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Citopatologi� - Introduçã� → O normal de uma célula corada é ficar na cor roxa. Quando ficam rosadas/avermelhadas (exceto as superficiais) é sinal de alterações!! Pode indicar inflamação, principalmente se estiverem acompanhadas de muitos neutrófilos ao redor. → Em roxo e menores os neutrófilos, em rosa e bem maiores as células infeccionadas. Lesão por herpes vírus. Formatos muito irregulares, núcleo grande e irregular. História Robert Hook: inventou o microscópio. Julius Vogel: Aplicação da citologia como meio diagnóstico. Identificou células malignas em líquido de uma fístula drenando um grande tumor. Hermann Lebert: Desenhou o aspecto morfológico de células aspiradas de tumores. Félix Pouchet: Estudo da secreção vaginal em diferentes fases do ciclo menstrual. Implantação da citologia hormonal. Lionel S. Beale e Lambl de Praga: Desenharam células malignas em escarro e urina. Donaldson: Aplicação prática do microscópio para o diagnóstico de câncer. George Papanicolaou: a citopatologia se torna uma ciência!! Preventivo nomeado em sua homenagem! Citopatologia cérvico-vaginal, exame preventivo ou Papanicolau: O mais confiável para a prevenção do câncer de colo uterino. Recomendações pré-exame: pelo menos 1 semana antes da menstruação, evitar duchas e cremes, abstinência sexual de 3 dias. Convencional: Meio líquido: muito mais específico e sensível!! Câncer do colo do útero: 3º tumor feminino mais frequente, depois do de mama e colorretal. 4ª maior causa de morte feminina no Brasil! Estágios das lesões do HPV: ● Normal ● LSIL (low) ● HSIL (high) ● Câncer Atuação do Biomédico: Só pode coletar e analisar as células! Biópsias e punções com agulhas finas não são permitidas. Se por acaso houver uma micro biópsia na lâmina de análise (um pequeno pedaço de tecido - aglomerado de células) o biomédico deve analisar o resto da citopatologia e apenas indicar no laudo a presença do tecido. Setor de imunohistoquímica e imunocitoquímica, referente ao diagnóstico citológico. Exames citopatológicos mais conhecidos: ● Papanicolau / colpocitologia oncótica. ● Colpocitologia hormonal (coletada em diferentes fases do ciclo menstrual). ● Citopatologia oncótica (pesquisa das células em secreções, líquidos e raspados). Sistema Reprodutor Feminino Vagin�: Canal fibromuscular elástico, epitélio estratificado escamoso. Muco lubrificante que varia de acordo com os níveis hormonais da mulher. Sua parede possui 3 camadas: 1 - Camada Mucosa: Possui pregas com papilas, pode apresentar queratina e células produtoras de glicogênio. Tecido conjuntivo frouxo com fibras elásticas. pH vaginal: tem atividade de lactobacilos, que são bactérias comensais. Eles consomem o glicogênio, produzindo ácido lático que forma uma barreira contra microrganismos patogênicos. O pH varia de acordo com a idade, tendo recém-nascidas 4,5 a 5,5 e adultas levemente ácido. 2 - Camada Muscular: Feixes longitudinais externos de fibras musculares lisas, oblíquas (medianas) e circulares (internas). 3 - Camada Adventícia: Tecido conjuntivo denso com fibras elásticas, muito complexo vascular. Tuba� Uterina�: → As fímbrias lançam o óvulo nas tubas, e os cílios nas células da tuba ajudam o espermatozóide a se mover e chegar até o ovário e ajudam o óvulo a chegar até a ampola, onde irá encontrar o espermatozóide e ser fecundado. Ovári��: Glândulas que liberam hormônios (FSH e LH liberados pela hipófise, estimulam produção de estrogênio e progesterona nos ovários, que estimulam a ovulação). Possuem região medular e cortical. → LH e FSH agem no ovário, enquanto progesterona e estrogênio agem no endométrio. Úter�: Dividido em endométrio, miométrio e perimétrio. Perimétrio: tecido conjuntivo e mesotélio, camada mais externa. Miométrio: camada espessa de músculo liso, possui 3 ou 4 camadas de fibras musculares dispostas longitudinalmente. Endométrio: epitélio cilíndrico simples e lâmina própria (tecido conjuntivo com fibra reticular, fibroblastos