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INVESTIGAÇÃO COMPLEMENTAR 
EM GINECOLOGIA 
Semiologia do adulto e do idoso – EDUARDO FERREIRA 
HISTEROMETRIA 
Medir o comprimento do canal cervical e a profundidade da 
cavidade uterina. 
COLPOCITOLOGIA 
Divida em 
 Citologia oncoparasitária: uma vez por ano. Coleta 
dupla (ecto e endocervical). Coloração 
Papanicolaou, com fixação imediata em álcool 
comum. Células glandulares são endocervicais. 
 Citologia a fresco: coleta de secreção patológica. 
Identificação de protozoários flagelados, 
trichomonas ou esporos. 
 Citologia hormonal: a vagina reflete a atividade 
secretória do ovário. 
 Coleta do material 
o Periodicidade: 25-65 anos, pode ser trienal 
se 3 resultados negativos. 
o Coleta clássica – espátula de Ayre 
o Abstenção sexual 24 horas – não usar 
cremes ou duchas 72 horas. 
Esfregaço cervicovaginal 
 Células superficiais: núcleo pincnótico e citoplasma 
eosinófilo 
 Células intermediárias – aglomeras, núcleos 
arredondados e citoplasma basófilos 
 Células basais: arredondadas núcleos volumosos e 
esféricos, citoplasma basófilo 
 Células cervicais, células endometriais e outras 
células: histiócitos e leucócitos (neutrófilos e 
linfócitos). 
 Flora bacteriana normal – Bacilos de Böderlein 
(gram positivo)  fermenta o glicogênio 
intracelular em ácido lácteo – pH vaginal ácido. 
Citólise das células intermediária ricas em 
glicogênio – leucorreia 
 Nas infecções – Trichomonas vaginalis, Gardnerella 
vaginalis, Actinomyces (portadoras de DIU), 
Candida albicans 
 Infecções virais 
o HPV – células paraceratóticas – agrupadas, 
escamas anucleadas e coilocitose 
 Angogênico – condiloma 
cumulado (6,11,42,54) 
 Câncer de colo e precrursores 
(16,18,33) 
o Citomegalovírus – Olho de coruja – células 
endocervicais volumosas 
o HSV – I e II – Cromatina grosseira e 
aglutinadas – viro esmerilhado. 
Citologia oncótica 
 Neoplasia intraepiteliais cervicais (NIC I) – Células 
superficiais e intermediárias com aumento do 
núcleo moderado, cromatina granulosa e reticular. 
 NIC II – esféricas ou ovaloides, núcleos hipertróficos 
com contorno irregular e hipercromasia e 
moderada alteração da relação núcleo-citoplasma. 
 NIC III – Núcleos hipertróficos, hipercromáticos, 
irregulares, grande alteração da relação núcleo-
citoplasma. 
o Cada vez o núcleo aumenta 
o NIC I  lesão de baixo grau 
o NIC II e III  Lesão de alto grau 
 Carcinoma in situ – células únicas arredondadas 
com citoplasma espesso 
 Carcinoma invasivo – Orangeofilia citoplasmática 
 Adenocarcinoma cervical – núcleos em roseta, 
células grandes núcleos ovais. 
 Adenocarcinoma endometrial – redondas, 
citoplasma cianófilo, finamente vacuolado, núcleo 
excêntrico. 
COLPOSCOPIA 
Estudo do útero com o colposcópio (lente de aumento) – 
lesões pré-cancerosas e malignas, biopsia guiada. 
 
 Teste de Schiller: Colo do útero. Solução de lugol 
(iodo-iodetada) – marrom indica tecido normal; 
região iodo negativa indica menor concentração de 
glicogênio (alta divisão celular). 
 Teste do ácido acético: solução de ácido (5%) – 
intensa atividade nuclear coradas de branco, áreas 
para biopsia. 
 Teste de Collins (vulvoscopia): Azul de toluidina na 
vulva – lesões em azul para biopsia guiada. 
Determina biopsia – realça. 
 
Achados colposcópicos normais: 
 Epitélio escamoso e colunar 
 Zona de transformação normal 
 Todo marrom indica epitélio maduro. 
P á g i n a | 2 
 
Achados colposcópios anormais: dentro ou fora da ZT 
 Epitélio acetobranco 
 Pontilhado 
 Mosaico 
 Leucoplasia 
 Zona iodo negativa 
 Vasos atípicos 
Estudo da vulva 
Indicação: lesões malignas e pré-malignas do TGI, prurido 
vulvar, ardor e dor crônica na vulva, lesões macroscópicas 
(exofíticas, ulcerativas, sangramentos), pacientes 
imunodeprimidas. 
 Classificação de Copplerson e Pixley 
o I – cor 
o II – Vasos 
o III – Superficie 
o IV - Topografia 
 Classificação de Maia - FEBRASCO 
HISTEROSCOPIA 
Identificar alterações do epitélio endocervical e endométrio. 
Usada em sangramentos anormais, pólipos, miomas 
degenerados, neoplasias malignas. 
Indicações: SUA, sangramento pós-menopausa, 
infertilidade, suspeita de patologia intracavitária 
 
