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PARASITOLOGIA VETER INÁRIA O conteúdo presente não é de minha autoria. Sumário ● Introdução à parasitologia …………………………………………………….…………………. ● Filo Arthropoda Família calliphoridae Família Oestridae ………………………………………. ● Família Gasterophilidae Família Muscidae Família Sarcophagidae………………………….. ● Larvoterapia …………………………………………………….…………………………………… ● Família Hippoboscidae ……………………………………………………………………………. ● Subordem Tabanomorpha …………………………………………………….…………………… - Família Tabanidae - Mutucas ● Subordem nematocera ……………………………………………………………...……………. - Família Simuliidae - Família Ceratopogonidae - Família Psychodidae - Família Culicidae ● Carrapatos ……………………………………………………………………………………..…. ● Introdução à helmintologia …………………………………………………………………...…. ● Família Dicrocoeliidae ……………………………………………………………………..……. ● Família Taeniidae Classe cestoda …………………………………………………….………… ● Nematóides I ………………………………………………………………………………..……. ● Nematóides II …………………………………………………………………………….………. ● Estrongilídeos de ruminantes …………………………………………………..………………. ● Nematódeos parasitas de galinhas ………………………………………..…………………. ● Ancilostomose ………………………………………………………………………..…………. ● Estrongilídeos de equinos ……………………………………………………………………… ● Estrongilídeos de suínos ……………………………………………………………………….. ● Ordem spirurida ………………………………………………………………………..………. PARASITOLOGIA VETERINÁRIA I Parasitismo “É a relação íntima e duradoura entre indivíduos de duas espécies distintas. Na maioria dos casos um organismo (hospedeiro) passa a constituir o meio ecológico onde vive o outro (parasito).” - Luís Rey. É uma relação desarmônica, onde ocorre prejuízo para um dos participantes. Parasitologia É o estudo dos organismos eucariotos que estão dentro do parasitismo. O estudo inclui protozoários e metazoários (nematoda, platyhelminthes, arthropoda). Ciclos biológicos ● Monoxenos: o parasita necessita apenas de um hospedeiro para completar seu ciclo de vida. ● Heteroxenos o parasita necessita de mais de um hospedeiro para completar seu ciclo de vida. Ex: trypanosoma Cruzi. Tipos de hospedeiros: ● Definitivos: abrigam o parasito adulto, na forma sexuada. ● Intermediária: abriga o parasito na forma de larvas, forma assexuada. ● Hospedeiro paratênico ou transporte: hospedeiro em que o parasito não sofre desenvolvimento mas permanece ali até que o hospedeiro definitivo o ingira. ● Obrigatório: necessita estar no hospedeiro para sobrevivência. ● Facultativo: pode viver parasitando ou não. (quando não está parasitando é chamado de vida livre). Ex: larvas que fazem a larvoterapia. ● Errático ou ectópico: vive fora do seu habitat natural, não atingindo a fase adulta fora do seu hospedeiro natural. Ex: larva migrans cutânea. ● Fototropismo negativo: não gosta de luz. Ex: Culex ● Fototropismo positivo: gostam de luz. Ex: Aedes. ● Termotropismo positivo: influência atrativa pela temperatura. Ex: piolho de cabeça ● Termotropismo negativo: Influência negativa pela temperatura. VETOR ● Mecânico: é aquele que carregam o parasito mas não participa do ciclo biológico dele ● Biológico: carrega o parasito e participa do ciclo biológico dele. ● Portador: abriga o parasito e pode ou não desenvolver a doença ● Reservatório: portador natural da doença (sem desenvolver a doença) Especificidade parasitária É a capacidade do parasito infectar uma ou mais espécies. ● Estenoxeno: acomete uma única espécie. ● Eurixeno: acomete mais de uma espécie MECANISMOS DE TRANSMISSÃO ● Fecal - Oral (ingestão) ● Congênita: passa de mãe para filho (durante o parto ou durante a gravidez) ● Sexual ● Penetração ativa de lavar (pele) ● Vetorial MECANISMO DE AGRESSÃO DO PARASITA ● Espoliativo: retiram os nutrientes necessário para sobrevivência do hospedeiro. Ou seja,se apropria coisas do corpo do hospedeiro como alimento ● Enzimático: secreta enzimas que causam a lise (destruição da membrana plasmática) das células da mucosa intestinal. ● Inflamatório / hipersensibilizante: causam processos inflamatórios. São acompanhados de edemas, inchaços... ● Imunodepressor: Abala o sistema imunológico do hospedeiro para a proliferação / desenvolvimento da doença.. ● Tóxica- parasito elimina substâncias que são tóxicas para o hospedeiro. (resíduos metabólicos do parasitos) ● Mecânica- parasitos podem impedir o fluxo de alimento, bile ou absorção alimenta (provocar obstrução). ● Irritativa- produz irritação apenas com o contato físico. ● Traumatismo- parasito produz lesões no corpo do hospedeiro. .● Anóxia- Redução, carência do fluxo de oxigênio no organismo. Quando o parasito se alimenta de grande quantidade de hemácias Epidemia É a ciência que estuda a distribuição de doenças ou enfermidades, assim como seus determinantes (fator de risco). Com isso, ocorre a promoção da saúde e prevenção da doença. DEFINIÇÕES EM EPIDEMIOLOGIA, ● Fômite: qualquer objeto ou outros; que possa estar contaminado e consegue veicular determinada forma parasitária . Ex: materiais clínicos . ● Incidência: Quantidade de casos novos de uma doença num determinado período de tempo ● Prevalência: Número total de casos (novos e antigos) de determinada doença que ocorreu em período de tempo determinado ● Zoonoses: infecções transmitidas em condições naturais entre outros animais e o homem. - Antropozoonoses: quando é passada do animal para o homem. - Zooantroponose: infecção primária ao homem que pode ser passada para o animal. DEFINIÇÕES EM PARASITOLOGIA ● Agente etiológico: agente causador da doença. ● Agente vetor: o transmissor ● Profilaxia: medidas de prevenção de uma doença ● Infecção: acesso à algo contaminado gerando infecção ● Contaminação: objetos e outros contaminados ● Infestação: parasitos que vivem fora do corpo do hospedeiro. ● Virulência: capacidade do parasito de provocar danos ao hospedeiro. Um processo de adaptação recíproca, de compatibilidade e de baixa virulência do parasitismo, asseguram a sobrevivência de ambas as espécies. Adaptações do parasita aos hospedeiro: ● Morfológicas (degenerações, atrofias, hipertrofias): adaptações anatômicas. ● Biológicas (capacidade reprodutiva, várias formas de reprodução, tropismos): adaptações comportamentais. Tropismo é a aproximação ou afastamento em relação à fonte de um estímulo. Tem o geotropismo, termotropismo, quimiotropismo, tigmotropismo e fototropismo. Endoparasitas: são parasitas que vivem no interior do corpo do seu hospedeiro. Estar alojado em seu hospedeiro é necessário para sua sobrevivência, pois só assim eles conseguem absorver o que precisam. Ectoparasitas: não precisam estar alojados no corpo do seu hospedeiro para sobreviverem; eles conseguem se manter fora, mas estão em contato com o hospedeiro constantemente. Os ectoparasitas são os insetos e aracnídeos e eles infestam os hospedeiro, não infectam. Eles podem transmitir agentes infecciosos, então, quem infecta é o agente etiológico. Estudo dos parasitas O estudo dos parasitas é importante para conhecer as doenças produzidas e transmitidas por eles. Para assim, poder manejar clinicamente os animais nos diferentes contextos de assistências. Importante também para prevenção, diagnóstico e transmissão produzidas e transmitidas pelos ectoparasitos Um bom protocolo de controle e manejo do animal, consequentemente, trará um controle dos ectoparasitas, sem a necessidade de inseticidas e outros manejos agressivos. Objetivo do estudo: saber reconhecer, diagnosticar, tratar e prevenir as principais infestações parasitárias. Objetivo específico: ● Relacionar dentro do ciclo dos parasitos de interesse médico veterinário quais os hospedeiros definitivos e intermediários e sua importância na transmissão dos mesmos. ● Relacionar o ciclo biológico dos parasitos de interesse médico veterinário com as injúrias provocadas pelo hospedeiro. ● Diagnosticar os parasitos estudados, tanto nos hospedeiros como no laboratório. ● Relacionar os parasitos estudados com a sua importância médico veterinário e/ou em higiene e saúde pública. Competências e habilidades ● Estabelecer diagnóstico adequado frente às parasitosesdoloroso do fígado, diarréia, anemia, febre, mal-estar, dor no hipocôndrio direito e eosinofilia sanguínea (duração de 3 a 4 meses) - Fase 2: Quadro clínico benigno ou assintomático (eosinofilia diminuída). Em casos mais graves gera dor abdominal, constipação, anorexia, dispepsia, febre baixa, hepatoesplenomegalia e emagrecimento, urticária e anemia. Uma longa história clínica pode surgir colecistite (inflamação da vesícula biliar), angiocolite (inflamação das vias biliares), calculose ou outros quadros digestivos crônicos. A evacuação é pouco frequente ou constipação intestinal. - Aparece icterícia quando se instala uma colelitíase obstrutiva(formação de cálculos nos ductos biliares). Diagnóstico ● Exame patológico de fezes e bile ● Para humanos: intradermorreação com antígenos de fasciolose hepática e outros testes de imunodiagnóstico. Epidemiologia - fatores predisponentes ● Criação extensiva de ovinos e bovinos; ● Longevidade dos ovos e das metacercárias; ● Grande produção de ovos; ● Presença do hospedeiro intermediário nos pastos; ● Plantação de agriã ema árrasenemics; ● Beber água de córrego em regiões endêmicas; ● Temperaturas e presença de luz solar; ● Alternância de umidade/seca; ● Áreas úmidas, fontes, canais de irrigação e água corrente lenta.; ● Uso irregular de anti-helmínticos em doses ineficientes: resistência. Medidas de controle: 1. Evitar disseminação entre os animais: aplicação de anti-helmínticos 2. Eliminar a fonte de infecção: drenagem das áreas úmidas, usando mosquicidas e controle biológico 3. Cultivo de agriões em águas não-contaminadas por fezes de animais 4. Profilaxia individual (humana): não ingerir agriões crus sem lavagem e nem ingerir água que não seja potável. Família Paramphistomidae …………………………………... Espécie: Paramphistomum Cervi Seu formato é diferenciado, são cônicos e não achatados, tem cerca de 1cm de comprimento. - Há um poro genital no terço anterior do corpo. - Ventosa genital ausente e ventosa ventral na região posterior do corpo. Parasito de duodeno na fase jovem e adulto o estômago (rúmen e retículo) do animal. Hospedeiro definitivo: bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, búfalos e cervídeos Hospedeiro intermediário: moluscos dos gêneros Planorbis, Bulinus e Biomphalaria. Ciclo biológico: similar ao de fasciola hepatica Ciclo evolutivo: no hospedeiro definitivo ocorre totalmente no trato digestivo. Patogenia: - Fase intestinal: erosões na mucosa intestinal - edema, hemorragia e ulceração. - Fase adulta: comensais Sintomatologia: Diarréia, anorexia, anemia, edema, intermaxilar, pele seca… Às vezes ocorre hemorragia retal e mortalidade até 90% Tratamento Na forma imatura: rafoxanida, niclofolan Na forma adulta: oxiclozanida Controle: impedir o acesso dos animais às fontes naturais de água e aplicação de mosquicidas ou remoção manual dos mesmos ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. Família Dicrocoeliidae Espécie: Eurytrema coelomaticum e eurytrema pancreaticum ………………… ……… ● Ventosa oral subterminal. ● Poro genital anterior à bifurcação do tubo digestivo ● 10 a 13 mm de comprimento. ● São hematófagos ● Ruminantes Hospedeiros definitivos: bovinos,búfalos, ovinos, caprinos, suínos e homem. Hospedeiros intermediários: moluscos terrestres do gênero Bradybaena (1) e artrópodes (2) (formigas e gafanhotos) - o ciclo acontece em terra firme, assim não há necessidade de acúmulos de águas. Ciclo evolutivo: 1. O molusco ingere ovos, ocorre a eclosão do miracídio. Em seguida gera o esporocisto I e II e do esporocisto surge a cercária que sai do corpo do caramujo e se adere a vegetação. Quando aderidos à vegetação ocorre a ingestão dos artrópodes. 2. No corpo dos artrópodes se transformam em metacercárias e quando os hospedeiros definitivos ingerirem esses insetos acidentalmente, adquirem o verme adultos que atravessam a parede do intestino e chegam a cavidade peritoneal no qual invadem o pâncreas e os ductos pancreáticos. 3. Ocorre a eliminação dos ovos nas fezes do animal e recomeça o ciclo. 4. Eurytrema coelomaticum Patogenia Gera o espessamento e endurecimento dos canais pancreáticos. Pode gerar caquexia. As lesões no pâncreas são decorrentes do processo inflamatório crônico dos canais - pancreatite crônica. ● Não há relatos de mortalidade. Diagnóstico Exame de fezes por método de sedimentação e necropsia Epidemiologia - controle Semelhante ao da fasciola, combater os caramujos, retirar animais infectados das pastagens, tratamento com anti-helmínticos . Espécie: Platynosomum fastosum ……………… … ● 4 a 8mm de comprimento ● corpo alongado ● Acomete felinos ● Hermafroditas ● Ventosa oral e ventral Hospedeiros definitivos: felinos domésticos e silvestre Hospedeiros intermediários: moluscos (1), crustáceos (2) e lagartos (3). O ovo é dotado do opérculo com cor castanha escura e é encontrado nas fezes de gatos e felinos silvestres. Ciclo evolutivo 1. O molusco ingere o ovo e eclode o miracídio, em seguida o esporocisto que dão origem às cercárias. As cercárias aderem a vegetação ou ficam presentes no solo. 2. Logo, o tatuzinho bola ingere a cercária e dentro do corpo do crustáceo formam as metacercárias. 3. O lagarto ou lagartixa ingere o tatuzinho e o gato ingere a lagartixa, assim, o animal passa a ter os adultos nos canais biliares. Patogenia Cirrose e icterícia Sintomatologia Diarréia, anemias, vômitos e morte Tratamento praziquantel e nitroscanato tatuzinho bola Classe Cestoda ● Corpo achatado, em forma de fita ● Parasitos segmentados ● Corpo dividido em 3 regiões: escólex (cabeça), colo (pescoço) e estróbilo (é composto por segmentos chamados proglotes). ● Não possuem aparelhos digestivos, assim ficam com dependência metabólica em relação ao hospedeiro. Habitat: na forma adulta ficam o tubo digestivo do hospedeiro definitivo e na forma larvária nos tecidos diversos dos hospedeiros intermediários Família Taeniidae Espécies: Echinococcus granulosus, taenia pisiformis, taenia hydatigena, taenia ovis e taenia multiceps (hospedeiros definitivos - cães) e taenia taeniformis (hospedeiro definitivo - gatos) Pro hospedeiro definitivo ter acesso dos cestódeos ele tem que devorar o tecido dos mamíferos intermediários com cisto hidático. Espécie Echinococcus granulosus …………… …….. Adulto: são hermafroditas, com ventosas (4) e uma coroa de gancho no escólex para manter-se fixo no intestino. Doenças: hidatidose (homem, ovinos e outros herbívoros) e equinococose (cães). Ciclo: 1. O verme adulto se abriga no intestino delgado dos cães, os vermes adultos liberam as partes dos corpos dele (proglotes) que estão com ovos e são eliminadas com a fezes do cachorro, assim, contaminando o ambiente. 2. Em seguida, o hospedeiro intermediário ingere acidentalmente os ovos que atravessam a parede intestinal e caem na corrente sanguínea. 3. As oncosferas (larvas) alojam-se nos tecidos e desenvolvem-se em cistos hidáticos (que contém o escólex). Os cistos são mais frequentes nos pulmões e fígado dos hospedeiros intermediários 4. Em seguida, o cão se alimenta de tecidos com cistos e no duodeno cada larva dará origem a um verme adulto. 