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Epidemiologia dos Agravos Cardiovasculares 1. Quais os agravos à saúde cardiovascular decorrentes de sobrepeso e obesidade? R: HAS, Dislipidemia, IAM, TVP. 2. Quais os principais estudos epidemiológicos brasileiros com enfoque na saúde cardiovascular? R: CENSO e VIGITEL. 3. Como manipular e interpretar dados (gráficos e tabelas) de acordo com indicadores demográficos e de morbi-mortalidade das doenças cardiovasculares? R: 4. Quais os principais fatores de risco aos agravos cardiovasculares? R: Tabagismo, consumo alimentar inadequado, inatividade física e consumo excessivo de bebidas alcoólicas. 5. Quais as propostas interventivas nos diferentes níveis de atenção para modificar o panorama epidemiológico vigente? R: · Sempre se lembrar dos determinantes sociais de saúde. · Um agravo potencializa a doença ou o fator de risco. · DCNT: Multicausal/ multidimensional. · Estudo de coorte de Framingham (analisa RISCO) Seleção de participantes sem o desfecho no inicio da pesquisa, que são acompanhados ao longo do tempo, possibilitando a observação da incidência da doença ou de outro desfecho de interesse. Observação das mesmas pessoas ao longo do estudo. Estabelece causalidade. · A partir desse estudo, os fatores de risco aos agravos cardiovasculares foram identificados, o que possibilitou a elaboração de políticas públicas voltadas à prevenção e tratamento. · Estimativas da OMS indicam que as DCNT são responsáveis por 71% de um total de 57 milhões de mortes ocorridas no mundo em 2016. · No Brasil, as DCNT são igualmente relevantes, tendo sido responsáveis, em 2016, por 74% do total de mortes, com destaque para doenças cardiovasculares (28%), as neoplasias (18%), as doenças respiratórias (6%) e o diabetes (5%). · De acordo com a OMS, um pequeno conjunto de fatores de risco responde pela grande maioria das mortes por DCNT e por fração substancial da carga de doenças devido a essas enfermidades. Entre esses, destacam-se o tabagismo, o consumo alimentar inadequado, a inatividade física e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. · Cenário epidemiológico Transição demográfica (envelhecimento), Transição epidemiológica (DIP substituídas por DCNT); Transição nutricional (de desnutrição à obesidade). O que vem a ser Doenças Cardiovasculares? · HAS essencial ou primária; · Outras doenças hipertensivas complicações da hipertensão; · Doenças isquêmicas do coração (doença arterial coronariana); · Doenças cerebrovasculares (AVE); · Doença vascular periférica ou isquemia vascular periférica; · Doença Renal Crônica = Extensão das Doenças cardiovasculares Fatores de risco são os mesmos Desfecho da doença renal é de ordem cardiovascular. · As DCV cursam com longo período assintomático (latência); Silenciosa; Evolui lentamente sem a pessoa saber, podendo ser diagnosticada nessa fase; Podem ser agudas ou fatais já no primeiro episódio. Os fatores de risco para DCV são classificados como mutáveis e imutáveis: A) biológicos B) estilo de vida doença causando empobrecimento. C) exposições ambientais D) fatores sociais pobreza causando doença. · Influenciam mortalidade precoce por doença cardiovascular – políticas públicas de saúde no mundo. · DCV morbidades mais importantes do mundo, primeira posição entre as DCNT. · Nas últimas décadas, as estatísticas apontaram declínio na mortalidade por DCV em países desenvolvidos, provavelmente pelas modernas técnicas diagnósticas, procedimentos terapêuticos na fase aguda e precocidade do início do tratamento, além da diminuição do tabagismo. · Em todos os países a alta mortalidade pelas DCV está associada em maior magnitude aos estratos sociais mais baixos e baixa escolaridade. · No ano de 2007, ocorreram 1.155.489 internações por doenças cardiovasculares, com custo global de R$ 1.466.421.385,12 e um total de 91.182 óbitos. · OBESIDADE Uma alta do índice de obesidade foi puxada eminentemente por duas faixas etárias: dos 25 aos 34 anos e dos 35 aos 44. Nesses grupos, o indicador de agravos cardiovascular subiu, respectivamente, 84,2% e 81,1% (ante 67,8% de aumento na população em geral, como mencionado antes). - Ainda segundo a pesquisa realizada pelo VIGITEL, o ministério identificou um nível maior de obesidade entre as mulheres. - O consumo regular de frutas e hortaliças passou de 20% para 23,1%, entre 2008 e 2018 A recomendação é da ingestão de, no mínimo, cinco porções diárias desses alimentos, segundo parâmetros da OMS. - Vigitel aponta que as mulheres têm se alimentado melhor. · TABAGISMO Cerca de 6 milhões de pessoas morrem a cada ano em razão do uso do tabaco, tanto por utilização direta como por fumo passivo. Em contra partida, todas as pesquisas realizadas, mostram que no Brasil o percentual populacional de tabagista, vem caindo. · Dislipidemia, Tabagismo e Sedentarismo São fatores de risco mutáveis na epidemiologia cardiovascular, porém não caracterizam doença. · A HAS é a doença mais prevalente no adulto e pode ser detectada quando assintomática. Ocorre e vem aumentando em crianças e adolescentes em decorrência das mudanças maléficas dos seus estilos de vida e epidemia de obesidade. · Embora na multicausalidade das DCV e DCNT excluem-se os microrganismos vivos, foram encontrados vestígios de agente bacteriano (Chlamydia pneumoniae) em placas de ateroma e em fragmentos de coronárias. · Também foram especuladas e demonstradas a relação temporal entre exposição a epidemias virais, especificamente pelo vírus da influenza, e excesso de mortalidade pelo infarto agudo do miocárdio ocorrendo décadas depois. · É comum a simultaneidade de fatores de risco cardiovascular em um mesmo indivíduo, até mesmo em jovens adultos, sendo baixa a prevalência de adultos sem qualquer fator de risco cardiovascular. · Dentro da prevenção, o monitoramento da prevalência dos fatores de risco para DCV, especialmente os de natureza comportamental, permitem, por meio das evidências observadas, a implementação de ações preventivas com maior custo-efetividade. · No entanto, o padrão comportamental e os hábitos de vida estão estreitamente relacionados com condições objetivas de oferta, demanda, consumo, modismo e ainda as representações sociais da cultura e das relações sociais estabelecidas na sociedade. Nesse contexto é que, além da prevenção primária, a promoção da saúde tem se configurado como alternativa teórica e prática para o enfrentamento global da ampla gama de fatores que configuram o quadro epidemiológico atual das DCV. · O que acontece nos serviços de AB que não conseguem apresentar indicadores positivos em relação a este problema de saúde? · Quais os fatores que dificultam o controle da HAS e Diabetes nesses serviços? Fake-news, desinformação, cultura/ crenças. · Essas dificuldades são decorrentes dos processos de trabalho e das tecnologias utilizadas na assistência à saúde, na gestão e nos processos educacionais? VITÓRIA CORREIA MOURA – T4C