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Pulso e circulação colateral Eduardo Ferreira Pulsos Noções gerais – Palpação e inspeção Amplitude Frequência Ritmo (uniforme do intervalo de tempo entre um pulso e outro) Regularidade (estabilidade) Pulsos mais comuns de serem avaliados Carotídeo Subclávio Axilar Braquial Radial Ulnar Femoral Poplíteo Tibial posterior Tibial anterior Artéria dorsal do pé (pedioso) Pulso radial Estado da parede arterial o Manobra de Osler e pseudo- hipertensão arterial Frequência o Normal 60-100 btm o Exemplo de taquisfigmia (>100) exercício, febre, hipertireoidismo o Exemplo de bradisfigmia (<60): bloqueio AV, bradicardia sinusal o Déficit de pulso: FC < pulsações por minuto na radial Contração ventricular não impulsiona sangue para porta. Extras-sístoles ventriculares, fibrilação atrial. Ritmo (regular ou irregular) o Irregularidade = arritmias Amplitude ou magnitude – grau de enchimento da artéria durante a sístole e seu esvaziamento durante a diástole. o Amplo (insuficiência aórtica) o Mediano o Pequeno ou fino (estenose aórtica) Tensão e ou dureza o Mole – Quando a pressão para interromper as pulsações é mediana o Duro – quando a pressão necessária para interromper as pulsações é forte o Pulso de tensão mediana Tipos de onda o Ondas de pulso normal o Pulso célere ou em martelo d’água – some rapidamente, curto. Insuficiência aórtica, nas FAB, anemias graves e hipertireoidismo. o Pulso pequeno ou parvus – tensão diminuída, fraco e pequeno. Estenose aórtica grave, na ICC e na hipovolemia. o Filiforme – pequena amplitude e mole – desidratação. o Alternante – onda ampla seguida de onda fraca o Paradoxal – Acentuada redução da amplitude do pulso, secundário à diminuição do retorno venoso e do débito cardíaco durante a inspiração (pericardite constrictiva, tamponamento cardíaco). Comparação com o lado homólogo MANOBRAS ESPECIAIS Palpar os pulsos em repouso primeiro. Allen – revela o enchimento, comparar a amplitude do pulso e a dominância ou oclusão das artérias radial ou ulnar. Avaliar fístula arteriovenosa (FAV) 1. Paciente abra e fecha a mão rapidamente 2. Comprimir as artérias com a mão fechada e observar palidez 3. Soltar uma artéria e ver o enchimento Adson – avaliar a compressão da artéria subclávia e do plexo braquial pelo músculo escaleno anterior, pela costela cervical ou pelas fibras fibróticas. 1. Hiperextensão do braço e hiperextender o pescoço e girar para o lado examinado. Palpando a artéria radial. Inspirar profundamente e ver mudança na amplitude. Costoclavicular/Eden Detectar compressão da artéria subclávia em nível de passagem pelo espaço costoclavicular. 1. Hiperextender o braço e comprimir o ombro. Palpando a radial 2. Pulso diminuir ou desaparecer Hiperabdução ou Wright Se existe compressão pelo músculo peitoral menor. Vai haver a diminuição ou ausência. 2 tempos. Em todas estas manobras, espera-se que o pulso não se altere – normalidade. Neurológica – dormir com o braço por baixo da cabeça dormência Pulso periférico Síndrome isquêmica aguda dos MM Ausência de pulso Palidez Cianose móvel Cianose fixa Colapso das veias superficiais Síndrome isquêmica crônica dos MM Ausência/diminuição do pulso Dor/claudicação Coloração avermelhado-cianótica Áreas necróticas Impotência sexual Circulação colateral Pulso venoso Avaliar o estado de turgência da veia jugular externa Presença de frêmitos ou sopros nos vasos do pescoço Turgência jugular a 45°, pois sentado colaba e deitado tem maior enchimento venoso (falso positivo) hipertensão venosa no sistema cava superior. Pulso venoso – a veia passa mais lateral observado na base do pescoço dependentes da modificação de volume que ocorrem nas veias jugulares internas. o Reflete a dinâmica do coração direito Pulso capilar Visualização de pulsação em certos locais (ex: leito ungueal) devido à transmissão do pulso arterial nos pequenos vasos capilares. 1. Situações que levam à dilatação dos capilares: calor ambiental, banhos quentes, febre, anemia, gestação, hipertireoidismo. 2. Situações que aumentam a pressão de pulso (diferença entre a pressão arterial sistólica e a diastólica): o exemplo clássico é a insuficiência aórtica mas também pode ocorrer na hipertensão sistólica isolada, por exemplo. Técnica – colocar uma luz abaixo da falange distal e aumentar a pressão da região comprimindo a região distal da unha. Sinal de Quincke: Pulsação dos capilares observada no leito ungueal. Sístole fica vermelho e na diástole fica branco. Na insuficiência aórtica grave o sinal desaparece. Circulação colateral Circuito venoso anormal visível ao exame da pele, secundário à dificuldade ou impedimento do fluxo venoso através dos troncos venosos principais. Características: Visível, topografia anormal, assimétrica e intensa. Localização Tórax Abdome MMSS Cefálico Direção do fluxo Braquiocefálica – obstrução da subclávia proximal ou tronco braquiencefálico. Fluxo do tórax cabeça. De fora para dentro, em direção às veias mamárias e ázigos e semi- ázigos. Cava superior – deveria pegar as jugulares subclávia – tronco venoso braquiocifélico direito e esquerdo circulação colateral dos dois lados. Fluxo do tórax abdome (ilíacas – ázigos e hemiázigos – cava inferior e átrio direito). Fluxo tóraco-abdominal Porta - obstáculo ou nas veias supra-hepáticas (síndrome de Budd-Chiari), no fígado (cirrose hepática) ou na veia porta (pileflebite). o Face anterior do tronco, mais na região Peri-umbilical, epigástrica e face anterior do tórax. o A veia umbilical abre e forma a circulação colateral o Direção do fluxo se dá de baixo para cima. Abdome tórax. Na obstrução da veia porta pode ir para várias direções cabeça de medusa. fluxo abdome tórax // Cabeça de medusa Peri- umbilical Cava inferior – Circulação colateral na parte inferior do abdome, região umbilical, flancos e face anterior do tórax. o Fluxo abdome-tórax o Através das veias ilíacas, veia femoral profunda, veias safenas Fluxo invertido na epigástrica superficial Drenagem para veia ilíaca circunflexa superficial circulação colateral da face lateral do abdome Drena para veias axilares ázicos e semi-ázicos VCS Presença de frêmito e/ou sopro