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Instituto Superior de Ciências e Educação á Distância
Departamento de Ciências Sociais e Humanas
Coordenação do Curso de Direito
Cadeira: Metodologia de Investigação Científica
1º Ano-2020
Tema: O Processo de Aprendizagem
 O Tutor: 
· Pascoal Guiloviça
Discente:
· Cristina Lucas Cumbula
Maputo, Março de 2020
 INSTITUTO SUPERIOR DE CIENCIAS DE EDUCAÇÃO Á DISTÂNCIA
CURSO DE DIREITO
1º ANO
 NOME DA ACADÊMICA: CRISTINA LUCAS CUMBULA
TRABALHO DE CAMPO
TITULO DO TRABALHO:
O PROCESSO DE APRENDIZAGEM
	MAPUTO, MARÇO DE 2020	
ÍNDICE
1.Introdução	4
1.2. Objectivos (Geral, Específicos)	5
1.3.Processo de Aprendizagem 	6
1.3.1.Aprendizagem 	6
1.4. Teoria de Aprendizagem segundo Piaget. 	7
1.5. Teoria de Aprendizagem segundo Ausubel.	8
1.6.Teoria de Aprendizagem de Skinner	9
1.6.Teoria de Aprendizagem de Skinner .	10
1.7. Teoria de Aprendizagem segundo Vygotsky..	10
1.7. Teoria de Aprendizagem segundo Vygotsky.. .	11
1.8.Avaliação de Aprendizagem	11
1.9.Modelos de aprendizagem	12
2.Estilos de Aprendizagem	12
2.Estilos de Aprendizagem	13
2.1.Aprendizagem Significativa.	14
3.Conclusão	15
4.Referências Bibliográficas	16
1.Introdução
Desde a Antiguidade, o interesse em compreender como o homem aprende e as reflexões acerca de sua natureza já eram objetos de estudo. O desenvolvimento das disciplinas científicas no século XIX, entre elas a Psicologia, contribuiu para o desenvolvimento de diferentes teorias sobre o processo de construção do conhecimento e demais teorias cognitivas que se preocupam em analisar o desenvolvimento desta capacidade humana. No século XX, diversos estudos baseados em experimentos e observações contribuíram para a abertura de um campo de estudos que mais tarde iria se estruturar em torno de diferentes teorias cognitivas ou teorias de aprendizagem, ressaltando os aspectos relacionados aos processos de construção e desenvolvimento do conhecimento, o papel da educação e demais atividades relacionadas ao sujeito que aprende
Portanto, o presente trabalho de campo da Cadeira de Metodologia de Investigação Científica tem como tema: O PROCESSO DE APRENDIZAGEM.
	
1.2.Objectivos:
Geral:
· Conhecer todas as etapas do processo de aprendizagem.
Específicos: 
· Conhecer teorias de aprendizagem;
· Conhecer modelos de aprendizagem;
· Conhecer estilos de aprendizagem.
1.3.Processo de Aprendizagem
O processo aprendizagem pode ser compreendido através de diferentes perspectivas, mas independentemente da prioridade que dão a determinados fatores, um ponto comum presente nas teorias da aprendizagem é a correlação entre as representações e condições internas do sujeito e as situações externas a ele. Tendo em vista a ação do sujeito sobre o meio e a maneira como cada pessoa organiza, aprende e interioriza as informações de uma dada realidade, a aprendizagem resulta em uma transformação que tem por base as experiências do sujeito no mundo a partir das interações por ele estabelecidas. Portanto, conceitualmente a aprendizagem pode ser definida como o processo de aquisição de informações, conhecimentos, habilidades, valores e atitudes possibilitados através do estudo, do ensino ou da experiência.
