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PARASITO – ROTEIRO DE ESTUDO “RESUMÃO”
PARASITISMO
 Associação entre seres vivos onde existe unilateralidade de benefícios; 
 Equilíbrio;
 Relação ecológica, desenvolvida entre indivíduos de espécies diferentes, associação 
íntima e duradoura; dependência metabólica de grau variado.
 Hospedeiro - indispensável ao parasito. 
 Natureza nutritiva - parasito retira do hospedeiro o que necessita. 
 Metabolismo do parasito vinculado ao hospedeiro - organismo (parasito), vive as custas 
de outro organismo (hospedeiro), dependendo bioquimicamente.
AÇÕES DOS PARASITOS SOBRE O HOSPEDEIRO
 ESPOLIADORA - absorve nutrientes/sangue. 
 TÓXICA - produzem enzimas ou metabólitos - lesões no hospedeiro.
 MECÂNICA - impede fluxo de alimento, bile ou absorção alimentar. 
 TRAUMÁTICA - provocada por larvas de helmintos, adultos e protozoários. 
 IRRITATIVA - presença constante do parasito, sem produzir lesões traumáticas, 
irritando local parasitado. 
TERMOS USADOS
 Habitat - onde o parasito vive (local de predileção). 
 Hospedeiro - organismo que alberga o parasito 
Tipos de hospedeiros
 Definitivo/Intermediário - mais de um hospedeiro;
 Hospedeiro definitivo - parasito em fase adulta ou de atividade sexuada. 
 Hospedeiro intermediário - parasito na fase imatura ou assexuada.
 Endoparasito (internamente ao corpo do hospedeiro)
 Ectoparasito (externamente ao corpo do hospedeiro). 
 PARASITO ERRÁTICO OU ECTÓPICO - Vive fora do habitat natural. 
 PARASITO OBRIGATÓRIO - incapaz de viver fora do hospedeiro
 PARASITEMIA – refere-se ao número de parasitos no sangue 
 INFECÇÃO: penetração e desenvolvimento do agente infeccioso no animal; 
relacionado com endoparasitismo 
 INFESTAÇÃO: alojamento e desenvolvimento de artrópodes na superfície no animal; 
relacionado com ectoparasitismo;
 PARASITOSE: doença causada pelo parasito;
 PERÍODO PRÉ-PATENTE (PPP): período que vai da infecção até a eliminação das 
formas de infecção parasitária (identificáveis laboratorialmente).
TIPOS DE CICLO BIOLÓGICO
HETEROXÊNICO – tem hospedeiro definitivo e intermediário. 
• Ciclo onde parte das formas evolutivas do parasito são encontradas em diferentes 
hospedeiros (Schistosoma mansoni)
MONOXÊNICO – tem apenas hospedeiro definitivo.
• Ciclo onde parte das formas evolutivas do parasito são encontradas em um hospedeiro e a 
outra parte no ambiente (Ascaris lumbricoides)
AUTOXÊNICO
• Onde todas as formas evolutivas do parasito são encontradas em apenas um hospedeiro 
(Sarcoptes scabei)
EM RELAÇÃO AO TEMPO DE PERMANÊNCIA NO HOSPEDEIRO
 PERIÓDICO: apenas uma fase da vida é parasito. Ex. Oestrus ovis (larva);
 TEMPORÁRIO: procura o hospedeiro apenas para se alimentar;
INTERMITENTE – abandona o hospedeiro após se alimentar. Ex. Mosquitos, Stomoxis 
calcitrans, Triatoma infestans. 
REMITENTE – permanece no hospedeiro após se alimentar. Ex. Pulgas, piolhos, etc.
 PERMANENTE - permanece no hospedeiro durante todas as fases da vida. Ex. 
Babesia, cestódeos, trematódeos e nematódeos.
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VETORES
 VETOR - organismo que transmite um patógeno - Artrópode, molusco ou qualquer 
veículo que transmite o parasito entre dois hospedeiros (Culex sp.); 
 VETOR BIOLÓGICO - parasito necessita realizar parte de seu ciclo no vetor biológico; 
além de transmitido, o parasito se reproduz ou se desenvolve no vetor. 
Ex. Lymnea spp. para a Fasciola hepatica. R. Boophilus microplus para a Babesia bigemina. 
 VETOR MECÂNICO - parasito é disseminado por transporte mecânico simples; só 
ocorre a transmissão do parasito (não se reproduz, não evolui nem se desenvolve no vetor). 
Ex. Stomoxys calcitrans para o Anaplasma marginale. 
 VETOR INANIMADO OU FÔMITE (IATROGÊNICO) - parasito é transportado 
por objetos (lenços, seringas, espéculos, talheres, etc). 
ADAPTAÇÕES DOS PARASITOS
MORFOLÓGICAS 
 ARMADURA BUCAL (insetos) - de acordo com o regime alimentar, pode ser: tipo 
mastigador, picador, sugador e lambedor.
 LOCOMOTOR - pulgas - grande desenvolvimento muscular no 3º par de patas (salto 
de 1m)
 APARELHO DIGESTIVO - atrofiado, alimentação por osmose.
