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E d u a r d o F e r r e i r a - P á g i n a | 1 
 
 
NERVOS CRANIANOS 
RESUMO 15 - Semiologia do adulto e do idoso – EDUARDO FERREIRA 
NERVO OLFATÓRIO (I) 
ANATOMIA: Cavidade nasal  Neurônio bipolar  axônios amielínicos  Passa pela 
lâmina crivosa do etmoide  Sinapse com o 2º neurônio no bulbo olfatório  raízes  
Área olfatória (mais importante no homem – núcleo amigdaliano e úncus do hipocampo – 
comissura branca associa) e o outro para porção anterior da circunvolução calosa. 
Exclusivamente sensitivo. 
O TESTE: Substâncias aromáticas  inspiração pela narina, uma de cada vez. O resultado 
pode ser: 
1. Anosmia: Quando há ausência (Não existe anosmias unilaterais devido à 
associação no hipocampo – comissura) 
2. Hiposmia: Quando há redução 
Dicas do exame prático: 
1. Explicar para fechar os olhos e informar para concentrar nas sensações ao inspirar. 
2. Examinador fecha o nariz certificar da execução correta. 
3. Colocar o recipiente com a substância numa distância segura, para impedir que não haja uma puxada brusca de 
material para dentro da cavidade nasal. 
4. Pote opaco, impedir a identificação visual. 
5. Normal inspirar menos ar em uma narina, quando em repouso. 
CAUSA DE ANOSMIA E HIPOSMIA: 
1. Rinites agudas 
2. Interrupções e compressões 
3. Tumores (meningioma de goteira olfatória ou glioma frontal) 
4. Lesões por meningite ou sífilis meningovascular 
5. Tabes dorsalis (atrofia do nervo olfatório) 
OUTRAS ALTERAÇÕES: 
1. Parosmia: sensação alterada do olfato, cheiros que não existem ou desagradáveis 
2. Alucinação: Cheiros sem a presença do causador (crises convulsivas no úncus do hipocampo) 
a. Cacosmia: cheiro ruim (excrementos, panos queimados) 
NERVO ÓPTICO (II) 
Juntamente com o nervo I são caracterizados por um prolongamento do cérebro. 
ANATOMIA: Células ganglionares da retina  nervos ópticos  Fibras provenientes das metades nasais da retina se cruzam no 
quiasma óptico  Os tratos se encaminham para os corpos geniculados laterais (A) (percepção visual consistente) e para região 
pré-tectal (reflexo fotomotor) 
(A)  Vias geniculocalcarinas (radiações ópticas)  área estriada do lobo occipital (Fissura calcarina) 
O EXAME: 
1. Acuidade visual 
a. Ambliopia – Diminuição 
b. Amaurose – Abolição 
i. Ambas associadas à hipertensão intracraniana, doenças degenerativas do SN, desmielinizantes, 
atropias de papila e neurites ópticas. 
ii. Medição da visão periférica 
 
2. Verificação dos campos visuais 
a. Método da confrontação. O ideal é a campimetria ou perimetria instrumental) 
a. A papila óptica é desprovida de projeção: Escotoma fisiológico. 
1. Escotoma patológico 
a. Positivo – percebido pelo paciente 
b. Negativo 
E d u a r d o F e r r e i r a - P á g i n a | 2 
 
 
b. A falha é metade: Hemianopsia 
ii. Homônima: um temporal e outro nasal contralateral (ex. lesão retroquiasmática) 
iii. Heterônima: Ambos os campos temporais (bitemporal - Ex. tumores de hipófise) ou nasal (binasal – 
Ex. lesões duplas [aneurismas bilaterais da carótida interna, aracnoidites optoquiasmáticas]) 
iv. Determinadas de acordo com o campo 
c. A falha é um quadrante: Quadrantanopsia 
3. Exame de fundo de olho 
a. Exame oftalmoscópico, observar: 
i. Cor da papila 
ii. Borda do disco papilar 
iii. Vasos (artérias e veias) – Veias pulsam na maioria das pessoas, mas com pressão intracraniana alta ela 
desaparece (algumas pessoas não pulsam naturalmente) 
4. Reflexo 
a. Oftalmoplegia 
i. Interna: Musculos intraoculares (M. pupilar e M ciliar); globo com mobilidade total e paralisia pupilar. 
ii. Externa: Globo com mobilidade reduzida, mas com pupilas normais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LESÃO no lobo temporal anterior 
LESÃO parietal ou occipital da radiação 
óptica 
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OCULOMOTOR (III) 
ANATOMIA: Fibras motoras  Todos os músculos extrínsecos do globo ocular + levantador da pálpebra superior, exceto reto 
lateral e oblíquo superior. Atinge a órbita: Fenda 
esfenoidal. 
Fibras parassimpáticas  M. constritor da pupila 
Oftalmoplegia interna: Paralisia isolada dos músculos 
intraoculares. 
Isocórica: Pupilas de tamanhos iguais, contrário de 
anisocórica. 
Reflexo fotomotor direito (no mesmo olho da luz); 
Reflexo fotomotor consensual (no olho contralateral). 
Dano no nervo: Olhos para baixo e abduzidos; 
Dilatação pupilar. 
TROCLEAR (IV) 
ANATOMIA: Inerva o oblíquo superior (olhar patético) 
Atinge órbita: fenda esfenoidal 
Lesão: Olhar para cima e aduzido. Inclinação da cabeça 
para o lado do nervo normal. Inclinação da cabeça 
para o lado do músculo paralisado com acentuação da 
divergência/diplopia = fenômeno de Bielschowsky. 
 