1.3.1.Aprendizagem
A aprendizagem é um processo complexo, pois sua fonte encontra-se no meio natural-social, abrangendo os hábitos que formamos e a assimilação de valores culturais ao longo do processo de socialização. Nele ainda intervêm muitos fatores internos de natureza psicológica e biológica que interagem entre si e ambos com o meio externo. Assim, a situação em que ocorre a aprendizagem pode ser compreendida como o momento em que a criança enfrenta uma exigência externa, e portanto social, e consequentemente mobiliza e desenvolve respostas para atender de maneira satisfatória essa exigência.
Ainda que não se possa se restringir aos processos ocorridos exclusivamente no ambiente escolar, o reconhecimento de que há uma característica individual no modo como cada pessoa aprende implica necessariamente em uma revisão crítica e constante avaliação dos processos de ensinar e aprender, reconhecendo a existência de diferentes estilos de aprendizagem, planejando e aplicando estratégias de ensino de acordo com os ritmos de aprendizagem de cada aluno.
A aprendizagem configura-se, portanto, como processo e produto inacabados e diferentemente desenvolvidos. Compreender e intervir de forma propositiva sobre diferentes ritmos de aprendizagem resulta, por parte do sujeito que aprende, na construção do conhecimento e no aprimoramento do desenvolvimento cognitivo, tornando-o o maior responsável pelo controle da própria aprendizagem, capaz de refletir e pensar com autonomia assim como aplicar o conhecimento a novas situações ao longo da vida.
1.4. Teoria de Aprendizagem segundo Piaget
• De acordo com Piaget, as crianças possuem um papel ativo na construção de seu conhecimento, de modo que o termo construtivismo ganha muito destaque em seu trabalho.
• O desenvolvimento cognitivo, que é a base da aprendizagem, se dá por assimilação e acomodação.
• Quando na assimilação, a mente não se modifica.
• Quando a pessoa não consegue assimilar determinada situação, podem ocorrer dois processos: a mente desiste ou se modifica.
• Se modificar, ocorre então a acomodação, levando a construção de novos esquemas de assimilação e resultando no processo de desenvolvimento cognitivo.
• Somente poderá ocorrer a aprendizagem quando o esquema de assimilação sofre acomodação.
• O que fazer então par provocar o processo de acomodação? Para modificar os esquemas de assimilação é necessário propor atividades desafiadoras que provoquem desequilíbrios e reequilibrações sucessivas nos alunos.
• De acordo com Piaget, apenas a acomodação vai promover a descoberta e posteriormente a construção do conhecimento.
• O conhecimento real e concreto é construído através de experiências.
• Aprender é uma interpretação pessoal do mundo, ou seja, é uma atividade individualizada, um processo ativo no qual o significado é desenvolvido com base em experiências.
• O papel do professor é então aquele de criar situações compatíveis com o nível de desenvolvimento cognitivo do aluno, em atividades que possam desafiar os alunos.
• De acordo com Piaget, o desenvolvimento cognitivo das crianças ocorre em quatro fases: 1° SENSÓRIO-MOTOR (até os 2 anos), 2° PRÉ-OPERACIONAL (dos 3 aos 7 anos), 3° OPERATÓRIO CONCRETO (dos 8 aos 11 anos) e 4° OPERATÓRIO FORMAL (a partir dos 12 anos).
• O professor deve provocar o desequilíbrio na mente do aluno para que ele, buscando então o reequilíbrio, tenha a oportunidade de agir e interagir.
• Quando houver situações que gere grande desequilíbrio mental, o professor dever adotar passos intermediários para adequá-los às estruturas mentais da fase de desenvolvimento do aluno.
• O aluno, dessa forma, exerce um papel ativo e constrói seu conhecimento, sob orientação constante do professor.
1.5. Teoria de Aprendizagem segundo Ausubel.
Para Ausubel, o termo estrutura cognitiva tem o significado de uma estrutura hierárquica de conceitos. Da mesma forma que em Piaget, Ausubel trabalha com o conceito de Organização de certas entidades. No entanto, enquanto estas entidades em Piaget eram os Esquemas (que englobam conceitos mais operações) em Ausubel estas entidades são apenas os conceitos. Poderíamos dizer que enquanto em Piaget os elementos que compõem a estrutura cognitiva incorporam o aspecto dinâmico em Ausubel estes elementos têm um aspecto estático”.