 APARELHO REPRODUTOR - quanto mais intenso o parasitismo, mais desenvolvido o 
sistema reprodutor. 
 FISIOLÓGICAS 
 NUTRIÇÃO – hematófagos desenvolvem anticoagulantes para facilitar a sucção do 
sangue
 DISPERSÃO – especialização para melhor difusão da espécie
TIPOS DE PENETRAÇÃO DO PARASITO
 INGESTÃO ORAL – ingerido passivamente pelo hospedeiro;
 CUTÂNEA – penetra ativamente através da pele;
 RESPIRATÓRIA – invade o hospedeiro por aspiração;
 TRANSOVARIANA - ovos do hospedeiro já se encontram infectados;
 TRANSPLACENTÁRIA - migra ativamente do hospedeiro prenhe para o feto (útero);
 INOCULATIVA - colocado ativamente no hospedeiro, através de agulhas ou 
hospedeiros hematófagos;
 CONTAMINATIVA - hospedeiro se contamina, facilitando ou permitindo a penetração 
do parasito. 
REGRAS DE NOMENCLATURA
 ESPÉCIE – latino ou latinizado, binominal e escrito com letra minúscula. Ex. 
Ancylostoma caninum. Formado por duas palavras, sendo a primeira, o gênero e a segunda, a 
espécie.
 SUBESPÉCIE – latino ou latinizado, trinominal, escrito com letra minúscula e seguindo 
imediatamente o nome da espécie. Ex. Felis catus domesticus.
 GÊNERO - Uninominal. Substantivo latinizado no nominativo singular e escrito com 
letra maiúscula. 
SUBGÊNERO - substantivo latinizado e escrito com letra maiúscula. Quando um gênero possui 
subgênero, este deve ser colocado entre parênteses e entre o nome do gênero e o da espécie. 
Ex. Strongylus (Delafondia) vulgaris.
HELMINTOLOGIA
Derivado do Grego: helmins, helminthos (verme)
• Metazoários
• Classificação antiga:
• “Platyhelminthes” – acelomados – vermes chatos
• “Nemathelminthes” – pseudocelomados – vermes cilíndricos ou redondos
• “Acanthocephala” – vermes de “cabeça” com espinhos
• Causam debilitantes doenças de humanos e animais
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Filo Platyhelminthes (Gr. platy=plano; helminthes=parasitos) - PLATELMINTOS 
Classe Cestoda (Gr. Késtos = fita + oda = semelhante); 
 Corpo Segmentado = tubo digestivo ausente.
Classe Trematoda (Gr. trema = orifício + eidos = semelhante); 
 Externos ou internos. 
 Corpo não segmentado e tubo digestivo incompleto.
CLASSE CESTODA
Conceitos básicos 
 Forma de fita 
 Corpo segmentado
 Cutícula lisa
 Tubo digestivo: ausente
 Órgãos de adesão: ventosas
 Órgãos de fixação: acúleos
 Hermafroditas (monóicos)
 Cada segmento - 1 ou 2 grupos de órgãos reprodutores masculinos e femininos.
 Adultos no ID (vertebrados)
 Larvas (vertebrados e invertebrados)
 Heteroxênico (+ de 1 hospedeiro)
MORFOLOGIA EXTERNA
 Corpo achatado (dorso-ventral) e segmentado - 3 regiões: escólex, colo e estróbilo.
 Escólex – porção anterior, + ou - globoso - adesão e fixação ao intestino. 
 Colo – parte mais fina não segmentada, une escólex ao estróbilo. Região posterior do 
colo - zona de crescimento - multiplicação das células embrionárias.
 Estróbilo - cadeia de segmentos - proglotes, varia em número, forma e tamanho de 
acordo com espécie. Mais próximas do colo, mais jovens e mais afastadas, mais velhas.
1ºterço – (anterior) – jovens ou imaturas
2ºterço – (médio) – maduras
3ºterço – (posterior) – grávidas
 
PRINCIPAIS PARASITOS ESTUDADOS
1. Taenia solium
MORFOLOGIA 
 escólex globoso (1mm) de diâmetro
 rostro curto com dupla fileira de acúleos (22 a 32) - ‘armada‘
 Colo curto e delgado
 Estróbilo – 700 a 1000 proglotes
 Papilas genitais visíveis a olho nu – alternada regular
 Massas testiculares – 150 a 200
 proglote grávida – ramificações laterais (7 a 10 ) 
 Cada proglote – 30.000 a 40.000 ovos
DIMENSÃO: 
 2 - 3 m (até 8m);
 BIOLOGIA:
 Hospedeiros HD - homem
 HI – suínos (raro cão, gato, ruminantes, equinos, homem)
 Localização:
 Adultos - ID do homem (HD)
 Larvas cisticercus = Cysticercus cellulosae - tecido conjuntivo dos músculos 
sublinguais, mastigadores, diafragma, cardíaco e cérebro
CICLO BIOLÓGICO
Fezes -> proglotes grávidas -> solo (dessecamento) -> ovos embrionados
Ingestão p/suínos (HI) ->duodeno (eclosão) -> embrião (24-72h após) -> atravessa parede 
intestinal -> circulação -> veia porta -> fígado -> coração -> pulmões -> grande circulação -> 
diversas regiões do organismo originando o Cysticercus cellulosae.