5. O verme adulto em 2 meses está eliminando os ovos e infectando pastagem. Transmissão Em crianças - pelos dos cães estão repletos de ovos. Em cães, o mesmo deve comer as vísceras do hospedeiro intermediário em que o cisto está presente, se não comer, não terá a verminose. Patogenia No intestino do cachorro é assintomático (h.d), e a patogenicidadevaria com o número de cistos e sítio de desenvolvimento (h.i). Alterações - cisto: - Ação mecânica: pressão exercida pelo cisto no tecido, sensação de peso ou dor. Quando o cisto se armazena no fígado gera ascite, perturbação do fluxo biliar, perda de apetite, ruminação alterada, diarreia e emagrecimento. Já, no pulmão gera dificuldades respiratórias (tosse sibilante, respiração alterada, dispneia e febre). Em casos de ruptura tem a eliminação dos escólex no catarro (hidatoptise) ou retenção e formação de novos cistos. - Reação alérgica: antígenos do cisto aumentam os níveis de IgE. - Rompimento dos cistos: ocorre o choque anafilático - liberação de altas doses de antígenos. A liberação de fragmentos do cisto gera um cisto secundário e produção de embolia, sobretudo no pulmão. Medida: jamais fornecer carcaças frescas de animais para o cão se alimentar. Em casos de carcaça infectada deve haver a incineração Diagnóstico 1. Clinico: pouco utilizado pois sintomas são poucos apreciáveis nos cães. 2. Laboratorial: exame de fezes dos cães (impreciso), necropsia de cães em áreas endémicas Hidatidose humana: Detecção de imagens (pode haver confusão com outros processos tumorais), reações imunológicas, exames microscópicos do escarro ou urina, hemograma, laparoscopia. >> Hidatidose (presença das larvas nos h.i)para destruição dos proglotes. ● Eliminar ratos. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… Classe cestoda ● Segmentado ● Não possuem tubo digestivo - absorção pelo tegumento ● Hermafroditas: cada proglote contém os órgãos sexuais - maturação ao longo do estróbilo. ● Fertilização - auto-fertilização e fecundação cruzada. Os adultos parasitam tubo digestivos, ductos biliares e pancreáticos de vertebrados. Já as larvas parasitam tecidos de vertebrados (cisticercos) e invertebrados ( cisticercóides). Adultos: Não se locomovem muito, ficam fixados pela ventosa. Proglotes 1- Jovem: Não se vê estruturas de reprodução - curtas 2- madruas: Órgão reprodutor completo e hábito pra fecundação 3- Grávida: presença de ovos. proglote grávida Formas larvais de cestoda Família Anoplocephalidae Escólex sem rostelo, rostro ou acúleo (coroa de ganchos) Com ventosas desenvolvidas Proglótides grávidas mais largas do que altas 2 subfamílias (Anoplocephalinae e Thysanosomatinae) Anoplocephala perfoliata …………… ……………… Adultos parasitas do intestino delgado e grosso de equinos. ▪ Larva cisticercóide: Ácaros oribatídeos. Ciclo: 1. Proglotes grávidos eliminados nas fezes 2. Ovos liberados e ingeridos por ácaros 3. Larva cisticercóide: 2 a 4 meses 4. Eqüinos ingerem ácaros infectados na forragem 5. Adultos: 1 a 2 meses após a ingestão do ácaro, no intestino delgado e grosso dos eqüinos. Morfologia ▪ Hermafrodita, com cerca de 6cm. ▪ Adulto com escólex musculoso, sem rosto e acúleos. Possuem 4 apêndices, 2 ventrais e 2 dorsais. ▪ Proglotes espessos, largos e aderidos pela parte central. ▪ Ovo – Aspecto piriforme. Com oncosfera. ▪ Larva cisticercóide – Nos ácaros oribatídeos. TRANSMISSÃO ▪ Ingestão do ácaro infectado com a forragem PATOGENIA ▪ Relativamente não patogênico. ▪ Encontrado em volta da junção íleo-cecal. Infecções maciças: ▪ Ulceração da mucosa no ponto de fixação - Intussuscepção. ▪ Obstrução e perfuração intestinal - Fatal. Sintomatologia: ▪ Definhamento, enterite, cólica e morte (Perfuração). ▪ Ventosas causam intensa congestão local com estrias de sangue nas fezes. EPIDEMIOLOGIA ▪ Acomete eqüinos de todas as idades. ▪ Casos clínicos mais prevalentes em animais de até 4 anos de idade. ▪ Distribuição mundial. PROFILAXIA E TRATAMENTO ▪ Eliminação dos ácaros nos pastos. ▪ Manejo adequado das fezes de equinos ▪ Antihelmínticos antes que os animais comecem um novo pastejo – Pirantel em altas doses. Anoplocephala magna Anoplocephala magna MORFOLOGIA ▪ Hermafrodita ▪ Adulto com escoléx musculoso, sem rostro e acúleos. Sem apêndices Proglotes espessos, largos e aderidos pela parte central. ▪ Ovo – Aspecto piriforme. Com oncosfera. ▪ Larva cisticercóide – Nos ácaros oribatídeos. Ciclo Igual o anterior TRANSMISSÃO ▪ Ingestão do ácaro infectado com a forragem PATOGENIA ▪ Semelhante a A. perfoliata, mais comumente encontrado no jejuno, causando enterite catarral ou hemorrágica, além de obstrução e perfuração intestinal. Sintomatologia: ▪ Semelhante a de A. perfoliata, porém é mais patogênica, pode também ocorrer enterites graves PROFILAXIA E TRATAMENTO ▪ Eliminação dos ácaros nos pastos – aragem e replantio ▪ Manejo adequado das fezes de equinos ▪ Antihelmínticos antes que os animais comecem um novo pastejo – Pirantel em altas doses. Paranoplocephala mammilana Paranoplocephala MORFOLOGIA ■Adulto: Hermafrodita, com 1 a 5 cm de comprimento por 6mm de largura. - Escoléx globoso, sem rostro e acúleos. Possuem 4 ventosas com as aberturas em fendas longitudinais. ▪ Ovo – com aparelho piriforme contendo oncosfera. ▪ Larva cisticercóide – Nos ácaros oribatídeos. HABITAT: Adultos parasitas do intestino delgado e estômago de eqüinos. - Larva cisticercóide: Ácaros. CICLO BIOLÓGICO 1. Proglotes grávidos eliminados nas fezes 2. Ovos liberados e ingeridos por ácaros 3. Larva cisticercóide: 2 a 4 meses 4. Eqüinos ingerem ácaros infectados na forragem 5. Adultos: 1 a 2 meses após a ingestão do ácaro, no intestino delgado e estômago dos equinos. TRANSMISSÃO ▪ Ingestão do ácaro infectado com a forragem PATOGENIA ▪ Relativamente não patogênico. Podem haver pequenas ulcerações na área de fixação dos vermes. EPIDEMIOLOGIA ▪ Acomete eqüinos de todas as idades. PROFILAXIA E TRATAMENTO ▪ Controle dos ácaros nos pastos. ▪ Manejo adequado das fezes de equinos ▪ Antihelmínticos -Praziquantel. Moniezia sp. ..……………………………………………………………… MORFOLOGIA ■ Adulto:Hermafrodita. M.expansa: com 1 a 5 m de comprimento por 1,5 cm de largura - Escoléx globoso, sem rosto e acúleos. - Quatro ventosas com as aberturas em fendas longitudinais. M.benedeni: 0,5 a 4m de comprimento por 2,5 cm de largura. Escólex globoso, sem rostro e acúleos. - Quatro ventosas salientes com as aberturas circulares. MORFOLOGIA ■ Proglotes contendo glândulas interproglotidianas - M. Expansa - distribuidas por toda a extensão do proglote - M. benedeni - em fileira curta, centralizada. ■ Ovo – Triangular ( M. expansa) ou quadrangular (M. benedeni) contendo oncosfera - Larva cisticercóide – Nos ácaros oribatídeos. HABITAT: Adultos parasitas do intestino delgado de ovinos, bovinos e caprinos- M. expansa; M. benedeni- bovinos e ovinos - Larva cisticercóide: Ácaros. Ciclo biológico 1. Proglotes grávidos eliminados nas fezes 2. Ovos liberados e ingeridos por ácaros 3. Larva cisticercóide: 2 a 4 meses 4. Ruminantes ingerem ácaros infectados na forragem 5. Adultos: vivem em torno de três meses no intestino delgado dos animais TRANSMISSÃO ▪ Ingestão do ácaro infectado com a forragem PATOGENIA Inflamação da mucosa intestinal, degeneração de vilosidades intestinais e degeneração gordurosa do fígado. Sintomatologia Evolução em três etapas: 1. Primeira etapa: Mucosas pálidas, emagrecimento e sede excessiva. 2. Segunda etapa: Proglotes nas fezes, distensão abdominal e acessos diarréicos alternados com constipação. 3. Terceira etapa: Caquexia, Diarréia persistente, Locomoção difícil, anemia intensa e óbito. OBS. A doença pode ser assintomática. EPIDEMIOLOGIA ▪Casos clínicos mais prevalentes em animais de até 1 ano de idade. ▪ Distribuição mundial. DIAGNÓSTICO pelos ovos(triangulares em M. expansa; quadrangulares em M. benedeni ) e pelas proglotes nas fezes. PROFILAXIA E TRATAMENTO ▪ Controle dos ácaros nos pastos. ▪ Manejo adequado das fezes de ruminantes ▪ Antihelmínticos: praziquantel,niclosamida e benzimidazóis Thysanosoma actinoides Thysanosoma actinoides Morfologia • escólex esférico (1,5mm de diâmetro) e com 4 ventosas globosas; • Proglotes mais largos que longos, dotado de franjas nas bordas posteriores; • adultos com 35 até 80 cm de comprimento Habitat: Adultos- no intestino delgado, canais pancreáticos e biliares de ruminantes. - Larvas cisticercóides: organismo de insetos da ordem dos psocópteros, que tem vida livre e de oribatídeos. OBS: os psocópteros são vulgarmente chamados de piolhos da casca de árvores ou piolhos da poeira. Ciclo Quadro clínico em ruminantes: • Obstrução dos canais biliares dificultando e até impedindo o fluxo de bile e de suco pancreático ao intestino- distúrbios intestinais. • Normalmente só se verifica emagrecimento acentuado. Pode ocorrer obstrução do ducto biliar causando icterícia e até colangite (inflamação dos canais biliares) • Abatedouro: condenação do fígado (inspeção) Transmissão ▪ Contaminação de alimentos com insetos e oribatídeos. Diagnóstico Exame de fezes- visualização de proglotes com franjas PROFILAXIA ▪ Tratamento dos animais ▪ Manejo adequado das fezes de ruminantes TRATAMENTO: ▪ Antihelmínticos: praziquantel,niclosamida e benzimidazóis. Família dilepididae Dipylidium caninum …………………………………………………………. - Parasito de cão e gato Morfologia • Escólex alongadocom rosto retrátil, com 4 a 7 coroas de ganchos em forma de espinhos de roseira, ventosas circulares. • Proglotes grávidos com formato de grão de arroz e com aparelho genital duplo com um poro se abrindo em cada borda • As proglotes podem sair ativamente pelo anus • Habitat: Adultos- intestino delgado de cães e gatos e, acidentalmente, de humanos. – H. D - Larvas cisticercóides:cavidade geral de pulgas (Pulex irritans,Ctenocephalides canis e Ctenocephalides felis) e de piolhos malófagos(Trichodectes canis). – H. I Ciclo biológico Quadro clínico em cães :➢Poucos adultos: sem sintomas ➢Carga parasitária alta: inflamação da mucosa intestinal, diarréia,cólica, alteração do apetite e emagrecimento exagerado; arrastamento do ânus no solo(andar sentado) ➢Casos graves: pode ocorrer intussuscepção e obstrução intestinal, distúrbios nervosos. Diagnóstico 1. Clínico – Sinais e sintomas. 2. Laboratorial: Exame de fezes dos cães – observação das proglotes. EPIDEMIOLOGIA ▪ Pulgas e piolhos X cães e gatos ▪Relação proprietários e cães PROFILAXIA ▪ Tratamento dos cães. ▪Eliminação de pulgas e piolhos (tratamento de cães e combate no canil) ▪Manejo adequado das fezes de cães ▪ Cuidados com alimentos e hábitos humanos TRATAMENTO • Anti-helmínticos (praziquantel,nitroscanato, niclosamida, bunamidina) associados a inseticidas (para eliminação das pulgas e piolhos ). ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. Nematóides Platelmintos (vermes chatos) - trematoda (folha) - cestosa (segmentado) Nematelmintos (vermes redondos) - nematoda ● São vermes redondos ● Apresentam dimorfismo sexual ● Ciclo em geral monoxenos, porém existem alguns heteroxenos (filarióides) ● Crescimento por tamanho e não por número de células ● Sistema circulatório e respiratório ausente ● Sistema digestivo completo ● Sistema nervoso ● Sistema reprodutor grande Sistema reprodutor São dióicos - os sexos se encontram separados em indivíduos diferentes Em Strongylida há uma bolsa copuladora nos machos Há presença de espículas quitinizadas para manter a vulva aberta Estágios de desenvolvimento do ovo A- Ovo em estágio de mórula B- Ovo em desenvolvimento embrionário C- Ovo embrionado D- Larva em início de eclosão. Sistema digestivo ● Boca apresenta 6 lábios que podem estar fundidos em pares - Algumas espécies tem somente 2 lábios ou nenhum ● Pode apresentar dentes ou lâminas e papilas sensoriais. Esofago - pode apresentar uma porção muscular e outra glandular. Há tres tipos de esofago: A. Oxiuróide com bulbo posterior B. Rabditóide com pseudobulbo, istmo e bulbo C. Filarióide sem bulbo Tegumento ● A epiderme é sincicial (formada por uma massa celular multinucleada) ou celular. ● Produz uma cutícula celular, lisa, resistente e oferece proteção ao animal. A cutícula sofre mudas para o organismo crecer (ocorre 4 mudas até a maturidade secual) ● Abaixo da epiderme existe uma camada muscular com fibras dispostas longitudinalmente Classificação segundo a transmissão ● Nematóides de infecção passiva: ingestão de ovo ou larva ●Nematóides de infecção ativa: penetração de larvas pela pele e mucosa. Nematódeos pulmonares Dictyocaulus spp. ……………… ……………………………….. ● Conhecido como verme dos pulmões ● Causa bronquite parasitária dos ruminantes e equídeos ● Apresenta ciclo direto ● Pode levar a morte em infecções maciças de animais jovens ● As larvas eliminadas pelos hospedeiros podem permanecer meses no pasto. Morfologia: ● Boca com 4 diminutos lábios e cápsula bucal pequena ● Bolsa copuladora pequena e arredondada, espículo curto ● Cauda cônica (fêmea) Epidemiologia ● Climas amenos e úmidos. ● Regiões serranas e vales próximos a serra. ● Região sudeste (outono- inverno). ● Adultos - fonte de infecção. ● Imunidade sólida - contato com o agente. Viviparus ● Pneumonia verminose dos bovinos ou bronquite parasitária principalmente nos bovinos jovens. ● Forma Infectante: L3 ● Acomete os alvéolos, brônquio, bronquíolos, traqueia ● Fezes: L1 Ciclo 1. Eliminação nas fezes L1, cai no ambiente com a pastagens, no ambiente ela sobrevive e vai se desenvolver . 2. Quando em L3, a larva é ingerida e vai até o intestino onde penetra na mucosa intestinal, atravessa a mucosa, vai pra corrente sanguínea e na corrente sanguínea chega até as vias respiratórias. 3. No pulmão ela faz uma muda para L4 e posteriormente há a última muda, para os adultos, no qual ocorre a cópula e produção de ovos larvados que vão para os alvéolos, causando inflamação e aumento da secreção pulmonar. 4. A secreção é expectorada e deglutida e, assim, os ovos vão para o sistema digestivo e quando eliminados na fezes a larva já está el L1. Sintomas ● Forma aguda (jovens) - tosse, cianose, respiração acelerada e difícil, catarro nasal - Retardo no crescimento ● Forma crônica (adultos) - tosse, dispnéia, letargia. Diagnóstico ● Histórico da região ● Sintomas clínicos ● Período do ano ● Laboratorial - método de baermann = L1 nas fezes. ● Pós- mortem - necropsia. Controle ● Portadores assintomáticos ● Permitir que o bezerro adquira unidade ● Larva sensível a temperaturas altas e pouca umidade ● Tratamento após início dos sintomas ● Uso de anti-helmínticos ● Vacinação Arnfield ● Asininos - hospedeiros naturais ● Equino infecção quando em contato com asininos e muares. ● Animais jovens são mais susceptíveis e adultos não atingem a patência (imunidade) gerando apenas tosses e hiperpnéia. Ciclo Igual o anterior A diferença é que nem sempre a larva em primeiro estágio eclode, devido ao equino ter apenas um estômago, então os ovos são liberados na fezes. Controle ● Tratamento de vermes pulmonares ● Uso de anti helmínticos Filaria ● Ovinos e caprinos (mais susceptíveis) ● Ciclo, tratamento e diagnóstico são iguais do bovinos ● Patogenia - menos grave, porém é mais frequente o aparecimento de corrimento nasal e infecção secundária. Metastrongylus sp. …… …………………………………… ● Parasito de suínos ● Boca circundado com 2 lábios trilobados e cavidade bucal reduzida ● Fêmea com cauda cônica ● Macho com bolsa copuladora e espículos longos ● Animais jovens mais susceptíveis ● Fezes: ovos com L1 Hospedeiro intermediário: minhoca Ciclo 1. Ovos com a larva eliminados nas fezes e nas fezes a larva eclode e fica no ambiente. 