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Estética e História da Arte Art Nouveau e Art Decó Sumário I - Art Nouveau (aprox. 1890 - 1914) · Uma estética para o design · Influência da pintura japonesa · A influência do Art Nouveau · Notáveis designers, artistas e arquitetos do Art Nouveau · Indústria Cultural - Art Nouveau II - Art Déco (1920s - 1930s) ou Arte Decô · Alguns artistas do período Art Déco · Paul POIRET (1879 – 1977) · Sonia DELAUNAY (1885 – 1979) · René Jules LALIQUE (1860 – 1945) · Outros artistas · Art Déco no Brasil · Victor Brecheret (1894-1955) · Indústria Cultural – Art Déco PAGE 26 I - Art Nouveau (aprox. 1890 - 1914) "A Criação continua incessantemente através do desenvolvimento da humanidade. Mas o homem não cria: ele descobre. Aqueles que descobrem nas leis da natureza a inspiração para seus novos trabalhos colaboram com o Criador. Os copiadores não colaboram. Por causa disso, a originalidade consiste em retornar à origem". Antoni Gaudí (1852 - 1926) “Linha determinante, linha enfática, linha delicada, linha expressiva, linha controladora e unificadora”. Walter Crane (1889) Art nouveau é o nome dado ao movimento internacional que se espalhou pela Europa e os Estados Unidos desde o final da década de 1880 até a Primeira Guerra Mundial. Após os excessos e a preocupação vitoriana com estilos históricos, foi uma obstinada e bem-sucedida tentativa de criar uma arte verdadeiramente moderna, caracterizada pela ênfase na linha curva e as formas orgânicas inspiradas em folhagens, flores, cisnes, labaredas e outros elementos – fosse ela ondulante, figurativa, abstrata ou geométrica – tratada com ousadia, simplicidade, individualismo e romantismo. O estilo seria encontrado em meios muito diferentes e um dos objetivos dos adeptos do art nouveau era apagar as distinções entre as belas-artes e as artes aplicadas. Era simplesmente “A arte pela arte”, sem nenhum de descrever algo ou representar algo. O Art nouveau foi designado por diferentes nomes em diferentes países: · Brasil: Arte Floreal; · Alemanha: Jugendstil – estilo da juventude; · Catalunha: Modernisme; · Áustria: Sezessionenstil – referência à Secessão Vienense; · Bélgica: Paling stijl – estilo enguia e Style des vingt – de “os Vinte”; · Rússia: Stil’modern; · Itália: Liberty - estilo Macarrão; · Inglaterra: Slite Floreale e Stile liberty – referência a loja Liberty, em Londres, que ajudou a popularizar o estilo; · Portugal: Arte Nova. A designação internacional se deu à galeria La Maison de L’Art Nouveau, aberta por Siegfried Bing (1838-1905) em Paris, com a finalidade de pôr à disposição do público a nova produção européia do setor de artes e artesanatos. Fenômeno verdadeiramente internacional se difundiu rapidamente pela Europa e os Estados Unidos, ajudado por inúmeras publicações novas, que surgiram em vários países – The Studio, The Yellow Book, The Savoy, L’Art Moderne, Jugend, Pan, Art ET Décoration, Deutsche Kunst und Dekoration, Ver Sacrum, The Chap-book e Mir Isskustva. As exposições internacionais, tais como as realizadas por “Os Vinte” em Bruxelas (1891), pelos secessionistas em Viena (1898-1905), a Exposition Universelle em Paris (1900), a Esposizione Internacionale d’Arte Decorative em Turim(1902) e a St. Louis World’s Fair (1902), levaram o art nouveau a um público ávido. O Art Nouveau pode ser interpretado como um movimento burguês de cunho revolucionário, na medida que afronta a máquina (Revolução Industrial) e sugere a renovação do contato com a natureza, pregando o uso da ferramenta de trabalho como prolongamento do corpo do artista (A arte contra a técnica). Embora o art nouveau fosse um estilo explicitamente moderno, que rejeitava o historicismo acadêmico do século XIX, ainda assim buscava inspirar-se em modelos passados, sobretudo os desconsiderados e os exóticos, tais como a arte e a decoração japonesa, iluminuras e ourivesaria céltica e saxônica e a arquitetura gótica . A influência exercida pela ciência foi igualmente importante. Com o impacto das descobertas científicas, sobretudo as de Charles Darwin, o emprego de formas naturais já não era mais visto como algo romântico e escapista, mas moderno e progressista. Progressos contemporâneos na pintura também foram importantes e os artistas e designers do Art nouveau estavam em íntimo contato com as tendências de vanguarda da época. A expressividade e erotismo dos simbolistas Odilon Redon e Edvard Munch, a linha delicada e a decadência hedonista de Aubrey Beardsley e os ousados esboços dos Neo-impressionista, os Nabis, Paul Gauguin e Henri de Toulouse-Lautrec, tudo isso está presente nas obras do Art nouveau. As origens do Art nouveau podem ser buscadas no movimento inglês Arts and Crafts, sobretudo