• Segundo Ausubel, a aprendizagem é um processo que envolve a interação da nova informação abordada com a estrutura cognitiva do aluno.
• Dessa forma, sempre deve se considerar o conhecimento prévio que o indivíduo possui como ponto de partida para um novo conhecimento.
· A aprendizagem ocorre quando a nova informação ancora-se em conceitos ou proposições relevantes, preexistentes na estrutura cognitiva do aprendiz, ou seja, quando este alunoencontra significado no que ouve.
· Assim, são necessários pontos de ancoragem, ou subsunçores de aprendizagem, que irão relacionar o novo com o que o aluno já sabe.
· É necessário que o aluno encontre sentido no que está aprendendo, para que significativamente possa aprender.
· É necessário, em sala de aula, partir-se dos conceitos que o aluno já possui.
· O aluno deve relacionar entre si os conceitos aprendidos, o que torna significativa a sua aprendizagem.
· A definição de conteúdo deve ser feita por meio de uma série hierárquica, a partir de uma avaliação do que o aluno previamente já sabe.
· A teoria cognitiva de Ausubel Incentiva o uso de organizadores prévios que sirvam de âncora para a nova aprendizagem.
• Ausubel é um defensor do construtivismo, ou seja, o aluno é o principal agente construtor de sua aprendizagem.
1.6.Teoria de Aprendizagem de Skinner
· A palavra chave da teoria de Skinner é comportamento. Para ele, a aprendizagem concentra-se na capacidade de estimular ou reprimir comportamentos, desejáveis ou indesejáveis.
· Na sala de aula, a repetição mecânica deve ser incentivada, pois esta leva à memorização e assim ao aprendizado.
· O ensino é obtido quando o que precisa ser ensinado pode ser colocado sob condições de controle e sob comportamentos observáveis.
· Os comportamentos são obtidos punindo o comportamento não desejado e reforçado ou incentivado o comportamento desejado com um estímulo, repetido até que ele se torne automático.
· Dessa forma, segundo Skinner, a aprendizagem concentra-se na aquisição de novos comportamentos.
· A aprendizagem ocorre através de estímulos e reforços, de modo que se torna mecanizada.
· De acordo com a teoria de Skinner, os alunos recebem passivamente o conhecimento do professor.
· Em sua visão, conhecida como Behaviorismo, os comportamentos são obtidos pelo reforço - estímulo do comportamento desejado.
· O papel do professor é criar ou modificar comportamentos para que o aluno faça aquilo que o professor deseja.
· É Adequada para cursos técnicos, especialistas e treinamentos ou em atividades que visam ensinar conteúdo e tarefas que se apóiam na memorização e fixação dos conhecimentos, ainda hoje muito frequentes na educação.
· A compreensão do comportamento humano apóia-se em seu comportamento operante.
· De acordo com Skinner, o seu interesse está em compreender o comportamento humano, não e manipulá-lo.
· Em seus últimos anos, Skinner atacou a psicologia cognitivista, afirmando que a educação é um modelo que se dá do meio para o indivíduo, e não o contrário.
· O modelo Behaviorista de Skinner, em sua unidade conhecida como Behaviorismo Radical, é ainda muito popular, crescendo anualmente em relação ao número de estudiosos.
· Segundo ela, os fenômenos mentais devem ser discutidos como padrões de comportamento.
· Todo comportamento é fruto de um condicionamento, e assim não existem habilidades inatas nos organismos.
1.7. Teoria de Aprendizagem segundo Vygotsky.
· Segundo Vygotsky, o desenvolvimento cognitivo do aluno se dá por meio da interação social, ou seja, de sua interação com outros indivíduos e com o meio.
· Para substancialidade, no mínimo duas pessoas devem estar envolvidas ativamente trocando experiência e idéias.
