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1 www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Microbiologia dos Alimentos NUTRIÇÃO A N O TA ÇÕ ES MICROBIOLOGIA DOS ALIMENTOS BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Reúne procedimentos que devem ser adotados por serviços de alimentação, a fim de garantir a qualidade higiênico-sanitária e a conformidade dos alimentos com a legislação sani- tária, conferindo segurança na qualidade dos alimentos. A microbiologia dos alimentos estuda não somente os alimentos comercializados, mas também aqueles consumidos no dia a dia (preparados ou não por quem os consomem). Assim, é impossível não tratar de microbiologia dos alimentos e não dispor sobre as boas práticas e suas normas de procedimento para atingir um determinado padrão de identidade e qualidade de um produto ou um serviço. Como exemplo de contaminação cruzada, observa-se o caso da pessoa que espirra, não higieniza as mãos e toca na maçaneta da porta, que será fonte de contaminação para outras pessoas e para os alimentos manuseados por estas pessoas contaminadas. É comum em contaminação cruzada a presença de animais e pragas (vetores) contami- nando um ambiente que será de uso do ser humano responsável por manipular os alimentos. Assim sendo, a não higienização do ambiente e do próprio manipulador do alimento é um dos fatores que tendem a provocar a contaminação do alimento ingerido. 5m 2 www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Microbiologia dos Alimentos NUTRIÇÃO Os alimentos podem ser contaminados mediante o contato com utensílios e equipamen- tos insuficientemente limpos. E a razão para que se higienizem as superfícies e o ambiente é justamente o controle microbiológico. SEGURANÇA ALIMENTAR As boas práticas de fabricação visam gerar normas que garantem a segurança alimentar. Assim, a segurança alimentar busca a produção e acesso com qualidade aos alimentos, tendo como objetivo evitar qualquer doença de origem alimentar e nutricional, promovendo, por con- seguinte, a qualidade dos alimentos em geral. Obs.: quando há alteração microbiológica dos alimentos, devido à multiplicação dos microor- ganismos, alteram-se as características físico-químicas, sensoriais e nutricionais. Ha- vendo essa alteração, o consumidor estará mais suscetível a adquirir alguma patologia. 10m 3 www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Microbiologia dos Alimentos NUTRIÇÃO A N O TA ÇÕ ES A segurança alimentar busca um enfretamento direto nas DTAs (doenças transmitidas por alimentos). O que são alimentos seguros? Depende de quem responde. No entanto, em certames, deve-se ter em mente que, essen- cialmente, as diferentes definições são dadas de acordo com o que constitui um risco sig- nificativo. No tocante da produção de alimentos, espera-se que o produtor, ao entregá-los ao consu- midor, promova uma mercadoria segura, havendo ou risco zero ou risco aceitável na produção desse alimento. Por seu turno, o risco aceitável decorre de um risco em que o organismo, ao consumir o alimento, consiga inibir qualquer patogenia causada pelo alimento contaminado. O alimento seguro é aquele que não causará nenhuma patologia ou doença transmitida por alimento, ofertando somente as características nutricionais. 15m 20m 4 www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Microbiologia dos Alimentos NUTRIÇÃO A N O TA ÇÕ ES ATENÇÃO Importante é ter em mente que errada é a assertiva que trabalhe com a hipótese de zero microorganismos em alimentos, sobretudo no que tange a noção de alimento seguro. Alimentos Seguros • Segurança microbiológica: causados com a eliminação dos microorganismos; • Segurança química: assegurado a não contaminação por nenhum produto químico ou sanitizantes; • Segurança física: consiste na ausência de contaminação por meio de qualquer ele- mento físico, como, por exemplo, metais ou aparelhos não higienizados; • Segurança nutricional. Em vista disso, define-se então que a segurança alimentar é quando consumimos alimen- tos que apresentem os menores riscos à saúde DTA: Doença Transmitida por Alimento é causada pela ingestão de um alimento