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Biossegurança AULA 1 - INTRODUÇÃO A biossegurança é o conjunto de procedimentos, ações, técnicas, metodologias, equipamentos e dispositivos capazes de eliminar ou minimizar riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, que podem comprometer a saúde do homem, dos animais, do meio ambiente ou qualidade dos trabalhadores desenvolvidos. Prevenção de acidentes em ambientes ocupacionais, incluindo o conjunto de medidas técnicas, administrativas, educacionais, médicas e psicológicas (COSTA, 1996) Segurança no uso de técnicas de engenharia genética e as possibilidades de controles capazes de definir segurança e risco para o ambiente e para a saúde humana, associados à liberação no ambiente dos organismos geneticamente modificados. (OGMs) (ALBUERQUERQUE, 2001) SEGURANÇA • Laboratório • Saúde OMG • Ambiental • Risco químico • Risco físico • Risco biológico HISTÓRICO • 1970 – Engenharia genética • 1973 – Transferência do gene da insulina E. coli CONFERENCIA DE ASILOMAR – 1974 (Califórnia) • 1980 – OMS: como práticas de prevenção para o trabalho em laboratório com agentes patogênicos, e, além disto, classificou os riscos com biológicos, químicos, físicos, radioativos e ergonômicos. • 1990 – ética, meio ambiente, animais e tecnologia de DNA recombinante • Estruturação no Brasil: 1970 e 1980 o Infecções graves em hospitais o Manipulação de animais, plantas, microrganismos. COMISSÃO TÉCNICA NACIONAL DE BIOSSEGURANÇA (CTNBio) A CTNBio é uma instancia colegiada multidisciplinar, criada através da lei n° 11.105, de 24 de março de 2005, cuja finalidade é prestar apoio técnico consultivo e assessoramento ao governo federal na formulação, atualização e implementação da politica nacional de biossegurança relativa a OGM, bem como no estabelecimento de normas técnicas de segurança e pareceres técnicos referentes à proteção da saúde humana, dos organismos vivos e do meio ambiente, para atividades que envolvam a construção, experimentação, cultivo, manipulação, transporte, comercialização, consumo, armazenamento, liberação e descarte de OGM e derivados. Em 10 de fevereiro de 2002 foi criada a comissão de biossegurança em saúde (CBS) no âmbito do ministério da saúde • Objetivo: definir estratégias de atuação, avaliação e acompanhamento das ações de biossegurança, procurando sempre o melhor entendimento entre o ministério da saúde e as instituições que lidam com o tema. LEGISLAÇÃO • Lei n° 8.974, de 5 de janeiro de 1995 • Medida provisória n° 21.919, de 29 de agosto de 2001 • Lei n° 11.105, de 24 de março de 2005 Biossegurança AULA 2 – RISCOS • Aerossóis: solução em forma de gotas que se dispersam no ar • Amostras biológicas: são materiais de origem humana ou animal experimentais ou diagnóstico • Antisséptico: agente utilizado para desinfecção de tecido vivo, capaz de destruir ou inibir o crescimento de microrganismos na área aplicada • Descontaminação: destruição ou remoção (total ou parcial) de microrganismos dos artigos e superfícies • Desinfecção: destruição ou inibição do crescimento de microrganismos patógenos não esporulados ou em estado vegetativo, de superfície • EPI • EPC • Esterilização: processo de destruição de todos os microrganismos, incluindo os esporos • Limpeza: processo de remoção de sujidade • Material biológico • Patogenicidade • Resíduos hospitalares • Sanitização: processo destinado à redução da maioria das bactérias patogênicas • Substancias infectantes: são apresentações que contêm microrganismos viáveis sabidamente capazes de provocar doença ao homem ou animais BOAS PRÁTICAS EM LABORATÓRIOS • Redução de riscos • Perda de materiais • Contaminação cruzada TIPOS DE RISCO • Físico • Químico • Biológico • Ergonômico • Mecânico RISCO FÍSICO São riscos ambientais que se apresentam em forma de energia como os ruídos, temperaturas extremas, vibrações, radiações ionizantes, radiações não ionizantes, frio, calor, pressões anormais e umidade. Radiação ionizante: raio-x, radiação alfa, beta e gama. • Riscos-somáticos e hereditários Radiação não ionizante: luz visível; infravermelho; ultravioleta; micro-ondas de aquecimento e laser Agentes físicos: são aqueles decorrentes de processos e equipamentos produtivos e podem ser: • Ruído e vibrações • Pressões anormais em relação à pressão atmosférica • Temperatura extremas (altas e baixas) • Radiações ionizantes e radiações não ionizantes • Diminuição da capacidade de ouvir • Perda da capacidade olfativa • Queimaduras Som e o ruído, segundo Smith & Peters, (1992 apud MENDES, 2005), “som representa uma sensação auditiva provocada por variações de pressão geradas por alguma fonte de vibração” – gera harmonia; o ruido é descrito como um som desagradável ou incomodo produzido por máquinas, instrumentos, e esse é identificado com frequência no ambiente industrial” RISCO QUÍMICO É o perigo a que determinado indivíduo está exposto ao manipular produtos químicos que podem causar- lhe danos físicos ou prejudica a saúde • Irritação das mucosas e pele • Queimaduras leves • Problemas respiratórios • Doenças do sistema nervoso • Câncer • Tempo de exposição • Efeitos irritantes • Efeitos asfixiantes • Efeitos anestésicos • Poeiras minerais • Poeiras vegetais • Poeiras alcalinas • Poeiras incômodas • Fumos metálicos ROTULAGEM • A rotulagem por intermédio de símbolos e textos de avisos são precauções essenciais de segurança • Os rótulos ou etiquetas aplicadas sobre uma embalagem deve conter em seu texto as informações que sejam necessárias para que o produto ali contido seja tratado com toda a segurança possível • É perigoso reutilizar o frasco de um produto para guardar qualquer outro diferente • Quando encontrar uma embalagem sem rótulo Oxidante (O) • Classificação: São agentes que desprendem oxigênio e favorecem a combustão. Podem inflamar substancias combustíveis ou acelerar a propagação de incêndio • Precaução: evitar qualquer contato com substancias combustíveis. Perigo de incêndio. O incêndio pode ser favorecido dificultando a sua extinção Inflamável (F) • Classificação: determinados peróxidos; líquidos com pontos de inflamação inferior a 21°c, substancias sólidas que são fáceis de inflamar, de continuar queimando por si só; liberam substancias facilmente inflamáveis por ação da umidade • Precaução: evitar contato com o ar, a formação de misturas inflamáveis gás-ar e manter afastadas de fontes de ignição Corrosivo (C) • Classificação: estes produtos químicos causam destruição de tecidos vivos e/ou materiais inertes • Precaução: não inalar os vapores e evitar o contato com a pele, os olhos e vestuário Tóxicos (T) • Classificação: são agentes químicos que, ao serem introduzidos nos organismos por inalação, absorção ou ingestão, podem causar efeitos graves e/ou mortais • Precaução: qualquer contato com o corpo humano e observar cuidados especiais com produtos cancerígenos, teratogênicos ou mutagênicos DIAMENTE DE HOMMEL EXERCITANDO Após avaliação utilizando um decibelímetro, foi constatado que o nível de ruido da capela que manuseia produtos químicos estava muito acima de 70 decibéis. Qual tipo de risco os colaboradores do laboratório estão expostos? a) Ergonômico b) Biológico c) Químico d) Físico e) Mecânico Dr fiama glice, profissional da área da saúde trabalha manuseando xilol e formol e suas atividades ocupacionais. Qual risco ela está exposta a) Ergonômico b) Biológicoc) Químico d) Físico e) Mecânico RISCO BIOLOGICO São oriundos da manipulação, transformação e modificação de seres vivos microscópicos, dentre eles: genes, bactérias, fungos, protozoários, vírus e outros. CLASSE DE RISCO • CLASSE DE RISCO 1 (baixo risco individual e para coletividade): inclui os agentes biológicos conhecidos por não causarem doenças em pessoas ou animais adultos sadios. Exemplo: lactobacillus sp. • CLASSE DE RISCO 2 (moderado risco individual e limitado risco para a comunidade): inclui os agentes biológicos que provocam infecções no homem ou nos animais, cujo potencial é limitado, e para os quais existem medidas terapêuticas e profiláticas eficazes. Exemplo: Schistosoma mansoni • CLASSE DE RISCO 3 (alto risco individual e moderado risco para a comunidade): inclui agentes biológicos que possuem capacidade de transmitir por via respiratória e que causam patologias humanas ou animais, potencialmente letais, para as quais existem usualmente medidas de tratamento e/ou de prevenção. Representam risco se disseminados na comunidade e no meio ambiente, podendo se propagar de pessoa pra pessoa. Exemplo: Bacillus antharacis • CLASSE DE RISCO 4 (alto risco individual e para comunidade): inclui os agentes biológicos com grande poder de transmissibilidade por via respiratória ou e transmissão desconhecida. Ate o momento não há nenhuma medida profilática ou terapêutica eficaz contra infecções ocasionadas por estes. Causam doenças humanas e animais de alta gravidade e no meio ambiente. Esta classe inclui principalmente os vírus. Exemplo: vírus ebola • CLASSE DE RISCO ESPECIAL (alto risco de causar doença animal grave e de disseminação no meio ambiente): inclui agentes biológicos de doença animal não existente no país e que, embora não sejam obrigatoriamente patógenos de importância para o homem, podem gerar graves perdas econômicas e/ou na produção de alimentos. CLASSIFICAÇÃO • Virulência: é a capacidade patogênica de um agente biológico, medida pela mortalidade que ele produz e/ou por seu poder de invadir tecido do hospedeiro. A virulência pode ser avaliada por meio dos coeficientes de letalidade e de gravidade • Modo de transmissão: é o percurso feito pelo agente biológico a partir da fonte de exposição ate o hospedeiro. O conhecimento do modo de transmissão do agente biológico manipulado é de fundamental importância para a aplicação de medidas que visem conter a disseminação do patógeno. • Estabilidade: é a capacidade de manutenção do potencial infeccioso de um agente biológico no meio ambiente. Deve ser considerada a capacidade de manutenção do potencial infeccioso em condições ambientais adversas como a exposição à luz, à radiação ultravioleta, às temperaturas, à umidade relativa e aos agentes químicos. • Origem do agente biológico potencialmente patogênico: deve ser considerada a origem do hospedeiro do agente biológico (humano ou animal) como também a localização geográfica (áreas endêmicas) e a natureza do vetor RISCO ERGONÔMICO Qualquer fator que possa interferir nas características psicofisiológicas do trabalhador, causando desconforto ou afetando sua saúde. • Integridade física ou mental do trabalhador • Desconforto • Doença São considerados riscos ergonômicos: esforço físico, levantamento de peso, postura inadequada, controle rígido de produtividade, situação de estresse, trabalhos em período noturno, jornada de trabalho prolongada, monotonia e repetitividade, imposição de rotina intensa. A ergonomia é uma ciência relativamente recente que estuda as relações entre o homem e seu ambiente de trabalho e definida pela organização internacional do trabalho – OIT como “a aplicação da ciência biológicas humanas em conjunto com recursos e técnicas de engenharia para alcançar o ajustamento mútuo, ideal entre o homem e seu trabalho, e cujos resultados se medem em termos de eficiência humana e bem-estar no trabalho • Distúrbios psicológicos e fisiológicos • Provocar sérios danos À saúde do trabalhador o LER/DORT o Cansaço físico o Dores musculares o Hipertensão arterial o Alteração do sono o Doenças nervosas o Taquicardia o Doenças do aparelho digestivo (gastrite e ulcera) o Problemas de coluna, etc. • Para evitar: o Ajuste entre as condições de trabalho o Praticidade o Conforto físico e psíquico por meio de: melhoria no processo de trabalho, melhores condições no local de trabalho, modernização de máquinas e equipamentos o Melhoria no relacionamento entre as pessoas o Alteração no ritmo de trabalho o Ferramentas adequadas o Postura adequada, etc. RISCO DE ACIDENTE/MECÃNICO • Fatores que colocam em perigo o trabalhador ou afetam sua integridade física ou moral São considerados como risco geradores de