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29/10/2014 1 CENTRO UNIVERSITÁRIO FILADÉLFIA- UNIFIL Profa Dra: Marcia Regina Coalho. Curso de Agronomia ABATE DE AVESABATE DE AVES No Brasil o abate de aves deve ocorrer conforme o estabelecido no RIISPOA: Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária dos Produtos de Origem Animal e no Regulamento Técnico da Inspeção Tecnológica e Higiênico-Sanitária de Carne de Aves. Nesses regulamentos são tratadas questões que referem ao: pré-abate, que engloba a captura e transporte dos animais e o abate. 29/10/2014 2 Fluxograma de abate de aves consiste nas seguintes etapas: insensibilização, sangria, escalda, depenagem, evisceração, pré-resfriamento, resfriamento, gotejamento, classificação, embalagem, tempo de armazenamento. O manuseio pré-abate tem início do jejum das aves e a dieta líquida. O jejum é praticado com o objetivo de limpar o trato digestivo de tal forma evitar a contaminação da carcaça e casos de ruptura. O tempo de jejum é iniciado quando os comedouros são suspensos e termina no abate. A duração ideal deste tempo está entre 8 a 12 horas. Períodos superiores à 12 horas podem levar a ocorrências fisiológicas indesejáveis que comprometem a qualidade da carne. EX: rompimento do intestino devido o acúmulo de gases e a redução da espessura; contaminação devido ao rompimento da vesícula biliar durante a evisceração; endurecimento do tecido de revestimento das moelas entre outros 29/10/2014 3 Conhecido também como “Pega ou Apanha”. É o inicio do processo de pré-abate dos animais e onde as preocupações devem começar, pois é onde os animais estarão susceptíveis a iniciar processo de estresse. A captura é uma etapa importante e interfere diretamente na qualidade da carcaça e no custo final do frango. A “pega” manual prevalece como forma de apanha e é a mais utilizada na produção de frango de corte. A mecanização ainda é anti-econômica em função dos elevados investimentos em equipamentos apropriados (LEANDRO et al, 2001). 29/10/2014 4 Para a captura e carregamento é necessário a preparação de pequenos círculos de captura, onde se prende de 150 a 200 frangos em cada um. Os círculos são feitos com as próprias caixas, facilitando a captura e evitando grandes movimentações das aves, propiciando uma apanha humanitária sem injuriar as aves. Deve-se trabalhar com seis a oito círculos destes, sendo que à medida que vão sendo liberados, seguem adiante da apanha para aprisionar novos grupos de aves (REALI, 1994). 29/10/2014 5 29/10/2014 6 29/10/2014 7 Os métodos de pega mais utilizados são: pelas pernas, asas, pescoço e dorso. O método mais tradicional e ainda mais utilizado em áreas onde a avicultura está em crescimento é pelas pernas, embora seja o que mais causa traumas, principalmente deslocamento de juntas entre o fêmur e a tíbia. A pega pelas asas também eleva os índices de fraturas locais. O método de pega pelo pescoço tem sido contra-indicado em função do aumento de lesões de pele e elevação do estresse para as aves. A pega pelo dorso tem sido a mais indicada para redução dos traumas no carregamento, embora com menos eficiência para a equipe (ROSA et al, 2002). Apanha individual Apanha com módulos Os animais são transportados em gaiolas, sendo que em cada m 2 no inverno é possível realizar o transporte de 45kg e no verão 38kg (10 a 12 aves por gaiola). 29/10/2014 8 Densidade nas caixas Esta etapa é crucial do ponto de vista de qualidade da carne, uma vez que se a “pega” das aves não for executada de forma correta ou por profissionais aptos para a função, poderá refletir em sérios danos á carcaça. Isso gera traumas e quebra de ossos, sem falar na dor e sofrimento a que são submetidos os animais (LEANDRO et al, 2001). 