na crença evangelizadora de William Morris, relativa à importância e dignidade do artesanato de qualidade e sua determinação de eliminar a distinção entre as belas-artes e as artes decorativas. Morris defendia que a arte devia ser acessível ao comum dos cidadãos, e pretendia fazer mobiliário artístico mas pouco dispendioso. No entanto, o seu mobiliário, porque fazia recurso ao trabalho manual, às técnicas tradicionais de construção e aos bons materiais, acabou por ser demasiado dispendioso para o cidadão comum. Assim como o Arts and Crafts, o art nouveau englobava todas as artes. Suas manifestações mais bem-sucedidas se deram na arquitetura e nas artes gráficas e aplicadas, nas quais adotaram novos materiais e tecnologias. A partir daí desenvolveram-se duas tendências principais: uma baseada na linha intrincada, assimétrica, sinuosa (França, Bélgica) e outra que adotava uma abordagem mais retilínea (Escócia, Áustria). Muitos designers da segunda geração do movimento Arts and Crafts, tais como C. R. Ashbee, Charles Voysey, M. H. Baillie Scott, Walter Crane e Arthur Mackmurdo, são figuras de transição entre esse movimento e o art nouveau. O encosto da cadeira de Mackmurdo e a página de rosto de Wren’s City Churches I (1883) são os exemplos mais antigos de uma obra que exibia as características que eram sinônimo do Art nouveau – simplicidade linear, linhas alongadas, assimétricas e curvas, cores ousadamente contrastantes, formas orgânicas abstratas e um sentido rítmico do movimento. Cadeira e encosto (Arthur Mackmurd) Se o estilo floral do art nouveau originou-se da obra de Mackmurdo, o estilo singular dos Quatro de Glasgow – Charles Rennie Mackintosh (1868-1928), sua mulher, Margaret Macdonald (1863-1933), a irmã dela, Frances Macdonald (1870-1945) e seu marido , Herbert McNair (1870-1945) – exerceu papel central na versão posterior e mais geométrica do art nouveau. Os quatro trabalharam com os mais variados meios de expressão: pintura, artes gráficas, arquitetura, decoração, mobiliário, vidro, artefatos de metal, ilustrações e ferro forjado. Sua ornamentação sóbria, as cores suaves, linhas verticais encurvadas e motivos estilizados de rosas, ovos e folhas exerceram imensa influência. O designer e arquiteto Mackintosh foi o mais prolífico dos quatro. Seus métodos de trabalho em grupo, tanto quanto seu estilo linear de grades e de linhas e curvas verticais alongadas, exerceram enorme impacto sobre os secessionistas vienenses. De fato, não seria exagero dizer que seus interiores exagerados e seu estilo puro e geométrico de mobiliário e arquitetura inspiraram muitas descobertas na arte, na arquitetura e no design do século XX. Vitral de uma janela ( Charles Rennie Mackintosh) O art nouveau floresceu rapidamente na Bélgica, onde Os Vinte, grupo artístico progressista, promovia um clima artístico e intelectual experimental, e foi em Bruxelas que o novo estilo encontrou seus primeiros grandes expoentes nas pessoas de Victor Horta (1861-1947) e Henry van de Velde (1863-1957). Horta, o “pai da arquitetura art nouveau”, Victor Horta (1861 - 1947) é famoso pela linha “belga” ou “Horta”, a característica curva de “chicotada” que se vê, por exemplo, na Casa Tassel (1892-3), em Bruxelas, um marco no design arquitetônico art nouveau. Foi a primeira residência particularonde o ferro forjado foi empregado extensivamente, tendo em vista objetivos estruturais e o design de interiores. Embora o exterior aparente certo comedimento, cada elemento do interior de Horta é uma expressão de superfícies curvas, exuberantes e complexas, desde as janelas com vitrais, passando pelos ladrilhos de mosaico, até chegar à escadaria e balaustrada de ferro forjado. A arquitetura modernista se caracterizou pela estrita coerência entre as formas sinuosas das fachadas e a ondulante decoração dos interiores. Adotou-se a chamada construção honesta, que permitia vislumbrar vigas e estruturas de ferro combinadas com cristal. Em Barcelona, o arquiteto catalão Antonio Gaudí (1852 – 1926) revolucionou a arquitetura com uma obra totalmente simbolista e natural, constituindo por si só um estilo. Casa Milá – “La Pedrera” A escultura modernista permaneceu estreitamente ligada à arquitetura e teve, antes de tudo, uma função decorativa. A criação tridimensional foi representada, melhor ainda do que pela escultura, pelos objetos de uso diário, produzidos com materiais nobres, com um desenho que os elevou à categoria de obras de arte. O modernismo implicou uma revalorização do artesão e, por conseguinte, dos produtos feitos à mão, em oposição aos industrializados. Uma estética para o design O Art Nouveau modernizou a tipografia, o design de marcas comerciais e o design editorial. Além disso, o movimento se