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DERMATITES E PSIORÍASE Prof.ª Msc. Camila Amato Montalbano Psoríase Doença que afeta a epiderme e a derme; Aumento do número de mitoses; Epiderme torna-se mais espessa e se renova com mais rapidez; Acúmulos de áreas esbranquiçadas de queratina descamada; Causa desconhecida Psoríase- autoimunidade 15% dos doentes possuem psoríase associada a artrite. alelo HLA-Cw*0602: dois terços dos indivíduos afetados carregam esse alelo; homozigotos para o HLACw*0602 têm um risco 2,5 vezes maior de desenvolver a psoríase do que os heterozigotos, apenas cerca de 10% de HLA-Cw*0602 heterozigotos desenvolvem psoríase. Hipótese: populações de células CD4+ TH1 e TH17 sensibilizadas e células T efetoras CD8+ citotóxicas ativadas migram para a pele e acumulam-se na epidermesecreção de citocinas e fatores de crescimento que induzem a proliferação de queratinócitos, resultando nas lesões características. IL-12, interferon-γ, fator de necrose tumoral (TNF) e IL-17. Respostas clínicas excelentes que são observadas em pacientes tratados com terapias que bloqueiam a função de TNF. Traumatismo localfenômeno de Koebner (Trauma estimula uma resposta inflamatória local) Psoríase cotovelos, joelhos, couro cabeludo, áreas lombossacrais, prega interglútea e glande do pênis Alterações ungueais em 30% dos casos: descoloração amarelo-amarronzada (frequentemente comparada a uma mancha de óleo), com corrosão, depressão, separação da placa ungueal do leito subjacente (onicólise), espessamento e esfarelamento. Acantose: espessamento da epiderme (camada espinhosa) Estrato granuloso fino ou ausente Atividade mitótica elevada na camada basal Paraceratose: persistência de núcleos na camada córnea Diagnóstico da Psoríase Clínico com observação da lesões Histórico familiar Biópsia Psoríase artropática Dermatite Seborreica Afeta até 5% da população em geral. Regiões com alta densidade de glândulas sebáceas: couro cabeludo, testa (especialmente a glabela), canal auditivo externo, área retroauricular, sulco nasogeniano. Inflamação da epiderme e não nas glândulas sebáceas. Etiologia da dermatite seborreica é desconhecida. Hipótese: resposta aos andrógenos Acne não está associadas com a dermatite seborreica. Fungos do gênero Malassezia: outra hipótese. Acne Dermatite Seborreica Dermatite seborreica Máculas e pápulas com base eritematosa amarela, com frequência gordurosa, tipicamente em associação à extensa escamosidade e formação de crostas. Fissuras podem estar presentes, particularmente atrás das orelhas. A caspa é a expressão clínica mais comum da dermatite seborreica no couro cabeludo. As lesões da dermatite seborreica compartilham os aspectos histológicos com a dermatite espongiótica e a psoríase, sendo as lesões iniciais mais espongióticas e depois mais acantóticas. Infiltrado inflamatório perivascular superficial de linfócitos e neutrófilos. Diagnóstico de Dermatite Seborreica Principalmente clínico baseado na localização das lesões e no relato do paciente. Realização de cultura micológica, biópsia e teste de contato às vezes. Ágar Sabouraud contém peptonas, é utilizado para cultivo de dermatophytes e outros tipos de fungo, podendo ser usado também para bactérias filamentosas como Nocardia. Dermatite de contato Mesmo que eczema Reação na pele que ocorre devido ao contato de alguma substância ou objeto irritante Alergia ou inflamação na pele, prurido, exantema e edema. Diagnóstico clínico pelas alterações cutâneas e história de exposição (profissão, atividades de lazer, afazeres domésticos, férias, roupas, uso de fármacos tópicos, cosméticos e atividades do cônjuge). Teste de uso Teste de contato Dermatite atópica Tipos mais comuns de alergia cutânea Eczema atópico. Doença genética e crônica Pele seca, erupções pruriginosas e crostas principalmente em regiões de dobras. Pode vir acompanhada de asma