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RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
AULA 6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof.ª Elizabeth Nery Sinnott 
 
 
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CONVERSA INICIAL 
Nesta aula, vamos tratar sobre aspectos voltados às mudanças 
necessárias tanto no contexto organizacional como no contexto pessoal. De que 
forma a mudança ocorre e quais as suas razões, tanto na empresa como no 
comportamento dos indivíduos? Vamos entender qual é a imagem que você 
repassa às pessoas, como elas veem você e qual a importância disso nas 
relações interpessoais, na autoconsciência e principalmente na sua carreira 
profissional. 
Vamos aprender sobre como relacionamentos são estabelecidos nos 
meios sociais em que você está inserido, tanto profissionais como pessoais. 
Vamos também discutir a forma com que você se relaciona socialmente e qual 
a repercussão desse processo. Vamos entender quais são as condições 
estratégicas facilitadoras dentro de uma organização, bem como na gestão de 
uma equipe. 
Por fim, trataremos da condição tão atual e necessária sobre a agilidade 
do mercado, transformações importantes, transições de modelos tradicionais 
para modelos ágeis. Vamos falar de mudanças do âmbito individual, sobre a 
ampliação dos modelos mentais, mudança de mindset — ou seja, isso é 
importante para que o indivíduo seja mais colaborativo com as adversidades no 
cenário que estiver inserido. Esse mundo Vuca (acrônimo que descreve 
aspectos da atualidade — Volatilidade, Incerteza, Complexidade e 
Ambiguidade), que nos desperta para superarmos os desafios presentes. 
CONTEXTUALIZANDO 
Atualmente, o mercado necessita de atitudes diferenciadas dos 
profissionais ali inseridos para que eles possam entregar resultados inovadores 
para a manutenção da empresa no mercado competitivo. Portanto, a mudança 
do mindset, da sua forma de se comportar e enxergar o mundo, proporcionará 
essa condição, como também irá impactar nas suas relações interpessoais, 
facilitando os processos da equipe e da organização. Importante também 
entender as estratégias das organizações levando em consideração sua 
estrutura e cultura, o quanto tudo isso caracteriza as suas ações no mercado. As 
empresas estão utilizando métodos facilitadores para agilizar a sua visão e 
manutenção e fazer a manutenção de relações positivas entre os indivíduos ali 
 
 
3 
presentes, ou melhor, dar valor ao que a organização tem de maior valor: as 
pessoas! 
Saiba mais 
Vamos dar continuidade a essas reflexões vendo um vídeo sobre essas 
atuais formas que as organizações estão utilizando para os processos 
necessários de mudanças: “Como funcionam as Metodologias Ágeis?”. 
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=DSCdFr3FyAg>. Acesso 
em: 17 out. 2019. 
TEMA 1 – O PROCESSO DE MUDANÇA DENTRO DAS ORGANIZAÇÕES 
O que é requerido para uma mudança ser realizada? Qual a razão para 
que uma mudança seja realizada? As mudanças são necessárias, sejam elas no 
âmbito pessoal, profissional ou nas organizações em si. Porém, tem uma 
condição anterior à mudança: a percepção! A mudança somente pode ser 
efetuada se for percebida a razão dela acontecer. Só mudamos aquilo que 
percebemos! 
Podemos começar pelas mudanças no âmbito pessoal. Se você não 
perceber em você as suas características, o seu comportamento, as suas 
atitudes, e não identificar os resultados ou impactos em relação a elas, você não 
poderá mudar, porque não saberá a razão para isso. Claro que falamos da 
necessidade de ampliar a autoconsciência, de elevar o autoconhecimento para 
que você entenda como funciona e, aí sim, perceber a necessidade de realizar 
mudanças em si mesmo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
Figura 1 – Processo de mudança 
 
Crédito: Rawpixel.com/Shutterstock. 
Essas mudanças muitas vezes têm como objetivo e resultado favorecer o 
crescimento pessoal e interpessoal. Para que você possa ter mais benefícios 
nas relações com as demais pessoas, vínculos mais positivos, será necessário 
também perceber o outro, como ele funciona, saber como você impacta o outro 
com o seu funcionamento para que possa se adaptar, mudar e fortalecer as 
relações. Agora, a mudança intrapessoal necessita que você se perceba de uma 
forma mais frequente, entendendo o que gosta, o que não gosta, sabendo qual 
a sua missão de vida, a sua visão, o seu propósito para que, assim, saiba para 
onde quer ir e efetue mudanças mais assertivas em si mesmo. 
Quando falamos de mudanças organizacionais, da mesma forma é 
necessário perceber, conhecer e detalhar o cenário em que a organização está 
inserida, para se ter dados e informações da direção necessária a ser tomada. 
Para isso, existem diversas ferramentas estratégicas para um planejamento, e 
uma delas é a Análise SWOT, que pode inclusive ser utilizada com na vida 
pessoal. 
O termo SWOT é uma combinação das primeiras letras das palavras 
(em inglês) Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), 
Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats) [...] A Análise 
SWOT é uma ferramenta-conceito utilizada para fazer a análise de um 
cenário (ou de um ambiente), proporcionando a base para o 
planejamento estratégico e o gerenciamento de uma empresa. 
(Manager, 2009) 
 