ABDUCENTE (VI) 
ANATOMIA: Inerva o M. reto lateral. Mais longo. 
Fenda esfenoidal. Lesão  Estrabismo convergente. 
 
Causada por: Tumores, lesões vasculares 
(subaracnoidea), elevação da pressão intracraniana, 
ex. alteração da pressão depois de uma punção 
lombar (lateralização relativa) 
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Movimentos: Versivos (olhos na mesma direção); vergência (direções contrárias); Ducção ou torção, movimentos de um único 
olho. 
 
OFTALMOPLEGIA INTERNUCLAR: Distúrbio do olhar horizontal conjugado (causa comum: esclerose múltipla, encefalites em 
idosos e doenças vasculares). O olho não passa da linha média. O olho de abdução é o direcionador. O centro integrador é a 
formação reticular pontina paramediana e fascículo longitudinal medial. 
 
 Síndrome de Parinaud – Olhar conjugado deficiente, paresia do olhar direcionado para cima. Lesão na região da borda 
anterior dos colículos superiores. 
 Nistagmo optocinético consistem em fases lenta e rápida, movimentos lentos com saltos corretivos mais rápidos em 
direção contrária. Ajustar a fóvea. 
 Alteração da motricidade pupilar – Sinal de Argyll-Robertson – miose, abolição do reflexo fotomotor com conservação 
dos reflexos de acomodação e convergência. 
 Síndrome de Claube Bernard-Horner 
 Síndrome de Adie – Pupilotomia, abolição de um ou mais reflexos profundos (patelares e aquileus). Diagnóstico 
diferencial com a Tabes dorsalis. 
NERVO TRIGÊMIO (V) 
Misto. Fibras motoras para mastigação; Fibras sensitivas para face e crânio. 
 PORÇÃO SENSITIVA – Gânglio semilunar ou Gasser. Prolongamentos periféricos em três ramos: 
o Oftálmico – sensibilidade exteroceptiva – região supraciliar, pálpebra 
superior e dos tegumentos da porção anterior do nariz, globo ocular, córnea e conjuntiva, 
corpo ciliar, da íris, mucosa dos seios frontais, parte dos seios esfenoidais e etmoidais, parte 
superior da cavidade nasal. Porção mais baixa do núcleo espinal (Lesão na medula cervical 
alta) – Emerge pela fissura orbitária superior. Reflexo corneano (Toque na córnea provoca 
fechamento dos dois olhos) 
o Maxilar superior – Lábio superior, pálpebra inferior, porção anterior da 
região temporal, arcada dentária superior, palato duro e mole, úvula, tonsila, nasofaringe, 
ouvido médio, porção inferior da cavidade nasal. Emerge pelo forame rotundo 
o Mandibular – Lábio inferior, mento, bochecha inferior, com exceção do 
ângulo da mandíbula (Plexo cervical superior C2). Ainda, porção externa do tímpano, pavilhão 
da orelha, dois terços anteriores da língua, arcada dentária inferior. Porção mais alta do 
núcleo espinal (lesões da protuberância ou da porção alta do bulbo). Emerge pelo forame oval 
o Lesões nucleares do trigêmeo = dissociadas 
o Lesões tronculares – déficit sensitivo global 
 A sensibilidade proprioceptiva da face é veiculada pelo V e VII. 
 Reflexo do espirro e succção possuem mecanismo aferente pelo trigêmeo e eferente 
por outros 
 ANATOMIA – Prolongamentos centrais das células localizadas no gânglio de Gasser  Penetram no neuroeixo ao nível 
do sulco bulboprotuberancial /DIVIDE/ 
o Curto ramo ascendente  Protuberânciaanular  Feixe trigêmio-talâmico dorsal – fita de Reil mediana 
o Nervo longo descendente  Sensibilidade térmica e dolorosa da face – terminam na substância gelatinosa do 
V – feixe trigêmio-talâmico ventral + feixe espinotalâmico. 
 PORÇÃO MOTORA – Núcleo mastigador – porção média da protuberância anular – passa sob o gânglio de Gasser, se 
incorpora ao ramo mandibular sensitivo e deixa o crânio pelo forame oval – Inervação do masseter, tempora, 
pterigóideo medial e lateral, milo-hóideo e ventre anterior do digástrico. 
 EXPLORAÇÃO 
o Sensibilidade 
 Calor, frio, dor, tato e pressão 
 Reflexo córneo 
 Dores paroxísticas (neuralgia do trigêmeo) 
o Motora 
 Funções musculares dos músculos mastigadores. 
 Unilateral ou bilateral – palpação do masseter e temporal, fechamento forçado da boca, 
morder abaixador de língua de cada lado e observar a força de retirada, abrir a boca em toda 
a amplitude  Desvio da mandíbula para o lado da lesão. 
E d u a r d o F e r r e i r a - P á g i n a | 5 
 