2. A minhoca ingere a L1 e dentro da minhoca há o desenvolvimento da larva até L3 3. O suíno ingere a minhoca com L3 4. No estômago é degradada que vai até o intestino, penetra na cuosa inestina, corrente sanguínea e chega até o pulmão 5. No pulmão ocorre a muda para adultos que realizam a cópula e faz as postura de ovos 6. Expectoração e deglutição, eliminação dos ovos na fezes. Leitões jovens - tosse ruidosa, dispneia, corrimento nasal e pneumonia secundária. Diagnóstico Exame direto - Ovos larvados nas fezes (flutuação) - Necropsia Tratamento Anti-helmínticos (levamisol) Controle Impedir o contato entre o suíno e o hospedeiro intermediário (minhoca) Manter suíno em solo seco ou concentro Eliminar adequadamente as fezes Tratar os animais doentes e removê-los para locais Aelurostrongylus abstrusus ……………………………………….. ● Boca com lábios pequenos e cápsula rudimentar ● Fêmea com cauda cônica ● Macho com bolsa copuladora pequena com espículos iguais e curtos. ● Hospedeiro definitivo: felídeos (pneumonia granulosa) ● Hospedeiro intermediário: moluscos ● Paratênicos (transporte): roedores, aves e répteis Ciclo 1. L1 liberada nas fezes e penetra na região podal do molusco 2. No músculo se desenvolve até L3 3. Aves, répteis e roedores ingerem os moluscos 4. O felídeo ingere o molusco com L3 ou o HP, a larva atravessa a parede intestinal > corrente sanguínea > pulmões. 5. No pulmão corre o desenvolvimento dos adultos e a fêmea põe ovos embrionados. 6. Ocorrea eclosão dos ovos no pulmão (L1) que é expectorada e deglutida e liberada nas fezes. Patogenia ● Formação de trombos = ovos nos ramos da artérias ● Hipertrofia muscular dos brônquios ● Baixa patogenicidade, boa recuperação após tratamento. Sintomas Tosse, escarro mucóide, espirros Diagnóstico ● Método de baermann (presença de larvas nas fezes). ● Exame do escarro e esfregaço faríngeos ● Necropsia Tratamento Ivermectina e Fembendazole Controle Evitar acesso de gato com os hospedeiros paratênicos. Syngamus trachea … ………………………………………... ● Cavidade bucal desenvolvida ● Boca com anel quitinosa ● Cápsula bucal com 6 a 10 dentes pequenos no fundo ● 6 papilas cefálicas e cervicais ausentes ● Macho com bolsa copuladora reduzida ● Macho e fêmea vivem em cópula permanente Hospedeiro: aves (galinha e peru principalmente) Hospedeiro paratênico: minhoca, lesma, besoura, caramujo. ● Patogenia grave em aves jovens: se migrar para pulmões em infecções pesadas ocasionará pneumonia e morte. ● Infecções menos severas causam traqueítes hemorrágicos com produção de muco e oclusão parcial das vias aéreas com dificuldade de respirar. Ciclo: 1. Eliminação do ovo em forma de morula na feze das aves 2. Do ovo, os hospedeiros paratênicos que ingere o ovo contendo l3. 3. Ave pode se infectar ingerindo o ovo com L3, ingerir diretamente a larva L3 ou ingerir o hospedeiro paratênico com l3 4. L3 no intestino > mucosa> corrente sanguínea > pulmão 5. Larva migra na traqueia e ocorre a cópula e libera o os ovos 6. Os ovos com a secreção é expectorada e ingerido, sendo eliminado nas fezes SIntomas ● Pneumonia e traqueíte catarral ● Dispneia e depressão ● Presença de vermes adultos e muco na traqueia ● Asfixia e sufocamento ● Morte Diagnóstico ● Sinais clínicos ● Exame direto - ovos nas fezes - Swab traqueal ● Necropsia Tratamento Tiabendazol e fenbendazol, levamisol Controle ● Não criar aves jovens com adultas ● Manter ambiente seco e sem contato com aves silvestres ● Drogas profiláticas periodicamente Mammomonogamus sp ……………… ………………………….. ● Cópula permanente ● Não é considerado patogênico ● Parasito de bovinos, búfalos e caprinos ● Parasita de mamíferos com passagem respiratória. - pode causa tosse, emagrecimento e bronquite em animais jovens Não se sabe ao certo o ciclo - supõe-se que seja semelhante ao Syngamus trachea. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. Nematóides Vermes de corpo cilíndrico, monoxênico, são dióicos, não há hermafroditismo, tubo digestivo completo. Presença de expansão cervical em algumas espécies. Se alimenta de proteínas, carboidratos, vitaminas e gorduras. Fazendo assim, ocorrer a emaciação. Transmissão: ingestão de larvas e adultos. Em algumas espécies transmissão congênita e transmamária. Família: Ascarididae - conhecidos como lombrigas Ascaris suum …………………………………… ………………………... ● Maior nematódeo de suínos ● Não transmissão congênita e nem transplacentária ● Ovo amarelado, com casca espessa e mamilada (protuberâncias na casca) Presença desse verme faz com que ocorra regurgitação e eliminação do verme pela boca. Em casos de carga parasitária alta. Ciclo biológico Direto: única muda pré-parasitária 3 semanas após eliminação do ovo. As fezes dos animais são depositadas no solo e para que ocorra a infecção a fezes deve ficar um tempo no ambiente para o ovo terminar o embrionamento e formar a larva até l3. 1. Ingestão do ovo contendo L3 2. Eclosão do intestino delgado 3. L3 penetra ativamente na mucosa intestinal chegando aos vasos sanguíneos > fígado > coração direito. 4. Chega no pulmões e ocorre o desenvolvimento da L3 até L5 5. A l5 sobem pelas vias aéreas (tosse e descarga nasais) e são deglutidas, chegando ao intestino delgado. 6. Adultos machos e fêmeas copulam ocorre a liberação dos ovos pelas fezes. Hospedeiro paratênico: minhocas, podem ingerir os ovos e incorporam a larva 3 e vai ficar retida no corpo da minhoca at´a ingestão dos suínos. Ciclo de loss: ciclo pulmonar no ascaris lumbricoides humanos ● Febre baixa (passagem na corrente sanguínea) ● Tosse ● Reação inflamatória / eosinofilia sanguínea (migração das larvas no pulmões) Patogenia 1. Fase de invasão larvária: Pode ter pneumonia, surgimento de lesões hepáticas chamadas de manchas de leite. Clinicamente, há discretos sinais de bronquite. 2. Fase de infecção intestinal: Presença do helminto, ação das toxinas por eles eliminadas, obstrução intestinal, migração para o ducto biliar - icterícia obstrutiva com condenação de carcaça. Sintomatologia ● Perda de apetite emagrecimento - competição por vitaminas do complexo B ● Queda na produção. ● Sintomatologia em casos de obstrução intestinal ( cólica, má digestão, perda de apetite) e biliar - ● Em leitões - pneumonia Epidemiologia ● Imunidade parcial a partir de 4 meses de idade ● Ocorrência o ano todo ● Pode infectar bovinos e ovinos Controle ● Higiene na alimentação e cama em suínos confinados No pasto: rotação de piquetes Tratar porcas prenhes, suínos jovens e varrões a cada 6 meses. Tratamento ● Benzimidazóis administrados junto com a alimentação. ● Suspeita de pneumonia: levamisol injetável de ivermectina ● Importante: remoção e destruição de fezes por 3 e a 4 dias após o tratamento, pois os ovos não são destruídos apenas as larvas. Ascaris lumbricoides ……………………… ……………………… ● Larvas: infecções maciças - lesões hepáticas e pulmonares ● Vermes adultos: infecções médias ou maciças - Ação tóxica: edema, urticária - Ação espoliadora - Ação mecânica: irritação na parede e obstrução intestinal. Toxocara canis - lombriga dos cães ………………... ● Verme grande e branco ● Machos têm pontas enroladas, diferentes da fêmea. ● Via mamária e transplacentária. ● H. paratênico: ratos ● Ovo castanho escuro, com casca espessa com escavações. Papel do veterinário: despertar no proprietário a possibilidade dele estar infectado pela larva do verme provocando lesões em vários órgãos. Adultos e crianças podem desenvolver. Ciclo: 1. Cão elimina os ovos com as fezes. 2. Passam duas semanas no solo para desenvolver a larva. 3. Cão ingere os ovos em alimentos contaminados, por lambedura, farejura e outros. A criança também pode ser contaminada. Transmissão ● Ingestão de ovo contendo L2: em cães até 3 meses - cães com mais l2 se encista em vários tecidos (fígado, pulmões, cérebro, coração, músculo esquelético e paredes do trato digestivo). ● Infecção pré-natal: 3 semanas antes do parto l2 migram para os pulmões do feto e muda pra l3 e completa o ciclo no cão recém nascido ● Infecção transmamária: ingestão de l3 pelo leite ● Hospedeiros paratênicos: roedores ou aves Patogenia 1. Fase de invasão larvária: a importância da lesão depende do número de larvas. Pode gerar infecções maciças: pneumonia com edema pulmonar 2. Fase de infecção intestinal: presença de adultos no intestino. Infecções maciças: enterite mucóide com oclusão intestinal, perfuração (peritonite), obstrução doducto biliar. Filhotes choram e gritam de modo contínuo. Sintomatologia ● Infecções moderadas: aumento do volume intestinal, diarréia, presença de vermes no vômito ou fezes ● Infecções maciças: tosse, aumento da frequência respiratória, corrimento nasal ● Morte dos filhotes infectados por via placentária Epidemiologia ● Distribuição mundial ● Altas prevalências em cães com menos de 6 meses alta fecundidade das fêmeas. ● Ovos resistentes ● Reservatório constante da infecção nos tecidos das cadelas Controle ● Tratamento dos cães: 2 semanas de idade e 3 semanas depois do primeiro tratamento (Benzimidazóis mebendazol e fembendazol; pirantel, avermectina, selamectina…) ● Tratamento das cadelas 3 semanas antes do parto e 2 dias após o parto. ● Tratamento dos cães adultos a cada 6 meses. Larva migrans visceral e ocular Infecções do homem pela ingestão de ovos com L2 de toxocara canis ● Invasão larvária e encistamento no fígado: hepatomegalia ● Invasão e encistamento em outros órgãos: olho, cérebro, coração, músculo esquelético, pulmões e manifestações cutâneas. - Pulmão: tosse, dispneia, anorexia e dor abdominal - SNC: manifestações neurológicas - Perda da visão Prevenir a infecção da criança/humanos: Tratar os animais e impedir que ele tenha acesso aos locais públicos e tratamento de cães e gatos Toxocara cati …………………………………………………………... ● Infecção mista com Toxascaris leonina ● Diferenciação através da visualização das asas cervicais ● Ovo: subglobular com casca espessa, escavada e incolor Ciclo biológico: igual a do T. canis, exceto por não ocorre infecção pré natal. Além de camundongos, vários outros animais podem ser hospedeiros paratênicos - galinhas, minhocas e baratas. Patogenia e sintomatologia ● Alterações intestinais: aumento abdominal, diarreia, paisagem feia e desenvolvimento retartado Importância em saúde pública: causa rara de larvas migrans visceral e ocular em humanos. Deve-se realizar limpeza permanente do ambiente. Toxascaris leonina ………………………………………………………….. Mais importante em animais adultos ● Tem ciclo mais simples dos ascarídeos de cães e gatos. ● Especificidade de hospedeiro baixo: infecta muitas espécies mecânicos e felinos ● Morfologia: presença de asas cefálicas mais longas e estreitas do que a do T. cati - Ovos com casca lisa e espessa. Transmissão ● Ingestão de ovos contento l2 ● Ingestão de hospedeiros paratênicos Não há migração somática (ciclo de loss) e nem transmissão transplacentária e malária Sintomatologia Subdesenvolvimento, abdome proeminente e diarréia. Pode haver obstrução intestinal em infecções mistas com T cati. Tratamento: Mebendazol, mebendazol, piperazina e pirantel Controle Tratamento dos infectados, higienização do ambiente, eliminação de roedores. Neoascaris vitulorum ………………………………………………………………. ● Hospedeiro: bovinos, bubalinos ● Localização: adulto no intestino delgado e larva faz migração somática. ● Maior parasito intestinal de bovinos ● Ovo: subglobular, caca espessa e escavada. Ciclo Semelhante ao de toxocara canis 1. Bezerros: adquirem a larva pelo leite materno - não há migração das larvas que vão para o intestino, transformam-se em adultos, eliminando os ovos 2. Bezerros com menos de 4 a 6 meses de idade: ao ingerir ovos, há migração larvar (ciclo pulmonar). 3. Bezerro com mais de 6 meses: possuem imunidade, larva migram para os tecidos onde ficam quiescentes. Nas fêmeas retomam o desenvolvimento no final da prenhez ocorrendo a transmissão transmamária. Sintomatologia ● Intestinais: bezerros até 6 meses ● Infecção maciça: diarreia intermitente, retardo no desenvolvimento ● Enterite catarral ● Obstrução intestinal, perfuração intestinal, peritonite e óbito ● Bezerros intensamente infectados podem exalar odor semelhante ao da acetona ● Aspecto muito importante: fêmeas como reservatórios de larvas, transmissão pelo leite. Tratamento e controle: ● Antihelminticos ● Tratamento de bezerros de 3 a 6 semanas de idade impedindo que os vermes em desenvolvimento eliminem ovos para o ambiente. Parascaris equorum - equídeos …………………………………….. ● Hospedeiros: equino e asininos ● Acometem potros jovens, animais com mais de um ano são resistentes a infecções. ● Distribuição mundial ● Localização: no adulto ID ● Ciclo: semelhante ao A. summ (ciclo de loss), não há evidência de infecções pré-natais ou trans mamárias. ● Ovos muito resistentes ao ambiente, subglobular com casca escavada. Patogenia ● Migrações larvárias causam perfurações nos órgãos. ● Reações alérgicas contrações eosinofílicas nos órgãos afetados. ● Enterite moderada ● Desnutrição pela competição com nutrientes ● Obstrução e perfuração intestinal Sintomas ● Tosse e descargas nasais ● Infecções intestinais leves ● Infecções moderadas: menos ingestão de alimento, menor ganho de peso ● Infecções intestinais maciças: distúrbios intestinais como cólica, perfurações intestinais, enterite crônica e morte Epidemiologia ● Eliminação de milhões de ovos/dia nas fezes dos potros parasitado ● Extrema resistência dos ovos no meio ambiente. Tratamento e controle ● Piperazina, ivermectina, pamoato de pirantel ● Atentar ao fato que a morte dos vermes em infecções maciças pode levar à obstrução total do intestino. ● Não há desinfectantes com ação direta efetiva; ● Limpeza e remoção das fezes periodicamente, utilização de jato de água com vapor, limpeza do úbere das éguas; ● Evitar o uso dos mesmos piquetes para égua lactantes e seus potros em anos sucessivos. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. Estrongilídeos de ruminantes • Animais de produção • Parasitas do trato gastrointestinal, sistema respiratório e urinário. • Características morfológicas comuns: - Bolsa copuladora bem desenvolvida e com dois espículos iguais. - Pequenos: comprimento e diâmetro reduzidos. Ciclo biológico: 1. Fêmea fa oviposição 2. grande quantidade de ovos eliminados pelas fezes na fase de mórula 3. L1 eclode e se alimenta de microrganismos nas fezes > L2 > L3. 4. L3 abandona bolo fecal e não se alimenta (pode sobreviver meses dependendo do clima) 5. L3 ingerida pelo hospedeiro. 6. L4 - L5 -Vermes adultos habitam a luz do sistema digestório de ruminantes (abomaso e intestinos) 7. Cópula Exceção do ciclo: • Bunostomum spp. → L3 também pode penetrar ativamente pela pele, neste caso há migração pulmonar. Aspecto epidemiológico • Temperatura e umidade (mais importantes): temperatura ideal entre 18 e 26°C. • Chuvas intensas propiciam a migração de grande número de larvas para a pastagem. • Mesmo após secas prolongadas o pasto pode repentinamente servir como fonte de intensa infecção para os animais (larvas resistem à dessecação, bolos fecais acumulados). • Idade do hospedeiro - Animais jovens são mais susceptíveis que animais adultos. - Animais adultos ajudam na contaminação das pastagens (subclínico). Animais adultos também podem apresentar forma clínica com mortalidade (ovinos e caprinos). Haemonchus ……………………………………… ………………….. • Distribuição mundial. Responsável por grandes perdas em ovinos e bovinos, principalmente em regiões tropicais • Adultos têm 2 a 3 cm de comprimento (grandes) • Os ovários são enrolados em espiral ao redordo intestino. • Vermes frescos: ovários brancos enrolados com intestino repleto de sangue: aspecto de pirulito. • Extremidade anterior: papilas cervicais e uma lanceta minúscula no interior da cápsula bucal (permite obter sangue dos vasos da mucosa). • Extremidade posterior: Fêmea possui um apêndice vulvar. Patogenia • Hemoncose • São hematófagos – mais patogênico • Localização: Abomaso • Anemia hemorrágica aguda - cada verme suga 0,05 ml de sangue/dia. - Ovino com 5.000 vermes pode perder cerca de 250 ml de sangue/dia. Hemoncose: 1. Aguda: Anemia evidente em 2 semanas, inapetência (perda do apetite), pode ocorrer edema submandibular, letargia, fezes de coloração escura, geralmente não há diarréia. - Necrópsia: lesões hemorrágicas na mucosa do abomaso, conteúdo líquido e marrom-escuro, carcaça pálida. 