 
5 
Figura 2 – Análise SWOT 
 
Crédito: Inspiring/Shutterstock. 
Essa ferramenta é muito utilizada nas organizações para elaboração de 
um planejamento estratégico. É realizada uma análise das forças e fraquezas 
internas da organização e as ameaças e oportunidades externas, do mercado. 
Dessa forma, podemos também a utilizar no âmbito pessoal, em que iremos 
fazer essa análise interna e externa para que tenhamos o conhecimento do que 
está funcionando em nós, elaborando um plano de desenvolvimento pessoal. 
E a gestão da mudança? O que é e qual a importância? 
A gestão da mudança tem que envolver todos os elementos e considerar 
a importância de todos os níveis. Essa gestão consiste em uma metodologia. 
Tem como objetivo central proporcionar que todos os envolvidos tenham um 
processo de adaptação equilibrado, com menores impactos negativos possíveis. 
Em uma gestão da mudança são implementados diversos projetos com 
intuito de realizar muitas reestruturações, porém o mais importante é que a 
organização se atente e leve em consideração os impactos que essas mudanças 
podem gerar nos indivíduos ali inseridos. Esses impactos podem ser negativos 
ou positivos, pois existem benefícios na gestão da mudança. 
Um dos benefícios está ligado à competitividade, pois enquanto ela não 
mudar e se adaptar ao movimento do mercado, ela não vai elevar a sua posição 
no cenário competitivo. Ela precisa agir com velocidade, elevando a sua 
produtividade. Outro benefício é a possibilidade de avaliar e controlar melhor os 
processos financeiros e de custo, pois o planejamento favorece enxergar mais 
sistemicamente o funcionamento da organização. A gestão da mudança diminui 
a presença de riscos, pela razão de ter uma boa e minuciosa investigação sobre 
 
 
6 
as consequências que a mudança pode ocasionar, avaliando os riscos e 
evitando os imprevistos. Isso também eleva a produtividade, pois ao se 
estabelecer planejamentos, é feita também uma análise detalhada do cenário 
interno e externo, para então obter mais subsídios e traçar novas ações 
estratégicas, gerando melhores resultados. 
Com base em uma pesquisa realizada em uma empresa apresentada no 
artigo de Mapa e Rodrigues (2013) se identificou que, embora existam diferentes 
formas para que o processo de mudança ocorra, alguns aspectos são comuns. 
[...] ter uma visão compartilhada, liderança engajada traduzida em 
coalizão administrativa, criação do clima para mudança, boa 
comunicação, mensuração de ganhos com a mudança, monitoramento 
e ações de correção. (Mapa; Rodrigues, 2013, p. 15-16) 
Aluno e aluna! O foco sempre será na obtenção de melhores e maiores 
resultados, tanto na vida pessoal, para elevar o nível de satisfação,como na 
organização, para a sua manutenção no mercado competitivo. Portanto, 
entendemos que nossas condições de flexibilidade, resiliência, adaptação, novo 
mindset, abertura ao diferente, criatividade e visão inovadora serão 
extremamente facilitadoras para o alcance do desejado. 
Figura 3 – Novo mindset, novos resultados 
 
Crédito: Tashatuvango/Shutterstock. 
Saiba mais 
Links para textos de leitura obrigatória (livro da disciplina ou artigos): 
 Para que complemente os conhecimentos sobre o tema, leia o livro 
Construindo relacionamentos no contexto organizacional (Czajkowski; Muller; 
 
 
7 
Oliveira, 2019), em especial o capítulo 6, Desenvolvendo relacionamentos no 
contexto organizacional (p. 149-154). 
 Veja o vídeo “Eduardo Carmello – Gestão de Mudança”. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=mW1oZl4vdmg>. Acesso em: 17 out. 2019. 
TEMA 2 – A CONFIGURAÇÃO DO EU FRENTE AO OUTRO – QUEM SOU EU 
PARA O OUTRO 
Que tal iniciarmos com o pensamento de Bakhtin, um célebre 
pesquisador, pensador e filósofo do início do século, notável para a história do 
progresso da linguagem humana? 
Ser significa ser para o outro e, através dele, para si. O homem não 
tem um território interior soberano, está todo e sempre na fronteira, 
olhando para dentro de si ele olha o outro nos olhos ou com os olhos 
do outro. (Bakhtin, 2006, p. 341, grifo no original) 
Como você entendeu a citação acima? 
Podemos compreender que a nossa formação pessoal se dá desde as 
interações sociais com os demais indivíduos, proporcionando aprendizados e a 
aquisição da nossa própria linguagem. E também nessas interações temos a 
oportunidade de partilhar os nossos desejos, visões e ideias; enfim, o que no 
momento tivermos necessidade. 
Czajkowski, Muller e Oliveira (2019), dando continuidade às nossas 
reflexões, trazem esses questionamentos que constam no nosso livro base da 
nossa disciplina: 
Se o processo de autoconhecimento é uma atividade árdua e 
compreender quem nós somos pode levar uma vida inteira, será que 
as pessoas a nossa volta nos enxergam da maneira como acreditamos 
ser? [...] quem somos nós para as pessoas com as quais convivemos 
todos os dias? [...] Qual a imagem de nós mesmos que passamos para 
as outras pessoas nos nossos círculos de convívio pessoal e 
profissional? (Czajkowski; Muller; Oliveira, 2019, p. 155-156) 
Abaixo, uma atividade muito interessante proposta por Czajkowski, Muller 
e Oliveira (2019), que convido você aluno/a a exercitar para que ampliar a 
percepção de si e possa encontrar melhores alternativas para elevar o seu nível 
de satisfação na vida pessoal e profissional: 
Quem sou para o outro? Será que eu estou me apresentando aos 
outros como eu gostaria de ser visto? Qual a visão que as pessoas ao 
meu redor têm de mim? Como eu gostaria de ser visto pelas pessoas? 
(Czajkowski; Muller; Oliveira, 2019, p. 157) 
 