e substância fundamental amorfa), é a camada mais interna do útero. → Glândulas endometriais/uterinas: glândulas tubulares, revestidas por epitélio colunar ciliado, ficam no endométrio. Responsáveis pelo suprimento vascular e nutritivo do feto. Col� d� úter�: Possui menos fibras musculares lisas e mais tecido conjuntivo. Dividido em: Endocérvice: luz do colo, epitélio prismático simples com células produtoras de muco e a lâmina própria com glândulas cervicais. Ectocérvice: face externa, epitélio estratificado plano. JEC: “Junção escamo colunar”, junção da ectocérvice (epitélio escamoso) com a endocérvice (epitélio glandular). Trat� Genita� Feminin� → Dividida em vários epitélios: 1. Escamoso estratificado queratinizado 2. Escamoso estratificado não-queratinizado 3. Colunar simples (glandular endocervical) 4. Glandular endometrial 5. Metaplásico (JEC) Epitélio escamoso estratificado queratinizado: encontrado na pele, lábios maiores, vagina e colo uterino. Epitélio escamoso estratificado não- queratinizado: encontrado nos lábios menores da vulva, vagina e ectocérvice. Possui 3 camadas: ● Profunda ● Intermediária ● Superficial Células escamosas basais: as mais profundas da camada estratificada, são redondas ou ovais, com pouco citoplasma e núcleos grandes, possui nucléolos. Renovam o epitélio escamoso devido a sua atividade mitótica, descamam fácil. Aparecem mais em esfregaços de pós-parto. Células escamosas parabasais: maiores que as basais, pouca atividade mitótica, redondas ou ovais com núcleo. Quanto maior a densidade do citoplasma, mais jovem a célula!! Células jovens: coram com corantes básicos Células maduras: coram com eosina → Esfregaços atróficos, pós-parto, pós-menopausa, infância/pré-puberdade apresentam deficiência de estrogênio, portanto o epitélio não esta maturado. Células escamosas intermediárias: camada mais espessa, células grandes com núcleo pequeno, muito citoplasma de coloração mais amena, tem formato poligonal e bordas pregueadas. Uma cor amarelada no centro do citoplasma indica presença de glicogênio, que é alimento de lactobacilos, os quais os consomem e causam citólise. Podem variar e formar células naviculares (bordas citoplasmáticas espessas + núcleos excêntricos), o que é comum em períodos progestacionais, no ciclo menstrual e gravidez. Células escamosas superficiais: as maiores! camada mais superficial, estão no último estágio de maturação. Predominam nos períodos pré-ovulatórios e ovulatórios. Possuem bordas bem delineadas, citoplasma claro e abundante, núcleo picnótico (cromatina extremamente condensada!). Podem ser anucleadas e amareladas devido a queratinização (“células fantasmas”). Epitélio colunar simples: formado por células glandulares endocervicais, localizados no endocérvice. Na coleta, é utilizada a escovinha endocervical. As células podem ser: ● Ciliadas e secretórias ● Produtoras de muco Citoplasma basofílico, cora muito pouco e pode ter vacúolos. Células altas com núcleos redondos ou ovais, com cromatina um pouco granular. Podem apresentar cílios. Na visão lateral aparecem em fileiras: Na visão de cima aparecem em conjuntos: → A quantidade e consistência do muco liberado depende da fase hormonal. Durante quase todo o ciclo ele é espesso, ao final da ovulação ele afina para fornecer melhor acesso para o espermatozóide. Em gestações, inflamações e irritações a secreção aumenta. Epitélio glandular endometrial: formado por células endometriais, durante os primeiros 12 dias do ciclo menstrual. Possuem núcleos pequenos e redondos, hipercromáticos, com pouco citoplasma e bordas mal definidas. Células estromais: comuns durante o período menstrual, em mulheres maiores de 40 anos ou na menopausa, seu aparecimento pode indicar risco patológico! Condições que propiciam o aparecimento delas: ● DIU ● Terapia hormonal ● Gravidez ● Pós-parto ● Endometrite crônica ● Endometriose ● Endocervicites ● Pólipo ● Hiperplasia endometrial ● Carcinoma endometrial Células de reserva: realizam a