 
 Reflexo mandibular ou massetérico – exaltado em lesões piramidais bilaterais, as vezes, em 
síndromes parksonianas. Sua abolição (as vezes com ptose da mandíbula)  esclerose lateral 
amiotrófica e na miastenia frave. 
o Neuralgia do trigêmeo – dores intensas semelhantes a choques – exame neurológico não é conclusivo 
o Neuralgia de Sluder (síndrome do gânglio esfenopalatino) – comprometimento do contingente do trigêmeo 
(dor ocular e nasal, rubor da mucosa ocular e nasal lacrimejamento, rinorréia e insensibilidade dos dois terços 
anteriores da língua. 
o Síndrome de Gradenigo – Dor na distribuição do nervo oftálmico com paralisia ipsolateral do nervo abducente. 
Infecção das câmeras aéreas do ápice petroso. 
NERVO FACIAL (VII) 
 ANATOMIA - Componente motor do nervo facial: região ventrolateral do tegmento pontino – Semicírculo em torno do nervo 
abducente (joelho interno do nervo facial) – saliência na cobertura do IV ventrículo (colículo facial) – subaracnóideo – meato 
acústico interno + nervo intermédio + VIII  saiu do meato se separa do VIII nervo – gânglio geniculado forma uma curva para 
baixo (joelho externo do nervo facial)  forame estilomastóideo - trajeto petroso emite ramos: anastomótico para o nervo vago 
(X) e para o músculo do estapédio, corda do tímpano. Emite ramos bilaterais ao sair do crânio – Parótida  ramos terminais 
(Temporofacial e cervicofacial). 
Nervo intermédio – Fibras aferentes gustativas/Secretórias eferentes (nasal e lacriamal, sublinguares e submandibulares) 
 Participa do reflexo corneano – reflexo do piscar – reflexo estapédico 
 Musculatura da mímica, exceto o levantador da pálpebra superior. 
 Digástrico – ventre posterior + estilo-hóideo 
 Sensibilidade gustativa dos dois terços anteriores da língua (função sensorial) 
 Sensibilidade proprioceptiva dos músculos da mímica, sensibilidade tátil, térmica e dolorosa do pavilhão auditivo, 
conduto auditivo externo e tímpano (função sensitiva) 
 Função vegetativa – natureza secretória – fibras parassimpáticas destinadas às glândulas lacrimais e salivares (maxilar e 
sublingual) 
 EXPLORAÇÃO 
o Paralisia facial periférica (Causas: traumatismos, infecções – otites, otomastoidites, herpes 
zoster, lepra) 
 Desvio dos traços fisionômicos para o lado SÃO. 
 Piscar ausente e sulcos da pele menos pronunciados do lado comprometido 
 Rima palpebral mais aberta do mesmo lado (lagoftalmo) 
 Déficit do músculo orbicular das pálpebras  secreção lacrimal escorre do lado 
paralisado (epífora) 
 Sinal de Bell – paciente força para fechar os olhos  desvio do globo ocular para cima e para fora, 
córnea parcialmente ou totalmente coberta pela pálpebra superior. 
 
