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CURSO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA ROTEIRO PODCAST EDUCAÇÃO INCLUSIVA Podcast Módulo Desenvolvimento dos estudantes: transtorno do espectro autista e deficiência intelectual Duração estimada 5 minutos Título do podcast Adaptações no ensino para alunos com deficiência intelectual Objetivo ● Conhecer adaptações de caráter inclusivo que promovem o aprendizado dos estudantes com DI. Roteiro Roteiro < música de abertura > Olá! Estamos de volta para mais um episódio do nosso podcast! O assunto da vez são as adaptações que podemos fazer para proporcionar a aprendizagem a alunos com deficiência intelectual. Antes de tudo, devemos lembrar que cada estudante é único em suas características e necessidades. Olhar atentamente para essa individualidade é essencial. Um instrumento que pode ajudar você nessa observação é o Plano de Desenvolvimento Individual, o PDI. Já falamos sobre ele no Módulo 2, você se lembra? Ele deve conter uma avaliação inicial do aluno e o registro do desenvolvimento dele ao longo do tempo. A pessoa que tem deficiência intelectual, por vezes apresenta dificuldades relativas às habilidades adaptativas, o que quer dizer que ela precisa de ajuda para realizar tarefas cotidianas. Essas habilidades se referem, entre outras, à capacidade de comunicação oral ou escrita, à memória, ao raciocínio matemático, às relações interpessoais e à rotina diária. Nesse último caso, entram atividades como comer, vestir-se ou cuidar da própria higiene. Todas essas questões devem ser levadas em consideração para garantir a aprendizagem desse estudante, já que, quanto mais receptivo for o ambiente escolar, melhor será a evolução da aprendizagem. Para entender como isso funciona na prática, pense no caso de uma criança com baixo tônus muscular que tem dificuldade de se manter sentada de forma ereta. Essa condição pode estar ligada à síndrome de Down, ou T21, à síndrome do X frágil ou à síndrome alcoólica fetal. As três têm como característica a deficiência intelectual. Em casos como esses, um mobiliário que ofereça apoio ao corpo é importante para deixar o estudante mais disposto ao aprendizado. É possível pensar também em alternativas para evitar que ele tenha de caminhar muito ou subir escadas para chegar à sala de aula. Uma atenção especial deve ser dada à comunicação. Quando for transmitir informações ou comandos ao aluno com deficiência intelectual, faça isso de maneira objetiva. Em seguida, verifique com o estudante se ele compreendeu o que você está procurando comunicar. Em caso negativo, busque outras maneiras de explicar, usando um apoio visual. Você também pode fazer uma simulação quando se tratar de uma ação específica. Se quiser que o aluno pegue o livro de Ciências, mostre o livro de outra criança e abra na página que será estudada. Informações objetivas sempre facilitam a compreensão, e observar se os estudantes entenderam o que procuramos comunicar é uma prática pedagógica adequada a toda a turma. No início do dia, atividades para quebrar o gelo e chamar a atenção do estudante com deficiência intelectual para o conteúdo são bastante úteis. Uma opção é iniciar a aula com uma contação de histórias, uma canção em grupo ou um jogo. Essas práticas de aquecimento e integração com o grupo podem acontecer ainda no pátio. Os estudantes com síndrome de Down, em especial, costumam responder muito bem a atividades desse tipo. Outra estratégia válida é o fracionamento de tarefas, em que você apresenta a atividade completa e estabelece alguns passos. Os alunos que precisam de mais apoio são orientados a focar inicialmente o passo 1, depois o 2, e assim por diante. Ao dividir especialmente as tarefas mais complexas, você ajuda o estudante com deficiência intelectual a realizá-las com autonomia. Isso beneficia também aqueles que apresentam alguma dificuldade de memorização ou conexão entre fatos e elementos, por exemplo. Vejamos um caso específico: vamos supor que você monte uma atividade de escrita com várias etapas que devem ser seguidas. Pensando no ajuste para diminuir a complexidade da tarefa, permitindo que o aluno possa focar o objetivo, que é escrever, você divide a atividade nas etapas que ela apresenta. Etapa 1 – Cada criança deve pegar o cartão com o seu nome escrito. Etapa 2 – A criança deve ir à caixa com as letras de madeira para escolher as que correspondem ao seu nome, com o uso do cartão de apoio. Etapa 3 – Ela deve colocar as letras na ordem correta, comparando com o cartão, para escrever o nome a partir do modelo criado. Outras etapas podem ser incluídas, como a produção de algum cartaz com os nomes que ficará exposto na classe, por exemplo. Essas são maneiras de criar conexões entre os diversos blocos de atividade – e é mais uma boa estratégia para a classe inteira. A relação do estudante com deficiência intelectual com o tempo é outro ponto a ser observado. É necessário dar a ele o tempo adequado para que execute a tarefa ou aprenda algo novo. Esse aluno, usualmente, precisa praticar mais para fixar uma informação ou um conceito. Precisamos levar em conta também o período que a criança com deficiência intelectual consegue se manter concentrada e focada. Isso quer dizer que, dependendo do tipo de atividade, devem ser considerados intervalos ao longo da sua execução para que o aluno possa espairecer e depois voltar a se concentrar. Esse cuidado deve ser tomado também com estudantes que tenham transtornos de aprendizagem, como dislexia ou déficit de atenção. Como vimos nesses exemplos, várias estratégias adotadas para proporcionar a aprendizagem a alunos com deficiência intelectual são adequadas também a outros estudantes. Essas práticas ajudam professoras e professores a cultivarem um olhar inclusivo, buscando conduzir todas e todos na trilha do aprendizado. Agora é sua vez de olhar de forma inclusiva para a sua turma. Bom trabalho! < música de fechamento > Referências ● MOVIMENTO DOWN. Cartilhas e educação. Disponível em: <http://www.movimentodown.org.br/movimento-d own/>. Acesso em 24 fev. 2021. ● YONAMINE, S. M.; SILVA, A. A. Características da Comunicação em Indivíduos com Síndrome do X Frágil. Arquivo de Neuropsiquiatria, v. 60, n. 4. São Paulo, 2002. Disponível em: <https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext &pid=S0004-282X2002000600018>. Acesso em 25 fev. 2021. ● DUARTE, R. C. B. Deficiência intelectual na criança. Revista Residência Pediátrica. Artigo original, v. 8, supl.1, 2018. Disponível em: <http://residenciapediatrica.com.br/detalhes/337/d eficiencia%20intelectual%20na%20crianca>. Acesso em 24 fev. 2021. http://www.movimentodown.org.br/movimento-down/ http://www.movimentodown.org.br/movimento-down/ https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X2002000600018 https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X2002000600018 http://residenciapediatrica.com.br/detalhes/337/deficiencia%20intelectual%20na%20crianca http://residenciapediatrica.com.br/detalhes/337/deficiencia%20intelectual%20na%20crianca http://residenciapediatrica.com.br/detalhes/337/deficiencia%20intelectual%20na%20crianca http://residenciapediatrica.com.br/detalhes/337/deficiencia%20intelectual%20na%20crianca