manutenção do epitélio, ficam entre a membranabasal e as células glandulares. Muito incomuns em esfregaços. São MULTIPOTENTES, ou seja, conseguem se transformar em células colunares ou escamosas (isso pode causar uma hiperplasia). Confunde-se com células basais. JEC: zona de transição. É o local onde se encontram a maioria das lesões precursoras de câncer do colo do útero! Metaplasia: mudança no epitélio glandular produtor de muco da endocérvice e zona de transformação, em epitélio escamoso. Células em metaplasia escamosa partem das células de reserva. A exposição do epitélio ectópico ao meio ácido vaginal leva à substituição por epitélio escamoso do tipo metaplásico. Possuem citoplasma denso, com vacúolos, núcleo redondo e cromocentros. Quando a modificação é incompleta, chamamos de metaplasia escamosa imatura: Quando é completa, é uma metaplasia escamosa madura: OBS: para diferenciá-las das células parabasais, deve-se olhar a presença de nucléolos e projeções citoplasmáticas (“perninhas”), e também o tamanho maior do citoplasma! → Células em metaplasia escamosa são fisiológicas, porém podem aparecer destacadamente durante processos inflamatórios, alterações reativas e hormonais! Pode ser um indicador da qualidade da coleta, e deve ser relatada no laudo. Citologi� Hormona� → Variações hormonais no decorrer da vida da mulher influenciam o epitélio do trato genital feminino. Períodos: ● Ciclo menstrual ● Gravidez ● Menopausa Características hormonais do esfregaço servem para: Terapia hormonal, reprodução assistida, avaliação de função ovariana, distúrbios menstruais, etc. Pundel (1952): o estrogênio e a progesterona influenciam no epitélio vaginal. A citologia hormonal nos ajuda a detectar o dia de ovulação e ciclos ovulatórios. Avalia: • Se um ciclo menstrual foi ovulatório (ou não); • Fase do ciclo menstrual; • Alterações celulares características da gestação; • Amadurecimento do epitélio na pré-menopausa; • Acompanhamento de terapia hormonal. Citologia hormonal: procedimento semiquantitativo simples e de baixo custo. Se atentar a: → Boa amostra → Coloração correta → Dados clínicos → Padrões característicos e variações interpessoais Estrogênio: induz o amadurecimento do epitélio, predominando células superficiais (efeito mitogênico - período hipertrófico). Progesterona: período hipotrófico, commais células intermediárias. Emmulheres que fazem uso de pílulas contraceptivas combinadas, o padrão é de fase secretória! Fase menstrual: 1º ao 4º dia, predomínio de células intermediárias. Aparecem também hemácias, detritos celulares, leucócitos, células endometriais… Fase proliferativa: 5º ao 10º dia, predomínio de células superficiais devido ao efeito maturador do estrogênio. Podem aparecer superficiais e endocervicais também, fundo claro. Fase proliferativa pré-ovulatória: 11º ao 14º dia, predomínio de células superficiais isoladas (eosinofílicas com núcleos picnóticos). Citoplasma com dobras, fundo claro, leucócitos muito raros e muito muco. Fase secretora: 15º ao 28º dia, muito aumento das células intermediárias e diminuição das superficiais. Aumento dos leucócitos e do muco, fundo “sujo”, detritos núcleo-citoplasmáticos, citólise, lactobacilos e núcleos nus. Gravidez: aumento da progesterona e da espessura do epitélio vaginal, predomínio de células intermediárias, bordas da célula se dobram “células naviculares”. ● 1º trimestre: superficiais + exsudato inflamatório ● 2º e 3º trimestre: naviculares, citolíticas. Lactação: após a gravidez quando começa a amamentar. Menopausa: é progressiva, redução nos níveis de estrogênio, o epitélio vaginal fica fino! Predomínio de células parabasais. ● Menopausa precoce: intermediárias + parabasais ● Menopausa tardia: parabasais com fundo inflamatório → A diminuição do estrogênio causa uma atrofia profunda, colpite senil, diminui o muco causando dessecação. → Relação muito alta de núcleo-citoplasma, núcleos picnóticos e desnudos, muitas células profundas e degradadas. A morte celular causa