ULTRASSONOGRAFIA 
Encher a bexiga; finalidade para tumores císticos do ovário, 
pouca precisão para tumores sólidos principalmente em 
<3cm. 
Indicação: Avaliar órgãos pélvicos, estrutural e funcional. 
 Complementação do exame ginecológico 
 SUA 
 Suspeita de tumoração pélvica 
 Suspeita de malformação urogenital 
Útil para acompanhar pacientes com dispositivo intrauterino 
(DIU). Antes da menarca e pós-menopausa investiga 
neoplasia ovariana. Já na menacme é útil para avaliar 
aumento da gônada em função do ciclo. 
Vias: 
 Transabdominal: suprapúbica com bexiga cheia 
 Endovaginal: transdutor de alta frequência 5-9 MHZ 
no fundo de saco. 
Mais preciso na obstetrícia. 
 Ultrassonogravia transvaginal: realizada pela 
vagina com o transdutor transvaginal. 
Contraindicada em virgens e em estenose vaginal. 
Indicação: 
o Ginecologia: cistos, avaliação do 
endométrio, malformações uterinas, 
endometriose, retroversoflexão uterina. 
 Agenesia uterina, útero bicorno, 
com colo único ou duplo, 
unicorno, didelfo, arcuado, 
septado. 
Bicorno/unicorno/didelfo/septado 
o Reprodução humana: monitoramento da 
foliculogênese e da ovulação. 
o Em obstetrícia 
O que pode ser visto 
 Tumorações pélvicas – Ovários e alterações 
associadas: ascite, massa hepática. 
 Alterações funcionais 
o Cisto folicular – 5-10cm único, liso 
anecóico fino sem septo. 
o Cisto corpo lúteo – sangramento excessivo 
dentro do corpo lúteo, unilocular, 
unilateral com ecos internos 
o Cistos teca-luteínicos – múltiplos 
bilaterais, volumosos, associados à mola 
hidatiforme. 
o Ovários policísticos – aumento com 
numerosos cistos foliculares na periferia. 
o Lesões císticas – anecoicos e com reforço 
posterior  cistadenoma seroso ou 
mucinoso (septos finos). 
o Lesões mistas benignas – cistos dermoides 
– imagem ponta de iceberg – unilaterais 
com conteúdo líquido denso, com áreas 
sólidas mal definidas, sombra acústica por 
causa dos ossos e dentes. 
 Com tecido tireoidiano 
funcionante  struma ovaril 
o Cistos endometrióticos – uni ou bilateral, 
cápsula espessa, conteúdo espesso 
o Lesões mistas malignas 
 Cistoadenocarcinomas – 
vegetações septos grosseiras, 
multiloculados com papilas, no 
Doppler vasos exuberantes. Mais 
na pós-menopausa. 
o Massas sólidas – reforço anterior 
P á g i n a | 3 
 
HISTEROSSALPINGOGRAFIA 
Introdução de contraste do útero e das tubas – radiografia. 
Prova de Cotte positiva ou negativa – contraste no peritônio 
pélvico. 
LAPAROSCOPIA 
Tempo vaginal – pressão no colo do útero com uma pinça de 
Pozzi e na introdução de uma cânula no orifício externo. 
Punção da cavidade abdominal com agulha de Veress. 
CULDOCENTESE 
Punção do fundo de saco posterior (Douglas) com agulha 
fina. 
 Pus: inflamação 
 Sangue: gravidez ectópica, cisto ovário roto ou 
abdome hemorrágico 
 Coágulos na seringa: sangue da coleta; o sangue 
livre no peritônio demora a formar coágulos. 
MAMOGRAFIA 
Rastreamento: 
 SBR e SBM: a partir de 40 anos 
 Ministério da saúde: a partir de 50 anos. 
Achados 
 Nódulos não palpáveis, áreas densas assimetrias e 
calcificações 
 Calcificações agrupadas, puntiformes, lineares 
pleomóficas, distribuição triangular, contorno 
irregular = suspeita de malignidade 
 Nódulos se tornam palpáveis com 1 cm 
 Nódulos de contornos mal definidos, espiculados 
Laudo do BIRADS ACR 
0 – necessita de USG complementar – mama densa 
I – normal M 0% 
II – Benigno M0% 
III – provavelmente benigno M<2% 
IV – provavelmente maligno 
 A – M 2-10% 
 B – M 10-50% 
 C – M 50-95% 
V – maligno M>95% 
VI – já com biópsia positiva – M = 100% 
Biopsia: suspeita de neoplasias malignas, processos 
inflamatórios e distróficos. Mais indicada quando há 
esterilidade.USG MAMÁRIA 
 
 Áreas suspeitas: nódulos de bordas irregulares, 
heterogêneos, limites imprecisos, infiltrado 
estruturas adjacentes, atenuação posterior 
irregular, retração, longitudinal maior que 
transverso. 
 
Avaliação do conteúdo vaginal: bacterioscopia das 
secreções vaginais. 
 Inspeção do muco cervical: avaliar o grau de 
cristalização (ferning) que reflete níveis de 
estrogênio circulante. Antes da ovulação – muco 
com filância abundante. 
Exame do hímen: inspeção tipo do hímen; hímen 
complacente.

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