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FICHAMENTO
	LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Jorge "Zahar Ed.14, 2001.
	PG
	ASSUNTO
	CITAÇÃO
	07
	Objetivo
	Introduzir o leitor ao conceito antropológico de cultura
	08
	2 partes
	O livro está dividido em duas partes: a primeira, que se refere ao desenvolvimento do conceito de cultura a partir das manifestações iluministas até os autores modernos; a segunda parte procura demonstrar como a cultura influencia o comportamento social e diversifica enormemente a humanidade.
	09
	Primeira parte
	Da natureza da cultura ou da natureza à cultura
	10
	Objetivo do capítulo
	Este volume trata de uma discussão de um dilema: a conciliação da unidade biológica e a grande diversidade cultural da espécie humana.
	10
	Confúcio
	[...] ter, quatro séculos antes de Cristo, enunciado que “a natureza dos homens é a mesma, são os seus hábitos que os mantêm separados”
	11
	COMPARAÇÃO
	Se consideramos os outros costumes como Heródoto fez com os lícitos com “todas as outras nações do mundo”, levando em conta a nossa sociedade, no caso dos lícios, patrilineal, e os surdos, a sociedade envolvente ouvinte, certamente responderiam como os lícios:
“Se oferecêssemos aos surdos [homens] a escolha de todos os costumes do mundo, aqueles que lhes parecessem melhor, eles examinariam a totalidade e acabariam preferindo os seus próprios costumes, tão convencidos estão de que estes são melhores do que todos os outros”. Em resposta a nossa maneira biologizante etnocêntrica em conceituar os surdos como deficientes. 
	12
	COMPARAÇÃO
	O padre José de Anchieta ao descrever sobre os costumes patrilineares dos índios Tupinambá surpreende-se com a questão do parentesco deles. Os índios tem respeito a ponto de chamar de filhas às filhas de seus irmãos, mas “os filhos das fêmeas, se são filhos de cativos, os têm por escravos e os vendem, e às vezes matam e comem, ainda que sejam seus netos, filhos de suas filhas”. 
Não é uma questão de “maldade” se formos observar com os olhos de nossa cultura, é uma questão de parentesco que envolvem signos e significado diferente da nossa concepção, como, Montaigne (p.13) afirmou que “na verdade, cada qual considera bárbaro o que não se pratica em sua terra”. Assim, os surdos, relacionam-se parietalmente com os outros surdos, aos que são iguais a ele. Em seu círculo de convívio há afinidades que se transformam em grau de parentesco. Pessoas mais velhas ou mais experientes se tornam seus “pais” e os de sua mesma faixa etária, as quais tem vínculos afetivos, seus irmãos e irmãs. Quando a família domina a língua de sinais esta distancia diminui e estabelece um grau de afinidade, mas mesmo assim, ainda continuam “ouvintes”, ou seja, diferentes. Podendo acarretar vínculos de parentesco, mas não tão forte e significativo quanto ao outro surdo. Um exemplo que podemos destacar é a emoção envolvida em caso de falecimento de um parente sanguíneo e de um parente por laços afetivos. Há extrema comoção social quando um surdo em a óbito. O que pudemos perceber no caso das vítimas do COVID-19 Ana Maria Berticelli (https://www.facebook.com/anamaria.berticelli).
	13
	Ambientes físicos
	Desde a Antiguidade, foram comuns as tentativas de explicar as diferenças de comportamento entre os homens, a partir das variações dos ambientes físicos. 
Independentemente do local, clima ou região os surdos desenvolvem a língua de sinais na modalidade espaço-visual, ou seja, se dá por meio da visão e espaço, independentes das línguas-orais.

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