acidentes: • Arranjo físico deficiente: é resultante de: prédios com área insuficiente; localização imprópria de máquinas e equipamentos; má arrumação e localização imprópria de maquinas e equipamentos; má arrumação e limpeza; sinalização incorreta ou inexistente; pisos fracos e/ou irregulares • Maquinas e equipamentos sem proteção: maquinas obsoletas; maquinas sem proteção em pontos de transmissão e de operação; comando de liga/desliga fora do alcance do operador; maquinas e equipamentos com defeitos ou inadequados; EPI inadequado ou não fornecido. • Ferramentas inadequadas ou defeituosas: ferramentas usadas de forma incorreta; falta de fornecimento de ferramentas adequadas; falta de manutenção • Eletricidade: instalação imprópria, com defeito ou exposta; fios desencapados; falta de aterramento elétrico; falta de manutenção. • Incêndio ou explosão: armazenamento inadequado de inflamáveis e/ou gases; manipulação e transporte inadequado de produtos inflamáveis e perigosos; sobrecarga em rede elétrica; falta de sinalização; falta de equipamentos de combate ou equipamentos defeituosos EXERCITANDO Glyce é uma profissional que trabalha em um laboratório de microbiologia, durante sua rotina de trabalho ela manipula diariamente amostras contaminadas com microrganismos. Indique qual o tipo de risco que gleyce esta exposta nesse ambiente a) Ergonômico b) Biológico c) Químico d) Físico e) Mecânico Durante um atendimento pré-hospitalar, um profissional de saúde precisa fazer movimentos repetitivos e também levantar peso. Qual tipo de risco está envolvido nessa situação a) Ergonômico b) Biológico c) Químico d) Físico e) Mecânico Em um determinado trabalho, o profissional esta exposto a um ambiente de trabalho que possui inúmeras fragilidades com relação a mobília e iluminação inadequada. Esses são riscos do tipo: a) Ergonômico b) Biológico c) Químico d) Físico e) Mecânico AVALIE O CASO Bianca, uma renomada profissional de saúde, sempre vai para o trabalho super elegante com muitos adornos de ouro, fruto de uma boa remuneração como referencia na área. Um dia, ela fica bem irritada, e conta o que aconteceu para sua amiga. “durante o atendimento esse paciente, me chamou atenção, dizendo que não era correto eu abrir a maçaneta de porta com mãos enluvadas” – quero saber como ela queria que eu abrisse a porta, com os pés 1. Analise a situação descrita 2. Definam o que é biossegurança 3. Biossegurança deve ser apenas para a proteção do profissional? e também dos pacientes? Analisem o texto desse ponto de vista. 4. Sobre o uso dos adornos, podem ser utilizados na área da saúde? Qual NR aborda esse assunto? Biossegurança AULA 3 – LEIS LEI 8.974 DE 1995 Regulamenta os incisos II e V do §1° do art. 225 da constituição federal, estabelece normas para o usodas técnicas de engenharia genética e liberação no meio ambiente de organismos geneticamente modificados, autoriza o poder executivo a criar, no âmbito da presidência da república, a comissão técnica nacional de biossegurança (CNTBio), e dá outras providencias. CONSTITUIÇÃO FEDERAL • Art 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder publico e à coletividade o dever de defende-lo e preservá-lo para os presentes e futuras gerações • §1°- para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao poder público: I. Preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas V. controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substancias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente. LEI 11.105 DE 2005 Regulamenta os incisos II, IV e V do § 1° do art. 225 da constituição federal, estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização de atividades que envolvam organismos geneticamente modificados – OGM e seus derivados, cria o conselho nacional de biossegurança – CNBS, reestrutura a comissão técnica nacional de biossegurança – CTNBio, dispõe sobre a politica nacional de biossegurança -PNB, revoga a lei n° 8.974, de janeiro de 1995, e a medida provisória n° 2.191-9, de 23 de agosto de 20011, e os arts 5°, 6°, 7°,8°, 10° e 16° da lei n° 10.814, de 15 de dezembro de 2003, e da outras providencias Art 1° esta lei estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização sobre a construção, o cultivo, a produção, a manipulação, o transporte, a transferência, a importação, a exportação, o armazenamento, a pesquisa, a comercialização, o consumo, a liberação no meio ambiente e o descarte do organismo geneticamente modificado – OGM e seus derivados, tendo como diretrizes o estímulo ao avanço cientifico na área de biossegurança e biotecnologia, a proteção à vida e à saúde humana, animal e vegetal, e a observância do principio da precaução para a proteção do meio ambiente. PROTOCOLO DE CARTAGENA – 2000 JANEIRO DE 2000 • Assegurar um nível adequado de proteção no campo da transferência, da manipulação e do uso seguros dos organismos vivos modificados (OVMs) resultantes da biotecnologia moderna que possam ter efeitos adversos na conservação e no uso sustentável da diversidade biológica, levando em conta os riscos para a saúde humana, decorrentes do movimento transfronteiriço • Protocolo entrou em vigor em 11 de setembro de 2003 Artigo 1° OBJETIVO De acordo com a abordagem de precauções contidas no principio 15 da declaração do Rio sobre meio ambiente e desenvolvimento, o objetivo do presente protocolo é de contribuir para assegurar um nível adequado de proteção no campo da transferência, da manipulação e do uso seguros dos organismos vivos modificados resultantes da biotecnologia moderna que possam ter efeitos adversos na conservação e no uso sustentável da diversidade biológica, levando em conta os riscos para s saúde humana, e enfocando especificamente os movimentos transfronteiriços Principio 15 Com o fim de proteger o meio ambiente, o principio de precauções deverá ser amplamente observado pelos estados, de acordo com suas capacidades. Quando houver ameaças de danos graves ou irreversíveis, a ausência de certeza cientifica absoluta não será utilizada como razão para o adiamento de medidas economicamente viáveis para prevenir a degradação ambiental (i) Por “biotecnologia moderna” se entende: a. A aplicação de técnicas in vitro de ácidos nucleicos, inclusive ácido desoxirribonucleicos (ADN) recombinante e injeção direta de ácidos nucleicos em células ou organelas, ou b. A fusão de células de organismos que não pertencem à mesma família taxonômica, que superem as barreiras naturais da fisiologia da reprodução ou da recombinação e que não sejam técnicas utilizadas na reprodução e seleção tradicionais. Artigo 8 NOTIFICAÇÃO 1. A parte exportadora notificará, ou exigirá que o exportador assegure a notificação por escrito, à autoridade nacional competente da parte importadora antes do movimento transfronteiriço intencional de um organismo vivo modificado contemplado no artigo 7°, paragrafo 1°. A notificação conterá, no mínimo, as informações especificas no anexo 1 2. A parte exportadora assegurará que exista uma determinação legal quanto à precisão das informações fornecidas pelo exportador Artigo 9 ACUSAÇÃO DO RECEBIMENTO DA NOTIFICAÇÃO 1. A parte importadora acusará o recebimento da notificação, por escrito, ao notificador no prazo de noventa dias a partir da data do recebimento 2. Constará na acusação: a) A data do recebimento da notificação b) Se a notificação conté, prima facie, as informações referidas pelo artigo 8° c) Se se deve proceder de acordo com o ordenamento interno da parte importadora ou de acordo com os procedimentos específicos no artigo 10 3. O ordenamento jurídico interno referido pelo 2² (c ) acima será compatível com o presente protocolo 4. A falta de acusação pela parte importadora do recebimento de uma notificação não implicara seu consentimento a um movimento transfronteiriço intencional Biossegurança AULA 4 – AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO, NOTIFICAÇÃO E QUIMIOPROFILAXIA Riscos • Identificação • Avaliação • Treinamento • Proteção • Acidentes de trabalho (AT) Acidentes de trabalho (AT): AT é aquele que acontece no exercício do trabalho e que traz como consequência uma lesão corporal ou perturbação funcional, com perda ou redução da capacidade para o trabalho, de forma permanente ou temporária, ou até mesmo a morte. O ministério da saúde (MS) dispõe sobre os procedimentos técnicos para a notificação compulsória de agravos à saúde do trabalhador, dentre os quais está regulamentado a notificação dos acidentes de trabalho com exposição a material biológico. Notificação: • Ficha própria • Sistema de informação de agravos de notificação (SINAN-NET) • Redes sentinelas específicas, a exemplo dos centros de referência de saúde do trabalhador (CEREST), para que as politicas de prevenção e controle possam ser executadas. Importância da notificação: • Estimativas da ocorrência e acidentes biológicos • Divulgação de dados como a letalidade das infecções • Direcionar cuidados e prevenção • Melhorar o encaminhamento dos trabalhadores acidentados aos serviços especializados • Adotar medidas para a prevenção dos acidentes nos locais de trabalho Dentre os vários tipos de acidentes, os perfurocortantes são não só os mais frequentes, como também os mais graves, por possibilitarem o desenvolvimento de doenças letais para os trabalhadores. Conduta pós acidente • Lavagem do local exposto com água e sabão nos casos de exposição percutânea ou cutânea • Nas exposições de mucosas -> lavar exaustivamente com água ou solução salina fisiológica • Não há evidencia de que o uso de antissépticos ou expressão do local do ferimento reduzam risco de transmissão, entretanto, o uso de antisséptico não é contraindicado • Não devem ser realizados procedimentos que aumentem a área exposta tais como cortes ou infecções locais. A utilização de soluções irritantes (éter, glutaraldeído, hipoclorito de sódio) também está contraindicada. Avaliação do acidente • Estabelecer o material biológico envolvido: sangue, fluidos orgânicos potencialmente infectantes (sêmen, secreção vaginal liquido sinovial, liquido pleural, peritoneal, pericárdico e amniótico), fluidos orgânicos potencialmente não-infectante (suor, lágrima, fezes, urina e saliva) exceto se contaminandocom sangue • Tipo de acidente: perfurocortante, contato com mucosa, contato com pele com solução de continuidade • Conhecimento da fonte: fonte comprovadamente infectada ou exposta à situação de risco ou fonte de origem fora do ambiente de trabalho Orientação ao acidentado • Com relação ao risco do acidente. • Possível uso de quimioprofilaxia. • Consentimento para realização de exames sorológicos. • Comprometer o acidentado com seu acompanhamento durante seis meses. • Prevenção da transmissão secundária. • Suporte emocional devido estresse pós- acidente. • Relatar de imediato os sintomas: linfoadenopatia, dor de garganta, sintomas de gripe (sugestivos de soroconversão aguda) • Reforçar a prática de biossegurança e precauções básicas em serviços. AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO QUANTO AO POTENCIAL DE TRANSMISSÃO 1. Tipo de exposição • Percutânea: lesões provocadas por instrumentos perfurocortantes. • Em mucosas: respingos em olhos, nariz, boca e genitália • Em pele não íntegra: contato com dermatite, ferida abertas, mordeduras humanas. Considerar exposição de risco quando houver sangue o Avaliar fonte e acidentado 2. Tipo de fluido • Fluido biológico de risco: sangue, liquido orgânico com sangue viável ou fluido potencialmente infectante • Material biológico potencialmente não infectantes: fezes, secreção nasal, escarro, suor, lágrima, urina, vomito, exceto se tiver com sangue Quantidade de fluidos e tecidos • Maior volume de sangue: lesões profundas para material cortante, presença de sangue visível nos instrumentos, acidentes com agulhas previamente utilizadas em veias ou artérias, acidentes com agulhas de grosso calibre, agulha com lúmen • Maior inoculação viral: paciente-fonte com HIV/Aids avançada, infecção aguda para HIV, situações com viremia elevada 3. Status sorológico da fonte • Fonte conhecida: solicitar exames e