29/10/2014 9 A captura de frangos de corte durante a retirada do lote da granja para o abate é realizada manualmente, no Brasil, por uma equipe formada de 12 a 14 pessoas. Nessa modalidade de apanha, as condenações de carcaça ocasionadas por problemas no carregamento podem atingir percentuais de 20 a 25% (REALI, 1994). A tarefa de apanhar e carregar os frangos não só é fisicamente cansativa como também as condições dentro do galpão podem ser muito desagradáveis. Com isso pode haver alta incidência de problemas nas costas relacionados ao trabalho entre os apanhadores e, por causa da natureza do trabalho, não se consegue atrair pessoal muito motivado. Estes fatores claramente influenciam a atenção dada ao bem-estar das aves durante a apanha e o manuseio (DUNCAN, 1986). 29/10/2014 10 Embora a apanha, ação de colocar a ave no engradado, e o carregamento são os processos que mais causam injúrias físicas às aves, o transporte também é reportado como um processo que afeta o bem-estar desta espécie. O transporte é realizado em caminhões comuns, utilizando-se caixas plásticas para contê-las. É necessário se atentar principalmente para os aspectos ambientais: temperatura e velocidade do vento, para que problemas como a morte de animais não ocorra durante a viagem (CONTRERAS, 2002). Deixar espaço entre as pilhas- facilita a ventilação; Não colocar muitas camadas de caixas (8máx)- alta mortalidade; Deixar espaço entre as pilhas- facilita a ventilação; Não colocar muitas camadas de caixas (8máx)- alta mortalidade; Transporte 29/10/2014 11 Transporte Na fase de transporte, cuidados especiais deverão ser tomados, principalmente no que diz respeito às condições de bem-estar das aves durante o percurso da viagem. Deverão ser levados em conta como: tempo de viagem, tempo de restrição alimentar e água, período do dia (cedo, à tarde ou à noite), condições climáticas (temperatura, umidade relativa do ar e velocidade do vento), densidade de aves nas caixas de transporte, tempo de espera no carregamento e no descarregamento e até as condições das estradas deverão ser consideradas, visto que isso implica em trepidação e solavancos nas caixas de transporte o que poderá causar lesões e estresse nas aves durante a viagem (ROSA et al, 2002). Quanto ao horário, em regiões e/ou em épocas quentes, deve ser realizado em horários de temperaturas mais amenas. Conforme SILVEIRA e SOUZA (2000) quando a densidade populacional das aves transportadas é alta resultará em desconforto, nessa situação, algumas poderão apresentar dispnéia. Uma taxa de mortalidade aceitável durante o transporte, deve ser inferior a 0,1%. Aves susceptíveis ao estresse, no entanto, podem apresentar taxas dez vezes maiores. A duração do transporte não é o fator principal que contribui para o aumento destes números, sendo a restrição alimentar o fator que tem maior peso. As perdas quase dobram, em dias quentes e úmidos acima de 25ºC (SANTOS, 1997). 29/10/2014 12 Função de diminuir a temperatura corporal e a taxa respiratória Limita o risco de hipertermia Diminui a taxa de mortalidade Diminui a incidência de carnes PSE Aumenta a capacidade de retenção de água na carne Facilita o manuseio Reduz a contaminação bacteriana Diminui a eficiência do eletrochoque Provoca vaso-constrição das arteríolas cutâneas, levando o sangue para os grande vasos internos Facilita a ensanguinação 29/10/2014 13 Maior estresse nos primeiros quilômetros Transportar nas horas mais frescas Evitar freadas bruscas e velocidades excessivas Motor Emocional Digestivo Térmico Desequilíbrio hídrico 29/10/2014 14 Aumento de lesões de peito; Redução do glicogênio hepático Redução da glicose sérica Instalação lenta do processo do rigor mortis Ao chegar, a carga é pesada na portaria do abatedouro, recebe uma ducha com água sob a temperatura ambiente por aproximadamente dez minutos, em período de clima quente e, em seguida é descarregada manualmente ou mecanicamente em plataforma de recepção dotada de ventilação natural ou artificial. Muitos abatedouros utilizam aspersores de água, quetem como finalidade criar um ambiente ameno na recepção (BERAQUET, 1994). Ao chegar ao abatedouro, os caminhões devem ficar em plataforma de descanso com ventiladores com aspersão de água. Os caminhões com as aves vivas são mantidos sob galpões ventilados enquanto aguardam o descarregamento. A boa ventilação é necessária para evitar que as aves