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NSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DA REGIÃO SERRANA
FACULDADE DA REGIÃO SERRANA FARESE
ELLEN FERNANDA SCHULZ
RESUMO DOS PENSAMENTOS DE MIGUEL HEALE E HANS KELSON
SANTA MARIA DE JETIBÁ
2021
ELLEN FERNANDA SCHULZ
RESUMO DOS PENSAMENTOS DE MIGUEL HEALE E HANS KELSON
Trabalho apresentado à disciplina Linguagem Jurídica, Expressão Textual e Verbal do Curso de Direito, do Instituto de Ensino Superior da Região Serrana, como requisito parcial para avaliação.
Orientador: Rosa Helena Krause Berger
SANTA MARIA DE JETIBÁ
2021
Introdução
A teoria de Hans Kelsen se contra põe à teoria de Miguel Reale. Kelsen defende a teoria pura do direito, ou seja ele compreende o direito como uma ciência. O estudo do direito deve ocorrer apartir de métodos jurídicos, sem levar em conta aspectos sociológicos e filosóficos. Ele é baseado no fato e na norma. Já Reale defende a teoria tridimensional do direito a norma é o caminho que tem início no fato, o qual é guiado pelo valor. Assim o raciocínio jurídico surge atraves da interpretação das leis, levando em conta a realidade social e histórica do direito.
O pensamento de Hans Kelsen
O jurista e filósofo austríaco Hans Kelsen ao defender a teoria pura do direito, rompe com o jusnaturalismo, passando a decorrer do juspositivismo. A teoria exige o estudo do direito a partir de métodos jurídicos formulados pelo estado, sem levar em conta nenhum aspecto social, político, moral, filosófico, sociológico, teológico ou antropológico, além de se distanciar dos elementos da ciência natural, ou seja, uma teoria pura científica. O autor defende as normas jurídicas como objeto da ciência jurídica, assim o seu princípio se aplica no fato e na norma. Kelsen vê o direito como um conjunto de normas, ele afirma em sua obra: 
“A ciência jurídica procura apreender o seu objeto “juridicamente”, isto é, do ponto de vista do Direito. Apreender algo juridicamente não pode, porém, significar senão apreender algo como Direito, o que quer dizer: como norma jurídica ou conteúdo de uma norma jurídica, como determinado através de uma norma jurídica” (KELSEN, 1999, p. 50).
Assim, Kelsen estabelece a ausência de juízo de valor, diferente de Reale.
O pensamento de Miguel Reale
Miguel Reale, jurista e o filósofo brasileiro difere seu pensamento de Kelsen ao contrapor a ideia de reconehcer o direito como um conjunto de normas, pois para ele para compreender o direito é precisa levar em conta mais que o norma, precisa-se do fato e dos valores. Assim, na teoria tridimensional do direito Miguel Reale afirma:
 “Nada é mais ilusório do que reduzir o Direito a uma geometria de axiomas, teoremas e postulados normativos, perdendo-se de vista os 9 valores que determinam os preceitos jurídicos e os fatos que o condicionam, tanto na sua gênese como na sua ulterior aplicação.”
Para Reale, a norma é o caminho que tem inicio com o fato e que é guiada pelo valor. Ele entende que o valor é um elemento moral do direito, assim as normas jurídicas são valorativas, logo sujeitas a interpretação. Reale vê o direito composto de três elementos: fato, valor e norma.

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