aconselhamento pré-teste: HBsAg; Anti- HBc; Anti-HCV e Anti-HIV • Fonte com status sorológico desconhecido: (recusa ou impossibilidade de realizar testes), considerar o diagnóstico médico, sintomas e história de situação de risco. • Exame de detecção viral não são recomendados com testes de triagem • Fontes desconhecidas: considerar a possibilidade clínica e epidemiológica de infecção pelo HIV, HBV e HCV (prevalência de infecção naquela população local, onde o material perfurocortantes foi encontrado, procedimento ao qual ele foi associado, presença ou não de sangue, etc.) 4. Status sorológico do acidentado • Verificar realização de vacinação por HBV • Comprovação de imunidade através do Anti-HBs • Realizar sorologia do acidentado para HIV, HBV e HCV QUIMIOPROFILAXIA • Tratamento para evitar a propagação de doenças • Administração de drogas capazes de prevenir a infecção ou impedir que o individuo infectado adoeça QUIMIOPROFILAXIA PARA O HIV É o direito do profissional se recusar a realizar a quimioprofilaxia ou outros procedimentos necessários pós-exposição. Nestes casos, porém, deverá assinar um documento onde esteja claramente explicitado que todas as informações foram fornecidas no seu atendimento sobre os riscos da exposição e os riscos e benefícios da conduta indicada. QUIMIOPROFILAXIA PARA HBV • A vacinação pré-exposição contra a hepatite B é a principal medida de prevenção de hepatite B ocupacional entre profissionais de saúde. • Vacinação deverá ser feita antes da admissão do profissional nos serviços de saúde • Está indicada para todos aqueles que podem estar expostos aos materiais biológicos durante suas atividades • Não é recomendada a sorologia pré-vacinal para definir a vacinação exclusiva de profissionais não-imunes • Profissionais que relatam história de hepatite, mas não sabem informar qual tipo viral, deve ser vacinado contra hepatite B • A vacina contra hepatite B é extremamente eficaz (90 a 95% de resposta vacinal em adultos imunocompetentes) e segura. A gravidez e a lactação não são contraindicações para utilização da vacina. QUIMIOPROFILAXIA PARA HCV Não existe nenhuma medida especifica eficaz para redução do risco de transmissão do vírus da hepatite C após exposição ocupacional. Os estudos não comprovam benefício profilático com o uso de imunoglobulinas a única medida eficaz para eliminação do risco de infecção pelo vírus da hepatite C é por meio da prevenção da ocorrência do acidente. CONSIDERAÇÕES SOBRE O PACIENTE-FONTE O paciente-fonte deverá ser avaliado quanto à infecção pelo HIV, hepatite B e hepatite C, no momento da ocorrência do acidente -> informações disponíveis no prontuário; Se o paciente-fonte é conhecido • Doença previa ou situação sorológica para HIV, HBV, HCV é desconhecida -> orientá-lo • Os resultados dos exames sorológicos devem ser sempre comunicados aos pacientes. Se a fonte de exposição não é conhecida ou não pode ser testada, deve-se avaliar a probabilidade clinica e epidemiológica da infecção pelo HIV, HBV ou HCV. • Importantes itens a serem considerados são a prevalência da infecção naquela localização, origem do material e a gravidade do acidente. CASO A SE ESTUDADO Funcionário do laboratório de analise clínicas, A.B.C, 40 anos, trabalha há 20 anos em laboratório, sofreu um acidente de trabalho ao manipular uma amostra de escarro. Ao abrir o recipiente com o material, este escorregou das suas mãos e parte do material espirrou em seu rosto, A.B.C usava apenas luvas de látex. Tal amostra chegou ao laboratório vindo direto do hospital de doenças infecciosas referência em sua cidade No final da tarde da sexta-feira, dia do acidente, a funcionária realizou apenas a lavagem das mãos e foi para sua residência. Como era final de expediente e estava sozinha, não comunicou a nenhum outro funcionário Aproximadamente 3 semanas após o acidente faltou o trabalho relatando estar doente. Biossegurança AULA 6 – NÍVEIS DE BIOSSEGURANÇA • Limitar ou restringir o acesso ao laboratório • Lavar as mãos: o Antes e após o manuseio de materiais viáveis o Antes e após o uso de luvas o Antes e depois do contato físico com pacientes o Depois de manusear material infectantes o Antes de comer, beber, manusear alimentos e fumar o Depois de usar a toalete, cobrir a boca para espirrar, pentear os cabelos o Mãos e antebraços devem ser lavados cuidadosamente o Manter líquidos antissépticos para uso, caso não exista lavatório no local NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 – (NB-1) • Agentes caracterizados e conhecidos por não provocarem doença em seres humanos sadios • Mínimo risco ao pessoal do laboratório e ao meio ambiente • O laboratório não esta separado das demais dependências da edificação • O trabalho é conduzido, em geral, em bancada, com BPL • EPIs e EPCs ou características especiais de construção não são geralmente usados ou exigidos • Treinamentos em biossegurança e com conhecimentos específicos da área • Nível básico de contenção que se baseia nas práticas padrões de microbiologia, sem uma indicação de barreiras primárias ou secundarias, com exceção de uma pia para higienização das mãos. • Muitos agentes que geralmente não estão associados a processos patológicos em homens são, entretanto, patógenos oportunos e que podem causar uma infecção em jovens, idosos e indivíduos imunodeprimidos NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 – (NB-2) As práticas, os equipamentos, o projeto e a construção são aplicáveis aos locais onde o trabalho é realizado com um maior espectro de agentes nativos de risco moderado presentes na comunidade e que estejam associados a uma patologia humana de gravidade variável Com boas técnicas de microbiologia,esses agentes podem ser usados de maneira segura em atividades conduzidas sobre uma bancada aberta, uma vez que o potencial para a produção de borrifos e aerossóis é baixo. O vírus da hepatite B, o HIV, a salmonella spp. E toxoplasma spp. São exemplos de microrganismos designados para este nível de contenção. O NB2 é adequado para qualquer trabalho que envolva sangue humano, líquidos corporais, tecidos ou linhas de células humanas primárias onde a presença de um agente infeccioso pode ser desconhecida Uso de contenção primária ou com dispositivos como a cabine de segurança biológica (CSB) outras barreiras primárias, como escudos para borrifos, proteção facial, avental e luvas, devem ser utilizadas As barreiras secundarias, como pias para higienização das mãos e instalações para descontaminação de lixo, devem existir com objetivo de reduzir a contaminação potencial do meio ambiente. NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 – (NB-3) As práticas, o equipamento de segurança, o planejamento e construção das dependências são aplicáveis para laboratórios clínicos, de diagnóstico, laboratório-escola, de pesquisa ou de produções Nesses locais realiza-se o trabalho com agentes nativos ou exóticos que possuam um potencial de transmissão via respiratória e que possam causar infecções sérias e potencialmente fatais O mycobacterium tuberculosis, o vírus da encefalite de St. Louis e a coxiella burnetii Os riscos primários causados aos trabalhadores que lidam com estes agentes incluem a autoinoculação, a ingestão e a exposição aos aerossóis infecciosos. No NB-3, enfatizam-se mais as barreiras primárias e secundarias para protegerem os funcionários de áreas contíguas, a comunidade e o meio ambiente contra a exposição aos aerossóis potencialmente infecciosos. Por exemplo, todas as manipulações laboratoriais deverão ser realizadas em uma CSB as barreiras secundarias para este nível incluem o acesso controlado ao laboratório e sistemas de ventilação que minimizam a liberação de aerossóis infecciosos do laboratório. NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 – (NB-4) Trabalhos que envolvam agentes exóticos perigosos que representam um alto risco por provocarem doenças fatais em indivíduos Transmissão via aerossóis, e ate o momento não há nenhuma vacina ou terapia disponível Os agentes que possuem uma relação antigênica próxima ou idêntica aos agentes do NB4 também deverão ser manuseados neste nível Os vírus como marbug ou vírus da febre hemorrágica criméia – congo são manipulados no NB4 Os riscos primários aos que manuseiam agentes no NB4 incluem exposição respiratória aos aerossóis infecciosos, exposição da membrana e/ou mucosa da pele lesionada às gotículas infecciosas e a autoinoculação O completo isolamento dos trabalhadores de laboratório em relação aos materiais infecciosos aerossolizados é realizado primariamente em CBS classe III ou com um macacão individual suprido com pressão de ar positivo A instalação do NB 4 é geralmente construída em um prédio separado ou em uma zona completamente isolada, com uma complexa e especializada ventilação e sistemas de gerenciamento de lixo que evitem uma liberação de agentes viáveis no meio ambiente. BARREIRAS DE CONTENÇÃO EPC -> Proteger todos os trabalhadores expostos a determinado risco • Enclausuramento acústico de fontes de ruido • Ventilação dos locais de trabalho • Proteção de partes móveis de máquinas e equipamentos • Sinalização de segurança • Cabine de segurança biológica, capelas químicas, cabine para manipulação de radioisótopos • Extintores de incêndio Cabine para histologia Construída em aço inox, com exaustão por duto. É especifica para trabalhos histológicos. Capela química Construída de forma aerodinâmica, de maneira que o fluxo de ar ambiental não cause turbulências e correntes, reduzindo assim, o perigo de inalação e a contaminação do operador e do ambiente Manta ou cobertor É utilizado para abafar ou envolver a vítima de incêndio, devendo ser confeccionado em lã ou algodão grosso, não sendo admitido tecidos com fibras sintéticas Vaso de areia ou balde de areia É utilizado sobre o derramamento de álcalis para neutralizá-lo Mangueira de incêndio O modelo padrão, comprimento e localização são fornecidos pelas normas do corpo de bombeiros Sprinkle É o sistema de segurança que, através da elevação de temperatura, produz fortes borrifos de água no momento ambiente (borrifador de teto) Alça de transferência descartável São alças de material plástico estéril, descartáveis após o uso. Apresentam a vantagem de dispensar a flambagem Micro incinerador de alça de transferência metálica São aquecidos a gás ou eletricidade Luz ultra violeta São lâmpadas germicidas, cujo comprimento da onda eficaz é de 240nm. Seu uso em cabine de segurança biológica não deve exceder a 15 minuto. O tempo médio de uso é de 3000 horas. Dispositivos de pipetagem São os dispositivos de sucção para pipetas. Ex: pipetador automático, Pêra de borracha e outros Proteção do sistema de vácuo São filtros do tipo cartucho, que impedem a passagem de aerossóis. Também é usado o frasco de transbordamento, que contém desinfetantes. Contenção para homogeneizador, agitador, ultra-som, etc. Devem ser cobertos com anteparo de material autoclavável e sempre abertos dentro das cabines de segurança biológica Anteparo para microscópio de imunofluorescência É o dispositivo acoplado ao microscópio, que impede a passagem de luz ultravioleta, que poderá causar danos aos olhos, ate mesmo o operador à cegueira Kit para limpeza em caso de derramamento biológico, químico ou radiológico É composto de traje de proteção, luvas, mascaras, mascara contra gases, óculos ou protetor facial, bota de borracha, touca, pás para recolhimento do material, pinça para estilhaços de vidro, panos de esfregão e papel toalha para o chão, baldes, soda caustica ou bicarbonato de sódio para neutralizar ácidos, areia seca para cobrir álcalis, detergentes de não inflamável, vaporizador de formaldeído, desinfetantes e sacos plásticos Kit de primeiros socorros É composto de material usualmente indicado inclusive antídoto universal contra cianureto e outros antídotos especiais. Biossegurança AULA 5 – NÍVEIS DE BIOSSEGURANÇA EM LABORATÓRIOS Classificados de acordo com o microrganismo manipulado • NB1 • NB2 • NB3 • NB4 Atenção!! • É proibida a pipetagem com a boca; devem ser utilizados dispositivos mecânicos • Evitar o uso de calçados que deixem os artelhos à vista • Não lamber as etiquetas ou colocar objetos na boca • Não utilizar a pia do laboratório como lavatório • Restringir ao máximo a utilização de agulhas, instituir procedimentos operacionais padrões para o manuseio das mesmas • Todos os procedimentos devem ser realizados cuidadosamente a fim. • As superfícies de trabalho devem ser descontaminadas ao término das atividades • todas as culturas, colônias e outros resíduos devem ser descontaminados antes de serem descartados através de um método de descontaminação aprovado. Os materiais que forem ser descontaminados fora do laboratório deverão ser colocados em recipientes inquebráveis, à prova de vazamento e hermeticamente fechados. • Providenciar o exame médico adequado, assim como vigilância e tratamento apropriados. • O responsável pelo laboratório precisa capacitar a equipe em relação às medidas de segurança e emergência. NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 É nível de contenção laboratorial que se aplica aos laboratórios de ensino básico, onde são manipulados os microrganismos pertencentes a classe de risco1. Classe de risco 1 – o risco individual e para a comunidade é ausente ou muito baixo, ou seja, são microrganismos que têm baixa probabilidade de provocar infecções no homem ou em animais. Exemplos: bacillus subtilis Não é requerida nenhuma característica de desenho, além de um bom planeamento espacial e funcional e a adoção de boas práticas laboratoriais. Práticas especiais – nenhuma. Equipamentos de segurança (barreiras primárias) 1. Os equipamentos especiais de contenção, como cabines de segurança biológica, não são geralmente exigidos para manipulação de agentes de classe de risco 1 2. Uso de jalecos, aventais ou uniformes próprios 3. Recomenda-se o uso de luvas para os casos de rachaduras ou ferimentos na pele das mãos 4. Óculos protetores deverão ser usados na execução de procedimentos que produzam borrifos. Instalações laboratoriais (barreiras secundárias) 1. Possuir porta para controle do acesso 2. Instalação de uma pia para lavagem das mãos, próxima à saída do laboratório 3. O laboratório deve ser projetado de modo a permitir fácil limpeza 4. As paredes, o teto e os pisos devem ser lisos, impermeáveis a líquidos e resistentes a produtos químicos e a desinfetantes que são usados no laboratório 5. Superfície das bancadas impermeável à água e resistente ao calor moderado e aos solventes orgânicos, ácidos, álcalis e químicos usados para a descontaminação da superfície de trabalho e do equipamento 6. Os móveis do laboratório devem ser capazes de suportar cargas e uso previstos 7. A iluminação deve ser adequada para toda as atividades 8. Se o laboratório possuir janelas que se abram para o exterior, estas deverão conter telas de proteção contra insetos. NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 • É semelhante ao NB1 • Envolve agente de risco moderado para os pessoais e para o meio ambiente, classificados como microrganismos de classe de risco 2 1. Treinamento especifico no manejo de agentes patogênicos e devem ser supervisionados por profissionais competentes 2. O acesso aos laboratórios deve ser limitado durante os procedimentos operacionais 3. Precauções extremas serão tomadas em relação a objetos perfurocortantes infectados; e 4. Determinados procedimentos nos quais exista possibilidade de formação de aerossóis e borrifos infecciosos devem ser conduzidos em cabines de segurança biológica ou outros equipamentos de contenção física. Práticas especiais • O acesso ao laboratório devera ser limitado ou restrito de acordo com a definição do chefe do laboratório, quando o trabalho com agentes infecciosos estiver sendo realizado. • Estabelecimento de normas e de procedimentos com ampla divulgação para todos os trabalhadores sobre o potencial de risco associado ao trabalho, bem como sobre os requisitos específicos (por exemplo, imunização) para entrada em laboratório. • O símbolo de “risco biológico” deve ser colocado na entrada do laboratório onde agentes etiológicos estiverem sendo utilizados • O pessoal do laboratório deve estar aproximadamente imunizado ou examinado quanto aos agentes manipulados ou potencialmente presente no laboratório • Os procedimentos de biossegurança devem ser incorporados aos procedimentos operacionais padrões ou a um manual de biossegurança específico do laboratório, adotado ou preparado pelo diretor do laboratório. • O chefe do laboratório deve assegurar que o laboratório e a equipe do apoio recebam um treinamento apropriado sobre os riscos potenciais associados ao trabalho desenvolvido, as precauções necessárias para prevenção de exposição e os procedimentos para avaliação das exposições. • Deve-se sempre tomar uma enorme precaução em relação a qualquer objeto perfurocortante, incluindo seringas e agulhas, lâminas, pipetas, tubos capilares e bisturis • os equipamentos laboratoriais com defeitos devem ser descontaminados antes de serem enviados para conserto ou removidos do local • respingos e acidentes resultantes de uma exposição ao material infeccioso devem ser imediatamente notificados ao chefe do laboratório. A avaliação médica, a vigilância e o tratamento devem ser providenciados e registros do acidente e das providências adotadas deveram ser mantidos por escritos • é proibida a presença de animais em área laboratoriais. EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA (BARREIRA PRIMÁRIA) 1. usar cabines de segurança biológica, de preferencia de classe II, ou outro equipamento de proteção individual adequado ou dispositivos de contenção física que: a. sejam realizados procedimentos com elevado potencial de criação de aerossóis ou borrifos infecciosos como centrifugação, trituração, homogeneização, agitação vigorosa misturas, ruptura por sonificação ou abertura de recipientes contendo materiais infecciosos onde a pressão interna possa ser diferente da pressão ambiental b. altas concentrações ou gentes volumes de agentes infecciosos forem utilizados. 2. Proteção para o rosto deve ser usada para prevenir respingos ou spray proveniente de materiais infecciosos ou de outros materiais perigosos. 3. Utilização de roupas apropriadas como jalecos, gorros ou uniformes de proteção, dentro do laboratório, antes de sair do laboratório para as áreas externas a roupa protetora deve ser retirada e deixada no laboratório, ou encaminhada para a lavanderia da instituição. A equipe do laboratório nunca deve leva-la para a casa. 4. Deve ser usadas luvas, quando houver um contato direto com materiais e superfícies potencialmente infecciosas ou equipamentos contaminados. INSTALAÇÃO LABORATORIAIS (BARREIRA SECUNDÁRIA) 1. É exigido um sistema de portas com trancas 2. Considere a construção de novos laboratórios longe de área públicas 3. O laboratório deve possuir uma pia para a lavagem das mãos, próximo à saída do mesmo. É recomendado a utilização de torneiras com acionamento automático ou que sejam acionadas com o pé 4. O laboratório deve ser projetado de modo a permitir fácil limpeza e descontaminação 5. As paredes, o teto e os pisos devem ser lisos, impermeáveis e líquidos e resistentes a produtos químicos e a desinfetantes que são usados no laboratório 6. Superfície das bancadas impermeável à água e resistente ao calor moderado e aos solventes orgânicos, ácidos, álcalis e químicos usados para a descontaminação da superfície de trabalho e do equipamento. 7. Os móveis do laboratório devem suportar cargas e usos previstos com espaçamento suficiente entre as bancadas, cabines e equipamentos para permitir acesso fácil para limpeza 8. Cabines de segurança biológica devem ser instaladas, de forma que a variação da entrada e saída de ar da sala, não provoque alteração nos padrões de contenção de seu funcionamento. As cabines de segurança biológica devem estar localizadas longe de portas, janelas que possam ser abertas e fora de áreas laboratoriais com fluxo intenso de pessoas, de forma que sejam mantidos os parâmetros de fluxo de ar nestas cabines de segurança biológica 9. Um lava olhos deve ser disponível 10. A iluminação deve ser adequada para todas as atividades, evitando reflexos e luzes fortes 11. Providenciar sistema mecânico de ventilação que proporcione um fluxo interno de ar sem que haja uma recirculação para os espaços fora do laboratório 12. Deve ser reservado um local, fora do laboratório, destinado ao armazenamento de substancias químicas 13. Deve haver um sistema de segurança para combater à incêndios e saída de emergência 14. A água utilizada deve ser de boa qualidade e nunca deve faltar 15. O fornecimento de eletricidade precisa ser adequado. Sistema de gerador, afim de manter os equipamentos indispensáveis (cabines de segurança biológica, freezers, etc) 16. Énecessário haver uma autoclave no próprio local ou próximo ao mesmo 17. Para que sejam atendidas as exigências à performance e ao controle da poluição, os seguintes aspectos relativos ao descarte do resíduo sólido merecem atenção especial NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 É aplicável para laboratórios clínicos, de diagnóstico, ensino e pesquisa ou de produção onde o trabalho com agentes exóticos possa causa doenças sérias ou potencialmente fatais como resultado de exposição por inalação A equipe profissional deve possuir treinamento específico no manejo de agentes patogênicos, potencialmente letais, devendo ser supervisionados por profissionais altamente capacitado e que possua vasta experiencia com estes agentes Esse nível de contenção exige a intensificação dos programas de boas práticas laboratoriais e de segurança, além da existência obrigatória de dispositivos de segurança e do uso, igualmente obrigatório, de cabine de segurança biológica. Os trabalhadores devem usar roupas de proteção específica para esta área e equipamentos de proteção individual. Além das práticas padrões e especificas estabelecidas para os laboratórios NB-1 e NB-2, devem ser adotadas as recomendações abaixo descritas que se aplicam à manipulação de agentes classificados como sendo de classe de risco 3 Práticas especiais 1. Não é permitido o trabalho ou a presença de mulheres grávidas, de pessoas portadoras de ferimentos ou queimaduras, imunodeficiência ou imunodeprimidas 2. O chefe do laboratório deve estabelecer normas e procedimento pelos quais só serão admitidas no laboratório que já tiveram recebido informações sobre o potencial de risco, que atendam todos os requisitos para a entrada recebido informações sobre o potencial de risco, eu atendo todos os requisitos para a entrada no mesmo e que obedeçam a todas as regras para entrada e saída no laboratório. 3. O pessoal do laboratório deve ser apropriadamente imunizado ou examinado quanto aos agentes manipulados ou potencialmente presentes no laboratório e exames periódicos são recomendados 4. Amostras sorológicas de toda a equipe e das pessoas expostas ao risco devem ser coletadas e armazenadas adequadamente para futura referencia 5. O chefe do laboratório deve assegurar que toda a equipe do laboratório demonstre estar apto para práticas e técnicas padrões de segurança e demonstre habilidade também nas práticas especificas do laboratório 6. Deve-se tomar uma extrema precaução, quando objetos cortantes, incluindo seringas e agulhas, lâminas, pipetas, tubos, capilares e bisturis forem manipulados 7. Todas as manipulações abertas que envolvam materiais infecciosos devem ser conduzidas no interior de cabines de segurança biológica ou de outros dispositivos de contenção física dentro de um módulo de contenção 8. O equipamento laboratorial e as superfícies de trabalho devem ser descontaminadas rotineiramente com um desinfetante eficaz após a conclusão do trabalho com materiais infecciosos especialmente no caso de derramamento, vazamentos ou outras contaminações por materiais infecciosos. EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA (BARREIRAS PRIMÁRIAS) 1. Roupas de proteção como macacões, uniformes que possuam menos solução de descontinuidade, não se admitindo roupas abotoadas na frente, devem ser usadas pela equipe quando estiver dentro do laboratório. 