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Ana Clara Paiva – Semestre 3 TBL 1- DRAMA 1- Descrever os tipos de exantema (maculopapular, vesicular, escarlatiniforme e hemorrágico) Os eritremas são alterações vasculares transitórios avermelhadas/róseas com duração e apresentação variada a depender do elemento causal e, quando presente nas mucosas, essas alterações vasculares são chamadas de enantema. Se forma exantema quando o eritrema se estende por áreas extensas A maioria dos exantemas são causados por vírus, mas também podem ser causadas por bactérias, outros agentes infecciosos ou não, como doenças reumatológicas. Reconhecer as lesões elementares de pele que podem estar presentes é extrema importância que permitirão identificar os dois principais tipos de exantema maculopapular e o papulovesicular Os microrganismos podem causar erupção cutânea por diversos mecanismos: por invasão e multiplicação direta na pele (varicela, herpes simples), por ação de toxinas (escarlatina e infecção estafilocócica), por ação imunoalérgica (maioria das viroses exantemáticas) ou por dano vascular causando obstrução e necrose da pele (meningococemia) Ana Clara Paiva – Semestre 3 Vale lembrar que as patologias ( sarampo, rubéola e varicela) possuem vacina 2- Analisar as doenças exantemáticas mais prevalentes ( sarampo, rubéola, varicela, exantema, súbito eritema infeccioso e escarlatina) categorizando pelo tipo de exantema e principais características clinicas. SARAMPO - É causado pelo Paramixovírus 36. O contágio se dá por aerossol. - Doença infecciosa, contagiosa, causada por vírus, é rara nos primeiros anos de vida. Apresenta um quadro mais grave quando há mal estado nutricional, imunológico, tipo de exposição, condições socioeconômicas. Vírus infecta via aérea, tecido pulmonar, linfócitos T e B. - Pode evoluir para óbitos em crianças < 1 ano e desnutridas. Mecanismo de transmissão: Através de secreções nasofaringes expelidas ao tossir, falar, espirrar por meio de aerossóis com partículas virais que ficam no ar. - O período de incubação varia de 7-21 dias da data de exposição ao início do quadro exantemático. O período de transmissibilidade ocorre 6 dias antes e 4 dias após o exantema, sendo o pico de transmissão 2 dias antes e 2 dias depois do início do exantema. Quadro clínico No período prodrômico ocorre febre > 38,5oC, tosse inicialmente seca, coriza, conjuntivite não purulenta, fotofobia, na região da orofaringe é possível notar enantema e, na altura do terceiro molar surgem as manchas de Koplik: manchas brancas/amareladas na mucosa oral Cerca de 2-4 dias após o início do quadro intensifica-se aquele quadro inicial, o paciente fica Ana Clara Paiva – Semestre 3 prostrado e surge o exantema maculopapular morbiliforme, ou seja, existem áreas de pele livre de lesão entre as lesões. Este exantema tem progressão cefalocaudal (região retro auricular – pescoço – face – tronco – extremidades). Tem como complicação bacteriana mais comum a otite média aguda, e como complicação mais grave a pneumonia RUBÉOLA É causada por um vírus do gênero Rubivirus da familia Togaviridae. O contágio se dá por meio de gotículas e via respiratória. Mecanismo de transmissão :A transmissão ocorro por gotículas de secreções nasofaríngeas e contato direto com pessoas infectadas. Período de incubação e de transmissão :O período de incubação é entre 12 e 23 dias, sendo o período de transmissibilidade 7 dias antes e 7 dias após o início do quadro exantemático. Quadro clinico : Na fase prodrômica apresenta febre baixa, mal estar, artralgia, mialgia e a fase exantemática. Na fase exantemática há exantema maculopapular, róseo, mais brando, há uma distribuição craniocaudal; não há descamação, gânglios retroauriculares e adenomegalia. Presença de enantema, “bolinhas” vermelhas em região de palato e de úvula A grande maioria dos casos não tem manifestação clínica. A intensidade dos sintomas esta diretamente relacionada à faixa etária. VARICELA É causada pelo vírus varicela-zóster. A transmissão ocorre por contato direto ou por aerossol com secreções orofaríngeas e fluido das lesões, e vai de 2 dias antes do início do exantema, até todas as lesões tornarem-se crostas, Também conhecida por catapora. Mecanismo de transmissão : Pessoa a pessoa por meio de secreções respiratórias ou contato direto e, de modo indireto, ocorre por meio do contato com objetos contaminados com a secreção das lesões de pele (vesículas). Período de incubação e de transmissão: O período de incubação é de 10-21 dias e a transmissão se inicia 1-2 dias antes do surgimento do exantema e permanece até que as lesões estejam em fase de crosta. Quadro clinico: infância não costumar ocorrer pródromos febre moderada/baixa,cefaleia, anorexia, vômito, mal-estar, adinamia, dor abdominal 2-3 dias. A fase exantemática é caracterizada por polimorfismo das lesões. A lesão inicial consiste em mácula eritematosa e pruriginosa, que se transforma em pápula, que evolui para vesícula, e depois para pústula com umbilicação central e formação de crostas. Podemos encontrar lesões em diferentes estágios de evolução e, por isso, afirmamos que há polimorfismo regional. As lesões têm progressão centrífuga e distribuição centrípeta Ana Clara Paiva – Semestre 3 ERITREMA INFECCIOSO O eritrovírus B19 é um vírus de DNA com tropismo por células eritropoiéticas, replicando-se em células eritroides da medula óssea. Boa parte dos infectados é assintomático, no entanto, devido a estas características do vírus, indivíduos saudáveis podem desenvolver aplasia eritroide acompanhada do quadro exantemático Mecanismo de transmissão: Transmitido por via respiratória, sobretudo, em comunidades fechadas. Também pode ser transmitido por via placentária em caso de mães infectadas, o que pode levar a hidropisia fetal. Período de incubação e de transmissão: Estima-se que o tempo de incubação seja entre 14-21 dias. A transmissão ocorre antes do exantema, porém não se sabe ao certo quantos durante quantos dias antes do surgimento do mesmo. Logo, quando há o surgimento do exantema o paciente não elimina mais o vírus, portanto, não há necessidade de isolamento. Quadro clínico Geralmente não costuma ter pródromos, mas alguns casos surgem sintomas prodrômico leves como mialgia, febre, coriza e cefaleia. O exantema maculopapular se inicia em face em região malar, dando o aspecto que alguns autores chamam de “face esbofeteada” associado a palidez perioral ou sinal de Filatov. Cerca de 4 dias depois o exantema evolui para membros superiores e inferiores, a mácula aumenta de tamanho deixando uma palidez central conferindo o aspecto rendilhado do exantema que pode durar até 3 semanas. Importante ressaltar que após desaparecimento pode haver recorrência do eritema após exposição ao sol, variação da temperatura, exercícios e estresse devendo-se, portanto, explicar à família que tal fenômeno pode ocorrer não significando recorrência da doença em si. EXANTEMA SÚBITO (HERPES VÍRUS HUMANO) Esta doença viral de evolução benigna, também chamada de roséola infantum, é causada pelo herpes vírus 6 e 7, sobretudo, o tipo 6 que é o mais frequente. Acomete crianças entre 6 meses e 6 anos ( É mais prevalente em menores de 2 anos.) Mecanismo de transmissão : Transmitida por secreção oral. Período de incubaçãoe de transmissão: O tempo de incubação é de 5-15 dias. A transmissão ocorre na fase de viremia que acontece principalmente no período febril. Quadro clínico : início do quadro clínico é súbito e sem pródromos. caracterizando-se por uma febre alta (39-40oC) e contínua que resulta em irritabilidade da criança e convulsão febril. Pode haver linfonodomegalia associado. Após 3-4 dias de febre esta cessa bruscamente e aparece o exantema de modo também súbito de aspecto maculopapular róseo com lesões que não coalescem com evolução de tronco – face – membros, de curta duração e sem descamação. ESCARLATINA (ESTREPTOCOCOS PYOGENES) Ana Clara Paiva – Semestre 3 A escarlatina é uma doença infecciosa aguda causada pelo Estreptococos pyogenes ou estreptococos beta hemolítico do grupo A. escarlatina não é fruto da infecção direta pela bactéria, mas sim pelo efeito das toxinas produzidas quando a bactéria é infectada por um bacteriófago. As toxinas produzidas podem ser tipo A, B ou C e, o quadro desenvolvido por um toxina não oferece imunidade às infecções pelas outras Mecanismo de transmissão: A transmissão ocorre por contato com gotículas e secreção de nasofaringe de indivíduos com faringoamigdalite estreptocócica aguda. Período de incubação e de transmissão: O período de incubação é de 2-5 dias e a transmissão se inicia tão logo iniciem os sintomas Se o tratamento já for iniciado de imediato a transmissão só persiste por 24h Quadro clinico : O período prodrômico ocorre durante 12-24h com febre alta, dor à deglutição, mal-estar geral, náuseas e vômitos. Após este período o paciente apresenta o quadro de faringoamigdalite com exsudato purulento, adenomegalia cervical e enantema na mucosa oral. o início do quadro, surge um exantema micropapular àspero (aspecto de lixa) em peitoral que se expande para tronco – pescoço – membros, poupando palma das mãos e pés. com linhas hiperpigmentadas chamadas linhas de Pastia. Na face, o eritema malar confere o aspecto chamado de “face esbofeteada” associado ao sinal de Filatov e língua de framboesa. 