 Sinal de Negro – paciente olha para cima, globo ocular do lado paralisado excursiona mais no sentido 
vertical que o lado são. 
 Dificuldade de assobiar ou assoprar 
 Diartria nas consoantes labiais e dentolabiais (b, p, m, v) 
 Lesão no trajeto intrapetroso – pesquisa de gostos dos 2/3 anteriores da língua 
 Paralisia fácil periférica bilateral  Face imóvel, amímica e o lábio inferior evertido 
o Paralisia facial central (supranuclear) – principal causa é acidente vascular cerebral 
 Compromete o território inferior da face – o território superior possui representação cortical bilateral 
do músculos. 
 Desvio da rima bucal 
 Apagamento do sulco nasolabial 
 Disartria 
 Ausência de contração do platisma. 
 Desvio da comissura bucal par alado não comprometido 
 Boca em exclamação ! 
 Paciente em coma – Avaliar por meio da compressão dos ângulos da mandíbula – mímica de dor. 
Coma profundo – levantamento palpebral rápido e maior abertura da fenda palpebral do lado 
comprometido. 
BEL
L 
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VESTIBULOCOCLEAR (VIII) 
Sistema auditivo – ANATOMIA: Nervo acústico – células do gânglio espiral – prolongamento periféricos com as células 
receptoras do órgão de Corti. – Núcleos cocleares dorsal (diretas e cruzadas – estrias acústicas do assoalho do IV ventrículo) e as 
fibras ventrais (trapezóides - diretas e cruzadas) – Leminisco lateral  colículos inferiores (centro auditivo reflexo), corpos 
geniculados mediais e o tálamo  centro discriminatórios do córtex (giro de Heschl). Cada lemnisco possui fibras direta da 
cóclea ipsolateral e fibras cruzadas, condutoras da cóclea contralateral – explicação para uma lesão de um único lemnisco não 
causa surdez unilateral total, mas apenas surdez parcial do lado oposto além da percepção de diversos sons. 
 EXPLORAÇÃO – Voz alta ou cochichada, relógio, diapasões (condução aérea e óssea – surdez de condução VS 
percepção) ou adiômetros. Acuidade verificada para cada lado. 
o PROVA DE Weber – diapasão vibrando no vértice do crânio ou fronte – Indivíduo normal ouve o tom na linha 
média. Indivíduo comprometido unilateral 
 Se for de condução: localiza do lado lesado 
 Se for de percepção (neurossensoria): localiza o tom no lado normal (o lesado não via perceber) 
 Não há lateralização: Weber indiferente – Função aditiva normal hipocusia bilateral, não percebe o 
estímulo sonoro bilateralmente. 
o PROVA DE Rinne – Diapasão de 128 ciclos/s no mastóide – Som despercebido 20 s quando desaparece; em 
seguida, coloca no conduto auditivo onde o paciente percebe o som por mais 30 a 40 segundo. É o Rinne 
normal. 
 Rinne negativo – consegue ouvir o tom por mais tempo na via óssea do que na aérea – Déficit de 
condução. 
 Rinne positivo encurtado – Via aérea é melhor que por via óssea, porém ambas estão diminuídas. 
 Distúrbios da audição 
o Surdez (anacusia) 
 Surdez de condução – Defeito de transmissão das vibrações auditivas ao órgãos receptores (orelha 
média) 
 Surdez de percepção – Lesão nervosa – afetam o órgão de Corti, nervo coclear ou via auditiva central 
(orelha interna) 
SISTEMA VESTIBULAR – Receptores no labirinto – células dos canais semicirculares (sácula e utrículo) gânglio 
vestibular/Scarpa  axônios se unem e formam o nervo vestibular  Fascículos (para os quatro núcleos bulboprotuberanciais, 
os outros para o cerebelo lóbulo floculonodular). Exploração: 
 Distúrbios vestibulares: Vertigem (sensação de rotação) – deslocamento de objetos que o cercam. Nistagmo é 
presente, a fase lenta bate para o lado menos ativo, pode acompanhar desvio de cabeça e dos membros na mesma 
direção, queda deste lado, pode causar osciloscopia (distorção ilusória aprox-afastamento). Fecha os olhos para evitar 
irritação adicional e cabeça em posição fixa com orelha anormal voltada para cima. SÍNDROME VESTIBULAR 
HORMÔNICA – Uma síndrome vestibular periférica. 
 Distúrbios proprioceptivos: o indivíduo piora o desequilíbrio no escuro, não apresenta nistagmo, marcha. 
o Síndrome de Ménière: Vertigem rotatória com náuseas e vômitos, déficit auditivo parcial ou total unilateral e 
tinido – déficit auditivo unilateral  posterior surdez de percepção (vertigem desaparece) - Orelha interna, 
neurológica.Distúrbios do equilíbrio osmótico da endolinfa – hidropisia – ruptura da barreira entre endolinfa e 
perilinfa. 
o Síndromes vestibulares centrais são desarmônicas – não se processam para o mesmo lado. 
o Vertigens de origem visual (diplopia ou vícios de refração); origem cortical (lesões temporoparietais); 
psicogênicas e das alturas (origem psicoafetiva). 
 
