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Luísa Bombassaro – MED UFR – T4 
 
Trauma Cranioencefálico – TCE 
Introdução 
- TCE é qualquer traumatismo que acomete: couro 
cabeludo, crânio, meninge, vasos e encéfalo. 
- Lesões primárias: na hora do impacto. 
- Lesões secundárias: surgem depois do trauma. 
Geralmente são geradas por deficiência no 
manejo. 
- Objetivos do manejo das lesões: 
✓ Restauração da volemia; 
✓ Regulação da pressão arterial média; 
✓ Suporte ventilatório; 
✓ Oxigenação: prevenir hipóxia e manter a 
nromocapnia; 
✓ Controlar a pressão intracraniana – PIC: 
normal de 10mmHg. 
- Lesão focal: trauma local direto. 
- Lesão difusa: lesão axonal difusa + edema (pelo 
mecanismo de aceleração e desaceleração. 
Fisiopatologia 
- Doutrina de Monro-Kellie: 
 
Figura 1 - HIC= hipertensão intracraniana 
- Fluxo sanguíneo cerebral: normal de 50 – 60 
ml/100g/min 
- PPC: pressão de perfusão cerebral 
✓ Normal de 70 a 85; 
✓ No TRAUMA é normal até 25 (não pode ser 
menos); 
✓ PPC = PAM – PIC 
- Extração cerebral de O2: 
✓ ECO2 = SaO2 – SjVO2 
 saturação da 
hemoglobina de sangue 
 da veia jugular interna 
saturação de O2 de 
sangue arterial 
✓ Normal de 24 a 42%. 
- EC02 reduzida: 
✓ Vasodilatação; 
✓ Hiperemia; 
✓ Aumenta PIC; 
✓ CONDUTA: Diminuir fluxo sanguíneo 
cerebral + hiperventilação 
- ECO2 aumentada: 
✓ Isquemia; 
✓ Diminui PIC 
✓ CONDUTA: manitol/solução salina (0,7 
g/kg) + Coma barbitúrico + Hipotermia + 
correção de hipovolemia 
Tipos de lesões 
CONCUSSÃO 
- O local afetado fica inviável; 
- Pode acontecer perda de consciência e sua 
recuperação é com amnésia retrógrada. 
- A TC: 
 
 
LESÃO AXONAL DIFUSA 
- Coma pode ser > 6 horas com PIC normal; 
- LEVE se coma de 6 a 24 horas; 
Luísa Bombassaro – MED UFR – T4 
 
- MODERADA se coma > 24 hrs; 
- GRAVE se coma > 24 hrs + sinais de lesão de 
tronco: 
. fraqueza 
. visão dupla 
. rigidez muscular ou problemas com a 
sensibilidade 
. movimentos dos olhos 
. audição 
. movimento facial 
. coordenação dos pés 
. deglutição 
 
- A TC: 
 
 
FRATURA ÓSSEA DO CRÂNIO 
- Podem ser observadas em: ossos da face, base 
do crânio e em torno da calota óssea. 
- Se furar a dura-máter – cirurgia. 
- A indicação de ar na TC indica fratura de crânio: 
 
- BOLA DE PING PONG: mais frequente em 
crianças. 
 
- BASE DE CRÂNIO: 
✓ Sinal de Battle: 
 
 
✓ Olho de guaxinim: base de frontal 
 
 
✓ Fístula nasal: líquido cefalorraquidiano 
“vaza” pelo nariz (confirmado pela 
presença de glicose no líquido) 
 
✓ Fístula no ouvido: “vaza” LCR pelo ouvido 
(confirmado pelo sinal do duplo halo). 
 
 
Luísa Bombassaro – MED UFR – T4 
 
HEMATOMA EPIDURAL/EXTRADURAL 
- Hematoma Entre a dura-máter e o crânio. 
- Geralmente por trauma lateral em face. 
- Pode haver comprometimento da artéria 
meníngea média. 
- INTERVALO LÚCIDO: perde a consciência, 
recupera com glasgow bom mas ainda tem 
hemorragia lenta que pode levar a rebaixamento 
do nível de consciência novamente. 
- Elevação da PIC. 
- Indicação de cirurgia: 
✓ Glasgow < 8 + anormalidades pupilares; 
✓ Desvio de linha média > 5mm; 
✓ Assintomático com espessura do 
hematoma > 15mm; 
✓ Volume > 30ml 
- TC: 
 