 
8 
Com base em diversas reflexões acima propostas, podemos considerar 
que o autoconhecimento é fundamental, ou seja, você precisa ter uma percepção 
cada vez mais clara de si para poder conviver com os demais indivíduos. 
O modelo mental representa a forma do indivíduo enxergar o mundo, com 
suas ideias, crenças, valores, verdades etc. Porém, identificamos no mercado 
atual, tanto pessoal como profissional, que as pessoas não estão mais satisfeitas 
com formas, reações, comportamentos e resultados iguais, repetitivos. 
Interpretamos, com base nesse cenário, que necessitamos urgentemente alterar 
o nosso modelo mental; ou melhor, vamos utilizar outra terminologia: ampliar o 
nosso mindset! 
Esse assunto faz parte de uma grande demanda em relação ao perfil e 
atuação do profissional no mercado atual. O mindset representa o que 
acreditamos, os valores que foram estabelecidos e que guiam as nossas 
decisões. Por meio dele enxergamos a realidade, que, claro, pode ser bem 
diferente dos demais indivíduos com quem nos relacionamos. Ele interfere e dá 
referências do que devo acreditar ou não, seja na vida pessoal, amorosa, 
profissional, inclusive, do que sou capaz ou não de conquistar na vida. 
Será que eu conheço bem o meu mindset? Será que tenho consciência 
de como estou funcionando e quais as minhas atitudes diante de diversos 
cenários na minha vida? Não temos consciência muito ampla, porém podemos 
ampliar essa consciência para ter clareza da razão de certos comportamentos e 
entender o sentido de determinadas escolhas, além de poder acreditar nas 
próprias potencialidade e melhor utilizá-las. Talvez entender sobre merecimento! 
Figura 4 – Tipos de mindset 
 
Crédito: Busyok Creative/Shutterstock. 
 
 
9 
Qual a importância disso nas relações interpessoais? Identificamos que 
quanto mais eu me conheço, mais tenho consciência tanto das minhas potencias 
como das minhas limitações. Com base nisso, tenho possibilidades de saber que 
possuo muitas condições positivas, que mereço me perceber assim, que posso 
contribuir muito mais do que estou fazendo hoje. E também ter clareza que 
necessito desenvolver alguns aspectos que aparecem como limitações. Preciso 
me propor a trabalhar esses aspectos, para ser uma pessoa melhor comigo e 
com os outros indivíduos com que me relaciono. Quanto mais me conheço, mais 
tenho condições de lidar com a diversidade das pessoas e aceitá-las. 
No âmbito profissional, eu ampliando meu mindset tenho a grande chance 
de contribuir com resultados diferenciados, “fora da caixa”, inovadores, para que 
a organização também possa se manter no cenário competitivo. 
Existem metodologias e ferramentas que podem facilitar o 
autoconhecimento, que favorecem a ampliação do mindset. Uma delas é a 
metodologia do coaching, considerada uma metodologia estruturada para 
facilitar com que o outro reconheça as suas fortalezas, as suas competências, e 
melhor as utilize, e também se proponha a um plano de desenvolvimento 
focando em objetivos futuros. Outra possibilidade é o uso da Análise SWOT, que 
tem como base principal realizar uma análise do cenário em que o indivíduo ou 
organização está inserida, para obter dados, informações e subsídios para um 
planejamento de melhorias, com foco bastante estratégico. Entre outras 
alternativas de investimento em si mesmo, pode ser por estudos, leituras que 
remetem à autoconsciência e irão facilitar também esse processo. Lembrando 
que a mudança só ocorre quando existe percepção! 
Identificamos então que quanto mais eu amplio meu autoconhecimento, 
minha autoconsciência, mais eu tenho condições de identificar o que tenho, qual 
o meu propósito, quais são os meus valores, quais são as minhas motivações, 
como as pessoas que convivem comigo me veem, quem sou eu na essência, e 
o que não tenho em minhas habilidades, atitudes. Faz sentido? 
Saiba mais 
Links para textos de leitura obrigatória (livro da disciplina ou artigos). 
 Para que complemente os conhecimentos sobre o tema, leia o livro 
Construindo relacionamentos no contexto organizacional (Czajkowski; Muller; 
 
