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– Telangiectasia hepática: Possui um aspecto diferente, esburacado. O grande comprometimento é apenas comercial, já que o consumidor não se sente confiante para comprá-lo e utilizá- lo na alimentação. ▪ É um processo observado em bovinos e em gatos velhos Múltiplas cavitações, de formatos variados, com áreas de coalescência, distribuídas difusamente, de fora aleatória pelo tecido hepático. Incerta. O que se sabe é que as cavitações são dilatações saculares dos sinusoides hepáticos. Aparentemente, o animal não apresenta nenhuma disfunção e nem comprometimento hepático associado. ▪ É um achado de necropsia. Infarto: O infarto é um área de necrose isquêmica circunscrita. Nessa imagem, o infarto é a área pálida de coloração amarelada/alaranjada indicada pelas setas brancas, na periferia do lobo. ▪ O fígado é um órgão dotado de dupla circulação, perfundido por um ramo portal e um da artéria hepática. Portanto, dificilmente infarta, e para que isso ocorra precisa haver obstrução nas duas vias ou de uma das vias e um distúrbio circulatório na outra. ▪ Assim, o infarto de fígado é infrequente, e quando ocorre, é do tipo hemorrágico/vermelho. ▪ O padrão de ocorrência costuma ser na periferia dos lobos Área de necrose acinar maciça, por isquemia. A coloração dourada esta relacionada com a deposição de hemossiderina e hematoidina (pigmentos derivamos do ferro na lise da hemoglobina). Congestão passiva hepática crônica O processo congestivo é um acúmulo de sangue dentro do sistema circulatório, o que gera um aumento do volume do órgão, como nessa foto. ▪ Outro aspecto que chama a atenção é o “pintado” do parênquima hepático, sendo que em condições de normalidade, o fígado tem uma coloração vermelho vinhosa homogênea Nesse processo, vemos uma coloração heterogenia e irregular, conhecido como “fígado em noz moscada”, em que vemos áreas vermelhas escurecidas envolvidas por áreas pálidas. ▪ Alguns autores sugerem que esse padrão evidencia os lóbulos hepáticos. Em um processo de congestão, há dificuldade e aumento da resistência ao retorno venoso. Distúrbios circulatórios Distúrbios circulatórios – Com isso, a circulação é interditada a partir da drenagem venosa, sendo que que esses vasos vão aumentando de calibre e progressivamente se aumenta a resistência de fluxo de sangue nos capilares e em terminações arteriolares. Se lembrarmos da organização do parênquima hepático e do ácido normal, vemos: Se há uma resistência ao fluxo de sangue, começa a haver uma distensão venosa, e a vênula hepática terminal fica distendida por sangue. A velocidade de sangue da Z1 para Z3 diminui. O tempo que o sangue vai permanecer dentro dos sinusoides é maior, e progressivamente o ácino se torna pobre em O2 e nutrientes. Contudo, a disposição de nutrientes e O2 no ácido já é naturalmente irregular e desigual, sendo: 1. maior em Z1 2. muito baixa em Z3. Em um quadro congestivo, com bloqueio do retorno venoso, esse quadro se agrada ainda mais: 1. Z3, que trabalhava em condição de hipóxia, agora trabalhará em quadro de anoxia 2. Z2 estará em hipóxia com uma degeneração vacuolar de hepatócitos 3. Z1 vai se mantendo com o quadro de esteatose hepática (lipidose - acúmulo de gordura), empalidecendo a área desse hepatócito Isso acarreta um processo progressivo de degeneração nesses hepatócitos, que obviamente é mais grave em z3, podendo levar a morte dessas células. Ou seja, temos: 1. morte dos hepatócitos por anoxia, e sua descamação. Esse espaço que era ocupado pelos cordões de hepatócitos é preenchido pelo sangue estagnado dos sinusoides, que tem uma alta pressão hidrostática. Isso ocorre pois não há separação entre meio intra e extravascular na microcirculação hepática (vascularização fenestrada). Por