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INFLUENZA AVIARIA É uma doença sistêmica que pode ser altamente letal para aves domésticas, com notificação obrigatória, altamente contagiosa e afeta várias espécies de aves tanto domésticas como silvestres, e ocasionalmente, ratos, gatos, cães, cavalos, suínos, bem como o homem. é causada por vírus específicos da família Orthomyxoviridae e colocados gênero Alphainfluenzavirus (Influenzavirus A ou vírus influenza A). Pode ser dividida em 2 classes: 1. A Influenza Aviária de baixa patogenicidade-IABP que causa pouco ou nenhum sinal clínico nas aves 2. A Influenza patogenicidade Aviária de alta IAAP que pode causar graves sinais clínicos e altas taxas de mortalidade. Em aves aquáticas a replicação do vírus de influenza ocorre no trato intestinal; em aves domésticas nos tratos respiratórios e intestinal, enquanto em mamíferos a infecção é principalmente respiratória. COMO OCORRE A TRANSMISSÃO DA INFLUENZA AVIÁRIA? DIRETA: Contato direto com aves, seja através das secreções nasais, oculares e fezes infectadas INDIRETA: Ocorre por água e alimentos contaminados, Contato com fômites (equipamentos, materiais e objetos) Trânsito de pessoas, roupas, calçados e vestuários contaminados Uso de equipamentos e veículos contaminados Contato com produtos de origem animal contaminados Ação de insetos, roedores e outras pragas Presença de cama, esterco e carcaças contaminadas O VÍRUS DE INFLUENZA PODE SER VIÁVEL POR LONGOS PERÍODOS, ESPECIALMENTE EM: Locais de baixas temperaturas; Fezes infectadas e na água; Águas de lagos e lagoas frequentadas aves migratórias. OS PRINCIPAIS FATORES DE RISCO PARA INFECÇÃO HUMANA SÃO: Exposição direta ou indireta à animais infectados; Ambientes contaminados; Abate, depenagem, manuseio de carcaças de aves infectadas; SINAIS CLÍNICOS E SINTOMAS PREDOMINANTES: Espirros,Tosse e dificuldade p/ respirar “Cara” e barbela inchadas Lacrimejamento Corrimento nasal Desordens nervosas (torcicolo, paralisia de asas e pernas) Hemorragia nas pernas Diarreia Morte rápida (média 72 horas) TIPOS DE INFECÇÃO IABP- Em aves silvestres: em sua grande maioria são assintomáticas. Em aves domésticas: sinais clínicos ausentes ou brandos IAAP- Causadas pelos subtipos H5 e H7, acometendo a maioria das aves domésticas e aves silvestres, especialmente as aquáticas que são reservatórios. Doença zoonótica (transmissível aos seres humanos). Não possui tratamento específico para esta enfermidade INFLUENZA AVIARIA O período de incubação da Influenza Aviária em aves pode variar de poucas horas até 3 dias, dependendo de diversos fatores, como: Fatores ambientais: Condições como temperatura, umidade, densidade de aves e manejo sanitário influenciam a disseminação do vírus. Espécie afetadas: Diferentes espécies de aves respondem de maneira distinta à infecção, influenciando o tempo de aparecimento dos sinais clínicos. Idade: Diferentes espécies de aves respondem de maneira distinta à infecção, influenciando o tempo de aparecimento dos sinais clínicos. Sexo: Diferenças fisiológicas podem interferir na resposta imunológica e na evolução da doença. Virulência da amostra: Cepas mais virulentas causam sinais clínicos mais precoces e severos. COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DE INFLUENZA AVIÁRIA? Critérios para a identificação da doença: O diagnóstico da Influenza Aviária baseia- se na observação de alta mortalidade, queda de produção, sinais clínicos compatíveis e confirmação por exames laboratoriais, sendo essencial para o controle e prevenção da doença. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL O vírus Influenza Aviária pode ser confirmado por: RT-PCR convencional RT-PCR em tempo real Ensaios de imunoabsorção enzimática (ELISA) MATERIAIS COLETADOS PARA O DIAGNÓSTICO EM AVES VIVAS As amostras de aves vivas devem incluir swabs orofaríngeos/traqueais e cloacais, sendo os cloacais revestidos com material fecal. Em aves pequenas, devem ser usados swabs de tamanho reduzido para evitar lesões. Fezes frescas podem ser usadas como alternativa à coleta cloacal.