destacou pela evolução dos cartazes e também revolucionou o uso de tecidos e design de moda e o mobiliário. Sua influência se estendeu ao design de vasos e lamparinas Tiffany, aos artigos de vidro Lalique e nas estampas Liberty. No final do séculos XIX, a litografia colorida se tornou disponível, o que possibilitou aos designers da época trabalharem direto na pedra. Dessa forma, não enfrentavam mais as restrições da impressão tipográfica, possibilitando que fizessem desenhos livremente. Esse avanço tecnológico foi responsável pelo desenvolvimento e difusão dos cartazes impressos. Influência da pintura japonesa A popularidade das estampas japonesas foi, provavelmente, a principal influência estética que suscitou o uso livre do espaço graficamente. Esse estilo de pintura valorizava o espaço em branco do papel e a composição dos elementos figurativos com mais exatidão, além do movimento e da textura gráfica da pincelada. Dessa forma, percebemos essa influência direta na composição e no desenho, excepcionalmente gráficos e econômicos, de Aubrey Beardsley, um dos pioneiros do design (e do desenho artístico) moderno. Ademais, a expressividade da caligrafia japonesa, possivelmente, influenciou também a caligrafia expressiva do Art Nouveau. Tanto Vincent van Gogh, William Morris e Charles Rennie Mackintosh foram grandes admiradores das ilustrações japonesas. A influência do Art Nouveau Ainda que o Art Nouveau seja uma manifestação típica do século XIX, encontram-se traços desse movimento no design gráfico ainda no século XX: · O estilo psicodélico dos anos de 1960-70, como o trabalho do designer gráfico norte-americano Milton Glaser; · A família tipográfica Bookman, o estilo arredondado da fonte Cooper Black e o redesenho das tipografias antigas e ornamentadas. Além dos avanços tecnológicos como a fotoletra, a tipografia digital e a fotocomposição. Posto que, durante muito tempo, alguns designers educados à sombra do Bauhaus e do estilo internacional criticassem a Art Nouveau como uma manifestação estética demasiadamente ornamental, nos dias de hoje se valoriza muito sua importância histórica e sua riqueza ornamental. Notáveis designers, artistas e arquitetos do Art Nouveau Ilustração, Design Gráfico · Aubrey Beardsley (1872 – 1898) · Gaston Gerard (1878 – 1969) · Alfons Mucha (1860 – 1939) · Edvard Munch (1863 – 1944) · Henri de Toulouse-Lautrec (1864 – 1901) · Pierre Bonnard (1867 – 1947) · William Bradley (1868 – 1962) · Eliseu Visconti (1866 – 1944) Móveis · Carlo Bugatti (1856 – 1940) · Eugène Gaillard (1862 – 1933) · Louis Majorelle (1859 – 1926) · Henry van de Velde (1863 – 1957) Vidro e Vitrais · Daum Frères (1825 – 1885) · Émile Gallé (1846 – 1904) · Jacques Gruber (1870 – 1936) · René Lalique (1860 – 1945) · Louis Comfort Tiffany (1848 – 1933) Outras artes decorativas · Charles R. Ashbee (1863 – 1942) · Jules Brunfaut (1863 – 1942) · Auguste Delaherche (1857 – 1940) · Georges de Feure (1868 - 1928) · Hermann Obrist (1863 - 1927) · Philippe Wolfers (1858 – 1929) Murais e mosaicos · Mikhail Vrubel (1856 – 1910) · Gustav Klimt (1862 – 1918) · Eliseu Visconti (1866 – 1944) Arquitetura · Gustavo Dias (mas não sei se este é real) · Émile André (1871 – 1933) · Georges Biet (1871 – 1933) · Paul Charbonnier (1865 – 1953) · Raimondo Tommaso D'Aronco (1857 – 1932) · August Endel (187 – 1925) · Antoni Gaudi (1852 – 1926) · Victor Horta (1861 – 1947) · Josef Hoffmann (1870 – 1956) · Hector Guimard (1867 – 1942) · Charles Rennie Machintosh (1868 – 1928) · Louis Sullivan (1856 – 1924) · Eugène Vallin (1856 – 1922) · Fyodor Shekhtel (1859 – 1926) · Henry Van de Velde (1863 – 1957) · Otto Wagner (1841 – 1918) · Lucien Weissenburger (1860 – 1929) · Marian Peretiatkovich (1872 – 1916) O estilo teve seu período de sucesso entre as duas últimas décadas do século XIX e as duas primeiras do século XX, em que é substituído paulatinamente pelo estilo Art Déco e definitivamente abandonado por ser considerado um estilo já ultrapassado. Indústria Cultural - Art Nouveau · Djavan sempre foi um admirador do arquiteto espanhol Antoni Gaudí, cujas obras, eram marcadas pela criativa e colorida mistura de estilos e matérias-primas, desafiando classificações. Djavan é um artista que, como Gaudí, se reinventa através das leis da natureza. Sina (Djavan) PAGE 26 Pai e mãe Ouro de mina Coração Desejo e sina Tudo mais Pura rotina Jazz... Tocarei seu nome Pra poder Falar de amor Minha princesa Art Nouveau Da natureza Tudo mais Pura beleza Jazz... A luz de um grande prazer É irremediável néon Quando o grito do prazer Açoitar o ar Reveillon... O luar Estrela do mar O sol e o dom Quiçá um dia A fúria Desse front Virá Lapidar o sonho Até gerar o som Como querer Caetanear O que há de bom. · Henri