Prévia do material em texto
Parasitologia O Ciclo de Loss é uma rota de migração interna que as larvas Ancylostoma caninum fazem pelo organismo antes de se instalarem no intestino. Ele envolve a penetração na pele, a migração através da corrente sanguínea, o coração, os pulmões, a traqueia, a faringe e, por fim, a deglutição. A forma de contaminação mais comum do Ancylostoma caninum em animais é avia oral (ingestão), por meio de água, alimentos, patas ou objetos lambidos que contenham como larvas infectantes. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------ STRONGYLUS VULGARIS Os estrôngilos são vermes de corpos cilíndricos e de tamanho variável, o Strongylus vulgaris infecta o seu hospedeiro a partir da ingestão da larva na fase L3 no pasto ou pela água contaminada, a larva então segue o trato digestório até o intestino delgado, de onde migra para o intestino grosso, penetrando na mucosa e se desenvolvendo em L4, a partir desse momento ela migra pela corrente sanguínea em direção a artéria mesentérica cranial, contrária ao fluxo sanguíneo, em seguida retorna a favor do fluxo, penetrando na parede do ceco e do cólon, onde passa para a fase jovem, realizando a diferenciação entre machos e fêmeas ao direcionarem-se para luz intestinal, ocorre então a reprodução dos parasitos e a excreção dos ovos nas fezes no equino. Começa então o desenvolvimento externo ao animal, os ovos eclodem e passam pelas fases larvais L1 e L2 até chegar em L3 infectante e recomeçar o ciclo (MARTINS, 2019). O período migracional pela artéria mesentérica cranial causa graves lesões ao tecido, os chamados aneurismas verminóticos, podendo gerar trombos e espessamento da artéria, possuindo um período pré-patente de 6 a 7 meses. MEDIDAS PROFILATICAS – manejo de fezes, controle OPG (Ovos por Grama de Fezes), vermifugaçao Ciclo de vida do Dictyocaulus viviparus: Os vermes adultos, machos e fêmeas, residem nos pulmões. Os ovos são expelidos pela tosse e engolidos, eclodindo ao passarem pelo trato intestinal. As larvas presentes no pasto sofrem duas mudas até atingirem o estágio infeccioso L3, que retém a cutícula das larvas L1 e L2 como bainha protetora. As larvas L3 são ingeridas pelo gado em pastagem, e os parasitas sofrem duas mudas antes de chegarem aos pulmões. É necessário crescimento e desenvolvimento adicionais para que se tornem adultos maduros e reprodutivos. seu hospedeiro, sinais clínicos observados nos animais e quais são os prejuízos ocasionados ao produtor. STRONGYLUS VULGARIS Animais podem apresentar febre, inapetência, perda da condição física, atraso no crescimento, debilidade progressiva, cólicas moderadas a graves, ruptura intestinal e morte. CAUSA ARTERITE VERMINOTICA OU COLICA TROMBOEMBOLICA HABRONEMA MEGASTONA O ciclo do Habronema acontece principalmente em cavalos e envolve a participação de uma mosca como hospedeiro intermediário. 1. Os vermes adultos vivem no estômago do cavalo. 2. A fêmea produz ovos ou larvas, que saem junto com as fezes. 3. As moscas depositam ovos nas fezes e as larvas da mosca ingerem as larvas do Habronema. 4. Dentro da mosca, o parasita se desenvolve até a fase infectante (L3). 5. Quando a mosca adulta pousa no cavalo — principalmente em feridas, boca, olhos ou focinho — ela deposita as larvas. 6. O cavalo ingere as larvas ao lamber ou durante a alimentação. 7. As larvas passam pelo esôfago e chegam ao estômago. 8. No estômago, elas penetram a mucosa e evoluem para L4, L5 e adulto. 9. O ciclo recomeça com a eliminação de ovos/larvas nas fezes. Quando a larva vai para feridas. Se a mosca depositar a larva em uma ferida, ela não completa o ciclo e causa a habronemose cutânea (“ferida de verão”), formando lesões granulomatosas. Prevenção Controle de moscas Uso de repelentes Cobrir feridas Higiene das baias e retirada frequente das fezes Vermifugação dos cavalos O ciclo evolutivo da dirofilariose inicia quando o mosquito, hospedeiro intermediário, ingere microfilárias (L1) ao picar um cão infectado. No mosquito, as larvas passam pelo intestino e pelos túbulos de Malpighi, onde evoluem de L1 para L2 e depois para L3 (forma infectante), em cerca de 14 dias, favorecidas por temperaturas acima de 13,8 °C. Quando o mosquito pica outro cão, a larva L3 é inoculada no tecido subcutâneo do hospedeiro definitivo. No organismo do cão, a larva sofre novas mudas, passando para L4 e depois L5, processo que leva aproximadamente 100 dias. As larvas L5 migram pela circulação sanguínea até as artérias pulmonares e coração, onde amadurecem e se tornam vermes adultos em cerca de 7 a 10 meses. Os parasitas adultos vivem principalmente no ventrículo direito, átrio direito e artérias pulmonares, podendo sobreviver até 5 anos. As fêmeas liberam novas microfilárias (L1) na corrente sanguínea, reiniciando o ciclo quando outro mosquito se alimenta do animal infectado. https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/8896606/mod_resource/content/1/Flash%20cards%20-%20Protozoa%CC%81rios.pdf image8.png image4.png image.png image3.png image2.png image5.png image7.png image6.png