ou rinite alérgica, porém, com manifestação clínica variável. Alergia a pólen, a mofo, a ácaros ou a animais; contato com materiais ásperos; exposição a irritantes ambientais, fragrâncias ou corantes; roupas de lã e de tecido sintético; baixa umidade do ar, frio intenso, calor e transpiração; infecções; estresse emocional e certos alimentos e produtos de limpeza Diagnóstico de Dermatite Atópica Somente Clínico com observação sintomática e histórico Diagnóstico de problemas de pele Exame visual completo com dermatoscópio (lente de aumento e luz embutida): couro cabeludo, unhas e membranas mucosas para visualizar melhor as áreas de interesse. Se não for suficiente para o diagnóstico, realizar testes. Biópsia Adormece-se uma pequena área da pele com anestésico local e remove-se uma parte dela, com um pequeno bisturi (escalpelo), tesouras, lâmina (chamado biópsia por saucerização) ou um cortador redondo (chamado biópsia por punção), ele. Biópsia por punção Retirada de pele com cortador redondo. Diagnóstico de problemas de pele Raspagens Para suspeita de infecção fúngica Retirar algum material da pele, como escamas, e o examinar ao microscópio. Às vezes, são aplicados produtos químicos ou corantes especiais ao material. Cultura Suspeita de infecção Geralmente faz com raspagem de pele no laboratório A amostra é colocada em um meio de cultura Lâmpada de Wood (luz negra) Suspeita de certas infecções na pele. Diagnóstico de problemas de pele Teste de Tzanck Para diagnosticar determinadas doenças provocadas por vírus, como herpes simples e herpes zoster. Retira-se o topo de uma bolha com uma lâmina afiada e raspa a bolha com um escalpelo para obter líquido. Exame ao microscópio depois da aplicação de corantes especiais. Diascopia Para observar alterações de cor que ocorrem quando se aplica pressão na pele. Pressiona-se uma lâmina de microscópio contra a lesão para verificar se ela clareia (fica esbranquiçada) ou sofre outra mudança de cor. Algumas lesões de pele (como as causadas por sarcoidose) adquirem uma cor castanho-amarelada quando se faz este teste. Testes da pele Suspeita de que a causa de uma erupção cutânea é uma reação alérgica. Teste de uso substância suspeita é aplicada longe da área original em que a erupção cutânea ocorreu (geralmente no antebraço), é útil quando perfumes, xampus ou outras substâncias encontradas em casa puderem ser a causa. Teste com adesivo várias amostras pequenas de alérgenos, são aplicadas na pele (geralmente na parte superior das costas) sob uma fita adesiva e deixadas no local durante 48 horas avaliação deixar de novo até completar 96 horas nova avaliação. Teste positivo: erupção cutânea maculopapuplar pruriginosa. Teste de contato adesivo (TRUE TEST®) Câmaras plásticas (Finn®) contendo alérgenos presos por fita adesiva porosa. Camada fina de uso epicutâneo rápido kit simples, fácil de usar com os alérgenos de contato mais comuns que pode ser aplicado e interpretado por qualquer profissional de saúde. Falso positivo reação inespecífica a outros antígenos ou ocorrem reações cruzadas com outros antígenos. Falso-negativos são observados quando os alérgenos testados não incluem os antígenos causadores da doença. O diagnóstico definitivo exige o resultado positivo e história de dermatites na área em que a substância testada fez contato com a pele. Testes da pele Escoriação da pele uma gota de um extrato da substância suspeita é colocada na pele perfuração da pele com uma agulha observação da pele após 30 minutos. Teste intradérmico são injetadas quantidades diminutas de uma substância sob a pele. Posteriormente, a área da pele é observada para verificar se há vermelhidão e inflamação, as quais indicam uma reação alérgica. Perigo de anafilaxia raro, porém possível. Testes devem ser realizados apenas por um profissional de saúde treinado. Muito obrigada!!!! montalbano.c@hotmail.com