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SÍFILIS CONGÊNITA
6 pág.

Estomatologia • Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de ForaFaculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora

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## Resumo sobre Sífilis Congênita e Diagnóstico/TratamentoO texto aborda aspectos fundamentais da sífilis congênita, uma infecção causada pela bactéria *Treponema pallidum*, que pode ser transmitida da mãe para o feto através da placenta. Essa transmissão pode ocorrer em qualquer estágio da sífilis materna, incluindo os estágios primário, secundário, latente e terciário, sendo a sífilis precoce especialmente contagiosa. A sífilis congênita manifesta-se com diversas lesões inflamatórias e sintomas que variam conforme a fase da doença, podendo causar sérios danos ao recém-nascido (RN) se não for diagnosticada e tratada adequadamente.### Sífilis Precoce e Tardia: Manifestações ClínicasNa sífilis precoce, que ocorre nos primeiros dois anos de vida, as lesões inflamatórias são evidentes, incluindo rinite sifilítica (caracterizada por erosões nasais) e lesões cutâneas e mucosas, como placas mucosas e condilomas planos. Essas lesões são altamente transmissíveis e podem apresentar secreção serossanguinolenta. Já na sífilis tardia, que ocorre após os dois anos, as sequelas da fase precoce tornam-se mais evidentes, com manifestações como descamação da pele, lesões ósseas (periostite com duplo contorno na diáfise dos ossos longos), alterações dentárias típicas (incisivos centrais deformados conhecidos como dentes de Hutchinson e molares em amora), além de deformidades ósseas como a tíbia em sabre. Outras complicações incluem alterações articulares, pseudoparalisia dolorosa de Parrot e ceratite intersticial causada pelo *Treponema* na córnea.### Diagnóstico e Avaliação do Recém-NascidoO diagnóstico da sífilis congênita envolve a avaliação clínica do RN, exames laboratoriais e radiológicos. O VDRL (Venereal Disease Research Laboratory), um teste não treponêmico, é utilizado para detectar a atividade da doença no sangue periférico. Indicações para a realização do teste incluem mães que não receberam tratamento adequado ou que tiveram tratamento inadequado durante a gestação. Além disso, a análise do líquor (LCR) é fundamental para identificar neurossífilis, observando-se aumento de células (>25) e proteínas (>150). Radiografias dos ossos longos ajudam a identificar periostite e osteocondrite, características da sífilis óssea.### Tratamento e SeguimentoO tratamento da sífilis congênita deve ser iniciado o quanto antes para evitar complicações graves. A penicilina benzatina é o medicamento de escolha, administrada em doses e intervalos adequados conforme a fase da doença. Em casos de sífilis precoce, o tratamento deve ser iniciado até 30 dias antes do parto para garantir a eficácia. Quando há alterações no líquor ou risco de reinfecção, a penicilina cristalina intravenosa por 10 dias é recomendada. O uso de penicilina procaína intramuscular por 1 mês pode ser indicado em situações específicas, especialmente quando há aumento do VDRL, sugerindo reinfecção. O acompanhamento laboratorial é essencial para monitorar a queda dos títulos do VDRL e confirmar a resposta ao tratamento.### Considerações FinaisA sífilis congênita representa um grave problema de saúde pública, pois pode causar danos irreversíveis ao feto e ao recém-nascido se não for diagnosticada e tratada precocemente. A transmissão vertical pode ocorrer em qualquer estágio da doença materna, o que reforça a importância do pré-natal adequado e do rastreamento sistemático. O diagnóstico clínico, aliado a exames laboratoriais e radiológicos, permite a identificação precoce e o manejo correto da doença. O tratamento com penicilina permanece como padrão ouro, sendo fundamental para a cura e prevenção das complicações. A vigilância contínua e o acompanhamento dos casos são essenciais para garantir a saúde da criança e evitar sequelas permanentes.---### Destaques- A sífilis congênita é causada pela transmissão vertical do *Treponema pallidum* da mãe para o feto, podendo ocorrer em qualquer estágio da doença materna.- Manifestações clínicas variam entre sífilis precoce (lesões inflamatórias, rinite sifilítica, lesões cutâneas e mucosas) e tardia (lesões ósseas, deformidades dentárias e ósseas, pseudoparalisia).- O diagnóstico envolve testes sorológicos (VDRL), análise do líquor para neurossífilis e radiografias ósseas.- O tratamento é baseado em penicilina (benzatina ou cristalina), com regimes específicos conforme a fase da doença e presença de complicações.- A detecção precoce e o tratamento adequado são essenciais para prevenir sequelas graves e garantir a saúde do recém-nascido.

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