NERVO CLOSSOFARÍNGEO (IX) 
Ramos: Nervo timpânico, ramos estilofaríngeo, ramos faríngeos, ramos do seio carotídeo, ramos linguais. 
IX, X, XI – Origem bulbar, deixam o crânio pelo forame jugular, raramente são acometidos isoladamente. 
 Fibras motoras – Núcleo ambíguo (bulbo) 
 Fibras sensoriais – sensibilidade gustativa dos terço posterior da língua 
 Fibras sensitivas - sensibilidade geral da parte posterior do véu palatino e da faringe 
 Fibras parassimpáticas – Glândula parótida 
 Neuralgia clossofaríngea – Dor paroxística grave – faringe, pescoço, tonsilas ou língua. Medo de se alimentar – 
emagrecimento – desaparece com meses – persistência = tumor de faringe. 
 EXPLORAÇÃO 
o Sensibilidade gustativa 
 Doce (açúcar), salgado (sal), ácido (vinagre) e amargo (cloridrato de quinina) – no terço posterior – O 
paciente aponto para um papel escrito o nome. Enxugar a língua para cada substância. 
o Distúrbios 
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 Ageusia – abolição do gosto 
 Hipogeusia – diminuição do gosto 
 Parageusia – perversão do gosto 
 Disfagia – em paralisia bulbar progressiva, neuropatia diftérica. 
 Neuralgia - paroxismos dolorosos intensos e de curta duração – região amigdaliana podendo irradiar-
se para auricular, maxilar inferior e cervical. Desencadeados pelo ato de exteriorizar a língua, deglutir 
e falar. 
NERVO VAGO (X) 
Misto – Gânglio jugular (superior) e nodoso (inferior) – acompanha carótida interna- ramo direito cruza a a. subclávia – fixação 
ao esôfago (direito –posteriormente/esquerdo – anteriormente) –hiato esofágico – cavidade abdominal 
 Fibras motoras – músculos do palato mole, faringe e laringe (núcleo ambíguo) 
 Fibras sensitivo-sensoriais – área curtânea retroauricular e do contudo auditivo externo, mucosa da laringe e porção 
inferior da faringe, gustação da epiglote (terminam no terço inferior do núcleo solidário) 
 Fibras vegetativas – parassimpática da arvore traqueo-brônquica, miocárdio, e maior parte do trato digestivo (origem 
no núcleo dorsal do vago ou cardioneurodigestivo) – funções não são comprometidas em lesões unilaterais do vago. 
 EXPLORAÇÃO 
o Lesão unilateral do IX e X – Desvio do véu palatino para o lado comprometido à inspeção tática 
 Lado oposto – inspeção dinâmica – durante fonação 
 
 Faringe – Sinal de cortina – desvio da parede posterior para o lado são 
durante a fonação 
o Lesões bilaterais – disfagia importante – líquidos piora, com regurgitação nasal 
o Componente motor IX e X  abolição do reflexo velopalatino 
o Disfonia e disfagia, assimetria do véu em repouso, repuxamento do véu para o 
lado sadio, abolição dos reflexos véu e nauseoso 
o EXPLORAÇÃO das funções vegetativas não fazem parte do exame neurológico de 
rotina 
 Vômitos em jato (hipertensão intracraniana), ritmo de Cheyne-Stokes, 
soluços e bocejo patológico 
 É possível testar o reflexo oculocardíaco (Reflexo de Aschner), que consiste na 
compressão da córnea do globo ocular, ocasionando bradicardia (redução de 5 a 10 
batimentos por minuto). 
NERVO ESPINHAL (XI) 
Motor – dois núcleos (bulbar – para músculos da laringe – componente funcional do nervo vago; e medular – 5 primeiros 
segmentos medulares – entra pelo forame magno e sai pelo forame jugular (parte espinal separa) – Esternocleidomastóideo 
(ECM) e porção superior do trapézio) 
 EXPLORAÇÃO – comprometimento do ramo interno  confunde com o vago  Lesão Vagoespinal  alterações na 
fonação e da respiração (voz rouca, bitonal, sussurrada, dispnéia, respiração estridulante). 
o Ramo externo (acessório espinal) – Atrofia do ECM e porção superior do trapézio- déficit de elevação do 
ombro e na rotação da cabeça para o lado oposto à lesão e exagero na fossa supraclavicular. 
o Paralisia do esternocleido-mastoideo (homolateral) – Atrofia muscular – incapacidade de baixar e virar a 
cabeça para fora 
o Paralisia do músculo trapézio (homolateral) – atrofia muscular, queda do ombro, aumento do oco-
supraclavicular, pseudohipertrofia da clavícula – incapacidade de elevar o ombro 
NERVO HIPOGLOSSO (XII) 
Nervo motor da língua – Núcleos de origem bulbar 
 EXPLORAÇÃO 
o Inspeção estática – língua na cavidade oral – desvios e fasciculações 
o Inspeção dinâmica – exteriorização do órgão – execução de movimentos de lateralidade e verticalidade – 
desvio para o lado lesado 
o Palpação – trofismo e tonicidade dos músculos da língua. 
 Paralisia unilateral: Desvio da língua para o lado lesionado quando exteriorizada. 
o Quando há atrofia – aspecto geográfico ou escrotal 
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o Fasciculações – evidencia de lesão crônica (Esclerose lateral amiotrófica e na 
siringobulbia) 
o Não consegue tocar o palato com a ponta da língua 
 Paralisia bilaterais – Estágios finais da Esclerose lateral 
amiotrófica (paralisia labioglossolaríngea) – língua imóvel –atrofia e 
fasciculações – articulações de palavras e deglutição comprometidas. 
 