morram, devido ao calor excessivo. Descanso 29/10/2014 15 Descanso Estresse térmico Estresse térmico 29/10/2014 16 Descanso Efeito do tempo de espera na plataforma sobre a perda de peso e mortalidade Tempo de espera Perda de peso Mortalidade (h) (%) (%) 2 1,61 0,073 4 2,36 0,130 Tempo de Espera Não é obrigatório (evitar o desconforto causado pelo restrição de alimento) Pode ser de até duas horas Obrigatório o ventilador, nebulizador e sombra 29/10/2014 17 Descarregamento Descanso Tempo de espera 1 a 3 horas 29/10/2014 18 A área de desembarque deve estar instalada em local coberto. As caixas onde os frangos são transportados devem ser colocadas com cuidado, individualmente, em esteira, evitando o choque entre elas e movimentos bruscos, minimizando as chances de estresse bem como lesões nos mesmos. As caixas devem ser abertas no momento da pendura a fim de evitar que as aves caiam ou fujam, e as aves que por ventura fugirem das caixas devem ser imediatamente e cuidadosamente recolhidas por um funcionário do setor e colocadas na caixa ou penduradas na nória 29/10/2014 19 O setor de pendura deve ser um ambiente com o mínimo de ruídos possíveis, evitando assim qualquer tipo de excitação, a iluminação deve ser de baixa intensidade, feita por lâmpadas frias com cerca de 150 Lux (RIISPOA). Devem ser protegidas com acrílico, evitando qualquer tipo de acidente de trabalho, como explosões e queda. Conforme as aves são removidas das caixas, são penduradas pelas pernas em suporte ligadas a nória, que é o ponto inicial da operação de abate. Deve-se remover as aves das caixas segurando-as firmemente pelas canelas e prendendo-as seguramente aos suportes sem excitá-las ou injuriá-las (BERAQUET, 1994). 29/10/2014 20 CONTROLE ATRAVÉS DE Treinamentos Cintas transportadoras ou para peito Pendura suave Bonificação aos funcionários que trabalham nesta etapa RISCOS Hematomas Contusões Fraturas Pendura Pendura 29/10/2014 21 3. ABATE INSENSIBILIZAÇÃO Exigência do abate humanitário Atua sobre o sistema nervoso central das aves e evita o sofrimento associado ao processo de abate e sangramento Evita a agitação em resposta à dor durante o sangramento, reduzindo lesões de asa e peito Facilita o trabalho de captura do pescoço para a sangria A insensibilização é o processo aplicado ao animal, para proporcionar rapidamente estado de insensibilidade, mantendo as funções vitais até a sangria. De acordo com MCGUIRE (2002), a insensibilização ocorre quando uma certa quantidade de corrente passa através do sistema nervoso central das aves por um determinado tempo. O estado de inconsciência induzido pela eletricidade resulta na inibição dos impulsos dos sistemas reticulares e somatosensoriais do animal proporcionando logo em seguida, uma sangria sem dor para o animal. 29/10/2014 22 Processos químicos: Gás Saturação dos tecidos acompanhada de uma depressão das funções celulares que reduz a irritabilidade das células nervosas e bloqueia parcialmente a capacidade de transferir estímulos. Os animais passam por três fases Fase de Analgesia Fase Anestésica Fase de Recuperação Nesse método são usados: anóxia induzida com 90% de argônio e outros gases inertes misturados com ar; uma mistura de 30% de dióxido de carbono e 60% de argônio e outros gases inertes. a) a indução por anóxia é mais suave e as aves entram espontaneamente neste estado; b) a indução de inconsciência, com a mistura de dióxido de carbono-argônio, é rápida e a maioria das aves entram voluntariamente neste estado; c) as aves recobram a consciência, mesmo em concentrações elevadas de dióxido de carbono (RAJ, 2001). Entra no túnel de gás na própria caixa de Transporte É necessário inspecionar para a retirada de aves mortas Utiliza-se 40% de CO2 (valores acima pode provocar falta de ar e desconforto) 29/10/2014 23 Provoca mais lesões de carcaça pelo batimento das asas INSENSIBILIZAÇÃO ELÉTRICA AUTOMATIZADA INSENSIBILIZAÇÃO ELÉTRICA AUTOMATIZADA O atordoamento elétrico aplicado em aves acontece quando estas passam com suas cabeças imersas em um tanque com água (ou salmoura) e são submetidos