2. Hemoncose hiperaguda: Rara, infecções maciças, morte súbita por gastrite hemorrágica aguda. 3. Hemoncose crônica: Infecções leves, quadro clínico crônico = perda de peso, fraqueza e inapetência. Certa carga parasitária induz imunidade – só tratar animais com OPG alto. Quando há infecção por larvas de H. contortus concomitante a infecções com adultos em abomaso = anticorpos produzidos eliminam adultos. Ostertagia ………………………………………………………... • Adultos: finos, acastanhados, com cerca de 1 cm de comprimento • Localização - Adultos: mucosa do abomaso de ruminantes. - Estágios larvais: glândulas gástricas. • Extremidade anterior: Papilas cervicais • Extremidade posterior do macho: Espécies diferenciadas pelo formato do espículo. Patogenia • Maiores alterações ocorrem quando as L5 emergem das glândulas gástricas. • Realiza hipobiose • Infecções maciças = diminuição da secreção glandular ácida (pH 2,0 - pH 7,0). • Edema, hiperemia e necrose da mucosa. • Linfadenomegalia regional, hipoalbuminemia Sintomas • Diarréia aquosa profusa • Anorexia • Pêlos arrepiados e opacos • Anemia (moderada) • Edema submandibular • Perda de peso (até 20% em 7-10 dias). Trichostrongylus ………………………………………………. • Adultos com menos de 7 mm de comprimento • Sem cápsula bucal evidente • Sulco excretor na região esofágica • Extremidade posterior macho: Espécies diferenciadas pelo formato dos espículos • Extremidade posterior fêmea: A fêmea tem cauda que afina abruptamente, ovos enfileirados. Patogenia • Localização: Abomaso de ruminantes (T.axei), Intestino delgado de ovinos e caprinos (T. colubriformis) • Atrofia de vilosidades com diminuição de absorção de nutrientes. • Após a ingestão, a L3 forma túneis entre o epitélio e a lâmina própria. • Realiza hipobiose Abomaso • Parasito causa redução na glândula gástrica funcional responsável pela produção de suco gástrico proteolítico e ácido • Consequência: redução da acidez abomasal Sintomas • Infecções leves: inapetência e diminuição no ganho de peso. • Infecções maciças: diarréia. Cooperia ……………………………………………………………………………….. • Tamanho pequeno (até 1 cm de comprimento) • Localização: intestino delgado e raramente o abomaso. • Extremidade anterior: Vesícula cefálica pequena, possuem estrias cuticulares transversais na região esofágica. • Extremidade posterior: Macho diferencia espécie pelos espículos. Fêmeas possuem apêndice vulvar pequeno e cauda longa e pontiaguda. Patogenia • Pouco patogênico • Atrofia de vilosidades com diminuição de absorção de nutrientes • Infecções leves: inapetência e diminuição no ganho de peso. • Infecções maciças: diarréia Nematodirus spp ………………………………………………………………. • Mais comum em zonas de clima temperado - Nematodirus battus (ovinos, ocasionalmente bezerros). - N.filicollis (ovinos e caprinos) - N. spathiger (ovinos e caprinos, ocasionalmente bovinos) - N. helvetianus (bovinos) - N. abnormalis e N. oiratianus (ovinos e caprinos). • Os adultos são finos, de 2 cm de comprimento, ficam enovelados no intestino. • Vesícula cefálica pequena mas distinta: presença de estrias transversais • Machos possuem espículos longos e finos, com pontas fundidas • Fêmea possui cauda curta e com um espinho • Ovo é grande, 160µm x 70 µm (dobro do tamanho do ovo típico de tricostrongilídeo), oval e incolor Patogenia • Atrofia de vilosidades com diminuição de absorção de nutrientes. • Infecções leves: Inapetência e diminuição no ganho de peso. • Infecções maciças: diarreia. Bunostomum ………………………………………………………………. • Um dos maiores nematóides do intestino delgado de ruminantes, têm 1 a 3 cm de comprimento. • Extremidade anterior curva. Há uma cápsula bucal com 2 lâminas cortantes na borda e um cone dorsal localizado internamente. Patogenia • Penetração ativa – problema no casco • Penetram na pele e chegam aos alvéolos –problemas respiratórios • Hematófago - Bunostomum trigonocephalum - Ovinos e Caprinos - Bunostomum phlebotomum - Bovinos Sintomas • Infecções de 100 a 200 vermes podem provocar anemia, hipoalbuminemia, perda de peso e, ocasionalmente, diarréia. • A penetração cutânea em bezerros pode causar prurido e o ato de bater os pés. Oesophagostomum ………………………………………………………... • Vermes brancos, com 1 a 2 cm de comprimento, de extremidade anterior afilada. • Localização: Intestino grosso • Cápsula bucal pequena, podendo estar rodeada por coroas lamelares. • Vesícula cefálica (A): ao redor da cápsula bucal • Vesícula cervical (B): logo em seguida à vesícula cefálica Patogenia • Os vermes adultos são pouco patogênicos. • Larvas: causam enterite grave, penetram na mucosa, provocam a formação de nódulos. • O. radiatum em bovinos = formação de nódulos de até 5 mm de diâmetro. • Realiza hipobiose Sintomas • Infecções maciças - colite ulcerativa - quadro crônico de emaciação - diminuição da produção de carne, leite e lã. - Retardo no crescimento Sintomas clássicos de helmintoses em bovinos: • Retardo do crescimento, • hiporexia, • pelos arrepiados, • diarréia, • desidratação • diminuição da produtividade, • infecção bacteriana secundária, • Pneumonia (Bunostomum) Diagnósticos dos estrongilídios em ruminantes • Sintomas clínicos e lesões • Exame de fezes = OPG (ovos por grama de fezes) • Coprocultura = desenvolvimento de larvas Profilaxia • Tentar minimizar a elevação do número de larvas na pastagem. • Evitar que animais mais susceptíveis (bezerros, cordeiros) entrem em contato com as larvas = animais transferidos para pastagens descontaminadas. • Uso de anti-helmíntico ex: levamisol, pirantel, ivermectina - O princípio de uma estratégia de controle por helmintos gastrintestinais, consiste em manter uma população residual, porém constante, principalmente nos animais jovens. • Separar os animais por faixa etária, propiciando melhor aproveitamento das pastagens. • Manter nível adequado de nutrição, visando reduzir o efeito de parasitos em níveis econômicos. • Utilizar sistema de rotação de pastagens, para diminuir a taxa de infecção das larvas infectantes. • Controle da densidade de animais • Confinamento = instalações devem ser limpas periodicamente ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. Nematódeos parasitas de galinhas Hetrakis galinarum …………… ……………………………………………… • Hospedeiros: aves domésticas e silvestres • Localização: cecos • Distribuição: mundial • Vermes esbranquiçados de até 1,5 cm de comprimento. • Cauda pontiaguda e alongada • Macho: Espículos de tamanhos diferentes,ventosa pré-cloacal e asas caudais • Fêmea: Extremidade posterior afilada, vulva no terço médio do corpo. • Ovo – formato ovóide, casca fina, muito semelhante ao ovo de Ascaridia spp. Ciclo biológico: 1. Vermes adultos nos cecos. 2. Fêmea: postura de ovos que são eliminados com as fezes. 3. No ambiente > L1 e L2. Podem permanecer infectantes no solo por 4 anos. 4. Ovo com L2 pode ser ingerido: • Pela ave • Pelo inseto, moscas • Por minhoca (hospedeiro paratênico) >eclosão da L2 (as larvas podem permanecer viáveis nestes hospedeiros por pelo menos 1 ano). 5. Ave ingere ovo, mosca ou minhoca contendo L2 > liberação da L2 na moela ou duodeno > ceco > muda parasitária > adulto. Algumas larvas penetram superficialmente na mucosa, ficam por 2 a 5 dias antes de se transformarem em adultos As fêmeas iniciam a ovipostura 24 a 36 dias após a ingestão dos ovos infectantes. • Minhocas que ingerem os ovos pertencem aos gêneros: Lumbricus, Allolbophora e Eisenia. Ação sobre o hospedeiro: • Geralmente não patogênico. • Importância como vetor do protozoário Histomonas meleagridis (entero-hepatite dos perus).- Doença da cabeça preta Diagnóstico: • H. gallinarum - exame parasitológico de fezes (ovos) e necrópsia (presença dos vermes) • Tratamento: Piperazina, levamisol (na água de bebida ou na ração). • Controle: Principalmente quando há casos de histomonose, evitar de criar galinhas juntamente com perus e remoção e destinação adequada da cama utilizada nas criações. Ascaridia Galli …………… …………………………………………………. • Hospedeiros: galináceos • Ciclo direto – monoxênico • Ovos no ambiente podem ser ingeridos por minhocas (hospedeiro paratênico) • Vermes penetram na parede intestinal • Não apresenta migrações viscerais • Infecção ocorre pela ingestão de ovos no ambiente ou hospedeiro paratênico • Infecções secundárias no intestino e anemia são comuns Diagnóstico: exame parasitológico de fezes (ovos) e necropsia (presença dos vermes) Tratamento: piperazina,levamisol (água de bebida) Controle: Tratamento e remoção e destinação adequada da cama utilizada na criação. Ancilostomose Classe: Nematoda Família: Ancylostomatidae (boca curva) Morfologia Sub-família: Ancylostomidae - dentes na margem da boca. - Ex: A. braziliense, A. caninum e A. tubaeforme. Subfamília: Uncicariinae - um par de lâminas cortantes circundando a boca. - Ex: Bunostomum phlebotomum (bovinos) e B. trigonocephalum (ovinos e caprinos). Possui bolsa copulatória onde está o aparelho reprodutor masculino A. Brasilienze (mais comum em gato) ● Um par de dentes ● A femea ode liberar 4 milovos por dia - Larva migrans cutânea humana A. Caninum (mais comum em cães) ● Três pares de dentes ● 7 a 28 mil ovos por dia. Maior importância patogênica. A. tubaeforme (parasito de gatos) ● Parecido com A. raziliense ● Frequência maior no sul Os ancilostomídeos que parasitam o homem podem ser distinguidos pela morfologia da cápsula bucal e pela bolsa copulatória. - A. duodenale - N. Americanus - A. brasiliense - A. caninum Patologia da ancilostomíase Cápsula bucal: na ancilostomíase, as relações parasito-hospedeiro têm lugar através da fixação do helminto à mucosa intestinal que é aspirada e dilacerada, seja com as placas cortantes (VCP, DCP) de Necator, seja com os dentes e lancetas dos Ancylostoma. Importância. A. duodenale e N. americanus aproximadamente 900 milhões de pessoas estão infectadas e 60 mil morrem anualmente Sintomatologia da fase crônica ● Costuma haver hipotensão com aumento da diferença entre a pressão máxima e a mínima. ● Ocorrem tonturas, vertigens, zumbidos nos ouvidos e manchas o campo visual ● Também dores musculares, sobretudo nas pernas, ao caminhar, cefaléia e dores precordiais. ● Na esfera genital: amenorarreía, redução da líbido e impotência. ● Anemia em adultos e mudança de personalidade ● Por fim, aparecem palpitações, sopros cardíacos, falta de ar aos esforços e insuficiência cardíaca congestiva. Ciclo biológico A. braziliensis e A. caninum (infecção transmamária (3 ninhadas)). 1. Ovos nas fezes , larva l1 (rabditóide) se ocde do ovo e se nutre do microorganismo e matéria orgânica > l2 > l3 (filarióide infectante) não se alimenta 2. Ocorre a penetração da pele, mucosa ou condutiva ou é ingerida. 3. Se ela for ingerida a l3 muda para l4 no duodeno, a l4 penetra na parede e se alimenta de sangue e muda pra l5 que vai pro lúmen do intestino e dá origem ao adulto. 4. Já, se ocorrer a penetração vai para os vasos sanguíneos, coração e pulmões que muda para l4 que vai ser deglutida, penetra na parede do duodeno (l5) e dá origem aos adultos. Com ciclo pulmonar é via ativa e sem é passiva Ancilostomose Patogenia: Etiologia primária e secundária - mais importante em cães com menos de um ano - ● 1º - migração e instalação do parasito no hospedeiro ● 2º - permanência dos parasitas no hospedeiro - fenômenos bioquímicos e hematológicos Etiologia primária: A intensidade das lesões depende do número de larvas e sensibilidade do hospedeiro. - Penetração na pele: lesões traumáticas e fenômenos vasculares, dermatite urticariforme, edema, sensação de picada. Pode ocorre infecção secundária - Alteração pulmonares - tosse e febrícula. Pode haver síndrome de loe�er. Etiologia secundária: - Sintomas abdominais: dor epigástrica, diminuição de apetite, indigestão, cólica, indisposição, náuseas, vômitos. A fase aguda é pela penetração das larvas e fixação no intestino e a crônica é a presença dos vermes no intestino. Anemia -> A. caninum (maior hematofagismo): Diarréias sanguinolentas (aspecto borra de café), diminuição do apetite e apetite depravado, pelagem sem viço. Formas clínicas: A.caninum • Forma hiperaguda – Transmissão de larvas através da lactação – 50-100 adultos podem causar infecção fatal • Forma aguda – Exposição repentina de filhotes a grande número de parasitas • Forma crônica compensada – geralmente assintomática – causa graus variados de anemia • Forma crônica descompensada – Geralmente acomete cães mais velhos – anemia profunda. Diagnóstico O diagnóstico da ancilostomíase não oferece dificuldades, pois os ovos são típicos e em geral abundantes nas fezes dos pacientes. O exame coproscópico de um simples esfregaço feito com fezes e solução fisiológica, em lâmina de microscopia, é suficiente. Se forem escassos, usar uma técnica de enriquecimento, como a centrífuga-flutuação no sulfato de zinco. Profilaxia e tratamento • Terapia anti-helmíntica regular e higiene (Diclorvos, Disofenol, Butamisol , Fenbendazol, Ivermectina e Mebendazol). • Filhotes desmamados tratados a cada três meses; • Cadelas prenhes medicadas pelo menos uma vez a cada gestação; • Redução da transmissão de larvas: administração diária de fembendazol três semanas antes e dois dias após o parto; • Pisos dos canis sem frestas e mantidos secos: em caso de infecção trocar cama diariamente; • Fezes recolhidas com pá antes de usar água; • Uso de borato de sódio ou hipoclorito de sódio a 1% para limpeza dos canis; Compensar dieta com ferro (sulfato ferroso), proteínas e vitaminas (B12) DIAGNÓSTICO • Anamnese, associação de sintomas cutâneos, pulmonares e intestinais e anemia • Exame parasitológico de fezes: Métodos qualitativos e quantitativos • Coprocultura Larva Migrans Cutânea (LMC) • Bicho geográfico, dermatite serpiginosa ou pruriginosa • Mais frequente em regiões tropicais e subtropicais, • Ancylostoma braziliense. Infecção do homem: L3 penetram ativamente pela pele e migram pelo tecido subcutâneo e morre. - Deixam rastros sinuosos e avermelhados - Pode atingir a circulação sanguínea, pulmões e árvores brônquicas. Quando ingeridas, atingem intestino e migram para vísceras. Sintomas: • Locais atingidos: pés, mãos, pernas, nádegas, antebraços. Lesões podem ser múltiplas • Local da penetração: Lesão eritemato papulosa • Na migração: Intenso prurido, formação de crostas que desaparecem, deixando linha sinuosa escura. • Comprometimento pulmonar: Sintomas alérgicos (Síndrome de Löe�er) TRATAMENTO • Ivermectina• Albendazol • Tiabendazol (Foldan®) - uso tópico ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. estrongilídeos de equinos • Encontrados no ceco e cólon • Acomete tanto equinos quanto asininos. • Há os grandes estrongilídeos mais patogênicos. Pequenos estrongilídeos: Pouco patogênico porém o mais encontrado. Grandes estrongilídeos • Localização: mucosa intestinal • Macho com bolsa copuladora evidente • Coloração vermelho-escura • Cápsula bucal bem desenvolvida de aspecto subglobular • Boca circundada por uma coroa radiada Diferenciar espècies: por quantidade de dentes - S. Vulgares: um par de dentes com contorno arredondado - S. Edentatus: não apresenta dentes na cavidade bucal - S. Equinus: Três dentes cônicos, sendo que um situa-se dorsalmente é maior e tem uma ponta bífida. - Triodontophorus: Três pares de dentes na base da cápsula bucal. Ciclo biológico Strongylus spp. 1. Ovos em forma de mórula são eliminados nas fezes. 