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 Etiologia: Homem (HD) se infecta ao ingerir carne de porco mal cozida/assada, 
contendo Cysticercus cellulosae vivos.
 Cisticercose - suíno (HI), se infecta ao ingerir alimentos/água contaminados com ovos 
embrionados de T. solium.
SINTOMAS: Assintomático, eliminação de proglotes com as fezes.
 Variam com a idade e estado de saúde. 
 Crianças/pessoas debilitadas - anorexia ou apetite exagerado, perturbações digestivas, 
náuseas, vômitos, diarreias ou constipação, perda de peso, manifestações nervosas ou 
alérgicas;
 Convulsões;
 Patogenia:
 Manifestações nervosas alérgicas, convulsões, ataques epileptiformes - absorção de 
produtos tóxicos do parasito.
 Diagnóstico 
 Clínico: proglotes (3 a 6) nas fezes
 Laboratorial: pesquisa de proglotes (tamisação). 
 Geralmente não são encontrados ovos em fezes frescas.
2. Taenia saginata
 Morfologia: escólex cubóide, desprovido da rostro e acúleos. 
 Colo longo e delgado. 
 Estróbilo - 1200-200 proglotes. Cada proglote +/- 80.000 ovos.
 Biologia: 
 Homem (HD); 
 Bovino (HI);
 Localização:
 Adultos -> ID do HD
 Larvas (Cysticercus bovis) - músculos, pulmões e fígado do HI
CICLO: Semelhante T. solium, porém proglotes grávidas destacam –se isoladamente (apólise) 
- movimentos próprios, deixam o intestino chegando ao ânus, independente da defecação.
 A larva Cysticercus bovis, localiza-se nos músculos, pulmões e fígado dos bovinos 
(HI), depois de ingerida pelo homem com carne crua ou mal assada, chega ao intestino. 
 Após 3 meses a T. saginata é adulta iniciando a eliminação dos proglotes.
Etiologia: 
 Homem (HD) se infecta ao ingerir Cysticercus bovis -carne crua, mal assada. 
 Bovino (HI), se infecta em pastos contaminados com ovos ou água com embrióforos da 
T. saginata.
 Patogenia e diagnóstico laboratorial: idem T. solium.
 Diagnóstico clínico: presença de proglotes (cama, roupas íntimas e bolo fecal).
3. Taenia hydatigena 
HD - cão
HI - ovino/bovino/caprino - larva Cysticercus tenuicollis (fígado, cavidade peritoneal).
 Ciclo evolutivo - cão se infecta ao ingerir carcaças de ovinos/bovinos/caprinos parasitados.
Sintomas/patogenia: sem sintomas aparentes quando poucos. 
 Grande número - cólica (inflamação intestinal), depravação do apetite. Distúrbios 
nervosos, ataques epileptiformes, “novelos “- obstrução.
 Diagnóstico clínico - sintomas, proglotes nas fezes, emaranhado de proglotes 
pendentes no ânus; cães se arrastam friccionando o ânus no solo, esfregando nariz em 
objetos.
 Laboratorial - pesquisa de ovos nas fezes (Sedimentação)
 4. Hydatigera taeniaeformis 
 Morfologia – escólex cilíndrico (1mm), rostro curto, dupla coroa de acúleos (25 a 50), 
ventosas arredondadas e salientes, colo curto da mesma largura do escólex. 
 Larvas tipo estrobilocerco.
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 Biologia:
 HD – Gato, ocasionalmente cão – ID
 HI – rato e morcego (quiróptero) – Cysticercus fasciolaris fígado e cavidade abdominal 
do HI
 5. Taenia multiceps (sin. Multiceps multiceps)
MORFOLOGIA
 Escólex piriforme.
 Rostro com coroa dupla (22 a 32) acúleos grandes e pequenos. 
 Colo longo (mais estreito que escólex).
 DIMENSÃO - 0,40 - 1m
 BIOLOGIA – 
 Cão (HD) – Patogenia: forma adulta - doença no cão - Multiceps multiceps. 
 Última porção do ID (ocasionalmente o homem); 
 Forma larval Coenurus cerebralis no encéfalo do HI (herbívoros)
CICLO EVOLUTIVO 
Cão (HD) -> proglotes grávidas -> fezes (dessecamento) -> ovos embrionados -> pastagem -> 
HI (ingestão) -> encéfalo (evolução) larva cenuro (pontos amarelos). 
Cão (HD) se infecta ao ingerir cenuros no encéfalo de herbívoros. 
No intestino do cão, dissolvida a vesícula, originará de cada escólex, uma Multiceps multiceps. 
Após 30 dias da ingestão - elimina proglotes.
 Coenurus cerebralis: 6 cm x 4 cm. Parede delgada e translúcida, líquido incolor e 
límpido.