 
10 
Oliveira, 2019), em especial o capítulo 6, Desenvolvendo relacionamentos no 
contexto organizacional (p. 155-158). 
 Veja o vídeo “Autoconhecimento e as Relações Interpessoais”. Disponível 
em: < https://www.youtube.com/watch?v=OlzSTkS7uRM >. Acesso em: 17 out. 
2019. 
TEMA 3 – COMO EU ME RELACIONO COM A SOCIEDADE 
O que é considerado importante para que as relações que estabeleço 
socialmente sejam positivas e benéficas? Benéficas de uma forma que eu possa 
contribuir com o outro e que eu possa evoluir com o outro. 
Já revelamos a grande importância do processo de autoconhecimento 
para que o indivíduo tenha maior consciência de si, para que efetue as mudanças 
necessárias, e assim ser uma pessoa cada vez mais evoluída. E também para 
que o indivíduo entenda as diferenças nas relações interpessoais e possa 
desenvolver sua flexibilidade, adaptação,responsabilidade e disponibilidade as 
mudanças, facilitando as suas interações sociais. 
Será que pensamos em muitos momentos nas possibilidades de lidar bem 
com as diferenças entre os indivíduos, tanto na vida pessoal como profissional? 
Será que é possível realizar as minhas atividades no meu trabalho de forma 
positiva com os demais? É possível compreender realmente as outras pessoas 
e poder criar um vínculo efetivo? 
Conviver com outras pessoas, com essa diversidade, com seus modelos 
mentais, com seu funcionamento diferente do seu sempre foi um grande desafio. 
Ou melhor, se entendermos que esse desafio é extremamente impulsionador ao 
seu próprio crescimento — ou seja, quanto mais você se adapta as situações e 
a pessoas diferentes — mais você percebe recursos internos que o fazem 
melhorar e evoluir nas interações. 
 
 
 
 
 
 
 
11 
Figura 5 – Diversidade 
 
Crédito: GoodStudio/Shutterstock. 
As interações humanas se dão com base no processo de comunicação, 
seja ele verbal ou não verbal. Percebemos muito isso em momentos iniciais de 
interação, os quais necessitamos ter cuidado com primeiras impressões. 
Moscovici (2008, p. 72) fala sobre a competência interpessoal: “é a 
habilidade de lidar eficazmente com relações interpessoais, de lidar com outras 
pessoas de forma adequada às necessidades de cada uma e às exigências da 
situação”. 
Ainda essa mesma autora fala de dois aspectos muito importantes no 
desenvolvimento da competência interpessoal. Ela cita a percepção e a 
habilidade. A percepção é um componente que necessita ser exercitado. 
Somente iremos agir e nos relacionar de forma mais eficaz se percebermos 
como está o outro, como ele funciona, qual é o modelo mental dele, para que 
assim possamos nos adaptar e criar uma relação positiva. Claro que o processo 
de autoconhecimento vai ser extremamente facilitador para isso, mas, segundo 
a autora, ele só pode ser alcançado considerando os demais indivíduos com 
quem convivemos, por meio dos retornos que o outro dará a nós; melhor falando, 
dos feedbacks emitidos, como o outro nos enxerga. Esse dado é muito 
significativo para o seu autodesenvolvimento, pois temos algumas 
características e manifestações que não são percebidas por você e sim pelos 
outros. 
Interessante isso, não é? Vale entrarmos em um conteúdo que aborda 
exatamente essa temática. Manifestamos características que são percebidas por 
 
 
12 
nós e pelos outros; outras somente são percebidas pelos outros; outras somente 
eu conheço e não manifesto; e por fim, existe conteúdo meu que desconheço e 
os outros também. Isso se chama Janela de Johari. Vamos entender um pouco 
mais sobre isso? 
Janela de Johari enfoca: 
a questão do Relacionamento Interpessoal, baseado nas descobertas 
de Joseph Luft & Harry Ingham, dois cientistas sociais (um psicólogo e 
outro psiquiatra) que se dedicaram a estudar as questões pertinentes 
ao comportamento humano e seus reflexos, representadas em uma 
janela de quatro vidraças. É um modelo conceitual ou perspectivo para 
uma visão do relacionamento interpessoal. Com os quatro quadrantes 
de uma janela pode-se ver como as pessoas se relacionam em grupos. 
A dinâmica do relacionamento interpessoal faz esses quadrantes se 
moverem (aumentando e diminuindo) principalmente após respostas 
aos estímulos (feedback) que recebemos ao nos relacionarmos em 
grupo. Estes, por sua vez, nos ajudam a compreender uns aos outros. 
(Portal da Psique, 2007) 
Figura 6 – Janela de Johari 
Fonte: Adaptado de Janela de Johari, 2011. 
Analisamos essa imagem da Janela de Johari e percebemos que existem 
quadrantes que revelam de si e das relações interpessoais. O eu aberto é aquele 
em que eu conheço os meus comportamentos e as pessoas também. O eu 
secreto só eu conheço e não demonstro para as demais pessoas, elas não 
conhecem esses meus comportamentos. O eu cego só os outros conhecem os 
meus comportamentos e eu não conheço. E por fim, o eu desconhecido de que 
nem eu tenho conhecimento e nem as outras pessoas de tais comportamentos. 
Interessante esse tema, não é mesmo? Essa ferramenta tem como 
objetivo elevar o nível de autoconhecimento, entender, com base na 
disponibilidade, por exemplo, de ouvir feedbacks e assim tornar mais consciente 
 