 
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NERVOS CRANIANOS – PARALISIAS ASSOCIADAS DOS 
NERVOS CRANIANOS - SÍNDROMES 
SÍNDROME DE FOSTER-KENNEDY 
 Causas comuns: meningiomas da goteira olfatória e 
gliomas – face anterior do lobo frontal. 
 Comprometimento do I e II nervos 
 Características: 
o Atrofia ótica ipsilateral tumor (por 
compressão direta) 
o Edema de papila contralateral (por 
hipertensão intracraniana 
o Anosmia 
SÍNDROME DA FENDA ESFENOIDAL (ROCHON-DUVIGNEAD) 
 Causa: Natureza traumática ou tumoral – fenda 
esfenoidal 
 Comprometimento dos nervos III, IV, VI e o ramo 
oftálmico do V. 
 Características: 
o Oftalmoplegia total 
o Anestesia ocular 
o Exoftalmo (às vezes) 
SÍNDROME DO VÉRTICE DA ÓRBITA (ROLLET) 
 Semelhante ao anterior, adicionado de atrofia 
óptica e amaurose por lesão do II nervo. 
SÍNDROME DA PAREDE EXTERNA DO SEIO CAVERNOSO 
(CHARLES FOIX) 
 Similar à fenda esfenoidal, mas, com frequência os 
sintomas são dissociados. 
 Causas comuns: Fístula carotído-cavernosa 
(traumático) e tromboflebite do seio cavernoso 
(infecciosa) 
SÍNDROME DA ENCRUZILHADA PETROSFENOIDAL (JACOB) 
 Causas comuns: processos tumorais ou meníngeos 
extensos (sarcoma da trompa de Eustáquio) 
 Comprometimento dos oculomotores (III, IV e VI), 
nervo óptico e ramo oftálmico do V + surdez 
tubária. 
SÍNDROME DA PONTA DO ROCHEDO (GRADENIGO) 
 Causas: petrosites, geralmente secundariamente à 
otite média ou mastoidite) 
 Comprometimento do trigêmeo e do abducente 
 Características: 
o Neuralgia da face 
o Déficit do músculo reto lateral (estrabismo 
convergente) 
SÍNDROME DE RAEDER 
 Comprometimento simultâneo do ramo oftálmico 
do V nervo e da inervação simpática ocular. 
 Dor supra-orbitária e quadro incompleto de Claude 
Bernard-Horner (miose e ptose palpebral) 
 Causas: traumáticas, tumorais e infecciosas. Lesões 
na proximidade do gânglio de Gasser (área 
paratrigeminal) 
SÍNDROME DO FORAME RASGADO POSTERIOR (VERNET) 
 Comprometidos: IX, X, XI – que deixam o crânio 
pelo forame jugular. 
 Características: 
o Hemiparalisia velopalatina, laríngea e 
faríngea 
o Arreflexia palatina e faríngea 
o Paralisia atrófica dos mm. Esternocle... e 
trapézio 
o Anestesia da parede posterior da laringe e 
faringe 
o Hipogeusia ou ageusia do terço posterior 
da língua. 
 Causas: tumoral, traumática e inflamatória 
(meningites da base) 
SÍNDROME DOS QUATRO ÚLTIMOS NERVOS CRANIANOS 
(SICARD E COLLET) 
 Similar à do forame rasgado posterior (forame 
jugular), mas acrescentado do XII (hipoglosso) – 
paralisia da hemilingua.SÍNDROME DO ESPAÇO RETROPAROTIDIANO (VILLARET) 
 Síndrome precedente + um Claude Bernard-Horner 
– comprometimento simpático na loja 
retroparotidiana 
 Causas: adenopatias malignas 
SÍNDROME DE TAPIA 
 Acomete todos os nervos cranianos – 
progressivamente – sem sinais e sintomas de 
Hipertensão intracraniana. 
 Tumores invasivos da base do crânio (sarcomas) 
ADICIONAL 
SÍNDROME DE CLAUDE BERNARD-HORNER 
 Causa: bloqueio da inervação simpática do olho e 
da face em quaisquer ponto do trajeto. 
 Características: 
o Ptose discreta e moderada da pálpebra 
superior (paralisia do m. de mesmo nome) 
o Miose variável com o local da lesão, grau e 
cronicidade 
o Enoftalmia 
o A síndrome é considerada completa 
quando apresenta somado aos anteriores: 
Anidrose da hemiface ipsilateral 
 