atrofia do epitélio, o que causa o fundo “sujo”. → Agrupamentos de células basais e parabasais em lâmina de menopausa: → A atrofia pode surgir lentamente ou até mesmo nunca surgir! A utilização de hormônios esteróides e uma vida sexual ativa causam a persistência de maturação do epitélio pavimentoso. Para calcular o índice: contar 100 células e determinar % de células basais/parabasais, intermediárias e superficiais. Alteraçõe� inflamatória� O canal cervico-vaginal NÃO é estéril: possui contato direto com o exterior através da vulva! ● Microrganismos saprófitas (não causa inflamação) ● Microrganismos de defesa Mecanismos de defesa: Lábios menores: barreira mecânica Muco cervical: barreira com condições ideais de umidade Bacilos de Döderlein: manutenção do pH inibe desenvolvimento de patógenos. → Descamação de células epiteliais maduras: ecossistema vaginal + renovação completa do epitélio na mulher adulta (aprox. 7 dias). Fatores predisponentes: Imunodepressão e alterações hormonais carenciais Fatores desencadeantes: Intervenção de agentes químicos, físicos e procedimentos médicos Vaginite Vaginose Causada por microrganismos que não pertencem à flora vaginal. Possui prurido, leucorréia e infiltrado inflamatório! ex: Trichomonas É causada por microrganismos normais na flora, porém em desequilíbrio. Possui prurido e leucorréia ex: Gardnerella OBS: A Candida albicans também é considerada vaginite, apesar de ser comum na flora. Isso se dá pelo fato de que ela altera sua morfologia quando passa a ser patogênica. Inflamação pode ser causada por: • Traumas mecânicos • Agentes físicos • Microrganismos transitórios • DIU • Relação sexual • Duchas vaginais • Abortos → Causam alterações no padrão celular, degeneração e necrose. Alterações reativas: alterações celulares benignas. Exsudato inflamatório: Leucócitos (polimorfonucleares e linfócitos), hemácias, histiócitos, macrófagos, necrose celular.. Hiperceratose: apenas uma célula fica queratinizada Paraceratose: queratinização de todas as células!! Mudança na afinidade tintorial: quando células adquirem colorações que não seriam as suas Pseudoeosinofilia Anfofilia (+ de 1 cor/célula) Halo perinuclear: um halo ao redor do núcleo com menos cor! Vacúolos citoplasmáticos: Perda de limites citoplasmáticos: não sabe onde começa e onde termina Multinucleação cariomegalia: múltiplos núcleos e em tamanhos muito grandes. Cariorrexe: núcleo fragmentado! OBS: para ser uma inflamação, deve ter pelo menos 2 das alterações inflamatórias! Se for apenas 1, é uma alteração reativa! Processo reparativo: - Núcleos uniformes e redondos; - Cromatina visível e nucléolo proeminente; - Citoplasma com prolongamentos. Células agrupadas em “cardume de peixe”. São modificações benignas (não devem ser confundidas com carcinoma invasivo)!!! Infecçõe� d� trat� genita� feminin� Microrganismos Residentes: Não ocasionam processo inflamatório (Flora Saprófita); Microrganismos Transitórios: Ocasionam processo inflamatório! Bacilos de Doderlein: Bactérias comensais que eliminam restos celulares no final da maturação. Mais de 95% da flora vaginal! Normalmente aumentam após a puberdade, dependem do estrógeno!! OBS: o uso de antibióticos de alto espectro pode diminuir o nº de lactobacilos, aumentando a chance de infecções!! → São gram-positivos, fazem a manutenção do pH vaginal e são barreira contra microrganismos infecciosos! OBS: quando em excesso, fazem citólise nas células intermediárias pela degradação do glicogênio em ácido lático, diminuindo o pH e causando sintomas de irritação vaginal. Gardnerella vaginalis: → Quando em excesso, ou diminuição dos lactobacilos, causa Vaginose (desequilíbrio)! → Faz parte da flora normal da maioria das mulheres! Pode estar associada a outras bactérias: Bacteroides sp, Mobiluncus sp. → Causa secreção vaginal abundante e acinzentada, dor ao urinar e durante relações sexuais. Complicações: Infertilidade, endometrite, aumenta risco de outras infecções (gonorréia e tricomoníase). Em