· A interação entre os indivíduos possibilita a geração de novas experiências e conhecimento.
· A aprendizagem é uma experiência social, mediada pela utilização de instrumentos e signos, de acordo com os conceitos utilizados pelo próprio autor.
· Um signo, dessa forma, seria algo que significaria alguma coisa para o indivíduo, como a linguagem falada e a escrita.
· A aprendizagem é uma experiência social, a qual é mediada pela interação entre a linguagem e a ação.
· Para ocorrer a aprendizagem, a interação social deve acontecer dentro da zona de desenvolvimento proximal (ZDP), que seria a distância existente entre aquilo que o sujeito já sabe, seu conhecimento real, e aquilo que o sujeito possui potencialidade para aprender, seu conhecimento potencial.
· Dessa forma, a aprendizagem ocorre no intervalo da ZDP, onde o conhecimento real é aquele que o sujeito é capaz de aplicar sozinho, e o potencial é aquele que ele necessita do auxílio de outros para aplicar.
· O professor deve mediar a aprendizagem utilizando estratégias que levem o aluno a tornar-se independente e estimule o conhecimento potencial, de modo a criar uma nova ZDP a todo momento.
· O professor pode fazer isso estimulando o trabalho com grupos e utilizando técnicas para 
1.8.Avaliação de Aprendizagem
De acordo com Luckesi (1998), a avaliação da aprendizagem está sendo praticada independente do processo ensino-aprendizagem, pois mais importante do que ser uma oportunidade de aprendizagem significativa, a avaliação vem se tornando um instrumento de ameaça.
Na medida em que a avaliação se centra em provas e exames, não há uma melhoria na qualidade da aprendizagem. Caso seja necessária a utilização de provas, é preciso deixar claro que ela é apenas uma formalidade do sistema escolar.
Uma avaliação que busca a transformação social deve ter como objetivo o avanço e o crescimento do seu educando e não estagnar o conhecimento através  de práticas disciplinadoras. Ela consiste em verificar o que o aluno aprendeu e se os objetivos propostos foram atingidos e se o programa foi conduzido de forma adequada. Deve representar um instrumento indispensável na verificação do aprendizado continuo dos alunos, destacando as dificuldades em determina disciplina e direcionando os professores na busca de abordagens que contemplem métodos didáticos adequados para as disciplinas.
A prática avaliativa tem que centrar-se no diagnóstico e não na classificação. A função classificatória é analisar o desempenho do aluno através de notas obtidas, geralmente registrada através de números. Ela retira da prática da avaliação tudo o que é construtivo. Por sua vez, a diagnóstica constitui-se num processo de avançar no desenvolvimento e no crescimento da autonomia do educando, sendo capaz de descobrir seu nível de aprendizagem, adquirindo consciência das suas limitações e necessidades a serem avançadas.
1.9.Modelos de Aprendizagem
Modelos de aprendizagem podem ser definidos como maneiras ou processos pelos quais as pessoas aprendem ou constroem conhecimentos. Ao analisar diversas teorias de aprendizagem é possível agrupá-las em três grandes grupos básicos:
1. Teorias de Ambientalistas: entendem a aprendizagem como sendo, em grande medida, decorrente do ensino em ambientes formais de transmissão do conhecimento historicamente sistematizado. Nessas teorias a aprendizagem é conseqüente da ação de pessoas que sabem algo, ou sabem fazer algo, e ensinam a outros aquilo que sabem. Essas teorias se vinculam à educação escolar.
2. Teorias Inatistas: compreendem a aprendizagem como sendo inata ao indivíduo, decorrente de atividades da própria pessoa que aprende, atividades essas que englobam a observação e a imitação, a pesquisa, o estudo e a reflexão. São teorias que se vinculam ao conceito de autodidatismo e a idéia de que a aprendizagem decorre de capacidades intrínsecas à pessoa.
