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Histologia Hepática - Fígado

Atividade avaliativa de Histologia sobre organização e funções do fígado. Trata da arquitetura lobular (veia centrolobular, tríade portal), dupla circulação, sinusoides, espaço de Disse, células de Ito e Kupffer, produção e drenagem da bile e modelos lobulares (clássico, portal, ácino/zonas 1‑3).

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ESTADO DE MATO GROSSO
SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO
NOME COMPLETO: Lucas Morais Rodrigues de Oliveira
TURMA: XVI
DATA: 23/01/2021
ATIVIDADE AVALIATIVA DE MORFOFUNCIONAL – HISTOLOGIA
O fígado é organizado em vários lóbulos, estes que têm forma de hexágono,
cujo centro contém uma veia chamada veia centrolobular e em cada extremidade
existe uma tríade portal, esta última que contém um ramo da veia porta, um ramo do
ducto biliar e um ramo da artéria hepática.
O fígado recebe sangue de duas fontes, sendo cerca de 75% vindo da veia
porta, sendo este tendo drenado intestino, pâncreas e baço, ou seja, traz consigo
diversas substâncias para serem metabolizadas nos hepatócitos. Os outros 25% do
sangue vêm através da artéria hepática, sendo rico em oxigênio. Nos capilares
sinusóides há uma mistura entre ambos os sangues, que após realizada as
atividades metabólicas, seguem à veia central.
Os capilares sinusóides são capilares dilatados, ramificados e irregulares que
apresentam diversas fenestras (poros) e suas células endoteliais são
descontinuadas, propiciando um fluxo lento do sangue e permitindo o contato mais
prolongado com os hepatócitos, a fim de facilitar a difusão das substâncias a serem
metabolizadas.
Entre o endotélio e o capilar sinusóide existe um espaço chamado de espaço
de disse, pelo qual o hepatócito apresenta microvilosidades, onde existem células
de Ito, estas que armazenam Vitamina A e produzem de matriz extracelular (fibra
colágena e reticular) que dá suporte estrutural ao fígado.
Os macrófagos específicos do fígado se chamam células de Kupffer e têm função de
fagocitose de antígenos que tenham chegado ao fígado.
Outra função do fígado é a produção de bile, esta é produzida pelos
hepatócitos, o sentido de drenagem da bile é centrífugo e o do sangue é centrípeto.
Os canalículos biliares são as estruturas responsáveis por realizar a drenagem da
bile até o ducto biliar propriamente dito, e posteriormente será armazenada na
vesícula biliar. No ligamento hepatoduodenal (que conecta o fígado ao duodeno) fica
o hilo hepático, denominação dada ao conjunto de estruturas responsáveis por levar
sangue ao fígado e a bile produzida no fígado ao intestino.
Existem três formas de caracterizar o lóbulo hepático, a clássica, que
caracteriza-o por um hexágono com a veia central e os espaços portas nas
extremidades; a partir do lóbulo portal, caracterizado à partir de um triângulo,
enfatizando a função exócrina do fígado, tendo a produção da bile iniciando-se mais
próxima a região centro-lobular e percorrendo em direção ao espaço porta da aresta
mais próxima; a terceira forma de descrever o lóbulo do fígado é nomeada por ácino
hepático, estando mais relacionada com a vascularização, metabolismo e patologias
existentes. Se dá a partir de dois espaço porta e a linha existente entre ambos,
considerando que a vascularização se dá de um espaço porta em direção à veia
central, então observando o grau de nutrição e danos considerando metabolização
de substâncias tóxicas serão essas células mais externas ao ácino. As células do
grupo 1 estão mais próximas ao espaço porta, as do grupo 2 são intermediárias e as
do grupo 3 são mais próximas à veia centro lobular, e essas divisões são bastante
importantes para achados patológicos, por exemplo: Se houver uma dificuldade de
perfusão sanguínea, a oxigenação diminui, consecutivamente, os hepatócitos 2 e 3
sofrerão hipóxia e danos. Por outro modo, se houver algum metabólito tóxico vindo
dos vasos sanguíneos, a área 1 será mais afetada.

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