contami- nado por um agente infeccioso específico, ou pela toxina por ele produzida, por meio da trans- missão desse agente, ou de seu produto tóxico. Existe um grupo de fungos que são chamados aspergillus ochcraceus e que produzem uma micotoxina chamada ochratoxina. Esses fungos, ao contaminarem aos alimentos e se proliferarem, produzem uma toxina que se irradia em todo o alimento. Ao ingerir a área não modificada pela toxina, ainda assim essa toxina estará presente no alimento, devido à sua contaminação geral. Essa contaminação promove tanto uma mal hepatotóxico quanto nefro- tóxico, responsáveis por diversos males hepáticos e renais. 25m 30m ���������������������������������������������������������������������������������Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula preparada e ministrada pelo professor Lucas Guimarães. A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu- siva deste material. 1 www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Microbiologia dos Alimentos II NUTRIÇÃO MICROBIOLOGIA DOS ALIMENTOS II RELEMBRANDO Em aula anterior, vimos que as micotoxinas estão presentes ao lado dos microorganismos e que, a partir da contaminação do alimento por esse microorganismo em si, haverá a produção de micotoxinas, mesmo que a parte visivelmente contaminada pela toxina seja retirada. Normalmente, os parasitas, as substâncias tóxicas e os micróbios prejudiciais à saúde entram em contato com o alimento durante a manipulação e o preparo. Esse processo é conhecido como contaminação. A maioria das DTA está associada à contaminação de alimentos por microrganismos prejudiciais à saúde, ou seja, os microorganismos patogênicos que causam, por exemplo, o botulismo. Nem todo alimento contaminado por microorganismos exercerá um perigo à saúde do indivíduo. No entanto, existem tipos de alimentos em que os microorganismos encontram ambientes favoráveis para a sobrevivência e multiplicação da contaminação. Entre esses alimentos encontram-se aqueles propícios para a proliferação das toxinas devido ao tempo e à temperatura do ambiente e do alimento. Em adição, em alimentos cujo preparo e cocção não estejam adequados, é comum haver o aumento do índice de sobrevi- vência da contaminação. Sempre que um indivíduo venha a ingerir os alimentos com condições favoráveis para a contaminação do alimento, esse indivíduo tende a estar suscetível à aquisição de patologias. 5m 2 www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Microbiologia dos Alimentos II NUTRIÇÃO A N O TA ÇÕ ES CONTROLE DOS PERIGOS BIOLÓGICOS A combinação de tempo e temperatura é um elemento que constantemente vem sendo alvo de certames. Assim, é preciso ter em mente que o adequando tempo e temperatura de cocção tende a prevenir a contaminação do alimento. 10m 3 www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Microbiologia dos Alimentos II NUTRIÇÃO DOENÇAS ALIMENTARES DTA (Doenças Transmitidas por Alimentos) são doenças consequentes à ingestão de peri- gos biológicos, químicos ou físicos presentes nos alimentos. FATORES QUE INFLUENCIAM NO DESENVOLVIMENTO E NA MULTIPLICAÇÃO MICROBIANA Fatores intrínsecos (fatores do alimento) • Relacionados com as características dos alimentos: – Composição química diretamente ligada aos nutrientes contidos nosalimentos; – Atividade de água; – pH (concentração de H+); – Potencial de oxidorredução (presença ou ausência de oxigênio). Fatores extrínsecos • Parâmetros do ambiente externo ao alimento: – Temperatura; – Umidade relativa; – Atmosfera (gases); – Luz. Os fatores intrínsecos e extrínsecos se relacionam, não atuando de maneira isolada. Nesse sentido, havendo a combinação de fatores intrínsecos e extrínsecos, surge a tendência de que a contaminação e a proliferação dos microorganismos ocorram de modo célere. Fatores Intrínsecos: Atividade de água: Aa ou Aw: • Água disponível; • Água ligada: – não está disponível para os microrganismos – não pode ser aproveitada Obs.: todas as reações metabólicas dependem de água. • Utiliza-se este artifício para diminuir a contaminação e deterioração: por exemplo: desi- dratação, congelamento, adição de sal ou açúcar (solução