2. É obrigatório o uso de luvas quando estiver manuseando materiais infecciosos 3. Todas as manipulações de materiais infecciosos devem ser conduzidas em uma CSB de classe II ou de classe III 4. Quando um procedimento ou processo não puder ser conduzido dentro de uma CSB devem ser utilizadas combinações apropriadas de EPI com dispositivos de contenção física. INSTALAÇÕES DO LABORATÓRIO (BARREIRA SECUNDÁRIA) 1. O laboratório deverá estar separado das áreas de trânsito irrestrito do prédio com acesso restrito 2. Acesso é feito através de vestíbulo pressurizado, com sistema de dupla porta e intertravamento automático como requisito básico para entrada no laboratório a partir de corredores de acesso ou outras áreas contíguas 3. Aa área de escritório deve ser localizada fora da área de biocontenção’ 4. Existência de um lavatório para as mãos, lava- olhos e chuveiro de emergência, no vestíbulo de acesso ao laboratório, com dispositivo de acionamento com os pés ou automatizado. 5. As superfícies das paredes internas, pisos e tetos das áreas, onde os agentes da classe de risco 3 são manipulados, devem ser construídas e mantidas de forma que facilitem a limpeza e a descontaminação 6. Todas as janelas do devem possuir caixilhos metálicos, ser fixas e hermeticamente vedadas. 7. Deve estar disponível, na área de biocontenção, uma autoclave para descontaminação de todo o material utilizado nesta área. Deve-se considerar os meios de descontaminação de equipamentos 8. CSB devem ser instaladas, de forma que a variação de entrada e saída de ar de sala, não provoque alteração nos padrões de contenção de seu funcionamento. As cabines de segurança biológica devem estar localizadas longe de portas, janelas que possam ser abertas e fora de áreas laboratoriais com fluxo intenso de pessoas, de forma que sejam mantidos os parâmetros de fluxo de ar nestas CSB 9. O laboratório deve ter um sistema de ar independente, com ventilação unidirecional onde o fluxo de ar penetra no laboratório através da área de entrada. 10. Alarmes para falhas nos sistemas de insuflação, exaustão, pressurização, intercomunicação, temperatura, umidade, incêndios dentre outros. Providenciar monitor visual com um painel de controle. 11. O ar exaurido de uma CSB Classe II, filtrado por filtro absoluto tipo HEPA poderá recircular no interior do laboratório se a cabine for testada e certificada anualmente. O ar exaurido das CSB deve ser retirado diretamente para fora do ambiente de trabalho através do sistema de exaustão do edifício. 12. As linhas de vácuo devem ser protegidas por sifões contendo desinfetantes líquidos e filtros HEPA, ou o equivalente. 13. O projeto da instalação e os procedimentos operacionais do nível de Biossegurança 3 devem ser documentados. Os parâmetros operacionais e das instalações devem ser verificados quanto ao funcionamento ideal antes que o estabelecimento inicie suas atividades. As instalações devem ser verificadas pelo menos uma vez ao ano. 14. Deve haver um sistema de segurança para combate à incêndios e saídas de emergência. 15. A água utilizada deve ser de boa qualidade e nunca deve faltar. O sistema de água pública precisa ser protegido por um dispositivo anti- refluxo. 16. O fornecimento de eletricidade precisa ser adequado. Sistema de gerador, afim de manter os equipamentos indispensáveis 17. Proteções adicionais ao meio ambiente deve ser considerada em conformidade com a avaliação de risco, com as recomendações para manipulação de determinado agente patogênico, atividade desenvolvida, condições do local ou outras normas locais, estaduais ou federais aplicáveis. NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 Recomenda-se que os laboratórios de nível de Biossegurança 4, ou de contenção máxima, só funcionem sob o controle direto das autoridades sanitárias, além disso, dada a grande complexidade do trabalho, a equipe do laboratório deverá ter um treinamento específico e completo. O NB4 é indicado para o trabalho que envolva agentes exóticos e perigosos que exponham o indivíduo a um alto risco de contaminação de infecções que podem ser fatais, além de apresentarem um potencial relevado de transmissão por aerossóis, classificados como microrganismos da classe de risco 4. Os trabalhadores devem ser supervisionados por profissionais altamente competentes, treinados e com vasta experiênciano manuseio dos agentes manuseados, além dos procedimentos de segurança específicos. O acesso ao laboratório deve ser rigorosamente controlado por sistemas automátizados. A instalação laboratorial deve estar localizada em uma edificação separada ou em uma área controlada dentro do edifício, que seja totalmente isolada de todas as outras. Um manual de operações específico para as instalações deve ser preparado ou adotado. O trabalho deve ser executado exclusivamente dentro de CSB Classe III ou dentro de CSB Classe II associadas ao uso de roupas de proteção com pressão positiva, ventiladas por sistema de suporte de vida. O laboratório do nível de Biossegurança 4 deve possuir características específicas quanto ao projeto e a engenharia para prevenção da Práticas Especiais 1. Somente as pessoas envolvidas na programação e no suporte ao programa a ser desenvolvido e cujas presenças forem solicitadas no local ou nas salas do laboratório devem ter permissão para entrada no local. 2. O chefe do laboratório deve ser o responsável por assegurar que, antes de iniciar o trabalho com microrganismos pertencentes à classe de risco 4, toda a equipe demonstre uma alta competência em relação às práticas e técnicas de segurança e em práticas e operações especiais específicas para a execução das atividades do laboratório 3. O pessoal do laboratório deve ser apropriadamente imunizado e examinado periodicamente. 4. Amostras sorológicas de toda a equipe do laboratório e de outras pessoas expostas a um elevado risco deverá ser coletadas e armazenadas. 5. Um manual sobre Biossegurança deve ser preparado e adotado. A equipe deve ser avisada quanto aos perigos e riscos especiais e deve ler e seguir as instruções sobre as práticas e procedimentos. 6. equipe do laboratório e a equipe de apoio devem receber treinamento adequado sobre os perigos e riscos associados ao trabalho, as precauções necessárias para a prevenção de exposições e os procedimentos de avaliação da exposição. A equipe também deve participar de cursos de atualização anual ou treinamento adicional quando necessário em caso de mudanças nos procedimentos. 7. A entrada e saída de pessoal do laboratório devem ocorrer somente após uso do chuveiro e troca de roupas. Os funcionários devem usar o chuveiro de descontaminação a cada saída do laboratório. 8. Todos os matérias de entrada devem ser descontaminadas em autoclave de dupla porta, câmara de fumigação ou sistema de antecâmara pressurizada antes de serem utilizados. 9. Nenhum material, com exceção do material biológico que deve permanecer intacto ou viável pode ser removido de um laboratório de nível de Biossegurança 4, sem antes ter sido autoclavado. Equipamentos ou materiais que não resistam a temperaturas elevadas ou ao vapor devem ser descontaminados utilizando-se outras metodologia de descontaminação comprovadas e validadas. 10. Um sistema de notificação de acidentes e exposições laboratoriais, absenteísmo de empregados e doenças associadas ao laboratório deve ser organizado, bem como um sistema de vigilância médica. Relatos por escrito deverão ser preparados e mantidos. Deve-se ainda, prever uma unidade de quarentena, isolamento e cuidados médicos para o pessoal contaminado por doenças conhecidas ou potencialmente associado a laboratório. 11. Todos os materiais não relacionados ao experimento que estiver sendo realizado no momento não devem ser permitidos no laboratório. EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA (BARREIRAS PRIMÁRIAS) Todos os procedimentos dentro do laboratório devem ser conduzidos em cabines de segurança biológica Classe III ou cabines de Classe II usadas em associação com roupas de proteção pessoal com pressão positiva e ventiladas por sistema de suporte de vida. INSTALAÇÃO DO LABORATÓRIO (BARREIRAS SECUNDÁRIAS) existem dois modelos de laboratório de nível de Biossegurança 4: a) Laboratório onde todas as manipulações do agente são realizadas em uma cabine de segurança biológica Classe III b) Laboratório onde a equipe usa uma roupa de proteção depressão positiva. Laboratório com uso de cabine de segurança biológica Classe III 1. O laboratório de nível de Biossegurança 4 deve estar separado do prédio ou em uma área claramente demarcada e isolada dentro de um prédio. 2. A entrada e a saída de técnicos devem ser feitas através de sanitários/vestiários de barreira, com diferencial de pressão e sistema de bloqueio de dupla porta, providos de dispositivos de fechamento automático e de intertravamento. O controle de acesso deve ser feito através de sistema de leitor de íris, leitor de digital, cartão magnético ou outro sistema automático. 3. Devem estar previstas câmaras de entradas e saídas de pessoal, para troca de roupas, separadas por chuveiro. Deve ser um sistema de autoclave de duas portas, um tanque de imersão contendo desinfetante, uma câmara de fumigação ou uma ante-sala ventilada para descontaminação na barreira de contenção para o fluxo de materiais, estoques ou equipamentos que não passam no interior dos pelos vestiários para chegarem até a sala. 4. Inspeções diárias de todos os parâmetros de contenção (por exemplo, fluxo de ar direcionado) e sistemas de suporte de vida devem estar concluídos antes que o trabalho se inicie dentro do laboratório para assegurar que este esteja funcionando de acordo com os parâmetros de operação. 5. As paredes, tetos e pisos do laboratório devem ser construídos com sistema de vedação interna, para permitir maior eficiência da fumigação e evitar o acesso de animais e insetos. As superfícies internas do laboratório devem ser resistentes a líquidos e produtos químicos para facilitar a limpeza e a descontaminação da área. 6. Pias com acionamento automático ou que sejam acionadas sem uso das mãos, deverão ser construídas próximas à porta da sala da cabine e perto dos vestiários internos e externos. 7. Se existir um sistema central de vácuo, este não deve servir as áreas fora da sala das cabines. Filtros HEPA em série devem ser colocados da forma mais prática possível em cada ponto onde será utilizado ou próximo da válvula de serviço. Os filtros devem ser instalados de forma a permitir a descontaminação e a substituição local dos mesmos. Outras linhas utilitárias, como a de gás e líquidos, que convergem para a sala das cabines devem ser protegidas por dispositivos que evitem o retorno do fluxo. 8. Todas as janelas devem ser seladas 9. A CSB Classe III deve possuir autoclave de porta dupla para a descontaminação de todos os materiais utilizados. As portas da autoclave que abre para fora da barreira de contenção devem ser seladas às paredes. Estas portas devem ser controladas automaticamente de forma que a porta externa da autoclave somente possa ser aberta depois que o ciclo de "esterilização" da autoclave tenha sido concluído. 10. Os efluentes líquidos, incluindo a água dos vasos sanitários, dos chuveiros de desinfecção química, das pias e de outras fontes devem ser descontaminados através de um método de descontaminação comprovado, de preferência através de um tratamento por calor - antes de serem jogados no esgoto sanitário. O processo usado para a descontaminação de dejetos líquidos deve ser validado fisicamente e biologicamente. 