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Os primeiros pensamentos sobre a constituição da matéria • Desde os primórdios, a humanidade tenta entender a constituição da matéria, ou seja, como o mundo material é formado; • Uma hipótese bastante importante para os estudos científicos foi proposta por volta de 450 a.C., na qual dois filósofos gregos, Leucipo e Demócrito, elaboraram a primeira ideia filosófica do átomo. Segundo essa ideia, toda a matéria seria formada por pequenas partículas indivisíveis, denominadas átomos (do grego: não divisível); • Para Leucipo e Demócrito, toda a natureza seria constituída por átomos e vácuo, entretanto, a ideia não foi tão bem aceita no período; • A ideia prevalente sobre a constituição da matéria naquele momento da história era a proposta pelo filósofo grego Empédocles, na qual a natureza seria basicamente formada por quatro elementos: água, terra, fogo e ar; • Por volta de 350 a.C, Aristóteles aperfeiçoou essa teoria caracterizando os quatro elementos em frio ou quente e seco ou úmido. Essa ideia de quatro elementos como constituintes da matéria permaneceu por séculos, sendo apenas contestada no século XVIII, com o surgimento da química moderna. Teoria atômica de Dalton (1808) • No final do século XVIII, os químicos franceses Antoine-Laurent Lavoisier (1743-1794) e Joseph-Louis Proust (1754-1826), com uso sistemático da balança, realizaram experiências relacionando as massas dos participantes das reações químicas, formulando as denominadas leis pondeirais. • A fim de tentar explicar os resultados obtidos por Lavoisier e Proust, o inglês John Dalton propôs a sua teoria atômica, baseada nos seguintes princípios: ✓ Um conjunto de átomos com as mesmas massas e tamanhos apresenta as mesmas propriedades e constitui um elemento químico; ✓ Elementos químicos diferentes apresentam átomos com massas, tamanhos e propriedades diferentes; ✓ A combinação de átomos de elementos diferentes origina substâncias diferentes; ✓ Em uma reação química, os átomos não são criados nem destruídos, são simplesmente rearranjados, originando novas substâncias. De forma simplificada, o modelo atômico de Dalton pode ser descrito como uma esfera maciça, indivisível e indestrutível, sendo atualmente apelidado de bola de bilhar. Vale ressaltar que não há menção nenhuma a natureza elétrica da matéria, pois ainda não havia conhecimento de partícula subatômicas como os elétrons. O átomo divisível: a descoberta do elétron e o modelo de Thomson (1897) • Na década de 1850, com a finalidade de estudar a condução de corrente elétrica em gases cob baixas pressões, doi cientistas desenvolveram um dispositivo chamado de tudo de raios catódicos; • Esse aparelho era constituído por um trubo de vido selado (ampola), conectado a uma bomba de vácuo. As extremidades do tubo eram conectadas aos terminais de um gerador elétrico (eletrodos). • Os cientistas notaram que, quando os gases (rarefeitos) presentes no interior da ampola eram submetidos a uma diferença de potencial elétrico elevada, tornava-se possível a formação de um feixe luminoso que partia do polo negativo e dirigia-se à parede oposta a ele, tal feixe ficou conhecido como raio catódico. • O físico inglês Joseph Thomson adaptou os experimentos com os raios catódicos, utilizando gases diferentes no interior do tubo e metais diferentes na constituição dos eletrodos. Assim, ele obteve a razão carga-massa das partículas que constituíam os raios e notou que era sempre a mesma independentemente do material utilizado. Dessa forma, ele concluiu que as partículas negativas eram iguais entre si e deveriam parir dos átomos que constituíam o eletrodo negativo, assim descobria-se o elétron; • A descoberta do elétron, uma partícula menor que o átomo, trouxe a evidência de que o átomo era divisível; • A partir disso, Thomson elaborou seu modelo atômico que dizia que o átomo erra uma estrutura descontínua formada por um fluído de carga positiva no qual os elétrons estavam dispersos, modelo frequentemente associado a um ‘’pudim de passas’’. A descoberta do próton – extra Em 1886, o físico alemão Eugene Goldstein, utilizando uma ampola com o eletrodo negativo perfurado, observou a formação de um feixe luminoso no sentido oposto aos elétrons, concluindo assim que esses raios deveriam ser constituídos por partículas positivas. Posteriormente, em 1904, o físico neozelandês Ernest Rutherford, ao realizar o mesmo experimento com o gás hidrogênio, detectou a presença de pequenas partículas com carga elétrica positiva, as quais ele denominou prótons. A massa de um próton é cerca de 1836 vezes maior que a de um elétron. O experimento de Rutherford (experimento da folha de ouro) • Em 1911, Rutherford (juntamente com outros cientistas), concluiu que seria interessante usar partículas alfa. que apresentam carga positiva, como projéteis. O experimento consistiu em bombardear uma finíssima lâmina de ouro com essas partículas, emitidas pelo polônio, um elemento químico radioativo. • A partir das conclusões do experimento, um novo modelo atômico foi elaborada, recorrentemente comparado ao sistema solar; • Rutherford concluiu que o átomo seria formado basicamente por duas regiões distintas: ✓ Uma região central, que contém praticamente toda a massa do átomo e apresenta carga positiva, a qual foi denominada núcleo; ✓ Uma região periférica, praticamente sem massa, envolvendo o núcleo e que a presenta carga negativa, denominada eletrosfera. Posteriormente, o físico Niels Bohr caractezaria essa eletrosfera, por isso o modelo recorrentemente é chamado de modelo atômico Rutherford-Bohr. E também, o físico britânico James Chadwick posteriormente concluiu que se o núcleo fosse feito apenas de prótons, o átomo seria muito instável e dessa forma se dá a descoberta dos nêutrons.