de Toulouse-Lautrec, no filme “Moulin Rouge – Amor em Vermelho”, interpretado por John Leguizamo. · O site principal do Google Reino Unido exibiu no dia 7 de junho deste ano um doodle especial em comemoração ao aniversário de 140 anos de Charles Rennie Mackintosh com Doodle Especial. · O estilo do Castelo Rá-Tim-Bum foi inspirado na estética Art Nouveau do arquiteto catalão Antoni Gaudí. II - Art Déco (1920s - 1930s) ou Arte Decô Proveniente da grande exposição realizada em Paris no ano de 1925, intitulada "Exposition Internationale des Arts Décoratifs et Industriels Modernes", a exposição francesa Art Déco aplica-se ao estilo que, originado por volta de 1920, no período pós-Primeira Guerra Mundial, só atingiria seu pleno desenvolvimento cerca de dez anos depois... O nome "Art Déco" recebeu também outras denominações durante o século XX: Jazz Modern: graças ao estilo musical jazzístico sincopado e irregular surgido nos Estados Unidos, relacionado metaforicamente ao estilo fragmentado e irregular do Art Déco. · Aztec-Airways: pela possível influência de aparência asteca no estilo déco, introduzida pelo grande estudioso em História da Arte, Derek Clifford. · Espirit Nouveau: nome dado pelo arquiteto suíço Le Corbusier, devido ao movimento de renovação da arquitetura de características circulares e de linhas retas. Derivado da tradição de arte aplicada que remete à Inglaterra e ao Arts and Crafts Movement, o Art Nouveau explora as linhas sinuosas e assimétricas tendo como motivos fundamentais as formas vegetais e os ornamentos florais. O padrão decorativo Art Déco segue outra direção: predominam as linhas retas ou circulares estilizadas, as formas geométricas e o design abstrato. Entre os motivosmais explorados estão os animais e as formas femininas. Nesse sentido, é possível afirmar que o estilo "clean e puro" Art Déco dirigem-se ao moderno e às vanguardas do começo do século XX, beneficiando-se de suas contribuições. O cubismo, a abstração geométrica, o construtivismo e o futurismo deixam suas marcas na variada produção inscrita sob o "estilo 1925". O vocabulário moderno e modernista combina-se nos objetos e construções Art Déco com contribuições das artes hindu, asteca, egípcia e oriental, com inspiração no balé russo de Diaguilev, no Esprit Nouveau de Le Courbusier (1887 - 1965) e com a reafirmação do "bom gosto" estabelecido pela Companhia de Arte Francesa (1918). O Art Déco se apresenta de início como um estilo luxuoso, destinado à burguesia enriquecida do pós-guerra, empregando materiais caros como jade, laca e marfim. É o que ocorre, nas confecções do estilista e decorador Paul Poiret, nos vestidos "abstratos" de Sonia Delaunay (1885 – 1979), nos vasos de René Lalique (1860 - 1945). A partir de 1934, ano de realização da exposição Art Déco no Metropolitan Museum de Nova York, o estilo passa a dialogar mais diretamente com a produção industrial e com os materiais e formas passíveis de serem reproduzidos em massa. O barateamento da produção leva à popularização do estilo que invade a vida cotidiana: os cartazes e a publicidade, os objetos de uso doméstico, as jóias e bijuterias, a moda, o mobiliário etc. A despeito de seu enraizamento francês, os motivos e padrões Art Déco se expandem rapidamente por toda a Europa e pelos Estados Unidos, impregnando o music hall, o cinema de Hollywood , a arquitetura (por exemplo, a cúpula do edifício Chrysler, em Nova York, 1928), a moda, os bibelôs, as jóias de fantasia etc. Dessa forma, falar em declínio do Art Déco na segunda metade da década de 1930 não deve levar a pensar no esquecimento da fórmula e das sugestões daí provenientes, que são reaproveitadas em decorações de interiores, em fachadas de construções, na publicidade etc. Em geral, quando observamos um objeto de linha déco nos deparamos com: desenhos simples, definidos por traços sempre muito precisos, geometrizados ou em representação estilizada de padrões naturais, típicos da inicial era moderna que se vivia naqueles anos, preocupada com as questões de tempo e espaço. Em seus produtos diversos, tornou-se comum o emprego de materiais criados pelo homem através dos novos processos industriais vigentes à época: as resinas sintéticas - como a baquelite, por exemplo - e o concreto armado, sempre combinados aos materiais naturais como o jade, o marfim, a prata e os cristais de rocha... Porém, é interessante notar que o Art Déco envolveu, na verdade, dois diferentes estilos: o tradicional e o moderno. O primeiro em voga na França na década de 1920, era adaptado de releituras de peças do século XVIII usando materiais exóticos e madeiras diversas, sempre preocupado com a questão do conforto e a utilização do espaço. Já o estilo moderno, que predominou durante