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FACULDADE FUTURA GEISA TELES DE MOURA RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO PROJETO PRÁTICO XAPURI 2021 FACULDADE FUTURA GEISA TELES DE MOURA PROJETO PRÁTICO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO Relatório de estágio apresentado à disciplina Estágio Supervisionado, da Faculdade Futura, no curso de Pedagogia EAD, como pré-requisito para aprovação. XAPURI 2021 METODOS DE ENSINO PARA OS ALUNOS DA EJA RESUMO: O presente trabalho tem por objetivo mostrar a metodologia de ensino utilizada dentro das salas de aulas de jovens e adultos como uma ponte para o melhor entendimento das disciplinas. E, com isso, sendo considerado um ponto positivo, pois os conteúdos aplicados de forma, mas parecido com dia a dia desses alunos e de uma forma, mas lúdica ajudara os mesmos para que tenha mas compreensão das aulas, ajudando a diminuir a evasão escolar pois a aulas estará mas condizente com seu dia a dia e de forma divertida e menos cansativa. Visando também aplicação da metodologia, mas adequada aos alunos com a destinação de alcançar os objetivos propostos. Desenvolvendo ações que possam completar as necessidades educacionais dos alunos por meio de atividades ou pequenos grupos. Além de promover espaços para participação e discursão dos educandos durante as aulas. PALAVRAS-CHAVE: EJA. Educação de qualidade da EJA. Metodologia de ensino. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO........................................................................................ 2. DESENVOLVIMENTO............................................................................ 2.1 Breve Historia da Educação de Jovens e Adultos............ 2.2 A EJA e a Modalidade da Educação Básica..................................... 2.3 Metodologias de Ensino da EJA........................................................... 3. CONCLUSÃO......................................................................................... REFERÊNCIAS............................................................................................ 1. INTRODUÇÃO O tema alfabetização ainda deve ser muito discutido, devido a grande quantidade que ainda tem de pessoas não alfabetizadas hoje no brasil. Com isso o governo tem promovido politicas publicas no combate ao analfabetismo tanto de jovens como adultos com o objetivo de erradicar o analfabetismo. Sabe-se que a preocupação com a educação no Brasil é crescente então também aumenta a necessidade de implantar métodos e estratégias de aprendizagem eficazes, procurando desenvolver de forma, mas efetiva a aprendizagem desses alunos da EJA que, são prejudicados pelas mazelas e a degradação do ensino de qualidade onde os professores estão cada vez, mas despreparados, por falta constante de desenvolvimento pedagógico adequado. O constante aprendizado pedagógico desse professor é de fundamental importância, e que tenha um olhar, mas voltado para esses alunos que não tiveram uma educação na idade certa, tendo a sensibilidade para dialogar, compreender as especificidades dos alunos e principalmente atender as três funções propostas à modalidade da EJA que são reparadora, equalizadora e permanente. Para desenvolvimento desse trabalho, foram utilizados livros que tratavam do assunto, plataformas digitais e outros. Ambos, quando mencionados, terão a devida referência apresentada. 2. DESENVOLVIMENTO 2.1 Breve Historia da Educação de Jovens e Adultos. A educação de jovens e adultos vem desde a época dos jesuítas, aonde eles tentaram usar a educação para a formação catequista dos indígenas, mas essa educação de adultos passou por vários momentos e com muito significado politico e social ate chegar aos dias de hoje. “foi ela, a educação dada pelos jesuítas, transformada em educação de classe, com as características das que tão bem distinguiam a aristocracia rural brasileira que atravessou todo o período colonial e imperial e atingiu o período republicano, sem ter sofrido, em suas bases, qualquer modificação estrutura, mesmo quando a demora social da educação começou a aumentar, atingindo as camadas mais baixas da população e obrigando a sociedade a ampliar sua oferta escolar (MOURA, 2003, P.26). Na década de 40 já se ouvia falar da educação de jovens e adulto na primeira republica e também no império, se teve referencia sobre o ensino noturno. Mas foi a partir do ato Adicional de 1834, que a educação de e adultos e crianças foi atribuída ao Governo Provinciais que obrigava o governo a atendê-los somente no Município da corte. “O recenseamento geral de 1940, um dos produtos do processo de modernização do Estado, colocara em grande evidencia a gravidade da situação educacional, revelando, entre outras realidades inquietantes, que mais da metade da população de maiores de 15 anos eram constituídas por jovens e adultos analfabetos” (Beisiegel, 207). A Lei numero 5,632 de 31 de dezembro de 1928, estabeleceu que o ensino das escolas regimentais compreendesse a instrução primaria elementar que deveria ser ministrada aos soldados analfabetos por professores civis. Em 1920 começou a se falar e questionar sobre as questões do que se deveria fazer em relação ao ensino para os adultos, então começou a criação do Fundo Nacional de Ensino Primário em 1942 e também com ele o programas para o ensino de adultos e ampliação da educação dessa modalidade, pois o país tinha uma taxa muito assustadora de analfabetismo tanto de crianças como adultos. Paiva (2021, p.1884) fala de que “(...) o adulto analfabeto é um ser marginal que não pode estar á corrente da vida nacional” “E associam-se a crença de que o adulto analfabeto é incapaz ou menos capaz que o individuo alfabetizado (...)”