essa razão, essas áreas necróticas aparecem distendidas e ocupadas por sangue., puntiformes e escurecidas a foto introdutória, o material amarelado ao redor é o parênquima hepático degenerado/esteatotico. Fígado em nós mocada, com aumento de volume, lobos arredondados, frequentemente com deposição de fibrina sob a capsula hepática e om aspecto mosqueado, intercalando áreas de necrose hemorrágica com áreas de degeneração vacuolar de hepatócitos. A área escura indicada como “centro do lóbulo” é a área de necrose hemorrágica, que no caso, é a periferia do ácino. Esteatose/ lipidose hepática: É um acúmulo de gordura no citoplasma dos hepatócitos, em forma de triglicérides. O fígado tem participação importante no metabolismo de gordura, captando ácidos graxos livres, que se prestam a oxidação, formando: 1. corpo cetônicos 2. fosfolipídios 3. ésteres de colesterol 4. no interior dos hepatócitos, podem ser convertidos em triglicérides. Esses triglicérides podem ser associados a apoproteína, formando as apolipoproteínas, eliminadas dos hepatócitos. Existem condições em que há comprometimento desse metabolismo da gordura no fígado, como por exemplo: 1. : isso sobrecarregada os hepatócitos e se formam mais triglicérides, que irão se acumular na forma de gotículas de gorduras no interior dessas células. 2. : gera comprometimento de oxigenação dos ácidos graxos, e assim, supercarrega os hepatócitos que os convertem em triglicérides, gerando um acúmulo em forma de gotículas de gordura dentro dos hepatócitos. – 3. em casos de alcoolismo, por exemplo, há o aumento de oferta de alfa-glicereo-fosfato, que aumenta a conversão de ácidos graxos em triglicérides, elevando a formação de gotículas de gordura no interior dos hepatócitos. 4. gera a redução da oferta de aminoácidos, menor produção de apoproteínas e consequente acúmulo de triglicérides que não são liberados para a circulação, pois não se forma apolipoproteína. Em geral, a esteatose é considerada uma lesão inespecífica, pois tem múltiplas causas, mas com caráter degenerativo, já que quando se acumula gordura na forma de gotículas no citoplasma dos hepatócitos, desloca-se as demais organelas e suprime espaço para elas. Assim, já que os demais componentes citoplasmáticos não se misturam com a gordura, há uma distensão dos hepatócitos com compartimento praticamente afuncional. Genericamente, essas causas podem ser consideradas como: 1. Tóxicas 2. Anoxias 3. Dietéticas Usualmente, há lipídeos na constituição do hepatócitos, que se dispõem na forma de micelas dispersas no citosol da célula sem ser visualizados. Contudo, com um acúmulo excessivo de lipídeos, eles vão se agregar em forma de triglicérides, formando as gotículas que geram vacúolos (que são o espaços deixados quando as gotículas são retiradas no processamento histológico). Ou seja, o que compromete o metabolismo do hepatócito é o acúmulo de lipídeos em forma de gotículas de gordura. Quando há lipídeos na forma de micelas, não há comprometimento funcional e nem distúrbio. O fígado esteatótico está: 1. Aumentado de volume 2. Bordos arredondados 3. Coloração empalidecida: que varia muito de acordo com o grau de esteatose e da dieta. 4. Consistência friável (quebradiça, se rompe ao toque): ao incisionar esse fígado em necropsia, a faca assume aspecto untuoso (gorduroso) e gotículas de gordura ficam aderidas a sua lâmina. 1. na imagem, os núcleos são os pontinhos rosa mais escuros, e os vacúolos são os espaços lacunares brancos, que na verdade não há mais nada, já que foi retirada durante a coloração, ou seja, essa é a imagem negativa da imagem ocupada pela gordura 2. pela restrição da atividade metabólica dos hepatócitos. O processo é potencialmente reversível, porém, se a injúria for intensificada, a evolução é necrose.