 
13 
o conteúdo do meu “eu cego”. Esses quadrantes facilitam o processo de ampliar 
da percepção das pessoas em relação a si mesmo e aos demais que se 
relaciona. 
Conforme Moscovici (2008), o objetivo fundamental é fazer com que 
esses “eus” se aproximem do quadrante do “eu aberto”, conteúdos do “eu cego” 
e “eu secreto”. Isso traria impactos positivos no autodesenvolvimento e nas 
relações sociais. Formas facilitadoras como a frequência do feedback 
movimenta muito “eu cego” para o “eu aberto”, repercutindo em relacionamentos 
interpessoais efetivos e saudáveis. 
Lembrando que, para que eu facilite as minhas interações sociais, 
necessito estar disponível às mudanças necessárias, adaptar-me às diferenças, 
criar relações empáticas em que eu considere o que é do outro algo também 
importante e, principalmente, ampliar a percepção de mim e do outro com foco 
na evolução frequente e contínua. 
Saiba mais 
Links para textos de leitura obrigatória (livro da disciplina ou artigos). 
 Para que complemente os conhecimentos sobre o tema, leia o livro 
Construindo relacionamentos no contexto organizacional (Czajkowski; Muller; 
Oliveira, 2019), em especial o capítulo 6, Desenvolvendo relacionamentos no 
contexto organizacional (p. 158-162). 
 Veja o vídeo “Janela Johari na prática e teste”, pelo qual você terá a 
possibilidade de fazer um teste para identificar o seu quadrante mais atuante no 
momento. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=8PGGaSqxbA0>. 
Acesso em: 17 out. 2019. 
TEMA 4 – OS RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS NO AMBIENTE 
PROFISSIONAL E O TRABALHO EM EQUIPE 
Será que é importante ter relacionamentos interpessoais positivos nas 
organizações? E a gestão de equipe, como se faz, qual a melhor forma e o que 
considerar? 
Alunos e alunas! Você faz parte de uma equipe ou já fez? As relações 
interpessoais impactavam nos resultados dependendo do tipo de relação? E as 
relações criavam um ambiente psicológico na empresa que influenciava no 
desenvolvimento das tarefas? 
 
 
14 
Figura 6 – Trabalho em equipe 
 
Crédito: Aurielaki/Shutterstock. 
Segundo Moscovici (2010), o relacionamento interpessoal no trabalho 
requer algumas condições importantes, como relações coesas, que as pessoas 
sejam cooperativas, solidárias e que exista principalmente uma relação 
harmoniosa. Isso tudo vai influenciar diretamente na entrega dos resultados. 
Porém, entendemos que as pessoas são complexas! Não temos como prever 
comportamentos e reações perante fenômenos que ocorrem nas empresas. 
Um clima de confiança é fundamental para que as pessoas sejam 
genuínas na sua produtividade, utilizando o seu melhor potencial. Para isso, é 
imprescindível uma liderança eficaz para impulsionar as pessoas a colocarem 
em prática o que elas têm de melhor. A confiança fortalece os vínculos, fazendo 
com que as pessoas consigam se expressar abertamente, 
autodesenvolvendo-se e estabelecendo a empatia de forma mais frequente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
Figura 7 – Exemplos de relações empáticas 
 
Crédito: Blan-k/Shutterstock. 
Lencioni (2015) entende que o trabalho em equipe se inicia pela 
estruturação da confiança. E ainda salienta que “a única maneira de fazer isso é 
superando nossa necessidade de sermos invulneráveis” (Lencioni, 2015, p. 63). 
Lembrando que vulnerabilidade está ligada a fraqueza, insegurança, 
instabilidade, fragilidade. 
O autor ainda aborda a confiança da construção de equipe, que se 
caracteriza como uma certeza, entre os integrantes, de que tudo o que vai 
ocorrer na equipe e entre as pessoas ali conectadas,é de boa intenção. 
Portanto, não há motivo algum para que alguma pessoa dessa equipe tenha 
atitudes de resistências, ou mesmo ficar se defendendo de quaisquer situações 
adversas. 
Essencialmente, os colegas de equipe devem se sentir à vontade para 
se permitirem ser vulneráveis na frente dos outros [...] É preciso que os 
membros se mostrem vulneráveis e que tenham a certeza de que suas 
vulnerabilidades - fraquezas, falta de habilidades, problemas 
interpessoais, erros e pedidos de ajuda – não serão usadas contra 
eles. (Lencioni, 2015, p. 179) 
No processo de desenvolvimento de uma equipe, é fundamental conhecer 
cada integrante, seus sonhos, e acompanhar o seu desempenho para que possa 
investir no desenvolvimento de cada indivíduo ali inserido. 
Os relacionamentos interpessoais vão ser cada mais eficazes quando 
cada indivíduo se responsabilizar pelas suas atitudes, disponibilizar-se ao 
 
 
16 
contínuo aprendizado, seja com a ajuda dos seus pares, com seu gestor ou até 
mesmo com seus liderados. Essa condução está ligada ao desenvolvimento da 
inteligência emocional de cada um. Importante que cada indivíduo tenha um nível 
de maturidade elevado para poder gerir as diversidades e adversidades do atual 
cenário competitivo, facilitando com frequência as relações interpessoais, o 
desenvolvimento da equipe. Isso impacta positivamente o clima organizacional 
e, por consequência, atinge os melhores resultados demandados. 
Figura 8 – Trabalho em equipe 
 
Crédito: Viktoria Kurpas/Shutterstock. 
Saiba mais 
Links para textos de leitura obrigatória (livro da disciplina ou artigos). 
 Para que complemente os conhecimentos sobre o tema, leia o livro 
Construindo relacionamentos no contexto organizacional (Czajkowski; Muller; 
Oliveira, 2019), em especial o capítulo 6, Desenvolvendo relacionamentos no 
contexto organizacional (p. 163-167). 
 Veja o vídeo “4 dicas para melhorar relacionamentos interpessoais na 
empresa” para entender sobre as relações entre os indivíduos dentro de uma 
organização. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=vJDxdSBv_M8>. Acesso em: 17 out. 2019. 
 