. Lourenço Filho foi o idealizador e coordenador de uma Campanha de Educação de Jovens e Adultos, que teve um grande movimento de mobilização nacional em prol da educação de jovens e adultos analfabetos, por se inserir um numero maior de salas de aulas noturnas de ensino adulto tanto na área rural como urbana. Lourenço Filho queria que essa educação de jovens fosse constituída por conhecimento de leitura e escrita, calculo, noções de geografia e historia ciências, higiene e outros. Na visão dele o sujeito tinha que aprender e desenvolver suas habilidades no tempo dele valorizando sua capacidade de aprender. Em 5 de julho de 2000,foi homologado pelo Ministério da Educação a Resolução CNE/CEB nº 1, aonde tratava das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos a serem obrigatoriamente aplicadas na oferta e na estrutura dos componentes curriculares de ensino fundamental e médio dos cursos desta modalidade nos processos formativos da Educação de Jovens e Adultos da Educação Básica, nos termos da lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional, tendo a forma presencial ou semipresencial dos cursos e tenham como objetivo o fornecimento de certificados das conclusões das etapas da educação básica. 2.2. A EJA e a Modalidade da Educação Básica A educação de jovens e adultos estabelecida pela LDB 9.394/1996 e essa educação é basicamente atribuída para os que não tiveram acesso a educação na idade considerada penitente ao acesso ao ensino fundamental e medico ou não tiveram a oportunidade de da continuidade ao estudo, seja por desistência, ter que trabalhar para ajudar no sustento dentro de casa, gravidez na adolescência e outros. A EJA tenta ofertar um ensino de qualidade para esses alunos, a resolução da CNE/CB n.3, de 15 de julho de 2012 falas que Instituiu Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e Adultos (BRASIL, 2010). Este documento esta abordando a garantia do padrão de qualidade do processo educativo em infraestrutura, gestão,formação pedagógica entre outros direitos, o direito da qualidade de ensino, a qualidade do processo educativo, e ao acesso e permanência do aluno. Porem a maior parte dos orientadores educacionais não possui nenhuma formação para atuar na modalidade de EJA, ofertando para esses alunos conteúdos que são pertinentes aos alunos do ensino regular, contribuindo para que as aulas não contribuam para permanência desses alunos nas salas de aulas, por já estarem em uma fase da vida que precisa ser repassados para eles em sala de aula uma educação de forma, mas voltada para o dia a dia deles, muitos deles já chegam cansados dentro da sala de aula por terem passado o dia trabalhando, ainda se deparam com conteúdos cansativos e enfadonhos. Portanto, devem-se ter docentes com formações que atuaram na EJA, que já tiveram um contato e quem sabe com a ajuda da escola fornecendo suporte para esses professores e alunos, incluindo secretaria para atender esses alunos e uma equipe pedagógica de apoio intrínseca para o EJA. 2.3 Metodologias de Ensino da EJA Os perfis do aluno da EJA são na sua maioria trabalhadores braçais, desempregados, jovens, donas de casa. Portadores de deficiências especiais e outros. A maioria desses alunos já chega à sala de aula cansados, desestimulados, pensando em voltar para suas casas e descansar, a maioria deles pensam que não consegue aprender ou acompanhar o que é passado em sala de aula pelos educadores, levando a esses alunos a faltarem aula e ate a evasão. Por isso, MOLL (2005, p.11) diz que: [...], quando falamos “em adultos em processo de alfabetização”, no contexto social brasileiro, nos referimos a homens e mulheres marcados por experiências de infância na qual não puderam permanecer na escola pela necessidade de trabalhar, por concepções que os afastaram da escola como de que “mulher não precisa aprender” ou “saber os rudimentos da escrita já é suficiente”, ou ainda, pela seletividade construída internamente na rede escolar que produz, ainda hoje, itinerários descontínuos de aprendizagens formais. Referimo-nos a homens e mulheres que viveram e vivem situações-limites nas quais o tempo de infância foi, via de regra, tempo de trabalho e de sustento das famílias. É preciso refletir sobre o papel do professor e da escola sobre as praticas pedagógicas e a forma que são passados aos alunos, o professor precisa antes de tudo entender sua tarefa social dentro da sala de aula, para trabalhar com esses alunos de forma conjunta levando um modelo educacional comprometido e transformador. Com um professor que tenha uma postura que mostre a esses alunos que se importa com o aprendizado de cada um, com o objetivo de manter esses alunos em sala de aula e proporcionar um aprendizado de qualidade e adequado para a realidade desses alunos, e comprometido com o rendimento de cada um. O