiologista, adaptar a dieta (hipertenso, diminuir o sal; dm controlar massa e açúcar, dislipidemico diminuir gordura) para diminuir fator de risco; para de fumar