E d u a r d o F e r r e i r a - P á g i n a | 10 
 
 
EXAME FÍSICO DOS NERVOS CRANIANOS 
É necessário informar para o paciente que o exame vai ser iniciado. 
É importante o consentimento e ciência de cada manobra. 
O primeiro nervo, a análise do Nervo Craniano I (NC I) olfatório. Nesse teste, vou informar ao paciente que vou testar a 
capacidade de sentir o cheio/aroma das coisas. Para isso eu peço que ele feche uma narina com um dedo e em seguida feche os 
olhos. Você também poderá fechar a narina dele, desde que já tenha avisado que assim será feito. Em primeiro plano, o objetivo 
é permitir identificar uma anosmia ou hiposmia. Então, certifique-se de fazer com que o paciente sinta na primeira narina e 
tente fazer ele comparar com a segunda narina perguntando, da segunda vez, se o cheiro está normal, tá diferente, mais fraco. 
Entretanto, lembre-se que gripe altera o resultado. 
1. Na sequência, coloco o recipiente com a substância na narina aberta do paciente, numa distância segura, pois ele pode 
aspirar tão forte a ponto de descolar partículas para a cavidade nasal. 
2. Em seguida, peço para o paciente, ainda de olhos fechados, agora tampar a outra narina. É importante que ele não 
visualize a sustância, pois interfere no julgamento, a princípio um recipiente opaco é ideal. 
3. Se o paciente conseguiu identificar o cheiro e avaliar se está normal de uma narina para a outra, é importante notificar 
e a ele que está tudo normal. 
4. Repita o exame para outros odores mais fortes. 
O exame do nervo Óptico (NC II): Informar ao paciente que será realizado os exames da visão. O exame será feito em quatro 
etapas, são elas: 
1. Acuidade visual: Esse exame é feito com as cartas de Snellen ou 
Rosenbaum. Posicione o paciente na distância necessária, informe 
para ele fecha um dos olhos com uma das mãos em formato de 
concha. Em seguida aponte para as linhas e peça para ele ler. Verifique 
o teste para os dois olhos. Informe os resultados. 
2. Avaliação da visão central: Esse exame é a fundoscopia, precisa de um 
aparelho de fundoscopia direto ou indireto. Como a dilatação 
farmacológica nem sempre é possível, peça para o paciente fixar em 
um ponto distante e diminua a luz do ambiente para favorecer a 
midríase. Nesse exame, peça para o paciente olhar fixo para um local a 
sua frente e, em seguida, posicione o oftalmoscópio no seu olho 
direito e visualize o olho direito do paciente, e vice-versa. Observe a visão na Figura 1. Avaliar as veias, artérias e nervo 
óptico. 
3. Avaliação da visão periférica: Através do exame de campimetria por confrontação. Olhos do médico e paciente na 
mesma altura, distância de um braço para o paciente, peça para o paciente fechar um dos olhos com a mão em 
formato de concha. Em seguida, peça para o paciente informar quando ver o dedo mexendo dentro do seu campo 
visual. Teste para as extremidades superior e inferior nasal e temporal do campo nasal e depois repita para o segundo 
olho. 
4. Reflexos luminosos: O paciente olha para o ponto no horizonte mais longe possível, incide a luz e percebe-se a 
contração da pupila. Local com baixa luminosidade. 
Nervos oculomotor, troclear e abducente (NC III, IV e VI) 
1. Avaliação da musculatura extrínseca: Peça para o paciente acompanhar o dedo/objeto. Faça as manobras explorando 
todos os segmentos de retas possíveis para os movimentos oculares. Observe a paresia ou paralisia de algum 
movimento. Analise qual dos nervos estão envolvidos de acordo com o músculo responsável pelo movimento. Ao todo , 
são 9 posições dos olhares. 
2. Avaliação de movimentos sacádicos: Peça par ao paciente olhar para o dedo que levantar 
3. Movimentos perseptórios 
4. Nistagmo opticocinético 
TRIGÊMIO (V) 
 Reflexo corneopalpebral – Tocar na córnea – reflexo de fechar os olhos. Paciente olha para o lado enquanto faz o 