11. Todos os laboratórios devem possuir um sistema de ventilação sem uma recirculação. Os sistemas de insuflação e de exaustão devem estar equilibrados para assegurar um fluxo de ar direcionado da área de menos risco para área(s) de maior risco potencial. O sistema de ar no laboratório deverá prever uma pressão diferencial e fluxo unidirecionado de modo a assegurar diferencial de pressão que não permita a saída do agente de risco. O fluxo de ar direcionado/pressãodiferencial deve ser monitorado e deve conter um alarme que acuse qualquer irregularidade no sistema. Um dispositivo visual que monitorize a pressão de maneira apropriada, que indique e confirme o diferencial da pressão da sala das cabines deve ser providenciado. O fluxo de ar de entrada e saída também deve ser monitorado, e um sistema de controle HEPA deve existir para evitar uma contínua pressurização positiva do laboratório. A cabine de Classe III deve ser diretamente conectada ao sistema de exaustores. Se a cabine de Classe III estiver conectada ao sistema de abastecimento, isto deverá ser feito de forma que previna uma pressurização positiva da cabine. 12. O ar de exaustão dos laboratórios e das cabines deve passar por um sistema de dupla filtragem com filtros absolutos tipo HEPA em série. Este ar deve ser liberado longe dos espaços ocupados e das entradas de ar. Os filtros devem estar localizados de maneira mais próxima possível da fonte a fim de minimizar a quantidade de canos potencialmente contaminados. Todos os filtros HEPA devem ser testados e certificados anualmente. A instalação dos filtros HEPA deve ser projetada de tal forma que permita uma descontaminação in situ do filtro antes deste ser removido, ou antes, da remoção do filtro em um recipiente selado e de contenção de gás para subsequente descontaminação e destruição através da incineração. O projeto do abrigo do filtro HEPA deve facilitar a validação da instalação do filtro. O uso de filtros HEPA pré- certificado pode ser vantajoso. A vida média de filtros HEPA de exaustão pode ser prolongada através de uma pré-filtração adequada do ar insuflado. 13. O projeto e procedimentos operacionais de um laboratório de NB4 devem ser documentados. O local deve ser testado em função do projeto e dos parâmetros operacionais para ser verificado se realmente atendem a todos os critérios antes que comecem a funcionar. Os locais devem ser checados novamente pelo menos uma vez ao ano e os procedimentos neles existentes devem ser modificados de acordo com a experiência operacional. 14. Sistemas de comunicações apropriados devem ser instalados entre o laboratório e o exterior (B) Laboratório com utilização de roupa de proteção específica com pressão positiva 1. A instalação deste laboratório deve ser em um edifício separado ou de uma área claramente demarcada e isolada dentro do edifício. As salas devem ser construídas de forma que assegurem a passagem através dos vestiários e da área de descontaminação antes da entrada na(s) sala(s) onde há a manipulação dos agentes de risco biológico da classe de risco 4. 2. Vestiários interno e externo, separados por um chuveiro devem ser construídos para a entrada e saída da equipe. Uma área para que a equipe vista as roupas protetoras deve ser construída para proporcionar uma proteção pessoal equivalente àquela proporcionada pelas CSB Classe III. As pessoas que entram nesta área devem vestir uma roupa de peça única de pressão positiva e que seja ventilada por um sistema de suporte de vida protegido pelo sistema de filtros HEPA. O sistema de suporte de vida inclui compressores de respiração de ar, alarmes e tanques de ar de reforço de emergência. A entrada nesta área deve ser feita através de uma câmara de compressão adaptada com portas herméticas. 3. Um chuveiro químico para descontaminação da superfície da roupa antes que o trabalhador saia da área deve ser instalado. 4. Um gerador de luz, automaticamente acionado em casos de emergência, deve ser instalado para evitar que os sistemas de suporte de vida, os alarmes, a iluminação, os controles de entrada e saída e as cabines de segurança parem de funcionar. 5. A iluminação e os sistemas de comunicação de emergência devem ser instalados 6. Todas as aberturas e fendas dentro da concha interna da sala da roupa de proteção, do chuveiro químico e das fechaduras devem ser seladas. 7. Uma inspeção diária de todos os parâmetros de contenção e dos sistemas de suporte de vida devem estar concluídos antes que o trabalho no laboratório se inicie para garantir que o laboratório esteja operando de acordo com os parâmetros operacionais. 8. Uma autoclave de portas duplas deve ser instalada na barreira de contenção para descontaminação dos dejetos a serem removidos da área do laboratório escafandro. A porta da autoclave, que se abre para a área externa da sala escafandro, deve ser automaticamente controlada de forma que a porta exterior só possa ser aberta depois que o ciclo de "esterilização" esteja concluído. 9. As paredes, pisos e tetos do laboratório devem ser construídos de maneira que formem uma concha interna selada, que facilite a fumigação e que evite a entrada de animais e insetos. As superfícies internas devem ser impermeáveis e resistentes as soluções químicas, facilitando a limpeza e a descontaminação da área. Todas as aberturas e fendas nestas estruturas e superfícies devem ser seladas. Qualquer sistema de drenagem do piso deve conter sifões cheios de desinfetante químico de eficácia comprovada contra o agente alvo e devem estar conectados diretamente ao sistema de descontaminação de resíduos líquidos. O esgoto e outras linhas de serviço devem possuir filtros HEPA. 10. Acessórios internos como dutos de ventilação, sistemas de suprimento de luz e água devem ser instalados de maneira que minimizem a área da superfície horizontal. 11. As bancadas devem possuir superfícies seladas e sem emendas que deverão ser impermeáveis e resistentes ao calor moderado e aos solventes orgânicos, ácidos, álcalis e solventes químicos utilizados na descontaminação das superfícies de trabalho e nos equipamentos. 12. As bancadas devem ser impermeáveis e resistentes ao calor moderado e aos solventes orgânicos, ácidos, álcalis e solventes químicos utilizados para descontaminação de superfícies e equipamentos. Recomenda-se o uso de materiais não porosos. 13. Os móveis do laboratório devem ter uma construção simples e devem suportar cargas e usos previstos. As cadeiras e outros móveis do laboratório devem ser cobertos por um material que não seja tecido e que possa ser facilmente descontaminado 14. Pias com funcionamento automático ou que sejam acionadas sem o uso das mãos, devem ser construídas próximas à área em conjunto com a roupa de proteção. 15. Todos os serviços de gás e líquidos devem ser protegidos por dispositivos que evitem o retorno do fluxo. 16. Todas as janelas devem ser seladas. 17. Efluentes líquidos provenientes das pias, dos canos de esgoto do piso (se utilizado), das câmaras da autoclave e de outras fontes dentro da barreira de contenção devem ser descontaminados através de um método de descontaminação comprovado, de preferência através de um tratamento com calor - antes de serem jogados no esgoto sanitário. Os efluentes vindo de chuveiros e vasos sanitários limpos devem ser jogados no esgoto sem antes passar por um tratamento. O processo usado para a descontaminação de dejetos líquidos deverá ser validado fisicamente e biologicamente. 18. Todos os laboratórios devem possuir um sistema de ventilação sem re-circulação. Os componentes de insuflação e exaustão de ar do sistema devem estar equilibrados para assegurar um fluxo de ar direcionado da área de menos risco para área(s) de maior perigo. O fluxo de ar direcionado/pressão diferencial entre as áreas adjacentes deve ser monitorado e deveconter um alarme para indicar qualquer irregularidade no sistema. Um dispositivo visual que monitore a pressão de maneira apropriada, que indique e confirme o diferencial da pressão da sala das cabines deve ser providenciado e deve ser colocado na entrada do vestiário. O fluxo de ar nos componentes de abastecimento e escape tambémdeve ser monitorado, e um sistema de controle HVAC deve ser instalado para evitar uma pressurização positiva do laboratório. 19. O ar de exaustão deve passar por dois filtros absolutos tipo HEPA em série antes de ser jogado para fora. O ar deve ser lançado distante dos espaços ocupados e das entradas de ar. Os filtros HEPA devem estar localizados de maneira mais próxima possível da fonte a fim de minimizar a extensão dos canos potencialmente contaminados. Todos os filtros HEPA devem ser testados e certificados anualmente. O local da instalação dos filtros HEPA deve ser projetado de maneira que permita uma descontaminação in situ do filtro antes deste ser removido. Este local deve facilitar a validação da instalação do filtro. O uso de filtros HEPA pré-certificados pode ser vantajoso. A vida média de filtros HEPA exaustores podem ser prolongados através de uma pré-filtração adequada do ar fornecido. 20. O posicionamento dos pontos de entrada e saída de ar deve ser de tal forma que os espaços de ar estáticos dentro do laboratório sejam minimizados. 21. Biossegurança 4 devem ser documentados. O local deve ser testado em função do projeto e dos parâmetros operacionais para que se verifique se realmente atendem a todas as necessidades antes que comecem a funcionar. Os locais devem ser checados novamente uma vez ao ano e os procedimentos neles existentes devem ser modificados de acordo com a experiência operacional. 22. Sistemas de comunicações apropriados devem ser instalados entre o laboratório e o Biossegurança AULA 6 – EPI E EPC • Minimizar contaminação no local de trabalho • Minimizar riscos ao trabalhador EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Norma regulamentadora 6 (NR-6) Empregador: • Adquirir e fornecer o EPI adequado ao risco • Fornecer EPI com Certificado de aprovação (CA) e aprovado pelo Ministério do Trabalho • Emprego (MTE) • Oferecer treinamento • Tornar o uso obrigatório à termo de responsabilidade • Substituir quando danificado • Comunicar o MTE irregularidades observadas Empregado • Usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina • Responsabilizar-se pela guarda e conservação • Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso • Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado Proteção para cabeça Capacetes • Impactos de objetos • Choque elétrico • Para proteção do crânio e face contra agentes térmicos Capuz • Proteção do crânio e pescoço contra riscos de origem térmica • Proteção do crânio, face e pescoço contra agentes químicos • Proteção do crânio e pescoço contra agentes abrasivos e escoriantes • Proteção da cabeça e pescoço contra umidade proveniente do uso de água Proteção das vias respiratórias Respirador purificador de ar motorizado Respirador de adução de ar tipo linha de ar comprimido Proteção olhos e face • Óculos • Proteção dos olhos contra impactos de partículas volantes; • Proteção dos olhos contra luminosidade intensa; • Proteção dos olhos contra radiação ultravioleta; • Proteção dos olhos contra radiação infravermelha; • Proteção limitada dos olhos contra impactos de partículas volantes • Protetor facial para proteção da face contra impactos de partículas volantes; • Protetor facial para proteção da face contra radiação infravermelha; • Protetor facial para proteção dos olhos contra luminosidade intensa; • Protetor facial para proteção da face contra riscos de origem térmica; • Protetor facial para proteção da face contra radiação ultravioleta • Protetor auditivo circum-auricular para proteção do sistema auditivo contra níveis de pressão sonora superiores ao estabelecido na NR-15 • Protetor auditivo de inserção para proteção do sistema auditivo contra níveis de pressão sonora superiores ao estabelecido na NR-15 • Protetor auditivo semi-auricular para proteção do sistema auditivo contra níveis de pressão sonora superiores ao estabelecido na NR-15 Proteção para o tronco • Contra riscos de origem térmica; • Contra riscos de origem mecânica; • Contra agentes químicos • Contra riscos de origem radioativa; • Contra riscos de origem meteorológica; • Contra umidade proveniente de operações com uso de água. Proteção dos membros superiores Luvas • Contra a agentes abrasivos e escoriantes; • Contra agentes cortantes e perfurantes; • Contra choques elétricos; • Contra agentes térmicos; • Contra agentes biológicos; • Contra agentes químicos; • Contra