2. No ambiente, dentro do ovo ocorre o desenvolvimento da larva L1 . 3. A larva L1 eclode e no ambiente alçada l2 > l3 4. L3 fica no meio da vegetação aguardando alcançar o hospedeiro. 5. O Equino se alimenta da pastagem e ingere a l3 acidentalmente. (l3 é a forma infectante). 6. Larva l3 vai até o ceco ou cólon e no intestino eles atravessam a parede intestinal e migram para órgãos específicos. Cada espécie tem seu órgão específico. 7. Durante a migração alcança até L5 e depois retorna a luz intestinal para alcançar a fase adulta, ocorrendo a cópula e produzindo os ovos que são eliminados nas fezes. - S. Vulgares: atravessa a parede intestinal e L4 penetra em pequenas artérias e migram pelo endotélio. Alcançam a artéria mesentérica cranial e seus ramos, também podem chegar até os brônquios, causando um infarto da artéria e atrapalha a irrigação do órgão que aquela artéria irrigava, assim, ocorrendo uma necrose. Podendo levar ao óbito. - S. edentatus: atravessa a parede intestinal e L4 migra pelo sistema porta hepático, atinge o fígado e pode atingir o rins. - S. Equinus: atravessa a parede e L4 forma nódulos na parede do ceco e cólon, migra para cavidade peritoneal e atinge fígado e pâncreas. Patogenia dos estrongilídeos - adultos • Úlceras e lesões hemorrágicas (devido ao hábito alimentar: ingerem tampões da mucosa intestinal) • Perda de sangue e líquidos tissulares • Definhamento/anemia. Patogenia das larvas • Vulgaris (maior importância): Larvas na artéria mesentérica cranial e seus ramos geram formação de trombos, inflamação e espessamento da parede arterial, redução do fluxo sanguíneo e compressão de terminações nervosas. - Prejuízo da motilidade intestinal > quadro de cólica Podem surgir aneurismas principalmente em animais que sofreram infecções repetidas. - Infecções maciça em potros febre, inapetência e apatia, síndrome de cólica. - Necrópsia: arterite e trombose vasos intestinais, além de infarto e necrose de segmentos intestinais. Pequenos estrongilídeos e Triodontophorus: As larvas não migra pelo corpo do hospedeiro. Limitam-se a penetrar na mucosa onde realiza a mudas, retornando a luz do intestino para atingir a maturidade. - Quando ocorrem em grandes quantidades: enterite catarral e caso de diarreia persistente e severa. Diagnóstico • Sintomas e lesões • Pesquisa de ovos nas fezes: ovos recém eliminados apresentam casca delgada e várias células. • Coprocultura: diferenciar L3 Profilaxia • Vermifugação de todos os animais: anti-helmínticos (levamisol, pirantel, ivermectina). • Animais novos: quarentena e tratamento com anti-helmíntico. • Rotação e piquetes. • Limpeza de animais confinados. Estrongilídeos de suínos • Hyostrongylus rudibus: parasita o estomago (hematofago) • Oesophagostomum: parasitas do intestino grosso (formam nódulos - ruminantes) S. Rubidus • Vermes finos e avermelhados, sua extremidade anterior tem uma pequena vesícula cefálica. • Macho com bolsa copuladora evidente e espículas e fêmea com cauda afilada. • Acomete animais com acesso ao pasto ou mantidos em baias com pala - Infecções mais comum em fêmeas jovens • Pode correr hipobiose sazonal (climas temperados) ou associada à resposta imunológica. Ciclo biológico 1. Eliminação em forma de mórula nas fezes. 2. Larva se dissolve dentro do ovo e eclode. 3. No ambiente se desenvolve até L3 (forma infectante) 4. Durante a alimentação ingere a l3 e ela alcança a parede gástrica. 5. Penetra na glândula gástrica e desenvolve até L5, ocorrendo a destruição da glândula gástrica, prejudicando a produção de suco gástrico e como consequência, a má digestão. Patogenia L3 penetra nas glândulas gástricas e ocorre formação de nódulos na mucosa - Infecções leve: hiporexia, diminuição da conversão alimentar. - Infecções maciças: elevação do Ph, formação de ulcerações e hemorragias nas lesões nodulares. - Sintomas: Inapetência, anemia, debilidade, redução no ganho de peso, infecções maciças (gastroenterite) Oesophagostomum • Vermes brancos, extremidade afilada (fêmea) e com bolsa copuladora (macho). • Localização: intestino grosso. • Cápsula bucal pequena, podendo estar rodeada por coroas lamelares. Patogenia • Vermes adultos são poucos patogênicos • Larvas: causam enterite grave, penetram na mucosa, provocam a formação de nódulos • Realiza hipobiose. Sintomas • Infecções maciças: colite ulcerativa, quadro crônico de emaciação, diminuição da produção de carne, leite, lã e retardo no crescimento. Diagnóstico • Histórico associado a sintomatologia clínica • Exame de fezes (pesquisa de ovos) • Coprocultura (para diferenciar as l3 de outros nematóides). Profilaxia • Rotação anual de pasto com outras espécies ou cultivo • Criação em confinamento - manter limpo • Anti-helminto (benzimidazóis, ivermectina): proceder tratamento preventivo e repeti-lo 3 a 4 semanas mais tarde. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. Ordem spirurida Características • Macho com extremidade posterior geralmente enrolada em espiral, sem bolsa copuladora. • Espículos desiguais em comprimento e forma. • Geralmente parasitam esófago e estômago da mamífero e papoe moela de aves. Podem também parasitar outros tecidos como olho. • Ciclo indireto: utilizam hospedeiros intermediários geralmente artrópodes. - Podem haver hospedeiro paratênicos no ciclo. • Ovos são larvados no momento da postura - ovovíparas. Oxyspirura Mansoni • Parasita o olho da galinha, peru e outras vares. São encontrados sob a membrana nictante dos olhos causando a conjuntivite parasitária. • Presença de um vestíbulo (boca) curto em forma de ampulheta. • Hospedeiros intermediários: baratas do gênero Pycnoscelus Ciclo biológico 1. Eliminação dos ovos larvados nas fezes. 2. Os ovos vão ser ingeridos pelo H.I onde a L1 eclode do ovo e chegará a L3 (forma infectante). 3. Ave ingere a barata infectada com a larva L3. 4. Dentro do estômago ocorre a destruição da barata e liberação da larva. 5. A larva caminha do papo, faringe até o olho onde chega a fase adulta e ocorre a cópula. 6. Os ovos caem no canal lacrimal e elas acabam ingerindo e os ovos são eliminados nas fezes. Ação sobre o hospedeiro • De conjuntivite até oftalmológicas graves, Pode provocar cegueira e oclusão das vias nasais. • As aves arrancam os olhos com as unhas dos pés para retirar o parasita, assim, agrava mais o quadro, podendo ocorrer contaminação bacteriana secundária. Diagnóstico • História clínica e sintomas • Visualização do helminto adulto nos olhos • Exame de fezes(ovos) Tratamento: anti-helmínticos como flubendazol e remoção física dos adultos. Controle: Controle do hospedeiro intermediário. Spirocerca lupi • Parasitam cães e ocasionalmente gatos • Hospedeiro intermediário: besouros coprófagos • Hospedeiro paratênico: galinhas, roedores e répteis. • Distribuição: regiões tropicais e subtropicais. • Vermes com cor rósea, permanecem enovelados no interior dos granulomas. • Ovos larvados, alongados, de casca espessa com lados paralelos, larvas em forma de U. Ciclo biológico 1. Ovos larvados são eliminados nas fezes e os ovos são ingeridos pelos H.I. 2. Dentro do besouro a larva eclode e desenvolve até L3. 3. O cão ingere o besouro ou se ingerir o hospedeiro paratênico que ingeriu o besouro. 4. O cão no estômago libera a larva L3, penetra na mucosa do estômago, atravessa a parede gástrica e alcança a artéria celíaca e chega a aorta. 5. Na aorta ela segue o fluxo contrário até chegar ao esôfago, onde desenvolve-se até adulto. 6. Os adultos dentro dos nódulos formados no esôfago fazem a copla e liberam os ovos larvados que podem sair pelo vômito e pelas fezes. Ação sobre o hospedeiro: • As larvas migratórias causam lesões na parede da aorta causando estenose, formação de nódulos, aneurisma ou ruptura da parede do vaso. • Granulomas esofágicos, podem levar à dispfagia, regurgitação vomitos por obstrução e inflamação. - granulosas (sarcoma esofágico com metástase). Também pode ocorrer espondilose das vértebras torácicas e osteoartropatia dos ossos longos, de etiologia conhecida. Diagnóstico • Pesquisa de ovos nas fezes ou vômitos • Endoscopia e radiografia • Granulomas sem fístulas esofágicas - ovos podem não ser observados Tratamento: dietilcarbamazina, disofenol. Controle: não alimentar cães com vísceras mal cozidas de frango criados soltos ou de aves silvestres. Physaloptera praeputialis • Hospedeiros de cães e gatos. • Hospedeiro intermediário: besouras, baratas e grilos • Localização: estômago (mucosa gástrica). • Adultos têm lábios triangulares na extremidade anterior e se fixam fortemente à mucosa gástrica. • Macho apresenta 2 espículos sendo um mais longo e outro mais curto e fêmeas não apresentam. • Ovo larvado Ciclo biológico 1. Ovos larvados l1 na fezes 2. H.I ingere osovos larvados onde esenvolve-se até L3 3. Cão ingere o h.i e a L3 é liberada no estômago e lá se desenvolve em adulto na mucosa Ação sobre hospedeiro • Formam pequenas ulcerações nos pontos de fixação. • São hematófagas - causam anemia, • Causam gastrite catarral - emese, melena. Diagnóstico • Presença de ovos nas fezes ou vômitos • necropsia: lesões no estômago Tratamento: pode ser não eficaz - levamisol e ivermectina Controle: difícil devido à amplitude de espécies que podem ser H.i e paratênicos. Habronema spp. Habronema Muscae, Habronema Microstoma e Draschia megastoma. • Hospedeiro intermediário: Musca domestica, Stomoxys calcitrans e Haematobia irritans. • Ovos larvados Espécies: Habronema Muscae (A) e H. Microstoma (B) Hospedeiros: equinos e asininos Localização: Estômago, pele Vrmes brancos e finos Ovos alongados e tem cascas finas Ciclo biológico: 1. Ovo larvado eliminado nas fezes do equino. L1 eclodem dos ovos e ficam nas fezes. 2. Moscas fazem a posturas dos ovos nas fezes, então há larvas de L1 de habroema e larvas de moscas. 3. A L1 habronema é ingerida pelas larvas da mosca. 4. A mosca vai fazer seu desenvolvimento comitantemente com a larva habronema dentro dela (que vai até L3). 5. Quando a mosca está adulta, pousa em uma ferida a larva l3 sai e penetra na pele do hospedeiro. Se ingerir a larva l3 tem habronemose gástrica e na Habronemose cutânea, a larva não completa o ciclo. Ação sobre o hospedeiro • H. Gástrica: gastrite catarral, com excesso de produção de muco. Geralmente não há sintomas • H. Cutânea: lesões granulomatosas chamadas de feridas de verão. - Habronemose conjuntival: larvas invadem a conjuntiva ocular, gerando uma conjuntivite persistente com espessamento nodular e ulceração das pálpebras, principalmente no canto medial. Diagnóstico • H. Cutânea: achados de granulomas cutâneo avermelhados e não-cicatrizantes, larvas podem ser encontradas nestas lesões. • H. Gástrica: difícil diagnóstico, ovos e larvas não são facilmentes demonstráveis pelas técnicas de rotina Tratamento • H. G: antihelminticos, ivermectina. • H. C: ivermectina, uso de repelentes de insetos, radioterapia e cirocirurgia. Controle Limpeza das instalações - diminuir vetores. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………….e implementar planos preventivos e terapêuticos. ● Identificar e caracterizar cada parasito baseado nos aspectos morfológicos e biológicos. ● Detectar aspectos endêmicos das parasitoses bem como suas especificidades regionais. ● Correlacionar modificações fisiológicas com a ação dos parasitos no organismo do hospedeiro. ● Apresentar conduta ética ao coordenar e dialogar com a equipe multiprofissional. ● Priorizar, através do diagnóstico, tratamento e prevenção das parasitoses, o bem estar animal. ANOTAÇÕES: ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………………………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………………………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………………………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………………………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… FILO ARTHROPODA Animais invertebrados que possuem pernas articuladas Chilopoda e Diplopoda: tem cabeça e tórax Insecta: cabeça, tórax e abdome Arachnida: cefalotórax e abdome Crustacea: cefalotórax → Classe Insecta Os insetos são metazoários com simetria bilateral. Insetos são caracterizados por possuírem: ● Exoesqueleto formado por quitina que confere grande resistência e evita a perda d´água. Em volta do exoesqueleto há uma camada de lipídios. E nele há placas rígidas (escleritos). As partes moles do esqueleto (pleura) permite maior entrada de substâncias químicas ● Corpo dividido em 3 partes (cabeça, tórax e abdome) ● 3 pares de patas articuladas ● Olhos compostos: constituídos por milhares de omatídeos. ● Um par de antenas que podem exercer uma ou mais funções sensoriais como; olfativos, gustativos táteis, termorreceptores e hidrorreceptores. O padrão de organização do tagma é basicamente é dividido em cabeça, tórax e abdômen ● Na cabeça encontra-se a maior parte dos órgãos sensoriais de ingestão de alimentos e centro neuronal mais desenvolvido. ● Tórax musculatura responsáveis pela locomoção como patas e asas ● Abdômem abriga os órgãos digestivos e reprodutivo. Ecdise ou muda: troca do exoesqueleto que não acompanha o crescimento do corpo do animal. Rompendo a camada de lipídios do parasito faz com que ele sofra uma perda d'água, desidratação intensa, fechando o trato respiratório, fazendo morrer asfixiado. Sua diversidade é desbalanceada e existem 4 grupos megadiversos que correspondem a 81% dessa diversidade. São eles: . - Coleópteros (besouros) - Himenópteros (abelhas, vespas e formigas) - Dípteros (moscas) - Lepidópteros. (mariposas e borboleta) Respiração: É do tipo traqueal, onde no abdômen se encontra aberturas (os espiráculos) que faz a passagem de ar para traqueias. Aparelho bucal: Depende dos hábitos alimentares.. Eles podem ser mastigadores, lambedores, sugadores maxilares ou picadores... Quando o inseto tem uma par de asa é díptero. Mosquito: quando a antena é longa e tem vários seguimentos . Mutuca: Antena com 3 segmentos, sendo o último terminador anéis. Mosca: quando tem três segmentos e partindo do último existe arista. O tórax tem funções essencialmente locomotoras, que trazerem as penas e as asas. Mosca, mosquitos e mutucas tem protórax mesotórax e metatórax. Pernas: cada uma tem cinco artículos: coxa, trocânter, fêmur, tíbia e tarso. Na extremidade distal da perna encontra-se garras ou outras estruturas de fixação (pulvilos, empórios ou aróleo). Ecdises e metamorfoses metamorfose se refere a perda de características adaptativas típicas de larva para adultos. ● Ametábolos: quando há mudas mas os indivíduos permanecem semelhantes tanto jovens quanto adultos. ● Paurometabolia: metamorfose incompleta. Jovens e adulto vivem no mesmo ambiente ● Hemimetábolos: após o ovo as metamorfoses são incompletas havendo