 
HEMATOMA SUBDURAL 
- Mais comum em pacientes com espaço subdural 
maior: idosos, alcoólatras. 
- Resultam principalmente da ruptura de veias que 
ligam o córtex cerebral e a drenagem venosa para 
os seios – VEIAS PONTE 
- Frequentemente está associada com contusões 
do parênquima cerebral. 
- Pode causar desvio da linha média. 
- Geralmente o paciente já chega em coma. 
- PEQUENOS HEMATOMAS: cefaleia unilateral e 
midríase unilateral. 
- GRANDES HEMATOMAS: aumento da PIC, coma, 
hemiparesia contralateral. 
- Indicação de cirurgia: 
✓ Espessura do hematoma > 10mm; 
✓ Desvio da lina média > 5mm; 
✓ Glasgow < 8 ou uma queda de 2 ou mais 
pontos; 
✓ Assimetria pupilar. 
- TC: 
 
 
 
HERNIAÇÕES 
Luísa Bombassaro – MED UFR – T4 
 
 
- A uncal é a mais perigosa: evidências: 
✓ Midríase ipsilateral ao hematoma; 
✓ Déficit motor contralateral à midríase; 
 
Níveis no TCE 
TCE LEVE E DE BAIXO RISCO 
- Glasgow 14 – 15; 
- Mecanismo leve de trauma; 
- Cefaleia não progressiva; 
- TC se: 
✓ Glasgow < 15; 
✓ Vômitos; 
✓ Amnésia; 
✓ Uso de álcool e drogas ilícitas; 
✓ > 60 anos; 
✓ Crianças pequenas; 
✓ Pcte. com coagulopatia; 
✓ Uso de anticoagulantes; 
- Observação -> reavaliação -> alta 
- Retorno se: 
✓ Cefaleia; 
✓ Sonolência excessiva; 
✓ Irritabilidade e ansiedade; 
✓ Desmaio, fraqueza, perda de força 
muscular, parestesia; 
✓ Dificuldade na fala, compreensão ou 
memória; 
✓ Confusão mental; 
✓ Náuseas, vômitos e tonturas; 
✓ Déficit auditivo ou visual. 
TCE LEVE E DE MÉDIO RISCO 
- Acidente grave e/ou com alguma vítima fatal; 
- História desconexa; 
- Lesão de couro cabeludo; 
- Equimose órbitopalpebral – Guaxinim; 
- Intoxicação por álcool/drogas de abuso; 
- Cefaleia progressiva, vômitos e náuseas; 
- Perda momentânea da consciência; 
- Desorientação; 
- Amnésia; 
- Síncope; 
- Politraumatizados; 
TCE LEVE E DE ALTO RISCO 
- Espancamento; 
- Gestantes; 
- Distúrbios da coagulação; 
- Fístula liquórica; 
- Lesões petequiais – embolia gordurosa; 
- Piora do nível de consciência; 
- Distúrbio de funções motoras superiores; 
- Ferimento por arma branca; 
- Déficit de acuidade visual; 
- Lesão vascular traumática cérvico-craniana. 
TCE MODERADO 
- Glasgow 8 – 13; 
- Confusão, sonolência, nível de consciência 
rebaixado, déficits neurológicos locais; 
- SEMPRE pedir TC: assim que chega – 12 horas 
depois da primeira – 12 horas depois da segunda. 
- SEMPRE internação na UTI; 
- Assegurar estabilidade cardiopulmonar; 
- Monitorização respiratória; 
- Neurocheck sempre; 
- Contatar neurocirurgião; 
TCE GRAVE 
- Glasgow 3 – 8 ou queda de 3 ou mais pontos em 
reavaliações; 
- Abordagem terapêutica URGENTE; 
- Fazer ABCDE do trauma: 
Luísa Bombassaro – MED UFR – T4 
 
 
 
 
- Fazer TC de crânio SEMPRE; 
- Avaliar se é lesão cirúrgica ou não cirúrgica; 
- Lesão NÃO – CIRÚRGICA: 
✓ Brain Swelling; 
✓ Lesão Axonal; 
✓ Lesões pequenas; 
✓ CONDUTA: sedação, monitorização de PIC, 
cateter bulbo jugular, suporte clínico. 
✓ INDICAÇÕES DE CATETER: 
 
 
PIC AUMENTADA 
- >10 mmHg; 
- Fazer TC de controle; 
- Se PPC normal, saturação normal, bem sedado, 
sem hipertermia e com glicose sanguínea normal -
> avaliar a taxa de ECO2 e agi conforme resultado. 
- Considerar craniotomia descompressiva.

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