 
 
17 
TEMA 5 – O MUNDO VUCA, AS COMPETÊNCIAS NECESSÁRIAS E AS 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
Alunos e alunas! Para finalizar a nossa disciplina, convido vocês a 
relacionarem todo o nosso conteúdo com temas bastante contemporâneos do 
mercado profissional atual. 
Vamos começar tratando da expressão “Mundo VUCA”! O que significa? 
Você já tinha ouvido falar? 
Figura 9 – Mundo Vuca 
 
Crédito: Bimbim/Shutterstock. 
Podemos entender que o mundo atual está em constante mudança, e com 
uma grande velocidade. Muitas vezes é incerta a direção, mas essa forma 
acelerada vem promovendo diversas resoluções para uma mesma demanda. 
Vejamos abaixo um conceito do acrônimo Vuca: 
O exército americano já usava a sigla Vuca para descrever a 
volatilidade (volatility), a incerteza (uncertainty), a complexidade 
(complexity) e a ambiguidade (ambiguity) nas diversas situações e 
contextos de guerra. O uso militar dessa sigla começou no final dos 
anos 90 para tratar das ferramentas e métodos necessários para fazer 
frente a um ambiente extremamente agressivo e desafiador. Após os 
atentados terroristas desde 2001, os contextos Vuca passaram a ser o 
novo “normal” no ambiente militar americano. (Elias, 2019) 
Qual a razão de falarmos sobre isso agora? Será que essa velocidade das 
informações, as mudanças constantes, os grandes desafios e incertezas 
 
 
18 
impactaram nas relações interpessoais, no comportamento do indivíduo e 
especialmente nas diferentes competências exigidas nesse mercado profissional 
atual? Isso parece bem interessante para o seu desenvolvimento, não é? 
Então vamos falar mais sobre esse mundo VUCA e entender quais fatores 
podem impactar nos indivíduos de uma forma holística. 
Figura 10 – Preparando-se para o Mundo VUCA 
 
Crédito: Gabydesign/Shutterstock. 
Esse termo começou a ser usado no mundo dos negócios recentemente, 
por volta do ano de 2010. Sabemos que o meio corporativo traz características 
do cenário militar, que iniciou o uso do termo. Já vivenciamos de alguma forma 
os desafios frequentes, o estabelecimento de metas agressivo, a competitividade 
nas organizações, não é mesmo? 
As incertezas estão presentes nas empresas, porém baseiam-se muito 
em administrar os possíveis riscos. Existe uma necessidade das organizações 
em obter os melhores e diferentes resultados, porém para que isso seja 
alcançado é importante saber por onde se está transitando, caminhos, 
alternativas, métodos etc. Os novos sistemas caracterizam esse novo mundo — 
riscos, desafios, imprevisibilidade, diversidades e adversidades presentes — e 
para nós, como profissionais, requerem que estejamos atentos e em 
desenvolvimento constante para atender essas demandas de forma mais efetiva. 
Entendemos que vários impactos ocorreram na nossa sociedade, como a 
própria globalização e os avanços na tecnologia, entre outros. 
 
 
19 
Vamos detalhar o acrônimo Vuca: 
 Volátil: é caracterizado pela forma variável, inconstante, que apresenta 
muita instabilidade. As tendências e as certezas não são constantes, 
trazendo cada vez maiores desafios para as organizações e para os 
indivíduos ali inseridos. 
 Incerto: está ligada às dúvidas constantes, impossibilidade de previsões, 
trazendo muitas indecisões. Agora podemos entender que uma empresa 
no atual mercado não tem a possibilidade de traçar muitos planos 
estratégicos a longo prazo, pois os cenários são inconstantes. Isso traz a 
dificuldade de realizar as necessárias previsões. 
 Complexo: a existência de inúmeras variáveis de um determinado cenário 
ou problemática nos causa confusão nas interpretações. Os resultados 
para esse mundo atual são muito complicados. Vimos com isso que as 
relações interpessoais também estão sendo impactadas por essa 
complexidade, pois as alternativas para um certo desafio são variadas, e 
não somente uma única correta. 
 Ambíguo: existem vários sentidos, vários caminhos para um mesmo 
impasse. Será que é possível compreender a causa, a natureza da 
problemática apresentada? Muitas incertezas estão presentes. Os 
indivíduos sentem necessidade de ter a questão presente mais 
claramente, porém é o indivíduo que necessita se adaptar a essa 
ambiguidade, conhecer os possíveis riscos e ficar atento às tomadas de 
decisões. Não existe mais duas alternativas para escolha: existem 
inúmeras! Esse é o mundo Vuca! 
E o que esse mundo pode impactar na sua carreira? Percebemos uma 
era de transformação digital, e principalmente a área de RH, tornando-o mais 
ágil nesse cenário. Chamado de RH Ágil. Ocorreram fortes mudanças da gestão 
de pessoas tradicional para a atual. Os métodos ágeis alteraram a forma de gerir 
as pessoas numa corporação, desde a contratação até a própria gestão das 
equipes. Essas mudanças estão presentes devido à grande demanda de 
inovação em todos os aspectos no mercado atual. 
E quais são as competências mais necessárias hoje para o alcance dos 
resultados esperados nesse mundo Vuca? São competências que você já 
conhece, porém elas irão facilitar para lidar com todos esses desafios e 
instabilidade desse mundo que estamos inseridos. 
 