ninfas cujas mudas terminam por produzir os adultos e se alimentam as mesmas coisas ● Holometábolos: têm metamorfose completa como fase de ovo, larva, pupa e imago (adulto) ARTRÓPODES RELACIONADOS COM A PATOLOGIA HUMANA E ANIMAL: INSECTA A classe insecta são os artrópodes, com cabeça, tórax e abdome diferenciais. Eles têm sexos separados e desenvolvimento ovular com várias mudas (ecdises). Das muitas ordens que existem as espécies que nos interessam, entram-se apenas em 4: ● Diptera: moscas, mosquitos e mutucas. ● Siphonaptera: pulgas ● Hemiptera: percevejos (barbeiros) ● Phthiraptera: piolhos (Anoplura, Ischnocera e Amblycera) Dípteros São insetos que apresentam um par de asas funcionais e outros em balancins e as peças bucais são do tipo picador-sugador e sugador (lambedor). Em seu ciclo, apresentam metamorfose completas, passando pelas fases de ovo, larva, pupa e adulto (ciclo holometábolo). As larvas não tem pernas (ápodas) São subdivididos em duas subordem, Nematocera (antenas com várias segmentos ou longas, ex: mosquitos) e Brachycera (antenas curtas com poucos segmentos) Ordem: Diptera Filo: Arthropoda Classe: Insecta Ordem: Diptera Subordem: Brachycera Infraordem: Muscomorpha/Cyclorrhapha Família: ------ ➳ Família calliphoridae As moscas varejeiras tem porte médio, corpo robusto, cores metálicas brilhantes (azuis, verdes ou cúpulas) e aparelho bucal lambedor. Importância ecológica ● Suas larvas apresentam papel ecológico pois são decompositores de matéria orgânica, exercendo um destacável papel na ciclagem de nutrientes ● Adultos (algumas espécies) atuam como polinizadores ● Grande capacidade de dispersão, habilidade de localizar recursos efêmeros a grande distância (ex: feridas) e diversificação do hábito alimentar. Importância médico sanitária ● Larvas de várias espécies causadoras de miíases no homem e em animais domésticos ● Várias espécies com alto índice de sinantropia (edificações, construções, resíduos, animais) Adultos de várias espécies veiculadores de agentes patogênicos Morfologia e biologia das moscas (Larva) O aparelho bucal (a), apresenta estruturas quitinizadas em forma de gancho para raspar os alimentos. Tem ação traumática e enzimática no hospedeiro. O último segmento é truncado e por vezes deprimido, trazendo as placas estigmáticas, com duas aberturas espiraculares (para respiração) - esses espiráculos sempre estão fora da lesão. As larvas que crescem em cadáveres permitem calcular quanto tempo o cadáver ficou exposto à moscas, isto é, a data mínima provável da morte. Podem também se criar em carcaças, fezes e lixos. Outras moscas só se alimentam de tecidos vivos, sendo os verdadeiros parasitos,na fase juvenal. Elas causam as miíases e abandonam seus hospedeiros para a pupa. Gêneros: 1. Chrysomya: C. albiceps, C. megacephala e C. putoria 2. Cochliomyia:C. Macellaria e C. Hominivorax 3. Phaenicia ou Cicilia … Chrysomya megacephala ……. .. ● Presente em vários lugares, se adapta facilmente ao ambiente. ● Coloração verde azulado, metálica. ● Vinculador de agentes patogênicos (adultas) e causadores de miíases ulcerosas ou traumática, e cavitárias (larvas). Para saber se é macho ou fêmea deve observar o espaço ente os olhos. Muito próximo é masculino e separados é feminina. Adulto da mosca libera a saliva através do aparelho bucal em cima do local que irá comer, liquefaz suga o alimento. Ela pode transmitir agentes patogênicos até mesmo grudados em seu corpo. … Gênero Cochliomyia ……………………………… …... São moscas de porte médio corpo curto robusto, cores metálicas brilhantes. No géneros cochliomyia estão C. Hominivorax e C. Macellaria. - C. hominivorax conhecida como MOSCA DA BICHEIRA, é parasito obrigatório na fase larvária e produtoras de miíases. Os adultos apresentam aparelho bucal do tipo lambedor, alimentando-se de matéria orgânica animal. Miíases primárias - C. macellaria são necrobiontófagas, alimenta-se sobre cadáveres e animais mortos, sendo de interesse para medicina lega ( utilização em larvoterapia). As larvas de Cochliomyia Hominivorax (mosca da bicheira) têm dois traços no final do corpo, é a traqueia, por onde ocorre a respiração. Tratamento Principal medida: manter limpa e isoladas as feridas do animais. Remoção da larva: larvas lesões com solução fisiológica com 10% de clorofórmio. Em seguida remover larvas mecanicamente Nitenpyram (Capstar) : cães Ivermectina Na cavidade oral: remover os dentes estragados e limpar os alvéolos dentários Repelentes: óleo de mamona, fórmulas comerciais conteúdo cresóis ou alcatrão como o Lepecid Outros métodos: utilização de iscas. Miíases “é uma infestação de vertebrados vivos por larva de dípteros, que se alimentam dos tecidos ou mortos do hospedeiro (em certo período), de suas substâncias líquidas, ou do alimento por ele ingerido.” Classificação: Clínica: localização anatômica - Cutânea: furunculosas, rasteira, ulcerosas ou traumáticas - Cavitárias: narinas e outros locais... - Orgânicas Etiológica: - Pseudomiíases: ingere mas não dá danos ao corpo, é eliminadas ainda vivas - Miíases semi específicas ou facultativa secundárias (necrobiontófagas): se alimentam de tecidos necróticos do hospedeiro - Miíases específicas, obrigatória ou primária (biontófagas): Se alimentam de tecidos vivos Principais espécie: ●Cochliomyia hominivorax: miíase primária ulcerosas ●Cochliomyia macellaria: mais secundária ulcerosa ●Phaenicia Eximia, Ph. Cuprina, Ph. Sericata: miíases secundárias ulcerosas ●Chrysomya megacephala: miíase secundária ulcerosa ●Chrysomya Albiceps: miíase secundaria ulcerosa ●Chrysomya putoria: miíase secundária ulcerosa (presentes em aviários) ANOTAÇÕES: ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….…………………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….………………………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….………………………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….…………………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… …………………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….…………………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….………………………….…………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… ………………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……… ……….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….……………….……………….………………………….……………….……………….……………… .……………….……………….……………….……………….……………….…………………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….………………………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….…………………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….…………………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……… ……….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….……………….……………….……………….………………………….……………….……………… .……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….…………….……………….……………….……………….……………….……………….…………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………………………….……………….……………….……………….……………….……… ……….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……….……….……………….……………….……………….……………….… …………….……………….……………….……………….…………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………………… ……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………….……… ……….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….……………………………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……….……….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….…………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….……………….……………….……………….……………….……………….………………………… ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ➳ Família OESTRIDAE Vive na pele do ser vivo, sua miíase é furuncular primária. Conhecida como mosca do Berne. Essa mosca não entra em contato direto no hospedeiro da larva dela, ela põe em insetos (geralmente hematófagos ou lambedores), assim, esses insetos quando vão ao corpo do animal, e depositam as larvas. … Dermatobia hominis e o Berne ... As peças bucais de Dermatobia são atrofiadas, pois o inseto adulto não se alimenta durante sua existência. Para a desova a fêmea (A) procura agarrar um inseto zoófilo e, em pleno voo, nele cola seus ovos (B). Após uma semana, quando o inseto vetor pousar ou for alimentar-se sobre um animal ou uma pessoa, as larvas levantam o opérculo do ovo e passam para a pele, onde penetram (C) em cerca de 1 hora. O BERNE é uma dermatite parasitária devida as larvas da mosca e frequente em hortos florestais e plantações de eucaliptos. A larva perfura a pele instalando-se com os espiráculos posteriores, aflorando a superfície cutânea, para respirar. Pelo extremo anterior, provido de 2 ganchos, alimenta-se e cresce. Em seguida, faz suas muda durante o período larvário que dura 7 a 40 dias. Ao fim desse tempo, abandona o hospedeiro para pupar. Vetores dos ovos de Dermatobia Hominis: Musca domestica, Culex (pernilongo), Família sarcophagidae, Haematobia irritans, Stomoxys calcitrans.Patologia e tratamento Ao penetrar, as larvas podem produzir sensação de picada o prurido, que soem passar despercebidos. Em torno delas, surge inflamação e a formação de uma cápsula fibrosa. Externamente a lesão parece um furúnculo em cujo vértice há pequeno orifício, com a lupa, pode-se ver a placa espículas. Cada lesão corresponde a uma larva, podendo haver uma ou mais. Além da tumoração local, os hospedeiros apresentam dores águas, como ferroadas, es entre os movimentos da larva. O diagnóstico é clínico e não oferece dificuldades. O tratamento é feito pela retirada da larva. Um método prático consiste em aplicar uma faixa de esparadrapo sobre a região. Procurando respirar, a larva sai, aderida ao esparadrapo. Em alguns casos, pode ser necessária a extração cirúrgica mediante prévia anestesia local Controle: Pour-orr: organofosforados (triclorfon) Administração de Ivermectina e Closantel Controle de vetores ANOTAÇÕES: ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….…………………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….…………….……………….……………….……………….… …………….……………….…………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………………………….……………….……… ……….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……….……….……………….… …………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………………………………….……………….……………….……………….…… ………….……………….…………….……………….……………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….……………….……………….……………….……………………………….……………….………… ➳ FAMÍLIA ostreidae Larvas que produzem miíases cavitárias em ovinos ….. Oestrus - ovis ……………………………………………………. moscas que esguicham as larvas (entre 20-25) As larvas irritam a mucosa nasal, provocando uma inflamação e produção de muco (para se alimentar). Podem chegar aos pulmões, causando pneumonia e óbito (afeta o sistema respiratório). Além disso, podem atingir o cérebro e causar problemas neurológicos. Tem abdome preto com pilosidades acinzentadas com padrão irregular, asas com nervuras amarelas e cabeça achatada amarela com depressões arredondadas entre os olhos. Seu mesotórax revestido de pelos e seu aparelho bucal é atrofiado. Ciclo biológico: ● A fêmea esguicha as larvas na cavidade e seu tempo de desenvolvimento dentro leva de 2 semanas a 9 meses. ● Depois de passar por l1 e l2, na L3 a partir dos movimentos que elas provocam, vão ser eliminadas. ● No solo vão se enterrar e desenvolver uma pupa, da pupa nasce o adulto e recomeça o ciclo novamente As larvas localizam se na passagem nasal. São brancas, amarelas e castanhas conforme o desenvolvimento. Sua superfície ventral contém espinhos (para irritar a mucosa e produzir muco que vai servir de alimento). Superfície dorsal com série de faixas escuras transversais São larvíparas e não ovíparos Danos: Os animais ficam excitados, irritados, sacodem a cabeça, espirram, esfregam as narinas nos solos e permanecem aglomerados para tentar se proteger . O parasito é benigno mas a ação dos ganchos e espinhos larvais, concomitante com a liberação de toxinas leva um processo inflamatório das membranas nasais com secreção de muco e até sangramento. Eles ficam com dificuldade respiratória, inapetência e emaciação (perda do tecido muscular) e ficam enfraquecidos. Tratamento ● Injeta nas narinas cresol saponificadas ● Parafina líquida e tetracloroetileno ou bissulfeto de carbono ● Neguvon ou pulverização (repelentes) ● Ivermectina e closantel ANOTAÇÕES: ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….…………………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….………………….……………….……………….……………….……………….…………… ….…………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………………………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……….……….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….…………….……………….… …………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……… ……….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………… ….……………………………………….……………….……………….……………….……………….…………… ….…………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… família GASTEROPHILIDAE Larvas que produzem miíases orgânicas (presente em órgãos internos- estômago e duodeno) em equídeos. Causam inflamação e ulcerações Gasterophilus intestinalis , Gasterophilus nasalis e Gasterophilus Haemorrhoidalis ……… ………… ………. Intestinalis: põe ovo nas patas anteriores Nasalis e Haemorrhoidalis: põe ovos nos lábios inferior ● G. Intestinalis e Nasalis podem instalar na traqueia causando infecções, asfixias, obstrução do piloro. ● G. Haernorrhoidalis pode se fixar no reto provocando uma retenção de fezes e prolapso retal. Além disso, a L1 causa escavação da gengiva e língua podendo gerar bolsa de pus, afrouxamento dos dente e perda de apetite. As L3 são eliminadas nas fezes dos animais, elas têm coloração vermelha e corpo espinhoso, o que faz uma fácil percepção. Parece uma abelha. Seu corpo é espinhoso para fixação da larva. Ela se alimenta de capim digerido e semidigerido Seu abdome é telescopado para aumentar a mobilidade na posta de ovos Ela irrita o animal e faz com que ele galope (coice no ar) e que os animais ficam em posição lateral um ao outro. Assim, evitando o contato com a mosca. Ação irritativa, traumática e espoliadora Ciclo biológico: ● Ovo é depositado e deglutido até o estômago (algumas migram para o duodeno). ● A Ll3 vai para o Intestino grosso e é eliminada pelas fezes. ● Logo, ela abandona as fezes, vai para o solo, realiza a pupa e dá origem aos adultos. Profilaxia e Tratamento: ● Repelentes ● Lavar as pernas com toalha e água morna ● Aparar os pelos da ganache ● Lavar as paredes das estrebarias com água a 50ºC ● Triclorfon e diclorvos ● Ivermectina ● Moxidectina Cyclorrhapha Famílias importantes: ● Muscidae ● Calliphoridae ● Sarcophagidae ● Oestridae ● Gasterophilidae ➳ FAMÍLIA MUSCIDAE ● Tamanho médio, corpo glabro ou com cerdas, cores foscas. ● São vinculadoras de patógenos e transmissão de verminoses ● Hábitos alimentares distintos, há moscas não picadoras (moscas domésticas) e moscas picadores (stomoxys e haematobia irritans). Estas 3 espécies também são veiculadoras dos ovos da mosca do berne Ciclo 1. Fêmeas depositam os ovos e decolagem L1, L2, L3 2. L3 vai para superfície e dá a pupa 3. Da pupa surge o adulto MUSCA DOMESTICA … ………. Cinza escura, cabeça com faixa preta mediana, dorsal do tórax há 4 linhas escuras longitudinais, atenas e olhos avermelhados e abdome castanho claro. ● Seus espiráculos parecem rins, tem três aberturas em forma de M ● Presente em locais insalubres e em estábulos, matadouros, locais de ordenhas e mercados ●Hospedeira intermediária do habronema megastoma (ferida de verão) Durante a alimentação sua saliva é lançada sobre os materiais sólidos para dissolvê los e permitir que sejam aspirados ● Hábitos diurnos, sempre querendo lugares quentes e iluminados ● Vinculam agente patogênicos até mesmo pelas pernas. ● Atraídas pelo lixo e esterco Combate: ● Destinoadequado do lixo e dejetos humanos/ animais. O lixo deve ser incinerado ou enterrado para que a afermentação mat as larvas. ● Usar inseticidas de efeito imediato para destruir as moscas. ● Usar vespas (controle biológico) … STOMOXYS CALCITRANS (mosca dos estábulo) …… ……. É hematófaga (ataca principalmente bovinos e equinos). ● Peças bucais picadores, abdômen acinzentado com manchas escuras ● Espiráculos com 3 aberturas com letra S Pousa com a cabeça para cima, em direção ao sol Transmissão de patógenos, sua picada abre entrada para moscas das bicheiras. veiculadoras de vermes e ovos da mosca do berne. ● Apta em várias condições ecológicas ●Espécie hemissintroíca (possui media capacidade de se dispersar em áreas antrópicas) e sim bovina (presente onde tem bovinos) ● Hospedeira intermediária do nematódeo habronema microstoma(ferida de verão), além de poder transmitir AIE. ●Presente também na orelha do cão Sua larva se desenvolve em matéria orgânica vegetal em decomposição (ex: cama dos animais, palhas, fenos), esterco de aves, estábulos e em fases finais na decomposição de lixo. Ações sobre o hospedeiro: Picada dolorosas, causam estresse pois são moscas ativas. Em uma grande infestação ocorre perda de sangue e estresse elevado Causa uma espoliação, irritação, decréscimo de peso corporal e produtividade de leite, ocorre até mesmo a morte do animal. Controle: ● Não amontoar matéria vegetal em decomposição ● Remoção de resíduos alimentares úmidos dos estábulos ● Aplicar inseticidas nos locais de pouso ● Retirar/incinerar a cama dos animais com frequência ● Cuidado com as palhas usadas em plantações ● Cuidado com o manejo de fezes do animal ● Controle biológico através de vespas HAEMATOBIA IRRITANS (Mosca do chifre) … ………. São hematófagas, irrita muito o animal em períodos de manhã/tarde/noite com infestação média de 500 moscas por animal. ● Ovos depositados em fezes recém emitidas ● Perda de peso do animal ● Só abandonam o animal para acasalar e depositar ovos ● Hematofagos intermitendes ● Pousa com a cabeça pra baixo ● Acumala mais em pelagem escuras ● Preferência em animais machos relacionada a atividade de glândulas sebáceas. ● Cor negra com tons cinzas ●Espiráculos com aberturas sem formatos definidos Em áreas mais quentes elas ficam nas regiões ventrais e quando ocorre uma queda de temperatura ficam dorsalmente Controle: ● Utilizar besouro (rola bosta) ● Aplicar inseticida organofosforado derramando na linha da superfície dorsal ● Aplicar piretróides ou usar brincos com estes inseticidas ANOTAÇÕES: ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….…………………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… …………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……… ……….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… ……….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……… ……….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….………….……………….……………….……………….……………….…… ➳ família SARCOPHAGIDAE Espécie de tamanho médio, tem espinhos, cor uniforme cinzenta com três faixas negras no mesonoto ● Insetos adultos alimentam se de fezes, carne morta e suco de frutas. ● Fêmeas larvíparas depositam onde haja matéria orgânica em decomposição ou deveres. Produz miíases secundárias, pseudomiíases, larvas predadoras (que pedram outras larvas de outras espécies), veiculação de patógenos. 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Essa ultlização induz a miasses secundária (larvas nefrobioncróagas) Deve conhecer o paciente para realização do procedimento pois as mesmas produzem aonio e há pessoas que são refratárias. Além disso, depende da lesão e da parte o corpo. Ex: em locais que há vasos calibrosos e em áreas sensíveis não é recomendado Indicações: Infecções que não respondem à antibioterapia. Ex: abcessos, queimaduras, gangrena, úlceras, osteomielites, feridas em pé de diabéticos, entre outros… Mecanismo: ● Desbridam feridas necróticas, liquefazendo e removendo tecido necrosado (produzem protease que removem o cálice) ● Produzem antimicrobianos e se alimentam de bactérias ●Estimulam a cicatrização e o crescimento do tecido. Procedimento ●Utilizar um kit ● L1 estéreis inoculadas na ferida ●Remover L3 (42-71 horas) …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………………………….……………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….……………….……………….……….……….……………….……………….……………….……… ……….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……… ……….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……………….……………….…………………………………………….…… Família Hippoboscidae ● Cabeça e tórax achatados, tarso com garras. ● Cabeça pequena e intimamente justaposta ao pró-tórax ● Atena com 3 seguimentos e olhos vestigiais ou ausentes. ● Aparelho bucal para baixo para a fixação e perfuração para alimentação ● As fêmeas são vivíparas, retém a larva no oviduto até o estágio em que a larva está apta para pupar. ● São parasitas permanentes ou permanecem com maior parte do seu ciclo biológico MELOPHAGUS OVINUS … . ● Macho e fêmeas hematófagos ● Mosca picadoras parecidas com carrapatos. ● Abdome não segmentado ● Fototropismo negativo ● Adultos são ectoparasitas e alimentam-se de sangue de ovelhas e cabras ● Fazem a pupa nos pelos ou lãs o animal Danos ao hospedeiro: anemia, inquietação, emaciação, inapetência, intenso prurido. Transmitem o protozoário Trypanosoma melophagium Tratamento: Tosquia da lã, ivermectina e piretróides (inseticidas) As fezes do parasito mancha as lãs de forma definitiva, diminuindo seu valor comercial.PSEUDOLYNCHIA CANARIENSIS … . ● Cor marrom ● Ocelos ausentes ● Dois primeiros pares de perna menor que o terceiro. ● Picadora, cabeça esférica ● É bem distribuída e ataca pombos e aves silvestres. ● Fêmeas são larvíparas, elas põem a larva L3 nos ninhos e não nas aves. Danos: anemia, irritação, mortalidade de pombos jovens. Transmitem o protozoário Haemoproteus Columbae. Tratamento: Deve-se fazer a remoção das moscas e inspeção periódica para averiguação de reinfestação. O repelente tem pouca eficácia. Aversão de piretróides, organofosfato e PDT em talco. Controle: não permitir o acesso a aves de vida livre aos criadouros e aves. 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Morfologia ● Cabeça mais larga que o tórax, corpo sem cerdas. ● Coloração castanho acinzentado e preto, algumas manchas amarelas ● Olhos grandes e em algumas espécies incandescentes ● Antenas com 3 artículos, sendo o último anelado ● Aparelho bucal do tipo picador sugador ● Asas com ou sem manchas ● Abdômen com 7 segmentos É considerada praga dos animais domésticos e humanos, são mais ativos nos dias quentes e atacam mais bovinos de coloração preta. Ovos são depositados em ambientes aquáticos ou semiaquáticos Larvas predadoras de larvas de alguns artrópodes, moluscos e anelídeos Há 3 subfamílias: Pangoninae (espécie: fidena), Chrysopsinae (espécie: chrysops) e Tabanidae (tabanus) ● Fidena: Grandes, escuras, antenas curtas, aparelho bucal longo ● Chrysops: pequenas, asas manchadas amarela e preta, aparelho bucal curto ● Tabanus: média, asas claras com pequenas manchas, antenas curtas Controle: ● Evitar acesso de animais em áreas sombreadas e com coleções de água ● Limpeza dos cursos d’água e drenagem de campos alagadiços ● Aplicações de repelentes ANOTAÇÕES: …………..…………..…………..…………..…………..…………..……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………..……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… SUBORDEM NEMATOCERA ● Antenas longas ● Larvas com cabeça bem desenvolvida ● Pupa nua, nascimento dos adultos através de fenda dorsal em forma de T ● Aparelho bucal picador sugador ● Asas manchadas (as vezes) ● Reúne importantes vetores de doenças infecciosas e parasitárias ● Todas as fêmeas são hematófagas ● Psychodidae: mosquito palha, transmite leishmanioses (espécie: Lutzomyia) ● Simulídeos: borrachudos, vetor de onchocerca volvulus e onchocerca cervicalis (espécie: simulium) ●Ceratopogonidae: mosquito pólvora ou maruins: doenças da língua azul ● Culicidae: pernilongos, vetores de malárias, dengue, dirofilariose, elefantíase (espécie: anopheles, aedes,culex) Família Simuliidae … … ● Parecem pequenas moscas ● São hematófagos e transmitem a oncocercose nas américas e na áfrica. ● Asas com nervuras frágeis ● Cor escura ● Aparelho picador sugador ● Antena curta ● Probóscide curta e poderosa ● Causa dor e prurido ● picam em horas claras do dia Os ovos são postos sob vegetação que será submersa pela água de curso rápida ou sub pedras molhadas ● Larvas aquáticas que possuem antenas e escovas bucais ● Após 2-3 semanas elas tecem um casulo aberto e se transformam em pupa. Fazem sua fase larvária até L7. Controle: ●Aplicação de inseticidas como temófos, permetrina ou carbosulfan ● Controle biológico com aplicações de culturas de Bacillus Thuringiensis, está bactérias produz uma proteína tóxica para os dípteros por vías digestivas. ANOTAÇÕES …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. Família Ceratopogonidae ……… N …….. ● Mosquito pólvora ● Insetos pequenos, são conhecidos como maruins também ● Atacam no fim da tarde/início da noite, atacam em grupos ● Aparelho bucal curto/robusto ●Asas com manchas ● Antenas longas ● Suga a região inferior dos corpos ●Palpos longos ● Asas superpostas quando em repouso. ●Abdome alongado, diferente do borrachudo ● Picadas intensas e dolorosas, com sensação de ardência. Gra lesões cutâneas de caráter urticante, eczematoso ou tuberculóide. ● Fêmeas hematofagas e transmitem filária. ● Podem transmitir Onchocerca cervicalis para equídeos e asininos (verme com ligamento cervical) que pode produzir fístulas e alopecia na região cervical e a opacificação do globo ocular. Transmitem também a doença da língua azul em ovinos, causa pelo Orbivirus. Além disso transmissão da virose oropouche para humanas na amazônia ●Ovos postos em centenas e são envolvidos por uma massa gelatinosa. Ciclo: as larvas são vermiformes e muito móveis, elas acabam por enterrar-se para pupa. O ciclo completos dura dua semanas em função da temperatura As larvas duram até L4 Controle: utilização de bacilos e drenagem deáreas úmidas, aplicação de repelentes e inseticidas Família Psychodidae …………… ….. ● Corpo com pelos finos e pequeno ● Cabeça formando ângulo de 90º com eixo do tórax ● Asas com posição semi ereta ● Pernas longas e delgadas ● Formas imaturas encontradas em solo úmido. ● Fêmea transmissor da leishmaniose ● Se criam em fezes de aves, cães, suínos, terrenos baldios com despejo e matéria orgânica, lixões... Ovos: ligeiramente recurvados e esbranquiçadas. Encontrados em solos rico de matéria orgânica e úmidos. Larvas: corpo escurecido, cabeça bem delgada, três segmentos torácicos e nove abdominais. Pupas: composta por cefalotórax e um abdome de nove segmentos. Ciclo biológico: ●Machos e fêmeas se alimentam de carboidrato (fitófagos). Quando parasitada pela leishmania aumenta ● Hematofagismo: reações alérgicas e picadas dolorosas e transmissão de doenças. Transmitirem doenças viróticas (febre dos três dias), bacterianas (febre oroya ou doença de Carrion ou Verruga peruana), protozoários (leishmania spp) Hemoglobina do sangue: a fêmea necessita para amadurecer sexualmente e produzir a cápsula dos ovos. Flebotomíneos ● Antenas longas: 16 artículos ● Cabeça pequena e alongada fortemente refletida pra baix ● Aparelho bucal picador-sugador curto ● Asas são lanceoladas coberta de peles com veias atingindo sua margem. ● Asas em pé até em repouso ● Transmitem leishmanioses cutâneas e viscerais pela Lutzomyia ● Femeas hematófags mas também se alimentam de sucos vegetais como os machos. ● A fecundação pode dar-se antes ou depois de u m repasto sanguíneo. Para amadurecerem os folículos ovarianos e requerem ao mesmo um repasto de sangue. ● Atividade crepuscular ou noturna. ● Durante o dia ficam abrigados em lugares frescos como os ocos de árvores, bambus, tocas de animais, galinheiros, currais, depósitos de material, etc… ● Voos curtos e silenciosos, semelhantes a saltos Transmissão de leish é de caráter periódico pois com regimes de chuvas o inseto não é ativo. Lutzomyia intermedia: encontrada da paraíba até o paraguai e argentina. Principal vetora do sudeste Tem hábitos semi-domésticos invadindo casas e os abrigos de animais. Transmite Leishmaniose tegumentar cutânea pela leishmania infantum. Lutzomyia longipalpis: Transmite a Leishmaniose visceral causada pela Leish brasiliens Controle: inseticidas de ação residual, aplicados na casas e anexos, poda de arvores, remoção de restos de vegetais, não construção das casas dos animais perto de lugares úmidos, recolhimento das fezes de aves. Leishmaniose Cutânea Também chamada de leishmaniose cutâneo-mucosa, espundia, úlcera de bauru ou ferida brava. ● Os parasitos são inoculados pelo flebotimineos e fagocitados por macrofogos de pele (histocitos) transformam-se em amastigotas e permanecem no interior dos vacúolos. Eles são refratarios à digestão pelos macrofagos. ● No individ não-mune, as lesões iniciais são do tipo pápulo-vesicular, por vezes com linfangite e adenite satélite. Multiplicação dos macrofagos a nivel de derme ferindo a epiderme. Leishmaniose Visceral Leishamnia vai se viscerar e multiplicar-se nos macrofagos dos orgãos internos e danificar o tecido dos indivíduos. ● Os cães são os principais reservatórios da doença. Os mesmos apresentam unhas longas, diarréia e caquexia. ANOTAÇÕES …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… Família Culicidae …… ……… ● Sem ocelos ● Antena com 15 a 16 segmentos ● Pernas longas ● Conhecidos como mosquitos ● Fêmeas hematófagas e machos fitófagos ● Fêmeas colocam seus ovos em lugares úmidos ou aquáticos. ● Há 4 estágios larvais e um estádio pupal, ambos aquáticos. ● Há 3 subfamílias: Anophelinae, Culicinae e Toxorhyncinae ● Transmitem dirofilariose Alimentação: machos e fêmeas de sucos vegetais ricos em carboidratos necessários para o metabolismo energético, porém as fêmeas também são hematófagas pois dependem do sangue para que ocorra o processo de maturação dos ovos. Postura: Os Anopheles fazem a postura em grandes coleções de água parada, ou com leve correnteza ou em água colhidas de bromélias. Ovos não são resistentes à dessecação. São postos isoladamente na superfície da água e apresentam flutuadores laterais Os Aedes realizam a postura na superfície de paredes de recipientes que contenham água limpa, como em barris, potes, vasos… Ovos postos isoladamente mas não apresentam flutuadores. Do Culex são colocados em posição vertical, formando uma jangada capazes de flutuar. Larvas: encontradas na água ainda que possam viver em um ambiente úmido. Há 4 estágios larvais e elas se alimentam de microorganismos e pequenos invertebrados que fazem parte do zooplâncton. ANOPHELINE ● Adultos com escamas abundante ● Probóscida bem desenvolvida e pelos retos ● Olhos grandes ● Antenas plumosas nos machos ● Ovos providos de flutuadores e postos isoladamente ● Larvas sem sifão respiratório ● Larvas horizontais na superfície da água ● Pupas com tromba respiratória e forma cônica curta e de abertura larga ● Perpendicular à superfície