saturada), glicerol (...); • Aa da água pura: 1,0; • Microrganismos não se multiplicam em água pura; • Deve ser menor que 1,0; 15m 20m 4 www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Microbiologia dos Alimentos II NUTRIÇÃO A N O TA ÇÕ ES • Alimentos frescos: Aa superior a 0,95 (0,97): – Desenvolvimento microbiológico: 0,6 a 0,98; – Reações enzimáticas: acima de 0,4. No gráfico acima, verifica-se que o escurecimento enzimático ocorre a partir de 0,2. No entanto, o seu melhor acontecimento ocorre apenas a partir de 0,4. . Já as oxidações lipídicas tendem a ocorrer a partir de 0,3, enquanto o desenvolvimento de fungos ocorre quase pró- ximo da casa de 0,8. Por fim, o desenvolvimento das bactérias ocorre acima de 0,8, estando próximo de 0,9. Valores mínimos de Aa de alguns grupos • Bactérias Halofílicos: alto [sal] com Aa de 0,75; • Bolores Xerofílicos: alimentos secos com Aa de 0,65; • Bolores Osmofílico: alta concentração de açúcar exige valor mínimo de Aa de 0,60. Obs.: o valor limitante para qualquer microrganismo é de no mínimo 0,60. 20m 25m 5 www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Microbiologia dos Alimentos II NUTRIÇÃO A N O TA ÇÕ ES Em atividades de água abaixo de 0,6 de Aa, o desenvolvimento de microorganismos se torna limitante. 30m ���������������������������������������������������������������������������������Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula preparada e ministrada pelo professor Lucas Guimarães. A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu- siva deste material. 1 www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Microbiologia dos Alimentos III NUTRIÇÃO A N O TA ÇÕ ES MICROBIOLOGIA DOS ALIMENTOS III FATORES QUE INFLUENCIAM NO DESENVOLVIMENTO E MULTIPLICAÇÃO MICROBIANA (CONT.) RELEMBRANDO Conforme abordado no bloco anterior, existem fatores que são inerentes ao próprio alimento e/ou ao meio no qual este está inserido, o que acaba por favorecer ou dificultar o processo do desenvolvimento e multiplicação microbiana. Tais fatores são divididos em: • Fatores intrínsecos: são aqueles relacionados às características dos alimentos, tais como composição química, atividade de água, pH (concentração de H+) e potencial de oxirredução; e • Fatores extrínsecos: são parâmetros do ambiente externo ao alimento, tais como temperatura, umidade relativa, atmosfera (gases) e luz. É importante recordar que os fatores intrínsecos e extrínsecos se relacionam, isto é, não atuam isoladamente, situação que favorece ou protege a ação destes fatores. FATORES INTRÍNSECOS (CONT.) Temperatura, Atividade de água (Aa) e Nutrientes A temperatura, a atividade de água e os nutrientes são interdependentes, ou seja, a partir do momento em que se tem uma temperatura adequada, com atividade de água adequada e nutrientes adequados acaba-se por gerar um favorecimento de desenvolvimento expressivo dos micro-organismos. Assim sendo, uma temperatura ótima de multiplicação gera uma faixa mais larga de Aa, de modo que um micro-organismo que se desenvolve em uma Aa de 0,8 acaba por poder se desenvolver também em uma faixa de Aa de 0,7 devido à temperatura favorável. Um exemplo dessa espécie refere-se aos micro-organismos mesófilos, que apresentam um bom desenvol- vido entre 25ºC a 40ºC, de maneira que, havendo a disposição de nutrientes, acabam por se multiplicar mesmo que a As não seja a melhor possível, o que comprova a existência de uma correlação direta entre os fatores intrínsecos e extrínsecos, favorecendo, essa combinação, o desenvolvimento dos micro-organismos. 