os anos 1930 e cujo maior adepto era o famoso designer Mies van der Rohe, baseou-se em linhas "clean", advogando o uso de materiais industrializados e a produção em massa. Alguns artistas do período Art Déco Paul POIRET (1879 – 1977) Meio século antes das feministas queimarem seus sutiãs nos 1960, o francês Paul Poiret (1879-1944) já havia liberado a mulher do espartilho. O artista criou uma nova silhueta com vestidos soltos e chemisiers, enlaçando-a com retângulos de tecido sem costura e usando muitas cores. Além disso, ele foi responsável por criar o look boêmio-chique comumente adotado pelas pessoas antes da 1ª Guerra Mundial. Assim, Poiret pode ser considerado como o primeiro fashion designer moderno. A alta-costura dos dias de hoje ainda se inspiram nos casacos, nos vestidos e em acessórios lançados por ele no início do século passado. Enquanto Coco Chanel comumente é creditada por criar um “padrão de moda moderno”, foi o processo de design de Poiret, que usava o drapeado, quem iniciou a modernização das formas. Outra característica do designer era sua sensibilidade para o Marketing, pois ele foi o primeiro a ter uma marca de cosméticos, perfumes e itens de decoração. Essa é uma estratégia muito comum nos dias atuais e verdadeiros pilares financeiros de muitos estilistas. Enquanto trabalhava numa fábrica de guarda-chuvas, em meados da década de 1890, Poiret começou a desenhar seus primeiros vestidos. Em 1898, o costureiro Jacques Doucet o contratou como aprendiz, oportunidade que aproveitou para aprender algumas estratégias. Todo esse aprendizado levou a ter suas criações usadas por atrizes famosas como Sarah Bernhardt. Em 1901, Poiret deixou o ateliê de Doucet para trabalhar com Charles Frederick Worth, o estilista que dominou a moda francesa no fim do século 19. Entretanto, em 1903 Poiret abriu o seu próprio ateliê, mas ele admitia que não sabia costurar de forma clássica e não conseguia controlar toda a sua criação. Contudo, justamente sua falta de conhecimento de alfaiataria e confecção foi o que fomentou o avanço de suas técnicas. Por ser apaixonado por pintura, Poiret foi o primeiro a incluir a Arte Moderna em conjunto com suas criações. Com o ilustrador francês Paul Iribe, criou a rosa que utilizava em suas etiquetas. Em 1908, fez o álbum “Les Robes de Paul Poiret” e, em 1911, produziu com Georges Lepape (outro ilustrador francês), o álbum “Les Choses de Paul Poiret”. Raoul Dufy, um artista cheio de talentos e que atuava em diversos campos da arte, criou as estampas gráficas perfeitas para os desenhos abstratos de Poiret, como as flores gigantescas do casaco longo “La Perse” (1911). De fato, o trabalho de Poiret foi abastecido pelos discursos dominantes na sua época, como o classicismo, o primitivismo, o orientalismo e o simbolismo. Com inspiração no Art Nouveau, nos figurinos exóticos do Ballets Russes de Serguei Diaghilev e na indumentária oriental, Poiret introduziu as cores vivas dos fauvistas na alta-costura. Assim, ele desenhou saias, capas e turbantes que passaram a ser chamados de “pasha de Paris”. Vale comentar que Poiret tinha como musa inspiradora sua própria esposa, Denise, com quem se casou em 1905. Ela foi sua diretora de criação e modelo para divulgar suas peças. O costureiro declarou em 1913, durante uma entrevista na Revista Vogue, que sua mulher era a expressão de todos os seus ideais e sua inspiração. Assim, a aparência delgada de Denise serviu de base para Poiret repensar o design das vestimentas femininas para algo mais simples. Primeiro ele atendeu a necessidade da esposa de usar uma roupa mais confortável durante a gestação e após o nascimento da filha deles, Rosine (a primeira dos cinco filhos que tiveram). Já no batizado da menina, Denise usou um vestido leve e que proporcionava liberdade chamado “Lola Montez”, nome inspirado em uma atriz e dançarina da época. Além disso, Denise também tinha talento para ser estilista e algumas revistas de moda da época indicam que ela foi a primeira mulher a usar sapatos de seda sem fivela ou laço. De fato, ela tinha uma coleção de meias coloridas para fazer combinações diferentes com suas botas enrugadas e saias. Ela criava looks no estilo marroquino, que seu marido lançou. Outras criações especiais de Poiret para Denise, foram fantasias que ela usava nos bailes promovidos pelo costureiro. Tais eventos repercutiam na mídia e causavam muitas inovações na moda. No entanto, Poiret começou a perder seu reinado quando Coco Chanel emergiu nos anos 1920 com sua alfaiataria e suas cores sóbrias. Conta-se que, quando a viu com um vestido preto, ele perguntou se ela estava de luto. Chanel retrucou dizendo que estava de luto por ele. Para contra atacar a nova tendência de looks que deixavam