3. Teorias Sócio-interacionistas: concebem a aprendizagem como conseqüência direta da interação entre as pessoas, interação essa que se manifesta por meio da troca de idéias, de diálogo, da discussão e da crítica. A aprendizagem é vista como conseqüência das relações estabelecidas entre o sujeito e seu meio sócio-cultural. São teorias que priorizam a socialização.
2.Estilos de Aprendizagem
Os estudos sobre o conceito de estilo de aprendizagem frequentemente estão relacionados a três constructos: gênero, personalidade e inteligência e as pesquisas indicam que são insignificantes as diferenças de gênero e que os estilos de aprendizagem são independentes da inteligência. A correlação entre a personalidade e os estilos de aprendizagem é pesquisada por autores com diferentes esquemas de análise, que indicam que não é significativa essa correlação.
Diversos estudos foram realizados buscando a identificação dos estilos de aprendizagem,como os de Lowenfeld e Brittain, realizados na década de 1940, que distinguem os estilos em visuais e táteis, ao afirmarem que a compreensão do mundo se dá por meio da visão e depois pelo tato, e os de Klein, descritos por Barros10 que, ao explicar como as pessoas assimilam os eventos novos com os armazenados na memória, identificou dois estilos: os niveladores e os afiladores.
Alonso et al. empregaram esse conceito em 1994 relacionando-o ao âmbito pedagógico e explicaram inicialmente estilo como "as conclusões acerca da forma como atuam as pessoas, favorecendo a classificação e a análise dos comportamentos", para posteriormente definirem como "traços cognitivos, afetivos e fisiológicos que servem de indicadores relativamente estáveis no modo do aluno perceber, interrelacionar e responder as situações de aprendizagem".
O modo pessoal e distinto de como cada um aprende constitui-se como a característica básica do estilo de aprendizagem, como indica Lozano, que define estilo como "o conjunto de preferências, tendências e disposições de uma pessoa para fazer algo, isto é, um padrão de conduta que o distingue das demais". Da mesma forma, Labour  define estilo como "o conjunto constituído por diferentes elementos que o ambiente permite ao indivíduo desenvolver de um modo preferido quando identifica, executa ou avalia uma tarefa particular, numa dada situação de aprendizagem".
Em diferentes épocas, outros autores elaboraram definições sobre o conceito de estilos de aprendizagem, como Kolb, em 1976, Hunt, em 1978, Keefe, em 1979, Alonso, em 1994, Woolfolk, em 1996, e Cazau, em 2004, e também criaram instrumentos diagnósticos para medir os estilos de aprendizagem validados em pesquisas nos campos empresariais, psicológicos e pedagógicos como O Oregon Instructional Preference Inventory de Goldberg, o Leaning Style Profile de Keefe; o Learning Context Questionnaire (LCQ) de Griffith; e o Cuestionario Honey-Alonso de Estilos de Aprendizaje de Alonso
A identificação dos estilos de aprendizagem permite planificar e aplicar estratégias de ensino centradas no aluno e proporciona orientações para a individualização do ensino e, segundo Bender, quando se conhece e se respeita os diferentes estilos dos alunos e o ato de ensinar é adaptado a esse fato, os alunos podem atingir níveis positivos de aprendizagem.
2.1.Aprendizagem Significativa
Sobre a aprendizagem significativa de Rogers, afirma-se que “a sugestão rogeriana não tem a ver com metodologias, mas sim com atitudes do professor.”, (GOULART, 2000). E, por esta óptica, o professor deixa de ser um mero emissor de informações à revelia da opinião e passa à uma situação de responsabilidade maior: o professor passa a transmitir o conhecimento de tal forma que este se torne pleno de significados para o aluno, isto é, enfocando a presença daquele conteúdo que está sendo trabalhado nas situações da vida prática do aluno ou de algo que lhe cause um conjunto de sensações e/ou percepções. O próprio Rogers entende que:
“uma aprendizagem deve ser significativa, isto é, deve ser algo significante, pleno de sentido, experiencial, para a pessoa que aprende. Rogers caracterizou a aprendizagem significativa como auto-iniciada, penetrante, avaliada pelo educando e marcada pelo desenvolvimento pessoal.” (GOULART, 2000)
A partir da abordagem centrada no cliente, proposta psicológica inicial de Rogers culminando com a aprendizagem significativa, pode-se inferir que Rogers passa a encontrar-se na vanguarda de um movimento que mostra interesse pela individualidade e pela autonomia no processo de aprendizagem quando este entende que a aprendizagem é auto-iniciada. Sendo assim, conceitos a serem aprendidos precisam possuir significado para que o aprendiz possa registrar a informação a ser aprendida de forma mais precisa e objetiva relacionando, assim, o que aprendeu com o contexto ao seu redor.