à aplicação de uma corrente elétrica durante um período médio de sete segundos, para que atinjam a inconsciência, o que provoca o fenômeno denominado eletronarcose. PROMOVE CRISE DE EPILEPSIA PERDA IMEDIATA INCONSCIÊNCIA 29/10/2014 24 Consiste em um banho de água salina, em que a corrente elétrica passa para o corpo por meio da cabeça para os pés, presos a uma nória de condução, que funciona como terra. Não pode promover a morte dos animais (no Brasil) A sangria deve ser realizada no máximo de 12’’ após a insensibilização Condições da insensibilização 8 segundos 50 a 60 V para frango; 70 a 80 V para galinha e mais de 120 V para peru • 1000 Hz • < 1 A Ave molhada: reduz a eficácia do atordoamento, pois a corrente aplicada adota o caminho de menor resistência (superfície externa de penas molhadas). Desuniformidade dentro do lote e entre lote; Prática incorreta: • Ossos quebrados • Acúmulo de sangue nas veias • Coágulo de sangue • Hemorragias nas asas • Taxas de sangrias mais lentas • Ponta da asas vermelha • Endurecimento das veias das asas • Aumento de hemorragias no peito 29/10/2014 25 SE O PROCEDIMENTO DÓI O CÉREBRO DEVE PERDER A FUNÇÃO ANTES QUE A DOR SEJA INTERPRETADA SE O PROCEDIMENTO DÓI O CÉREBRO DEVE PERDER A FUNÇÃO ANTES QUE A DOR SEJA INTERPRETADA Perda da consciência Causar morte pela sangria Atordoamento/ Insensibilização e abateAtordoamento/ Insensibilização e abate Poucos animais morrem no atordoamento Pistola c/ embolo- A velocidade para atingir a inconsciência é 100x mais rápida do que a tradução do estímulo; Insensibilização elétrica- 10x mais rápida que a tradução do estímulo. (15mili seg. para levar a inconsciência) Deve-se levar em conta a amperagem da corrente elétrica que as aves recebem individualmente, pois isso determina a eficiência do atordoamento e qualidade final da carne. Os vários tipos de ondas e freqüências de correntes elétricas que se empregam comercialmente (geralmente uma corrente alternada de 50 Hz), podem ter diferentes efeitos nas aves (NUNES, 2002). 29/10/2014 26 Deve ser monitorado e seguido de sangria em no máximo 12 segundos. Os eletrodos devem ser higienizados periodicamente e estar em boas condições de manutenção. Deve-se avaliar os reflexos imediatamente após o atordoamento, observando presença de pescoço arqueado, pernas estendidas, asas suspensas junto ao corpo e ausência de reflexo palpebral. O tempo de recuperação das aves após o atordoamento também é avaliado através da rigidez muscular do pescoço. SANGRIA 29/10/2014 27 Dura, em média, 3 minutos, sendo um processo passivo podendo ser acelerada pelo bombeamento cardíaco. Nos primeiros 40% do tempo desse processo, os animais devem ter perdido 80% do sangue. Se a sangria ultrapassar o limite de 3 minutos a depenagem será prejudicada, pois as aves estarão aprisionando as penas pelos folículos devido ao estado de rigor mortis. Sangria Incisão da artéria carótida e veia jugular. Volume de sangue: 3 a 4% de peso vivo. Tempo de sangria: 3 minutos. Sangria 29/10/2014 28 Tem por finalidade uma prévia lavagem da ave e o afrouxamento das penas através da abertura dos poros,para facilitar a depenagem. Nessa fase pode ocorrer perdas da qualidade da carcaça. Se a temperatura da água for muito alta ou o tempo de permanência for exagerado, podem ocorrer queimaduras do peito, coxas, e asas, causando uma coloração branca e endurecimento da carne (AVESERRA, 2006). Escaldagem Consiste na retirada da maior quantidade possível de penas sem lesionar o tecido cutâneo. Deverá ser mecanizada, com as aves penduradas pelos pés e processadas logo após a escaldagem. 29/10/2014 29 Tempo e temperatura são os parâmetros a serem controlados nessa operação de escaldamento. Geralmente, utiliza-se temperaturas de escaldamento de 52 a 54°C. O tempo varia entre um minuto e meio a dois minutos e meio, dependendo da temperatura do escaldamento (BERAQUET, 1994). 