 Superfície com pequenos pontos esbranquiçados (escóleces invaginados), em diversos 
níveis de evolução (até 500).
Sintomas: 
Cão - semelhante outras tenioses.
Ovinos - “torneio” ou “vertigem” - localização do Coenurus cerebralis no encéfalo. 
Patogenia: relacionada com nº de larvas.
1 - 5 - alterações oculares (estrabismo), vertigem e queda. Marcha em círculo (torneio), correm 
em linha reta. Morte em 30-40 dias por paralisia cerebral (ataques epileptiformes). 
8-10 - apatia, sonolência, tristeza, emagrecimento exagerado, perturbações na visão, marcha 
cambaleante, quedas frequentes, dificuldade para se erguer, arrastam-se e ficam deitados. 
Morte em 30 dias em consequência de encefalite.
Forma larval - Coenurus cerebralis - grave no ovino e outros herbívoros. 
• Diagnóstico clínico: 
• Cão: sintomas, proglotes nas fezes. 
• Ovinos: sintomas.
• Laboratorial: exame parasitológico de fezes - cão (sedimentação) - pesquisa de ovos. 
• Ovinos: lesões no encéfalo (necropsia).
6. Echinococcus granulosus 
BIOLOGIA
 HD - cão, gato, outros carnívoros;
 HI - ovino, bovino, caprino, suíno, equino, coelho, primatas e homem.
LOCALIZAÇÃO:
 Adulta - ID do HD
 Larval – hidátide ou cisto hidático – fígado, pulmões, rins e outros órgãos do HI
SINTOMAS: 
 diarreia catarral e hemorrágica. 
 HI - de acordo com localização da hidátide. 
 Hepática – perda de apetite, ruminação alterada, diarreia, emagrecimento.
 Pulmonar - tosse sibilante, respiração acelerada, dispnéia, febre.
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7. Dipylidium caninum 
MORFOLOGIA: 
 Proglotes grávidas (forma de semente de pepino)
BIOLOGIA: 
 HD = Cão e gato – acidentalmente homem
 HI = Pulex irritans, Ctenocephalides canis e Trichodectes canis
LOCALIZAÇÃO: 
 Adultos = ID - carnívoros; 
Larva (cisticercóide) na cavidade geral do HI
Ciclo biológico
Proglotes grávidas -> eliminadas com ou sem fezes -> cápsulas ovígeras -> ovos -> piolhos 
mastigadores ou larvas de pulgas (ovos embrionados) -> embrião hexacanto (oncosfera) -> 
eclosão no tubo digestivo do inseto -> cavidade geral.
 T. canis - transforma-se em cisticercóide; 
 Larvas de pulgas - inicia o desenvolvimento, prosseguindo na pupa, completamente 
evoluído (cisticercóide) quando adulto.
Etiologia - ingestão, pelo HD dos HI Com larvas cisticercóides.
Sintomas: 
 Grande número -> inflamação na mucosa intestinal, dairreia, cólica, alteração do 
apetite e emagrecimento exagerado. 
 Patogenia: inflamação na mucosa intestinal
8. Anoplocephala perfoliata
Características: 
 Cestóides de herbívoros
 Escólex arredondado, com projeção atrás de cada uma das quatro ventosas; não tem 
rostelo nem ganchos 
 Colo muito curto e o estróbilo alarga-se rapidamente
 Segmentos grávidos (proglotes) mais largos que longos
 Estágio intermediário: cisticercóide;
 Ovos irregularmente esféricos ou triangulares;
 Hospedeiros definitivos: equinos e asininos;
 Hospedeiros intermediários: ácaros do solo e do pasto, da família Oribatidae
Ciclo biológico
Segmentos maduros eliminados com as fezes, desintegram, liberação dos ovos, ingeridos por 
ácaros, desenvolvem o estágio de cisticercóide (2-4 meses), ingeridos pelo HD junto com a 
pastagem - intestino
Localização
 Adultos – ID e IG dos equinos
 Cisticercóides - ácaros oribatideos
 Anoplocephala perfoliata - 20 cm de comprimento
Distribuição: mundial
Patogenia: 
 Infecções maciças - alterações corrosivas na mucosa intestinal enterite catarral ou 
hemorrágica; obstrução e perfuração intestinal 
 Encontrada em volta da junção íleo-cecal ulceração na mucosa no ponto de fixação
9. Moniezia expansa 
Morfologia: 
Escólex globuloso com ventosas circulares com aberturas em forma de fenda
Biologia: 
HD - ovinos, caprinos, bovinos
HI - ácaros de vida livre, oribatídeos
Localização: 
Adultos no ID do HD 
Larvas no HI
SINTOMAS (ETAPAS)
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 1ª etapa - mucosas pálidas, emagrecimento, sede, lã escassa;
 2ª etapa – aumento volume abdominal, constipação alteradacom diarreia e proglotes 
nas fezes
 3ª etapa – caquexia, diarreia persistente, marcha difícil, anemia intensa, morte
Patogenia:
 Grande número - inflamação da mucosa intestinal 
 Degenerescência das vilosidades, anemia. 