Anopheles darlingi: vetor da malária, bem apta a grande coleção de água limpa e iluminada. Ciclo biológico: Ocorre nos criadouros com lagoas, rios, lagos e represas, ou seja, grandes coleções de água com pouca correnteza, nas quais desenvolvem os estágios imaturas. Importância: veiculador da malárias Controle: proteção individual contra os vetores como uso de mosquiteiros, inseticidas ao redor da residência e conscientização individual. CULICINAE ● Ovos desprovidos de flutuadores e postos isolados ou em jangadas ● Larvas do sifão respiratório ●Dispõem-se perpendicularmente obliquamente na superfície líquida, permanecendo com o corpo mergulhado ● Pupa comtromba respiratória em forma tubulosa ● Fêmeas com papo curtos de comprimento menor do que a proboscis, já dos machos são longos ● Quando em repouso, esses mosquitos ficam com o corpo paralela à superfície. Culex ● Coloração marrom ● Fêmeas com papos curtas e antenas com pouca cerva, macho ao contrário ● Hábitos noturnos ● Fêmeas depositam seus ovos em água estagnada pura ou impura nas mediações dos domicílios. ● Ovos postos verticalmente e aglutinados formando uma jangada ● Encontrados em dormitórios sobre o teto, móveis e roupas. ● Larvas com sifão respiratório com cerdas. ● Quando em repouso posição oblíqua em relação à linha d’água. Transmite Wuchereria rancrifi que gera elefantíase. Algumas espécies transmitem encefalite equina Controle: Inseticidas químicos, controle biológico com a utilização de bactérias Bacillus.. AEDES ● Fêmeas com antenas de pouca cerdas e machos com muitas ● Larvas com sifão respiratório curto e um tufo de cerdas no mesmo. ● A. aegypti são urbanos e A. albopictus silvestre são rural ● Transmissor da dengue. Ciclo biológico: Após a cópula as fêmeas necessitam fazer repastos sanguíneos para a maturação dos ovos. Os ovos são depositados separadamente em vários lotes, postos em intervalos de 1 ou mais dias. Resistem à dessecação por vários meses. As larvas se alimentam de microorganismos contidos na água e têm postura perpendicular à superfície da água. São fototróficas negativas, preferem locais escuros. Transmite febre amarela e a dengue, A alta densidade vetorial é estimulada pelo imenso número de criadouros devido o reflexo do crescimento desordenado da cidade e descaso com a educação sanitária e ambiental, associado a altas temperaturas, umidade elevada e períodos fortes de chuvas. Controle: Eliminação dos criadouros, manter hermeticamente fechadas caixas d'água, tonéis e barris, manter garrafas para baixo, manter lixo em local apropriado, não deixar água acumulada e outros…. Além de controle biológico com Bacillus Thuringiensis também é utilizado no controle de larvas ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… Carrapatos Classificação - taxonomia ● Reino: Animalia ● Filo: Arthropoda - Subfilo: Chelicerata ● Classe: Arachnida Ordem: Acari - Subordem: Ixodides ● Famílias: Ixodidae (família de maior número e mais importante - carrapato duro), Argasidae (carrapato mole), Nuttalliellidae (apenas 1 espécie e não é presente no brasil) Características gerais São ectoparasitas obrigatórios, hematófagos, causam vários prejuízos ao hospedeiro como dano mecânico (lesão no couro), espoliação sanguínea (anemia), irritação, inflamação, transmissão de agentes patogênicos, baixa de fertilidade e sua saliva pode causar toxicoses e paralisia. Além dos danos físicos ao animal também há danos econômicos com gastos de acaricidas. Eles se aderem firmemente ao hospedeiro, tem um período longo de repasto sanguíneo e regurgitam durante o repasto, tem um longo tempo de vida, um rápido aumento populacional e realizam transmissão transovariana (transmissão para todos os ovos da fêmea) e transestadual (transmissão na fase de ninfa). Assim, fazendo deles um potencial vetor de doenças. Morfologia ● Gnatossoma: aparelho bucal 1. Par de palpos: órgãos sensoriais 2. Par de quelíceras: apêndices altamente esclerotizados que ajudam a cortar e perfurar a pele 3. Hipostômio: estrutura da parte inferior da base do capítulo que possui uma fileira de dentes direcionados para trás e tem como função manter o carrapato aderido. ● Idiossoma: região posterior do corpo (tórax e abdome) Órgão de Haller: órgão sensorial localizado abaixo do primeiro par de patas que possui quimiorreceptores que captam a liberação de CO2 e temperatura do hospedeiro para facilitar a localização do hospedeiro com a ajuda dos palpos. Fases de vida ● larva: tem 3 pares de patas e não possui aparelho reprodutor por ser a fase imatura do carrapato ● ninfa: possui quatro pares de patas e não possuem órgão reprodutor ● adulto: onde ocorre a diferenciação sexual e a copulação. Respiração As larvas respiram pelo tegumento já as ninfas e adultos possuem um par de estigmas (espiráculos respiratórios) que levam a um complexo de traqueias através da placa estigmal . Ciclo biológico Podem ser monoxeno (utiliza apenas 1 hospedeiro para completar seu ciclo) fêmeas postam os ovos no ambiente e desses ovos eclodem as larvas que identificam seu hospedeiro e sobem no hospedeiro para se alimentar. Quando se fixa no hospedeiro, ela fica permanentemente ali, realizando a mudança sem sair do hospedeiro. Indo ao chão apenas para liberar os ovos. Podem ser também heteroxenos (utiliza mais de um hospedeiro para completar seu ciclo), do ovo eclode a larva e ela vai procurar um hospedeiro para se alimentar, a muda da larva pra ninfa não ocorre sobre o hospedeiro, ela se solta do hospedeiro e realiza a muda no ambiente,a ninfa volta para outro hospedeiro para continuar seu desenvolvimento. Quando adulto vai ao ambiente novamente para fazer a cópula. Maior possibilidade de transmissão de patógenos. Coleta e identificação das espécies Pode ser por coleta manual, arraste de flanela branca, armadilha de CO2 (gelo seco ou carbonato + ácido lático) e a identificação é através de sua morfologia e hospedeiro FAMÍLIA IXODIDAE …………………………… ………….. ● Possui 13 gêneros ● Presença do escudo dorsal (carrapato duro) - nas fêmeas o escuto é incompleto para expandir o idiossoma na hora da alimentação para a produção de ovos e machos completos. ● Acasalamento sobre o hospedeiro ● Femea orre após a postura de ovosss ● Corpo achatado dorso-ventralmente ● Aparelho bucal projetado para frente e visível quando observado de cima. ● Espiráculos após o 4 par de patas Espécies Rhipicephalus (boophilus) microplus: parasita principalmente bovinos Rhipicephalus sanguineus: parasita principalmente cães Dermacentor nitens: parasita principalmente equídeos Amblyomma cajennense / Amblyomma sculptum: baixa especificidade mas parasita geralmente equídeos. Rhipicephalus (Boophilus) microplus ------------------ ● Conhecido como carrapato do boi, porém pode ser encontrado em cavalos, cães e homem. ● Possui um ciclo monoxeno ● Fase adulta em 21 anos ● São carrapatos duros, tem o formato hexagonal da base do gnatossoma, tem o hipotômio curto e não possuem festões no idiossoma. Transmissão de patógenos: 1. Anaplasma marginale - anaplasma- transmissão transaariano e transestadial 2. Babesia bovis e babesia bigemina - babesiose - transmissão transaariano e transestadial Eles podem transmitir os três patogênicos juntos e isso se o nome de tristeza parasitária bovina, causa anemia e morte por destruir as hemácias do animal . Controle: ● Carrapaticidas (pulverização, banho de imersão, aplicação dorsal, injetável). É importante o uso de carrapatograma para que não ocorra o uso desnecessário e tornar os carrapatos resistentes. ● Vacinas ● Feromônios associados a substâncias tóxicas ● Rotação de pastagem ● Controle biológico ● Gramínea com poder repelente (capim-gordura capim-elefante)Raças resistentes - zebuínos são mais do que os taurinos Rhipicephalus sanguineus ------------------------------- ● Carrapato vermelho do cão, mas também encontrado em outros mamíferos ● Sobem muros e paredes, abrigando-se em frestas. São cosmopolita ● Ciclo heteroxeno (três hospedeiros) ● São carrapatos duro, base do gnatossoma hexagonal e hipostômio curto e diferente do microplus, o sanguíneos possui festões Transmissão de patógenos 1. Babesia canis 2. Ehrlichia canis 3. Hepatozoon canis Controle ● Carrapaticidas: banho, injetável, uso oral, coleiras, pour-on ● Limpeza do ambiente: forros e canis com carrapaticidas ou vassoura de fogo Amblyomma Cajennense (amblyomma sculptum)--- ● Carrapato estrela, carrapato do cavalo, carrapato pólvora ● Baixa especificidade e hospedeiro ● Ciclo heteroxeno ( 3 hospedeiros) ● Larvas (março - julho), ninfas (julho - novembro), adulto (novembro a março). ● Carrapatos duros, aparelho bucal longo que gera picadas doloridas e possui festões Transmissão de patógeno 1. Babesiose equina 2. Febre maculosa Dermacentor (Anocentor) nitens ------------------- ● Carrapato da orelha do equino, somente. ● Parasita principalmente equinos: cavalo, mula e asnos. ● Encontrados no pavilhão auricular e divertículo nasal. ● Exclusivo do novo mundo. ● Ciclo monoxeno. ● Carrapato duro, base do capítulo retangular, palpo curto e largo, tem placas espiraculares em formato de dial de telefone. Transmissão de patógenos 1. Babesia equi 2. Babesia caballi Controle ● Carrapaticidas: pulverização, banho de imersão, aplicação dorsal, injetável ● Feromônios associados a substâncias tóxicas ● Rotação de pastagem ● Controle biológico: ainda em estudo.. ● Gramínea com poder repelente (capim-gordura capim-elefante) FAMÍLIA ARGASIDAE ……………………………………… ………….. ● Carrapatos moles (não possuem escudo dorsal) ● Superfície texturizada ● Vivem em ninhos e tocas do hospedeiro ● Faem diversas posturas intercaladas com pequenas quantidade de ovos - a fêmea não morre após a postura ● Acasalamento fora do hospedeiro ● Vários estágios ninfais ● Alimentação rápida ● Aparelho bucal ventral, não visível de cima ● Dimorfismo sexual visto apenas com lupa ● Placas espiraculares pequenas localizadas entre coxa 3 e 4 Espécies: Argas miniatus: parasita de galinhas Ornithodoros rostratus: parasita mamíferos Octobius megnini: pavilhão auricular de mamíferos Argas miniatus --------------------------------------- ● Parasitos de galinhas e hábitos nidícula e noturno. ● Postura de 100 a 150 ovos por vez. ● Possui até 5 estágios ninfais. Transmissão de patógenos e doenças 1. Borrelia anserina - borreliose aviária 2. Paralisia dos pintos Ornithodoros rostratus ------------------------------ ● Carrapato do chão com hábitos noturnos, parasita mamíferos em geral. ● Picada dolorosa causando lesões ● Postura de 120 a 180 ovos por vez ● Possui até 5-6 estágios ninfais Octobius megnini ------------------------------------- ● Carrapato espinhoso da orelha, encontrado no norte do brasil. ● Mais encontrado em bovinos e equinos. ● Corpo parece violino. ●Larva e ninfa parasitas e o adulto não parasita (são encontrados em galhos e tronco de árvores). ● Dois estágios ninfais. Danos: 1. Causam otite, meningite e paralisia. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. Introdução à helmintologia Filo Platyhelminthes São vermes achatados dorso-ventralmente e com simetria bilateral. São heteroxenos.. ● Classes importantes: Trematoda e Cestoda. Classe trematoda Corpo não-segmentado, possui ventosas e forma típica de folha. Ordem digenea ● Tem dois hospedeiros, um intermediário (moluscos) e um definitivo. ● Reprodução assexuada (acontece no organismo do hospedeiro intermediário) e sexuada,(organismo do hospedeiro definitivo) ● Tem duas ventosas, uma oral e outra ventral ● Maioria são hermafroditas ou com dois sexos separados. ● Seu estágio evolutivo é ovo, miracídio, esporocisto, rédea, cercária e metacercária. ● Famílias de maior importância: Schistosomatidae, Fasciolidae, Paramphistomidae e Dicrocoeliidae.. Fasciolose (baratinha do fígado) …………………... Família: Fasciolidae Espécie: fasciola hepática. Os ovinos têm o quadro clínico mais grave apesar de ser mais abundante em ruminantes. Pode parasitar equinos, suínos e humanos também. Morfologia: Corpo mede 20 a 30 mm de comprimento e 15mm de largura, tegumento com escamas, corpo largo na parte anterior e estreito na posterior. Possui também uma ventosa oral situada em um prolongamento cônico (cone cefálico) na parte anterior do corpo e seu tubo digestório é incompleto (não tem ânus). São hermafroditas. Importância: Zoonose acidental e é uma das mais importantes doenças de ruminantes domésticos no mundo, causando prejuízos econômicos para pecuaristas. Os vermes se alimentam de sangue e as escamas/tegumento espesso servem além da fixação, causar lesões para se alimentarem do sangue oriundo. Na maioria das vezes o verme não se alimenta do sangue todo então pode ocorrer presença de sangue nas fezes. Ovo O ovo é acastanhado com casca espessa onde há um opérculo para eclodir o miracídio (larva que está dentro do mesmo), ele é eliminado com as fezes dos ruminantes. O embrionamento faz-se no meio aquático e dura 10-20 dias. - O miracídio invade o corpo do caramuja e transforma-se em esporocisto, e dentro dos mesmos forma-se várias rédias. Dentro de cada rédeas surgem massas celulares que darão origem aos próximos elementos do ciclo, as cercárias. As cercárias saem do corpo do caramujo e transformam-se em metacercárias. Caramujo O caramujo da fasciolose pertence ao gênero Lymnaea e tem em torno de 5 a 10 mm de comprimento da concha. Vive tipicamente em áreas alagadiços e margens de água de curso lento. Os bebedouros podem ser reservatórios desse caramujo, além de pisoteamento dos animais em épocas de chuvas, passagem de trator no curral que deixam valas no solo que também podem abrigar. Ciclo biológico 1. O ovo sai junto com as fezes do hospedeiro definitivo (o animal de produção). Os ovos chegam à coleção de água onde eclodem os miracídios. O miracídio penetra nos caramujos (lymnaea) e se transforma em esporocisto que da origem de 5 a 8 rédeas. 2. As rédias dão origem às cercárias ou podem dar origem de rédias da segunda geração (pois em período de seca não é favorável liberar as cercárias, então retarda a liberação). 3. As cercárias saem do corpo do caramujo, vão para vegetação e dão origem às metacercárias que são ingeridas pelos hospedeiros definitivos. Quando ingeridas pelos hospedeiras, elas chegam até o duodeno no hospedeiro onde abandonam a cápsula e cai na cavidade peritoneal, logo, vão para o fígado por quimiotropismo, atravessando a cápsula hepática, adentrando o parênquima hepático até o ducto biliares onde se desenvolvem os adultos. Algumas cercárias se perdem no caminho e chegam até os pulmões ou continuam na cavidade peritoneal. Distribuição geográfica É cosmopolita, encontrada em quase todos os países do mundo, em áreas úmidas, alagadas ou sujeitas a inundações periódicas. Eles são parasitas de ovinos, bovinos, caprinos e mais raramente em seres humanos. Patogenia Fasciolose é um processo inflamatório crônico do fígado e ductos biliares, a gravidade da infecção depende da espécie de hospedeiro, da fase do parasito no hospedeiro. - Fase 1 - migração parasitária: gera hemorragias e formação de lesões que podem evoluir para necrose - fase mais crítica. - Fase 2 - presença do adulto nos canais biliares: gera dilatação dos canais biliares e neoformação dos canalículos biliares, formação de nódulos e, às vezes, grave reação fibrosa do parênquima hepático. Há também calculose. Isso pode provocar cirrose e insuficiência hepática. Sintomatologia - Fase 1: aumento