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REINO Animalia 
FILO Nemathelminthes 
CLASSE Nematoda 
ORDEM Strongylida 
SUPERFAMÍLIA Dioctophymatoidea 
FAMÍLIA Dioctophymatidae 
GÊNERO Dioctophyma 
ESPÉCIE ✓ Dioctophyma renale 
 
 Definitivos – cães, raposas, furões, doninhas, focas e lontras 
 Ocasionais – gatos, suínos, equinos, bovinos e humanos 
 Intermediários – oligoquetas aquáticas (anelídeos) 
 Local de parasitismo – rins e cavidade abdominal 
 
• É um parasita de regiões temperadas de clima frios 
• Existentes na América do Norte, América do Sul e Ásia 
• Acomete cães de rua com hábito alimentares pouco 
seletivos 
 
@veterinariando_ 
→ São conhecidos como o parasita gigante do 
rim 
→ Podem atingir até 100cm de comprimento 
→ O órgão parasitado costuma ser totalmente 
destruído 
 
o Possuem a coloração vermelho-sangue 
o Presença de boca pequena e simples, sem lábios, formato hexagonal e 
presença de 6 papilas em círculo 
o Possuem formato elíptico 
o Sua coloração é castanha 
o Sua casca é espessa e enrugada 
o Podem atingir até 45cm de comprimento por 4 a 6mm de largura 
o Sua extremidade posterior possui bolsa copuladora com espiculo único 
o Podem atingir até 100cm de comprimento por 12mm de largura 
o Seu órgão sexual é simples na extremidade causal obtusa 
 
• Ciclo heteroxênico (indireto) 
• Hospedeiro intermediário: anelídeos oligoquetas 
• Hospedeiro paratênico: anfíbios (sapos e rãs) e peixes de água doce 
• Período pré-patente: média de 155 dias (sobrevive de 3 a 5 anos no 
hospedeiro definitivo) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. São eliminados através da urina os ovos não embrionados em ambiente 
aquático 
2. Esse ambiente precisa estar em condições ideias de temperatura (14 a 20ºC) 
para que se dê início ao desenvolvimento da L1 
3. O hospedeiro intermediário irá ingerir esse ovo com a larva L1 
4. Esse ovo irá eclodir no trato digestivo do anelídeo, migrando para o vaso 
sanguíneo ventral fazendo muda para L2 e posteriormente muda para L3 – 
esse processo de muda pode durar de 2 a 4 meses e a temperatura é muito 
importante (20 a 30ºC) 
5. Esse anelídeo oligoqueta pode ser ingerido pelos hospedeiros paratênicos 
(peixes e anfíbios) – nesses animais não ocorrerá desenvolvimento do 
parasito, eles permaneceram encistados na musculatura abdominal 
6. A anelídeo oligoqueta pode ser ingerida diretamente pelo hospedeiro 
definitivo – esse anelídeo contendo a L3 
7. No hospedeiro definitivo a L3 migra pela parede gástrica para o fígado, 
onde muda para L4 (45 dias) 
8. A larva chega à forma adulto no rim num período de 6 meses 
9. O parasita adulto normalmente se localiza no rim direito, devido a 
proximidade do rim direito ao duodeno e pela migração da L3 
10. A localização final do parasito adulto vai depender do local onde a L3 vai 
penetrar 
 Parede gástrica na curvatura menor – larva pode se desenvolver nos 
lóbulos do fígado 
 Parede gástrica na curvatura maior – larva pode se desenvolver no 
rim esquerdo 
 Parede duodenal – larva pode se desenvolver no rim direito 
 
• É o único verme capaz de parasitar, em especial, o rim 
• Penetra pela cápsula renal e no final da infecção destrói o rim 
• Normalmente apenas um rim é afetado (rim direito) 
• Por haver migração do parasito pelo rim, pode ocorrer hepatite mecânica 
persistente 
• Há destruição do parênquima renal – cápsula renal com aparência de saco 
estirado com vermes 
• Raro: ocorrência de vermes encapsulados ou livre na cavidade abdominal e 
no tecido conjuntivo subcutâneo 
 
o Em grande parte dos casos a infecção por esse parasita é assintomática 
o Quando há, podem ocorrer: disúria, hematúria, dor na lombar ao final da 
micção 
o Pode ocorrer hipertrofia de um dos rins, uma 
vez que a infecção é unilateral o rim sadio 
compensa a falta do destruído 
o A destruição do parênquima renal causará 
insuficiência renal, podendo levar o animal a 
óbito 
o Na cavidade abdominal pode causar uma peritonite crônica 
o Pode ser observado apatia, tristeza, emagrecimento e arqueamento do 
dorso, aumento de volume palpável na região renal e às vezes, andar 
vacilante, emagrecimento progressivo, aborto e prostração 
o Ovos na bexiga podem propiciar a agregação de urólitos (cálculos urinários), 
capaz de desencadear sinais clínicos característicos de doença obstrutiva do 
trato urinário inferior 
o Humanos – dor lombar, cólica renal e hematúria 
 
 Parasitológico de urina – identificação dos ovos ou de vermes jovens 
ocasionalmente liberados pela urina 
 Ultrassonografia abdominal – observação das estruturas nos rins, localizar 
as regiões com presença do parasita e estimar a quantidade de parasitas no 
órgão 
 Necropsia – identificação de vermes adultos 
 Exames complementares – tomografia (mais usada em humanos), urografia 
excretora (raio-X contrastado), hemograma que acusa processo 
inflamatório 
 Laparotomia exploratória – sem fins diagnósticos 
 
→ Não existe opção farmacológica que seja eficaz no tratamento 
→ Mesmo que houvesse medicamentos, a excreção seria muito dificultada pelo 
tamanho e espessura 
→ O que ocorre na maioria das vezes é a nefrectomia, consiste na remoção do 
rim afetada pelo verme 
 
→ Eliminação de peixe cru, rãs e sapos crus ou insuficientemente cozidos da 
dieta dos cães 
→ Esse verme acomete mais cães de rua, por conta dos hábitos alimentares 
pouco seletivos, mas pode ocorrer também em cães de fazenda

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