 Degenerescência gordurosa do fígado.
Diagnóstico: 
 Clínico - sintomas e proglotes nas fezes
 Laboratorial – exame de fezes
10. Moniezia benedeni
Morfologia:
 escólex cúbico com 4 ventosas salientes, aberturas circulares
Biologia:
 HD: bovino - ID
 HI: ácaros de vida livre, oribatídeos. 
 Larvas- cisticercóides
Sintomas e patogenia – idem M. expansa
11. Hymenolepis carioca
MORFOLOGIA
 Escólex piriforme – rostro protátil e inerme
 Colo longo
 Proglotes mais largas que longas
 Poros genitais – unilaterais
 Testículos – elípticos 
DIMENSÃO 
 3 – 8 cm
 BIOLOGIA
 HD – galináceos
 HI – insetos, coléopteros coprófagos...
 Localização:
 Adultos – ID do HD
 larva cisticercóide – cavidade geral/ tecidos HI
CICLO BIOLÓGICO
 Proglotes grávidas (fezes) ovos ingeridos por HI (Stomoxys calcitrans, coléopteros 
terrícolas e coprófagos) larva HD
ETIOLOGIA
 HD – ingestão de HI com larva cisticercóide
SINTOMAS
 Tristeza, perda de apetite, diarreia 
12. Raillietina tetragona 
MORFOLOGIA
 Escólex tetrágono - 2 coroas de acúleos 
 Ventosas elípticas - com acúleos
 Colo curto
 Estróbilo – + 15 proglotes (1º curtas e trapezoidais  3º mais longas que largas)
 Poros genitais – unilaterais 
 Testículos (20–30) região posterior de cada proglote
 Útero (cápsula ovígera) 6 – 12 ovos cada
DIMENSÃO 
 1 – 12 cm
BIOLOGIA
 HD – galinha e perus
 HI –moluscos gastrópodes, formigas, besouros...
 Localização – adultos – ID do HD
 larva cisticercóide – HI
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CLASSE TREMATODA
1. Fasciola hepatica
Conceitos básicos: 
 Cecos intestinais muito ramificados
 Poro genital anterior
 Ovário ramificado e anterior aos testículos 
 Testículos ramificados 
 Glândulas vitelinas laterais
 Poro excretor terminal
Aparelho digestivo
Ventosa oral 
Ventosa ventral 
2 ramos intestinais 
Ramificações que terminam em fundo cego. 
Substâncias não digeridas são regurgitadas 
Aparelho genital feminino 
Poro genital 
Útero 
Oótipo (geração da casca do ovo)
Um ovário ramificado 
Canais das glândulas vitelogênicas 
Ácinos glandulares
Aparelho genital masculino 
Cirro desenvaginado 
Bolsa do cirro contendo segmento prostático 
Dois canais eferentes 
Testículo posterior ramificado. Autofecundação não é usual 
• Parasita vesícula biliar e canais biliares calibrosos do hospedeiro vertebrado. 
• Ação do parasita: canais hipertrofiados.
• Parasitas nutrem-se do conteúdo biliar, de produtos da reação inflamatória e produtos 
necróticos. 
• Parasitas podem chegar até 8 a 10 anos (ovinos)
• Em bovinos a longevidade dos parasitas geralmente é de 1 ano. 
BIOLOGIA
Um ovo - vários adultos. 
Fenômeno de pedogênese que ocorre no HI
Pedogênese: uma única forma larval gera vários adultos.
• Põem ovos com um opérculo.
• Capacidade de até 20.000 ovos/dia 
• Ovos postos nos canais biliares, levados pela bile e eliminados com as fezes. 
Ovos grandes, o dobro do tamanho de um ovo de tricostrongilídeo (140 mm x 60 a 100mm), 
ovais ou elípticos, de casca fina, operculado. 
Apenas ovos presentes em locais úmidos ou que são arrastados pelas águas das chuvas para 
estes locais se desenvolverão. 
Ovo não sobrevive à dessecação e à temperaturas baixas
• Na água sob temperatura adequada (25-30 C), ovos passam por desenvolvimento 
embrionário - miracídio (larva piriforme ciliada). 
• Sob estímulo da luz, o miracídio digere o cemento protéico que mantém o opérculo 
fechado e emerge do ovo em poucos minutos.
Miracídio: Revestimento ciliar, capacidade de nadar - forma infectante para o hospedeiro 
intermediário (molusco do gênero Lymnaea). Contém células germinativas.
Quando liberado na água, não se alimenta, necessita infectar o hospedeiro intermediário dentro 
de 3h - penetração 30 minutos. 
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Pode penetrar próximo à antena, pé, brânquias do molusco - migra para os tecidos adjacentes. 
CARAMUJOS: Vive em coleções de águas superficiais, margens dos lagos e represas, brejos e 
pastagens alagadiças.
• Alimentam-se de microalgas que necessitam de luz para seu metabolismo. 
• Moluscos não são encontrados em locais sombrios. 