vibrações; • Contra umidade proveniente de operações com uso de água; • Contra radiações ionizantes. Manga: • Proteção do braço e do antebraço contra choques elétricos; • Proteção do braço e do antebraço contra agentes abrasivos e escoriantes; • Proteção do braço e do antebraço contra agentes cortantes e perfurantes; • Proteção do braço e do antebraço contra umidade proveniente de operações com uso de água; • Proteção do braço e do antebraço contra agentes térmicos; • Proteção do braço e do antebraço contra agentes químicos. Proteção dos membros inferiores Calçado • Proteção contra impactos de quedas de objetos sobre os artelhos; • Proteção dos pés contra agentes provenientes de energia elétrica; • Proteção dos pés contra agentes térmicos; • Proteção dos pés contra agentes abrasivos e escoriantes; • Proteção dos pés contra agentes cortantes e perfurantes; • Proteção dos pés e pernas contra umidade proveniente de operações com uso de água; • Proteção dos pés e pernas contra agentes químicos. Perneira • Proteção da perna contra agentes abrasivos e escoriantes; • Proteção da perna contra agentes térmicos; • Proteção da perna contra agentes químicos; • Proteção da perna contra agentes cortantes e perfurantes; • Proteção da perna contra umidade proveniente de operações com uso de • água. Calça • Proteção das pernas contra agentes abrasivos e escoriantes; • Proteção das pernas contra agentes químicos; • Proteção das pernas contra agentes térmicos; • Proteção das pernas contra umidade proveniente de operações com uso de água. Biossegurança AULA 7 – MÉTODOS DE LIMPEZA, DESINFECÇÃO DE MATERIAIS LABORATORIAIS E HOSPITALARES Limpeza: • É o procedimento de remoção de sujidade e detritos para manter em estado de asseio os artigos, reduzindo a carga microbiana. • Precede os procedimentos de desinfecção ou esterilização • O excesso de matéria orgânica aumenta a duração do processo de esterilização, como altera os parâmetros para este processo. Desinfecção • a desinfecção é um processo que elimina uma grande parcela dos microrganismos presentes nas superfícies dos equipamentos laboratoriais • agentes infecciosos em forma vegetativa, patogênicos ou não, existentes em superfícies inertes, não garantindo a eliminação total dos esporos bacterianos. • A desinfecção pode ocorrer com a aplicação de meios físicos ou químicos • Produtos: cloro, hipoclorito de sódio e álcool, podendo ser classificada entre desinfecção de baixa e alta eficiência. Baixo nível: são completamente extraídas as bactérias vegetativas e alguns tipos de vírus e fungos, alguns esporos bacterianos e vírus. É feita com álcool etílico, isopropílico, quaternário de amônia, n-propílico e hipoclorito de sódio. Alto nível: utiliza glutaraldeído, cloro, hipoclorito de sódio, solução de peróxido de hidrogênio, compostos clorados, ortophalaldeído, ácido perácetico e água superoxidada. Somente esposos bacterianos e vírus classificados como lentos sobreviventes. Desinfecção por processo físico Compreende a exposiçãoa agentes físicos, tais como temperatura, pressão e radiação eletromagnética, calor úmido ou, preferencialmente, sistemas mecânicos automáticos, com pressão de jatos d’água a uma temperatura entre 60°C e 90°C, durante 15 minutos, a exemplo das máquinas lavadoras sanitizadoras, esterilizadoras de alta pressão, termodesinfetadoras e similares. Desinfecção por processo químico Envolve a utilização de produtos químicos cujos princípios ativos devem ser preconizados pelas legislações vigentes do Ministério da Saúde. Características de desinfetantes • Aprovado e registrado pela ANVISA • Amplo espectro de ação. • Ação rápida. • Não ser afetado por fatores ambientais • Deve ser ativo na presença de matéria orgânica. • Compatíveis com sabões, detergentes e • outros produtos químicos. • Atóxico. • Compatível com diversos tipos de materiais • Efeito residual na superfície desinfetada. • Fácil manuseio. • Inodoro ou de odor agradável. • Solúvel em água. • Estável em concentração original ou diluído. • Inócuo ao meio ambiente. Esterilização • É geralmente utilizado como um complemento mais eficaz para eliminação de todas as formas de vida presentes nos materiais de laboratório, finalizando a limpeza de maneira eficaz • A esterilização elimina todas as bactérias, fungos e esporos. • São utilizados agentes químicos, físicos e físico- químicos de acordo com o tipo de material laboratorial e sua resistência ao vapor ou calor • Esterilização física: autoclaves, radiação ultravioleta, flambagem, estufas, raios gama e pasteurizadoras. • Esterilização química: aldeídos como glutaraldeído e formaldeído, ou ácido perácetico. Áreas hospitalares/laboratoriais Biossegurança AULA 8 – ISOLAMENTO, INFECÇÃO HOSPITALAR CCIH Isolamento: segregação do paciente do convívio de outras pessoas, durante o período de transmissibilidade da doença infecciosa. 1. assistência adequada ao paciente; 2. Aumentar a segurança e a confiança no trabalho; 3. Diminuir a possibilidade de ocorrência de um surto entre as pessoas que assistem diretamente ao paciente, familiares e a comunidade infecção hospitalar: síndrome infecciosa adquirida após hospitalização ou realização de procedimento ambulatorial. • Obs. 1 Pode ocorrer após a alta, desde que esteja relacionada com algum procedimento realizado durante a internação. • Obs. 2 O diagnóstico de infecção hospitalar só pode ser dado por um profissional treinado (médico ou enfermeiro com qualificação especial em Infecção Hospitalar). Procedimentos ambulatoriais CCIH - Comissão de Controle de Infecção Hospitalar Conhecer as principais infecções hospitalares detectadas no serviço e definir se a ocorrência destes episódios de infecção está dentro de parâmetros aceitáveis. ➢ Isto significa conhecer a literatura mundial sobre o assunto e saber reconhecer as taxas aceitáveis de infecção hospitalar para cada tipo de serviço. Elaborar normas de padronização para que os procedimentos realizados na instituição sigam uma técnica asséptica (sem a penetração de microrganismos), diminuindo o risco de o paciente adquirir infecção. Colaborar no treinamento de todos os profissionais da saúde no que se refere à prevenção e controle das infecções hospitalares. Realizar controle da prescrição de antibióticos, evitando que os mesmos sejam utilizados de maneira descontrolada no hospital. Recomendar as medidas de isolamento de doenças transmissíveis, quando se trata de pacientes hospitalizados. Oferecer apoio técnico à administração hospitalar para a aquisição correta de materiais e equipamentos e para o planejamento adequado da área física das unidades de saúde. RESUMO: Estudo epidemiológico, retrospectivo, documental, realizado em hospital universitário de Fortaleza-CE. Teve por objetivos verificar taxa de prevalência de infecção hospitalar (IH), tipos de infecções, patógenos e seu perfil de sensibilidade aos antimicrobianos. Foram analisadas 512 fichas de notificação de IH ocorridas ao longo de 2007. A taxa de IH anual média foi de 8,2%. As IH reuniram 149 (29,1%) registros de pneumonias, 136 (26,6%) infecções de corrente sanguínea, 87 (17%) infecções do trato urinário, 57 (11,1%) infecções de catéter central, 47 (9,2%) infecções de sítio cirúrgico. Os principais agentes foram: Klebsiella pneumoniae (22%), Staphylococcus aureus (20%), Pseudomonas aeruginosa (14%), Acinetobacter sp (13%), Escherichia coli (10%), Enterobacter sp (9%) e Candida sp. (9%). O perfil de sensibilidade dos dois patógenos predominantes foi: Klebsiella pneumoniae (mais de 50% de sensibilidade ao meropenem, imipenem, gentamicina, amicacina e piperacilina mais tazobactam); Staphylococcus aureus (resistência a eritromicina (66,0%), oxacilina (77,3%), penicilina (84,9%)). Ocorrência de bactérias multirresistentes em um centro de terapia intensiva de hospital brasileiro de emergências RESULTADOS: Totalizou-se 68 pacientes portadores de bactérias multiresistentes dos quais 47 (69,1%) do sexo masculino, com média de idade de 55 anos correspondeu. Todos os pacientes foram submetidos a intubação endotraqueal e a punção venosa central. CONCLUSÕES: O Staphylococcus sp. coagulase- negativo foi a bactéria mais freqüente (36,4%) seguido do Staphylococcus aureus (19%). A classe de antimicrobiano mais utilizado foi a cefalosporina (21,4%). O conhecimento das infecções permitiu refletir sobre a problemática da multiresistência, orientar as ações educativas e favorecer as intervenções de prevenção e controle de situações- problema Biossegurança AULA 9 – RESISTÊNCIA BACTERIANA A resistência Principal mecanismo de resistência foram divididos de acordo com a forma de inativação do antibiótico: 1. Produção de enzimas de que degradam ou modifica antibióticos • Enzimas que degradam antibióticos inativam esses antimicrobianos pela catálise hidrolítica das moléculas dessas drogas • As principais enzimas que degradam antibiótico são denominadas betalactamases, e como o próprio nome diz, atuam catalisando a hidrólise do anel betalactâmico, levando à perda da ação do antimicrobiano sobre a bactéria que continua fazendo a biossíntese de sua parede celular 2. Redução de permeabilidade da membrana externa • Para atingir o alvo e agir no meio intracelular, os antibióticos devem ultrapassar a membrana externa ou toda a parede celular • Antibióticos hidrofílicos devem atravessar a membrana externa por difusão passiva através de proteínas de membrana externa denominadas porinas. • A redução da permeabilidade da membrana externa pode ocorre por alterações na estrutura das porinas ou mesmo pela perda da porina. 3. Sistemas de efluxo hiperexpressos 4. Alteração do sítio alvo (de ligação) do antibiótico • Alterações do sítio alvo têm origem em mutações em genes da própria bactéria. Essas alterações impedem a ligação dos antimicrobianos, mas não interferem na função do alvo (ex.: Proteína) alterado. • A bactéria mantém suas funções e escapa da ação dos antibióticos. • Um dos principais exemplos são as mutações cromossômicas 5. Bloqueio ou proteção do sítio alvo do antibiótico. • Um exemplo de bloqueio às drogas é o espessamento da parede celular em S. aureus, mediado pela expressão de um conjunto de genes cromossômicos, que funciona como uma barreira e bloqueia o acesso de glicopeptídeos (vacomicina e teicoplanina) ao sítio alvo, conferindo resistência intermediária para essas drogas Métodos para reduzir o problema de resistência • Uso de doses altas e em um período adequado para não favorecer o surgimento de cepasmutantes resistentes • Uso combinado de dois antibióticos não relacionados • Antibiótico combinado – antibiótico combinado com um inibidor da enzima que causa a resistência. Ex. Ampicilina + inibidor da betalactamase • Alguns estudos sugerem que a resistência a um determinado antibiótico pode ser perdida (revertida após alguns anos) – poderia interromper e depois de alguns anos usar novamente o mesmo antibiótico • Desenvolver novos fármacos Biossegurança AULA 10 – ANVISA, CONAMA, PGRSS Competências • Estabelecer normas e critérios para o licenciamento de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras • Determinar a realização de estudos das alternativas e das possíveis consequências ambientais de projetos públicos ou privados, no caso de obras ou atividades de significativa degradação ambiental, em especial nas áreas consideradas patrimônio nacional; • Decidir sobre as multas e outras penalidades impostas pelo IBAMA; • Determinar perda ou suspensão de participação em linhas de financiamento em estabelecimentos oficiais de crédito; • Estabelecer normas e padrões nacionais de controle da poluição causada por veículos automotores, aeronaves e embarcações; • Estabelecer normas, critérios e padrões relativos ao controle e à manutenção da qualidade do meio ambiente, com vistas ao uso racional dos recursos ambientais, principalmente os hídricos; • Estabelecer os critérios técnicos para a declaração de áreas críticas, saturadas ou em vias de saturação; • Estabelecer sistemática de monitoramento, avaliação e cumprimento das normas ambientais; • Deliberar, sob a forma de