 
20 
 
Quadro 1 – Competências para o mundo VUCA 
Mundo Vuca Competências 
Volatilidade Resiliência – capacidade de se adaptar 
a diferentes cenários, às mudanças 
constantes. Carmello (2004, p. 19) fala 
sobre resiliência: "Em Biologia, é a 
capacidade de um sistema de manter-
se firme, flexível, e integrado durante 
um embate ou recuperar-se 
prontamente de traumas, doenças ou 
adversidades”. 
Incerteza Flexibilidade – condição fundamental 
para poder lidar com as diversidades e 
adversidades existentes. Nada se 
prevê! É necessário compreender e 
aceitar diferentes caminhos para as 
soluções.Complexidade Multidisciplinariedade – é o 
investimento contínuo de conhecimento 
em diferentes áreas, é aprender e lidar 
com as diferenças para se ter a vitória 
desejada nesse novo mundo! 
Ambiguidade Coragem – nada é preciso, nada é 
certo no contexto em que vivemos. Não 
há caminhos corretos. Com isso, é 
necessário no processo decisório, 
acreditar, investir e prever as 
consequências, e estar disponível a 
aprender com os erros. Porém, 
sabemos que quanto mais 
desenvolvido o indivíduo, seja em 
competências técnicas ou 
comportamentais, suas decisões vão 
ser muito mais assertivas! 
 
 
21 
Fonte: Adaptado de Pires, s. d. 
Com base em nosso estudo sobre esses conceitos da atualidade, 
percebemos que essas mudanças contínuas têm impactado tanto nas 
organizações, quanto nas carreiras, nas relações interpessoais e nos indivíduos. 
Tem-se notado que a satisfação no trabalho está muito ligada também 
aos relacionamentos investidos. 
A importância dos relacionamentos é comprovada em pesquisa. 
Estudos mostram que as conexões sociais têm papel 
fundamental na construção de um senso de propósito e bem-
estar no ambiente de trabalho. E também têm impacto nos 
resultados: a gestão eficiente do capital social das empresas 
favorece o compartilhamento do aprendizado e do 
conhecimento, aumenta a retenção e o engajamento de 
colaboradores, reduz a ocorrência de quadros de burnout, 
promove a inovação e melhora o desempenho dos funcionários 
e da empresa como um todo. (Cross, 2019) 
Figura 12 – A importância dos relacionamentos 
 
Crédito: Evellean/Shutterstock. 
Portanto, após você entender sobre os temas abordados nessa disciplina, 
concluímos que o ser humano é um ser social e necessita se relacionar, interagir 
com demais indivíduos. Vimos a importância de sempre fortalecer as relações e 
construir vínculos confiáveis para que você possa se desenvolver, evoluir e 
contribuir para que o outro cresça juntamente nesse processo. Com as grandes 
mudanças desafiadoras e incertas, os indivíduos precisam unir fortalezas para 
 
 
22 
que possam elevar os seus aprendizados, ampliar o seu mindset para que 
consigam pensar de forma diferente e, consequentemente, fazer entregas mais 
inovadoras, mais ágeis nesse mundo VUCA, e como equipe, se tem uma maior 
oportunidade de lidar com as diversidades e aprender com elas. 
Saiba mais 
Links para textos de leitura obrigatória (livro da disciplina ou artigos). 
 Leia o artigo “O RH torna-se ágil” (Cappeli; Tavis, 2018) para complementar 
o seu estudo. 
 Veja o vídeo “VUCA oficial” para dar continuidade às reflexões sobre a 
importância o mundo VUCA e os aspectos que o envolvem. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=ZuEF76Xs_Mw>. Acesso em: 17 out. 2019. 
TROCANDO IDEIAS 
Tratamos de temas bastante introspectivos voltados para o 
autoconhecimento e para a forma de interação humana. Olhe como isso é 
significativo! Como você está sendo notado pelos outros com quem convive, 
tanto no âmbito pessoal como profissional? Veja a importância de ouvir 
atentamente os feedbacks dados a você e o quanto eles podem favorecer o seu 
crescimento e ampliação do seu mindset. 
Mas porque tantos questionamentos introspectivos? Você percebeu que 
num mundo agitado, em ebulição, o maior valor nisso tudo são as pessoas com 
quem você convive, que você escolheu, as pessoas com quem você trabalha. 
Para que exista uma harmonia nessas relações, é fundamental que você esteja 
disponível, flexível para as mudanças necessárias, para assim agir, se comportar 
e ter atitudes positivas. 
Convido você a participar de um fórum e continuar com essas discussões 
sobre os temas a seguir: autodesenvolvimento e sua importância; mudanças 
aceleradas que você tem notado na sua vida pessoal e profissional e nos 
relacionamentos interpessoais; formas que você tem investido neles e feito a 
manutenção necessária. 
 