2 www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Microbiologia dos Alimentos III NUTRIÇÃO A N O TA ÇÕ ES Cabe apontar, ainda, que a diminuição da Aa acaba por aumentar a fase lag, fase de adap- tação ou latência, em que o microrganismo se adapta ao novo ambiente. pH Basicamente, o pH é responsável por controlar a acidez dos alimentos, sendo o pH neutro (de 6,6 a 7,5, em sua maioria) considerado o melhor para crescimento. No entanto, é impor- tante destacar que alguns micro-organismos se desenvolvem com pH ácidos, abaixo de 4,5, sendo denominados de bactérias acidófilas. Ademais, é importante ressaltar a existência das bactérias patogênicas – descritas pela lite- ratura como bactérias ‘exigentes’ –, estritas ao pH neutro, apresentando uma preferência pelo pH de 7,0. Fora desse pH neutro, as bactérias patogênicas morrem ou não se desenvolvem. ATENÇÃO O risco de um alimento de pH neutro ser/estar contaminado por uma bactéria patogênica é maior do que um alimento que apresenta pH ácido ou mais básico. Obs.: dentre todos os possíveis contaminantes de alimentos, os bolores e a levedura são os mais tolerantes quando se trata de desenvolvimento no alimento correlacionado ao pH. Cada microrganismo tem valor de pH mínimo, máximo e ótimo para crescimento. Vejamos, a seguir, alguns exemplos: • Bactérias: pH entre 4,5 a 7,5; • Fungos: pH entre 2,0 a 9,0; • Levedura: pH entre 1,0 a 8,0. Logo, no que se relaciona ao pH, os alimentos são classificados em: • Muito ácidos: pH < 4,0 (maça, geleias, suco abacaxi etc.); • Ácidos: pH entre 4,0 e 4,5 (uva, tomate, suco laranja etc.); e • Pouco ácidos: pH > 4,5 (batata, cenoura, queijo, carne...). 5m 3 www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Microbiologia dos Alimentos III NUTRIÇÃO A N O TA ÇÕ ES Alimento vs. pH Vejamos, a seguir, as características de algumas espécies de alimento em relação ao pH: • Vegetal: em geral os vetais são ácidos e a contaminação dessa espécie de alimento é dada por meio de fungos; • Animal: os alimentos de origem animal (como carnes, embutidos, entre outros) geral- mente possuem pH neutro, ocorrendo a contaminação por meio de bactérias, na maio- ria das vezes patogênicas; • Produtos entre ácido e neutro: costumam apresentar um desenvolvimento frequente tanto de fungos quanto de bactérias; • Basófilos: os micro-organismos basófilos crescem em pH básico, constituindo-se, em sua maioria, em fungos; Cabe apontar que poucos produtos alimentícios são básicos. Desse modo, na maioria das vezes, por mais que haja uma contaminação frequente por fungos, não há a presença de um favorecimento não tão grande na maioria dos alimentos para o desenvolvimento desses micro-organismos no que se relaciona ao pH. Alimentos vs. pH – Tratamento Térmico Abaixo são apresentadas algumas características referentes ao pH (fator intrínseco) e o tratamento térmico (fator extrínseco) dos alimentos em relação ao desenvolvimento e multipli- cação microbiana: • pH ácido: o pH ácido necessita de uma menor quantidade de calor para a destruição demicro-organismos. Nesse sentido, um alimento mais ácido exige um processo de cocção com temperatura empregada em um menor tempo para eliminar grande parte dos micro-organismos nele presentes; • Alimentos com pH < 4,5: alimentos que apresentam um pH menor que 4,5 precisam de um tratamento térmico mais ameno para a destruição de leveduras, bolores e bacté- rias láticas e acéticas, contaminantes mais comuns dessas espécies de alimentos; • Alimentos com pH > 4,5: por sua vez, os alimentos que apresentam um pH maior que 4,5 devem ser submetidos a um tratamento térmico mais drástico para a destruição dos esporos do micro-organismos, como o clostridium botulinum. 10m 4 www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Microbiologia dos Alimentos III NUTRIÇÃO A N O TA ÇÕ ES Abaixo segue um quadro com algumas espécies de alimentos e seus respectivos níveis de pH: Perceba que mesmo apresentando margens distintas de pH, os alimentos sempre atin- gem um nível entre 4,0 a 5,0, o que gera inúmeras possibilidades de contaminação e prolife- ração de micro-organismos. CLASSIFICAÇÃO DOS MICRORGANISMOS Os micro-organismos podem ser classificados em relação aos fatores correlacionados ao oxigênio em: • Aeróbios: precisam de oxigênio para crescer (Eh+); • Anaeróbios: crescem na ausência de oxigênio (Eh-); • Anaeróbios facultativos: apresentam crescimento com ou sem oxigênio; e • Microaerófilos: crescem com baixos teores de oxigênio (Eh~0). Eh- Potencial de Óxido-redução A alteração do oxigênio é considerada como um potencial de óxido-redução, de modo que: 15m 5 www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Microbiologia dos Alimentos III NUTRIÇÃO A N O TA ÇÕ ES • Carnes e queijos