• Nas cheias são transportados pela águas correntes, inundação. 
Após a penetração o miracídio perde os cílios e origina uma estrutura alongada denominada de 
esporocisto.
Abosorve alimento do hospedeiro pelo íntimo contato. 
• Células germinativas se desenvolvem originando as rédias. Cada esporocisto origina a 
5 a 8 rédias que saem do esporocisto e colonizam o hepatopâncreas do molusco. 
• Condições ambientais favoráveis para o caramujo: rédia gera cercárias 
• Condições ambientais inadequadas para o caramujo: rédia gera rédias filhas ou de 
segunda geração. 
•
Ciclo biológico
• Cercárias (jovens com cauda longa) emergem ativamente do caramujo, em 
quantidades consideráveis. 
• Estímulo para saída das cercárias do caramujo está geralmente associado à alterações 
de temperatura e intensidade da luz. 
• Uma vez infectado, o caramujo continua sempre produzindo cercárias. 
• Os caramujos morrem devido ao desenvolvimento do parasita no hepatopâncreas.
• Nadam, perdem a cauda e se encistam fixando-se à vegetação  metacercária.
• As metacercárias podem sobreviver na vegetação por até 3 meses entre 20 a 30 oC. A 
infecção de um caramujo por um miracídio pode gerar mais de 600 metacercárias. nadam, 
perdem a cauda e se encistam fixando-se à vegetação - metacercária.
• As metacercárias podem sobreviver na vegetação por até 3 meses entre 20 a 30 oC. 
• A infecção de um caramujo por um miracídio pode gerar mais de 600 metacercárias. 
•
BIOLOGIA:
HD - ruminantes, equinos, suínos, coelho, cobaia, acidental homem.
HI – moluscos gastrópodes pulmonados Lymnaea viatrix e L. columella (RS)
LOCALIZAÇÃO
Adultos – canais biliares (errático - vasos sanguíneos, pulmões, baço e tecido muscular dos HD 
(mamíferos)
Larvas (estádios) - saco pulmonar e hepatopâncreas dos HI
Larvas em moluscos gastrópodes (HI)
Diagnóstico: Clínico: Sintomas
Epidemiológico: Ocorrência sazonal, ocorrência dos habitats dos caramujos, identificação dos 
HI. 
Necroscópico: lesões no parênquima hepático e nos dutos biliares, encontro dos parasitas.
Laboratorial: 
• Métodos diretos: 
• Exame de fezes: presença de ovos de coloração amarelada nas fezes.
• Avaliação dos níveis plasmáticos de enzimas hepáticas (bovinos).
• Métodos indiretos (pesquisa de anticorpos contra a F. hepatica): ELISA
Ocorrência depende: 
• Fonte de infecção (animal parasitado). 
• Condições ambientais que permitam o desenvolvimento do ovo e do molusco Lymnea 
sp. 
Habitat do molusco: 
• Açudes, brejos
• Plantações irrigadas (lavouras de arroz) 
• Locais sujeitos à inundações periódicas (ocorre em determinadas épocas do ano): 
• EPIDEMIOLOGIA
• Estação seca: não há eliminação de cercárias. 
• Chuvas: moluscos reproduzem-se rapidamente, fezes dos animais carreadas para as 
regiões mais baixas. Eliminação de cercárias pelos moluscos. 
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CONTROLE
• Eliminação da fonte de infecção: tratamento de todos os animais com ou sem sintomas. 
• Destruição dos caramujos: quase impossível eliminar todos os moluscos, tentar reduzir 
a população em níveis mínimos. O miracídio tem pouco tempo de vida e necessita penetrar no 
molusco dentro de poucas horas após eclosão. 
• Molusquicidas 
• Drenar áreas úmidas 
• Eliminação da vegetação aquática modificando o habitat dos moluscos. 
• Evitar áreas de pastagens pantanosas e alagadiças 
• Ovos só realizam desenvolvimento embrionário em locais úmidos 
Metacercária presente na vegetação
2. Paramphistomum cervi 
Formato diferenciado, cônicos e não achatados, cerca de 1 cm de comprimento. 
Espécies parasitam o rúmen e o retículo de bovinos, ovinos e caprinos. 
• Estágios adultos: rúmen e retículo
• Estágios imaturos: duodeno. 
• Ciclo semelhante a Fasciola hepatica e também com formação de metacercárias.• HI: caramujos aquáticos (Gêneros: Planorbis e Bulinus)
• Metacercárias: ingeridas com a pastagem com desencapsulamento no duodeno. 
• Formas jovens: se fixam e nutrem-se no duodeno por 6 semanas antes de migrarem 
para o rúmen e retículo. 
• Em infecções maciças os parasitas jovens causam enterite. 
• Adultos: praticamente não causam danos aos animais. 
Ocorre em coleções permanentes de água que servem como fonte de caramujos para áreas 
alagadas durante as inundações. 
Bovinos: geralmente desenvolvem boa imunidade, mais comum em animais jovens.
Adultos: pequeno número de parasitas, atuando como reservatórios para os bezerros. 