 
23 
NA PRÁTICA 
Analise o objetivo da Janela de Johari e identifique uma forma para 
trabalhar com os quadrantes “eu desconhecido” e “eu secreto” para que eles 
possam cada vez mais ser direcionados ao quadrante “eu aberto”, com objetivo 
de evolução tanto na vida pessoal e profissional. Assista o vídeo Janela Johari 
para um maior aprofundamento do tema. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=ubPln13OvtE&t=4s>. Acesso em: 17 out. 
2019. 
O quadrante secreto se refere ao conteúdo que conhecemos de nós 
mesmos, o que somos, as nossas características e comportamentos, porém, os 
demais indivíduos não conhecem. O quadrante desconhecido se refere ao 
conteúdo que nem nos nem os outros conhecem. 
Esses “eus” não são permanentes! Eles têm a grande possibilidade de se 
moverem, porém, somente se houver feedback e a autoexposição — feedback 
para identificar como sou visto pelo outro e não percebo, e autoexposição para 
que os demais me conheçam e eu consiga estabelecer vínculos interpessoais 
mais fortalecidos. 
FINALIZANDO 
Você percebeu alguma mudança em você após ter estudado todos esses 
temas? Estudamos sobre as mudanças nas organizações, as quais o mercado 
demanda muito para gerir processos de inovação nas ofertas de produtos ou 
serviços. Refletimos também sobre o papel do indivíduo nisso tudo e as suas 
próprias mudanças. E tratando do indivíduo, percebemos a importância do 
desenvolvimento dele para o melhor convívio com os demais, bem como da 
flexibilidade e da percepção da sua posição frente ao outro e sua disponibilidade 
as mudanças. 
Estudamos sobre a relação do indivíduo com a sociedade e que tipo de 
interação social ele vem estabelecendo, tanto nos meios profissionais como 
pessoais, e suas repercussões quanto ao nível de qualidade e investimento do 
seu processo. 
E por fim, entendemos as características do mundo atual e suas 
consequências: a importância de o indivíduo estar atento e perceber de forma 
sistêmica onde ele está inserido e de que forma contribui para os resultados que 
 
 
24 
tem na sua vida pessoal e profissional. Vimos que o mundo Vuca requer 
diferentes entendimentos, comportamentos, atitudes inovadoras, velocidade, 
dinamismo e flexibilidade, entre outras características facilitadoras para que 
todos tenhamos resultados mais positivos nas nossas conquistas e que a nossa 
satisfação esteja sempre presente no convívio com os demais indivíduos da 
nossa vida. 
 
 
 
25 
REFERÊNCIAS 
BAKHTIN, M. Reformulação do livro sobre Dostoiévski. In: BAKHTIN, M. 
Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2006. 
CAPPELLI, P.; TAVIS, A. O RH torna-se ágil. Harvard Business Review. 2018. 
Disponível em: <https://hbrbr.uol.com.br/rh-agil-feedback/>. Acessado em: 17 
out. 2019. 
CARMELLO, E. Supere – a arte de lidar com as adversidades. São Paulo: 
Gente, 2004. 
CROSS, R. Para ser mais feliz no trabalho, invista mais nos relacionamentos. 
Harvard Business Review. 2019. Disponível em: 
<https://hbrbr.uol.com.br/para-ser-mais-feliz-no-trabalho-invista-mais-nos-
relacionamentos/>. Acesso em: 17 out. 2019. 
CZAIJKOWSKI, A.; MULLER, R.; OLIVEIRA, V. S. de. Construindo 
relacionamentos no contexto organizacional dos autores. Curitiba: 
Intersaberes, 2019. 
ELIAS, M. O que é Mundo VUCA? Administradores. 2019. Disponível em: < 
https://administradores.com.br/artigos/o-que-e-o-mundo-vuca>. Acesso em: 17 
out. 2019. 
JANELA DE JOHARI. Blog da Secretaria de Educação de São Paulo. 2011. 
Disponível em: <http://sppseducao.blogspot.com/2011/08/janela-de-
johari.html>. Acesso em: 17 out. 2019. 
LENCIONI, P. Os 5 desafios das equipes. Rio de Janeiro: Sextante, 2015. 
MANAGER, J. O que é análise de SWOT. Administradores. 2009. Disponível 
em: <https://administradores.com.br/artigos/o-que-e-analise-de-swot>. Acesso 
em: 17 out. 2019. 
MAPA, N. C. R.; RODRIGUES, C. K. C. Processo de mudança: estudo de caso 
da implantação de um modelo de gestão empresarial em uma empresa 
multinacional brasileira. XXXIIIEncontro nacional de Engenharia de 
Produção - a gestão dos processos de produção e as parcerias globais para o 
desenvolvimento sustentável dos sistemas produtivos. Salvador, 2013. 
 
 
26 
MOSCOVICI, F. Desenvolvimento interpessoal: treinamento em grupo. Rio de 
Janeiro: José Olympio, 2008. 
_____. Equipes dão certo: a multiplicação do talento humano. Rio de Janeiro: 
José Olympio, 2010. 
PIRES, C. Mundo VUCA: o que é e como se preparar. Rede Indigo. [s.d.] 
Disponível em: <http://redeindigo.com.br/mundo-vuca-preparar/>. Acesso em: 
17 out. 2019. 
PORTAL DA PSIQUE. A Janela de Johari. 2007. Disponível em: 
<http://www.portaldapsique.com.br/Artigos/Janela_de_Johari.htm>. Acesso em: 
17 out. 2019.

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