Eh-: fixam o oxigênio (O2), de modo que este não é disponibilizado para os micro-organismos, o que acaba por favorecer o crescimento de micro-organis- mos anaeróbios e desfavorecer os aeróbios; • Sucos de frutas Eh+: não fixam o oxigênio (O2). Logo, são favoráveis ao crescimento de micro-organismos aeróbios e desfavoráveis aos anaeróbios; • Bolores: são aeróbios (Eh+), de maneira que precisam de oxigênio para o seu desenvolvimento • Bactérias microaerófilas: vivem em pouca concentração de oxigênio (O2), necessi- tando de, aproximadamente, apenas 3-5% de O2 para seu desenvolvimento. São exem- plos de bactérias microaerófilas os estreptococcos e os lactobacilos. • Bactérias anaeróbias facultativas: crescem tanto na presença (aerobiose) como na ausência (anaerobiose) de oxigênio (O2). É exemplo de bactéria anaeróbia facultativa a enterobacteriaceae. NUTRIENTES Os nutrientes contidos nos alimentos são: • Água; • Fontes de energia (como açucares, álcool, aminoácidos); • Amido e celulose (utilizados por poucos alimentos); • Lipídios (utilizados por poucos alimentos); • Nitrogênio, fonte primária de aminoácidos, proteínas, peptídeos e nucleotídeos consu- midos pelos micro-organismos. Obs.: quanto maior a quantidade de nitrogênio, maior o favorecimento à possibilidade de proliferação de micro-organismos. CONSTITUINTES ANTIMICROBIANOS Os constituintes antimicrobianos, fatores inerentes aos próprios alimentos, limitam ou inibem o crescimento de micro-organismos. São exemplos de constituintes antimicrobianos: • Lisozima: é capaz de destruir a parede celular de grande parte das bactérias; 20m 6 www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Microbiologia dos Alimentos III NUTRIÇÃO A N O TA ÇÕ ES • Clara do ovo e óleos essenciais (tais como eugenol do cravo da Índia, utilizado como desinfetante pela odontologia e aldeído cinâmico da canela): contêm antimicrobianos que limitam o desenvolvimento de micro-organismos; • Alho e cebola: são alimentos que contêm alicina, apresentando, assim, efeito bactericida; • Leite: contém anticorpos, fator complemento, macrófagos e linfócitos, a exemplo do colostro (leite materno). ���������������������������������������������������������������������������������Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula preparada e ministrada pelo professor Lucas Guimarães. A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu- siva deste material. 1 www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Microbiologia dos Alimentos IV NUTRIÇÃO A N O TA ÇÕ ES MICROBIOLOGIA DOS ALIMENTOS IV FATORES QUE INFLUENCIAM NO DESENVOLVIMENTO E MULTIPLICAÇÃO MICROBIANA (CONT.) RELEMBRANDO Conforme abordado no bloco anterior, existem fatores que são inerentes ao próprio alimento e/ou ao meio no qual este está inserido, o que acaba por favorecer ou dificultar o processo do desenvolvimento e multiplicação microbiana. Tais fatores são divididos em: • Fatores intrínsecos: são aqueles relacionados às características dos alimentos, tais como composição química, atividade de água, pH (concentração de H+) e potencial de oxirredução; e • Fatores extrínsecos:são parâmetros do ambiente externo ao alimento, tais como temperatura, umidade relativa, atmosfera (gases) e luz. É importante recordar que os fatores intrínsecos e extrínsecos se relacionam, isto é, não atuam isoladamente, situação que favorece ou protege a ação destes fatores. FATORES EXTRÍNSECOS Temperatura A temperatura é o fator mais importante entre todos os fatores extrínsecos. Conforme os registros averiguados, há a possibilidade de crescimento de micro-organismos em uma tem- peratura de -24º C até uma temperatura de +90ºC. Obs.: são poucas as bactérias que conseguem se desenvolver em baixas temperaturas. É justamente devido a esse fato que o método de congelamento é o mais comumente utilizado para a conservação de alimentos. Classificação dos micro-organismos Além de serem classificados em relação à maior/menor presença ou ausência de oxigê- nio, os micro-organismos também serão classificados em relação à temperatura em: 2 www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Microbiologia dos Alimentos IV