3- Conhecer os exames complementares utilizados no diagnostico das doenças exantemáticas. Exames complementares: Exame laboratorial: hemograma, bioquímica e homoculturas, muitas vezes ajudam no diagnostico diferencial, na avaliação da gravidade do caso e na sua condução. O hemograma vai verificar a leucopenia com linfócitos e as vezes plaquetopenia. Exames de imagem: devem ser solicitados apenas se a s situação clinica demandar, como uma radiografia do tórax numpacoente com suspeita d pneumonia como complicação do sarampo. Devem ser solicitados exames de imagem como ecocardiograma, andiografia por ressonância magnética ou andiografia convencional. Ana Clara Paiva – Semestre 3 O diagnostico diferencial para as doenças exantemicas necessita de uma boa anamnese e um bom exame físico, vale ressaltar que é importante saber a idade e o calendário vacinal, além de ficar atento com o inicio da sintomatologia bem como se houve pródomo ou não. Ana Clara Paiva – Semestre 3 4- Descrever as condutas terapêuticas nas doenças exantemáticas. Sarampo : Não há tratamento específico, mas é possível realizar medidas de suporte com sintomáticos. Recomenda-se a administração de vitamina A ( usar mascara N95) Rubéola : O tratamento é realizado com base em sintomáticos, não havendo tratamento específico direcionado ao vírus. Eritrema infeccioso: O eritema infecioso em geral é auto-limitado e não há tratamento específico. Deve ser realizado tratamento de suporte com sintomáticos. Exantema súbito : O tratamento de suporte é realizado principalmente com antitérmicos por conta da febre alta. Em caso de imunodeprimidos pode-se usar Ganciclovir pelo risco de acometimento do SNC. Varicela: O tratamento envolve o uso de sintomáticos como anti-histamínicos para atenuar o prurido, antitérmico e analgésicos (estes, não salicilatos). O tratamento específico é com Aciclovir para menores de 12 anos ou pessoas com imunocomprometimento, comorbidades ou risco para agravamento do quadro. Além disso, deve-se recomendar a lavagem das lesões de pele com água e sabão, bem como é fundamental cortar as unhas da criança como forma de prevenir lesões de pele secundárias em decorrência o intenso prurido. Escalartina: O exantema tem curso autolimitada, porém, indica-se o tratamento com antibiótico para eliminar a bactéria, de modo a reduzir as possibilidades de transmissão, além de prevenir febre reumática e complicações supurativas. O tratamento de escolha é com Penicilina G benzatina, intra-muscular, dose única. Vacina tetraviral ( SCRV): previne sarampo, caxumba, rubéola e varicela 5- Analisar as medidas de profilaxia individual e coletivas em doenças exantemáticas Sarampo : • No plano individual, o isolamento domiciliar ou hospitalar dos casos diminui a intensidade de contágios • Deve-se evitar, principalmente, a frequência às escolas ou creches e outros agrupamentos até 4 dias após o inicio do exantema; • A vacina é a única forma de prevenir a ocorrência do sarampo na população Ana Clara Paiva – Semestre 3 Rubéola : • No plano inicial, o isolamento domiciliar ou hospitalar dos casos diminui a intensidade de contagio • Deve-se evitar, principalmente as principalmente, a frequência às escolas ou creches e outros agrupamentos até 7 dias após o inicio do exantema; • A vacina é a única forma de prevenir a ocorrência da rubéola na população Varicela : • Vacinação da população; • Lavar as mãos após tocar nas lesões • Isolamento: crianças com varicela não complicada só devem retornar à escola após todas as lesões terem evoluído para crostas, crianças imunodeprimidas ou que apresentam curso clinico prolongado so deveram retornar as atividades após o termino da erupção vesicular. Exantema súbito: • Não há vacinação • não existem medidas de prevenção a serem adotas. Eritrema infeccioso : • não há vacina • deve-se isolar o paciente por 7 dias • higienização das mãos e higiene pessoal Escalartina: • isolar o paciente até 24hrs após o início do tratamento