fetos, pode causarprematuridade, RN baixo peso ou aborto. OBS: Para confirmar se é Gardnerella, colocar uma gota do corrimento da mulher com hidróxido de potássio, que ajuda a liberar mais ainda o cheiro característico de “peixe podre”. Prevenção: preservativos, menos parceiros sexuais, evitar duchas vaginais. → Se aderem à superfície das células intermediárias, causando Granulação cianofílica (“células-alvo” ou “clue cells”). → Pode se aderir de forma parcial ou total, causa um efeito de “apagamento” das bordas das células. Chlamydia trachomatis: → Causa Vaginite! Intracelular obrigatória, possui característica de vírus, é muito pequena. Gram-negativa, tem preferência pela área de JEC. Efeitos: vacúolos redondos bem delimitados, com inclusões eosinofílicas, multinucleação e aumento do volume nuclear (cariomegalia). Actinomyces: → Anaeróbio gram-positivo. Espécies: Actinomyces israelli (+ frequente!); A.viscosus, A. odontolyticus, A. meyer → Comumente associados a presença de objetos estranhos, principalmente o DIU!! Normalmente assintomáticas e benignas, porém podem causar abscessos pélvicos, que levam a esterilidade. Leptothrix: → Filamentoso, parecem fios de cabelo. Muito frequente junto com o Trichomonas vaginalis, portanto serve mais para ajudar neste diagnóstico. Podem fazer parte da flora vaginal, são assintomáticos. Candida sp: → Pode ser uma levedura ou pseudo-hifa. A mais comum é a Candida albicans. → Podem conviver com um ser humano saudável em áreas como a vagina, boca,orofaringe, dobras de pele… Quando em superfícies úmidas e quentes, pode causar dermatite, vaginite ou candidíase oral! OBS: 1 vez por ano: muito comum na maioria das mulheres. Mais de 3 por ano é candidíase de repetição! Leveduras/esporos: comensais Pseudohifas: patologia Esporos Pseudo-hifas Formas fúngicas: Nunca colocamos a espécie no laudo, apenas ”Candida sp.”, pois não tem como identificar o tipo no preventivo!!! Fatores que influenciam: • Gravidez; • Contraceptivos orais de altas doses; • Terapia de reposição hormonal; • Diabetes mellitus não controlado; • Antibióticos (supressão da flora vaginal); • Imunossuprimidos; • Falta de higiene; • Roupas íntimas justas e/ou sintéticas. Candida glabrata: 2ª maior espécie responsável pela candidíase vulvovaginal! Trichomonas vaginalis: → Protozoário flagelado, sexualmente transmissível. Corrimento bolhoso, fétido, com coceira, ardência, inflamação, altera pH. Pontilhado hemorrágico no cérvix. → Normalmente acompanhado do Leptothrix (80% das vezes). Aumenta o risco de contrair HIV!! Complicações: Endometrite, alterações na membrana fetal, baixo peso de RN, natimorto e morte neonatal. → Exsudato inflamatório dificulta o processo de fixação e coloração. Aparecem células escamosas com halos perinucleares, encobertas por polimorfonucleares. Epitélio hiperplásico: aumento do número de células superficiais. Fragmentos de citoplasma podem ser confundidos como Trichomonas. “Balas de canhão”: muitos neutrófilos em cima da célula degenerada. Não dá diagnóstico, mas é sugestivo. → Não visualizamos o flagelo, formato piriforme, oval, cianofílico. Núcleo bem repuxado e achatado. Vírus Herpes Simplex (HSV-2): → Tem dois tipos: HSV-1 (oral) e HSV-2 (genital). → Não possui cura, causam lise nas células epiteliais e ficam latentes em neurônios. → Reativados em resposta a estresse, febre, irradiação solar excessiva, trauma ou terapia. OBS: o tipo oral só se transmite por oral! Se um oral tiver contato com genitais, ele não vai passar! Assim como genital só transmite para outra genital! → Infecções pelos vírus HSV-1 e HSV-2 representam as infecções sexualmente transmissíveis mais comuns a nível global, tendo prevalência de 80% em adultos!! Fases: 1. Prurido 2. Bolhas 3. Úlcera 4. Crosta → Alterações em células escamosas parabasais, metaplásicas imaturas e endocervicais. Pode causar citomegalia e cariomegalia (aumento da célula e do núcleo). → “Núcleo em vidro fosco”, muito amontoados e amoldados, multinucleação.