a silhueta feminina parecida com a de um “menino”, em 1922 ele apresentou vestidos com ares do século XIX. Infelizmente, seus assistentes e clientesacabaram debandando, o que refletiu em um endividamento e na venda de suas empresas. Em 1928, ele e Denise se divorciaram de forma nada amigável. Em 1930, o costureiro publicou sua biografia “En Habillant l'Époque” (King of Fashion, EUA). Nessa altura ele foi morar em um hotel, suas finanças estavam arrasadas e, para sobreviver, ele precisou desenhar uma coleção pequena para a Printemps (loja francesa de departamentos). Em 1934, seus amigos começaram a cuidar dele, pois começou a sofrer com o mal de Parkinson. Mesmo assim, Poiret começou a pintar e sua rede de apoio organizou uma exposição. Em 1943, foi morar na casa de sua irmã, onde faleceu no ano seguinte. Sonia DELAUNAY (1885-1979) Natural de Gradizhsk, Ucrânia, Sonia Delaunay foi pintora, figurinista, cenógrafa, designer têxtil, criadora de moda e de objetos "simultâneos". Nascida Sarah Stern, em 1885 (m. Paris, em 1979), no seio de uma família de poucas posses, a adopção por um tio materno, Henry Terk, permite-lhe uma vida de oportunidades. Após frequentar a Academia de Belas-Artes de Karlsruhe, Alemanha, vai para Paris em 1905, para estudar na Académie de la Palette. Casada em 1910 com o pintor Robert Delaunay, as preocupações artísticas de Sonia desviam-se então da pintura, centrando-se nos trabalhos de tecidos e bordados, fazendo do domicílio dos Delaunay um vasto cenário experimental. Aí surge, no início de 1911, uma das primeiras obras abstratas da história: a colcha da cama do filho recém-nascido. Embora realizada segundo a técnica de um quilt tradicional, é trabalhada de acordo com as pesquisas dos contrastes simultâneos que a pintora então segue. Idêntica linguagem se espelha nas roupas que cria para si e que levarão o poeta Blaise Cendrars (cuja parceria com Sonia produz, em 1913, A Prosa do Transiberiano) a escrever "Sobre o corpo, ela tem um vestido", poema-enunciado da nova relação entre arte e quotidiano. Nesse mesmo ano, os objetos simultâneos de Sonia – capas de livros, abajures, almofadas, tapetes – serão expostos na Galeria Der Sturm, em Berlim. A Grande Guerra obriga o casal a ausentar-se de Paris, vindo para Portugal, na sequência dos convites de Amadeo de Souza-Cardoso e Eduardo Viana. A brancura da luz meridional levará Sonia a aprofundar pesquisas lumínicas. Novamente dedicada à pintura e ao desenho, a sua obra refletirá as cores do folclore e do artesanato regionais, recriando, na linguagem dos seus círculos solares, as bonecas e a olaria tradicionais e as roupas das mulheres, em momentos de dança. Também na tela Chanteur Flamenco (1915), a composição vibrante, de dinâmica centrífuga, evoca a sua cara relação com a música e o desejo de pôr as cores a dançar. Embora reconhecíveis, as figuras referentes articulam-se como pretextos a caminho da abstração, deixando a cor ecoar no espaço e desdobrando a luz nas suas múltiplas faces. Em 1918, já em Madrid, inicia uma colaboração com Diaghilev, desenhando figurinos para os Balletts Russes, e abre a Casa Sonia, onde comercializa vestidos e artigos de moda. O regresso a Paris, no pós-guerra, permite-lhe estabelecer ligações com o recém-criado movimento Dadá e reatar relações com os surrealistas Breton e Aragon. E, paralelamente à pintura, prossegue a criação de têxteis e objetos decorativos, além dos robes-poèmes (possível influência dos lenços de namorados portugueses), vestidos bordados com poemas. A Boutique Simultanée (1924-1930) assinala, nos Campos Elísios, o crescente prestígio da artista. O não estabelecimento de uma hierarquia entre a produção artística e as artes ditas "aplicadas" fica bem patente, por exemplo, no modo como Sonia enquadrava os modelos na composição ou como essas produções se inseriram no quotidiano, tornando-o artístico. Consagrada, com obra reconhecida e divulgada por instituições culturais em todo o mundo – de que se destacam a mostra organizada, em 1958, na Kunstahaus de Bielefeld e a exposição no Louvre, em 1963, na seqüência de uma doação de 117 obras do casal Delaunay ao Museu Nacional de Arte Moderna, Paris –, Sonia permanece aberta a novas propostas. Ainda em 1953, integrou o recém-criado grupo Espace. Contudo, não esquecerá o passado e publicará as suas investigações, nomeadamente no volume intitulado “A Cor Dançada. Cinquenta Anos de Pesquisas”. A década de 1960 verá o seu reconhecimento institucional alargado aos Estados Unidos, e a confirmação em França, com a organização da grande retrospectiva no Museu Nacional de Arte Moderna. Evocando a obra e a relação da artista com Portugal, a Fundação Calouste Gulbenkian organiza, em Lisboa em 1972, a