A proposta acerca da aprendizagem significativa torna-se, então, um argumento plausível acerca da utilização da interdisciplinaridade em sala de aula com o fim de serem utilizados enquanto recurso metodológico de apoio ao processo de aprendizagem.
Dentro de um contexto social, o nosso mundo moderno está permeado de mudanças rápidas que exigem que os educandos da atualidade possuam certas características inerentes ao mundo em que estamos vivendo. Isto é, reproduzir informações de acordo com uma instrução já ministrada (como notamos pelo panorama instrucionista) já não mais surte efeito no processo de ensino e aprendizagem ou, pelo menos, a maneira exigida pelo mundo moderno de aprender minimiza os efeitos deste tipo de aprendizagem.
3.Conclusão 
Aprendizagem é o processo pelo qual as competências, habilidades, conhecimentos, comportamento ou valores são adquiridos ou modificados, como resultado de estudo, experiência, formação, raciocínio e observação. Este processo pode ser analisado a partir de diferentes perspectivas, de forma que há diferentes teorias de aprendizagem. Aprendizagem é uma das funções mentais mais importantes em humanos e animais e também pode ser aplicada a sistemas artificiais.
Desta feita, no que tange ao processo de aprendizagem, foi possível perceber que são muitas as variáveis e os modelos com os quais uma pessoa adquire conhecimento, o transforma e absorve. Mas, mais do que isso, que a prática é uma etapa essencial nesse processo.
Ou seja, é importante que a pessoa participe ativamente do processo de aprendizagem para que seja realmente adquirido e se transforme em algo de valor não apenas para ele, mas para quem está ao seu redor.
 
4.Referências Bibliográficas
ARAÚJO, Tânia Cristina Ferreira de. Aprendizagem e Desenvolvimento Cognitivo: um estudo sobre a possibilidade de intervenção. Fundação Getúlio Vargas, Centro de Pós-Gradução em Psicologia. Dissertação de Mestrado. Rio de Janeiro, 1989. Disponível em: http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/9235/000056322.pdf?sequence=1.
https://www.infoescola.com/educacao/aprendizagem-significativa/.
GOULART, Iris B. Psicologia da Educação: Fundamentos teóricos. Aplicações à prática pedagógica. 7º edição. Petrópolis: Ed. Vozes, 2000.
LUCKESI, Cipriano. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo, Cortez, 1998, 7ª edição.
LÜDKE, Meng. A trama da avaliação escolar. Pátio Revista Pedagógica. nº 34 – ano IX, 2005. Porto Alegre. Artmed.
https://www.infoescola.com/pedagogia/modelos-de-aprendizagem/.
MEIRA, Marisa Eugênia Melillo. Desenvolvimento e Aprendizagem: reflexões sobre suas relações e implicações sobre a prática docente. Revista Ciência e Educação. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ciedu/v5n2/a06v5n2.pdf.
MOREIRA, Marco Antônio; Teorias de Aprendizagens, EPU, São Paulo, 1995.
NATEL, Maria Cristina et. al . A Aprendizagem Humana: cada pessoa com seu estilo. Rev. Psicopedagogia. São Paulo: 2013; 30(92): 142-8. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84862013000200008.
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