Prévia do material em texto
Dhara Martins / @acadmedi Encefalite Meningite: cefaleia, febre e menigismo, Pode ter lentalgia sonolencia. Encefalite: Alteração da função neurologica (estado mental, cognitivo-comportamental, sinal neurologico focal). QUADRO CLÍNICO DIAGNÓSTICO TRATAMENTO • instalação aguda ou subaguda + • Pode ter achados meníngeos, quando há uma meningoencefalite • Sinais e sintomas constitucionais, como febre, vômitos, cefaleia e acometimento de outros órgãos específicos (exantema, sinais de infecção respiratória). Qual exame deve ser solicitado primeiro, o líquor ou a neuroimagem? DEPENDE do que o paciente possui, ou seja, em casos onde há suspeita de lesão de massa, o exame de imagem deve ser realizado primeiro. Mas, quando suspeitar de lesões expansivas? Sempre que o paciente se apresentar com sinal neurológico focal, edema de papila (papiledema), alterações do nível de consciência, convulsões de início recente, paciente imunossuprimido e história de doença neurológica. Acometimento do sistema límbico. Possível etiologia – Imune ou paraneoplásica. • Quadro clinico + TC ou ressonância magn. (A neuroimagem: em alguns casos pode se apresentar sem alterações) e estudo do líquor. • Eletroencefalograma, exames laboratoriais (sorologias). • Acometimento predominantemente no lobo temporal – fala a favor de encefalite viral por HSV-1. Enquanto que, o acometimento de estruturas límbicas sugere uma etiologia imune ou paraneoplásica e um acometimento multifocal está relacionado com os quadros pós-infecciosos. O exame do líquor (avaliação inicial) • Pleocitose (aumento no número de células), com predomínio de linfócitos (linfomonocitária), além de ter níveis de proteínas um pouco aumentados, glicose normal e, em alguns casos, em especial no caso de HSV-1, podem surgir hemácias. • A definição do agente etiológica necessita de exames adicionais, como: culturas, PCR e painel de anticorpos. Medida inicial para quadro agudo sugestivo de meningoencefalite • Antibioticoterapia empírica - ainda que antes da realização de exames de imagem ou líquor. • Hemocultura e após a coleta, inicie: ceftriaxone mais aciclovir IV, ou ampicilina + ceftriaxone para os maiores de 50 anos. Abordagem direcionada • HSV-1 (mais comum e fatal)→ Aciclovir EV, 10 mg/kg de 8/8h por 14 – 21 dias. • É importante lembrar que todos os casos de encefalite viral aguda de- vem ser tratados em unidade de terapia intensiva com ventilação mecâ- nica disponível. • As crises epilépticas devem ser controladas com fenitoína IV. • Extrema atenção deve ser dada à manutenção da respiração, ao ritmo cardíaco, ao balanço hídrico, à prevenção da trombose venosa profunda, à pneumonia aspirativa, ao controle clínico da hipertensão intracraniana e às infecções bacterianas secundárias. O Aciclovir é uma droga eliminada por via renal. Por isso, a dose deve ser reduzida em pacientes com insuficiência renal e ajustada de acordo com o clearance de creatinina (ClCr). Além disso, deve-se considerar o ajuste em pacientes idosos, visto que, geralmente, eles possuem uma função renal reduzida. Logo, ClCr entre 25 – 50: dose de 5 – 10 mg/kd de aciclovir IV a cada 12 horas; se ClCr < 25: dose de 5 – 10 mg/kg IV a cada 24h; se < 10: dose de 2,5 – 5 mg/kg a cada 24h. • Encefalomielite disseminada aguda (ADEM) – É uma encefalite pós-infecciosa, predominantemente, a fai- xa etária pediátrica (80% dos casos ocorrem na primeira década de vida). • O tratamento é baseado em corticoterapia (metilprednisolona 20 – 30 mg/kg/dia por 5 dias, seguida de prednisolona oral 2mg/kg/ dia por 6 – 8 semanas) em altas doses e imunoglobulinas (quando necessário, pode ser feito 400mg/kg/dia por 3 – 5 dias), endovenosa.