individuo deve começar a desenvolver sua aprendizagem através de sua própria construção social, é na escola aonde essa realidade pode ser construída, então a sala de aula e o professor que recebe esse aluno, tem que ser um local acolhedor onde leve esse aluno ao encontro do que ele sonha alcançar, com tudo que vai aprender em sala de aula a partir de então o aluno passara a se sentir parte desse aprendizado. Pois é através dessa educação que os jovens e adultos trabalhadores lutam para superar suas condições de vida. As varias tendências pedagógicas que a educação vem sofrendo ao longo dos anos esta influenciando muito, das quais características estão causando interferência na metodologia utilizada pelos professores dentro das salas de aula. Todos os educadores que trabalham com a EJA tem o grande compromisso de ajudar esses alunos que estão à procura de uma educação que não tiveram na idade adequada, auxiliando também a compreender a complexidade de todas as questões sociais que o rodeiam. Segundo Araújo (2006, p. 27): A metodologia de ensino- que envolve os métodos e as técnicas – é teórico-prática, ou seja, ela não pode ser pensada sem a pratica, e não pode ser praticada sem ser pensada. De outro modo a metodologia de ensino estrutura o que pode e precisa ser feito, assumindo, por conseguinte, uma dimensão orientadora e prescritiva quanto ao fazer pedagógico, bem como significa o processo que viabiliza a veiculação dos conteúdos entre o professor e o aluno, quando então manifesta a sua dimensão pratica. Sabendo de todas as dificuldades que transpõe os alunos da Educação de Jovens e Adultos, os profissionais precisam ampliar suas habilidades, competências, estratégias e procedimentos para uma melhor aprendizagem de seus alunos. Em concordância com Oliveira (2013) e Santos (2013) a EJA continua suas buscas e seus objetivos com relação ao aluno: compreender a cidadania como participação social e politica; conhecer as características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais; posicionar-se de maneira criticea responsável e construtiva nas diferentes situações sociais; desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades afetivas, cognitiva, ética, estética: conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural de outros povos e nações: perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente; conhecer o próprio corpo e dele cuidar; utilizar de diferentes linguagens. Sabe-se que a EJA requer uma boa metodologia de ensino do professor, para que ele possa preparar para os alunos conteúdos pertinente para um publico tão diversificado, conteúdos que possam incentivar eles a serem donos de sua própria aprendizagem. [...] própria realidade dos educandos, o educador conseguira promover a motivação necessária à aprendizagem, despertando neles interesses e entusiasmos, abrindo-lhes um maior campo para os que estão aprendendo e, ao mesmo tempo, precisam ser estimulados para resgatar sua autoestima, pois a sua ignorância lhes trará ansiedade angustia e complexo de inferioridade. Esses jovens e adultos são tão capazes como uma criança, exigindo somente mais técnica e metodologia eficientes para esse tipo de modalidade, (Gadotti, 1996, p.83) O professor deve compreender que o ensino desses alunos da EJA deve ser diferenciado, pois esses alunos desejam suprir o que foi perdido, 3. CONCLUSÃO Diante das questões aqui exposta pudemos ver que para uma melhoria da qualidade da educação dos alunos da EJA é de fundamental importância uma educação de qualidade e voltado para realidade desse publico alvo. Para que se possa ter uma educação de qualidade, menos monótona e, mas atrativa, com isso contribuindo para uma menor evasão desses alunos. Ficou obvio que para essa educação ser de qualidade o educador deve sempre esta passando por um processo de reciclagem de seus conhecimentos, participando de formação continuada regularmente, discutindo métodos e também conhecendo novos métodos que possa melhorar ainda seu ensino em sala de aula. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Resolução CNE/CEB n.º 3, de 15 de junho de 2010. Institui Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e Adultos nos aspectos relativos à duração dos cursos e idade mínima para ingresso nos cursos de EJA; idade mínima e certificação nos exames de EJA; e Educação de Jovens e Adultos. . Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da Educação Nacional. 1996. Disponível em: . Acesso em: 08/03/2021 BRASIL, Ministério da Educação. Lei Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Brasília – DF. Acesso dia 9/03/2021. BRASIL, RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 1, DE 5 DE JULHO DE 2000 . Acesso dia 9/03/2021. Bragança Fanti KAROLINE, ARTIGO DIFICULDADES DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS. ACESSO DIA 9/03/2021. SITE BRASIIL ESCOLA, MEU ARTIGO, A FORMAÇÃO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL. PAULO ROBERTO FONSECA. 9/03/2021. MOURA, Maria da Gloria Carvalho. Educação de Jovens e Adultos: um olhar sobre sua trajetória histórica/Maria da Glória Carvalho Moura –Curitiba: Educarte, 2003. MOLL, Jaqueline. Org.; SitaMara Lopes Sant’ Anna... [et al.]. Educação de jovens e adultos. 2ª edição. Porto Alegre: Mediação, 2004. 144p. Página de