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FENÔMENOS MECÂNICOS DO PARTO
Dra. Mariana Semedo
8º termo - 2021.2
CONCEITO
Modificações na posição da apresentação fetal durante sua passagem pelo canal de parto.
● “Os 7 movimentos cardeais do trabalho de parto”
● “Passagem de um objeto redondo por um túnel curvo com diversos obstáculos”
FASES (é esse tópico que vai cair na prova, é pra decorar a ordem)
Didaticamente, o parto é composto por fases que culminam na saída do feto, as quais transcorrem
e se interpõem dinamicamente.
1. Insinuação
2. Flexão
3. Descida
4. Rotação interna
5. Extensão
6. Rotação externa
7. Desprendimento das espáduas
INSINUAÇÃO OU ENCAIXAMENTO
O diâmetro bi-parietal fica encaixado/preso no estreito superior.
● Ocorre por movimentos de assinclitismo
● A sutura sagital fica transversa ao diâmetro da pelve
● Diagnóstico Clínico: toque vaginal → diâmetro occipital na altura das espinhas isquiáticas
● Início:
○ Primíparas:antes do início do trabalho de parto,
nas 02 últimas semanas.
○ Multíparas: início da fase ativa do parto.
● Plano de Lee: relação entre a altura fetal e a bacia
materna.
○ Dizemos que o feto está no “plano zero do Lee”
quando ele atinge a altura das espinhas ciáticas.
○ Dizer que o feto está no plano zero de Lee,
significa que o feto está insinuado.
FLEXÃO
A partir do momento que adentra a pelve, o feto faz uma flexão passiva da cabeça em direção ao
tórax, o que permite apresentar o menor diâmetro ântero-posterior (occiptobregmático = 9,5 cm)
● É um movimento essencial para insinuação e descida
● Varia de acordo com a formação pélvica, podendo gerar posições defletidas
● Diagnóstico clínico: tocar a fontanela lambdóide e determinar sua relação com os
diâmetros da pelve materna
○ É possível com dilatação a partir de 04 cm
DESCIDA
É o movimento seguinte à insinuação, representa a passagem do feto por todo o canal de parto.
● Início: começo do trabalho de parto / Término: expulsão total do feto.
● É gradualmente progressiva, afetada por:
○ Contrações uterinas (se não tiver contração efetiva, o feto não desce)
○ Configurações pélvicas (tipo de bacia, alterações ósseas e etc)
○ Resistência do colo
○ Resistência das partes moles e pelve
○ Dimensões e posição da cabeça fetal
● Diagnóstico clínico: toques vaginas periódicos
Se a paciente não tem contrações, o feto também não vai descer → administrar ocitocina para
gerar contração medicamentosa.
ROTAÇÃO INTERNA
Para nascer, o feto precisa estar com o occipício voltado para cima (sínfise púbica) ou para baixo
(sacro materno) para isso ele precisa fazer rotações, considerando que adentrou a pelve no
sentido longitudinal - a sutura sagital fica no sentido ântero-posterior (rotação 90º)
● Início:
○ Occipício em contato com o assoalho pélvico
○ Inicia o acotovelamento do canal de parto
○ Circunferência máxima da cabeça fetal ao nível das espinhas isquiáticas
● Simultaneamente ocorre: penetração no canal de parto e penetração das espáduas no
estreito superior
● Avaliação clínica: diagnóstico da variedade de posição.
EXTENSÃO
Desprendimento da cabeça
● Início: cabeça fetal ao nível do períneo.
● Fim da rotação interna:
○ Fontanela posterior (lambdóide) sob a
sínfise púbica
○ Sutura sagital ântero-posterior
● Deflexão: movimento de báscula em direção ao
arco púbico (ponto de apoio)
ROTAÇÃO EXTERNA
Restituição → o feto faz uma rotação externa, voltando a ficar transverso.
● Início: após a saída da cabeça fetal
● Gira assumindo a posição anterior (posição de insinuação)
● Ocorre simultaneamente à rotação interna das espáduas
● Diâmetro biacromial assume sentido ântero-posterior
● Não requer intervenção do obstetra
DESPRENDIMENTO DAS ESPÁDUAS
Desprendimento dos ombros do bebê, primeiro o anterior e depois o
posterior. Requer uma leve tração no sentido posterior (para baixo)
Distócia de ombro:
● Ocorre em 1-4% dos casos, em fetos acima do peso.
● Os ombros ficam presos no canal do parto e pode acabar
evoluindo com hipóxia e paralisia cerebral
● Para reverter: ampliar o canal de parto
○ Posicionar a mãe na posição de 4 apoios
○ Episiotomia

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