NUTRIÇÃO A N O TA ÇÕ ES • M. psicrófilos: apresentam crescimento em uma temperatura de 0ºC a 20ºC, com cres- cimento ótimo em uma temperatura entre 10ºC a 15ºC. • M. psicrotróficos: crescem em uma temperatura de 0ºC a 7ºC. Nesse sentido, há uma grande possibilidade de desenvolvimento de micro-organismos psicrotróficos em refri- geradores e câmaras frias utilizados para armazenamento e conservação de carnes, pescados, ovos, frangos etc. São exemplos de micro-organismos psicrotróficos: Pseu- domonas, Alcaligenes, Flavobacterium, Micrococcus e outros. • M. mesófilos: apresentam crescimento em uma temperatura de 25ºC a 40ºC, entre- tanto podem também crescer na temperatura mínima de 5ºC a 25ºC e/ou na tempera- tura máxima de 40ºC a 50ºC. Os micro-organismos mesófilos consistem na maioria dos contaminantes de alimentos e patógenos de interesse da microbiologia dos alimentos. • M. termófilos: crescem de melhor maneira em uma temperatura de 45ºC a 65ºC, podendo também crescer na temperatura mínima de 35ºC a 45ºC e /ou na temperatura máximade60ºC a 90ºC. São exemplos de micro-organismos termófilos: Bacillus coagu- lans, Clostridium botulinum e C. perfringens. Composição gasosa Outro componente importante relacionado aos fatores extrínsecos do desenvolvimento e multiplicação microbiana consiste na composição gasosa do meio ambiente no qual o ali- mento é armazenado, a qual determina os microrganismos predominantes no meio. Vejamos, abaixo, quais micro-organismos se desenvolverão a depender da composição gasosa presente no ambiente: • Presença de oxigênio (O2): haverá o desenvolvimento de micro-organismosaeróbios em ambientes em que há a predominância de presença de oxigênio; • Ausência de oxigênio (O2): perante a ausência de oxigênio no ambiente, haverá a maior presença de micro-organismos anaeróbios; • Ausência ou presença de oxigênio (O2): em ambientes que mesclam a presença e ausência de oxigênio ocorrerá o desenvolvimento de micro-organismos anaeróbios facultativos. 5m 3 www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Microbiologia dos Alimentos IV NUTRIÇÃO A N O TA ÇÕ ES Cabe apontar que, a fim de se preservar o desenvolvimento dos micro-organismos acima apresentados, há a possibilidade de se modificar a atmosfera no qual o alimento está contido, acarretando-se, assim, em sua maior durabilidade. A modificação da atmosfera poderá se dar através de: • Combinações entre o oxigênio (O2), nitrogênio (N) e gás carbônico (CO2): combina- dos esses três elementos, haverá a possibilidade de inibição de crescimento de micro- -organismos aeróbios e anaeróbios; • Embalagem a vácuo: a embalagem a vácuo inibe a contaminação por micro-organis- mos dado o fato de praticamente não haver a presença de oxigênio em seu interior, acarretando em um efeito antimicrobiano do CO2. CONCEITO DE BARREIRAS DE LEISTNER Em suma, o conceito de Barreiras de Leistner, desenvolvido por Lothar Leistner, determina que os fatores intrínsecos e extrínsecos são pouco úteis quando trabalhados de maneira iso- lada, sendo necessário correlacioná-los para seja possível utilizá-los como forma de barreira para controlar o desenvolvimento dos micro-organismos, proporcionando, assim, uma maior- durabilidade e segurança alimentar. Em outras palavras, o conceito de Barreiras de Leistner consiste, basicamente, em uma forma de interação entre fatores intrínsecos e extrínsecos, de modo que a ocorrência conjunta desses fatores irá desfavorecer ou não a multiplicação dos micro-organismos. São exemplos de combinação de fatores intrínsecos e extrínsecos correlacionados que se fazem presentes no conceito de Barreiras de Leistner: • Acidez, baixa atividade de água (Aa) e temperatura alta: a ação conjunta desses três fatores acaba por limitar o desenvolvimento de diversos micro-organismos, tais como mesófilas, aeróbias e micro-organismos presentes em temperatura ambiente com alta concentração de oxigênio O2 e alta Aa, como ocorre em relaçãoà carne moída; • pH ácido (com sal), baixa Aa e baixa concentração de oxigênio: a presença desses fatores acarreta no aumento da fase lag, de modo que se configura a possibilidade de gerar um maior tempo de preservação do alimento. É o que ocorre em relação aos ali- mentos enlatados, como o palmito. 