29/10/2014 30 Defeitos de qualidade Escaldagem É o processo de retirada das penas feita através de um rolo que possui um dedo de borracha para não machucar a carcaça. Durante esse processo podem ocorrer algumas lesões na carcaça sendo a mais comum à fratura das asas. É importante ajustar as depenadeiras para o tamanho do frango. Depois da depenagem é necessário fazer um acabamento que consiste na retirada das penas que ficaram na carcaça de forma manual. 29/10/2014 31 Depenagem Equipamentos Depenadeira Dedos de borracha Deve ser realizada em área separada da escaldagem e da depenagem; Antes da evisceração as carcaças devem ser lavadas; Pode ser manual ou mecanizada; Evitar a contaminação microbiológica (carcaça suspensa e não tocar nas calhas) 29/10/2014 32 Antes da evisceração as aves são lavadas em chuveiros de aspersão. Inicialmente é feito o corte da cloaca e a seguir abertura do abdome. As vísceras são expostas, examinadas e separadas. A retirada das víceras procede na seguinte ordem: glândula uropígea, traquéia, cloaca, retirada das víceras não comestíveis, retirada das víceras comestíveis e pulmões. Os pulmões são extraídos através da pistola de compressão de ar, pois estes são fixos. Terminada a evisceração realiza-se a lavagem interna. 29/10/2014 33 Toilette: remoção do papo, esôfago e traquéia remanescente; - Lavagem externa e interna: a lavagem final das carcaças: feita externamente com chuveirinho e internamente com equipamento tipo pistola – visa à remoção de materiais estranhos, como sangue, membranas, fragmentos de vísceras etc. Em seguida as carcaças seguem para o processo de resfriamento por imersão em água (BERAQUET, 1994). 29/10/2014 34 O pré-resfriamento consiste na imersão em tanques de inox a uma temperatura de 10- 18ºC, durante 12 minutos, com 2 litros de água por ave. O pré-chiller serve para dar início ao resfriamento, limpeza e reidratação da carcaça. O chiller finaliza este processo. 29/10/2014 35 A carcaça deve ser resfriada rapidamente para diminuir o crescimento de microorganismos deteriorados e prevenir a multiplicação de microorganismos patogênicos; de acordo com o código de prática da C.E.E. (Comunidade Econômica Européia) a vazão de água do “Chiller” deve ser monitorada, sendo que se calcula 1 a 2 L/carcaça. A temperatura da água é outro fator importante devendo ser inferior a 16°C na entrada e na saída abaixo de 4°C (MEAD, 1982). Ocorre com temperatura de 2ºC durante 17 minutos sendo necessário 1,5 litros de água por ave e para aumentar o resfriamento pode-se acrescentar 2 a 5 ppm de propilenoglicol na água. 29/10/2014 36 Dura 3 minutos, o máximo de água que pode ser absorvida é 8%, porém, no Brasil, existem carcaças com até 25% de água. 29/10/2014 37 As aves podem ser classificadas em frangos inteiros e frangos em cortes. Aves com lesões têm aproveitamento parcial para cortes. A tipificação é realizada pelo peso, ou de acordo com o desejo do comprador. Normalmente, as carcaças são embaladas a vácuo (CO2) na presença de atmosfera modificada ou em polietileno com grampo. A temperatura de -1 a 1ºC e UR 80-85% permite durabilidade de 6 a 8 dias e com temperatura do túnel de -35 a -40ºC por 4 horas permite o armazenamento a -12ºC com durabilidade de 8 a 18 meses. 29/10/2014 38 É de interesse do industrial que o produto atinja o consumidor com a maior qualidade possível, onde a manutenção de temperatura condizente e constante tem importante papel (NEVES FILHO, 1994). Os gerentes de produção dos matadouros devem estar comprometidos com o bem-estar animal. Gerentes que pregam o bom manejo e o uso das práticas corretas de insensibilização, são aqueles que insistem que seus empregados manejem e insensibilizem corretamente os animais (GRANDIM, 2000). É de responsabilidade dos supervisores assegurar a consistência dos procedimentos operacionais que podem interferir nos resultados do atordoamento: a pendura e posição das aves nos ganchos, ajuste do atordoador ao lote em processo, manutenção do nível de água na cuba, manutenção da concentração de sal na água (quando usado) e ajuste dos parâmetros operacionais de acordo com o lote em processo). Embalagem Inspeção: SIM, CISPOA, SIF Máx. água na carcaça congelada: 8% 29/10/2014 39 Obrigada pela atenção!!!!!