exposição Sonia e Robert Delaunay em Portugal e os seus Amigos Eduardo Vianna, Amadeo de Souza-Cardoso, José Pacheko e Almada Negreiros. Nos anos 1960, Sonia começou a desenhar vitrais e mosaicos, e a editar litografias, experimentando novas áreas e técnicas de expressão. Em todos esses trabalhos podemos ver o modo como a cor se abre com a luz e se transforma e multiplica, no contraste próximo com as suas complementares; como tons diferentes de uma mesma cor reagem às mais diversas misturas, ou seja, como cor e luz são duas faces da mesma realidade; e como essa forma de dança visual, desejada e amplamente conseguida, joga com o traçado geométrico do desenho, prosseguindo a vontade que dá título à sua autobiografia, publicada em 1978: Iremos até ao Sol. René Jules LALIQUE (1860 – 1945) O joalheiro e vidreiro René Jules Lalique nasceu na pequena cidade de Ay, na região de Champagne, na França. Filho único de um vendedor de miudezas, ele venceu seu primeiro concurso de desenho aos 11 anos de idade, e aos 16 começou a estudar ourivesaria em Paris. Dois anos mais tarde, mudou-se para Londres, na Inglaterra, dando prosseguimento aos seus estudos numa escola de arte conhecida como Syndenham. Mais dois anos, com o fechamento da escola, Lalique voltava a Paris, passando a fazer um curso de escultura. Em 1881, ele decidiu começar a trabalhar como joalheiro free lance para grifes famosas do sector, como Vever, Boucheron e Cartier, tornando-se conhecido e respeitado como um exímio criador do estilo "Art Nouveau". Lalique criou também várias jóias para a atriz Sarah Bernhardt, e o magnata arménio Calouste Gulbenkian chegou a reunir cerca de 150 peças concebidas por ele. Suas experiências iniciais com trabalhos em vidro, que o consagraram mundialmente, começaram a ser feitas em 1893. Data desse ano o primeiro frasco de perfume criado por Lalique, no formato de uma lágrima, feito numa forma de pão no fogão de seu ateliê. A Exposição Universal, realizada em Paris em 1900, projectou-o internacionalmente, mas foi apenas em 1906 que aconteceu o encontro que faria dele o grande mestre dos frascos de perfume. Na época, tanto a loja onde Lalique vendia os seus produtos quanto à perfumaria Coty ficavam na mesma Place Vendôme, em endereços contíguos, nos números 23 e 24. Francis Coty, então uma espécie de rei dos perfumes, pediu ao vizinho que criasse frascos para seus aromas. O resto já é história: a parceria permitiu a criação de uma deslumbrante sucessão de peças em vidro, verdadeiras esculturas que procuraram recriar a ideia da essência que continham. Com o passar do tempo, outras associações foram sendo feitas, com fabricantes de perfumes como Guerlain, Roger et Gallet e mais recentemente com Nina Ricci. Com a morte de René Lalique, a empresa passou a ser dirigida pelo seu único filho, Marc, e desde a sua morte, em 1977, pela neta do fundador, Marie-Claude. Mesmo num mundo de fabricação em massa, os frascos de Lalique - que atualmente contêm perfumes próprios - permanecem inimitáveis. A empresa, que também mantém uma linha de peças de cristal, continua a seguir de perto o estilo de René Lalique, ainda que quase a totalidade dos desenhos criados por ele tenha sido destruída durante a 2ª Guerra Mundial." Outros artistas · C. Paul Jennewein(escultor German-American) · Clarice Cliff (cerâmica) · Demetre Chiparus (escultura) · Edgar Brandt (metais) · Erte (pintor e desenhista francês-russo) · Jacques-Émile Rulhmann (móveis) · Jean Dunand (desenhista suiço) · Jean Dupas (desenhista francês) · Louis Icart (pôsters) · Paul Manship (escultor americano) · Raymond Hood (arquiteto americano) Chrysler Building A década de 1920 foi marcada por grande progresso industrial, sobretudo no setor automotivo, onde um empresário chamado Walter P. Chrysler se destacou por fabricar carros considerados modernos para aquela época. Em 1928, a Chrysler Corporation se tornou a segunda maior fabricante de automóveis do mundo e líder industrial nos Estados Unidos com duas novas linhas de carros: Plymouth e DeSoto. Diferentemente de outros empresários do ramo, Chrysler queria ter a sede de sua companhia em Nova York ao invés de Detroit e havia decidido construir um edifício imponente, uma declaração às glórias da era moderna. As obras foram iniciadas em 19 de Setembro de 1928 e seguiram em ritmo acelerado, sendo feitos 4 andares por semana. Na época, outros dois prédios foram construídos: o Manhattan Bank, hoje conhecido como Trump Building (40 Wall Street) e o Empire State Building. Sendo levantados na mesma cidade e ao mesmo tempo, iniciaram uma "corrida para o céu", uma disputa para ver qual estrutura seria a mais alta da cidade e, então, do mundo. O curioso desta competição é que o arquiteto responsável