10m 4 www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Microbiologia dos Alimentos IV NUTRIÇÃO A N O TA ÇÕ ES Vejamos, a baixo, um gráfico relativo à curva de crescimento dos micro-organismos: • A - Fase lag: fase de adaptação; • B – Fase log: fase de desenvolvimento e proliferação do micro-organismo no alimento; • C – Fase estacionária; • D – Fase de declínio ou morte. Perceba que os micro-organismos, assim como os seres humanos, passam por alguns estágios durante sua existência, a saber: “nascem”, se adaptam ao meio ambiente, se desen- volvem, geram uma fase estacionária e, por fim, geram uma fase de declínio, podendo chegar à morte. Vejamos, abaixo, alguns exemplos de barreiras que, conforme indica o conceito de Barrei- ras de Leistner, atrapalham o desenvolvimento dos micro-organismos: 5 www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Microbiologia dos Alimentos IV NUTRIÇÃO A N O TA ÇÕ ES Em síntese, o ser humano sabe quais são os micro-organismos que tendem a se desen- volver em relação às melhores características de um determinado alimento, de modo que, a partir desse entendimento, tende a modificar as características intrínsecas e extrínsecas que geram a possibilidade de uma maior vida útil em relação ao processo de deterioração. ECOLOGIA DOS MICRORGANISMOS NOS ALIMENTOS A área da ecologia microbiana consiste em um ramo da ciência que estuda as atuações do micro-organismos nos ecossistemas, isto é, nos espaços naturais com características bio- lógicas e ambientais definidas, compostos de organismos vivos e de elementos ambientais. Ao considerar o alimento como um espaço para crescimento microbiano, os micro-organis- mos passam a ser classificados em ‘consumidores’ e ‘decompositores’.Cabe apontar, ainda. que as atividades microbianas também consideram os fatores intrínsecos e os fatores extrín- secos inerentes ou não aos alimentos, de modo que, a partir daí tem-se, então, o estudo da correlação entre a interação dos micro-organismos, alimentos e ambientes. São exemplos dessa correlação: • Atividade de água (Aa), pH e temperatura: alimentos ácidos, com Aa menor que 0,94 e temperatura entre 25 a 28º C acabam por gerar uma atividade de proliferação de leve- duras deteriorantes. 15m 6 www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Microbiologia dos Alimentos IV NUTRIÇÃO • Temperatura e composição gasosa: com a baixa temperatura e presença de oxigênio O2 há o desenvolvimento de pseudomonas fluorescens, que deteriora ovos e carnes armazenadas em geladeiras. • Umidade relativa: alimentos como grãos, por exemplo, que apresentam umidade em equilíbrio com o ambiente, terão o desenvolvimento da deterioração e produção de micotoxinas iniciados a depender da umidade do ambiente em que se encontram armazenados. • Outras interações: a formação de biofilmes é uma das possibilidades advindas das interações da correlação entre fatores intrínsecos e extrínsecos inerentes ou não aos alimentos. Assim, a utilização de uma superfície mal higienizada – em que se apresenta um acúmulo de resíduos – para a preparação de alimentos, por exemplo, favorece a multiplicação microbiana, o que acarretará na geração de polímeros extracelulares e outros catabólicos que se juntarão ao substrato existente, culminando na adesão de outros micro-organismos que geram o biofilme (resíduos + micro-organismos + produ- tos extracelulares = biofilme), conforme demonstra a imagem a seguir: 20m 7 www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Microbiologia dos Alimentos IV NUTRIÇÃO A N O TA ÇÕ ES MICROBIOLOGIA DE ALIMENTOS – FONTES DE CONTAMINAÇÃO As fontes mais comuns de contaminação de alimentos são: • Plantas; • Utensílios; • Manipuladores de alimentos; e • Trato gastrintestinal: Salmonella, Shigella, Campylobacter. ���������������������������������������������������������������������������������Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula preparada e ministrada pelo professor Lucas Guimarães. A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu- siva deste material.