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Impetigo 
Definição e etiologia 
Infecção bacteriana superficial da pele por Estreptococcus pyogenes ou Staphylococcus aureus. Essas bactérias estão 
normalmente na pele, mas podem causar Impetigo quando alcançam camadas profundas através de feridas, cortes ou 
picadas de insetos. 
Impetigo bolhoso x 
impetigo crostoso 
Bolhoso: causado pela stafilo. aureus. Mais comum em membros e tórax que na face. Pode haver febre e prostração. 
Crostoso: é o mais comum. Principal causa é Strepto. pyogenes, mas também S. aureus. É mais comum na face (ao 
redor do nariz e boca). Presença de linfonodomegalia regional, geralmente não ocorre sintomas sistêmicos. 
Lesão do Impetigo 
crostoso 
Evolução: vesícula sobre uma base eritematosa >> pústulas (lesão com pus) >> se rompem com facilidade formando 
crostas douradas/ cor de mel. Lesões não são dolorosas mas podem ser pruriginosas. 
A linfadenomegalia regional é comum. 
Lesão impetigo 
bolhoso 
Pequenas pápulas >> evoluem para bolhas com conteúdo amarelado com a pele hiperemiada ao redor >> se rompem 
deixando lesão vermelho-vivo úmida e pruriginosa. Não são dolorosas. 
As bolhas são produzidas por uma toxina esfoliativa produzida pelo estafilococos. 
Ectima 
Forma mais grave de impetigo. Acomete as camadas mais profundas da pele. Geralmente causada por Strepto. 
pyogenes. Lesões são úlceras profundas, dolorosas, cheias de pus, linfonodomegalia regional. 
Tratamento não 
farmacológico 
Remover as crostas no banho com água morna e sabão, manter o local limpo, evitar coçadura para evitar transmissão 
para outros locais da pele ou outras pessoas. 
Propedêutica no 
impetigo 
Não é necessário exames para o diagnóstico. No impetigo persistente, fazer cultura da ferida para identificar S. aureus 
resistente à meticilina (MRSA) e do nariz (para identificar reservatório nasal). 
Tratamento 
farmacológico. 
Tópico. Sistêmico. 
ATB tópico: é o preferencial, indicado para lesões restritas. Usar pomada Mupirocina 2% (Bactroban), aplicar 3x ao dia 
por 10 dias. ATB sistêmico: Lesões disseminadas, impetigo bolhoso ou ectima. Usar cefalosporina de primeira geração 
(de preferência Cefalexina 50 mg/kg/dia de 6/6h por 7 dias). 
Complicações do 
impetigo 
Lesões por Streptococcus podem causar febre reumática ou glomerulonefrite pós-estreptocócica. Evolução para ectima 
(forma ulcerativa grave de impetigo), celulite e erisipela é comum. 
 
Varicela (catapora) 
Definição e etiologia 
da Varicela 
Infecção pelo vírus da varicela-zoster (VZV). A infecção primaria causa varicela (catapora), quando o vírus se torna 
latente nos neurônios ganglionares. Podem ser reativados causando zóster. 
Transmissão da 
varicela 
o VZV é altamente transmissível, ocorre por contato direto com saliva ou secreções respiratórias do infectado, ou contato 
com o líquido dentro das vesículas. Surtos são comuns em creches e escolas. 
História natural da 
varicela. 
Inicialmente VZV se prolifera na faringe oral (amigdalas), causando sintomas sistêmicos e faringite. Então, infecta céls T 
que entram na circulação e disseminam o vírus para pele e órgãos. Iniciam-se então lesões na pele. Geralmente é 
autolimitada (maioria recupera em 7 a 10 dias) e há imunidade duradoura (não tem a doença novamente). 
Sinais e sintomas de 
Varicela. 
Período prodrômico: febre (até 39°), mal estar, hiporexia, faringite. Período exantemático: erupções maculopapulares ou 
vesículas pruriginosas na pele, couro cabeludo e mucosas. Evoluem com resolução espontânea. 
Lesões da varicela 
Evolução: manchas avermelhadas com prurido intenso >> vesículas cheias de líquido (que contém grande quantidade do 
vírus) >> pústulas >> estouram formando crostas. Há feridas em diferentes estágios de evolução na mesma região 
(polimorfismo regional). Mais lesões no tronco do que em membros (distribuição centrípeta). 
Propedêutica 
Não é necessária, o diagnóstico é clínico-epidemiológico. Pode ser feito exames para diagnóstico diferencial em casos 
graves - sorologia IgG e IgM, PCR da secreção das vesículas, saliva ou líquor (se sinais neurológicos). 
Varicela grave 
Caracterizada por replicação viral extensa e prolongada, febre, desenvolvimento contínuo de novas vesículas de pele por > 
5 dias e/ou envolvimento dos pulmões, fígado ou cérebro. 
Complicações da 
varicela. Grupos de 
risco? 
Complicações comuns: infecção secundária strepto/ estafilocócica (impetigo, erisipela, celulite), queloides. 
Complicações graves: encefalite, nefrite, miocardite, artrite, pneumonia. Grupos de risco: adultos, adolescentes > 13 anos 
e crianças imunocomprometidas - tem mais risco de complicações graves. 
Tratamento não 
medicamentoso 
(1) Higienizar as lesões com água e sabão no banho. (2) Afastar da escola e locais públicos por 10 dias - até terminar a 
erupção das vesículas. (3) Cortar as unhas para evitar coçadura. 
Tratamento 
medicamentoso. 
Sempre usar sintomáticos: antitérmicos (evitar AAS e ibuprofeno), antihistamínicos (desloratadina). 
Casos graves, > 13 anos, imunocomprometidos: Aciclovir oral 400 mg VO 12/12h por 7 dias. 
Indicação de 
internação 
Neonatos, imunocomprometidos, complicações neurológicas ou oftálmicas. 
Prevenção da 
varicela 
Vacina viva atenuada. Primeira dose incluída na tetraviral (Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela) aos 15 meses. 
Reforço com Varicela monovalente aos 4 anos. Caso pessoas vacinadas tenham a doença (raro), será uma forma bem mais 
leve.

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