pelo Manhattan Bank, H. Craig Severance, era ex-sócio daquele que construía o Chrysler Building, William Van Alen, o que tornou a disputa ainda mais acirrada entre os dois projetos. Outubro de 1929 a estrutura do Manhattan Bank estava praticamente completa e todos acreditavam que Chrysler havia perdido a disputa. Foi quando Van Alen pôs em prática seu plano secreto: o "vertex", um espiral de aço inoxidável com tamanho equivalente a sete andares estava sendo construído dentro do prédio, no vão dos elevadores. Num dia tranquilo, em apenas 90 minutos, a ponta metálica foi erguida para o topo do prédio, tornando o Chrysler Building o edifício e a estrutura mais alta do mundo, superando a Torre Eiffel e seus outros competidores. Não havia mais chances de Severance alterar o projeto do Manhattan Bank. O prédio foi terminado oficialmente em 27 de Maio de 1930 e alguns meses depois, infelizmente, foi desbancado pelo Empire State Building que se tornou, por muitos anos, o mais alto de Nova York. Art Déco no Brasil No Brasil, o Art Déco incorpora-se à estética nacional no início da década de 1920 através da contribuição de pintores como John Graz, Ismael Nery, decoradores como Regina Gomide Graz e escultores como Victor Brecheret. Victor Brecheret (1894-1955) Nasceu em Virtebo, na Itália, em 1894. Frequentou o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo em 1912, onde aprendeu desenho e decoração. Em 1913, de volta à Itália, estudou escultura com Arturo Dazzi. Abriu seu primeiro ateliê em 1915, em Roma. Foi influenciado por mestres renascentistas, pelo impressionista Rodin e por Mestrovic. Retornou ao Brasil em 1919, tendo trazido ideias de uma escultura moderna. No ano seguinte, conheceu os escritores Oswald de Andrade e Mário de Andrade e o pintor Di Cavalcanti. Em 1921, com bolsa do governo de São Paulo, foi estudar em Paris. Um ano depois, participou da Semana de Arte Moderna, com algumas esculturas. Nessa época, sua produção passou por uma simplificação de formas, influenciado por Brancusi e pela Arte Decô. Em 1925 foi premiado no Salão da Sociedade dos Artistas Franceses. Nos anos 1930 fez algumas esculturas abstratas. Participou da fundação da Sociedade Pró Arte Moderna, SPAM, em São Paulo. Em 1936, iniciou a execução do Monumento às Bandeiras. A partir do final dos anos 1940, sua obra apresentou temas nacionais e indígenas e formas cada vez mais orgânicas e essenciais. Brecheret participou das XXV e XXVI Bienais de Veneza (1952 e 1950), e das I, III e IV Bienais de São Paulo. Na Bienal de 1951, recebeu o prêmio de Melhor Escultor Nacional. Morreu em 1955 em São Paulo. Indústria Cultural - Art Déco · Há dois exemplos de novelas recentes que podemos encontrar com influências Art Déco: “O Cravo e a Rosa” (2000) e “Chocolate com Pimenta” (2003). As duas novelas tiveram seus slogans, seus figurinos (vestimenta e até corte de cabelo) e seus ambientes retratando a Art, com o grande diferencial da abertura de “Chocolate com Pimenta”. · Capa do livro “Boutiques 1931”, escrito pelo francês Roger Poulain. · A 1ª propaganda do perfume nº 5 da Coco Chanel e até o próprio frasco tiveram influências da Art Déco. Bibliografia AGRA, Lucio. Historia da Arte do Século XX - Idéias e Movimentos. 1 ed. São Paulo: Editora Anhembi Morumbi, 2004. 192 p. ALL about Art Deco. Collectables Now. Disponível em: <http://blog.collectables-now.com/tag/art/ > . Acesso em: 18 out. 2008. CASA Batlló. Barcelona Tourist Guide. Disponível em: <http://www.barcelona-tourist-guide.com/en/albums-en/gaudi-casa-batllo/pages/gaudi-casa-batllo-04_jpg.html > . Acesso em: 18 out. 2008. CASTELO Rá Tim Bum. TV Rá Tim Bum. Disponível em: <http://www.tvratimbum.com.br/ > . Acesso em: 18 out. 2008. DEMPSEY, Amy. Estilos, escolas e movimentos: guia enciclopédico da arte moderna. São Paulo: Cosac & Naify, 2003. 304 p. FOTOS de la casa de Victor Horta en Bruselas. Sobre Bélgica, ano. Disponível em: <https://sobrebelgica.com/2008/05/10/fotos-de-la-casa-de-victor-horta-en-bruselas/> . Acesso em: 18 out. 2008. GALERIA de Cenas de Filmes. Cinema Brasileiro. Net. Disponível em: <http://www.cinemabrasileiro.net/cenas/galeria.asp?pagina=3 > . Acesso em: 18 out. 2008. MESTRES da Pintura : Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901). 1. ed São Paulo: Abril Cultural, 1977. 54 p. P22 Art Nouveau Bistro. Disponível em: <http://www.identifont.com/show?CB > . Acesso em: 18 out. 2008. P22 Art Deco Display. Identifont. Disponível em: <http://www.identifont.com/show?C9> . Acesso em: 18 out. 2008. SITE do Djavan. Djavan. Disponível em: <http://djavan.com.br > . Acesso em: 18 out. 2008. VICTOR Horta. Art Line. Disponível em: <http://www.artline.ro/1_586_Victor_HORTA_9820.html> . Acesso em: 18 out. 2008.