toque com o algodão, leve e rapidamente. Aferência: trigêmio; Eferência: facial. 
 Porção motora – mastigação 
o Pedir para o paciente fechar e abrir a boca enquanto o examinador sente os músculos temporais e masseter 
o Pedir para mexer a mandíbula lateralmente 
o Utilizar o abaixador de língua nas laterais da boca e pedir para o paciente morder – puxar o abaixador e 
verificar a força da mordida – verificar as marcas do dente no abaixador. 
FACIAL (VII) 
 Músculo da mímica – Faça o movimento e peça para o paciente repetir 
Figura 1 
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o Fechar os olhos com força (O oculomotor abre os olhos) – o examinador testa se consegue abrir a pálpebra 
com seus dedos. 
o Franzir a testa 
o Sorriso forçado 
o Bico 
o Encher as bochechas de ar – o examinador aperta 
 Início do meato acústico externo – sensibilidade (opcional) 
VESTIBULOCOCLEAR (VIII) 
 Audição – perceber os sons 
o Diapasão (128hz) – pergunte se está ouvindo 
 Comparar uma orelha a outra – Posicione o diapasão de modo que as astes se ajustem ao meato 
acústico externo - Emita a vibração num ouvido, se o paciente ouve, mude imediatamente para o 
outro e veja se está presente a mesma percepção de som. Evidenciar se os dois ouvidos estão 
escutando igualmente. Próximo teste descartar a hipocusia bilateral. 
 Comparar audição – examinador e paciente. O paciente ouve até parar de ouvir, logo após, o 
examinador escuta. Pressupõe audição normal do examinador – evidenciar a acuidade auditiva – 
Evidenciar hipocusia bilateral – precisa fazer somente em uma orelha (no teste anterior fez a simetria) 
 Teste de Weber – se ouve mais para um lado – transmissão óssea – diapasão no vértice da cabeça 
(ponto mais alto, pode variar) 
 Normal – Weber centralizado – nenhuma orelha tem percepção maior 
 O ouvido afetado na condução percebe mais a óssea que a aérea – O weber lateraliza para o 
lado da lesão. 
 Weber contralateral – quando for lesão neurológica 
 Teste de Rinne - Condução óssea e aérea (espera-se que a aérea seja melhor) 
 Base do diapasão no processo mastódeo perpendicularmente – A paciente escuta até parar; 
passa para aérea 
 Diapasão no meato acústico externo (audição aérea) – paciente escuta até parar. 
 Evidenciar – Se a audição óssea é melhor ou não que a aérea. 
o Audição óssea > aérea – Rinne invertido – problema de condução – Evidenciar o 
ouvido direito ou esquerdo. 
o Problema neurológico – Rinne invertido – os dois não vão ser percebidos 
 Vestibular – O olho aberto corrige 
o Teste de Romberg 
o Marcha – normal, numa linha reta, ponta do pé + linha reta (dificultando a marcha – teste de equilíbrio) 
o Marcha com olhos fechado. 
o Sinal de estrela – Caminhar um passo para frente a para trás, mover os dois pés de base (vai-vem) 
o Nistagmo 
o Reflexo vestíbulo-ocular – olhar para ponta do nariz e mexer a cabeça do paciente. 
GLOSSOFARÍNGEO (IX)/VAGO (X) 
 Reflexo nauseoso – Com o abaixador de língua estimular o reflexo na orofaringe. 
 Elevação do palato enquanto pronuncia e estático – observar úvula e arcos faríngeo 
ACESSÓRIO (XI) 
 Motora – Avaliar trapézio e esternocleidomastoideo 
o Paciente eleva os ombros enquanto o examinador força o relaxamento com as mãos. 
o Paciente vira a cabeça para um dos lados enquanto oexaminador força a volta da cabeça para o lado oposto. 
Segurar o ombro do paciente para fixar o movimento. 
HIPOGLOSSO (XII) 
 Avaliar língua dentro da boca – atrofia e desvio 
 Avaliar língua fora da boca - movimentos verticais e horizontais – atrofia e desvios 
 Paciente empurra a bochecha com a língua no interior da boca, enquanto o examinador força o movimento oposto 
através da palpação da porção exterior da bochecha.

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