Ovinos e caprinos: suscetíveis por toda a vida.
• Controle: 
• Impedir o acesso dos animais às fontes naturais de água. 
• Aplicação de molusquicidas ou remoção manual.
3. Eurytrema sp. 
Formato de folha
Dimensões: 8 a 16 x 5 a 8,5 mm. 
Hermafrodita (possui órgãos sexuais masculino e feminino)
Simetria bilateral
Hospedeiros: ruminantes
• Ovo: oval
• Presença de opérculo
• Casca espessa e de cor castanha
• Dimensões: 38-42 x 24-28 mm
Parasita canais pancreáticos de bovinos, caprinos e ovinos. 
Adulto - 8 a 16 x 5 a 8,5 mm. 
Hospedeiros intermediários: caramujos terrestres e os gafanhotos.
Ciclo biológico:
• Moluscos ingerem ovos eliminados nas fezes. 
• Após 4 semanas - formação de esporocistos nas glândulas digestivas dos moluscos. 
• Não há geração de rédias. 
• Um esporocisto de 1a geração 100 esporocistos de 2a geração  200 cercárias que 
são eliminadas dentro do esporocisto pelo molusco à medida que se locomove na vegetação. 
• Cercaria: do tipo “microcercária”, possui forma oval, cauda curta e estilete na 
extremidade anterior. 
• Esporocistos contendo as cercárias são ingeridos pelo gafanhoto. 
• As cercárias se transformarão em metacercárias. 
• Hospedeiros vertebrados se infectam ingerindo gafanhotos juntamente com as 
pastagens.
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• Lesões no pâncreas - processo inflamatório crônico dos canais pancreáticos, 
especialmente em infecções maciças. 
• Pancreatite crônica, obstrução dos canais pancreáticos. 
• Apesar de frequentes, não há relatos de mortalidade
E. pancreaticum
Afeta principalmente bovinos, ovelhas, cabras e porcos em partes da Ásia, África e América do 
Sul. 
Localização – ductos pancreáticos, ocasionalmente nos ductos biliares e duodeno.
Corpo achatado.
4. Schistosoma spp., 
Schistosoma mansoni
Distribuição geográfica: África, América do Sul e Antilhas. 
Condicionada à presença de moluscos de água doce, gênero Biomphalaria (HI). 
No mundo: 150 a 200 milhões de pessoas infectadas (estimativa). Maioria na Ásia ou África, 
seguidos de América do Sul e Caribe.
Brasil: mais de 6 milhões infectados.
Um dos problemas mais sérios de saúde pública. 
• Os trematódeos do gênero Schistosoma distinguem-se por apresentarem sexos 
separados, acentuado dimorfismo sexual e machos com menos de 10 massas testiculares. 
Delgados e longos. Alimentam-se de sangue venoso. 
Contínua renovação da membrana externa - resistência à ação dos anticorpos. 
Tegumento recoberto de espinhos - auxilia na progressão nos vasos sanguíneos. 
Locomoção: extensão e contração do corpo, ventosas auxiliam na fixação e apoio. 
Longevidade dos adultos: 3 a 5 anos ou mais. 
• Macho: cerca de 1 cm de comprimento x 0,11 cm de largura e cor branca. 
• Apresenta duas ventosas e abaixo, o canal ginecóforo onde a fêmea se aloja. 
Fêmea: corpo cilíndrico, mais longo e fino que macho (1,2 a 1,6 cm por 0,016 cm). Mais escura 
e acinzentada (hemozoína: pigmento da digestão do sangue).
Duas ventosas muito pequenas e próximas. 
Necessita do macho para completar o desenvolvimento do aparelho reprodutor (machos 
eliminam peptídeos que influenciam sua fisiologia reprodutiva). 
Fêmea raramente abandona o canal ginecóforo do macho.
• Adultos acasalados  veias mesentéricas, contra a corrente sanguínea. 
• Cópula ocorre pela coaptação dos orifícios genitais masculino e feminino. 
• Fêmea: se alonga, nos capilares  depositam ovos. 
• Macho e fêmea  outras vênulas  continuar a ovoposição. 
Fêmeas depositam um ovo por vez, podendo chegar até 300 ovos nas vênulas, capilares dos 
intestinos delgado e grosso do hospedeiro.
Ovo: 150 mm x 65 mm, com espinho lateral saliente pontiagudo. 
Miracídio Desenvolve dentro do ovo. 
Ovos carreados para a luz dos capilares da mucosa ou submucosa do intestino para cavidade 
intestinal e fezes (1 semana). 
• Na água sob estímulos fotoquímicos e térmicos miracídios rompem a casca do ovo, 
eclodem e nadam ativamente. 
• Tem fotorreceptores procurando por águas claras e iluminadas. 
• Atividade acntece pela reserva de glicogênio e consumo de oxigênio do meio. 
• Células germinativas agrupadas na metade posterior do miracídio. 
Nadam junto à superfície, capazes de ir atrás do molusco em áreas de 1 a 2 m de 
profundidade. 