resoluções, proposições, recomendações e moções, visando o cumprimento dos objetivos da política nacional de meio ambiente; Resolução 358/2005 Art. 1°- Esta Resolução aplica-se a todos os serviços relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal, inclusive os serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de campo; laboratórios analíticos de produtos para saúde; necrotérios, funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento (tanatopraxia e somatoconservação); serviços de medicina legal; drogarias e farmácias inclusive as de manipulação; estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde; centros de controle de zoonoses; distribuidores de produtos farmacêuticos; importadores, distribuidores e produtores de materiais e controles para diagnóstico in vitro; unidades móveis de atendimento à saúde; serviços de acupuntura; serviços de tatuagem, entre outros similares Art. 3° - Cabe aos geradores de resíduos de serviço de saúde e ao responsável legal [...] o gerenciamento dos resíduos desde a GERAÇÃO ATÉ A DISPOSIÇÃO FINAL, de forma a atender aos requisitos ambientais e de saúde pública e saúde ocupacional, sem prejuízo de responsabilização solidária de todos aqueles, pessoas físicas e jurídicas que, direta ou indiretamente, causem ou possam causar degradação ambiental, em especial os transportadores e operadores das instalações de tratamento e disposição final [...] Art. 4° - Os geradores de resíduos de serviços de saúde [...] devem elaborar e implantar o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde- PGRSS. Art. 8° - Os veículos utilizados para coleta e transporte externo dos resíduos de serviços de saúde devem atender às exigências legais e às normas da ABNT. Art. 9° As estações para transferência de resíduos de serviços de saúde devem estar licenciadas pelo órgão ambiental competente. Grupos • A: Resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas características de maior virulência ou concentração, podem apresentar risco de infecção. • B: Resíduos contendo substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade. • C: Quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de eliminação especificados nas normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear-CNEN e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista • D: Resíduos que não apresentem risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares. • E: Materiais perfurocortantes ou escarificantes, tais como: lâminas de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas endodônticas, pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas; tubos capilares; micropipetas; lâminas e lamínulas; espátulas; e todos os utensílios de vidro quebrados no laboratório (pipetas, tubos de coleta sanguínea e placas de Petri) e outros similares. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA O gerenciamento dos RSS constitui-se em conjunto de procedimentos de gestão, planejamento e implementação a partir de bases cientificas e técnicas, normativas e legais, com o objetivo de minimizar a produção de resíduos e proporcionar aos resíduos gerados, um encaminhamento seguro, de forma eficiente, visando a proteção dos trabalhadores, a preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente. O que é a RDC 306? É a Resolução da ANVISA de 07 de dezembro de 2004. É um Regulamento Técnico para o Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde - Diretrizes Gerais, baseada nos princípios da Vigilância Sanitária Em que consiste a RDC 306? Consiste em detectar riscos e tomar medidas que eliminem, previnam ou minimizem esses riscos Como foi elaborada a RDC 306? O documento foi elaborado a partir de trabalho conjunto de técnicos da ANVISA e profissionais dos setores envolvidos como: Meio Ambiente, Limpeza Urbana, Indústria Farmacêutica, Associações e Sociedades de Especialidades Médicas e expressa o conhecimento científico atual relativo aos riscos dos resíduos em relação à saúde individual e ao meio ambiente. O que trata a RDC 306? A Resolução trata das etapas de manejo interno para o gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde/RSS. As etapas de manejo externo devem estar de acordo com as orientações dos órgãos de limpeza urbana e, especificamente, para a etapa de destinação final, que dependerá sempre do licenciamento ambiental da instalação de destino. Os procedimentos definidos concentram seu foco no risco do resíduo propriamente dito, na sua capacidade de transmitir infecção ou de contaminar, decorrente de acidentes ocupacionais ou de seu manejo indevido. As decisões estão baseadas na premissa da existência de destinos ambientalmente seguros, cuja responsabilidade pela garantia de operações em condições de segurança ocupacional e ambiental foge à competência da Anvisa. (é do CONAMA) Plano de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde • O PGRSS é um conjunto de procedimentos de gestão que visam o correto gerenciamento dos resíduos produzidos no estabelecimento. • Descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos sólidos, observadas as suas características, no âmbito dos estabelecimentos, contemplando os aspectos referentes à geração, segregação, adicionamento, acondicionamento, coleta interna, armazenamento, transporte, tratamento e destinação final, bem como os aspectos relativos à proteção à saúde pública e segurança ocupacional do pessoal envolvido nas etapas do gerenciamento de resíduos. • O PGRSS é um plano para gerenciar os resíduos provenientes dos serviços de saúde, seguindo, rigorosamente as legislações ANVISA RDC 306 e CONAMA 358. • O PGRSS gerenciamento deve abranger todas as etapas de planejamento dos recursos físicos, dos recursos materiais e da capacitação dos recursos humanos envolvidos no manejo dos PGRSS. , BiossegurançaAULA 11 – PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESIDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE – PGRSS Norma regulamentadora 6 6.1 Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora - NR, considera-se Equipamento de Proteção Individual - EPI, todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. 6.1.1 Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual, todo aquele composto por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. 6.2 O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. 6.6.1 Cabe ao empregador quanto ao EPI : a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade; b) exigir seu uso; c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação; e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado; f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e, g) comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada. h) registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema eletrônico. (Inserida pela Portaria SIT/DSST 107/2009) Responsabilidades do trabalhador. (alterado pela Portaria SIT/DSST 194/2010) 6.7.1 Cabe ao empregado quanto ao EPI: a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina; b) responsabilizar-se pela guarda e conservação; c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio d) para uso; e, e) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado. PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE (PGRSS) O PGRSS é o documento que aponta e descreve as ações relativas ao manejo de resíduos sólidos, que corresponde às etapas de: segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e disposição final. Considera as características e riscos dos resíduos, as ações de proteção à saúde e ao meio ambiente e os princípios da biossegurança de empregar medidas técnicas administrativas e normativas para prevenir acidentes. Lei nº 9.782/99 (capítulo II, art 8º) coube a ANVISA a missão de “regulamentar, controlar e fiscalizar os produtos e serviços que envolvam riscos à saúde pública”, disponibilizando informações técnicas aos estabelecimentos de saúde, assim como as técnicas adequadas de manejo dos RSS, seu gerenciamento e fiscalização, dentro dos princípios de detectar riscos e tomar medidas que elimine, previnam ou minimizem esses riscos Objetivo: redução, reaproveitamento e destinação final ambientalmente correta dos resíduos. • Contempla os aspectos referentes à geração, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e disposição final, bem como a proteção à saúde pública • Elaborado pelo empreendedor • Responsável técnico pela elaboração e execução • Aponta e descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos sólidos. http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit107_2009.htm http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit107_2009.htm http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit107_2009.htm http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit107_2009.htm http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit107_2009.htm http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit194_2010.htm http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit194_2010.htm http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit194_2010.htm http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit194_2010.htm http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit194_2010.htm http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit194_2010.htm http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit194_2010.htm http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit194_2010.htm http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit194_2010.htm http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit194_2010.htm http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit194_2010.htm http://www.normaslegais.com.br/legislacao/portariasit194_2010.htm Classificação – grupos • Grupo A – resíduos que apresentam risco potencial à saúde pública e ao meio ambiente por apresentar agentes biológicos ou ter tido contato com eles. • Grupo B – resíduos que apresentam risco à saúde pública e ao ambiente devido as suas características físicas, químicas e físico- químicas • Grupo C – resíduos radioativos com radionucleotideos com origem em laboratório de analises clinicas, medicina nuclear e radioterapia. • Grupo D – resíduos comuns que não estejam em nenhum dos grupos acima Grupo A1 – Resíduos que que necessitam de tratamento específico • Culturas e estoques de microrganismos; descarte de vacinas de microrganismos vivos ou atenuados; meios de cultura e instrumentais utilizados para transferência, inoculação ou mistura de culturas. • Bolsas transfusionais contendo sangue ou hemocomponentes rejeitadas por contaminação ou por má conservação, ou com prazo de validade vencido, e aquelas oriundas de coleta incompleta. • Sobras de amostras de laboratório contendo sangue ou líquidos corpóreos, recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, contendo sangue ou líquidos corpóreos na forma livre Grupo A2 – Carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais submetidos a processos de experimentação com inoculação de microorganismos, bem como suas forrações. • E os cadáveres de animais suspeitos de serem portadores de microrganismos de relevância epidemiológica e com risco de disseminação, que foram submetidos ou não a estudo anátomo-patológico ou confirmação diagnóstica. Grupo A3 – resíduos que necessitam de tratamento específico. • Peças anatômicas (membros) do ser humano; produto de fecundação sem sinais vitais, com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25cm ou idade gestacional menor que 20 semanas, que não tenham valor científico ou legal e não tenha havido requisição pelo paciente ou familiares. Grupo A4 – resíduos que não necessitam de tratamento. • Kits de linhas arteriais, endovenosas e dialisadores, quando descartados. Filtros de ar e gases aspirados de área contaminada • Membrana filtrante de equipamento médico-hospitalar e de pesquisa, entre outros similares • Sobras de amostras de laboratório e seus recipientes contendo fezes, urina e secreções. • Resíduos de tecido adiposo proveniente de lipoaspiração, lipoescultura ou outro procedimento de cirurgia plástica que gere este tipo de resíduo