A penetração deve ocorrer nas primeiras horas após eclosão, a viabilidade decresce chegando 
a zero em 10 a 12 horas após. 
Atividade do miracídio aumenta com a presença do molusco
Ao penetrar no molusco, o miracídio perde revestimento epitelial ciliado e imobiliza-se no ponto 
de penetração. 
Os órgãos de penetração desaparecem e a musculatura atrofia. 
Transforma-se em um saco alongado que contém células germinativas, o esporocisto primário. 
Rompe-se liberando cerca de 20 a 40 esporocistos filhos ou secundários migram para o 
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hepatopâncreas do molusco onde continuam a crescer. Maturam e originam as cercárias (3 a 4 
semanas). 
Esporocistos secundários; terceira geração de esporocistos; cercárias (pode ocorrer por várias 
gerações). 
Pode haver a produção de centenas de cercárias no interior do molusco. 
Não há geração de rédias. 
Se o molusco é retirado da água, a evolução, multiplicação do parasita se interrompe 
reiniciando quando volta às condições normais.
• Após 4 semanas da penetração do miracídio, moluscos começam eliminar as cercárias 
de maneira intermitente. 
• Liberadas nas horas mais quentes e claras do dia. 
• Cercárias saem do esporocisto  espaços ao redor do hepatopâncreas  corrente 
circulatória que envolve o intestino  pseudobrânquia  formação de minúsculas vesículas no 
tegumento dos moluscos que se rompem liberando as cercárias. 
• Biomphalaria glabrata pode eliminar de 1000 a 3000 cercárias/dia e mais de 
100.000/vida. 
• Na água, as cercárias tendem a se acumular na superfície. 
Tegumento apresenta microespinhos, na extremidade anterior, um órgão de fixação cefálico e 
cauda bifurcada. 
Bastante móveis (cerca de 500 mm).
Duas ventosas (oral e ventral). 
Longevidade: cerca de 2 dias, mas a taxa de infectividade decai. 
Estimuladas pelas substâncias lipídicas presentes na pele do hospedeiro, as cercárias 
penetram devido à ação lítica das proteases presentes nas glândulas. 
Podem também ser ingeridas. 
Após a invasão em alguns minutos, a cauda é deixada no meio exterior. 
Assim que invade, a cercária transforma-se em esquistossômulo.
Permanece na pele por 2 ou 3 dias. Se não for destruído pelo sistema de defesa do hospedeiro 
- coração e pulmões. 
No sistema porta hepático crescem e amadurecem. 
Os esquistosômulos alimentam-se de sangue, completam seu desenvolvimento - fase adulta (4 
semanas) e acasalam-se.
Alterações patológicas no hospedeiro definitivo decorrentes de: 
• Ação mecânica - migração dos parasitas pelo tecido do hospedeiro.
• Reação do organismo ao parasita. 
• Secreção e excreção de substâncias tóxicas ou antigênicas pelo parasita. 
Presença e migração dos ovos - lesões hemorrágicas na mucosa intestinal - espessamento. 
Fibrose hepática. 
Em ovinos: hemorragia, anemia e hipoalbuminemia. 
Diarreia pode ser sanguinolenta, mucosa. 
Queda dos níveis de produtividade, anorexia, sede, anemia e emagrecimento.
• Ovinos (principalmente) e bovinos. 
• Adultos se localizam nas veias mesentéricas do intestino grosso e reto, com sintomas 
predominantemente intestinais. 
• Doença aguda: Diarreia e anorexia que ocorre após 6 a 8 semanas da infecção maciça. 
• Resposta inflamatória e granulomatosa decorrenteda deposição dos ovos nas vênulas 
e infiltração na mucosa intestinal.
Diagnóstico
 Quadro clínico-patológico 
 Acesso a água;
 Pesquisa de ovos (fezes);
 Testes sorológicos 
 Necropsia: veias mesentéricas
Controle
 Evitar contato ou ingestão de água contaminada
 Caramujos
 Ferver água de bebida
REFERÊNCIAS
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FORTES, E. Parasitologia Veterinária. 3ª ed., São Paulo, Icone Editora Ltda, 1997, 686p.
GEORGI, J.R.; VASSILIOS, J. T. Parasitologia Veterinária, 3ª ed., Rio de Janeiro, Editora 
Interamericana Ltda., 1982, 353p.
HOFFMANN, R. P. Diagnóstico de Parasitismo Veterinário, Porto Alegre, Sulina, 1987, 
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REY, L. Parasitologia. 2.ed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1991.731 p.
SEQUEIRA, T. C. G. O., AMARANTE, A. F. T. Parasitologia animal: animais de produção. 
Rio de Janeiro: Epub, 2001. 158 p.
UENO, H.; GONÇALVES, P. C. Manual Para Diagnóstico das Helmintoses de Ruminantes. 
4ª ed., Tokyo, Japão, Japan International Cooperation Agency, 1998, 143p.
URQUHART, G. M.; ARMOUR, J.; DUNN, A. M.; JENNINGS, F. W. Parasitologia 
Veterinária. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1990, 306p.

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